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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Via Varejo dribla custo e roubo de cargas com logística própria


A rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo está concentrando em logística própria o transporte de mercadorias compradas online para a retirada em lojas físicas em seus dois principais mercados no país, São Paulo e Rio de Janeiro, um corte de custo que também minimiza o risco de roubo de cargas.
A companhia já está operando com caminhões próprios o abastecimento de 80 lojas nos dois Estados e tem como objetivo ampliar o número para todas as 730 unidades que possui nessas regiões até o final do ano.
A operação foi desenvolvida com a criação de uma empresa própria dentro da estrutura da Via Varejo, chamada VVLog, disse o diretor-executivo de logística da Via Varejo, Marcelo Lopes.“Nos pilotos que fizemos, ficou demonstrado de forma bastante robusta uma redução de 20 por cento nos custos em relação à entrega na casa dos clientes”, disse Lopes, referindo-se à utilização da logística própria para o transporte das mercadorias compradas online dos centros de distribuição até as lojas físicas.

Além de economizar nas viagens dos caminhões e reduzir de três para um dia o tempo para o cliente receber o produto, a empresa também minimiza o risco de a carga ser roubada, em um momento de forte aumento da criminalidade nos dois Estados.

Infraestrutura é principal desafio e oportunidade para retomada


As mesmas calamidades que levaram a economia do Brasil a encolher em mais de 7% nos dois últimos anos também estão criando oportunidades sem precedentes, dizem analistas.
A cambaleante infraestrutura brasileira quase entrou em colapso diante das demandas geradas pelo superciclo de commodities que precedeu a recessão. O Fórum Econômico Mundial classifica o Brasil em 72º lugar no seu ranking de qualidade de infraestrutura, que abarca 138 países, adiante da vizinha Argentina, mas bem atrás do México, que ocupa o 57º posto.
Agora, o Brasil tem a oportunidade de corrigir essa situação antes do próximo pico de sua economia. "A infraestrutura é o principal desafio e a principal oportunidade", diz Renato Polizzi, diretor de investimento do Banco Modal, em São Paulo, e especialista em debêntures de infraestrutura. "Nossa infraestrutura é em geral velha, ineficiente e menor do que necessitamos".
O Brasil é o maior exportador mundial de commodities como açúcar, soja, café, suco de laranja e minério de ferro, e um dos maiores exportadores de carne bovina, milho e celulose. Até que a recessão chegasse, o país também era um mercado promissor de bens de consumo, e um produtor promissor de automóveis.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Prémios de seguros marítimos continuam a descer

Receitas das seguradoras em prémios marítimos caíram 9% em 2016, reforçando uma tendência que já vinha de 2015. Dólar forte, navios maiores, catástrofes naturais e incertezas no mercado energético contribuem para este cenário


Os prémios dos seguros marítimos atingiram os cerca de 23 mil milhões de euros em 2016, menos 9% do que em 2015, revela um relatório da International Union Marine Insurance (IUMI) ontem divulgado, confirmando uma tendência destes prémios de seguro (em 2015, os 25,5 mil milhões de euros de prémios já representavam uma queda de 9,9% face ao ano anterior).
Segundo Astrid Seltmann, vice-presidente do Comité de Factos & Números da IUMI, parte desta diminuição do valor dos prémios é atribuída a um Dólar valorizado face a outras moedas. No entanto, a descida também não é alheia às condições adversas da economia global, ao preço das commodities e à vulnerabilidade do transporte marítimo e das actividades offshore.
“Esta preocupante tendência decrescente conduz a uma crescente incompatibilidade entre as receitas e as obrigações das seguradoras de cobrirem grandes perdas, particularmente à luz de uma tendência para navios cada vez maiores e de uma acumulação de riscos em portos”, refere o mesmo responsável.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Custo logístico de transporte derruba competitividade brasileira no exterior

O mundo não vai pagar 20% ou 30% a mais no valor final



O agronegócio brasileiro ganhou produtividade nos últimos 50 anos, mas o alto custo logístico provocado por falhas de infraestrutura faz o produto perder competitividade no mercado internacional.
Três países (Brasil, Argentina e Estados Unidos) concentram 80% da produção de soja no mundo e 90% do mercado de exportação. A competitividade nacional fica na rabeira do trio.
"O custo do produtor, da saída da porteira da fazenda até o porto onde o grão vai ser despachado para o exterior é cerca de quatro vezes maior que nos Estados Unidos ou na Argentina. O mundo não vai pagar 20% ou 30% a mais no valor final", declarou Luiz Fayet, consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Fayet, Gustavo Spadotti, analista do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, e Paulo Stark, CEO da Siemens, discutiram os desafios que o país enfrenta para superar o desafio logístico no fórum Agronegócio Sustentável, promovido pela Folha nas manhãs de quinta (14) e sexta-feira (15).
Segundo estudo feito pelo Gite, se o Brasil conseguisse solucionar seus problemas no escoamento de produtos do agronegócio, os produtores teriam um ganho 35% superior ao atual.
O problema, afirma Spadotti, é que o país investe pouco em logística de mesmo esse pouco é mal investido.
No último meio século, a produção do agronegócio se deslocou do Sul e Sudeste para o Centro-Oeste, cuja localização aumenta a dificuldade de transporte.
O desafio do Brasil é, segundo Spadotti, fazer com que os produtos da região sejam exportados através dos portos do eixo Norte, como o de Santarém, em vez dos portos do Sudeste.
Mas as dificuldades do transporte rodoviário em trechos ainda não asfaltados da BR-163 muitas vezes levam os produtores a evitar a rota do Centro-Oeste ao Norte.
Fayet, da CNA, afirma que a troca derrubaria o custo de transporte de cerca de US$ 125 por tonelada para US$ 80.
INVESTIMENTOS
Os especialistas apontam também que problemas regulatórios e insegurança jurídica acabam afastando os investimentos necessários para solucionar os gargalos de infraestrutura.
"A lei brasileira restringe a compra de navios produzidos no exterior, mas a indústria naval nacional tem custos inflados", declarou Fayet. "Se eu carrego um navio para sair do Norte e ir até o Recife, o valor do frete vai ser semelhante ao custo para transportar um produto até Xangai."
A legislação brasileira, diz ele, faz com que a navegação de cabotagem no Brasil seja de sete a dez vezes mais cara que a de longa distância.
Outro ponto criticado pelo especialista foi o processo de licitação para a expansão da capacidade dos portos. "Cláusulas estabelecem que a concessionária deve aceitar novas normas que venham a ser editadas. Assim ninguém entra numa concorrência."
TECNOLOGIA
Para o CEO da Siemens, Paulo Stark, investir em tecnologia — como a eletrificação de rodovias e ferrovias — aumentaria a eficiência do transporte.
"Estudos mostram que a eletrificação pode reduzir o custo logístico em até 45%. Não podemos priorizar modais do século passado, como o rodoviário."
Stark afirma que grandes países importadores de produtos brasileiros, como a China, estão investindo em veículos elétricos e podem impor, em breve, restrições a produtos expostos ao monóxido de carbono. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Antaq reduz tempo de análise de processos de outorgas na navegação


A Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ reduziu o tempo médio de tramitação dos processos de outorgas de autorização nas áreas da navegação.
Entre janeiro e agosto de 2017, com relação à igual período de 2016, a redução nos tempos de tramitação dos processos de autorização atingiu 57% na navegação de apoio Marítimo, passando de 22 dias para nove dias.
Na cabotagem, o tempo para autorização caiu de 50 dias para 30 dias, o que significou redução de 30%. Na cabotagem porte bruto Inferior a 5.000 TPB, o tempo para autorização dos pedidos caiu de 69 dias para 13 dias, significando uma redução de 80%.
Com relação aos pedidos para obtenção do Pré-Registro de Embarcação em Construção, o tempo de autorização recuou 99%, saindo de 15 dias para 12 horas.

'No show' no transporte marítimo

No transporte de contêineres, os armadores tentam há muito tempo implementar uma multa por “no show”


Por Robert Grantham

• Um dos grandes problemas do transporte marítimo de contêineres é a falta de previsibilidade quanto ao volume a ser embarcado. Por um lado, para garantir o melhor aproveitamento do espaço, os armadores praticam o “overbooking” (aceitar reservas acima da capacidade nominal do navio), por outro lado os embarcadores fecham mais carga do que efetivamente poderão entregar ou fecham simultaneamente com mais de um armador (por vezes no mesmo navio, com outro membro do consórcio) para garantir que sua carga será embarcada, pois frequentemente pelos mais diferentes motivos os armadores deixam a carga no chão. O resultado de tudo isso é um serviço de baixa qualidade, com altos custos indiretos. 
No transporte de carga a granel existe, prevista em contrato, uma penalidade aplicada ao embarcador, por embarcar volume a menos do contratado, que se conhece como “dead freight” ou frete morto. Existe a previsão, mas sua aplicabilidade é geralmente antecedida de muita discussão.
No transporte de contêineres, os armadores tentam há muito tempo implementar uma multa por “no show”, que seria algo semelhante ao frete morto, mas geralmente sem sucesso, dado que considerações de ordem comercial acabam falando mais alto. Por outro lado, quando a carga é deixada para trás pelo armador, os embarcadores são onerados por custos de armazenagem, embora se abra aí uma janela para disputa, com os clientes transferindo o custo para o dono do navio. 

terça-feira, 5 de setembro de 2017

ANTT reduz tarifa de pedágio da BR-163/MT/MS


Os valores das tarifas de pedágio da BR-163 terão redução de R$ 0,10 em cada uma das nove praças de pedágio a partir da 0h de 6 de setembro, conforme definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (4/8). 
Os novos valores variam de R$ 3,70 a R$ 6,90, de acordo com a área de abrangência. Com o desconto, o trecho da BR-163 que corta o município de Nova Mutum (269 quilômetros ao norte de Cuiabá), apresentará o ponto de cobrança mais barato entre as nove praças de pedágio da Rota do Oeste no Estado.
Os valores a partir de amanhã (6/8) serão de R$ 3,70 para automóveis, de R$ 3,70 de comercial por eixo e de R$ 1,80 para motos. Já o local mais caro segue na praça de pedágio no município de Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá), onde a cobrança será de R$ 6,90 para automóveis e de R$ 6,90 também para comerciais por eixo e de R$ 3,40 para motos. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

ARTIGO: O nó burocrático no setor portuário

Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense, o gerente-executivo de Infraestrutura, Wagner Cardoso e o especialista em Políticas e Indústria Matheus de Castro, ambos da CNI, afirmam que o excesso de burocracia na operação dos portos brasileiros custa caro para o país



O excesso de burocracia na operação dos portos brasileiros custa caro para o país. A ineficiência portuária representa gastos adicionais ao setor produtivo de até R$ 4,3 bilhões anuais, conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). São custos referentes ao desvio de tempo e recursos para atividades improdutivas relacionadas à demora na liberação da carga e à documentação requerida pelos órgãos públicos intervenientes nos portos. Os números mostram também que os constantes atrasos nas obras de infraestrutura deixam de gerar mais de R$ 6,3 bilhões de caixa aos investidores. Veja o estudo completo

A identificação das fontes de burocracia revela que toda a cadeia de valor do comércio exterior sofre com seus impactos. A governança do setor portuário é falha desde o nível de planejamento, com falta de alinhamento e integração entre os diferentes planos e diretrizes. O problema é agravado pela situação em que se encontra a maioria das autoridades portuárias. Via de regra, as administrações das companhias docas e das concessionárias estaduais são ineficientes e incapazes de promover a modernização e aumento de competitividade que os portos nacionais tanto necessitam.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Com um roubo de caminhão por hora, preço do frete para o Rio sobe até 35%

Tem empresa que já não quer mais mandar carga para o Rio


Depois de 14 anos transportando bebidas no Estado do Rio, o empresário Joaquim Rodrigo dos Santos fechou as portas da sua empresa em janeiro. “Quebrei por causa de tanto roubo”, diz. Ele chegou a ter as cargas de dois caminhões roubadas em um mesmo dia. Com tantos assaltos, a seguradora cancelou o contrato e o empresário, dono da maior transportadora de bebidas do Estado, calcula ter desembolsado R$ 1 milhão para ressarcir os clientes.  
Assim como Santos, que fechou a transportadora, cerca de 40 empresas de médio e pequeno portes que atuavam no Rio de Janeiro faliram nos últimos meses, segundo o Sindicato das Empresas de Carga e Logística do Rio (Sindicarga). Essa estatística está diretamente ligada a outra: o número de roubos de cargas no Rio avançou quase 25% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2016, de acordo com o Instituto de Segurança Pública. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Petróleo cai em Nova York com impacto da tempestade Harvey

Com quase um terço das refinarias de petróleo do país, a costa do Texas está sendo devastada desde sexta-feira, atingida pelo furacão mais forte a alcançar o estado desde 1961



O petróleo fechou em baixa nesta segunda-feira em Nova York por causa dos efeitos potenciais da tempestade tropical Harvey nas refinarias do Texas e da Louisiana e, por consequência, na demanda dos Estados Unidos pela commodity. 
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em outubro recuou 1,30 dólar e fechou a 46,57 no New York Mercantile Exchange (Nymex).
No Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte, também para entrega em outubro, perdeu 52 centavos, a 51,89 dólares.
Com quase um terço das refinarias de petróleo do país, a costa do Texas está sendo devastada desde sexta-feira, atingida pelo furacão mais forte a alcançar o estado desde 1961.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Embarcação que levaria gases tóxicos é reprovada pela Capitania

Segundo o órgão, a empresa responsável não resolveu uma pendência já cobrada


A Capitania dos Portos de São Paulo reprovou nesta segunda-feira (21) a última embarcação que faltava para ser vistoriada para o início dos trabalhos de remoção e destruição dos 115 cilindros com gases tóxicos e explosivos armazenados no Porto de Santos. 

A embarcação chegou ao complexo portuário, vinda do Rio de Janeiro, e logo foi inspecionada pela Capitania. A explicação para a reprovação é de que a empresa responsável não resolveu uma pendência já cobrada. Na semana passada, outros dois rebocadores tinham sido vetados na vistoria por não terem condições de navegar em alto-mar.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já deu o aval para a operação e prepara uma equipe técnica que acompanhará todo o processo de destruição dos cilindros.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Maior porto da costa leste dos EUA investe US$ 4,4 bi em acessos

Entre as intervenções, estão a dragagem do canal de navegação e a elevação de uma ponte rodoviária


Na disputa pelos novos navios que passaram a navegar pela costa leste dos Estados Unidos, após a ampliação do Canal do Panamá, o Porto de Nova Iorque e Nova Jersey investe US$ 4,4 bilhões (R$ 13,8 bilhões, com base na cotação da moeda ontem) em um pacote de obras para melhorar sua infraestrutura. Entre as intervenções, estão o aprofundamento de seu canal de navegação, a elevação de uma ponte rodoviária e a melhoria de sua logística, com a construção de ramais ferroviários em terminais portuários e de uma instalação intermodal. 
A ideia é manter o complexo, o segundo do país em movimentação de contêineres, como o mais importante da costa do Atlântico.
“Somos o mais importante porto da costa leste dos Estados Unidos e vamos manter essa posição. Esses novos navios têm de ter condições de atracar aqui e estamos providenciando isso. E se há esse investimento é porque aqui, esses recursos têm retorno garantido”, afirmou o diretor-assistente do setor de Desenvolvimento de Negócios do Porto, do Departamento de Comércio Portuário da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey (APNINJ), Sam Ruda.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Situação no porto de Imbituba, no Sul de SC, deve ser normalizada até sexta

Segundo o porto, dois navios retornaram ao cais e continuaram suas operações de carga e descarga pela manhã

O porto de Imbituba, no Sul catarinense, que reabriu na manhã desta quarta-feira (16), deverá ter sua situação normalizada até sexta, informou a SCPar, responsável pelo porto. As operações estavam paradas desde a última sexta (11) por conta do mar agitado. Outros quatro portos fechados no mesmo dia voltaram a operar na terça-feira (15).

Segundo o porto, dois navios retornaram ao cais e continuaram suas operações de carga e descarga pela manhã. Quatro navios permeneciam na área de fundeio na tarde desta quarta, e a expectativa é de que a situação seja normalizada até sexta-feira (18).
Ainda de acordo com o porto, não foram contabilizados atrasos por conta dos dias sem operação, já que o mercado de navegação trabalha com prazos de 10 a 14 dias. "Possíveis gastos adicionais por causa dessa situação já estão previstos na dinâmica normal de operação portuária", informou o porto de Imbituba, em nota.
Outros portos
O canal de acesso ao porto de Itajaí e Navegantes foi reaberto na manhã de terça-feira (15), por volta das 6h. Às 7h, os portos de Itapoá e São Francisco do Sul, no Norte, também tiveram a operação normalizada.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Audiência discute cobrança de tarifa portuária


A Comissão de Viação e Transportes promove audiência pública nesta quinta-feira (17) para esclarecer a cobrança da tarifa chamada de Terminal Handling Charge (THC2). Essa taxa é exigida pelos terminais portuários para separação e entrega de cargas importadas, após a descarga do navio.
Há grande divergência sobre a legalidade dessa cobrança. “Órgãos como o Tribunal de Contas da União, Tribunal de Justiça de São Paulo, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e Agência Nacional de Transportes Aquaviários possuem entendimentos distintos sobre a cobrança”, afirma o deputado Alexandre Valle (PR-RJ), que pediu a realização da audiência.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Industria Naval Brasileira: Crise e falta de fôlego



Em três anos, indústria naval vê minguar número de projetos, estaleiros paralisam atividades e mão de obra contratada cai mais de 60%.


• A indústria naval brasileira ainda não conseguiu se reerguer da crise que já dura, pelo menos, três anos. A falta de novos projetos continua reduzindo drasticamente a atividade dos estaleiros que, desde o final de 2014, perderam mais de 50 mil postos de trabalho. 


A cadeia de fornecedores procura diversificar a atuação, porém esbarra no momento econômico e político ainda bastante conturbado e incerto e na redução do plano de investimentos da Petrobras, principal cliente dos grandes estaleiros. 

Os estaleiros que ainda estão em atividade só têm horizonte até 2019. Alguns deles podem fechar as portas em 2018.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ministro dos Transportes defende em audiência pública a desburocratização de obras emergenciais



No ano passado, um buraco de 30 metros de largura se abriu em uma importante avenida de Fukuoka, no Japão, e foi consertado em 48 horas. O segredo dos japoneses em reconstruir lugares rapidamente é, segundo o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, a desburocratização dos processos para execução de obras. Essa é uma das metas de sua gestão à frente da pasta, conforme destacou nesta terça-feira (8) durante audiência na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).
No Brasil, hoje, seria impossível consertar um buraco em apenas dois dias. Após ler a notícia sobre o caso japonês, o ministro pesquisou os passos necessários para os prefeitos conseguirem recursos para uma contratação emergencial. Ficou espantando ao perceber que existem 23 itens a serem cumpridos antes que o governo federal libere recursos. Por isso, tem trabalhado na desburocratização e na modernização de normativos.

Sem escolta da Policia Rodoviária Federal, carga especial fica parada.



Na fábrica da Weg em Joaçaba (SC), carretas com 20 metros de comprimento, 3,20 metros de largura e três pré-distribuidores de energia estão paradas desde o dia 18 de julho. Carregadas com os equipamentos produzidos para uma usina hidrelétrica em Santa Helena de Goiás (GO), elas precisam ser acompanhadas por batedores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no trajeto de 1.350 quilômetros, sobretudo em estradas não duplicadas.
Sem dinheiro para gasolina e diárias dos policiais durante a viagem, prevista para durar 12 dias, a PRF suspendeu os acompanhamentos a essas cargas especiais, entre outros serviços. Para cada um dos pré-distribuidores seriam recolhidos R$ 11 mil, pagos à PRF. As guias, porém, não puderam ser emitidas porque o sistema foi tirado do ar.
Em Jaraguá do Sul (SC) e nos portos de Itajaí (SC) e Pecém (CE), a situação se repete: são mais 36 geradores para parques de energia eólica que estão prontos ou começaram a fazer navegação de cabotagem e ficaram parados no caminho. “Tentamos várias alternativas, mas nenhuma delas foi atendida”, afirma Clécio Zucco, diretor de logística da WEG. Entre elas, negociações dos sindicatos de transportadoras com a PRF, mandados de segurança impetrados e orçamentos de escoltas privadas, não autorizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). “Os clientes começam a falar em cobrar multas por descumprimento de contrato.”

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Se não fizermos nada, setor de petróleo vai parar, diz ANP



Embora demonstre otimismo com a procura pelos leilões de áreas petrolíferas que o governo vai realizar neste ano, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, diz que uma das prioridades no momento é destravar investimentos de curto prazo.
"Se não fizermos nada, vamos contratar o declínio e a paralisia da indústria de petróleo no Brasil", afirmou, em entrevista à Folha.
Neste domingo (6), completam-se 20 anos da lei que pôs fim ao monopólio estatal no setor, atraindo novas empresas e melhorando a arrecadação com royalties cobrados sobre a produção.
Com a crise da Petrobras e a suspensão dos leilões de novas áreas entre 2008 e 2013, porém, o setor vive hoje um cenário de baixa atividade e alto desemprego.
Crise da Petrobras.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Ataques de piratas chegam ao eixo Rio-São Paulo



Principais alvos são terminais de armazenamento de combustível da Petrobrás em locais como Ilha do Governador e Porto de Santos
Os ataques de piratas romperam as fronteiras da Amazônia e chegaram ao eixo Rio-São Paulo. Os principais alvos são os terminais de armazenamento de combustível da Petrobrás e de outras petroleiras na Ilha do Governador, no Rio, em São Sebastião e no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Assim como nas ocorrências da Amazônia, os criminosos agem encapuzados e armados e usam pequenos barcos de alta velocidade para acessar os terminais. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Aumento de impostos terá impacto no preço do frete




O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, recebeu com preocupação o aumento de cerca 100% do PIS/Cofins sobre os combustíveis. O diesel, que teve preço médio no País de R$ 2,94 em julho, sofrerá um aumento de R$ 0,21. “O aumento de impostos sobre o diesel terá impacto de 2,5% sobre os custos do transporte rodoviário de cargas, com reflexos imediatos no preço do frete e, consequentemente, no custo dos alimentos e de todos os produtos consumidos pela população brasileira."


A elevação da carga tributária não poderia ser realizada em pior momento para o setor transportador em todos os modais. Após ter registrado PIB de -7,1% em 2016, este ano o setor já foi penalizado com o fim da desoneração da folha de pagamentos (Medida Provisória em tramitação no Congresso Nacional).


Os aumentos sucessivos da carga tributária comprometerão ainda mais o desempenho do transporte rodoviário de cargas, que responde por mais de 60% da movimentação de bens e produtos no Brasil. Além do impacto sobre o preço do frete, há o risco de novas demissões de trabalhadores do setor.