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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Maior porto da América Latina não pode receber grandes navios


As exportações de café e açúcar branco do Brasil vêm se acumulando no porto mais movimentado da América Latina e as importações estão desacelerando. O problema não é a demanda. Os navios gigantescos que transportam milhares de contêineres simplesmente não podem navegar completamente cheios pelo canal de entrada do porto.
Se tentassem, provavelmente encalhariam.
O governo brasileiro — que enfrenta uma crise orçamentária, dois anos de recessão e um enorme escândalo de corrupção — não manteve o serviço de dragagem necessário no Porto de Santos, no estado de São Paulo. Os sedimentos se acumularam no leito oceânico, reduzindo a profundidade do canal de entrada em quase um metro.
Pode não parecer muito, mas para meganavios que transportam até 10.000 contêineres, é o suficiente para forçá-los a reduzir seus carregamentos em até 10 por cento. O Brasil é o maior exportador mundial de café, carne bovina, suco de laranja e açúcar. O setor de transporte marítimo perdeu R$ 325,5 milhões (US$ 105 milhões) em receitas nas três primeiras semanas de julho, quando o calado do canal atingiu seu ponto mais raso, estima a associação das empresas de navegação, conhecida como Centronave.

Gestão privada reduzirá custo da dragagem do Porto

Resultado foi destacado pelo diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários Mario Povia

Novo modelo de administração da dragagem do canal foi debatido no Santos Export (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A gestão privada da dragagem do Porto de Santos reduzirá os custos da obra e, consequentemente, trará uma economia para os usuários do complexo marítimo. A constatação é do diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Mario Povia. Segundo o executivo, o modelo de consórcio é o mais adequado para garantir a continuidade do serviço no cais santista.

Povia analisou a questão da dragagem de Santos durante sua participação, ontem, no painel que discutiu a necessidade de um novo modelo de contratação do serviço, na 15ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. O evento, que terminou nesta terça-feira (12), é promovido pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos, o Santos Export se consolidou como um dos maiores fóruns de debates portuários do País.
As recentes e constantes reduções do calado operacional (fundura máxima que as embarcações podem atingir quando totalmente carregadas) do Porto reacenderam as discussões sobre a necessidade de garantir um serviço de dragagem de qualidade e perene. Por conta disso, entidades do cais santista se reuniram e fizeram uma proposta ao Governo Federal de concessão da obra à iniciativa privada. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quinze grandes petroleiras demonstram interesse em participar do 3º leilão do pré-sal


Quinze companhias fizeram a pré-inscrição para a terceira rodada de licitação de direitos de exploração de petróleo na área do pré-sal do Brasil, enquanto dez empresas manifestaram interesse na segunda rodada, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.
As duas rodadas acontecerão em 27 de outubro.
Por meio de contratos de partilha de produção, as empresas poderão fazer ofertas para oito blocos nas bacias de Santos e Campos na área do pré-sal, onde hidrocarbonetos estão presos debaixo de grossas camadas de sal.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Abertura da Santos Export destaca dragagem e gargalo logístico

15ª edição do evento debaterá acessos viários e tecnologia


Com a participação de autoridades municipais, estaduais e federais; além de empresários do setor portuário, ocorreu a solenidade de abertura da 15ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, na noite desta segunda-feira (11), no Mendes Convention Center, em Santos.
O evento, segue hoje terça-feira (12), debatendo soluções para os principais problemas do complexo. A entrada do Porto de Santos, a questão da dragagem e a descentralização da administração foram pontos lembrados durante a cerimônia.
O Presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) destacou a alta produtividade do Porto de Santos mesmo em meio a diversas obras e ao impasse da dragagem. Oliva também  falou da a importância do evento para o setor e disse que os problemas em relação ao complexo devem ser enfrentados com "Maturidade, respeito e compromisso com o País".

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Prejuízo de R$ 325 mi e burocracia fazem setor privado querer administrar dragagem do Porto de Santos



Responsabilidade do setor público, obra para manter a profundidade do canal de navegação é apontada como ineficiente

A iniciativa privada está decidida a administrar e bancar a dragagem de sedimentos do canal de navegação do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O objetivo é retirar a obrigação do setor público em gerir e contratar o serviço, para, assim, atender às demandas de competitividade do comércio exterior brasileiro.
 
Segundo empresários, o canal de navegação do cais santista possui dois metros de calado (profundidade máxima que um navio pode atingir quando carregado) a menos do que o limite estabelecido pela autoridade ambiental. Isso ocorre em razão do acúmulo de sedimentos, ocasionado justamente pela falta de dragagem.
 
Em 30 de junho, o calado foi reduzido em um metro, justamente pelo assoreamento do primeiro trecho do canal (entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca). Desde então, um levantamento do setor estima que, por semana, as restrições ocasionem prejuízo de R$ 108,5 milhões (R$ 325,5 no acumulado desde então).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Redução de calado é falha operacional e de gestão



A redução do calado dos navios  que  operam em  Santos é  um   roblema  de duas    faces: operacional  e  de  gestão. A  medida  limita  a  movimentação  de  cargas no maior e mais importante do país, mas, sobretudo, desnuda falhas da administração do porto.


No início de junho a Codesp já tinha em mãos uma batimetria que apontava assoreamento na entrada do porto. Mas o resultado só teria sido informado no fim do mês, após a Praticagem, órgão responsável por manobrar os navios, ter constatado na prática a existência de assoreamento. Questionada, a Codesp não se manifestou.
A profundidade limitada combinada com as condições da maré no dia 29 de junho impediram os navios de zarparem à plena carga.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Porto de Santos recebe o maior navio de sua história


O Porto de Santos recebeu no ultimo dia (14) , o navio que se tornará o maior a escalar em suas instalações.
O conteineiro Hyundai Loyalty possui 340 metros de comprimento da proa à popa. Ele  atracou no cais do terminal privado Embraport, na Área Continental de Santos, na Margem Esquerda do Porto.
Nessa escala, o cargueiro terá 1.879 movimentos de descarga, totalizando 3 mil TEUs movimentados. A embarcação atua no serviço Ásia, que liga o Brasil ao Extremo Oriente.
O Loyalty foi construído em 2009 e opera com bandeira de Singapura. Tem 45,6 metros de largura, 14,5 metros de calado máximo e pode carregar até 8.600 TEUs (unidade equivante a um contêiner de 20 pés).
Atualmente, os maiores navios a operarem no Porto de Santos têm 336 metros de comprimento.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Presidente da Fenop alerta para as​ dificuldades enfrentadas pelos portos brasileiros


Deficiências na infraestrutura, legislação ultrapassada, gestão ineficiente e falta de um sistema adequado para gerir programas de capacitação da mão-de-obra são algumas das sérias dificuldades enfrentadas pelos os portos brasileiros. A afirmação é do presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários – Fenop, Sérgio Aquino, durante palestra realizada em evento realizado no auditório do Porto do Recife (PE), ontem (24). 

Falando para uma plateia formada por empresários dos setores portuário, da indústria, comércio e serviços do Nordeste, Aquino ressaltou que essas deficiências, que vem se agravando com o passar dos anos, afetam diretamente a economia do País, trazendo prejuízos para toda a sociedade, uma vez que ocasionam o encarecimento das importações de mercadorias e matérias primas, além de deixar as exportações menos competitivas.

Entre as mazelas que penalizam o setor portuário, o presidente da Fenop destaca que os entraves que dificultam a realização de obras de dragagem como o principal foco de incerteza do sistema portuário. “O governo retirou as competências das dragagens das administrações locais e criou um modelo que não consegue permanecer de maneira estável. As licitações em muitos portos continuam com problemas, com disputas e contestações. Além disso, quando os contratos são firmados, as obras se arrastam por um tempo tremendo para serem concluídas”, afirma.

domingo, 18 de setembro de 2016

Ministério suspende, por tempo indeterminado, leilão de terminal do Porto do Recife


Suspenso, por tempo indeterminado, o leilão de arrendamento do Terminal Marítimo de Passageiros (TMP), área e infraestrutura públicas para a movimentação de passageiros, localizado dentro da área do Porto do Recife. O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil apontou como justificativa, um ajuste no edital com o objetivo de atender melhor à demanda atual.

A medida foi anunciada por meio de uma nota oficial. Segundo o documento, técnicos do ministério teriam diagnosticado a necessidade de aperfeiçoamento dos estudos e obras de dragagem dos canais de acesso ao porto e, essas mudanças deverão agregar valor ao empreendimento e fomentar a concorrência entre os agentes do mercado.

Confira o documento na íntegra:
O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil informa que o leilão de arrendamento de área e

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Unesco firma parceria com PE para plano de desenvolvimento de Suape

Parceria internacional foi firmada, no Recife. 

Ministério das Relações exteriores também entra na parceria com o estado.




A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) firmou parceria com o governo de Pernambuco para as ações do "Pacto por Suape Sustentável". A iniciativa prevê o desenvolvimento de planos para as áreas cultural, social, ambiental e educacional da população que reside na região de Suape, no Grande Recife. 

A Unesco vai agregar o conhecimento teórico de consultores nas áreas alcançadas pelo projeto, possibilitando a elaboração de planos para intervenção no território. A cooperação técnica internacional entre o governo, a Unesco e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores vai desenvolver, nessa primeira etapa, a requalificação do parque Armando Holanda Cavalcanti, no Cabo de Santo Agostinho. De acordo com o governo do estado, foram destinados R$ 1,2 milhão para a execução do projeto que vai durar 24 meses.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Faturamento do Porto do Recife cresce 20,65%


Após consolidar todos os números, o Porto do Recife divulga e comemora o fechamento do ano de 2013 com um aumento de 20,65% no faturamento da empresa, comparado a 2012. Ao assumir a presidência do ancoradouro, em junho passado, Rogério Leão colocou o crescimento de 20% como desafio, mesmo com a crise que atingiu o setor açucareiro e assombrou as exportações do Porto do Recife. “Verificamos que a carga do Porto, historicamente, é a mesma e para estimular o crescimento entendemos que era preciso mudar a estratégia comercial, utilizando a conquista da ampliação da área alfandegada e investindo na área de armazenagem”, explicou o presidente.

 
Em 2012 a empresa fechou o ano com o faturamento 4,8% menor comparado a 2011. “Ainda não somos uma empresa superavitária, mas o governo do Estado mostra que está trabalhando para virar o jogo. Em 2012 nosso déficit estava na casa dos 10 milhões, hoje ele foi reduzido a mais da metade”, comemora Leão.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Suape supera recorde de 11 milhões de toneladas


O porto de Suape, localizado no Litoral Sul de Pernambuco, terá em 2013 o seu melhor ano em termos de movimentação de cargas. O ancoradouro atingiu na terceira semana de novembro a marca de 12 milhões de toneladas movimentadas, volume que supera as 11,25 milhões de toneladas registradas em 2011, até então o melhor ano para o porto.

A expansão das operações foi impulsionada pela maior movimentação de granéis líquidos, sobretudo de

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

SEP buscará alternativas para finalização de obras em Suape



O Ministro dos Portos, Antonio Henrique Silveira, participou de reunião ontem, quarta-feira (16/10) com a Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior e o Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para tratar de questões referentes aos portos de Suape e Recife.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Audiência pública vai definir modelo de gestão de navegação do Rio Capibaribe



A Secretaria das Cidades e o Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano realizam audiência pública nesta terça-feira para apresentar o modelo de gestão do sistema de transporte hidroviário sobre o Rio Capibaribe.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Fortaleza cresce 37% na movimentação de contêiner e 12% na movimentação geral




O Porto de Fortaleza atingiu neste primeiro semestre de 2013 crescimento de 37% na movimentação de contêineres e 12% na movimentação geral de cargas em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o Presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda, o ano de 2012 já foi um ano recorde na movimentação. O Porto registrou cerca de 4,5 milhões de cargas importadas e exportadas.

sábado, 18 de maio de 2013

Armadores de Cabotagem refutam alterações na MP 595 que restringem investimentos em terminais portuários



A Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) é contra a limitação da participação societária de empresas de navegação em terminais privativos. A restrição de 5% do capital foi introduzida no texto da MP 595. O texto original enviado pelo Executivo não previa essa limitação.


Sobre a tramitação do projeto de lei de conversão 9, a Abac enviou a seguinte nota à Redação:

"O transporte marítimo de cabotagem no Brasil tem avançado nos últimos 10 anos com taxas bem superiores ao crescimento da economia brasileira, mas ainda existe um grande potencial para melhoria da matriz de transportes, hoje distorcidas pela participação predominante do modal rodoviário.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dragagem dá início ao projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe

Edital será assinado esta tarde pelo governador Eduardo Campos. Objetivo é tornar o rio navegável após a remoção de lixo, escombros de antigas construções e de parte da vegetação




O projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe dá nesta quarta-feira o primeiro passo. Esta tarde, o governador Eduardo Campos assina o edital para dar início às obras de dragagem. A solenidade está marcada para as 16h, no auditório Tabocas do Centro de Convenções, onde funciona provisoriamente a sede do governo do estado.

O objetivo é tornar o rio navegável após a remoção de lixo, escombros de antigas construções e de parte da vegetação. A primeira fase das obras vai começar no bairro de Casa Forte, seguindo até Apipucos. Ao todo, serão dragados 17 quilômetros do rio, das proximidades da BR-101, passando pelos bairros do Parque Santana (Casa Forte/Poço da Panela), Torre, Derby, área central do Recife e Tacaruna (divisa entre Recife e Olinda).

A ação faz parte do programa Rios da Gente, orçado em R$ 289 milhões, para proporcionar a navegabilidade de 13,9 km do Rio Capibaribe por meio de embarcações adequadas ao transporte de massa. Serão duas rotas: a Oeste, com 11 km de extensão, que vai da BR-101 ao centro do Recife e a Norte, com 2,9 km de extensão, do centro do Recife até Olinda, nas proximidades do Shopping Tacaruna.

O edital de licitação será publicado no Diário Oficial e nos jornais de grande circulação na edução desta quinta-feira e os trabalhos serão coordenados pela Secretaria das Cidades.


Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Navios maiores


Armador usa navios maiores para ganhar em produtividade no Brasil

Mesmo sem a maioria dos portos estar com as dragagens aprovadas, o Brasil vem experimentando uma mudança no perfil dos navios de contêineres que visitam a costa. As embarcações estão cada vez maiores, enquanto o número de atracações nos portos cai - sem prejuízo dos volumes transportados -, seguindo a tendência mundial da indústria marítima. A saída que os armadores encontraram foi aumentar a largura das embarcações em detrimento do calado.

"Os navios maiores vislumbram aproveitar as economias de escala. É uma tendência mundial e o Brasil não fica fora disso", afirma Julian Thomas, diretor-superintendente no Brasil da companhia de navegação Hamburg Süd. Os porta-contêineres de maior dimensão que atracam em portos do Brasil - na casa dos 8 mil Teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) - ainda são tímidos perto dos que fazem a rota Ásia-Europa, por exemplo, cuja oferta nominal chega a 18 mil Teus. Mas representam um avanço frente o passado recente.

A nova família de porta-contêineres para a Costa Leste da América Latina do armador Maersk Line tem entre 7.450 Teus e 8.700 Teus de capacidade nominal. "O dobro dos navios usados nos tráfegos com o Brasil há cinco, seis anos", diz o presidente da Maersk Line na América Latina, Robbert van Trooijen. Batizada de Sammax - "Sam", de South America; e "Max", de "maximum" - a nova classe foi desenhada especialmente para atender as limitações de profundidade dos portos brasileiros. É composta por 16 embarcações, 13 das quais já em operação. Seis delas serão empregadas no tráfego Brasil-Ásia e sete no Brasil-Europa. A encomenda, feita em 2008 a um estaleiro sul-coreano, exigiu investimento de US$ 2,2 bilhões.

A combinação de aumento da capacidade das embarcações e redução das escalas marítimas no Brasil é resultado também da substituição de várias embarcações menores por poucas maiores. Esse movimento é fruto de acordos operacionais entre os próprios armadores e reduz o total de navios à disposição no mercado. "Isso gera economia de escala ao armador e tem efeito positivo na eficiência do porto, já que o volume de cargas não diminui", diz van Trooijen.

Segundo o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto de Santos, Renato Barco, é notório o aumento da consignação média por atracação nos últimos meses em Santos. "Estamos acompanhando esse número há algum tempo. A carga aumentou, mas reduziu o número de atracações". No acumulado até agosto, a movimentação física de cargas em Santos aumentou 4,3%, para 67,1 milhões de toneladas. Mas o número de escalas caiu 4,4%. Foram 3.731 paradas de navios no acumulado do ano até agosto contra 3.904 na mesma base de 2011.

"As coisas estão mudando. O armador adquire maior confiança para frequentar o porto, ele sabe que estamos num processo de homologação da dragagem e que existem dificuldades para atingir a nova profundidade. Mas na maioria do canal [de navegação] nós já chegamos bem longe", diz Barco. A dragagem rebaixará o porto para 15 metros, um metro a mais que a profundidade de projeto do complexo aquaviário santista.

A predominância de embarcações maiores nos tráfegos com o Brasil impõe a necessidade de o país ter os chamados portos concentradores, de onde a carga é transbordada para os portos menores. "É uma tendência, mas o transbordo no Brasil ainda é incipiente. Nós estamos fazendo bastante transbordo e desenvolvendo um porto em Itapoá (SC) como hub [concentrador] que atrairá navios cada maiores. Para isso, o custo e o processo burocrático do transbordo precisam diminuir", diz Julian Thomas. De acordo com ele, o custo do transbordo nos portos nacionais é relativamente alto. "O ideal é que chegasse em torno de US$ 100 [por contêiner] para deslanchar, hoje o ciclo inteiro [descarregar o contêiner de um navio e carregar em outro] varia. Na média está acima do dobro disso."

Entre agosto de 2008 e o mesmo mês de 2012, a capacidade nominal média dos navios empregados nos principais tráfegos do mundo cresceu a dois dígitos, de acordo com a consultoria Alphaliner.

Fonte: Portos e Logística

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Marinha valida só uma de 13 obras de dragagem nos portos


Quatro anos depois do lançamento do mais ambicioso plano de aprofundamento dos portos brasileiros, o Programa Nacional de Dragagem, os navios ainda não podem usufruir das melhorias previstas. Apesar de o governo divulgar que 13 obras estão concluídas, a Marinha brasileira, por enquanto, só validou a que foi feita em uma das áreas do porto de Suape (PE). Para a alteração oficial das profundidades, liberando o tráfego de embarcações de maior calado, a homologação por parte da Marinha é obrigatória.

Essa era a situação das dragagens até o dia 7 de agosto, quando a Marinha respondeu solicitação feita pelo Valor, em 18 de julho, por meio da Lei de Acesso à Informação. "Os portos foram dragados, mas não homologados. Passaram-se quatro anos e os navios não estão podendo carregar seu máximo potencial. Estamos com o velho problema de sempre", afirma uma fonte do setor de navegação, que prefere não ser identificada.

O investimento feito nos 13 empreendimentos atingiu R$ 1,2 bilhão, recurso proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A situação preocupa Brasília. Em recente reunião, a presidente Dilma Rousseff teria manifestado descontentamento com o estágio do programa de dragagens, segundo o Valor apurou.

As profundidades dos portos são fixadas pela Marinha após comprovação de que foram atingidas, o que é feito por meio de levantamento hidrográfico (LH). A análise e a validação do LH são realizadas pelo Centro de Hidrografia da Marinha, mediante o recebimento dos dados encaminhados pelo contratante da obra, a Secretaria de Portos (SEP). Somente depois de validado é que o levantamento pode ser utilizado como subsídio à decisão da Marinha para alterar os parâmetros operacionais dos portos.

Das 13 dragagens já feitas, apenas a do canal de acesso ao cais sul e 50% da bacia de evolução do porto de Suape está validada. A medição da cota do restante da bacia de evolução apontou necessidade de ajustes. Também os dados enviados pelos portos de Recife e de Rio Grande (RS) revelaram discrepâncias. Em Aratu (BA) e Santos, as obras de dragagem estão na fase final, mas ainda não foram concluídas.

"Vamos colocar a profundidade não no papel, mas lá no canal de navegação, para que a gente possa trabalhar com segurança", afirmou o presidente da empresa de praticagem Santos Pilots, Fábio Mello Fontes, em recente evento sobre o porto de Santos. O serviço de praticagem consiste na manobra de navios dentro dos portos. É obrigatório por lei e só pode ser realizado por profissional (o prático) habilitado pela Marinha.

O presidente em exercício da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, disse que a dragagem de aprofundamento para 15 metros já terminou e constantemente é realizada a manutenção. "Mas problema desse tipo pode ocorrer."

O aprofundamento dos portos é essencial para atrair embarcações de maiores dimensões (calado, extensão e largura), tendência mundial na navegação mercante. Quanto maior a embarcação, maior a diluição de custo e consequente redução de preço na movimentação de cargas. Pelo menos 75% da corrente de comércio brasileira em valores é feita via marítima. Em tonelagem, o índice é maior que 90%.

As dragagens integram uma lista de 29 obras de aprofundamento e alargamento de portos espalhadas por 13 Estados e originalmente distribuídas entre PAC 1 e 2, divisão que não existe mais. Desde 2008, novos portos foram acrescentados ao programa. A maior parte dos empreendimentos enfrentou atrasos nas licitações e dificuldades de obra e ambientais, tornando impossível o cumprimento do cronograma inicial.

O temor entre empresários ligados ao comércio exterior é que os portos sofram assoreamento até a validação das novas profundidades pela Marinha e as dragagens tenham de ser refeitas. O porto de Itajaí (SC), o segundo do país em movimentação de contêineres, corre esse risco. O rebaixamento para 14 metros foi atingido, mas não homologado. Como o porto sofre muitos assoreamentos por conta do rio Itajaí-Açu, atualmente a cota operacional é de 12,70 metros para o canal externo e de 12,40 metros para o interno.

A SEP diz não considerar a possibilidade de refazer as dragagens. Questionada por que considera que as obras foram concluídas, se as novas profundidades não podem ser usadas, a secretaria informa que "o objeto da contratação foi cumprido, a obra foi executada, concluída, medida, fiscalizada e feita a batimetria [medição da profundidade]". Segundo a assessoria da SEP, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, já entrou em contato com a Diretoria de Portos e Costas da Marinha para "nivelar e agilizar os procedimentos".

Fonte: Valor / Fernanda Pires

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Suape trabalha para ser o segundo maior do país




O crescimento vigoroso vivido pelo Complexo Industrial e Portuário de Suape nos últimos anos o distanciou de outros portos do Nordeste em volume de cargas. Em 2009, por exemplo, o terminal pernambucano movimentou 242 mil TEUs (contêiner de 20 pés) - praticamente o mesmo que Salvador (BA). Em dois anos o movimento saltou para 430 mil TEUs e a projeção da administração é que até 2020 chegue a 1 milhão de TEUs.



O incremento em diferentes tipos de carga aproxima o complexo instalado no município de Cabo de Santo Agostinho (PE) da movimentação do Porto do Rio de Janeiro. A busca pelo posto de segundo maior porto do Brasil não é prioridade, embora já esteja à vista. Frederico Amâncio, vice-presidente de Suape, destaca que a consolidação como maior porto e principal porta de entrada de produtos e insumos para as regiões Norte e Nordeste é a questão de primeira ordem. "Suape tem uma grande estrutura para acompanhar a indústria dessas regiões e capacidade de expansão para todo o Brasil", diz.



De acordo com a Antaq, 60% da navegação de cabotagem está concentrada em três complexos: Santos (23%), Manaus (19%) e Suape (18%). "A gente tem se beneficiado muito com as operações na Zona Franca. Manaus tem uma movimentação grande de contêiner, mas tem limitação a navios de grande porte", afirma. Hoje a navegação interior partindo de Suape é a principal rota dos insumos para a indústria da capital amazonense.



Suape é um porto importador. Cerca de 70% da movimentação de cargas são operações de entrada. Do terminal pernambucano a carga é transbordada por meio de cabotagem ou segue por estradas. Entre 2010 e 2011, a navegação porto a porto, partindo de Suape, cresceu 30%. O porto se beneficia da posição geográfica, de uma grande retroárea e da possibilidade de atracar navios de grande porte, que não podem entregar a carga nos terminais de destino.



O crescimento das operações desse tipo tem sido constante, projetando uma duplicação no volume movimentado nos próximos oito anos. Mas são os grandes projetos nas áreas de petroquímica, mineração e integração logística que vão alçar os atuais 11 milhões de toneladas movimentadas atualmente a um patamar três vezes maior até 2014. O boom de Suape acontece simultaneamente no cais, nos investimentos dentro do complexo e em seu entorno.



No porto, um novo terminal de contêineres será construído, composto por dois berços de atracação com 770 metros e canal de acesso com 390 metros de largura e profundidade de 16,5 metros, com profundidade operacional nos berços de 15,5 metros. O novo Tecon poderá movimentar até 750 mil TEUs por ano. Ainda em fase de projeto, o terminal despertou interesse de todas as operadoras brasileiras e de empresas internacionais que ainda não operam no país.



A construção de um terminal de minério, previsto inicialmente para movimentar 2 milhões de toneladas anuais de coque, será apresentada à Antaq. A obra vai dimensionar o complexo de Suape para receber os minérios transportados pela Transnordestina, com destaque à gipsita, clinquer e escória. A administração espera licitar a obra até o fim do ano e movimentar até 14 milhões de toneladas por ano.



Os grãos e os insumos do setor agrícola do Centro-Oeste e Nordeste, integrados pela Transnordestina, vão desembarcar em um terminal preparado para receber um volume estimado em 8 milhões de toneladas por ano. Hoje o maior moinho de trigo do Nordeste está em Suape. A área para um terminal de açúcar já foi arrendada e será explorada por uma parceria da trade inglesa ED & F Man e a Agrovia, com expectativa de movimentar, até 2015, 540 mil toneladas anualmente.



A refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, e a Petroquímica Suape, vão somar ao movimento do porto 14 milhões e 2 milhões de toneladas por ano, respectivamente. São esses os empreendimentos com maiores investimentos no complexo: a refinaria, US$ 13,3 bilhões, e a petroquímica, US$ 2,75.



Segundo Amâncio, "Suape é um complexo industrial portuário. Isso faz com que cresça como plataforma logística associada à atividade industrial a seu entorno." A operação segue o modelo de grandes complexos portuários como o de Roterdã, na Holanda. "Estamos fortalecendo Suape como um Hub Port e queremos nos consolidar como o segundo porto do Brasil e o grande porto do Norte e Nordeste", diz Amâncio.