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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

MSC encomenda 11 navios de 22000 TEU´s

A MSC, número dois mundial no transporte marítimo de contentores, encomendou 11 navios de 22 000 TEU´s aos estaleiros sul-coreanos da Daewoo Shupbuilding and Marine Engineering (DSNE)



A notícia foi confirmada por uma porta-voz da companhia helvética. “Um número significativo de navios de 13-14 000 TEU serão desactivados nos próximos anos e a nova encomenda visa substituir essa frota, mais do que aumentar substancialmente a capacidade global da MSC”, afirmou.
A decisão da MSC é conhecida poucos dias depois de a CMA CGM ter confirmado oficialmente a encomenda de nove porta-contentores de 22 000 TEU junto de estaleiros chineses. O contrato com a China State Shipbuilding Corporation (CSSC) foi assinado no passado dia 19.
Os primeiros rumores sobre a hipótese de a MSC encomendar navios de 22 000 TEU surgiram em Agosto, mas não mereceram na altura quaisquer comentários.
Os analistas convergem na ideia de que o mercado terá capacidade para acomodar a nova capacidade resultante das duas mega-encomendas. Mas também avisam para o risco de se entrar numa nova corrida aos estaleiros, essa sim com consequências previsivelmente negativas para o balanço entre a oferta e a procura de capacidade e, logo, para o nível dos fretes.
Sem estas encomendas, a carteira global de pedidos junto dos estaleiros situava-se na casa dos 2,6 milhões de TEU, o nível mais baixo desde 2003.

Mega-navios agravam dificuldades de salvamento

A indústria de salvamento marítimo de hoje não teria capacidade para lidar com um acidente envolvendo um porta-contntores de 22 mil TEU carregado, avisa Peter Townsend, responsável pela área marítima na AmTrust at Lloyd’s


“As necessidades [do sector de transporte marítimo] não encontram resposta nas capacidades de salvamento existentes. Precisamos de um maior investimento em meios de salvamento e precisamos de abordar a raiz destes problemas”, afirmou Townsend, citado pela revista “Tug Technology & Business”.
Sublinhando os riscos de encalhamento e de perda de cargas dos grandes navios porta-contentores, o especialista recordou, se necessário, que os navios de hoje têm mais de 50 metros de altura, 350 metros de comprimento e quase 60 metros de largura, o que aumenta os desafios para um evventual salvamento.
A propósito, lembrou o encalhamento, no ano passado, perto de Hamburgo, do CSCL Indian Ocean, de 19 000 TEU. Cerca de 6 500 toneladas de combustível tiveram de ser descarregadas do navio, o rio Elba teve de ser dragado e foram necessários 13 rebocadores ​para colocar o navio fora de perigo, numa operação de seis dias.
Entretanto, já no mês passado, houve o caso do CSCL Jupiter, navio de 10 500 TEU que encalhou nas imediações de Antuérpia. Foram necessários dez rebocadores para o desencalharem. Mas esse foi um encalhamento suave, sobre os fundos de areia, sublinhou Peter Townsend.
A situação poderá ainda complicar-se nos casos em que seja necessário retirar cargas dos navios antes de iniciar o salvamento propriamente dito, destaca Peter Townsend. Simplesmente porque a indústria de salvamento não possui gruas capazes de retirar todos os contentores de um navio de 22 000 TEU. “Podem retirar os contentores sobre o convés, mas não conseguirão retirar todas as cargas dos porões”.

Carga nos aeroportos nacionais cresceu 18,5% no semestre

O movimento de carga e correio nos aeroportos geridos pela ANA cresceu 18,5% no primeiro semestre, de acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)


Entre Janeiro e Junho, terão sido movimentadas 84 916 toneladas, valor que compara com as 71 661 toneladas contabilizadas no período homólogo de 2016.
O crescimento foi conseguido sobretudo à custa das cargas embarcadas, que aumentaram, em termos homólogos, 22,3% e 23,7% nos primeiro e segundo trimestres, respectivamente. Já as cargas desembarcadas avançaram 13,5% e 14,5% nos mesmos períodos.
No balanço do primeiro semestre, as cargas embarcadas totalizaram 43 857 toneladas (contra 35 653 há um ano), enquanto as mercadorias desembarcadas ascenderam a 41 059 toneladas (36 008 toneladas há um ano). Ou seja, as cargas embarcadas superaram as desembarcadas.
Os cálculos do TRANSPORTES & NEGÓCIOS assentam no relatório do INE hoje divulgado sobre o segundo trimestre de 2017 e no documento equivalente emitido há cerca de um sobre o período homólogo de 2016.
A ANA há muito não disponibiliza no seu site, nem em comunicado, informações sobre a actividade da carga aérea nos aeroportos nacionais.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Papo Reto: Gargalos Logísticos Travam a Economia


Congestionamento de caminhões no Porto de Santos…

Neste Papo Reto,  Antonio Fernando Pinheiro Pedro aponta para os gargalos logísticos,  entraves burocráticos e falta de planejamento, que  impedem a modernização de portos, aeroportos, hidroportos, terminais rodo-ferroviários e centros de logística de abastecimento integrados em nosso território.
Para Pinheiro Pedro é uma tragédia que nenhum organismo governamental, da União às prefeituras, saibam o que é logística de abastecimento. Ninguém sabe como um simples cotonete sai da fábrica e chega ao ouvido do dirigente de plantão…
As perdas ocasionadas pelo gargalo no escoamento da produção e circulação de bens e pessoas chegam a níveis preocupantes e podem comprometer o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Via Varejo dribla custo e roubo de cargas com logística própria


A rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo está concentrando em logística própria o transporte de mercadorias compradas online para a retirada em lojas físicas em seus dois principais mercados no país, São Paulo e Rio de Janeiro, um corte de custo que também minimiza o risco de roubo de cargas.
A companhia já está operando com caminhões próprios o abastecimento de 80 lojas nos dois Estados e tem como objetivo ampliar o número para todas as 730 unidades que possui nessas regiões até o final do ano.
A operação foi desenvolvida com a criação de uma empresa própria dentro da estrutura da Via Varejo, chamada VVLog, disse o diretor-executivo de logística da Via Varejo, Marcelo Lopes.“Nos pilotos que fizemos, ficou demonstrado de forma bastante robusta uma redução de 20 por cento nos custos em relação à entrega na casa dos clientes”, disse Lopes, referindo-se à utilização da logística própria para o transporte das mercadorias compradas online dos centros de distribuição até as lojas físicas.

Além de economizar nas viagens dos caminhões e reduzir de três para um dia o tempo para o cliente receber o produto, a empresa também minimiza o risco de a carga ser roubada, em um momento de forte aumento da criminalidade nos dois Estados.

Como a mobilidade vai mudar o setor de Logística?

Pesquisas apontam perdas de lucro e produtividade e revelam necessidade do segmento voltar os olhos para essa solução


Um dos maiores desafios das transportadoras é a redução de custos nas suas operações. Sabe-se que as empresas do setor trabalham com margens muito apertadas e que a crise econômica complicou ainda mais este cenário.
O ano passado foi bastante turbulento para o segmento. A sondagem “Expectativas Econômicas do Transportador 2016”, realizada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostra que a maioria das empresas, cerca de 60,1%, teve diminuição de receita bruta e que 58,8% precisaram reduzir o número total de viagens, sendo que, para a maioria, 74,6%, houve aumento do custo operacional.
Segundo o estudo “Custos Logísticos do Brasil”, do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain), esse aumento de custos operacionais para o transporte rodoviário de cargas é resultado de um desequilíbrio de uma demanda relativamente baixa durante o período, perante a oferta de empresas, que não repassaram o aumento de custos aos seus clientes. Nesse cenário, as empresas precisaram aumentar o volume de viagens, mesmo que ganhando menos, momento em que a sobrevivência do negócio passou a depender diretamente da sua capacidade de ter produtividade.

Tamanho médio dos porta-contentores cresceu mais de mil TEU´s

O tamanho médio dos navios porta-contentores que escalaram portos de todo o mundo no primeiro trimestre cresceu 1 076 TEU, ou 12,6%, em relação ao período homólogo do ano passado


A conclusão é da IHS Markit, com base nos dados recolhidos de 879 terminais em 500 portos de todos os continentes  e relativos a companhias de navegação que representam mais de 75% da capacidade da frota global e mais de 95% da capacidade global na faixa acima dos 4 000 TEU.
A dimensão média dos navios a fazerem escala aumentou em todas as principais regiões do mundo, com os maiores crescimentos a serem registados no Sudeste Asiático (19,2%), América Latina (17,1%) e América do Norte (17%), segundo a IHS Markit. A única excepção à tendência foi África.
Onde se verificaram as maiores dimensões médias dos navios porta-contentores em escala foi nos terminais do Médio Oriente e Índia (1 731 TEU), seguindo-se a América do Norte (1 551 TEU) e o Leste da Ásia (1 124 TEU).
Em termos globais, os navios de +10 000 TEU de capacidade representaram 10,7% das escalas (8,5% há um ano), sendo 7% relativos a escalas de navios de 10 000-14 000 TEU e 3,7% relativos a escalas de navios de +14 000 TEU.
Embora, de acordo com a consultora, a grande maioria das escalas ainda seja feita por navios de capacidade abaixo dos 5 400 TEU, o tamanho médio dos navios continua a crescer e isso pressiona os operadores de terminais a actualizarem as suas instalações e processos para operarem embarcações maiores.
A capacidade total da frota de contentores estava nos 20,6 milhões de TEU no final do segundo trimestre do ano em curso, um aumento de 1,4% face a igual trimestre de 2016.

Infraestrutura é principal desafio e oportunidade para retomada


As mesmas calamidades que levaram a economia do Brasil a encolher em mais de 7% nos dois últimos anos também estão criando oportunidades sem precedentes, dizem analistas.
A cambaleante infraestrutura brasileira quase entrou em colapso diante das demandas geradas pelo superciclo de commodities que precedeu a recessão. O Fórum Econômico Mundial classifica o Brasil em 72º lugar no seu ranking de qualidade de infraestrutura, que abarca 138 países, adiante da vizinha Argentina, mas bem atrás do México, que ocupa o 57º posto.
Agora, o Brasil tem a oportunidade de corrigir essa situação antes do próximo pico de sua economia. "A infraestrutura é o principal desafio e a principal oportunidade", diz Renato Polizzi, diretor de investimento do Banco Modal, em São Paulo, e especialista em debêntures de infraestrutura. "Nossa infraestrutura é em geral velha, ineficiente e menor do que necessitamos".
O Brasil é o maior exportador mundial de commodities como açúcar, soja, café, suco de laranja e minério de ferro, e um dos maiores exportadores de carne bovina, milho e celulose. Até que a recessão chegasse, o país também era um mercado promissor de bens de consumo, e um produtor promissor de automóveis.

Primeira operação de abastecimento de LNG em alto mar


O navio Coralius, de abastecimento de LNG, da empresa finlandesa Skangas (controlada pela estatal Gasum) realizou a primeira operação de abastecimento de LNG em águas internacionais, entre a Dinamarca e a Suécia. O navio tanker de transporte de produtos químicos Fure West, da operadora sueca Furetank, recebeu o abastecimento. 

O presidente da Skangas, Kimmo Rahkamo, comentou que a operação de bunkering do Fure West, realizada entre navios em alto mar comprovou que o Coralius realiza as operações para as quais foi construído. O abastecimento ship-to-ship em alto mar marca uma nova etapa na história das operações de bunker.
O navio Coralius, em sua viagem inaugural, inicia uma nova rotina de abastecimento ship-to-ship em alto mar. O LNG (gás natural liquefeito) é o combustível marítimo mais limpo (em emissões poluentes) e vem sendo usado de forma crescente em navios de todos os tipos por ser alternativa econômica para empresas comprometidas com redução das emissões de carbono.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Packaging na cadeia logística aumenta eficiência e agilidade das operações


Com as condições econômicas atuais do Brasil, as empresas estão operando em um ambiente complexo e desafiador, requerendo soluções rápidas e efetivas. Mas, mesmo deixando de lado as questões econômicas, a mistura de desenvolvimentos tecnológicos, instabilidade dos mercados, rápida mudança na sociedade e o crescente foco em sustentabilidade está contribuindo para uma maior pressão comercial.
Como resultado, o embalamento secundário (também conhecido como co-packing), ou seja, a criação de kits promocionais de um ou mais produtos, com ou sem brindes, tem se tornado cada vez mais importante, especialmente no Brasil, onde o consumidor é atraído por promoções e condições especiais.
Porém, para que esse procedimento – comum em várias indústrias – atinja seu verdadeiro potencial, ajudando a responder adequadamente aos desafios mercadológicos atuais, ele deve ser integrado à cadeia logística, permitindo que as empresas capturem seu valor integral.

Estaleiro Atlântico Sul quer ampliar leque de clientes


Os leilões de exploração e produção de blocos de petróleo do País são a esperança de sobrevivência do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) após 2019, ano em que se encerra sua última encomenda feita por seu único cliente, a Transpetro. A lógica é que, com mais players no mercado, a empresa volte a fechar contratos para a construção de mais navios e, mesmo com um hiato entre as produções, a funcionalidade da maior e mais moderna estrutura do País seja mantida.

Numa visita política, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), esteve ontem no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, para conhecer o estaleiro com a promessa de aproximar mais empresas do polo naval pernambucano.
O convite foi feito pelo presidente do EAS, Harro Burmann, que apresentou as mudanças de processo que vêm sendo feitas para garantir o cumprimento dos calendários contratados. “No início foi investido muito em ativos, mas faltou planejamento no processo para fazer tudo com qualidade e garantir as entregas no prazo. E isso é o que estamos fazendo hoje”, afirmou o presidente do estaleiro durante a reunião em que pediu o apoio do ministro para que as novas empresas que chegarão ao País conheçam a estrutura estabelecida em Pernambuco.

Congresso Latino-Americano de Portos reúne profissionais e especialistas em novembro no Uruguai


Evento inclui temas como as perspectivas na indústria marítimo-portuária da região, o desenvolvimento das hidrovias e a otimização e a sustentabilidade nas operações.

Com uma visita técnica ao porto de Montevidéu e uma intensa agenda social, novos palestrantes se somam à programação de exposições do XXVI Congresso Latino Americano de Portos, de 6 a 9 de novembro, em Punta Del Este, no Uruguai. Com a abertura do Ministro dos Transportes do Uruguai, Víctor Rossi, que detalhará sua visão sobre a projeção logística do país; o congresso inclui temas como o avanço do comércio e o transporte perante uma nova ordem mundial entre globalização e protecionismo; as perspectivas na indústria marítimo-portuária da região; o desenvolvimento das hidrovias e a otimização e a sustentabilidade nas operações.
Experientes executivos e diretores de administrações portuárias, de companhias operadoras e fornecedores analisarão questões sobre perspectivas futuras da indústria marítimo-portuária da região, incluindo a Carlos Urriola, vice-presidente executivo de Manzanillo International Terminal Panamá S.A MIT; Giovanni Benedetti, gerente comercial da Sociedade Portuária Regional de Cartagena S.A., na Colômbia; e Yurik Díaz, gerente da Divisão de Terminais Portuários na SAAM S.A, do Chile, entre vários outros.

MP altera inscrição do transportador no RNTRC


O Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 800, de 18 de setembro de 2017, que estabelece as diretrizes para a reprogramação de investimentos em concessões rodoviárias federais e altera normas do RNTRC.
Investimentos em Concessões Rodoviárias
Com a Medida, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está autorizada, uma única vez, a realizar, de acordo com as concessionárias, a reprogramação de investimentos em concessões rodoviárias federais, cujos contratos prevejam concentração de investimentos em seu período inicial. As novas regras ampliam de 5 para 14 anos o prazo para a realização de investimentos, como as obras de duplicação dos trechos concedidos, devendo o novo cronograma ser negociado com a ANTT, que poderá exigir, em troca do novo prazo, a redução nas tarifas de pedágio, encurtamento do prazo da concessão ou uma combinação de ambos. As concessionárias poderão manifestar interesse em aderir à reprogramação de investimentos no prazo de um ano, contado da data de publicação da MP, estando o ajuste condicionado, em cada caso, à demonstração da sustentabilidade econômico-financeira do empreendimento até o final da vigência da concessão.
Inscrição no RNTRC
A MP também promoveu alterações na Lei nº 10.233/2001 que, ao incluir o Art. 14-B, estabelece que a realização de transporte rodoviário de carga própria, de cargas especiais e de produtos perigosos depende de inscrição do transportador no RNTRC em categoria específica na forma estabelecida pela ANTT. As condições para a realização do transporte rodoviário de produtos perigosos se aplica a transportadores remunerados e de carga própria. A inscrição em categoria específica no RNTRC para o transporte rodoviário de carga própria, de cargas especiais e de produtos perigosos deverá ser realizada no prazo de um ano, contado da data de publicação do regulamento da ANTT. A Medida entrou em vigor hoje (19/09), com sua publicação no Diário Oficial da União.

Felixtowe cresce mais 13 hectares

A Hutchison Ports adjudicou a construção da última fase de expansão do porto de Felixstowe. Serão mais 13 hectares (3,2 dos quais resgatados ao mar) de terrapleno para apoio ao posto de atracagem 9


A conclusão da obra está prevista para o início de 2019. A nova área adicionará 18 000 TEU de capacidade de armazenamento de contentores aos 130 000 TEU já disponíveis no maior porto de contentores do Reino Unido.
“Os postos de atracagem 8 e 9 foram os primeiros construídos no Reino Unido para acomodarem a última classe de mega-navios. A criação de armazenamento adicional de contentores permitir-nos-á optimizar as operações de movimentação de contentores entre o posto de atracagem e a rectaguarda e melhorar ainda mais o serviço que oferecemos aos nossos clientes”, disse, em comunicado Clemence Cheng, director executivo da Hutchison Ports.
O porto de Felixstowe recebeu na semana passada o 100.º mega-navio do ano, no caso o Matz Maersk, de 18 270 TEU  atracou, chegado de Bremerhaven.

Prémios de seguros marítimos continuam a descer

Receitas das seguradoras em prémios marítimos caíram 9% em 2016, reforçando uma tendência que já vinha de 2015. Dólar forte, navios maiores, catástrofes naturais e incertezas no mercado energético contribuem para este cenário


Os prémios dos seguros marítimos atingiram os cerca de 23 mil milhões de euros em 2016, menos 9% do que em 2015, revela um relatório da International Union Marine Insurance (IUMI) ontem divulgado, confirmando uma tendência destes prémios de seguro (em 2015, os 25,5 mil milhões de euros de prémios já representavam uma queda de 9,9% face ao ano anterior).
Segundo Astrid Seltmann, vice-presidente do Comité de Factos & Números da IUMI, parte desta diminuição do valor dos prémios é atribuída a um Dólar valorizado face a outras moedas. No entanto, a descida também não é alheia às condições adversas da economia global, ao preço das commodities e à vulnerabilidade do transporte marítimo e das actividades offshore.
“Esta preocupante tendência decrescente conduz a uma crescente incompatibilidade entre as receitas e as obrigações das seguradoras de cobrirem grandes perdas, particularmente à luz de uma tendência para navios cada vez maiores e de uma acumulação de riscos em portos”, refere o mesmo responsável.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Custo logístico de transporte derruba competitividade brasileira no exterior

O mundo não vai pagar 20% ou 30% a mais no valor final



O agronegócio brasileiro ganhou produtividade nos últimos 50 anos, mas o alto custo logístico provocado por falhas de infraestrutura faz o produto perder competitividade no mercado internacional.
Três países (Brasil, Argentina e Estados Unidos) concentram 80% da produção de soja no mundo e 90% do mercado de exportação. A competitividade nacional fica na rabeira do trio.
"O custo do produtor, da saída da porteira da fazenda até o porto onde o grão vai ser despachado para o exterior é cerca de quatro vezes maior que nos Estados Unidos ou na Argentina. O mundo não vai pagar 20% ou 30% a mais no valor final", declarou Luiz Fayet, consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Fayet, Gustavo Spadotti, analista do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, e Paulo Stark, CEO da Siemens, discutiram os desafios que o país enfrenta para superar o desafio logístico no fórum Agronegócio Sustentável, promovido pela Folha nas manhãs de quinta (14) e sexta-feira (15).
Segundo estudo feito pelo Gite, se o Brasil conseguisse solucionar seus problemas no escoamento de produtos do agronegócio, os produtores teriam um ganho 35% superior ao atual.
O problema, afirma Spadotti, é que o país investe pouco em logística de mesmo esse pouco é mal investido.
No último meio século, a produção do agronegócio se deslocou do Sul e Sudeste para o Centro-Oeste, cuja localização aumenta a dificuldade de transporte.
O desafio do Brasil é, segundo Spadotti, fazer com que os produtos da região sejam exportados através dos portos do eixo Norte, como o de Santarém, em vez dos portos do Sudeste.
Mas as dificuldades do transporte rodoviário em trechos ainda não asfaltados da BR-163 muitas vezes levam os produtores a evitar a rota do Centro-Oeste ao Norte.
Fayet, da CNA, afirma que a troca derrubaria o custo de transporte de cerca de US$ 125 por tonelada para US$ 80.
INVESTIMENTOS
Os especialistas apontam também que problemas regulatórios e insegurança jurídica acabam afastando os investimentos necessários para solucionar os gargalos de infraestrutura.
"A lei brasileira restringe a compra de navios produzidos no exterior, mas a indústria naval nacional tem custos inflados", declarou Fayet. "Se eu carrego um navio para sair do Norte e ir até o Recife, o valor do frete vai ser semelhante ao custo para transportar um produto até Xangai."
A legislação brasileira, diz ele, faz com que a navegação de cabotagem no Brasil seja de sete a dez vezes mais cara que a de longa distância.
Outro ponto criticado pelo especialista foi o processo de licitação para a expansão da capacidade dos portos. "Cláusulas estabelecem que a concessionária deve aceitar novas normas que venham a ser editadas. Assim ninguém entra numa concorrência."
TECNOLOGIA
Para o CEO da Siemens, Paulo Stark, investir em tecnologia — como a eletrificação de rodovias e ferrovias — aumentaria a eficiência do transporte.
"Estudos mostram que a eletrificação pode reduzir o custo logístico em até 45%. Não podemos priorizar modais do século passado, como o rodoviário."
Stark afirma que grandes países importadores de produtos brasileiros, como a China, estão investindo em veículos elétricos e podem impor, em breve, restrições a produtos expostos ao monóxido de carbono. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Shell investirá US$2 bi por ano no Brasil até 2020, sem contar lances em leilões


A petroleira Royal Dutch Shell vai investir 2 bilhões de dólares no Brasil por ano até 2020, disse nesta quinta-feira o diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da companhia no Brasil, Flávio Rodrigues.
O executivo ressaltou, no entanto, que a projeção não inclui valores a serem pagos por novos blocos em leilões de direitos de áreas de petróleo e gás.
A segunda rodada do pré-sal que o governo realizará em outubro vai oferecer a investidores uma área adjacente a Gato do Mato, operada pela Shell, o que gera expectativa no mercado de que a companhia possa disputar o certame.
Além disso, a Shell é uma das empresas que se inscreveram para a 14ª Rodada de Licitação de áreas de petróleo e gás, que vai ofertar 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.

As autoridades portuárias


Fiscalizar ou executar as obras de construção, reforma, ampliação e melhoria das instalações em portos de todo o País estão entre as atribuições das autoridades portuárias. Elas são as responsáveis por administrar um complexo marítimo, zelando pela realização das atividades com regularidade, eficiência, segurança e respeito ao meio ambiente. 
Com relação ao tráfego aquaviário, as autoridades portuárias têm a atribuição de autorizar a entrada, a saída e o trânsito de embarcações. Para isso, são ouvidas as demais autoridades do porto, como as capitanias dos portos. 
No Porto de Santos, a União, criou uma pessoa jurídica específica para tal atividade, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A empresa iniciou sua atuação com as funções de administradora e operadora portuária, ou seja, cuidava da movimentação das cargas e da infraestrutura do cais, dos acessos aquaviário, rodoviário e ferroviário internos e dos serviços de abastecimento de água e energia. 

Estudo do PE apela à descarbonização nos transportes

Um estudo do Parlamento Europeu datado deste mês defende novas políticas e inovações, designadamente tecnológicas, no sector dos transportes para se cumprirem as metas climáticas traçadas no Acordo de Paris


Um estudo do Parlamento Europeu (PE) sobre descarbonização dos transportes na União Europeia (UE) datado deste mês concluiu que ainda é necessária uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa neste sector para se alcançarem os objectivos climáticos de médio e longo prazo definidos no Acordo de Paris.
De acordo com o estudo, para alcançar os objectivos de longo prazo de descarbonização relativamente aos transportes é necessário desenvolver tecnologias e políticas. A mera manutenção das políticas actuais conduzirá a que em 2050, na UE, as emissões de gases com efeito de estufa no sector dos transportes (incluindo a aviação mas excluindo o transporte marítimo) seja 15% superior aos níveis de 1990.
Reconhecendo que as tecnologias actuais são insuficientes para serem atingidos os objectivos de redução de gases com efeito de estufa nos transportes, o estudo defende a necessidade de investimentos e inovações em larga escala em várias áreas e identifica alguns desafios.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Petrobras aprova acordo com investidores para encerrar ação individual nos EUA


O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, hoje, a celebração de acordo para encerrar uma ação individual proposta perante a Corte Federal de Nova York, EUA, por um grupo de afiliadas da Discovery Global Citizens Master Fund, Ltd. (“Discovery Global”).
A Petrobras já celebrou acordos para encerrar outras dezenove ações individuais apresentadas perante a Corte Federal de Nova York, EUA, e uma ação individual apresentada perante a Corte Federal da Pensilvânia, EUA.
Para refletir os acordos celebrados, assim como as negociações em curso com outros autores de ações individuais, o valor total de provisões estimado, que era de US$ 445 milhões no 2º trimestre de 2017 (dos quais US$ 372 milhões provisionados em 2016), passa a ser de US$ 448 milhões.
No momento, não é possível para a Petrobras fazer estimativa confiável sobre o desfecho da class action.
Esses acordos, cujos termos são confidenciais, têm como objetivo eliminar incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessas disputas e não constituem qualquer reconhecimento de responsabilidade por parte da Petrobras, que continuará se defendendo firmemente nas demais ações em andamento.