sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tijolo ecológico

O tijolo ecológico possui características físicas que proporcionam estabilidade estrutural, economia de material, diminuição de tempo da construção, harmonia e beleza na obra, ainda possibilita uma edificação segura, agradável e confortável.

O tijolo ecológico e suas dimensões podem ser visualizados abaixo:



Os tijolos ecológicos são compostos por mistura de solo-cimento, compactados em prensa hidráulica e curados com água (não precisa ser queimado), evitando a queima de seis árvores por milheiro e, consequentemente, a poluição da atmosfera e o desmatamento.


O processo de construção e instalação do tijolo ecológico é ilustrado na Figura 03, onde é possível visualizar o enchimento de vigas e as instalações hidráulico-elétricas que podem ser aplicadas através dos furos contidos nos tijolos, o que evita o desperdício e a quebra\perda de matéria na construção.

 Além de limpas, as obras com tijolo ecológico reduzem o custo de cimento para reboco e assentamento, tinta, ferragens, areia e madeira para formas de colunas e vigas. Proporciona, ainda, economia na redução do custo de mão de obra através do sistema de encaixe dos tijolos, otimizando o trabalho de modo que as paredes são levantadas em média três vezes mais rapidamente se comparado aos tijolos convencionais.

O sistema de construção utilizando tijolo ecológico é mais uma iniciativa sustentável que converge em preservação do meio ambiente com economia, agilidade e bem estar, tanto para quem executa quanto para quem utiliza a obra. Essas iniciativas vêm cada vez mais crescendo e provando que podemos executar projetos mais eficientes e de qualidade sem agredir o meio ambiente.
Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=55706

250 trabalhadores são demitidos do Estaleiro em Suape (PE)



Cerca de 250 trabalhadores foram proibidos de entrar no Estaleiro Atlântico Sul (EAS) no dia de retorno às atividades pós-greve, por terem sido demitidos. Os funcionários receberam um telegrama, emitido no último dia 16, onde o EAS comunica o desligamento por “justa causa”, sem informá-la. A operação conjunta das polícias Civil e Militar monitorou o fluxo dos empregados depois de o Sindicato de Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) reunir alguns deles em assembleia, onde foram orientados a retomar as atividades no Estaleiro.
 
 
A greve começou na última quinta-feira, mas um manifesto por parte de trabalhadores, que não teria sido comandado pelo Sindmetal-PE, causou conflito entre polícia e trabalhadores, resultando em carros quebrados, ônibus, madeiras e pneus queimados, além da obstrução das vias de acesso ao Complexo. Na ocasião, 12 pessoas foram presas. As imagens do protesto, inclusive, foram prejudiciais na negociação entre a categoria e a empresa sobre melhores condições de trabalho. A segurança do EAS sequer permitiu a reportagem de acompanhar a assembleia de ontem.
 
 
O vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) no EAS, Cleyton Alves, foi um dos afas­tados do empreendimento, onde trabalhava co­mo caldeireiro. “Eu não participei do manifesto da última quinta-feira. A carta avisando da demissão foi emitida na sexta-feira, quando a justiça ainda não havia se posicionado quanto à legalidade da greve”, disse.
 
 
A audiência que decidiria o futuro do movimento seria realizada ontem, mas foi adiada para o dia 28. No despacho assinado pela desembargadora relatora da 1ª vara do Trabalho de Ipojuca, do Tribunal de Justiça do Trabalho (TRT), Maria Clara Saboya, o desembargador Nelson Soares da Silva Júnior classificou que não há mais necessidade emergencial, “em face do encerramento da paralisação dos empregados do Estaleiro”. As partes envolvidas e o Ministério Público do Trabalho foram intimados a participarem da nova audiência.
 
 
Mesmo questionado pela reportagem sobre a quantidade de funcionários demitidos e o que exatamente se trata a ‘justa causa” para a demissão, o EAS se limitou a confirmar a retomada dos serviços, “quando a sua força de trabalho, com quase dez mil pessoas, pode retornar às atividades, mobilizada pacificamente pelo Sindmetal”.


Plano Diretor Suape 2030 custa R$ 5,3 mi



O Plano Diretor Suape 2030, que traça as diretrizes do Complexo Industrial Portuário de Suape para os próximos 19 anos, foi apresentado oficialmente ontem, pelo vice-presidente Frederico Amâncio. Conforme adiantou a Folha de Pernambuco em matéria na última terça-feira, o documento foi publicado no Diário Ofical do Estado do sábado, 24, e finalizado em agosto de 2010.

O custo foi de R$ 5,3 milhões e prevê novos zoneamentos para os 13,5 mil hectares do Complexo. Em suma, em 14 volumes, mapeia e organiza áreas de proteção ambiental, urbana, industrial e portuária, questões econômicas, sociais, desenvolvimento urbano e condições de uso, ocupação e parcelamento do solo.

Esta é a primeira grande revisão do Plano Diretor em 30 anos, segundo Amâncio. “Muitos projetos já estão em execução desde o início do ano”, comentou. Por exemplo, obras de mobilidade, como duplicações de vias de acesso (TDR-Sul, TDR-Norte e o contorno da Refinaria Abreu e Lima) e a Express Way, já em obras. “Houve ajustes na ZI-3 (Zona Industrial), onde ficaria a Fiat, e na ZI-5, onde há o projeto de instalação da Siderúrgica Suape. Para a Zona Portuária (ZP), o estudo prevê um redesenho”, detalhou.

A ampliação do espaço destinado a cais, segundo o vice-presidente, já passou por aprovação da Secretaria de Portos (SEP), pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e por decreto presidencial. Assim, deixa de ser portuária e passa a área industrial. Aos atuais cinco cais, serão somados mais quatro até 2014 e, até 2030, Suape terá 20.

Já a Zona Central de Serviços (ZCS), cujo projeto deve ser finalizado em um mês, é um bairro planejado em 200 hectares, próximo ao atual centro administrativo, dispondo de edifícios comerciais, clínicas, hotéis e centro de conveções, por exemplo. Sem maiores detalhes, Amâncio adiantou que sete bancos estão interessados, assim como uma universidade. A administração de Suape ainda discute se será uma área pública ou se serão fechadas parcerias público-privadas.

O Plano Diretor prevê ainda ampliação da Zona de Proteção Ecológica (ZPE), oficialmente, 48% da área total, para 59%, depois da incorporação de novas áreas onde há cultivo de cana. Amâncio disse que já há captação de R$ 87 milhões junto à Caixa Econômica para a construção de moradias para os ocupantes da área.
Fonte: http://www.portosenavios.com.br

Panorama da logística no Brasil


Nesta matéria você encontrará um panorama de como está posicionada a logística no Brasil frente aos nossos concorrentes no cenário mundial. Verá quais os nossos pontos fortes e onde (e como) precisamos melhorar. Entenderá algumas tecnologias que podem ajudar as empresas a alcançar um desempenho superior. Leia abaixo:

Logística e cadeia produtiva

A cadeia produtiva é um processo integrado, assim como deve ser a boa logística. Hoje, falamos em logística integrada ou em gestão da cadeia de suprimentos, pois todos os envolvidos são interdependentes. Há tempos a logística deixou de ser sinônimo de transporte. Fabricantes de matérias-primas estão envolvidos em entregar o produto de acordo com a necessidade do produtor.

O produtor, dentre outras coisas, precisa pensar na embalagem do produto de forma que facilite o transporte, a exposição, a segurança, o meio ambiente… os distribuidores e grandes varejistas precisam ter seus sistemas integrados para garantir a disponibilidade do produto no momento certo. Então, os transportadores e fornecedores de tecnologia também fazem parte do processo. Esta integração é uma tendência mundial e já é realidade no Brasil.


As empresas e os modais de transporte

Existem boas empresas que oferecem serviços logísticos integrados, os operadores logísticos. Eles oferecem serviços integrados de gestão de estoque, transporte, armazenagem, consolidação e desconsolidação de cargas. São serviços que agregam valor ao cliente.

Mas infelizmente, para transporte nacional, 60% das cargas utilizam as rodovias, mesmo quando elas devem ser enviadas de norte a sul, viajando mais de 3000 km. Isto é economicamente inviável, e outros modais de transporte seriam mais vantajosos, se estivessem disponíveis.

Na Rússia, concorrente direto do Brasil no cenário internacional, cerca de 80% das cargas viajam de trem, que é mais barato para as longas distâncias e mais seguro.

Problemas da logística no Brasil

O principal problema do ponto de vista logístico é a infraestrutura. Pouco mais de 10% das nossas estradas são pavimentadas, o que soma menos de 250 mil km. Não adianta tentar comparar esta situação com países desenvolvidos. Ainda assim, se quisermos comparar esta situação com os outros membros do BRIC, o Brasil está muito atrás.

 A Rússia tem mais de 600 mil km de estradas pavimentadas enquanto a China e a Índia tem, cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de estradas asfaltadas.

E vale lembrar que as rodovias são nosso “ponto forte”. O Brasil tem apenas 30 mil km de ferrovias contra 63 mil km da Índia, 77 mil km da China e 87 mil km da Rússia. Apenas para colocar estes números em perspectiva, os EUA tem mais de 220 mil km de trilhos.

Com relação aos navios a situação não é diferente. Temos 14 mil km de hidrovias. Rússia e China tem mais de 100 mil km cada uma. Nos portos brasileiros, estima-se que o custo de movimentação por tonelada seja de US$ 13 enquanto a média mundial é de US$ 7.

Some isso tudo ao fato de que as rodovias são o principal meio de transporte de cargas no Brasil, e você tem a receita para uma distribuição cara, ineficiente e inconsistente, ajudando a aumentar o chamado Custo Brasil.

Além da infraestrutura viária existem ainda problemas relacionados à tecnologia utilizada: baixo índice de rastreamento de cargas, nem sempre se tem integração de sistemas e muitas vezes os modelos de previsão de demanda são inapropriados ou inexistentes. A melhoria do processo logística global depende da solução de cada um destes elementos.

Como os problemas afetam a produtividade

Estes números que citei fazem com que os produtos brasileiros percam competitividade e o consumidor pague um preço alto. Se as estradas não estão em boas condições, aumenta o custo de transporte, que é inevitavelmente transferido ao consumidor. O frete é um dos principais componentes dos custos logísticos.

O roubo de cargas ainda é um problema presente no Brasil. Em 2009 foram registrados mais de 1 bilhão de Reais em prejuízos com roubo de cargas. Este custo também é repassado ao consumidor final, tornando o roubo de cargas um problema de todos nós.

Além disso, se as empresas não fazem a gestão da demanda de maneira correta, acabam com estoques elevados, que custam caro. Com a quantidade de dados disponíveis hoje é possível fazer uma excelente previsão de demanda, mantendo níveis de estoques mais baixos sem causar rupturas.

Estes dois elementos, transporte e estoque, são os principais componentes do que chamamos de custos logísticos.

A infraestrutura e o crescimento econômico

Caminhamos para o colapso logístico. A crise mundial diminuiu as demandas e deu sobrevida à nossa infraestrutura, mas os números já mostram que estamos voltando aos patamares anteriores. O crescimento do Brasil está maior que o crescimento da oferta de transporte (rodoviário), que tende para o apagão.

A economia está crescendo, mais famílias tem acesso aos diferentes bens de consumo, mas não vemos investimentos substanciais em infraestrutura. Sem investimentos maciços nos portos, aumentando a capacidade e a eficiência, o transporte no Brasil continuará caro e altamente dependente dos caminhões.

Situação do transporte rodoviário

Não somente temos poucas estradas asfaltadas, como o estado de conservação deixa a desejar. Isto acarreta atrasos, maiores custos de manutenção da frota e preços maiores para os consumidores. Os pneus dos caminhões duram em média 250 mil km no Brasil, metade do que dura nos EUA e 100 mil km a menos do que na vizinha Argentina.

Os amortecedores dos caminhões no Brasil duram em média 80 a 150 mil km enquanto que em estradas adequadas, este número sobe para 200 mil km.

O custo do transporte rodoviário é muito grande no Brasil, especialmente para longas distâncias, para as quais deveríamos utilizar outros meios de transporte. Veja o exemplo de um frete de pouco mais de 1000 km, entre Goiás e o Porto de Paranaguá, no Paraná feito por caminhões: custa 75 dólares por tonelada. A mesma distância, se fosse percorrida nas hidrovias americanas custaria 18 dólares por tonelada.
           
                                          

Trens e navios

A produtividade e eficiência de outros setores de transporte no Brasil não são diferentes do que já discutimos para as rodovias. No maior porto do Brasil, o Porto de Santos, a carga fica parada em média 17 dias, enquanto a média mundial é de 5 dias. Na Suécia, por exemplo, um contêiner fica parado em média apenas por 2 dias.

Em outras avaliações a ineficiência também é notável: em um dos maiores e mais movimentados portos do mundo, o Porto de Roterdã, a média de carga movimentada por funcionário é de 300 mil toneladas por ano, enquanto no Porto de Santos são 50 mil toneladas por ano.

O próprio governo reconhece o atraso dos portos, através de estudos realizados pelo IPEA. Eles mostraram que é preciso investir na construção, ampliação e recuperação dos terminais, na melhoria dos acessos terrestres, na dragagem e na infraestrutura em geral. O investimento necessário, estimado pelo mesmo estudo, era de 43 bilhões de Reais, mas o PAC alocou apenas 10 bilhões para os portos.

As ferrovias padecem de outro mal: elas são incompatíveis entre si. Existem diferentes tamanhos de bitolas no Brasil, então um trem não consegue ir para regiões diferentes. O IPEA também estimou o custo para solucionar estes gargalos ferroviários em 76 bilhões de reais, principalmente para a construção de novas linhas, já que temos pouquíssimos trilhos. No entanto, os investimentos do governo tem sido de menos de 0,3% do PIB por ano, muito aquém do necessário.

Com sistemas antigos e sem investimentos, as ferrovias do Brasil são lentas: média de 25km/h contra 80km/h dos trens americanos, fruto do sucateamento da malha ferroviária, que diminuiu nas últimas décadas sem receber investimentos de manutenção.

Solucionar os problemas logísticos?

É possível e existem planos, como os estudos do IPEA que citei. Há também boa vontade do setor privado, que se beneficia grandemente com a melhoria da nossa infraestrutura.

Mas certamente a solução não é mágica e não acontece no curto prazo. É preciso manter investimentos contínuos e ter um plano de desenvolvimento logístico de longo prazo, como um plano de Estado e não um plano de governo, que muda a cada 4 anos.

O papel da iniciativa privada

Como falei, a iniciativa privada se beneficia da melhoria da situação logística do país. Eles encontram custos menores, mais confiabilidade e maior produtividade se a infraestrutura logística é adequada. Por isso vemos participação privada no desenvolvimento logístico nacional.

Veja o exemplo das rodovias privatizadas: elas tem qualidade superior (às custas de pedágios, é verdade), mas são estradas com condições de segurança, sinalização e estado do piso de rodagem superiores à média nacional.

Para as ferrovias, o setor de mineração faz o trabalho sozinho, com investimentos de até 5 bilhões de Reais por ano.

No setor de tecnologia e integração, as pesquisas e desenvolvimento de sistemas informatizados ajudam a reduzir custos tanto de transporte (como nos programas que criam rotas para distribuição urbana) quanto de estoques (como modelos de previsão de demanda).

 

Tecnologias para transporte e diminuição de estoques

Nos sistemas de transporte, é através do que chamamos de roteamento de veículos: trata-se de encontrar a forma mais eficiente de enviar os caminhões para fazer a distribuição dos produtos. As pesquisas nesta área tem mais de 50 anos e continuam a avançar, encontrando soluções melhores e em menos tempo. É uma área em que as pesquisas científicas são transferidas para o meio empresarial muito rapidamente.

Nos sistemas de previsão de demanda, utilizamos dados históricos de vendas e cruzamos com outras informações relevantes para prever, com segurança, qual deve ser o estoque mantido e quando devem ser feitos novos pedidos.

Há ainda muitas outras tecnologias interessantes que se aplicam neste setor, como a precificação: qual deve ser o preço cobrado por um produto? As companhias aéreas usam esta tecnologia há muitos anos e aos poucos ela começa a aparecer no varejo também.


Inovação

Certamente, como todas as novas tecnologias, há espaço para criatividade e inovação. Sempre aparecem soluções diferentes para resolver problemas, diminuindo o custo.

Um exemplo interessante, novamente na área de distribuição, ocorreu nos EUA quando uma empresa de transporte decidiu que seu sistema de roteamento de veículos deveria evitar que os mesmos tivessem que fazer curvas à esquerda. Em vias de mão dupla, é preciso esperar que o tráfego no sentido contrário pare para que se avance à esquerda.

Ficar parado custa dinheiro. Eles mostraram que conseguiam economizar tempo e dinheiro fazendo o veículo continuar seu trajeto percorrendo um caminho maior, desde que evitasse virar à esquerda!

Como fazer um TCC



Um dos assuntos mais comentados e que mais gera emails com pedidos é sobre a elaboração de um TCC. Afinal de contas, ele será o trabalho que irá coroar anos de estudo e servirá para mostrar o que você conhece e é capaz de fazer em uma área específica.

 Normalmente, serve como porta de entrada para uma área do mercado de trabalho, pois é quando o aluno se especializa no assunto escolhido e aprende um pouco mais, muitas vezes por conta própria.

Mas uma das partes mais difíceis do TCC é colocar o conhecimento e a prática no papel, de forma definitiva e formalizada.

Por isso, já abordamos este assunto antes, incluindo um modelo de TCC para download. Assim, ao menos o esqueleto e a estrutura do documento estão prontos e formatados. Se você ainda não, veja as dicas para realização de um TCC.


Além disso, é preciso fazer as pesquisas. Se seu TCC é na área de logística, um bom ponto de partida é utilizar a ferramenta de busca aqui do Logística Descomplicada. Você a encontra logo abaixo do menu azul no topo da página, a direita. Digite o assunto e veja as matérias que aparecem!

recomendo hoje o livro Trabalho de Conclusão de Curso – guia de elaboração passo a passo. Este livro lhe ajudará desde as etapas do planejamento do trabalho, na estruturação do mesmo (agora você já tem o modelo que disponibilizamos), e o que deve ser apresentado em cada uma das seções do trabalho.

Você sabe a diferença entre o problema de pesquisa, a introdução do trabalho, os objetivos e a metodologia? Estes e outros elementos podem ser complicados para quem nunca realizou um trabalho técnico e acadêmico, mas estão abordados no livro.

Outra fonte comum de erros são as referências. No livro você aprenderá como e quando citar outros trabalhos, e como escrever a lista de referências ao final do seu TCC, sempre respeitando as regras da ABNT.

Este livro você encontra na Livraria Saraiva.

Dedico e indico esse livro pra galerinha da Estácio/FIR (MBA Logistica Empresarial)

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aprovado o Plano Diretor de Suape

Instrumento, já divulgado no Diário Oficial, define diretrizes até 2030



NOVO PLANO prevê ampliação da área de preservação ambiental, de 48% para 59% do território total do Complexo

O Complexo Industrial Portuário de Suape terá uma Zona Central de Serviço (ZCS). A modalidade ainda não foi definida, mas será a responsável por regulamentar o desenvolvimento do Complexo, dando suporte aos projetos em implantação e aos interessados atraídos pelos grandes empreendimentos em andamento, como a Refinaria Abreu e Lima, Estaleiro Atlântico Sul e PetroquímicaSuape.

A ZCS é um dos pontos do Plano Diretor Suape 2030, que teve aprovação publicada no Diário Oficial do Estado, no último sábado, que gerencia o zoneamento de toda a estrutura de Suape.

“Quando a empresa tem interesse em se instalar em Suape, ela envia uma carta-consulta para ser avaliada a sua afinidade com o Complexo. Essa central apresentará os perfis recomendados, já que há conceitos empreendedores em instalação que não permitem todo tipo de integração, por questões poluentes, por exemplo”, disse o diretor de Planejamento e Urbanismo do Complexo, Jaime Alheiros.

Entre os pontos definidos no decreto do Plano Diretor estão a área passiva de construção para implantação de projetos estruturadores e o espaço delimitado para preservação ambiental, ampliada de 48% para 59%. “O crescimento de Suape não estava sem controle.

O Plano novo está em estudo há dois anos, mas um modelo preliminar já estava em vigência. Trata-se de uma oficialização”, garantiu o diretor, citando que o decreto inclui avanços da infraestrutura rodoferroviária a ser implantada no Complexo e a execução da avenida no contorno da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras.

Ainda no quesito que trata da preservação e planejamento ecológico em Suape, o Plano contempla diagnóstico da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para conservação de matas e contrapartidas das intervenções que precisaram suprimir vegetação.

 É o caso da Refinaria, “que terá áreas verdes compensatórias na quantidade desmatada no processo de implantação”. “O Plano Diretor contempla, ainda, a expansão do Porto, a Express Way (rodovia projetada para desafogar o tráfego atual do entorno, principalmente para o transporte de cargas), além de áreas de preservação histórico-cultural, como ilha com vestígios arqueológicos e 12 engenhos”, completou.
Fonte: http://www.portosenavios.com.br/

Confiança da indústria de transporte naval tem recorde negativo



Excesso de capacidade e as preocupações econômicas globais dominam as empresas.

A confiança da indústria de transporte naval registrou seu nível mais baixo em três anos e meio, com os temores sobre o excesso de capacidade e da economia global alcançarem novas alturas.

De acordo com o último inquérito trimestral de confiança do transporte elaborado pelo economista Moore Stephens, o aumento do custo dos combustíveis navais também é um motivo de preocupação.

Em agosto, o nível de confiança média dos entrevistados foi de 5,3, numa escala de 1 (baixo) a 10 (alta), em comparação com 5,6 do levantamento anterior realizado em maio.

Este é o menor valor registrado desde que a pesquisa foi lançada em 2008, quando registrou a nota mais alta (6,8).

A confiança caiu mais notadamente entre os armadores, que passou de 5,8 para 5,1 entre uma leitura e outra. Já parte dos gestores caiu pouco, para 5,6 ante aos 5,8 anteriores. E os corretores manteve a sua classificação baixa em 5,1.

"Até recentemente, as coisas estavam muito otimistas, mas as dúvidas recentes sobre os Estados Unidos, sua credibilidade e os empréstimos e preocupações financeiras da União Europeia têm afetado a nossa confiança", disse um dos empresários.

Outros entrevistados se referem a este cenário como "o período mais imprevisível desde o início da crise financeira global" e sugerem que o mercado esta "de volta aos níveis vistos pela última vez em 2001".

Excesso de capacidade é um tema recorrente. "Os mercados estão com o botão de pressão apertado", disse um entrevistado, ao acrescentar: "E (eles) vão ficar assim por algum tempo por causa do grande número de novos navios deve entrar iniciar suas operações."

"Embarcações antigas e os investidores especulativos, bem como de baixo grau operadores, terão que desaparecer para que a situação melhore mais rapidamente", explica um empresário.

De acordo com um relatório no PIT `s, em maio, apenas 28% dos entrevistados acharam que haveria aumento nas taxas durante 2011, este foi o valor mais baixo desde novembro de 2009.


Na Ásia, as expectativas de aumento da taxa de contêiner caiu de 41% para 26%, enquanto na Europa a queda foi de 44% contêiner para 27%.

Moore Stephens disse que "a queda na confiança de transporte para uma baixa recorde é uma decepção."

"Mas foi chegando. Dado o que vem acontecendo no mundo, e na indústria, a confiança permaneceu surpreendentemente alto no ano passado, mas começou a cair em 2011. De fato, em muitos aspectos, ele está de volta aos níveis de há dois anos", concluiu.



Santos Brasil troca combustíveis de veículos leves para diminuir emissão de CO2



A partir de ontem, segunda-feira, a Santos Brasil inicia um projeto para reduzir a emissão de CO2 no Terminal de Contêineres (Tecon) localizado na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos.

Os 58 automóveis utilizados para a locomoção de equipes, inspeção, movimentação de materiais e outros serviços internos no terminal e nas unidades de logística da companhia (Centro Logístico Industrial Aduaneiro na Alemoa e no Guarujá, centros de distribuição em São Bernardo e Jaguaré, serão abastecidos apenas com etanol. Até então, o combustível utilizado era a gasolina.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a substituição diminui em até 73% a emissão do CO2 na atmosfera. A ideia foi sugerida por um funcionário da Santos Brasil, em junho deste ano, durante a semana do Meio Ambiente, quando a empresa promoveu uma campanha interna de conscientização.

Desde 2007, a Santos Brasil mapeia as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) no Tecon Santos. Os inventários, que a partir de 2008 também incluíram suas unidade de logística, levam em consideração emissões diretas como consumo de combustível, indiretas por consumo de energia e por outras fontes como consumo de combustíveis em frotas de transporte de funcionários.

Um dos principais objetivos do inventário é revisar a matriz energética e buscar fontes mais limpas e renováveis para as operações.




Fretes no Brasil acumulam queda média de 6% no ano



A indústria do transporte marítimo no Brasil já sente os efeitos da recessão e da desaceleração econômica que assolam os Estados Unidos e os países da Europa. A queda média dos fretes marítimos nos tráfegos de exportação e importação em todas as rotas com o Brasil é de 6% neste ano. Ao mesmo tempo, os custos só fazem aumentar.

 O principal item da planilha de gastos dos armadores - o combustível - registrou alta de 35% por tonelada até aqui. Como se não bastasse, a decisão do governo de elevar o IPI para veículos importados compromete ainda mais o cenário de armadores especializados no transporte desse tipo de cargas.

Segundo o Valor apurou junto a companhias de navegação, um contêiner de 20 pés com café exportado do Brasil para a Europa estava cotado a US$ 1.100 no início do ano. Hoje, sai a US$ 850. Já um contêiner de 40 pés estufado com madeira estava custando US$ 1.300, hoje é possível embarcar por US$ 900 na mesma rota.

 Por outro lado, o preço da tonelada dos três tipos de combustíveis marítimos mais comercializados (com base em Roterdã, tido como referência) variou acima de 48% em setembro. A tonelada do óleo para navio mais refinado custava US$ 611 em setembro de 2010 e passou para US$ 937 neste mês.

"O aumento brutal do custo não tem sido compensado pelo preço do frete que, na verdade, tem caído. Esse não é um binômio saudável", afirma o diretor-superintendente da Hamburg Süd no Brasil, Julian Thomas.

Levantamento da consultoria francesa Alphaliner publicado neste mês mostra que as margens operacionais das 20 maiores companhias de contêineres do mundo variaram, no primeiro semestre, entre 8% de crescimento e 19% de queda. Dessa lista, quatro não publicam os números em âmbito global (MSC, Hamburg Süd, PIL e UASC).

 Dentre as 16 restantes, quatro tiveram lucro (CMA CGM registrou crescimento de 8%); dez apresentaram perdas (pior resultado foi da CSAV, com queda de 19%) e duas registraram "traço".

As perdas acumuladas das 16 maiores companhias foi de US$ 290 milhões, ante um lucro de US$ 3,77 bilhões registrado no mesmo intervalo do ano passado. Apesar das perdas da primeira metade do ano, o desempenho não foi tão catastrófico quanto o do mesmo período de 2009, quando - ainda sob os perversos efeitos da crise financeira detonada em 2008 - as mesmas 16 empresas registraram perdas de US$ 6,25 bilhões.

O pior, dizem os armadores, é que não se sabe ao certo a extensão da crise. "Hoje podemos dizer que existe uma crise generalizada com impactos imprevisíveis sobre a economia real. A recuperação de 2010 foi inesperada na sua magnitude. Agora, em 2011, também a queda tem sido mais abrupta do que esperávamos", diz Thomas.

O atual ambiente da navegação é dominado por uma sobrecapacidade de navios saindo de estaleiros. E, diferentemente do que ocorreu no pós-2008, quando a navegação segurou o emprego de novas embarcações para evitar o excesso de oferta, dessa vez os operadores têm sido mais relutantes em abandonar suas estratégias de lançar navios no mercado, mantendo ou ampliando suas fatias de mercado.

A TBS, que transporta cargas de projeto e granéis, verificou redução de 15% a 20% nos fretes das três rotas semi-regulares que opera de e para o Brasil. "Tem mais oferta de navio do que demanda de carga", afirma o diretor-presidente Christian Silva. Leia mais



A logística convida ao desenvolvimento



O Brasil vive, sem dúvidas, uma fase ímpar com um desenvolvimento econômico sobranceiro. Como tudo na vida existe um lado bom e um ruim, essa fase não ficaria à margem dessa regra. Pode-se destacar a prática da má política pública como o principal impedimento desse crescimento e, daquilo que venho falar: O convite da logística ao desenvolvimento – O lado bom que impulsiona os mercados.

As empresas nunca investiram tanto em soluções. Muitas por extrema necessidade e poucas por vontade. A falta de visão ainda é algo que incomoda bastante. Mas a cada dia se vê que a competitividade não se adquire com qualquer busca. É preciso planejar. A Logística sempre será importantíssima ao desenvolvimento com qualidade dentro de um país que se alicerça na capacidade de inovação.

Há tempos esse convite ecoa nos mais diversos segmentos que compõem a economia do nosso Brasil. Mas as adversidades amplificadas por nossas limitações calam esse chamado. Não é difícil ver empresas com um potencial maravilhoso pensar tão pequeno. Ousadia não é para todos.

Alguns mercados se acomodam e não se incomodam com receitas suficientes à folha de pagamento. Muitas empresas não conhecem seu público-alvo e tapam os ouvidos a esse chamado quando não estudam e renovam seus processos.

 O mundo gira a uma velocidade de cerca de 800 km/h. As mudanças de consumo, conceitos e atitudes são bem mais rápidas que isso. Ambas só são percebidas com muita atenção. Essa atenção fomenta o conhecimento que estimula as mudanças que traz o crescimento. Bem-vindos à Logística.

A Logística coloca todos em pé de igualdade. Pode haver pouco ou muito investimento que acelere o sucesso, mas não há empresas grandes ou pequenas. Há sim, empresas rápidas e outras lentas. Como já conhecido, hoje não é a maior que devora a menor. É a mais rápida que devora a mais lenta.

A Logística é hoje o principal meio para o aumento de capital. Com suas soluções eficazes, ela nos oferece a possibilidade de reduzir custos, agregar valores e satisfazer os clientes. Para tanto, é necessário que as empresas ouçam e obedeçam a esse chamado.

 Mas também não é tão simples. Isso mexe com rotinas, investimentos. Tudo o que os acomodados detestam. Muitos ainda não conhecem o sentido da palavra “Logística” a começar pelas instituições de ensino que ainda brigam para ofertar uma formação de maior qualidade na área e não sabem como fazê-la diante da pouca visão e da pouca oferta de profissionais.

Este grande indício da ascensão dessa área coloca a Logística como “a da hora”. Ela é a área da vez. O grande caminho para a prateleira das soluções.

Enquanto sua empresa não investir na capacitação de seu pessoal e limitar a sua logística a um setor de transportes – o que infelizmente ainda ocorre com muitas; essa “prateleira” fica cada vez mais inacessível, principalmente quando o seu concorrente já a tiver encontrado. Ressalto que encontrá-la é apenas o segundo de muitos passos; o primeiro é buscá-la.

A história que já contei sobre os empresários que podem economizar 200 mil e seus olhos só enxergam os 20 mil que devem investir, ainda é muito atual. O retorno em curto prazo que a Logística oferece é bem real, mas precisa ter visão, objetivos claros, planos e ações para realizá-los. Aqui está o principal bloqueio desse chamado.

A Logística já está aos gritos com nosso País: “Vem resolver! Vem crescer!” Nossos problemas estruturais e éticos bloqueiam essa voz, mas não a silencia. Muitos a ouvem e contribuem para o crescimento de um país que teima ficar fora do pódio devido interesses obtusos.

Aos que ouviram esse chamado e estimulam outros a destapar seus ouvidos, nosso reconhecimento pela capacidade de ouvir e interpretar. Essa “voz” parece vir de todas as direções, mas só parte de uma. Eu a chamo de “Logística”.