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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

MSC encomenda 11 navios de 22000 TEU´s

A MSC, número dois mundial no transporte marítimo de contentores, encomendou 11 navios de 22 000 TEU´s aos estaleiros sul-coreanos da Daewoo Shupbuilding and Marine Engineering (DSNE)



A notícia foi confirmada por uma porta-voz da companhia helvética. “Um número significativo de navios de 13-14 000 TEU serão desactivados nos próximos anos e a nova encomenda visa substituir essa frota, mais do que aumentar substancialmente a capacidade global da MSC”, afirmou.
A decisão da MSC é conhecida poucos dias depois de a CMA CGM ter confirmado oficialmente a encomenda de nove porta-contentores de 22 000 TEU junto de estaleiros chineses. O contrato com a China State Shipbuilding Corporation (CSSC) foi assinado no passado dia 19.
Os primeiros rumores sobre a hipótese de a MSC encomendar navios de 22 000 TEU surgiram em Agosto, mas não mereceram na altura quaisquer comentários.
Os analistas convergem na ideia de que o mercado terá capacidade para acomodar a nova capacidade resultante das duas mega-encomendas. Mas também avisam para o risco de se entrar numa nova corrida aos estaleiros, essa sim com consequências previsivelmente negativas para o balanço entre a oferta e a procura de capacidade e, logo, para o nível dos fretes.
Sem estas encomendas, a carteira global de pedidos junto dos estaleiros situava-se na casa dos 2,6 milhões de TEU, o nível mais baixo desde 2003.

Mega-navios agravam dificuldades de salvamento

A indústria de salvamento marítimo de hoje não teria capacidade para lidar com um acidente envolvendo um porta-contntores de 22 mil TEU carregado, avisa Peter Townsend, responsável pela área marítima na AmTrust at Lloyd’s


“As necessidades [do sector de transporte marítimo] não encontram resposta nas capacidades de salvamento existentes. Precisamos de um maior investimento em meios de salvamento e precisamos de abordar a raiz destes problemas”, afirmou Townsend, citado pela revista “Tug Technology & Business”.
Sublinhando os riscos de encalhamento e de perda de cargas dos grandes navios porta-contentores, o especialista recordou, se necessário, que os navios de hoje têm mais de 50 metros de altura, 350 metros de comprimento e quase 60 metros de largura, o que aumenta os desafios para um evventual salvamento.
A propósito, lembrou o encalhamento, no ano passado, perto de Hamburgo, do CSCL Indian Ocean, de 19 000 TEU. Cerca de 6 500 toneladas de combustível tiveram de ser descarregadas do navio, o rio Elba teve de ser dragado e foram necessários 13 rebocadores ​para colocar o navio fora de perigo, numa operação de seis dias.
Entretanto, já no mês passado, houve o caso do CSCL Jupiter, navio de 10 500 TEU que encalhou nas imediações de Antuérpia. Foram necessários dez rebocadores para o desencalharem. Mas esse foi um encalhamento suave, sobre os fundos de areia, sublinhou Peter Townsend.
A situação poderá ainda complicar-se nos casos em que seja necessário retirar cargas dos navios antes de iniciar o salvamento propriamente dito, destaca Peter Townsend. Simplesmente porque a indústria de salvamento não possui gruas capazes de retirar todos os contentores de um navio de 22 000 TEU. “Podem retirar os contentores sobre o convés, mas não conseguirão retirar todas as cargas dos porões”.

Carga nos aeroportos nacionais cresceu 18,5% no semestre

O movimento de carga e correio nos aeroportos geridos pela ANA cresceu 18,5% no primeiro semestre, de acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)


Entre Janeiro e Junho, terão sido movimentadas 84 916 toneladas, valor que compara com as 71 661 toneladas contabilizadas no período homólogo de 2016.
O crescimento foi conseguido sobretudo à custa das cargas embarcadas, que aumentaram, em termos homólogos, 22,3% e 23,7% nos primeiro e segundo trimestres, respectivamente. Já as cargas desembarcadas avançaram 13,5% e 14,5% nos mesmos períodos.
No balanço do primeiro semestre, as cargas embarcadas totalizaram 43 857 toneladas (contra 35 653 há um ano), enquanto as mercadorias desembarcadas ascenderam a 41 059 toneladas (36 008 toneladas há um ano). Ou seja, as cargas embarcadas superaram as desembarcadas.
Os cálculos do TRANSPORTES & NEGÓCIOS assentam no relatório do INE hoje divulgado sobre o segundo trimestre de 2017 e no documento equivalente emitido há cerca de um sobre o período homólogo de 2016.
A ANA há muito não disponibiliza no seu site, nem em comunicado, informações sobre a actividade da carga aérea nos aeroportos nacionais.

MPF investiga denúncia de formação de cartel na cabotagem


O Ministério Público Federal (MPF) investiga denúncia de formação de cartel no segmento de cabotagem. O inquérito apura se companhias de transporte marítimo e funcionários da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) estariam atuando em conjunto comprometendo a competitividade nesse mercado. A denúncia foi apresentada à Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGR-DF) pela empresa Posidonia Shipping, que estima prejuízo da superior a R$ 30 milhões devido a “decisões anti-competitivas” por parte da agência desde 2013, quando a companhia entrou em operação.


A Posidonia relata excesso de rigor e afirma que alguns servidores da Antaq foram “cooptados” pelo suposto cartel. A empresa levou o assunto ao conhecimento do MPF, que encaminhou o tema para o 5º núcleo de combate à corrupção. O inquérito, aberto em setembro de 2016, investiga a denúncia de que a agência estaria privilegiando interesses de empresas membros da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac). A defesa acusa os funcionários da agência reguladora de perseguir e prejudicar a empresa, inclusive com aplicação de multas.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Via Varejo dribla custo e roubo de cargas com logística própria


A rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo está concentrando em logística própria o transporte de mercadorias compradas online para a retirada em lojas físicas em seus dois principais mercados no país, São Paulo e Rio de Janeiro, um corte de custo que também minimiza o risco de roubo de cargas.
A companhia já está operando com caminhões próprios o abastecimento de 80 lojas nos dois Estados e tem como objetivo ampliar o número para todas as 730 unidades que possui nessas regiões até o final do ano.
A operação foi desenvolvida com a criação de uma empresa própria dentro da estrutura da Via Varejo, chamada VVLog, disse o diretor-executivo de logística da Via Varejo, Marcelo Lopes.“Nos pilotos que fizemos, ficou demonstrado de forma bastante robusta uma redução de 20 por cento nos custos em relação à entrega na casa dos clientes”, disse Lopes, referindo-se à utilização da logística própria para o transporte das mercadorias compradas online dos centros de distribuição até as lojas físicas.

Além de economizar nas viagens dos caminhões e reduzir de três para um dia o tempo para o cliente receber o produto, a empresa também minimiza o risco de a carga ser roubada, em um momento de forte aumento da criminalidade nos dois Estados.

Ceará: o novo hub logístico e tecnológico do Brasil


No início do mês de agosto, o governador cearense, Camilo Santana, esteve em Angola para participar da cerimônia de lançamento da South Atlantic Cable System, a primeira rede de cabos submarinos de fibra óptica que ligará o continente africano diretamente ao Brasil. 

A obra, orçada em cerca de 160 milhões de dólares, será liderada pela multinacional Angola Cables e servirá para estreitar as relações comerciais entre a África e a América do Sul, especialmente no setor de tecnologia, mas também deverá reforçar o papel do Ceará como polo nacional de infraestrutura e comunicação de dados.
 
A nova ligação com a África será totalmente integrada ao Cinturão Digital do Ceará, que atualmente já conecta o Brasil aos Estados Unidos, à Europa e a vários países da América do Sul. A parceria com a Angola Cables prevê também a construção de um moderníssimo data center em Fortaleza, ao custo de 30 milhões de dólares, que aumentará ainda mais a capacidade de armazenamento e transmissão de dados das empresas da região.

“Trata-se de uma grande oportunidade para os empresários dos segmentos de TI, produção de conteúdo e games”, afirma o secretário do Planejamento do estado, Maia Júnior, destacando os incentivos fiscais concedidos para as companhias de tecnologia. “Esse é um setor que interessa muito ao Ceará. Queremos investir ainda mais nessa nova economia e atrair startups”, diz.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Aduana apreende carregamento de produtos declarados ilegalmente

Os agentes o abriram, encontrando em seu interior 424 artigos


Um carregamento com vinhos, suplementos alimentares e artigos eletrônicos – declarados ilegalmente como objetos plásticos e caixas metálicas – foi apreendido pela Alfândega do Porto de Santos na última quinta-feira (14). Os produtos, avaliados em R$ 2,5 milhões, estavam em um contêiner descarregado no complexo.
A irregularidade foi descoberta quando o contêiner foi fiscalizado após ser desembarcado. O procedimento envolve passar o contentor por um dos escâneres do cais. As imagens internas da caixa de aço, captadas pelo equipamento, possibilitaram aos agentes da Alfândega verificar que os artigos encontrados não eram os declarados na documentação apresentada ao órgão da Receita Federal.
Em seguida, o contêiner foi separado para inspeção física, Os agentes o abriram, encontrando em seu interior 424 artigos. Entre eles, foram descobertos vinhos com quase 50 anos de envelhecimento, peças automotivas, suplementos nutricionais de importação restrita, aparelhos médicos, instrumentos eletrônicos, artigos de informática e armações de óculos.
Também estavam no contêiner armas de ar-comprimido, perfumes e cabelos humanos.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Movimentação de contêineres bate novo recorde no Porto de Suape


Por Grace Souza
Principal porto do Nordeste na movimentação de contêineres, Suape bateu novo recorde no mês de agosto superando a marca de julho, que havia sido de 40.293 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), até então a melhor do ano.

A movimentação de agosto deve ficar em torno dos 40.600 TEUs, superior aos 36.211 TEUs de agosto de 2016, já que os dados serão consolidados pela Antaq no fim de setembro. No acumulado de 2017, Suape registra mais de 300 mil TEUs, número maior do que o apurado no período de janeiro a agosto de 2016, quando foram movimentados 248.718 TEUs.
A curva de crescimento mostra um cenário bastante positivo para encerrar o ano com recorde na movimentação deste tipo de carga. A melhor marca foi atingida em 2011, quando Suape fechou o ano com 434 mil TEUs. No cenário nacional, o atracadouro pernambucano continua na 4º posição entre os portos públicos com maior movimentação de carga conteinerizada.
“O crescimento na movimentação deste tipo de carga mostra que Suape se mantém em destaque e na rota das principais empresas de navegação marítima, tanto nacionais quanto internacionais. Esse resultado também é fruto do trabalho do Tecon Suape que tem investido na melhoria de sua tecnologia e infraestrutura, apostando na rapidez dos serviços ofertados na movimentação de contêineres”, explicou Marcos Baptista Andrade, presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape.

COMUNIDADES PORTUÁRIAS PEDEM MAIS INFORMAÇÃO


As Comunidades Portuárias dos Portos Portugueses do Continente (CPPPC) enviaram uma carta à Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, com o pedido de iniciativas que permitam um maior acesso à informação sobre as cargas movimentadas a todos os intervenientes da cadeia logística. “Ampliar a cultura digital dos portos” é mais importante do que investimentos físicos de relevo ou espaços logísticos, defende Jaime Vieira dos Santos, Presidente da Comunidade Portuária de Leixões.
As CPPPC pediram à Ministra do Mar um plano diretor para a inovação tecnológica que estruture todas as ações porto a porto. “Doravante, os guindastes não serão tanto um facto de diferenciação competitiva, mas antes as plataformas digitais, a automação, a robotização e as energias limpas, conceitos para onde, nos portos, se está a deslocar a criação de valor”, lê-se no documento enviado pelas comunidades.
Para Vieira dos Santos, “o sistema portuário precisa, cada vez mais, de acompanhar essa mudança, de ter acesso ao bigdata, de poder aproveitar a enxurrada de informação que está espalhada em várias plataformas tecnológicas, mas que não são trabalhadas, nem a elas se consegue ter acesso”.

Movimentação portuária cresce 4,3% no segundo trimestre de 2017, diz Antaq


A Agência Nacional de Transportes Aquaviário – ANTAQ divulgou nesta segunda-feira (11) o Boletim Informativo Aquaviário com as estatísticas da movimentação dos portos organizados e instalações portuárias privadas do segundo trimestre de 2017.
Os dados, disponíveis no link no final desta matéria, mostram que os portos organizados e os terminais privados (TUPs) movimentaram 270,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2016, totalizando um acréscimo de 11,3 milhões de toneladas.
Segundo o Boletim, que é produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, o resultado do setor portuário brasileiro, no segundo trimestre deste ano, foi afetado principalmente pela movimentação de commodities, com crescimento de 4,4% no grupo de minérios, e de 2,9% em sementes e frutos oleaginosos.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

IBGE: Safra brasileira de grãos deverá crescer 30,4% em 2017


A produção brasileira de grãos deverá alcançar 240,9 milhões de toneladas em 2017, crescimento de 30,4% em relação ao ano passado (184,7 milhões de toneladas). A estimativa faz parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola  (LSPA) de agosto, divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A oitava revisão manteve a estimativa de uma safra recorde em 2017. A previsão ficou, porém, 0,5% menor do que a estimada em julho passado, com 1,2 milhão de toneladas a menos de grãos.
Os produtores rurais devem colher em uma área de 61,1 milhões de hectares neste ano, acréscimo de 7% em relação ao ano passado (57,1 milhões de hectares). Trata-se de 0,05% a menos em comparação à estimativa de julho.
Segundo o IBGE, as estimativas apontam para crescimento da área plantada de soja (2,3%), milho (18,1%) e arroz (4%) frente a 2016. Também devem ocorrer acréscimos na produção dos produtos: soja (19,6%), arroz (16,2%) e milho (54,7%).

Bunge vai comprar fatia de 70% em unidade da IOI Corp por US$ 946 mi


A Bunge informou que vai comprar uma participação de 70% na IOI Loders Croklaan, do produtor malaio de óleo de palma IOI Corp Berhad, por US$ 946 milhões, em meio a um plano para investir em empresas de maior margem como ingredientes alimentares e aromas naturais.
As massivas reservas mundiais de grãos e os preços baixos após quatro anos de colheitas abundantes em todo o mundo reduziram os lucros da Bunge e de outros comerciantes de grãos.
O anúncio ocorre um mês depois que a gigante de commodities agrícolas registrou uma queda de 34% nos resultados trimestrais e reduziu suas perspectivas para todo o ano.

Quinze grandes petroleiras demonstram interesse em participar do 3º leilão do pré-sal


Quinze companhias fizeram a pré-inscrição para a terceira rodada de licitação de direitos de exploração de petróleo na área do pré-sal do Brasil, enquanto dez empresas manifestaram interesse na segunda rodada, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.
As duas rodadas acontecerão em 27 de outubro.
Por meio de contratos de partilha de produção, as empresas poderão fazer ofertas para oito blocos nas bacias de Santos e Campos na área do pré-sal, onde hidrocarbonetos estão presos debaixo de grossas camadas de sal.

Monitoramento das operações deve agilizar movimentação de mercadorias

Painel debateu as novas tecnologias nas operações do Porto de Santos


O próximo desafio para aumentar a eficiência e a segurança nas movimentações de cargas é o monitoramento dos caminhões desde sua origem até a chegada ao Porto de Santos. É o que afirmou o Diretor de Operações Logísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) , Carlos Henrique de Oliveira Poço, nesta terça-feira (12).
Durante o terceiro painel da 15ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos, que debateu as novas tecnologias nas operações do Porto, o executivo destacou a eficiência do atual modelo de agendamento de caminhões no complexo e disse que há a possibilidade de rastrear a mercadoria desde o início do trajeto do caminhão até o navio. “A implantação completa desse sistema pode resolver em até 100% os gargalos que se referem aos caminhões”.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Comissões discutem privatizações propostas pelo governo

Os projetos de parceria com o setor privado possuem com frequência um elevado grau de complexidade


As comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Viação e Transportes discutem nesta quarta-feira (13) o projeto do governo de privatização da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), de aeroportos, rodovias, portos e outras empresas estatais.
No último dia 23, o governo anunciou a inclusão de 57 novos projetos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), no âmbito do qual são feitas as privatizações.
“Os projetos de parceria com o setor privado possuem com frequência um elevado grau de complexidade. Além disso, eles normalmente têm impacto direto sobre as finanças públicas e, em particular, sobre o valor das tarifas pagas pela população”, ressalta o deputado Bohn Gass (PT-RS), um dos parlamentares que pediram a realização da audiência.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Antaq reduz tempo de análise de processos de outorgas na navegação


A Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ reduziu o tempo médio de tramitação dos processos de outorgas de autorização nas áreas da navegação.
Entre janeiro e agosto de 2017, com relação à igual período de 2016, a redução nos tempos de tramitação dos processos de autorização atingiu 57% na navegação de apoio Marítimo, passando de 22 dias para nove dias.
Na cabotagem, o tempo para autorização caiu de 50 dias para 30 dias, o que significou redução de 30%. Na cabotagem porte bruto Inferior a 5.000 TPB, o tempo para autorização dos pedidos caiu de 69 dias para 13 dias, significando uma redução de 80%.
Com relação aos pedidos para obtenção do Pré-Registro de Embarcação em Construção, o tempo de autorização recuou 99%, saindo de 15 dias para 12 horas.

Produção de veículos no Brasil sobe 45,7% em agosto e tem melhor resultado no ano

O setor continua sendo impulsionado pelas exportações, que bateram recorde no acumulado do ano


A produção de veículosno Brasil subiu 45,7% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou nesta quarta-feira (6) a associação das montadoras (Anfavea). Esse foi o melhor resultado mensal do ano até agora, superando maio, que chegou a 250,9 mil unidades.
O setor continua sendo impulsionado pelas exportações, que bateram recorde no acumulado do ano. De janeiro a agosto, o total de 506.007 veículos foram exportados, o que representa um crescimento de 56,1%, frente as 324.223 unidades do mesmo período do ano passado (veja na abaixo na reportagem para onde o Brasil exporta veículos).
VEJA OS 10 CARROS MAIS VENDIDOS DE AGOSTO

Chineses compram porto paranaense por R$ 2,9 bilhões


Investidores dizem que negócio é apenas o primeiro passo de um plano de expansão na América Latina que demonstra “confiança na economia brasileira”.
A operadora chinesa de terminais China Merchants Port (CMPort) anunciou a compra, por R$ 2,9 bilhões, de 90% do TCP, que opera o terminal ao lado do Porto de Paranaguá, um dos maiores da América do Sul. O negócio marca a entrada do grupo chinês na América Latina e foi anunciado como “crucial para a expansão global da empresa” e uma “demonstração de confiança na economia brasileira”, segundo Bai Jingtao, diretor administrativo da CMPort, com sede em Hong Kong.
A transação abrange também a subsidiária TCP Log, que presta serviços logísticos como armazenagem e carregamento. Pelo acordo, a CMPort comprará 50% das ações da TCP que pertencem à Advent International e 40% das ações da empresa que pertencem aos acionistas fundadores da TCP – Galigrain S.A. (“Galigrain”), Grup Maritim TCB S.L. (“TCB”), Pattac Empreendimentos e Participações S.A. (“Pattac”), Soifer Participações Societárias S.A. (“Soifer”) e TUC Participações Portuárias S.A. (“TUC”). Advent, Galigrain e TCB venderão a totalidade de suas ações, enquanto Pattac, Soifer e TUC manterão, juntas, 10% do capital da empresa.

Navio derrama 100 litros de óleo no mar do Porto de Santos

A Cetesb informou que a transferência do material estava sob responsabilidade da Atlantic Oil, especializada em remoção


Um acidente na madrugada deste domingo, 10, no Porto de Santos, litoral sul de São Paulo, provocou o derramamento de 100 litros de óleo no mar. Técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) instalaram barreiras absorventes de contenção para tentar recolher o produto e evitar que o material se espalhe pelo canal do estuário.
Segundo a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), uma mangueira acoplada ao navio Amber Champion (IMO: 9637210) para retirada do óleo usado estourou por volta de 3h30, quando a embarcação estava atracada no Armazém 19.
A Cetesb informou que a transferência do material estava sob responsabilidade da Atlantic Oil, especializada em remoção, transporte, eliminação e gestão de resíduos líquidos contaminados. A reportagem tentou contato com a sede da empresa em Santos, mas não houve resposta.  

'No show' no transporte marítimo

No transporte de contêineres, os armadores tentam há muito tempo implementar uma multa por “no show”


Por Robert Grantham

• Um dos grandes problemas do transporte marítimo de contêineres é a falta de previsibilidade quanto ao volume a ser embarcado. Por um lado, para garantir o melhor aproveitamento do espaço, os armadores praticam o “overbooking” (aceitar reservas acima da capacidade nominal do navio), por outro lado os embarcadores fecham mais carga do que efetivamente poderão entregar ou fecham simultaneamente com mais de um armador (por vezes no mesmo navio, com outro membro do consórcio) para garantir que sua carga será embarcada, pois frequentemente pelos mais diferentes motivos os armadores deixam a carga no chão. O resultado de tudo isso é um serviço de baixa qualidade, com altos custos indiretos. 
No transporte de carga a granel existe, prevista em contrato, uma penalidade aplicada ao embarcador, por embarcar volume a menos do contratado, que se conhece como “dead freight” ou frete morto. Existe a previsão, mas sua aplicabilidade é geralmente antecedida de muita discussão.
No transporte de contêineres, os armadores tentam há muito tempo implementar uma multa por “no show”, que seria algo semelhante ao frete morto, mas geralmente sem sucesso, dado que considerações de ordem comercial acabam falando mais alto. Por outro lado, quando a carga é deixada para trás pelo armador, os embarcadores são onerados por custos de armazenagem, embora se abra aí uma janela para disputa, com os clientes transferindo o custo para o dono do navio.