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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

MSC encomenda 11 navios de 22000 TEU´s

A MSC, número dois mundial no transporte marítimo de contentores, encomendou 11 navios de 22 000 TEU´s aos estaleiros sul-coreanos da Daewoo Shupbuilding and Marine Engineering (DSNE)



A notícia foi confirmada por uma porta-voz da companhia helvética. “Um número significativo de navios de 13-14 000 TEU serão desactivados nos próximos anos e a nova encomenda visa substituir essa frota, mais do que aumentar substancialmente a capacidade global da MSC”, afirmou.
A decisão da MSC é conhecida poucos dias depois de a CMA CGM ter confirmado oficialmente a encomenda de nove porta-contentores de 22 000 TEU junto de estaleiros chineses. O contrato com a China State Shipbuilding Corporation (CSSC) foi assinado no passado dia 19.
Os primeiros rumores sobre a hipótese de a MSC encomendar navios de 22 000 TEU surgiram em Agosto, mas não mereceram na altura quaisquer comentários.
Os analistas convergem na ideia de que o mercado terá capacidade para acomodar a nova capacidade resultante das duas mega-encomendas. Mas também avisam para o risco de se entrar numa nova corrida aos estaleiros, essa sim com consequências previsivelmente negativas para o balanço entre a oferta e a procura de capacidade e, logo, para o nível dos fretes.
Sem estas encomendas, a carteira global de pedidos junto dos estaleiros situava-se na casa dos 2,6 milhões de TEU, o nível mais baixo desde 2003.

Mega-navios agravam dificuldades de salvamento

A indústria de salvamento marítimo de hoje não teria capacidade para lidar com um acidente envolvendo um porta-contntores de 22 mil TEU carregado, avisa Peter Townsend, responsável pela área marítima na AmTrust at Lloyd’s


“As necessidades [do sector de transporte marítimo] não encontram resposta nas capacidades de salvamento existentes. Precisamos de um maior investimento em meios de salvamento e precisamos de abordar a raiz destes problemas”, afirmou Townsend, citado pela revista “Tug Technology & Business”.
Sublinhando os riscos de encalhamento e de perda de cargas dos grandes navios porta-contentores, o especialista recordou, se necessário, que os navios de hoje têm mais de 50 metros de altura, 350 metros de comprimento e quase 60 metros de largura, o que aumenta os desafios para um evventual salvamento.
A propósito, lembrou o encalhamento, no ano passado, perto de Hamburgo, do CSCL Indian Ocean, de 19 000 TEU. Cerca de 6 500 toneladas de combustível tiveram de ser descarregadas do navio, o rio Elba teve de ser dragado e foram necessários 13 rebocadores ​para colocar o navio fora de perigo, numa operação de seis dias.
Entretanto, já no mês passado, houve o caso do CSCL Jupiter, navio de 10 500 TEU que encalhou nas imediações de Antuérpia. Foram necessários dez rebocadores para o desencalharem. Mas esse foi um encalhamento suave, sobre os fundos de areia, sublinhou Peter Townsend.
A situação poderá ainda complicar-se nos casos em que seja necessário retirar cargas dos navios antes de iniciar o salvamento propriamente dito, destaca Peter Townsend. Simplesmente porque a indústria de salvamento não possui gruas capazes de retirar todos os contentores de um navio de 22 000 TEU. “Podem retirar os contentores sobre o convés, mas não conseguirão retirar todas as cargas dos porões”.

Carga nos aeroportos nacionais cresceu 18,5% no semestre

O movimento de carga e correio nos aeroportos geridos pela ANA cresceu 18,5% no primeiro semestre, de acordo com os dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)


Entre Janeiro e Junho, terão sido movimentadas 84 916 toneladas, valor que compara com as 71 661 toneladas contabilizadas no período homólogo de 2016.
O crescimento foi conseguido sobretudo à custa das cargas embarcadas, que aumentaram, em termos homólogos, 22,3% e 23,7% nos primeiro e segundo trimestres, respectivamente. Já as cargas desembarcadas avançaram 13,5% e 14,5% nos mesmos períodos.
No balanço do primeiro semestre, as cargas embarcadas totalizaram 43 857 toneladas (contra 35 653 há um ano), enquanto as mercadorias desembarcadas ascenderam a 41 059 toneladas (36 008 toneladas há um ano). Ou seja, as cargas embarcadas superaram as desembarcadas.
Os cálculos do TRANSPORTES & NEGÓCIOS assentam no relatório do INE hoje divulgado sobre o segundo trimestre de 2017 e no documento equivalente emitido há cerca de um sobre o período homólogo de 2016.
A ANA há muito não disponibiliza no seu site, nem em comunicado, informações sobre a actividade da carga aérea nos aeroportos nacionais.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Papo Reto: Gargalos Logísticos Travam a Economia


Congestionamento de caminhões no Porto de Santos…

Neste Papo Reto,  Antonio Fernando Pinheiro Pedro aponta para os gargalos logísticos,  entraves burocráticos e falta de planejamento, que  impedem a modernização de portos, aeroportos, hidroportos, terminais rodo-ferroviários e centros de logística de abastecimento integrados em nosso território.
Para Pinheiro Pedro é uma tragédia que nenhum organismo governamental, da União às prefeituras, saibam o que é logística de abastecimento. Ninguém sabe como um simples cotonete sai da fábrica e chega ao ouvido do dirigente de plantão…
As perdas ocasionadas pelo gargalo no escoamento da produção e circulação de bens e pessoas chegam a níveis preocupantes e podem comprometer o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Via Varejo dribla custo e roubo de cargas com logística própria


A rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo está concentrando em logística própria o transporte de mercadorias compradas online para a retirada em lojas físicas em seus dois principais mercados no país, São Paulo e Rio de Janeiro, um corte de custo que também minimiza o risco de roubo de cargas.
A companhia já está operando com caminhões próprios o abastecimento de 80 lojas nos dois Estados e tem como objetivo ampliar o número para todas as 730 unidades que possui nessas regiões até o final do ano.
A operação foi desenvolvida com a criação de uma empresa própria dentro da estrutura da Via Varejo, chamada VVLog, disse o diretor-executivo de logística da Via Varejo, Marcelo Lopes.“Nos pilotos que fizemos, ficou demonstrado de forma bastante robusta uma redução de 20 por cento nos custos em relação à entrega na casa dos clientes”, disse Lopes, referindo-se à utilização da logística própria para o transporte das mercadorias compradas online dos centros de distribuição até as lojas físicas.

Além de economizar nas viagens dos caminhões e reduzir de três para um dia o tempo para o cliente receber o produto, a empresa também minimiza o risco de a carga ser roubada, em um momento de forte aumento da criminalidade nos dois Estados.

Ceará: o novo hub logístico e tecnológico do Brasil


No início do mês de agosto, o governador cearense, Camilo Santana, esteve em Angola para participar da cerimônia de lançamento da South Atlantic Cable System, a primeira rede de cabos submarinos de fibra óptica que ligará o continente africano diretamente ao Brasil. 

A obra, orçada em cerca de 160 milhões de dólares, será liderada pela multinacional Angola Cables e servirá para estreitar as relações comerciais entre a África e a América do Sul, especialmente no setor de tecnologia, mas também deverá reforçar o papel do Ceará como polo nacional de infraestrutura e comunicação de dados.
 
A nova ligação com a África será totalmente integrada ao Cinturão Digital do Ceará, que atualmente já conecta o Brasil aos Estados Unidos, à Europa e a vários países da América do Sul. A parceria com a Angola Cables prevê também a construção de um moderníssimo data center em Fortaleza, ao custo de 30 milhões de dólares, que aumentará ainda mais a capacidade de armazenamento e transmissão de dados das empresas da região.

“Trata-se de uma grande oportunidade para os empresários dos segmentos de TI, produção de conteúdo e games”, afirma o secretário do Planejamento do estado, Maia Júnior, destacando os incentivos fiscais concedidos para as companhias de tecnologia. “Esse é um setor que interessa muito ao Ceará. Queremos investir ainda mais nessa nova economia e atrair startups”, diz.

Infraestrutura é principal desafio e oportunidade para retomada


As mesmas calamidades que levaram a economia do Brasil a encolher em mais de 7% nos dois últimos anos também estão criando oportunidades sem precedentes, dizem analistas.
A cambaleante infraestrutura brasileira quase entrou em colapso diante das demandas geradas pelo superciclo de commodities que precedeu a recessão. O Fórum Econômico Mundial classifica o Brasil em 72º lugar no seu ranking de qualidade de infraestrutura, que abarca 138 países, adiante da vizinha Argentina, mas bem atrás do México, que ocupa o 57º posto.
Agora, o Brasil tem a oportunidade de corrigir essa situação antes do próximo pico de sua economia. "A infraestrutura é o principal desafio e a principal oportunidade", diz Renato Polizzi, diretor de investimento do Banco Modal, em São Paulo, e especialista em debêntures de infraestrutura. "Nossa infraestrutura é em geral velha, ineficiente e menor do que necessitamos".
O Brasil é o maior exportador mundial de commodities como açúcar, soja, café, suco de laranja e minério de ferro, e um dos maiores exportadores de carne bovina, milho e celulose. Até que a recessão chegasse, o país também era um mercado promissor de bens de consumo, e um produtor promissor de automóveis.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Packaging na cadeia logística aumenta eficiência e agilidade das operações


Com as condições econômicas atuais do Brasil, as empresas estão operando em um ambiente complexo e desafiador, requerendo soluções rápidas e efetivas. Mas, mesmo deixando de lado as questões econômicas, a mistura de desenvolvimentos tecnológicos, instabilidade dos mercados, rápida mudança na sociedade e o crescente foco em sustentabilidade está contribuindo para uma maior pressão comercial.
Como resultado, o embalamento secundário (também conhecido como co-packing), ou seja, a criação de kits promocionais de um ou mais produtos, com ou sem brindes, tem se tornado cada vez mais importante, especialmente no Brasil, onde o consumidor é atraído por promoções e condições especiais.
Porém, para que esse procedimento – comum em várias indústrias – atinja seu verdadeiro potencial, ajudando a responder adequadamente aos desafios mercadológicos atuais, ele deve ser integrado à cadeia logística, permitindo que as empresas capturem seu valor integral.

Estaleiro Atlântico Sul quer ampliar leque de clientes


Os leilões de exploração e produção de blocos de petróleo do País são a esperança de sobrevivência do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) após 2019, ano em que se encerra sua última encomenda feita por seu único cliente, a Transpetro. A lógica é que, com mais players no mercado, a empresa volte a fechar contratos para a construção de mais navios e, mesmo com um hiato entre as produções, a funcionalidade da maior e mais moderna estrutura do País seja mantida.

Numa visita política, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), esteve ontem no Complexo Industrial Portuário de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco, para conhecer o estaleiro com a promessa de aproximar mais empresas do polo naval pernambucano.
O convite foi feito pelo presidente do EAS, Harro Burmann, que apresentou as mudanças de processo que vêm sendo feitas para garantir o cumprimento dos calendários contratados. “No início foi investido muito em ativos, mas faltou planejamento no processo para fazer tudo com qualidade e garantir as entregas no prazo. E isso é o que estamos fazendo hoje”, afirmou o presidente do estaleiro durante a reunião em que pediu o apoio do ministro para que as novas empresas que chegarão ao País conheçam a estrutura estabelecida em Pernambuco.

Tecnologia ajuda empresas a reduzir gastos com combustíveis

Solução logística lançada pela HBSIS em agosto contribui para a otimização das rotas e promove economia de até 6%



O governo federal publicou recentemente um decreto que elevou as alíquotas de PIS/Cofins que incidem sobre gasolina, diesel e etanol. A medida, uma tentativa para alcançar a meta fiscal, atinge principalmente as empresas de logística. A tributação sobre o diesel, por exemplo, subiu em R$ 0,21 e ficou em R$ 0,46 por litro do combustível.
Repassar o valor inteiramente no frete pode comprometer as vendas, portanto as empresas estão em busca de alternativas para economizar e equilibrar as contas do mês. A tecnologia pode ser uma importante aliada para garantir eficiência no processo de entrega de mercadorias.
Desenvolvidas com o objetivo de facilitar os processos e deixar o cliente final satisfeito, tecnologias como o roteirizador permitem aprimorar percursos, economizar combustível e reduzir tempo de entregas. Uma solução especializada em roteirização compõe a plataforma de soluções logísticas desenvolvida pela HBSIS, empresa catarinense que foi apresentada no Agenda Confenar 2017.

Transpetro coloca em operação mais um navio construído em Pernambuco

Com 274 metros de comprimento, o navio tem capacidade de carregamento da ordem de 1 milhão de barris de petróleo e está preparado para operar no Brasil e no exterior


O navio "Abdias Nascimento" foi entregue à Transpetro e entrou em operação nesta quinta-feira (14) no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, tendo como destino em sua primeira viagem a Bacia de Campos. 
Com 274 metros de comprimento, o navio tem capacidade de carregamento da ordem de 1 milhão de barris de petróleo e está preparado para operar no Brasil e no exterior. Com o suezmax Abdias Nascimento ao mar, a Transpetro amplia sua frota e se torna ainda mais capacitada para atender as demandas de seus clientes, garantindo a qualidade dos serviços, a segurança e respeitando os mais rigorosos padrões internacionais. 
Atualmente, cinco navios do tipo aframax estão sendo construídos no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), sendo 3 (três) com previsão de entrega em 2018 e outros 2 (dois) em 2019.

Felixtowe cresce mais 13 hectares

A Hutchison Ports adjudicou a construção da última fase de expansão do porto de Felixstowe. Serão mais 13 hectares (3,2 dos quais resgatados ao mar) de terrapleno para apoio ao posto de atracagem 9


A conclusão da obra está prevista para o início de 2019. A nova área adicionará 18 000 TEU de capacidade de armazenamento de contentores aos 130 000 TEU já disponíveis no maior porto de contentores do Reino Unido.
“Os postos de atracagem 8 e 9 foram os primeiros construídos no Reino Unido para acomodarem a última classe de mega-navios. A criação de armazenamento adicional de contentores permitir-nos-á optimizar as operações de movimentação de contentores entre o posto de atracagem e a rectaguarda e melhorar ainda mais o serviço que oferecemos aos nossos clientes”, disse, em comunicado Clemence Cheng, director executivo da Hutchison Ports.
O porto de Felixstowe recebeu na semana passada o 100.º mega-navio do ano, no caso o Matz Maersk, de 18 270 TEU  atracou, chegado de Bremerhaven.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Custo logístico de transporte derruba competitividade brasileira no exterior

O mundo não vai pagar 20% ou 30% a mais no valor final



O agronegócio brasileiro ganhou produtividade nos últimos 50 anos, mas o alto custo logístico provocado por falhas de infraestrutura faz o produto perder competitividade no mercado internacional.
Três países (Brasil, Argentina e Estados Unidos) concentram 80% da produção de soja no mundo e 90% do mercado de exportação. A competitividade nacional fica na rabeira do trio.
"O custo do produtor, da saída da porteira da fazenda até o porto onde o grão vai ser despachado para o exterior é cerca de quatro vezes maior que nos Estados Unidos ou na Argentina. O mundo não vai pagar 20% ou 30% a mais no valor final", declarou Luiz Fayet, consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Fayet, Gustavo Spadotti, analista do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, e Paulo Stark, CEO da Siemens, discutiram os desafios que o país enfrenta para superar o desafio logístico no fórum Agronegócio Sustentável, promovido pela Folha nas manhãs de quinta (14) e sexta-feira (15).
Segundo estudo feito pelo Gite, se o Brasil conseguisse solucionar seus problemas no escoamento de produtos do agronegócio, os produtores teriam um ganho 35% superior ao atual.
O problema, afirma Spadotti, é que o país investe pouco em logística de mesmo esse pouco é mal investido.
No último meio século, a produção do agronegócio se deslocou do Sul e Sudeste para o Centro-Oeste, cuja localização aumenta a dificuldade de transporte.
O desafio do Brasil é, segundo Spadotti, fazer com que os produtos da região sejam exportados através dos portos do eixo Norte, como o de Santarém, em vez dos portos do Sudeste.
Mas as dificuldades do transporte rodoviário em trechos ainda não asfaltados da BR-163 muitas vezes levam os produtores a evitar a rota do Centro-Oeste ao Norte.
Fayet, da CNA, afirma que a troca derrubaria o custo de transporte de cerca de US$ 125 por tonelada para US$ 80.
INVESTIMENTOS
Os especialistas apontam também que problemas regulatórios e insegurança jurídica acabam afastando os investimentos necessários para solucionar os gargalos de infraestrutura.
"A lei brasileira restringe a compra de navios produzidos no exterior, mas a indústria naval nacional tem custos inflados", declarou Fayet. "Se eu carrego um navio para sair do Norte e ir até o Recife, o valor do frete vai ser semelhante ao custo para transportar um produto até Xangai."
A legislação brasileira, diz ele, faz com que a navegação de cabotagem no Brasil seja de sete a dez vezes mais cara que a de longa distância.
Outro ponto criticado pelo especialista foi o processo de licitação para a expansão da capacidade dos portos. "Cláusulas estabelecem que a concessionária deve aceitar novas normas que venham a ser editadas. Assim ninguém entra numa concorrência."
TECNOLOGIA
Para o CEO da Siemens, Paulo Stark, investir em tecnologia — como a eletrificação de rodovias e ferrovias — aumentaria a eficiência do transporte.
"Estudos mostram que a eletrificação pode reduzir o custo logístico em até 45%. Não podemos priorizar modais do século passado, como o rodoviário."
Stark afirma que grandes países importadores de produtos brasileiros, como a China, estão investindo em veículos elétricos e podem impor, em breve, restrições a produtos expostos ao monóxido de carbono. 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Shell investirá US$2 bi por ano no Brasil até 2020, sem contar lances em leilões


A petroleira Royal Dutch Shell vai investir 2 bilhões de dólares no Brasil por ano até 2020, disse nesta quinta-feira o diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da companhia no Brasil, Flávio Rodrigues.
O executivo ressaltou, no entanto, que a projeção não inclui valores a serem pagos por novos blocos em leilões de direitos de áreas de petróleo e gás.
A segunda rodada do pré-sal que o governo realizará em outubro vai oferecer a investidores uma área adjacente a Gato do Mato, operada pela Shell, o que gera expectativa no mercado de que a companhia possa disputar o certame.
Além disso, a Shell é uma das empresas que se inscreveram para a 14ª Rodada de Licitação de áreas de petróleo e gás, que vai ofertar 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.

As autoridades portuárias


Fiscalizar ou executar as obras de construção, reforma, ampliação e melhoria das instalações em portos de todo o País estão entre as atribuições das autoridades portuárias. Elas são as responsáveis por administrar um complexo marítimo, zelando pela realização das atividades com regularidade, eficiência, segurança e respeito ao meio ambiente. 
Com relação ao tráfego aquaviário, as autoridades portuárias têm a atribuição de autorizar a entrada, a saída e o trânsito de embarcações. Para isso, são ouvidas as demais autoridades do porto, como as capitanias dos portos. 
No Porto de Santos, a União, criou uma pessoa jurídica específica para tal atividade, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A empresa iniciou sua atuação com as funções de administradora e operadora portuária, ou seja, cuidava da movimentação das cargas e da infraestrutura do cais, dos acessos aquaviário, rodoviário e ferroviário internos e dos serviços de abastecimento de água e energia. 

Estudo do PE apela à descarbonização nos transportes

Um estudo do Parlamento Europeu datado deste mês defende novas políticas e inovações, designadamente tecnológicas, no sector dos transportes para se cumprirem as metas climáticas traçadas no Acordo de Paris


Um estudo do Parlamento Europeu (PE) sobre descarbonização dos transportes na União Europeia (UE) datado deste mês concluiu que ainda é necessária uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa neste sector para se alcançarem os objectivos climáticos de médio e longo prazo definidos no Acordo de Paris.
De acordo com o estudo, para alcançar os objectivos de longo prazo de descarbonização relativamente aos transportes é necessário desenvolver tecnologias e políticas. A mera manutenção das políticas actuais conduzirá a que em 2050, na UE, as emissões de gases com efeito de estufa no sector dos transportes (incluindo a aviação mas excluindo o transporte marítimo) seja 15% superior aos níveis de 1990.
Reconhecendo que as tecnologias actuais são insuficientes para serem atingidos os objectivos de redução de gases com efeito de estufa nos transportes, o estudo defende a necessidade de investimentos e inovações em larga escala em várias áreas e identifica alguns desafios.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sindicatos receiam automatização de portos e transporte marítimo

Ensaios recentes relacionados com o transporte marítimo autónomo despertaram alguns sindicalistas, que temem os efeitos do fenómeno, bem como da automatização dos portos. Uma realidade que parece cada vez mais próxima, mas cujas vantagens os sindicatos entendem que estão por provar


Os principais dirigentes do Sindicato Marítimo da Austrália têm criticado o fenómeno da automatização dos portos e do transporte marítimo, de acordo com o World Maritime News. Segundo o jornal, Paddy Cumlin, presidente do sindicato, e Stephen Cotton, Secretário-Geral, consideram que os efeitos da automatização nessas actividades não foram cuidadosamente pesados.

Paddy Cumlim terá mesmo apelidado o fenómeno de «investida de marketing». Juntamente com outros dirigentes do sindicato, considera que se trata de um golpe contra o sindicalismo e que os benefícios da automatização, como o aumento da produtividade e da eficiência estão por demonstrar.

Embora os navios autónomos sejam uma realidade algo distante, os sindicalistas acreditam que seria útil um debate para discutir várias implicações do processo e as incertezas que lhes estão associadas. A esta crítica não serão alheios os ensaios de operações de navegação remotamente controlada desenvolvidos pela Wärtsilä, refere o jornal.



Dubai vai construir dois terminais de cruzeiro em simultâneo

Aproveitando a vaga de crescimento da indústria dos cruzeiros, o Dubai vai construir em simultâneo dois terminais no mesmo porto para captar o cada vez maior número de passageiros que optam por esta atividade.



O porto do Dubai será o primeiro a construir dois terminais de cruzeiros simultaneamente, refere a empresa Meraas. Embora existam diversos portos com mais de um terminal de cruzeiros, nunca se construíram dois em simultâneo no mesmo porto, refere a empresa, acrescentando que depois de concluídos, terão capacidade para acomodar 1,2 milhões de passageiros anualmente.
Cada terminal terá cerca de 14 mil metros quadrados e o anúncio do segundo terminal, depois do primeiro anunciado em Janeiro, visa reforçar a intenção do Dubai de valorizar o seu papel como importante destino turístico, aproveitando o crescimento do mercado do sector à escala global.

Maior porto da América Latina não pode receber grandes navios


As exportações de café e açúcar branco do Brasil vêm se acumulando no porto mais movimentado da América Latina e as importações estão desacelerando. O problema não é a demanda. Os navios gigantescos que transportam milhares de contêineres simplesmente não podem navegar completamente cheios pelo canal de entrada do porto.
Se tentassem, provavelmente encalhariam.
O governo brasileiro — que enfrenta uma crise orçamentária, dois anos de recessão e um enorme escândalo de corrupção — não manteve o serviço de dragagem necessário no Porto de Santos, no estado de São Paulo. Os sedimentos se acumularam no leito oceânico, reduzindo a profundidade do canal de entrada em quase um metro.
Pode não parecer muito, mas para meganavios que transportam até 10.000 contêineres, é o suficiente para forçá-los a reduzir seus carregamentos em até 10 por cento. O Brasil é o maior exportador mundial de café, carne bovina, suco de laranja e açúcar. O setor de transporte marítimo perdeu R$ 325,5 milhões (US$ 105 milhões) em receitas nas três primeiras semanas de julho, quando o calado do canal atingiu seu ponto mais raso, estima a associação das empresas de navegação, conhecida como Centronave.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quinze grandes petroleiras demonstram interesse em participar do 3º leilão do pré-sal


Quinze companhias fizeram a pré-inscrição para a terceira rodada de licitação de direitos de exploração de petróleo na área do pré-sal do Brasil, enquanto dez empresas manifestaram interesse na segunda rodada, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.
As duas rodadas acontecerão em 27 de outubro.
Por meio de contratos de partilha de produção, as empresas poderão fazer ofertas para oito blocos nas bacias de Santos e Campos na área do pré-sal, onde hidrocarbonetos estão presos debaixo de grossas camadas de sal.