terça-feira, 3 de maio de 2011

Porto do Recife


Depois de anos de um certo esvaziamento, o porto do Recife aponta para uma nova fase de investimentos naparte operacional, com transformações que deverãopermitir o aumento na movimentação e consequente lucro.Hoje, a unidade opera com somente 60% de sua capacidadetotal, mas a partir do mês de abril o cenário vai mudar. Apromessa é do novo diretor-presidente do complexo, PedroMendes, que assumiu a função no mês de janeiro com a missão de recuperar o porto.

“Nos últimos anos, tinha-se a visão de que o portonão podia mais concorrer com os vizinhos e, por isso, foi surgindo a ideia de que este era apenas um ambiente turístico, sem operacionalidade, o que não é verdade”, destaca Mendes. O presidente anunciou que, depois de cincoanos sem operar contêineres, o porto voltará a embarcar e desembarcar cargas conteinerizadas. “Comercialmente falando, teremos duas operações grandes de contêineres: a primeira, que já começa em abril, envolve a empresa Rodrimar. A segunda, em relação a qual já foi assinado ummemorando, deverá ser confirmada nos próximos dias, coma Gulftainer, um grupo dos Emirados Árabes, administradopor empresários americanos, que deverá se instalar no Brasil”, comemora.

O presidente explica que as negociações para a vinda das duas empresas começaram no ano passado, durante a Feira Intermodal, em São Paulo, e foram possíveis, também, graças aos investimentos feitos no porto, a exemplo da dragagem que aumentou o calado para 11,5 metros. O diretor de Operações e Engenharia do porto, Hermes Delgado, explica que as operações dasduas empresas, só no primeiro ano, representarão um aumento de 30% na movimentação financeira do porto doRecife. “Serão mais de 30 mil TEUs operacionalizadas. E atendência é de crescimento a cada ano”, destaca.

Em 2009, o Porto do Recife teve um grande prejuízocom a saída da Bunge Alimentos. A empresa transferiu todaa movimentação de trigo, em torno de 340 mil toneladas por ano, para o Complexo Portuário de Suape, onde foi construído o novo moinho do grupo, com investimento de R$126 milhões. O trigo representava 25% da movimentação do porto. Pedro Mendes não desanima quando é feita qualquer comparação. “Nós entendemos que o porto do Recife é complementar a Suape. Ele tem crescido porque os investimentos para Pernambuco têm aumentado. Suapefoi pensado e desenvolvido ao longo de 30 anos”, diz.

Mas o presidente faz questão de ressaltar algumasdiferenças básicas entre os dois terminais. “O terminal do Recife é um porto urbano, que dialoga com a região metropolitana. Temos uma tendência comercial, também voltada para área turística, mas sem deixar de lado a questão operacional”, finaliza.

DESEMBARAÇO ADUANEIRO E CABOTAGEM

No porto do Recife, a busca agora é por investimentos em novas tecnologias e meios para desburocratizar o embarque e desembarque de cargas. Com a expectativa para chegada de duas grandes operações de contêineres, a partir das empresas Rodrimar e Gulftainer, a corrida é ainda maior. “A movimentação de contêineres exige uma velocidade maior e acaba trazendo mais investimentos para o porto”, esclarece o diretor-presidente Pedro Mendes.

Novos projetos como o Porto sem Papel, da Secretaria Especial de Portos, estão na mira do administrador. “Nós já pedimos à SEP informações para nos qualificarmos e recebermos o Porto sem Papel. Além disso, estamos em busca de novas ferramentas de informática, um software de gestão portuária para melhorar a qualidade das nossas operações”, argumenta.

Hoje, todos os pátios onde há operações no porto do Recife são públicos, mas o diretor afirma que, já a partir do próximo ano, há o pensamento de arrendar alguns armazéns. Para o diretor de Operações e Engenharia, Hermes Delgado, hoje, as cargas não demoram a ser embarcadas ou desembarcadas no porto. “O tempo do navio no cais depende muito do tipo de carga, mas não ouvimos reclamações de problemas enfrentados por conta da burocracia”, esclarece.

O motorista João Silvino, de 53 anos, trabalha há mais de quinze na atividade. Hoje, ele faz o transporte de cimento que chega importado de Portugal. “Nunca enfrentei problemas para carregar o caminhão, a não ser os que já são esperados por conta da carga que precisa de alguns cuidados especiais”, explica. A expectativa de novos investimentos em maior tecnologia deixa o caminhoneiro animado. “Tudo que chega para agilizar o serviço é melhor”, garante.

Hoje o perfil do porto do Recife é muito mais de navegação de cabotagem do que de longo curso. Pedro Mendes explica que a relação com portos vizinhos é boa e que o Recife também está na batalha para incentivar as empresas a utilizarem os portos sempre que possível. “Recentemente, tivemos reunião com empresas arrozeiras de todo o Norte e Nordeste. Nossa ideia é que toda a carga produzida por elas seja transportada por meio aquaviário”, destaca.

LOGÍSTICA

Com a perspectiva do reinício das operações de contêineres no porto do Recife, os investimentos estão acontecendo a todo vapor. Só no último ano, a unidade já recebeu cerca de R$ 21 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC. Há quem diga até que o complexo tem se transformado num canteiro de obras, como há muito tempo não se via. E tudo para agilizar a logística de embarque e desembarque. “Esses investimentos têm como foco ampliar nossa área de negociação, com diversos segmentos”, justifica Pedro Mendes, o diretor-presidente do porto.

Ele completa que, na unidade, está sendo executado o PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento). O projeto, orçado em R$ 368 mil, indica as possibilidades de expansão e/ou especialização das instalações existentes ou a serem construídas na área do porto organizado, bem como a organização espacial dessas instalações, os sistemas de acessos viários e as regras básicas de uso e ocupação do solo portuário.

Até agora, o porto já passou por uma reforma geral em sua sede, com investimentos de R$ 1,5 milhão, nas vias de acesso (R$ 3,6 milhões), além de intervenções nos galpões 5 e 6, que custaram R$ 2,1 milhões, da requalificação da antiga área de armazenagem do coque de petróleo (R$ 400 mil), da região de transbordo (R$ 539 mil) e da recuperação do silo que era utilizado pela Ceagesp, Central de Abastecimento, (R$ 844 mil). “Nesse processo da nova gestão, queremos tornar o porto eficiente no caráter econômico, energético, ambiental e na qualidade da prestação de serviços”, diz Mendes.

Pedro Mendes explica ainda que todos os contratos passam por auditoria de faturamento, tudo para que não haja dúvidas sobre a aplicação dos investimentos. “A grande expectativa é para a movimentação de novas cargas até o final do ano”.

Por enquanto, o lucro maior do porto se deve à exportação de açúcar a granel para Europa e Estados Unidos, que em 2010 atingiu quase 586 toneladas, além da importação de granéis sólidos, como fertilizante e cevada, barrilha, bobina de aço e cimento, que chega de Portugal. Quanto ao coque de petróleo, o porto não faz mais o armazenamento nem a estocagem. “Nos últimos meses, nós ainda contamos com cargas de máquinas que vieram da China”, acrescenta Pedro Mendes.

sábado, 30 de abril de 2011

Porto de Suape - Por Frederico Amâncio


Nos últimos anos, o Complexo Portuário de Suape (PE) tem sido citado como exemplo de crescimento e expansão. E os números não deixam de provar os méritos desse porto pernambucano que, em pouco mais de três décadas de existência, conseguiu se firmar como um dos mais importantes terminais do país. Só em 2010, foram movimentadas nove milhões de toneladas de cargas, 16% a mais que em 2009, crescimento maior que Santos, o principal porto brasileiro e “hub port” da América do Sul – que obteve 15%.

Hoje, Suape não é visto mais somente como um porto, mas como um polo de desenvolvimento nas mais diversas áreas. “Trabalhamos para atrair empresas que abasteçam esse novo mercado de petróleo, gás, offshore e naval”, diz o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio. No segmento dos contêineres, o crescimento foi de 34% em unidades (TEUs). Pelos terminais do complexo, passaram 3,9 milhões de cargas em 217 mil contêineres. Quanto aos produtos movimentados, os granéis líquidos continuam em destaque com 4,1 milhões de toneladas com predominância para o gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha, dominando os registros com aumento de 25%. Também nos derivados de petróleo, destacaram-se a gasolina, com acréscimo de 35% e o querosene de aviação, que movimentou mais 31% em 2010.

As importações cresceram 19%, ou seja, pelos cais de Suape, entraram 5,6 milhões de toneladas de produtos. Já as exportações aumentaram 7,7%, embarcando mais de dois milhões de toneladas de produtos. A novidade foi a chegada dos automóveis da GM, transformando Suape em sua plataforma de distribuição de veículos, produzidos na Argentina, para o Norte-Nordeste do Brasil. O crescimento das importações e das operações em cabotagem, de 20%, com um volume embarcado de 5,4 milhões de toneladas, é visto por especialistas como sendo uma nova vocação de Suape, de ser um “hub port”, ou seja, um forte distribuidor de mercadorias para o Norte-Nordeste.

PETROQUÍMICA E REFINARIA

Tanto crescimento atrai ainda mais empreendimentos, a exemplo da Petroquimica Suape, da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), este já em operação. Mas a administração do porto acredita que não adianta apenas ter bons resultados, sem oferecer uma boa infraestrutura logística. No caso do EAS e de outros estaleiros que estão chegando a Suape, o vice-presidente do Complexo, Frederico Amâncio, explica que o porto fica responsável pela dragagem enquanto que cada unidade constrói seus cais. “No porto interno, já dragamos a bacia de evolução e os braços direito e esquerdo relativos à Ilha de Tatuoca. Estamos estudando a continuação do canal para uma nova dragagem”, diz.

Naturalmente, Suape possui 15,5 metros de profundidade no seu porto externo e nos cais internos. Após uma dragagem realizada próximo ao molhe onde foram construídos dois terminais petroleiros, são 20 metros para receber os navios de até 170 toneladas da Refinaria Abreu e Lima. Para o gerente geral da Rnest, Wilson Ramalho, esses investimentos servem como uma contrapartida do avanço trazido para Pernambuco pela Petrobras. “O porto já foi dragado e ampliado para ganhar um molhe em um dos terminais, que terá capacidade de receber mais um navio. Isso ratifica a decisão acertada da Petrobras em escolher o Estado”, diz.

Ele completa explicando que Suape tem, além de uma boa infraestrutura portuária e de uma excelente posição logística, uma zona industrial estruturada e o segundo mercado de derivados do Nordeste. Depois de 30 anos sem implantação de novas unidades de refino, com a Rnest, a Petrobras volta a crescer em capacidade. “Com as atividades do pré-sal, é natural que cresça essa demanda e a prioridade foi investir no Brasil”, garante Wilson Ramalho, lembrando que a Refinaria Abreu e Lima é o maior projeto da Petrobras em execução.

A capacidade de produção da Rnest será de 230 mil barris de petróleo por dia, quando estiver em operação. Ela foi concebida para converter 70% de seu volume de processamento em óleo diesel, produzindo 28% desse combustível utilizado no Brasil. “Essa refinaria difere um pouco do perfil das demais, que não têm capacidade para refinar o tipo de produto que a Rnest trabalhará. Ela é considerada uma máquina de fazer dinheiro, porque pegará petróleo de baixa qualidade e o transformará em diesel de excelente qualidade, nos padrões europeus”, garante.

Ainda segundo o diretor, os investimentos já realizados na refinaria, entre 2006 e 2010, de R$ 2,5 bilhões, representam 12% do Produto Interno Bruto de Pernambuco. A perspectiva é de que sejam gerados 150 mil empregos diretos e indiretos. A maior parte do produto produzido pela Rnest será utilizada pela Petroquímica Suape, empreendimento com orçamento previsto de R$ 5 bilhões. “Esse valor subiu um pouco por conta do pequeno atraso nas obras, que está dentro da margem de previsão”, explica Edilberto Castro, gerente geral da PTA e PET da Petroquímica.

A Companhia Petroquímica de Pernambuco foi criada com o objetivo de estruturar uma cadeia nacional para produção de poliéster em Suape, que, em operação no segundo semestre de 2011, será o mais importante polo integrado de poliéster da América Latina. O projeto é constituído de três plantas integradas para produzir: ácido tereftálico (PTA), resina e fios de poliéster têxtil e resina para embalagem PET. “Cerca de 90% da produção de PTA será consumido pela própria Petroquímica, o restante distribuído para fábricas de tintas da região”, afirma Edilberto. O faturamento abual do empreendimento está previsto em R$ 4 bilhões, com 1.800 funcionários. Só na construção, estão sendo gerados 11 mil empregos.

Fonte: http://www.caisdoporto.com/v2/listagem-materias-detalhe.php?id=2&idMateria=387

Pernambuco lidera crescimento do Nordeste


O Estado de Pernambuco deve liderar, mais uma vez, o crescimento do Nordeste em 2011. As previsões da Datamétrica Consultoria, divulgadas essa semana, indicam que o estado deve registrar crescimento de 6,14% neste ano, seguido do Ceará (5,26%) e Bahia (5,22%). Já a região deve crescer 5,06%, índice também superior à média brasileira, estimada em 4%.

Para os pesquisadores, o crescimento do Complexo de Suape, que em 2010 atingiu record de 16%, foi um dos motivos que alavancou a situação do estado. O presidente da Datamétrica, Alexandre Rands, afirmou que o bom desempenho de Pernambuco pode ser creditado ao impacto aos investimentos estruturadores, a exemplo do Estaleiro Atlântico Sul, da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape.

A pesquisa ainda revelou que, para 2012, o nordeste e alguns estados devem crescer menos do que em 2011. Na região, o aumento será de 5,03%. No caso da Bahia e Ceará, o avanço não passa de 4,72% e 5,03%, respectivamente. A expectativa é de que Pernambuco continue em curva ascendente, atingindo 6,29% de crescimento no próximo ano.

Em relação ao Nordeste, o economista afirma que o resultado previsto para este ano, de 5,06%, é fortemente influenciado pela esperada recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário, especialmente no Ceará e na Bahia. O consumo das famílias, por sua vez, deve continuar aquecido, embora a confiança do consumidor possa ser abalada até o fim do ano devido à escalada da inflação, que reduz a renda real das famílias.

http://www.caisdoporto.com/v2/listagem-materias-detalhe.php?id=0&idMateria=399

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Impsa abre 140 vagas em Suape


Em 2012, a argentina Impsa Wind, fabricantes de equipamentos para geração de energia eólica, estende os negócios no Complexo Industrial Portuário de Suape e passa a fabricar turbinas hidráulicas e geradores elétricos, que serão utilizados nas operações da hidrelétrica de Belo Monte (PA).

 A nova fábrica já está em estágio de terraplanagem e a empresa começou seleção de profissionais, com 140 vagas na primeira etapa, que chegarão a 460 nos dois anos seguintes.

De acordo com o gerente de Recursos Humanos da Impsa, Clóvis Gomes, serão contratados engenheiros civis, elétricos, mecânicos e de produção, eletrotécnicos e químicos, além de soldadores, operadores de tornos verticais, de fresa convencionais e ferramenteiros.

Os salários não foram divulgados, mas os benefícios incluem plano de saúde e odontológico, previdência privada, alimentação, transporte, seguro de vida e ainda tem política de incentivo para cursos de idioma, pós-graduação e qualificação profissional.

A empresa já recebe currículos para cargos de gestão e engenharia pelo recrutamento@impsa.com.br. Em junho, profissionais dos demais níveis podem se candidatar. A seleção passa por triagem curricular, bateria de testes, entrevistas presenciais e, por fim, testes específicos.

Segundo Clóvis Gomes, tem sido difícil atender à demanda da empresa, que hoje tem cerca de 490 funcionários. Desses, 83% são pernambucanos, mas a maioria ocupa vagas administrativas, técnicas ou operacionais; os 27% restantes são profissionais de outros estados e, estes sim, estão em grande parte dos cargos de gestão ou de engenharias mais especializadas. “Engenheiros de ventos e aeronáuticos estão entre as lacunas”, comentou o gerente.

Fonte: http://escadaedesenvolvimento.wordpress.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Locar acelera plano para crescer no setor marítimo

Depois de consolidar uma empresa que nasceu do zero como uma das maiores da América Latina no segmento de locação de máquinas e movimentação de carga pesada, o empresário Julio Eduardo Simões, dono da Locar, começa a acelerar o plano de se tornar também um grande operador no setor de navegação.
Ele já opera balsas e barcos, tem uma base de apoio na Ilha do Governador (RJ) e até 2015, dos R$ 750 milhões que planeja investir, vai destinar R$ 250 milhões para ampliação do número de embarcações e na montagem de novas bases. O objetivo é oferecer desde o transporte de carga pesada até serviços de apoio aos setores de petróleo, petroquímica, mineração e siderurgia, entre outros.
 A área de navegação é fundamental para a empresa atingir o faturamento de R$ 1 bilhão projetado para 2015. Este ano a Locar deve chegar aos R$ 550 milhões, alta de 58% sobre os R$ 348 milhões de 2010.
Os guindastes ainda representam a maior parte da receita, perto de 60%. Enquanto a área marítima fica com apenas 7%. Transportes especiais (15%) e gruas, plataformas e manipuladores (5%) completam o faturamento. A previsão para 2015 é que o marítimo responda por 15%, contra 55% dos guindastes.
A empresa já tem 14 embarcações que fazem movimentação de carga e atuam em trabalhos especiais, como a salvatagem em Vitória (ES) para a Vale - dois descarregadores da mineradora sofreram um acidente no porto capixaba e naufragaram no fim do ano.
O plano é chegar a 21 unidades até o fim de 2012 e atingir 35 em 2015. Do total, R$ 60 milhões serão gastos na compra de seis embarcações do tipo Line Handlers, em construção no estaleiro SRD, em Angra dos Reis (RJ), exclusivamente para a Petrobras.
A Locar já atende a estatal, mas fechou outro contrato de oito anos para as novas embarcações, prorrogável por mais oito. Os barcos servirão de apoio às plataformas que a estatal tem no alto mar. Leia matéria completa

Ministro dos Portos vai a Europa fechar acordos


O chefe da Secretaria Especial dos Portos (SEP), Leônidas Critino, vai realizar sua primeira missão oficial ao exterior, próximo mês, após assumir o cargo em janeiro deste ano. As informações são da assessoria de imprensa da SEP.
Estão previstas visitas a portos em Genebra (Suiça); em Barcelona (Espanha) e em Roma, Itália, onde deve ser assinado um memorando de entendimento para cooperação portuária. A viagem oficial está prevista para acontecer de 19 a 29 de maio.
Leônidas teve um mês de abril de muita viagens. Conheceu o Porto do Rio, Santa Catarina, Pará, Maranhão, Espírito Santos, Santos, dentre outros.
A Prefeita de General Sampaio, interior do Ceará, Eliene Brasileiro, apresentou, ontem, o Projeto Exporta + Marítimo. Membro da Associação de Municípios de Prefeitos (Aprece) e da Comissão Comércio Exterior (CCE), presente em cinco estados brasileiros, Eliene faz parte de Comissão criada para o desenvolvimento, compartilhamento de projetos e parcerias inter-federativas para o fomento do setor portuário nacional.

O Porto do Mucuripe aguarda o fim das obras de aprofundamento, que havia sido anunciado pela própria SEP para fevereiro deste ano. No entanto, apesar de não ter sido cumprido o prazo, os trabalhos estão no prazo determinado no contrato.
 O porto vai passar de 10,5 metros para 14 metros. A dragagem vai deixar o canal de acesso mais largo, de 120 metros para 160 metros. A profundidade e o acesso novos darão a oportunidade de aumentar em 30% a capacidade de movimentação de carga no porto.
O montante investido é de R$ 54,6 milhões, que faz parte do Programa Nacional de Dragagem (PND). O porto vai poder receber, por exemplo, navios do tipo Post-Panamax, que possui capacidade de 6 mil TEU (medida de um contêiner de seis metros de comprimento); comprimento de 305 metros; boca de 44 metros e calado de até 12,5 metros, além de operar com a carga plena.
A empresa Bandeirantes Dragagem e Construção é a responsável pela obra. A Bandeirantes também faz a dragagem Porto de Natal (RN).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Procura-se gestores com alta qualificação

 Com o crescimento de economias periféricas como a de Pernambuco, mercado pena com falta de profissionais; Cenários como a praia de Copacabana e a Confeitaria Glória, no Rio de Janeiro, deixaram de fazer parte do cotidiano e passaram apenas a ocupar a memória do administrador carioca Marcelo Freire, de 34 anos. 

Devido à dificuldade de corporações nacionais para selecionar novos gestores, ele acaba de trocar o clima carioca pelo sotaque pernambucano. “A gerente da filial da APSA no Recife estava se aposentando e foi decidido que eu assumiria a unidade”, conta ele, que há poucos dias passou a integrar o staff da empresa de gestão condominial na cidade. Histórias como essas estão cada vez mais comuns no novo universo corporativo brasileiro.

De acordo com uma pesquisa do Instituto CRF, de São Paulo, 27% das empresas nacionais afirmam enfrentar dificuldades para preencher vagas no alto escalão, em cargos como diretoria ou presidência. O estudo ainda revela que, enquanto 17% empresas europeias sentem dificuldades em contratar profissionais no nível gerencial, 44% das brasileiras têm esta deficiência.

“Além da dificuldade na formação, como a ausência de língua estrangeira no currículo, o profissional recém-formado nas universidades brasileiras não tem a experiência gerencial que as empresas necessitam”, destaca Emília Lene, porta-voz da CRF e uma das responsáveis pela pesquisa que entrevistou mais de 150 companhias espalhadas por todo o país.

Segundo ela, o mercado de trabalho nos setores de economia e administração de empresas, além da área de TI, está passando por uma forte mudança de perspectiva. Há alguns anos, o tradicional eixo Rio-São Paulo era uma forte referência para estes profissionais.

Porém, com o aquecimento de economias “periféricas”, como a de Pernambuco, a palavra em voga no mercado é ascensão. “A porta de entrada deste novo gestor é quem melhor lhe valoriza. Ou seja, a empresa que fideliza este profissional é quem ganha”, diz Emília Lene.

Em Pernambuco, com o crescimento do PIB acima da média nacional, boa parte das empresas sofrem para manter e contratar novos gestores. Este é o caso do Grupo Provider, que possui mais 9 mil funcionários em todo país, além de uma unidade no Chile com 400 colaboradores.

 De acordo com o presidente do conselho de administração da empresa, João Luiz Perez, a diretoria já conta com a presença de dois gestores provenientes de São Paulo. “Hoje, disputamos com outras companhias. Para se ter uma ideia, já anunciamos em cadernos de empregos em Minas Gerais e São Paulo”, comenta.

E com a concorrência acirrada na hora de contratar líderes, as empresas também adequam o orçamento para suprir possíveis reajustes de salário na folha de pagamento dos seus funcionários.

O diretor-presidente da Provider, Moises Assayag, revela que, nos últimos dois anos, os vencimentos dos profissionais de alta gerência tiveram um aumento médio de 12%. “São funções em que o salário oscila entre R$ 12 a R$ 15 mil. Não é fácil lidar com esta carência”, confessa.

Fonte: http://escadaedesenvolvimento.wordpress.com

Maersk Line encomendará dez navios de 18 mil Teus

Novas embarcações complementam pedido feito em fevereiro.


A Maersk Line deve colocar em prática a opção de encomendar outros dez navios gigantes, com capacidade de 18 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), em junho deste ano com o estaleiro coreano Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering.

Segundo o CEO do grupo A.P. Moller-Maersk (do qual a Maersk Line faz parte), Nils Andersen , a encomenda será confirmada em breve. "Isso será decidido a partir de junho e esperamos encomendar ao menos dez desses navios", afirmou.

Em fevereiro, a companhia dinamarquesa fez um acordo de US$ 1,9 bilhões em que acertou a encomenda de dez navios de 18 mil Teus a serem construídos pelo estaleiro da Coreia do Sul. O acordo já previa a encomenda de mais 20 unidades. Cada um desses porta-contêineres gigantes - os maiores do mundo - custa US$ 190 milhões e deve emitir 20% menos dióxido de carbono do que a linha Emma Maersk (foto), de 15.550 Teus.

Ao passo que a Maersk segue em frente com a encomenda de nova classe de navios, a companhia francesa CMA CGM e o armador alemão Claus-Peter Offen estão em negociações para um joint com a Samsung Heavy Industries para aumentar o tamanho de cinco navios que passarão de 12.800 Teus para 16.000 Teus. Discussões similares vêm sendo tomadas com a Hanjin Heavy Industries.

Conforme noticiado anteriormente pelo Guia Marítimo, nos próximos meses a Maersk colocará 16 novas embarcações construídas especialmente para o trade da América do Sul para a Ásia. De acordo com Andersen, os navios encomendados devem aumentar a capacidade de carregamento da companhia em 8%.


 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Produtos importados em operações interestaduais podem ficar isentas de ICMS



A isenção do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior será tema de audiência pública, amanhã (26), no Senado.

Os parlamentares da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vão ouvir o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. O projeto de resolução é de autoria do líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB).

A intenção é zerar a alíquota do ICMS nas operações que envolvam produtos estrangeiros que não tenham sido submetidos a processo de industrialização no estado de origem ou que tenham sido submetidos a processo de alteração apenas na apresentação do produto, como a colocação da embalagem, “ainda que em substituição da original”.

Pelo projeto, caberá ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) baixar as normas sobre o que será considerado processo de industrialização para produtos importados.

O presidente da CAE, Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que a medida é importante porque coloca um freio no processo de desindustrialização do país. Ele ressaltou que, com a valorização do real em relação ao dólar, indústrias brasileiras têm optado em importar as partes usadas na manufatura final de produtos em vez de produzi-las em território nacional.

O autor da matéria, Romero Jucá, disse que a intenção do projeto é restringir a isenção do ICMS às mercadorias importadas e encaminhadas diretamente a outro estado, sem qualquer processo de industrialização envolvido. “Ou seja, o trânsito pelo estado onde ocorre a importação não agrega, ou agrega um valor pouco expressivo, ao processo de importação do bem ou mercadoria.”

Jucá acrescentou que a ideia também é reduzir ao máximo a possibilidade de concessão de incentivos fiscais à mercadorias “estabelecendo a requerida isonomia para o produto nacional em relação ao importado, com vistas à manutenção de parâmetros adequados de competitividade”. Com isso, o líder do governo destacou que o projeto de lei pretende pôr um freio na guerra fiscal.

Candidato a Reitor da UFPE, Pierre Lucena fala sobre a importância de a Universidade acompanhar o desenvolvimento de Suape



Ãs vésperas da eleição que escolherá o novo Reitor da Universidade Federal de Pernambuco (a eleição acontece nesta terça-feira dia 26, e o segundo turno no dia 5 de maio), os candidatos ao cargo concederam entrevista ao Bom Dia Pernambuco.

O candidato Pierre Lucena vem fazendo uma campanha crítica à atual gestão, apontando que a UFPE não está acompanhando como deveria o desenvolvimento que Suape vem proporcionando ao Estado.

Pierre enfatizou, durante a entrevista, a importância da Univesidade na preparação de novos profissionais que o Complexo Industrial de Suape buscará nos próximos anos para atender a demanda de qualificação do Estado.

No link abaixo o leitor do PortuáriaPE poderá assistir à entrevista do Bom Dia Pernambuco desta segunda feira (25/04/2011). Click e assista no site Pe360Graus.com:

http://migre.me/4lgwQ


Conheça o site com as propostas de Pierre no endereço abaixo:

http://www.novaufpe.com.br/

Pierre é Doutor em Administração pela PUC-RJ e atualmente é Coordenador do Curso de Administraçao da UFPE.

O Portuária PE apoia a visão transformadora apresentada pelo candidato Pierre Lucena.