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terça-feira, 27 de outubro de 2015

DEFICIÊNCIAS NO TRANSPORTE CUSTAM 30 BILHÕES AO BRASIL, DIZ CNI

O mais completo e longo estudo sobre o transporte no país mostrou que anualmente o Brasil pode desperdiçar R$ 30 bilhões por usar caminhos antigos e tortuosos para transportar suas mercadorias.
O trabalho, realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nos últimos quatro anos com a consultoria Macrologística, levantou os custos de transporte das empresas para usar as atuais

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Os gargalos logísticos são um dos principais entraves ao desenvolvimento do Nordeste

 Dilma Rousseff prometeu construir os 77 quilômetros do Arco Viário Metropolitano que vai ligar o Litoral Norte ao Complexo Industrial Portuário de Suape

Os gargalos logísticos são um dos principais entraves ao desenvolvimento do Nordeste. Em função deles, as empresas gastaram no transporte de mercadorias R$ 30,2 bilhões em 2010, o equivalente a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) da região. A constatação foi feita pelo estudo Nordeste Competitivo, realizado pela consultoria Macrologística, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e das nove federações das indústrias do Nordeste.

Depois de analisar os meios de transportes usados pelas principais cadeias produtivas da região, os consultores Renato Pavan e Olivier Girard concluíram que serão necessários R$ 71 bilhões, em 196

domingo, 24 de março de 2013

Transnordestina quase paralisada



Prevista para começar a funcionar em 2015, a Ferrovia Transnordestina está notoriamente com a obra desencontrada. Além de contratos cancelados com construtoras, licitações não publicadas e canteiros paralisados em muitos trechos, os componentes de gestão envolvidos no projeto divergem ou não informam com clareza a real situação do andamento da construção. O novo custo da obra, esperado há mais de dois anos pela Trasnordestina Logística – empresa responsável pela obra – era a grande justificativa pa­ra o descompasso.
O último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), porém, divulgou o acréscimo de R$ 2,1 bilhões ao preço da ferrovia, que chegou a R$ 7,5 bilhões, mas nada está planejado daqui para a frente. A obra sequer chegou perto da metade e já tem quase R$ 5 bilhões liquidados dessa conta. Como construir mais de 60% de trilhos com 27% da verba à disposição também é uma conta que ninguém explica.
De acordo com uma fonte do setor, atualmente, a via férrea, que cortará três estados do Nordeste (Ceará, Piauí e Pernambuco), tem cerca de 35% concluída e 4,5 mil trabalhadores. “O trecho que vai de Eliseu Martins (PI) até Suape (cerca 1.200 quilômetros) está com movimentação baixa e oscilando entre áreas com construção e em paralisação  De Salgueiro até Missão Velha (CE), a obra está pronta, mas não atende a qualquer necessidade de escoamento de produção, finalidade primordial do projeto.
Já no trecho de Missão Velha até o Porto de Pecém, no Ceará (aproximadamente 520 quilômetros), as obras estão com meros 2% concluídos e totalmente paralisadas, sem contrato, sem licitação, sem construtora”, enfatizou a fonte. “Por isso, cogita-se o prazo de que a ferrovia só seja entregue no fim de 2016”, completou. O prazo de entrega da ferrovia ainda é 2014.
A Transnordestina faz parte do PAC e é considerada prioritária pelo Governo Federal. Apesar de a presidente Dilma Rousseff, em visita ao canteiro de obras no ano passado, ter afirmado que não alteraria o custo do empreendimento, orçado em R$ 5,4 bilhões, o primeiro balanço do PAC 2 de 2013 calculou a execução orçamentária prevista em R$ 7,5 bilhões. A malha ferroviária terá extensão de 1.728 quilômetros e precisa estar 100% concluída para atender ao objetivo de acelerar a mobilidade produtiva em todos os estados próximos ao projeto.
Fonte: www.folhape.com.br

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Transposição será toda relicitada até abril



JUAZEIRO DO NORTE (CE) e RECIFE – A negociação dos saldos remanescentes de obras da Transposição do São Francisco termina até 28 de fevereiro deste ano. Os contratos, que sofreram com licitações canceladas ou execução não cumprida pelas construtoras vencedoras, serão, finalmente, relicitados. 
A expectativa do Ministério da Integração Nacional é de publicar os últimos editais de trechos ainda parados, como os lotes 6 e 7 do Eixo Norte (hoje Meta 3 Norte), até abril. Com isso, os serviços do Projeto de Integração do São Francisco em seus dois eixos (Norte e Leste) devem ser retomados totalmente até o fim deste primeiro semestre.
O calendário foi passado pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, durante visita ao Eixo Norte da Transposição, que liga os municípios de Cabrobó e São José de Piranhas (PB), nos últimos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Mais uma vez, o discurso foi de “buscar celeridade às obras”. Bezerra Coelho, por sinal, fez questão de ressaltar os esforços realizados pela pasta para destravar a obra e fazer entrá-la num ritmo normal.
Foram dois dias de conversa, ida a canteiros de serviço e checagem de prazos. A visita, que teve como base o município de Juazeiro do Norte, no Sertão do Cariri, no Ceará, passou pelos canteiros de obras localizados nos municípios de São José de Piranhas (PB), Jati (CE), Salgueiro e Cabrobó. Foram vistoriados os andamentos de obras como a construção dos túneis Cuncas I e II, a barragem de Jati, e as estações de bombeamento em Salgueiro e Cabrobó, todos no Eixo Norte da Transposição.
Segundo Bezerra Coelho, a obra da Transposição começou a perder força já em abril 2010. No início de 2011, quando ele assumiu a pasta, encontrou 298 pleitos de reajustes de contrato. “Hoje, apenas dez solicitações ainda se encontram em processo de negociação. 
Um dos principais focos de trabalho do ministério foi simplificar o processo enxugando o número de contratos e de empresas envolvidas no projeto. Dos cerca de 60 contratos e mais de 90 empresas, o Governo trabalha hoje com apenas sete contratos e 30 empresas envolvidas”, explicou.
A partir de agora, o Ministério passa a acompanhar de perto o andamento dos serviços, com visitas bimestrais a cada eixo da transposição. No fim de março, será a vez de o Eixo Leste ser monitorado pelo ministro. A expectativa do Ministério é de fazer a água do São Francisco chegar ao município de Salgueiro até junho de 2014 e, até setembro do mesmo ano, chegar à barragem de Jati (CE). A conclusão de toda a Transposição está prevista para o fim de 2015.
Até agora, 43% das obras físicas da transposição estão contratadas, sendo que 33,3% já se encontram em execução empregando aproximadamente quatro mil trabalhadores. Outras 23,7% estão em fase de licitação. Com orçamento de R$ 8,2 bilhões, o Projeto de Integração do Rio São Francisco pretende ampliar a oferta de água para o desenvolvimento sustentável do Nordeste Setentrional atingindo quatro estados: Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
FOLHA PE

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Transnordestina pode ganhar nova engenharia financeira em 30 dias



A engenharia financeira montada para bancar a construção da Ferrovia Transnordestina, que conta majoritariamente com recursos públicos, deverá ganhar novos contornos. A estimativa é que o arranjo seja divulgado nos próximos 30 dias. A informação partiu do governador Eduardo Campos, que na terça-feira (15) realizou a primeira reunião do ano com seu secretariado.
O impasse diz respeito ao valor do empreendimento, que começou ao custo de R$ 4,5 bilhões, em 2006, e agora sofre atrasos porque precisaria ser redimensionado, conforme reivindicações da concessionária da obra, a Transnordestina Logística S/A (TLSA). Pelos cálculos da empresa, os custos atuais do projeto – incluso no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – ultrapassariam a casa dos R$ 8,2 bilhões.
Projetada para ser a mais importante ferrovia de integração dos estados do Nordeste, a Nova Transnordestina deveria ser inaugurada neste ano, mas o impasse financeiro entre a concessionária controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o governo federal praticamente paralisaram a construção nos últimos seis meses.
O ponto da discórdia é o orçamento aprovado em 2005, que foi acrescido de R$ 900 milhões em 2008 e agora, quase cinco anos depois, pode receber novo acréscimo de R$ 2,8 bilhões. Sem esse aporte financeiro adicional, a TLSA argumenta que não haverá meios de entregar a Transnordestina completa, a tempo de ser inaugurada pela presidente Dilma Rousseff. Na segunda-feira (14), vale lembrar que Dilma teve um encontro com Eduardo Campos em Brasília.
(Diario de Pernambuco – Diários Associados) /http://pedesenvolvimento.com

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Transnordestina recupera áreas degradadas



ACORDO FOI FIRMADO COM A AGÊNCIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE (CPRH) DE PERNAMBUCO PARA A RECUPERAÇÃO DE TRECHOS DESTINADOS À EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS PARA A OBRA, COMO O SAIBRO; AO TODO SÃO 76 HECTARES, QUE POSSUEM 10 JAZIDAS UTILIZADAS PELO EMPREENDIMENTO
Raphael Coutinho _PE247 – A Transnordestina Logística S.A. e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) devem firmar nos próximos dias três Termos de Compromisso (TCs), com o objetivo de recuperar áreas degradadas próximas à obra. Os termos garantem a execução de Planos de Recuperação de Área Degradada (PRAD), que tem o objetivo cuidar de áreas destinadas à exploração de recursos minerais, como o saibro. Ao todo serão incluídas 10 jazidas, que correspondem a uma área de quase 76 hectares.
Os termos exigem que o plantio ocorra por tempo indeterminado, até o perfeito estabelecimento da vegetação, com aprovação da própria Agência. Relatórios semestrais também deverão ser apresentados durante os três primeiros anos de execução dos PRADs, com multa de R$ 30 mil em caso de descumprimentos dos TCs. Em relação às licenças ambientais, cabe à CPRH emitir permissões apenas dentro do território pernambucano, já que a obra engloba outros Estados.
A licença ambiental do empreendimento foi concedida pelo Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já a CPRH fica responsável por licenciar as intervenções que venham a ocorrer fora da faixa de domínio, relativas aos canteiros de obras, extração mineral ou de supressão de vegetação, se necessário.

domingo, 13 de maio de 2012

Transposição do São Francisco e Transnordestina dão o traçado para o futuro da região


Da redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR \

O objetivo: a assegurar o fornecimento de água a cerca de 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, considerados os mais vulneráveis à seca, e assegurar o desenvolvimento sócio-econômico da região. Se a meta já impressiona, o projeto assume uma magnitude comparável a poucas obras de infraestrutura no Brasil. 
A transposição do rio São Francisco, cuja função é integrá-lo às bacias dos rios temporários do Semi-árido, pretende criar uma nova rede de distribuição da água do Velho Chico, interligando-o aos grandes açudes do Nordeste Setentrional.
O projeto é orientado em duas frentes: os chamados Eixo Norte e Eixo Leste. Em Pernambuco, os Eixos Norte e Leste, ao atravessarem o seu território, servirão de fonte para adutoras já existentes ou em projeto, responsáveis pelo abastecimento de populações do Sertão e do Agreste: Adutora do Oeste, Adutora do Pajeú, Adutora Frei Damião e Adutora de Salgueiro.
Rio da integração nacional, o São Francisco, descoberto em 1502, foi assim batizado por ter sido a ligação inicial do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste. Desde as suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, ele percorre 2.700 km. 
Ao longo desse percurso, que banha cinco estados, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai de suas cabeceiras até Pirapora, em Minas Gerais; o Médio, de Pirapora, onde começa o trecho navegável, até Remanso, na Bahia; o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia; e o Baixo, de Paulo Afonso até a foz.

Atualmente, 95% do volume médio liberado pela barragem de Sobradinho no rio – 1.850 metros cúbicos por segundo – são despejados no oceano e somente 5% são consumidos ao longo do seu curso. 
Nos anos chuvosos, a vazão de Sobradinho chega a ultrapassar 15 mil metros cúbicos por segundo, e todo esse excedente também vai para o mar. Com a integração do Rio São Francisco às bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional, o Governo Federal espera, além de estruturar o abastecimento na região, fomentar atividades econômicas, especialmente a irrigação no Vale do São Francisco – grande produtora de frutas para exportação e geradora de emprego e renda – cuja área irrigada pode ser expandida para até 800 mil hectares.
O Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é considerada pelo governo como a mais importante ação estruturante da política nacional de recursos hídricos.
Do Sertão até o mar
De um lado, uma intensa produção agrícola e mineral. Do outro, a mais de mil quilômetros de distância, dois grandes portos profundos capazes de escoar milhões de toneladas de matérias primas e gêneros alimentícios para exportação. No meio deles, uma ferrovia que nasceu com o intuito de dar início a um longo ciclo de desenvolvimento para o Nordeste. 

Essa é a função da Transnordestina, cujo percurso vai ligar o município de Eliseu Martins (PI) aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), chegando até Porto Real do Colégio (AL), onde se interligará à Ferrovia Centro-Atlântica. No percurso, de 1.728 quilômetros, estão várias cidades e polos produtores, especialmente de soja, milho, algodão, frutas, biocombustível, minério de ferro e gipsita.
As projeções da ferrovia apontam para o transporte de cerca de 27 milhões de toneladas em 2020. A construção foi iniciada em 6 de junho de 2006 e sua conclusão do primeiro trecho prevista para este ano.
As obras, orçadas em R$ 5,4 bilhões, já têm 98% das desapropriações concluídas e 65% das obras de arte e infraestrutura (pontes, túneis, viadutos, aquedutos) finalizadas, segundo a Transnordestina Logística, responsável pela sua construção. No trecho entre Eliseu Martins e Suape, mais de 40% da obra já está executada.
Até janeiro, foram executados R$ 3 bilhões do total de recursos estimados. O dinheiro é oriundo de várias fontes de financiamento, incluindo FNDE, Finor, BNDES, BNB, Valec e recursos próprios da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).
Fontes: Balanço de 2 anos do PAC, Ministério da Integração Nacional e Transnordestina Logística S.A.



terça-feira, 3 de abril de 2012

Transnordestina


Transnordestina prepara-se para montar superestrutura em Serra Talhada e fica mais próxima de Suape


Os trabalhos de montagem da superestrutura da Ferrovia Transnordestina na cidade de Serra Talhada, no Serão pernambucano, começam no próximo dia 10 de abril. O anúncio, feito pela aliança Transnordestina Logística S.A e Odebrecht Infraestrutura, responsáveis pela execução do empreendimento, sinaliza o avanço da obra rumo ao Porto de Suape.

O diretor de Contrato da Odebrecht Infraestrutura, Pedro Leão, ressalta a importância desse estágio da obra.

“Com aproximadamente 50% de toda infraestrutura concluída, a montagem da superestrutura compreende, por exemplo, a colocação dos trilhos e dormentes. Essa realidade marca o avanço da obra no trecho que compreende Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto de Suape, em Pernambuco, dentro do planejado para o primeiro trimestre deste ano”, assegura Pedro.

Os trechos da ferrovia que cortam os municípios de Salgueiro e Verdejante foram finalizados. Atualmente, o território de São José do Belmonte está em fase de conclusão.

A construção foi dividida em duas etapas: a primeira engloba as atividades de terraplenagem e construção de pontes, viadutos e galerias de bueiro. A segunda etapa corresponde à instalação da ferrovia em si, que já conta com cerca de 200 quilômetros de trilhos montados.

A terraplenagem da Transnordestina está sendo a maior operação do gênero em execução no Brasil e movimentará 108 milhões de metros cúbicos de terra. O volume de escavação até o momento foi de 30 milhões de metros cúbicos.

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/03/19/transnordestina-prepara-se-para-montar-superestrutura-em-serra-talhada-e-fica-mais-proxima-de-suape/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

As obras da Transnordestina

“O empresário Benjamin Steinbruch deverá ser chamado ao Palácio do Planalto, nas próximas semanas, para nova conversa sobre o andamento das obras na ferrovia Transnordestina. “A presidenta Dilma Rousseff quer ritmo mais forte nas obras para [assegurar] a conclusão em 2014″, afirma o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.
De acordo com o ministério, só 874 quilômetros dos 1.728 quilômetros do empreendimento estão sendo realmente executados pela “Transnordestina Logística”, empresa que é controlada pela “Companhia Siderúrgica Nacional” (CSN). Passos diz que o governo reconhece o avanço das obras desde a contratação da Odebrecht, no fim de 2009.
Ele lembra que mais de 10 mil pessoas estão trabalhando nos canteiros, há mais de 100 mil toneladas de trilhos já armazenadas em Salgueiro (PE) para instalação na ferrovia e uma fábrica local tem capacidade para produzir 4.800 dormentes por dia. No trecho entre Salgueiro e Missão Velha (CE), de 96 quilômetros, 98% dos trabalhos estão prontos e a previsão é concluir as obras em até 90 dias.
A avaliação do governo, no entanto, não é totalmente satisfatória. Outro trecho cearense, entre Missão Velha e Aurora, já teve seus trabalhos iniciados. Mas são apenas 50 quilômetros. “Isso é muito pouco. O que nós desejamos são maiores extensões atacadas (por obras) e ritmo mais forte”, observa o ministro.
Para transmitir essa mensagem pessoalmente a Steinbruch, que é principal acionista da CSN, Dilma e os ministros envolvidos com o assunto conversarão “proximamente” com ele “para tratar do encaminhamento da obra e para que não se frustre a expectativa nossa quanto à sua conclusão”.
Na visita que fez ao Nordeste, no início de fevereiro, Dilma percorreu trechos das obras da transposição do rio São Francisco e da Transnordestina. No entanto, abortou parte da viagem que tinha como objetivo inspecionar o andamento da ferrovia. Na ocasião, Steinbruch “não pôde estar presente porque estava fora do país”, segundo o ministro Passos.
Para ele, há três áreas em que pode haver avanços mais rápidos. O trecho entre Trindade (PE) e Eliseu Martins (PI) ainda tem 167 quilômetros sem trabalhos, devido a pendências nos processos de desapropriação, a cargo do governo piauiense. Nos outros dois trechos, a aceleração das obras “depende de a Transnordestina Logística contratar”, afirma o ministro.
O primeiro em que há cobrança do governo à empresa é entre Aurora e Pecém, no Ceará, com 477 quilômetros. Avalia-se que as desapropriações estão andando e é hora de iniciar as obras. O segundo envolve a chegada ao porto de Suape, em Pernambuco, com quatro lotes. Eles exigem a realocação de 600 famílias, na região metropolitana de Recife, e uma mudança do traçado original, que passaria pela barragem de Serro Azul. “A empresa prometeu atacar dois lotes”, diz Passos.
O orçamento para a Transnordestina, cotado a R$ 4,5 bilhões em 2004, aumentou para R$ 5,4 bilhões em 2008. No fim do ano passado, subiu para R$ 6,8 bilhões. Há forte participação estatal no financiamento, com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste. Também há recursos do FINOR e da VALEC. Inicialmente, a previsão do governo era concluir a ferrovia em 2010.”

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

As obras da Transnordestina



“O empresário Benjamin Steinbruch deverá ser chamado ao Palácio do Planalto, nas próximas semanas, para nova conversa sobre o andamento das obras na ferrovia Transnordestina. A presidenta Dilma Rousseff quer ritmo mais forte nas obras para [assegurar] a conclusão em 2014”, afirma o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

De acordo com o ministério, só 874 quilômetros dos 1.728 quilômetros do empreendimento estão sendo realmente executados pela “Transnordestina Logística”, empresa que é controlada pela “Companhia Siderúrgica Nacional” (CSN). Passos diz que o governo reconhece o avanço das obras desde a contratação da Odebrecht, no fim de 2009. Ele lembra que mais de 10 mil pessoas estão trabalhando nos canteiros, há mais de 100 mil toneladas de trilhos já armazenadas em Salgueiro (PE) para instalação na ferrovia e uma fábrica local tem capacidade para produzir 4.800 dormentes por dia. No trecho entre Salgueiro e Missão Velha (CE), de 96 quilômetros, 98% dos trabalhos estão prontos e a previsão é concluir as obras em até 90 dias.

A avaliação do governo, no entanto, não é totalmente satisfatória. Outro trecho cearense, entre Missão Velha e Aurora, já teve seus trabalhos iniciados. Mas são apenas 50 quilômetros. “Isso é muito pouco. O que nós desejamos são maiores extensões atacadas (por obras) e ritmo mais forte”, observa o ministro.

Para transmitir essa mensagem pessoalmente a Steinbruch, que é principal acionista da CSN, Dilma e os ministros envolvidos com o assunto conversarão “proximamente” com ele “para tratar do encaminhamento da obra e para que não se frustre a expectativa nossa quanto à sua conclusão”. Na visita que fez ao Nordeste, no início de fevereiro, Dilma percorreu trechos das obras da transposição do rio São Francisco e da Transnordestina. No entanto, abortou parte da viagem que tinha como objetivo inspecionar o andamento da ferrovia. Na ocasião, Steinbruch “não pôde estar presente porque estava fora do país”, segundo o ministro Passos.

Para ele, há três áreas em que pode haver avanços mais rápidos. O trecho entre Trindade (PE) e Eliseu Martins (PI) ainda tem 167 quilômetros sem trabalhos, devido a pendências nos processos de desapropriação, a cargo do governo piauiense. Nos outros dois trechos, a aceleração das obras “depende de a Transnordestina Logística contratar”, afirma o ministro.

O primeiro em que há cobrança do governo à empresa é entre Aurora e Pecém, no Ceará, com 477 quilômetros. Avalia-se que as desapropriações estão andando e é hora de iniciar as obras. O segundo envolve a chegada ao porto de Suape, em Pernambuco, com quatro lotes. Eles exigem a realocação de 600 famílias, na região metropolitana de Recife, e uma mudança do traçado original, que passaria pela barragem de Serro Azul. “A empresa prometeu atacar dois lotes”, diz Passos.

O orçamento para a Transnordestina, cotado a R$ 4,5 bilhões em 2004, aumentou para R$ 5,4 bilhões em 2008. No fim do ano passado, subiu para R$ 6,8 bilhões. Há forte participação estatal no financiamento, com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco do Nordeste. Também há recursos do FINOR e da VALEC. Inicialmente, a previsão do governo era concluir a ferrovia em 2010.”

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/02/27/as-obras-da-transnordestina/

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Gargalos nos trilhos da ferrovia

Em reunião a portas fechadas, Dilma viu detalhes da execução da obra e cobrou o cumprimento de prazos



Salgueiro – Se em Parnamirim a presidente Dilma Roussef deixou claro aos jornalistas que o tom da visita às obras da ferrovia Transnordestina era de acompanhamento e de cobrança de prazos, na reunião realizada em Salgueiro, no fim da manhã de ontem, o clima não foi diferente. Dilma teria deixado claro que a obra é importante para a região Nordeste, quis ver um detalhamento da execução do projeto, cobrando o cumprimento dos prazos, e deixado claro que o governo não revisará pra cima os custos da obra.

O encontro aconteceu a portas fechadas com a presença dos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos; do Ceará, Cid Gomes; e do Piauí, Wilson Martins; com a direção da Odebrecht Infraestrutura e da Transnordestina Logística S.A (parceiras na execução do projeto) e contou com os ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; a ministra interina do Planejamento, Eva Schiavon; o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e com o secretário do PAC, Maurício Muniz.

“Ela (Dilma) quis ver com detalhes esse aspecto físico de infraestrutura, de pontes, viadutos, e principalmente quais são os gargalos – seja da Transnordestina, seja dos governos federal e estadual, para dirimir definitivamente esses gargalos”, explicou Tuffi Daher Filho, presidente da Transnordestina Logística S.A., ao final da reunião que começou por volta das 11h30, teve um intervalo para almoço às 13h, e foi encerrada numa etapa posterior, às 15h30 – quando Dilma seguiu viagem de volta a Brasília.

Apesar de negar publicamente, o consórcio que executa a obra da ferrovia tem a expectativa de revisar junto ao governo federal os valores finais do projeto, orçado em R$ 5,42 bilhões – dos quais R$ 1,3 bilhão são da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), controladora da Transnordestina Logística, e R$ 164,6 milhões são da União, também acionista.

O restante é oriundo de financiamentos públicos (Finor, FNE, BNDES e FDNE). Tuffi Daher Filho negou que essa revisão de valores tenha entrado na pauta da reunião com a presidente Dilma Roussef ontem.

Segundo o próprio Daher, na última visita que fez a Pernambuco para tratar da reconstrução do trecho complementar entre o Cabo de Santo Agostinho (PE) e Porto Real do Colégio (AL), destruído pelas chuvas de 2010, do total previsto para executar a obra, R$ 3 bilhões já teriam sido gastos.

Sobre os atrasos, o presidente da Transnordestina Logística S.A. citou como principais causas as dificuldades nas desapropriações, realizadas pelos governos estaduais, e burocracia envolvendo licenças ambientais.



Transposição do São Francisco e Transnordestina dão o traçado para o futuro da região

Água para 12 milhões e impulso para o desenvolvimento



O objetivo: a assegurar o fornecimento de água a cerca de 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Agreste e do Sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, considerados os mais vulneráveis à seca, e assegurar o desenvolvimento sócio-econômico da região. Se a meta já impressiona, o projeto assume uma magnitude comparável a poucas obras de infraestrutura no Brasil.

A transposição do rio São Francisco, cuja função é integrá-lo às bacias dos rios temporários do Semi-árido, pretende criar uma nova rede de distribuição da água do Velho Chico, interligando-o aos grandes açudes do Nordeste Setentrional.

O projeto é orientado em duas frentes: os chamados Eixo Norte e Eixo Leste. Em Pernambuco, os Eixos Norte e Leste, ao atravessarem o seu território, servirão de fonte para adutoras já existentes ou em projeto, responsáveis pelo abastecimento de populações do Sertão e do Agreste: Adutora do Oeste, Adutora do Pajeú, Adutora Frei Damião e Adutora de Salgueiro.

Rio da integração nacional, o São Francisco, descoberto em 1502, foi assim batizado por ter sido a ligação inicial do Sudeste e do Centro-Oeste com o Nordeste. Desde as suas nascentes, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, até sua foz, na divisa de Sergipe e Alagoas, ele percorre 2.700 km.

Ao longo desse percurso, que banha cinco estados, o rio se divide em quatro trechos: o Alto São Francisco, que vai de suas cabeceiras até Pirapora, em Minas Gerais; o Médio, de Pirapora, onde começa o trecho navegável, até Remanso, na Bahia; o Submédio, de Remanso até Paulo Afonso, também na Bahia; e o Baixo, de Paulo Afonso até a foz.

Atualmente, 95% do volume médio liberado pela barragem de Sobradinho no rio – 1.850 metros cúbicos por segundo – são despejados no oceano e somente 5% são consumidos ao longo do seu curso. Nos anos chuvosos, a vazão de Sobradinho chega a ultrapassar 15 mil metros cúbicos por segundo, e todo esse excedente também vai para o mar.

Com a integração do Rio São Francisco às bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional, o Governo Federal espera, além de estruturar o abastecimento na região, fomentar atividades econômicas, especialmente a irrigação no Vale do São Francisco – grande produtora de frutas para exportação e geradora de emprego e renda – cuja área irrigada pode ser expandida para até 800 mil hectares.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional é considerada pelo governo como a mais importante ação estruturante da política nacional de recursos hídricos. Leia mais


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Em PE, agricultores deixam a roça para trabalhar na Transnordestina



No Sertão de Pernambuco, muitos agricultores deixaram o roçado para trabalhar na construção da Transnordestina. Eles participam do desafio de construir uma ferrovia 1.728 quilômetros de extensão para movimentar principalmente produtos para exportação. A obra vai ligar o Sertão ao Litoral. Os trabalhos começaram em 2009 e devem ser concluídos no fim de 2014. A cada dia, quase dois quilômetros e meio de ferrovia ficam prontos -152 quilômetros de trilhos já estão prontos e se o cronograma for cumprido, a previsão é concluir mais 500 este ano.

O trem deixa todo dia o canteiro central das obras, em Salgueiro, no Sertão, para levar o material até as três frentes de montagem da ferrovia. A Transnordestina começa na cidade de Eliseu Martins, no Piauí, e vai até o Porto de Suape, entre municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, com um entroncamento em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, que liga ao Porto de Pecém, no Ceará.

Cada máquina faz 1.200 metros de ferrovia diariamente. A parte mais trabalhosa do serviço é a terraplenagem, ou seja, a infraestrutura. Até o fim do ano passado, 500 quilômetros estavam sendo preparados para receber a linha férrea, que os técnicos chamam de superestrutura. “Se a infraestrutura não tiver liberada pra superestrutura chegar, ela pode atrapalhar a continuidade da montagem da grade. Então qualquer impedimento que tiver pra terraplenagem, problemas de desapropriação e qualquer impeditivo lá pra infraestrutura, que é a movimentação de terra, pode atrapalhar a montagem”, afirmou o gerente de planejamento do projeto, Mauro Campacci.

Durante a execução da obra, um equipamento retira os dormentes de concreto do trem produzidos na fábrica em Salgueiro. Os pórticos transferem para o chão 56 dormentes de cada vez e colocam cada um no lugar certo. Uma máquina alinha o trilho, outro equipamento ajusta o encaixe e os grampos fazem o acabamento. Esse trabalho é muito diferente do tempo em que o engenheiro Otávio Moraes trabalhava na rede ferroviária federal. “Antes era todo trabalho braçal. O dormente chegava no trem e ele era descarregado manualmente. O trabalhador pegava o dormente no ombro e saía distribuindo ao longo da linha”, explica Moraes.

Em cada frente de montagem, há 72 pessoas, que são da própria região. Muita gente estava acostumada com o trabalho na roça, com pequenos serviços na cidade e, com a Transnordestina, aprendeu a construir algo que pode fazer diferença no futuro. “Aí tem, sim, um pedacinho do meu nome nessa ferrovia. Estou aqui batalhando para que isso aconteça e a gente possa andar em cima desse trem, indo e vindo, a toda hora”, disse o operador de pórtico, José Wilton Souza.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

FERROVIA TRANSNORDESTINA NA CIDADE DE SALGUEIRO-PE



A Ferrovia Transnordestina já se encontra em fase de teste no trecho que vai da cidade de Salguerio a cidade de Verdejante no sertão pernambucano.

Os trabalhos no lote 01 estão bem avançados, até por que os operários dos lotes 03 e 04 nos municípios de Betânia e Custódia foram removidos para salgueiro a fim de agilizar o adiantamento do lote 01 que estava bastante atrasado.

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Transporte ferroviário: seguro, econômico e ecologicamente sustentável

 28/11/2011



O transporte de cargas por ferrovias no Brasil vive um momento de retomada, de renascimento. Como a malha ferroviária possui apenas cerca de 29 mil km de extensão e a maior parte das suas linhas está distante de centros urbanos, muita gente desconhece sua existência.

Há até quem imagine que no País só existam trens de passageiros. Mas, mesmo com poucos trilhos cortando o Brasil, o transporte não só existe, como já é responsável pela movimentação de 25% de toda a carga transportada no Brasil.

A projeção do governo é aumentar esta participação para 32% até 2020, graças aos investimentos previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a ampliação da malha ferroviária.
Mas, a grande verdade é que o desempenho das ferrovias é fruto de muito trabalho e investimentos.

Desde que assumiram o controle das ferrovias, em 1997, as concessionárias já investiram mais de R$ 24 bilhões na recuperação da malha, na adoção de novas tecnologias, na redução dos níveis de acidentes, em capacitação profissional e na aquisição e reforma de locomotivas e vagões.

Os números do setor nestes 14 anos de concessão deixam evidente que a gestão conduzida pela iniciativa privada tem sido um sucesso. Basta analisar os resultados. A movimentação de cargas aumentou 86%, passando de 253,3 milhões de toneladas para 471,1 milhões de toneladas por ano.

Crescimento alavancado pelo transporte de produtos siderúrgicos e de commodities agrícolas como soja, milho e arroz. Hoje as ferrovias também têm sido muito procuradas para a movimentação de açúcar, de combustíveis, de produtos petroquímicos e de materiais da construção civil.

Além disso, a produção das ferrovias cresceu 104,1%, de 1997 a 2010, aumentando de 110,2 para 280,1 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil). Neste mesmo período, o aumento do PIB brasileiro foi de 47,8%, o que demonstra que a produção do modal ferroviário foi superior em mais de 100%. Leia mais


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Transnordestina ganha impulso

A aceleração será possível porque seis locomotivas se juntarão às duas já em operação no transporte dos trilhos e dormentes de concreto



A Transnordestina começa a avançar ao ritmo de 2,5 km por dia a partir do dia 1º. Até agora, a expansão diária era de 1 km, com os 10 mil operários parando apenas entre 3h30 e 6h20, para manutenção das máquinas.

A aceleração será possível porque seis locomotivas se juntarão às duas já em operação no transporte dos trilhos e dormentes de concreto, de 380 quilos cada um. E é mais que bem-vinda, pois, concluída, a ferrovia levará ainda mais empregos e melhoria à economia da região que abrange.

Até o fim de 2013 deve estar concluída a linha que ligará Eliseu Martins, no Piauí, onde se descobriu mina de ferro com reserva estimada em 2,97 bilhões de toneladas, ao Porto de Suape, em Pernambuco. Já o trecho entre o município pernambucano de Salgueiro e o Porto de Pecém, no Ceará, ficará pronto em 2014.

“O projeto inicial previa a entrega total da obra até o fim de 2013, mas houve gargalo na desapropriação de terras no Ceará”, afirma Tufi Daher Filho, diretor presidente da Transnordestina Logística. Por outro lado, mais de 200 km foram liberados para a implantação dos trilhos. E, do total a ser desapropriado, a Justiça concedeu imissão de posse, última etapa do processo, para outros 240 km.

Concluída, a nova Transnordestina terá 1.728 km e dará à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) autossuficiência no transporte de mais de 30 milhões de toneladas de carga por ano no Brasil em 2025 – podendo chegar a 50 milhões com a duplicação dos pátios.

A atual ferrovia, que sai de São Luiz, passa por Teresina, Fortaleza, atravessa a região do Cariri e cruza a Paraíba até chegar a Suape leva 2 milhões de toneladas/ano; em 2014 a capacidade será de 3,1 milhões de toneladas/ano.

A estrada de ferro trará crescimento econômico à região do Cariri, acredita o prefeito de Missão Velha, Washington Luiz Macedo Fechine, do PSB. A cidade cearense, de 35 mil habitantes e economia centrada na agricultura e no comércio, será o ponto de entroncamento da ferrovia para Suape e Pecém. “As obras já atraíram 3 mil novos moradores.

A expectativa agora é de que traga indústrias.” Para Daher, o empreendimento quebra um binômio negativo do Nordeste: as empresas não se instalavam na região por falta de logística adequada e não se criava a logística porque não havia empresa disposta a vir para cá.

Também a oferta de empregos evoluiu. “Estudo do Banco do Nordeste mostra que a ferrovia gerará em toda a cadeia 500 mil empregos”, informa o executivo. Dez mil vagas foram criadas na fase inicial. Mais de 60% dos operários são locais; e 8% são mulheres. Além disso, 4 mil pessoas sem perspectiva de disputar o mercado estão sendo formadas pelo projeto Acreditar, da CSN, para atuar na ferrovia.

“A preocupação agora é com a qualificação da mão de obra”, ressalta Ana Neide de Barros, secretária de Planejamento e Meio Ambiente de Salgueiro. A 518 km do Recife, a cidade tem o 7º maior PIB do sertão pernambucano, e só agora – com as obras de transposição do Rio São Francisco e da Transnordestina – recebe projetos grandiosos de infraestrutura, de geração de emprego para o 56.641 moradores e a primeira fábrica de montagem de computadores do Nordeste. “A ferrovia põe Salgueiro na rota do desenvolvimento”, diz ela.

No município, foi montado canteiro com três grandes indústrias para atender a obra: a maior fábrica de dormentes de concreto em operação no mundo, que produz 4.800 peças/ dia; estaleiro de solda de trilho e usina de britagem com capacidade para 4.500 m3 por dia – cerca de 225 caminhões basculantes e mais do que a produção anual das 40 maiores pedreiras paulistas.

O orçamento da obra, de 2008, é de R$ 5,422 bilhões. São R$ 3,1 bilhões em empréstimos – R$ 2,7 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 180 milhões do Banco do Nordeste – e R$ 2,3 bilhões de equity funding – R$ 1,3 bilhão da CSN, R$ 823 milhões do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) e R$ 164 milhões da Valec. O custo por km, de cerca de R$ 2,9 milhões, é o menor para ferrovia com este padrão classe mundial de implantação no mundo”, atesta Daher.


sábado, 22 de outubro de 2011

Transnordestina a todo vapor em Salgueiro



A chegada de mais de cem vagões cargueiros e duas locomotivas ao canteiro da Construtora Odebrecht, em Salgueiro, leva a região à expectativa de que o projeto da Ferrovia Transnordestina – que ligará os estados do Piauí, Pernambuco e Ceará por linha férrea – está avançando e cria um “clima” de otimismo porque o cronograma das obras atinge mais de 40%, segundo avalia a Concessionária Transnordestina Logística AS (TLSA), responsável pelo empreendimento avaliado em R$ 5,4 bilhões.

No momento, a TLSA está pedindo um reajuste de R$ 1 bilhão, o suficiente para que as atividades não sofram solução de continuidade, e possam atrasar o andamento das obras. Dilma Rousseff disse no programa “Conversa com a Presidenta” que a Transnordestina é um sonho que vem desde o tempo do império.

A construção do “Ramal da Fruta”, unindo Petrolina a Salgueiro, que foi reivindicado pelo governador Eduardo Campos, depende de autorização do Governo Federal, segundo a Concessionária TLSA.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Transnordestina fará rota de entrada de grãos no Estado


A Ferrovia Transnordestina será usada na distribuição de mercadorias que chegarão pelo Porto de Suape, para onde terá conexão. Através da malha ferroviária, será feita a logística de mercadorias que irão para todo o Brasil, inclusive no transporte de contêineres, além da saída de cargas.

A proposta faz parte do projeto executivo da Ferrovia, que começa a operar em 2013 e chega a Suape levando grãos, contribuindo para alcançar a previsão de 30 mil toneladas de carga movimentadas.

O investimento do Terminal de grãos, nos cais 8 e 9 do Porto, contempla US$ 166,67 milhões.

Os dados foram apresentados durante palestra do Pernambuco Petroleum Business 2011. O diretor comercial da Transnordestina Logística S.A., responsável pela construção da ferrovia, Marcello Barreto Marques, apresentou o projeto, considerando o custo da obra em R$ 5,4 bilhões, com R$ 2,9 mil por quilômetro de trilhos.

Questionado sobre a solicitação de revisão de preço por parte da empresa ao Ministério dos Transportes, ele disse que “ainda encontra-se em análise e sem previsão de retorno”.

Sobre a mudança de trajeto no percurso de Pernambuco, que teve dez quilômetros acrescentados ao traçado e R$ 35 milhões (R$ 3,5 mil por quilômetro) a mais no orçamento, Marques disse que os gastos “excedentes” ficarão a cargo do Governo de Pernambuco, assim como as desapropriações.

A Ferrovia Transnordestina terá extensão de 1.738 quilômetros e partirá de Eliseu Martins, no Piauí, até o município de Salgueiro, de onde seguirá por dois ramais que farão conexão aos portos de Suape e de Pecém, no Ceará.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Transnordestina em Suape



O Complexo Industrial Portuário de Suape deve firmar uma espécie de contrato de arrendamento com a Transnordestina Logística S.A. (TSA), empresa responsável pela ferrovia que conectará Eliseu Martins (PI), Pecém (CE) e o terminal pernambucano.

 O acordo para que a malha possa adentrar o Porto, chamado juridicamente de “servidão de uso”, resultará em um custo mensal à TSA e que não foi estimado. Os ramais ferroviários dentro de Suape estão sendo discutidos e uma resolução sobre o assunto está prevista para o fim do próximo mês.
O traçado novo da chegada da ferrovia em Suape, que precisou ser refeito, já foi aprovado e as conversas agora são apenas no que diz respeito aos 30 ou 40 quilômetros de passagem interna, segundo informou o secretário executivo de Projetos Estruturadores de Desenvolvimento Econômico do Estado, Sidnei Aires.

Um ramal vai para a área portuária, em frente à Refinaria (Abreu e Lima), e outro passará pela Ilha de Tatuoca. Eles serão interligados às plantas da Fiat e da Siderúrgica (CSS), explicou. O Porto de Suape não confirmou prazos e disse que o funcionamento da rota só será estabelecido após a conclusão do traçado, ainda em discussão.

Para o mês de julho também é aguardada a assinatura de um aditivo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a liberação da verba indenizatória das desapropriações da região de Suape.

 Estima-se que serão necessários mais R$ 30 milhões a R$ 40 milhões para cerca de 500 ações. A expectativa inicial era de que o processo fosse resolvido em abril. “Temos reuniões a cada 15 dias em Brasília para detalhar projeto, traçado e laudos, até chegarmos a um número final.

São dados técnicos que precisam ser bem justificados. Iniciamos a elaboração dos laudos para pagamento e a maior área é de plantação de cana”, afirmou Sidnei Aires.

O valor do aditivo é cerca do dobro dos processos ajuizados até agora. Da divisa do Piauí até Ribeirão, são aproximadamente duas mil ações, que somam R$ 20 milhões e foram quase todas acordadas na Justiça.

A ferrovia Transnordestina está avaliada em R$ 5,4 bilhões, mas um processo de revisão de preços está em análise há pelo menos dois meses no Ministério dos Transportes. O empreendimento deve ficar pelo menos 15% mais caro.

Fonte:Folha de Pernambuco

Colaborador : Marcelo Castro

terça-feira, 7 de junho de 2011

Transnordestina terá mais R$ 400 milhões

A ferrovia Transnordestina receberá mais R$ 400 milhões, oriundos dos fundos de Investimentos (Finor) e de Desenvolvimento (FDNE) até o fim deste mês.



 A verba faz parte de financiamentos junto ao Banco do Nordeste (BNB) e à Sudene. Ao contrário do que tem circulado nos bastidores, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, afirmou que as obras no município de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, não foram paralisadas e que os únicos problemas contratuais dizem respeito ao trecho do Ceará. Pela primeira vez, ele levantou a hipótese de os serviços no estado vizinho serem concluídos apenas em 2014.

Segundo o ministro, os aditivos contratuais estão sendo tratados com o Ministério dos Transportes. “Há outra negociação em curso, com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), que é para a conversão das debêntures (títulos de crédito). O banco deve bater o martelo em dez ou 15 dias. A previsão é que, em julho, teremos o trecho do Ceará ativado, o que é prioridade do Governo Federal”, apontou. Orçada em R$ 5,4 bilhões, estima-se que a ferrovia fique 15% mais cara, o que ainda não agrada a Transnordestina Logística, empresa responsável pelo empreendimento que passará também pelo Piauí.

PONTAL

Como a única empresa interessada na Parceria Público-Privada do Sistema de Irrigação no Perímetro Pontal, em Petrolina, não apresentou as exigências de documentação para os trabalhos, a parte norte da obra pode sair do papel com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apenas a parte da gestão da ocupação agrícola seria feita por meio de PPP, segundo Bezerra Coelho. O projeto fará parte do Programa Nacional de Irrigação do Semiárido do Nordeste, a ser lançado pela presidente Dilma Rousseff nos próximos dias.