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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Maior porto da América Latina não pode receber grandes navios


As exportações de café e açúcar branco do Brasil vêm se acumulando no porto mais movimentado da América Latina e as importações estão desacelerando. O problema não é a demanda. Os navios gigantescos que transportam milhares de contêineres simplesmente não podem navegar completamente cheios pelo canal de entrada do porto.
Se tentassem, provavelmente encalhariam.
O governo brasileiro — que enfrenta uma crise orçamentária, dois anos de recessão e um enorme escândalo de corrupção — não manteve o serviço de dragagem necessário no Porto de Santos, no estado de São Paulo. Os sedimentos se acumularam no leito oceânico, reduzindo a profundidade do canal de entrada em quase um metro.
Pode não parecer muito, mas para meganavios que transportam até 10.000 contêineres, é o suficiente para forçá-los a reduzir seus carregamentos em até 10 por cento. O Brasil é o maior exportador mundial de café, carne bovina, suco de laranja e açúcar. O setor de transporte marítimo perdeu R$ 325,5 milhões (US$ 105 milhões) em receitas nas três primeiras semanas de julho, quando o calado do canal atingiu seu ponto mais raso, estima a associação das empresas de navegação, conhecida como Centronave.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Furacão Harvey paralisa o coração da infraestrutura energética dos EUA

Companhias de seguros temem que os danos causados a Houston igualem o custo do furacão Katrina


A região metropolitana de Houston, a quarta maior dos Estados Unidos e com uma economia que se coloca entre as 25 mais ricas do mundo, está inundada e continua chovendo. O impacto do furacão Harvey, o mais forte a atingir o Texasdesde o Rita em 2005, também se fará sentir no resto do país. Dois dos maiores portos do continente foram fechados na segunda-feira, dia 28 de agosto, e 15% da capacidade de refino de petróleo nos EUA está suspensa.

As petroleiras estão começando a fazer uma avaliação dos danos. O Texas é um centro vital na infraestrutura energética dos EUA, com cerca de 30% da capacidade de refino. O Harvey também forçou o fechamento temporário das plataformas de extração de petróleo e gás natural no golfo de México. Calcula-se que 22% da capacidade de produção da região esteja suspensa.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Brasil tem 37 medidas antidumping contra contra a China

A mais recente delas foi aplicada em meados do ano e atingiu produtos de aço do país asiático



Por trás dos bilionários números do comércio bilateral, há tensão gerada pela imposição de medidas antidumping pelo Brasil contra a China e de ações na mão contrária que atingem os dois principais produtos da pauta de exportações agrícolas depois da soja: frango e açúcar.
O Brasil tem 37 medidas antidumping contra a China em vigor. A mais recente delas foi aplicada em meados do ano e atingiu produtos de aço do país asiático.
Duas semanas antes da visita do presidente Michel Temer, Pequim anunciou investigação sobre o setor de produção de frango do Brasil, que pode levar à imposição de sobretaxa no prazo de seis meses. Em maio, a China impôs salvaguardas à importação de açúcar, o que limitou o acesso do produto nacional a seu maior mercado externo. 
De acordo com Marcos Jank, da Asia Brasil Agro Alliance, o Brasil foi o único país atingido pela medida, apesar de ela ter caráter universal. Isso ocorreu porque o País exportava além da quota definida pelos chineses, sobre a qual a tarifa é de 15%. O excedente, que era taxado em 50%, passou a estar sujeito a uma alíquota de 95%.
A projeção da Unica, entidade que representa a indústria da cana-de-açúcar, é que os embarques caiam para 2,2 milhões de toneladas neste ano. Antes das salvaguardas, a expectativa era de exportação de 3 milhões de toneladas.
O assunto não está no centro da agenda de Temer na China, mas poderá ser abordado pelo presidente no encontro com o primeiro-ministro Li Keqiang, marcado para as 16 horas de hoje (5 horas no Brasil).

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Petrobras inicia processo para vender 50 campos terrestres no Nordeste

Ao todo, são 50 concessões


A Petrobras iniciou a etapa de divulgação das oportunidades, ou teasers, referentes à cessão da totalidade de seus direitos de exploração, desenvolvimento e produção em três conjuntos de campos terrestres no Rio Grande do Norte e na Bahia, informou a estatal nesta segunda-feira em comunicado ao mercado.
Ao todo, são 50 concessões. De acordo com o comunicado, a parcela da Petrobras na produção média de petróleo e gás natural desses campos, no ano de 2016, foi de 20,4 mil barris de óleo equivalente por dia.
No Rio Grande do Norte, são 34 concessões no Polo Riacho da Forquilha, enquanto na Bahia são sete concessões no Polo Buracica e outras nove no Polo Miranga.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Governo Federal pretende privatizar portos de Vitória e Barra do Riacho no ES


Depois do Aeroporto de Vitória, o governo Federal tem interesse em entregar a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), estatal que administra os portos de Vitória e Barra do Riacho, à iniciativa privada. A informação é de O Globo, que segundo a reportagem, o anuncio será  nesta quarta-feira (23). No total, será anunciado uma carteira de 58 projetos incorporados ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), para serem postos a venda ou entregue a iniciativa privada.
De acordo com reportagem, estão na lista a privatização a Eletrobras, 11 blocos de linhas de transmissão de energia, rodovias, terminais portuários, aeroportos, venda ou extinção de outras empresas públicas, entre elas a Casa da Moeda, Companhias Docas do Espírito Santo e do Maranhão, Casemg e CeasaMinas e o início de estudos para a concessão do Parque Olímpico do Rio.
Os detalhes doe pacote estão previstos para serem divulgados depois da reunião do conselho do PPI, marcada para quarta. O conjunto de medidas tem por necessidade levantar receitas para cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 159 bilhões em 2018

Balsa contendo cilindros com gases tóxicos deixará o Porto de Santos nesta quinta

Recipientes, que serão destruídos, foram embarcados na terça-feira pela manhã


A balsa com os 115 cilindros com gases tóxicos encontrados no Porto de Santos deixará o complexo marítimo – seguindo para alto-mar, para a destruição dos produtos – nesta quinta-feira (24), pela manhã. A programação foi informada a A Tribuna na noite de terça-feira (22) pela agente ambiental do Ibama, Ana Angélica Alabarce, que supervisiona a operação pelo órgão ambiental federal.
A data foi marcada após a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) liberar, ainda na tarde de terça, o rebocador que será utilizado nessa atividade. O aval não havia sido emitido antes pois a Autoridade Marítima exigiu melhorias na embarcação.
Na manhã, todos os cilindros foram retirados do Armazém 10 (na região do Valongo), onde estavam guardados, e colocados em gaiolas. Contêineres refrigerados foram içados e levados para a balsa que transportará os produtos. Depois, uma empilhadeira dispôs essas gaiolas no contentor. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Embarcação que levaria gases tóxicos é reprovada pela Capitania

Segundo o órgão, a empresa responsável não resolveu uma pendência já cobrada


A Capitania dos Portos de São Paulo reprovou nesta segunda-feira (21) a última embarcação que faltava para ser vistoriada para o início dos trabalhos de remoção e destruição dos 115 cilindros com gases tóxicos e explosivos armazenados no Porto de Santos. 

A embarcação chegou ao complexo portuário, vinda do Rio de Janeiro, e logo foi inspecionada pela Capitania. A explicação para a reprovação é de que a empresa responsável não resolveu uma pendência já cobrada. Na semana passada, outros dois rebocadores tinham sido vetados na vistoria por não terem condições de navegar em alto-mar.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já deu o aval para a operação e prepara uma equipe técnica que acompanhará todo o processo de destruição dos cilindros.

sábado, 19 de agosto de 2017

Governo dá início a estudo para privatizar dragagem do Porto

Autoridades federais e entidades da região tem 90 dias para apresentar proposta final

O Governo Federal aceitou nesta quinta-feira (16) a proposta de iniciar os trabalhos com foco na privatização do serviço de dragagem do Porto de Santos. A decisão foi tomada na reunião interministerial realizada em Brasília entre as autoridades da União e representantes das entidades do setor portuário da região, que defendem a privatização desse serviço.

Em três meses, um grupo de trabalho, proposto pela Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), deve chegar a um novo formato para a dragagem.
O grupo é formado por integrantes do Ministério dos Transportes, Aviação Civil e Portos, que coordenará a equipe, Casa Civil, e também as pastas do Planejamento e do Desenvolvimento e Gestão, Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) e Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Maersk com prejuízos de 264 milhões no 2º Trimestre

Apesar dos bons resultados da Maersk Line, o Grupo Maersk reportou ontem prejuízos globais na casa dos 264 milhões de dólares quando o mercado previa lucros para o mesmo período na ordem dos 507 milhões de dólares


Apesar dos números negativos, Soren Skou, Director Executivo da Maersk, manifestou-se francamente optimista em relação ao futuro, sobretudo no que respeita ao transporte de contentores, dada a nítida recuperação do mercado reflectida também no facto desses mesmos bons resultados à Maesrk Line se deverem essencialmente a uma recuperação do valor dos fretes que subiram 22% em relação ao mesmo período de 2016 e 7,6% em relação ao 1º Trimestre.
Independentemente dos prejuízos entre os 200 e os 300 milhões dólares igualmente previstos como consequência do ataque informático sofrido recentemente e que conduziu a uma disrupção operacional na Maersk Line ao longo de duas semanas, os resultados foram francamente animadores, atingindo um lucro de 339 milhões de dólares quando, no mesmo período de 2016 o prejuízos haviam sido de 151 milhões de dólares, bem como um ROIC (Retorno Sobre o Capital Investido)  positivo, na ordem dos 6,7%, quando em 2016 fora, naturalmente, negativo, na casa dos -3,0%.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Industria Naval Brasileira: Crise e falta de fôlego



Em três anos, indústria naval vê minguar número de projetos, estaleiros paralisam atividades e mão de obra contratada cai mais de 60%.


• A indústria naval brasileira ainda não conseguiu se reerguer da crise que já dura, pelo menos, três anos. A falta de novos projetos continua reduzindo drasticamente a atividade dos estaleiros que, desde o final de 2014, perderam mais de 50 mil postos de trabalho. 


A cadeia de fornecedores procura diversificar a atuação, porém esbarra no momento econômico e político ainda bastante conturbado e incerto e na redução do plano de investimentos da Petrobras, principal cliente dos grandes estaleiros. 

Os estaleiros que ainda estão em atividade só têm horizonte até 2019. Alguns deles podem fechar as portas em 2018.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ministro dos Transportes defende em audiência pública a desburocratização de obras emergenciais



No ano passado, um buraco de 30 metros de largura se abriu em uma importante avenida de Fukuoka, no Japão, e foi consertado em 48 horas. O segredo dos japoneses em reconstruir lugares rapidamente é, segundo o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, a desburocratização dos processos para execução de obras. Essa é uma das metas de sua gestão à frente da pasta, conforme destacou nesta terça-feira (8) durante audiência na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).
No Brasil, hoje, seria impossível consertar um buraco em apenas dois dias. Após ler a notícia sobre o caso japonês, o ministro pesquisou os passos necessários para os prefeitos conseguirem recursos para uma contratação emergencial. Ficou espantando ao perceber que existem 23 itens a serem cumpridos antes que o governo federal libere recursos. Por isso, tem trabalhado na desburocratização e na modernização de normativos.

Sem escolta da Policia Rodoviária Federal, carga especial fica parada.



Na fábrica da Weg em Joaçaba (SC), carretas com 20 metros de comprimento, 3,20 metros de largura e três pré-distribuidores de energia estão paradas desde o dia 18 de julho. Carregadas com os equipamentos produzidos para uma usina hidrelétrica em Santa Helena de Goiás (GO), elas precisam ser acompanhadas por batedores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no trajeto de 1.350 quilômetros, sobretudo em estradas não duplicadas.
Sem dinheiro para gasolina e diárias dos policiais durante a viagem, prevista para durar 12 dias, a PRF suspendeu os acompanhamentos a essas cargas especiais, entre outros serviços. Para cada um dos pré-distribuidores seriam recolhidos R$ 11 mil, pagos à PRF. As guias, porém, não puderam ser emitidas porque o sistema foi tirado do ar.
Em Jaraguá do Sul (SC) e nos portos de Itajaí (SC) e Pecém (CE), a situação se repete: são mais 36 geradores para parques de energia eólica que estão prontos ou começaram a fazer navegação de cabotagem e ficaram parados no caminho. “Tentamos várias alternativas, mas nenhuma delas foi atendida”, afirma Clécio Zucco, diretor de logística da WEG. Entre elas, negociações dos sindicatos de transportadoras com a PRF, mandados de segurança impetrados e orçamentos de escoltas privadas, não autorizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). “Os clientes começam a falar em cobrar multas por descumprimento de contrato.”

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Se não fizermos nada, setor de petróleo vai parar, diz ANP



Embora demonstre otimismo com a procura pelos leilões de áreas petrolíferas que o governo vai realizar neste ano, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, diz que uma das prioridades no momento é destravar investimentos de curto prazo.
"Se não fizermos nada, vamos contratar o declínio e a paralisia da indústria de petróleo no Brasil", afirmou, em entrevista à Folha.
Neste domingo (6), completam-se 20 anos da lei que pôs fim ao monopólio estatal no setor, atraindo novas empresas e melhorando a arrecadação com royalties cobrados sobre a produção.
Com a crise da Petrobras e a suspensão dos leilões de novas áreas entre 2008 e 2013, porém, o setor vive hoje um cenário de baixa atividade e alto desemprego.
Crise da Petrobras.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Indústrias naval e metal-mecânica demitiram 4 mil pessoas em Pernambuco

Na próxima semana, serão homologadas 162 demissões



Mais de 4 mil trabalhadores foram dispensados pelas indústrias naval e metal-mecânica nos seis primeiros meses deste ano, segundo um levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco. As demissões ocorreram em pelo menos 11 empresas que se concentram no Complexo Industrial Portuário de Suape, incluindo dois estaleiros e fábricas que produzem desde lata, autopeças, eletrodomésticos e até insumos para a construção civil. “É muito preocupante. É um desemprego em série de pais de família que vão passar mais de ano para voltar ao mercado de trabalho”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Gomes. Somente, nesta terça-feira (2), um estaleiro demitiu 40 funcionários e uma empresa de esquadrias, 35 pessoas.
“E estamos contabilizando somente as demissões que passaram pelo Sindicato. Na próxima semana, serão homologadas 162 demissões”, afirma Henrique. O Sindicato só homologa as demissões de empregados que passaram mais de um ano trabalhando. Os demais desligamentos são concluídos sem a anuência das entidades de classe.
A demissão nesse caso é a face mais perversa da crise econômica que paralisa a economia. “A maior parte dessas empresas reduziu a produção porque não têm mercado”, conta Henrique. Isso significa que a maioria dessas companhias desativaram algumas linhas de produção pela queda no consumo. Outro problema que atinge os trabalhadores “é a falta de um programa de qualificação que leve o desempregado a migrar para outra atividade” que esteja precisando de trabalhadores.
 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Aumento de impostos terá impacto no preço do frete




O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, recebeu com preocupação o aumento de cerca 100% do PIS/Cofins sobre os combustíveis. O diesel, que teve preço médio no País de R$ 2,94 em julho, sofrerá um aumento de R$ 0,21. “O aumento de impostos sobre o diesel terá impacto de 2,5% sobre os custos do transporte rodoviário de cargas, com reflexos imediatos no preço do frete e, consequentemente, no custo dos alimentos e de todos os produtos consumidos pela população brasileira."


A elevação da carga tributária não poderia ser realizada em pior momento para o setor transportador em todos os modais. Após ter registrado PIB de -7,1% em 2016, este ano o setor já foi penalizado com o fim da desoneração da folha de pagamentos (Medida Provisória em tramitação no Congresso Nacional).


Os aumentos sucessivos da carga tributária comprometerão ainda mais o desempenho do transporte rodoviário de cargas, que responde por mais de 60% da movimentação de bens e produtos no Brasil. Além do impacto sobre o preço do frete, há o risco de novas demissões de trabalhadores do setor.

Estaleiro Atlântico Sul espera obter carência de dívida para ganhar fôlego financeiro



Para garantir o funcionamento, dois contratos estão em fase de negociação com a South American Tanker Company Navegação S.A

Com quase dez anos de operação, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) deve finalmente fechar o ano  com resultado operacional positivo. Hoje são necessárias 80 horas/homem (HH)  para produção de uma tonelada de navio. A média nacional é de 200 HH. Mas o resultado ainda não se reflete em receita. Os custos ainda são altos. O principal deles referente a financiamentos: anualmente são R$ 350 milhões destinados a esse fim. A dívida total é de R$ 1,6 bilhão (sendo R$ 1,3 bilhão junto ao BNDES), valor que deve ser pago até 2027. Além disso, a falta de novos contratos gera incertezas. A carteira de encomendas em andamento segue até 2019. A partir daí, o destino do projeto depende de uma série de fatores. Por isso, é fundamental para o estaleiro uma Medida Provisória (MP) que dê carência de dois anos dos seus financiamentos junto ao governo federal.
Para garantir o funcionamento, dois contratos estão em fase de negociação com a South American Tanker Company Navegação S.A. (Satco). Mas antes de assinar, a empresa aguarda a divulgação de demanda da Petrobras, justificando o investimento que chega a R$ 2,2 bilhões. “O primeiro contrato diz respeito à construção de oito petroleiros MR (Medium Range). Seriam quatro para transporte de óleo e quatro para transporte de produto. E aí o que se diz é que para esses últimos não haveria demanda. Não acreditamos que seja assim, afinal, hoje se importa navios, porque isso acontece se podemos produzir? Por isso, aguardamos a divulgação da demanda pela Petrobras, o que deve acontecer em julho”, explicou o presidente do EAS, Harro Burmann.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Prejuízo de R$ 325 mi e burocracia fazem setor privado querer administrar dragagem do Porto de Santos



Responsabilidade do setor público, obra para manter a profundidade do canal de navegação é apontada como ineficiente

A iniciativa privada está decidida a administrar e bancar a dragagem de sedimentos do canal de navegação do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O objetivo é retirar a obrigação do setor público em gerir e contratar o serviço, para, assim, atender às demandas de competitividade do comércio exterior brasileiro.
 
Segundo empresários, o canal de navegação do cais santista possui dois metros de calado (profundidade máxima que um navio pode atingir quando carregado) a menos do que o limite estabelecido pela autoridade ambiental. Isso ocorre em razão do acúmulo de sedimentos, ocasionado justamente pela falta de dragagem.
 
Em 30 de junho, o calado foi reduzido em um metro, justamente pelo assoreamento do primeiro trecho do canal (entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca). Desde então, um levantamento do setor estima que, por semana, as restrições ocasionem prejuízo de R$ 108,5 milhões (R$ 325,5 no acumulado desde então).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Assoreamento já 'esvazia' navio no porto de Santos



O assoreamento do canal de navegação do Porto de Santos está obrigando os grandes navios de contêineres a operar com capacidade ociosa, devido ao risco de encalhamento. No dia 29 de junho, a saída de dois navios - um da Maersk e outro da MSC - teve de ser interrompida porque eles poderiam ficar retidos na entrada do porto.
A perda de profundidade levou à redução do calado máximo operacional em quase um metro, de 13,2 m para 12,6 m. Como resultado, as maiores embarcações que escalam o porto têm perda de 5 mil a 15 mil toneladas, dependendo do navio.
Com isso, os armadores já perderam cerca de US$ 23 milhões em receitas de frete entre o fim de junho e a sexta-feira passada. "A estimativa é conservadora, porque algumas empresas não passaram informações por questões estratégicas", diz José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação do Estado de São Paulo (Sindamar).

"O maior porto da América Latina não pode ter esse tipo de problema", critica o principal diretor da Maersk na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. A empresa calcula uma perda de 220 TEUs (contêiner de 20 pés) que deixam de ser carregados por navio.

Redução de calado é falha operacional e de gestão



A redução do calado dos navios  que  operam em  Santos é  um   roblema  de duas    faces: operacional  e  de  gestão. A  medida  limita  a  movimentação  de  cargas no maior e mais importante do país, mas, sobretudo, desnuda falhas da administração do porto.


No início de junho a Codesp já tinha em mãos uma batimetria que apontava assoreamento na entrada do porto. Mas o resultado só teria sido informado no fim do mês, após a Praticagem, órgão responsável por manobrar os navios, ter constatado na prática a existência de assoreamento. Questionada, a Codesp não se manifestou.
A profundidade limitada combinada com as condições da maré no dia 29 de junho impediram os navios de zarparem à plena carga.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Exportação de veículos tem impulso frágil



Raras vezes, como agora, a exportação de veículos atingiu 30% da produção nacional. No primeiro semestre, as vendas a outros países somou US$ 6,2 bilhões, um aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2016. A falta de competitividade, porém, mostra que este é um avanço frágil, adverte Olivier Murguet, presidente da Renault na América Latina. "A exportação perde na concorrência para a Colômbia e, principalmente, para o México em impostos, logística e mão de obra", destaca Murguet.
Caminhões da Mercedes feitos em São Bernardo transportarão água em Serra Leoa. Chilenos, fiéis a carros asiáticos, começaram a gostar dos modelos brasileiros. Apesar da conquista de novos mercados, o maior impulso ainda vem da Argentina. O fim de restrições aumentou a exportação em 42%.