quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Schio amplia unidade em Pernambuco



A Schio informa que irá concluir no próximo mês de novembro as obras de ampliação de sua unidade localizada em Cabo de Santo Agostinho (PE). Ao todo, a companhia investirá R$ 11 milhões na realização das melhorias. Trata-se de um ponto estratégico para a Schio, já que a estrutura está localizada a 25 km do Porto de Suape e a 18 km do aeroporto do Recife.
O local conta com uma área total de 100 mil m². Hoje, são 13.300 m² de área construída, 6.300 m² destinados ao pátio, 20 docas e 10.466 posições-paletes utilizadas na armazenagem de produtos congelados. Ao todo, 20 mil toneladas são movimentadas por mês.

Após as obras, serão 13.066 posições para itens congelados, 2.600 para produtos resfriados e 30 docas. O pátio será ampliado para 7.500 m² e a área construída chegará a 20.500 m². O volume movimentado chegará a 25 mil t mensais.

A empresa adianta que a ampliação não irá parar por aí. Sem revelar o valor investido, a companhia divulga que outra etapa de melhorias já está nos planos. Ainda sem data definida, o trabalho consistirá em ampliar a área construída para 48 mil m² e o pátio para 12 mil m².

Além disso, o número de docas chegará a 55 e o de posições-palete a 40.700. Vale ressaltar que faz parte do planejamento criar, nesta fase, 25 mil posições para a estocagem de cargas secas. O índice de volume movimentado ainda não pode ser mensurado.



Complexo de Suape em Pernambuco receberá investimentos totais de R$ 100 bilhões


Os participantes da segunda edição do Pernambuco Petroleum Business, encontro internacional de negócios que termina hoje quinta-feira (20), tiveram a oportunidade de conhecer melhor as oportunidades de negócios em uma das regiões que mais cresce no país. Com mais de 100 empresas instaladas, a perspectiva de investimentos totais é de R$ 100 bilhões.


De acordo com o Silvio Leimig, diretor de Suape Global, a região tem tudo para ser um grande player mundial da cadeia de petróleo, gás e offshore. “Além da ótima localização, estamos capacitando a mão de obra local, melhorando a infraestrutura e transferindo tecnologia”, ressaltou o Leimig, ao acrescentar que Suape já representa 90% do PIB do Nordeste.


O diretor destacou ainda que a região oferece oportunidades em diversas áreas de negócios na indústria naval, offshore, petróleo, gás, transporte, logística, alimentos, têxteis, minérios, na indústria automobilística, siderúrgica e metal mecânica e da tecnologia da Informação.


Suape atraiu 67 empresas nos últimos cinco anos, entre elas a Refinaria Abreu e Lima, a Petroquímica Suape, os estaleiros Atlântico Sul, STX Promar e Construcap Orteng, a Companhia Siderúrgica Suape e a Fiat. Apenas a Petrobras tem cerca de US$ 20 bilhões em investimentos já contratados no local.


O pólo naval da região já concentra 50% das encomendas de navios e plataformas contratadas no Brasil e se credencia para receber boa parte dos US$ 224 bilhões de investimentos previstos pela Petrobras para os próximos cinco anos.




Participação internacional no desenvolvimento de Suape é tema de debate no evento


Os investimentos internacionais foram tema de debate no segundo dia do Pernambuco Petroleum Business, encontro internacional de negócios que começou na terça-feira (18) e termina hoje (20), em Porto de Galinhas, Pernambuco.


De acordo com a cônsul dos Estados Unidos em Recife, Usha Pitts, é impressionante como o Nordeste tem crescido e prova disso é quantidade de vistos que o consulado americano emitirá até o fim de 2011.


“Serão emitidos 100 mil vistos até o fim do ano. Os números mostram que atualmente o Nordeste vive uma nova fase. A taxa de crescimento do estado é duas vezes maior que a média nacional, o que é muito relevante”, explicou Usha.


A cônsul americana fez questão de salientar para o fato de que o Nordeste ainda não tem a visibilidade internacional que deveria e se preocupa que outros países também tenham uma percepção equivocada como a dos Estados Unidos. “Ainda existe uma percepção errônea de que tudo que acontece no Brasil é no Rio de Janeiro ou São Paulo.


Na imaginação norte-americana, o Nordeste ainda não é referência. Entretanto, aqui é onde as coisas estão acontecendo, principalmente no setor petrolífero”, ressaltou Usha ao lembrar que o Brasil e Estados Unidos são parceiros naturais.


Turid Eusebio, embaixadora da Noruega, disse que apesar da distância e do tamanho da Noruega, que tem menos de 5 milhões de habitantes, o país é o sétimo maior investidor no Brasil. “Atuamos em mineração, papel e celulose, estaleiros, alumínio, etanol e atividades petrolíferas.


Temos uma forte estratégia de investimentos no país. Mais de 25% da frota offshore brasileira estão nas mãos de empresas norueguesas. O Nordeste pode ser incluído nestes investimentos, mas precisa mostrar que tem este desejo”, salientou.


A Alemanha foi representada pelo cônsul geral da Alemanha no Recife, Thomas Wülfing, que disse que hoje vive no melhor país do mundo e que possui as maiores riquezas naturais. “Os alemães têm relações com o Brasil há mais de 100 anos”, enfatizou.
 

O Canadá, Reino Unido e Países Baixos também foram representados. Hoje (20), último dia do evento, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, ministrará a primeira palestra “Projetos de investimentos no Nordeste nas áreas social, cultural e de infraestrutura básica”. O governador de Pernambuco Eduardo Campos fará o encerramento do encontro.




Entrave logístico traz perda de US$ 1 bi para avicultura



Os entraves logísticos para exportações de aves brasileiras trazem perda de US$ 1 bilhão ao ano para o setor. A estimativa é apontada em estudo feito pela Ubabef (União Brasileira de Avicultura) e representa 12% da receita com as vendas externas do país, que no ano passado somou US$ 8 bilhões.

No levantamento, a entidade reúne 63 propostas para reduzir esses gargalos e aumentar a competitividade da avicultura brasileira. "No Brasil, a logística representa até 20% dos custos totais do setor, enquanto nos EUA fica em 10%", aponta o presidente da entidade, Francisco Turra.

Segundo ele, medidas simples, como a padronização de procedimentos burocráticos nos portos e ajuste no horário de equipes de fiscalização, poderiam ser implantadas no curto prazo e contribuir para a redução de até dois pontos percentuais nesse custo.

Outros problemas detectados pela entidade vão desde a falta de rastreamento de contêineres vazios nos portos, e que poderiam agilizar o processo de embarque e desembarque de cargas, até restrições legais como o decreto-lei 6620/98, que regulamenta a atividade portuária brasileira e impede uma maior participação da iniciativa privada no setor.

Estamos mostrando o problema e indicando possíveis soluções. Mudar fatores estruturais, como custo da mão de obra, é mais complicado, mas a logística está na nossa mão, afirma Turra.

Ele aponta que a solução para essas questões será fundamental para o Brasil se manter competitivo internacionalmente diante de uma expectativa de crescimento da produção nacional nos próximos anos.

"A FAO [agência da ONU para agricultura e alimentação] estima aumento de até 60% da demanda mundial pela carne de frango brasileira até 2030. E nós temos que reduzir nossos custos, até porque os concorrentes não estão parados", diz. O Brasil exportou 3,8 milhões de toneladas em 2010.

O documento com as propostas da Ubabef será entregue a representante do Ministério da Agricultura no 22º congresso brasileiro do setor, que será realizado na próxima semana em São Paulo e traz como tema "A competitividade da avicultura nacional".

Importador de lixo está neste momento na Polícia Federal

Altair Texeira de Moura, dono da Império do Forro de Bolso, prestou depoimento à PF de Caruaru.



O empresário Altair Texeira de Moura, dono da empresa Império do Forro de Bolso, que importava lixo hospitalar para Pernambuco, esteve ontem (19/10/2011) no escritório da Polícia Federal em Caruaru. Ele prestou esclarecimentos aos policiais e foi por iniciativa própria.

Durante a manhã de ontem (19/10/2011), a Polícia Federal iniciou as buscas por documentos nos depósitos da empresa, localizados nos municípios de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. Foram recolhidos documentos fiscais, computadores, registros de funcionários entre outras documentações.

O empresário colaborou com as diligências, orientando seus funcionários por telefone, que abriram os depósitos para a fiscalização policial. No momento da operação Altair Texeira de Moura estava em Santa Cruz do Capibaribe. Os depósitos estão interditados.

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) também participou da movimentação e recolheu mais materiais que serão enviados para análises criminalísticas.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br

FBI entra no caso da importação de lixo hospitalar

Atendendo solcitação do governo estadual, FBI entrou nas investigações do caso



O governo do Estado solicitou a entrada da polícia federal dos Estados Unidos, o FBI, nas investigações sobre a importação de lixo hospitalar para Pernambuco.

A informação foi repassada nesta quarta pelo secretário de Defesa Social Wilson Damásio, que participou de uma reunião, na noite de terça-feira (18), com a cônsul norte-americana no Recife, Usha E. Pitts. FBI é a sigla em inglês para Federal Bureau of Investigation.
Damásio informou que além do encontro com a cônsul, ele ligou para o chefe do escritório do FBI no Brasil, em Brasília. A vinda de um agente dos Estados Unidos depende de autorização da Polícia Federal brasileira.

Segundo o chefe do FBI no Brasil, seu pessoal já iniciou a trabalhar na história da importação do lixo. Por enquanto o trabalho é de gabinete, no recolhimento de dados e da legislação norte-americana sobre comércio internacional. A Embaixada dos Estados Unidos foi procurada pela reportagem do JC e confirmou a participação do FBI no caso.



Redefinição de limites marítimos é retirada de projeto dos royalties da exploração do petróleo

Esse foi um dos principais pontos questionados pelos senadores de Estados produtores



Lideranças da base governista e os senadores que participaram diretamente das negociações para redistribuição dos royalties da exploração de petróleo intensificaram as reuniões desde a manhã de hoje para readequar o parecer do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e votar a matéria ainda nesta quarta-feira.

O líder do PT, Humberto Costa (PE) disse que vários pontos foram "retirados ou readequados", entre eles a redefinição dos limites marítimos entre os Estados.

— A ideia é que a redefinição geodésica seja retirada e um projeto de lei seja apresentado em regime de urgência estabelecendo os novos limites marítimos — destacou o parlamentar.

Esse foi um dos principais pontos questionados pelos senadores de Estados produtores, principalmente o Espírito Santo e Rio de Janeiro, pela manhã.

A inclusão desse ponto foi atribuída pelos senadores à ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, que apresentou um projeto de lei nesse sentido quando ainda ocupava uma cadeira no Senado. Em nota oficial, a ministra disse que "não tem responsabilidade e nem gerenciamento pelo acolhimento de um projeto de sua autoria quando senadora".

Ideli Salvatti acrescentou que "nunca solicitou a nenhum parlamentar" que incluísse a proposta no parecer de Vital do Rêgo. Segundo ela, o assunto sequer foi tema nas reuniões do governo sobre o assunto.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Portos brasileiros dobrarão capacidade para contêineres




Para tentar acompanhar o comércio exterior, que quase quadruplicou em oito anos, segmento tem planos para reduzir burocracia.
TEXTO ARISTEU MOREIRA
“A falsa discussão instalada no país de que os portos públicos estão saturados e travam o crescimento da economia está sendo enterrada pela realidade”, garante José Augusto Valente, ex-secretário de política de Transporte do Ministério dos Transportes e atual diretor-executivo da Agência T1 - Consultoria em Logística e Transportes.
Desde 2003, lembra o especialista, fala se em apagões logístico e portuário que nunca se confirmaram. Pelo contrário, os portos dobrarão sua capacidade para contêineres nos próximos quatro anos.
A iniciativa é mais do que necessária, porque o comércio exterior quase quadruplicou em oito anos, passando de US$ 100 bilhões em 2002 para US$ 355 bilhões em 2010. A quantidade de contêineres mais que dobrou - de 2 milhões, em 2002, para 4,5 milhões em 2010, ano em que o Brasil teve o melhor desempenho no comércio exterior entre todos os países, incluindo a China.
No ano passado, por exemplo, em comparação com 2009, as exportações cresceram 38%, e as importações 34%. A China, para ficar em um exemplo, teve crescimento de 25% e 30%, respectivamente.




Esses números demonstram que a logística portuária tem dado suporte ao crescimento da economia e do comércio exterior, ainda que sejam desejáveis melhores indicadores em produtividade e qualidade do serviço.
Essas melhorias, bem como o ritmo acelerado de crescimento da economia e do comércio exterior, exigem obras e o aumento da produtividade nos portos públicos, especialmente no tocante às cargas em contêineres.
A criação da Secretaria Especial de Portos (SEP), seguida da implantação do Plano Nacional de Dragagem, que aumentou os calados dos portos de 12 metros para 15 metros, em média foram importantes iniciativas para viabilizar esses objetivos.
Além disso, há outros obstáculos a transpor no sistema portuário brasileiro. Os navios anteriores precisavam de berços de atracação de 250 metros. Nos próximos anos, para atender a supernavios, são necessários pontos de 400 metros, além de maiores guindastes e portêineres.



Para vencer esse desafio, a SEP e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) desenvolvem medidas para permitir aos atuais mais de 100 operadores privados dos portos públicos investir, diretamente, alguns bilhões em obras e aquisição de equipamentos.
Assim, além de obras, há outros investimentos que não têm a ver com a Copa em andamento nos principais portos. No do Rio, a expansão permitirá o surgimento do maior cais contínuo para contêineres da América do Sul, com cerca de 2mil metros de extensão e capacidade de movimentar 2milhões de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 metros), contra os 500 mil que tem hoje. No Rio, os operadores privados investirão cerca de R$ 1,2 bilhão, em obras e equipamentos, até 2014.
Em Santos, várias iniciativas estão em andamento e os investimentos em curso mais que dobrarão a sua capacidade atual de movimentação de contêineres. No Paraná, o terminal de contêineres de Paranaguá atingirá capacidade de 1,5 milhão de TEU/ano, contra os 700 mil TEUs atuais.
Em Salvador, terminal idêntico terá capacidade para movimentar 530 mil TEU/ano, a partir de março de 2012, contra os 250 mil de 2010.
Além dessas, muitas medidas de ordem burocrática, contribuirão para o aumento da capacidade de movimentação de contêineres nos portos público.
Uma delas é a integração dos diferentes órgãos do governo responsáveis pelo controle dos navios recebidos pelos portos. O projeto, realizado pelo Serpro, envolve a montagem de um painel de controle único com os sistemas da Receita e Polícia federais, Marinha Mercante e Ministério da Agricultura, dentre outros, agilizando o processo de liberação.
Iniciado em Santos, o projeto será estendido a todos os portos públicos.
Também está em implantação o projeto Porto Sem Papel, que permitirá tramitação mais rápida das cargas, reduzindo custos e viabilizando maior competitividade aos produtos brasileiros, e o Plano Nacional de Logística Portuária, cuja elaboração estará concluída até o final do ano, e que permitirá ao governo e à iniciativa privada propor a implantação de novos portos públicos.
Há outros obstáculos a transpor no sistema portuário brasileiro. Os navios anteriores precisavam de berços de atracação de 250 metros. Nos próximos anos, para atender supernavios, são necessários pontos de 400 metros, além de maiores guindastes e portêineres.
Fonte: http://www.itamaraty.gov.br

Contêineres vão virar hotéis para a Copa no Brasi









Devem atracar em três cidades brasileiras até o final do ano os primeiros hotéis em contêineres do país.
A nova rede está sendo montada pela Container Ecologist Store, empresa de Novo Hamburgo (RS) especializada em adaptar as caixas metálicas de carga para abrigar negócios.

Até agora dedicada a contêineres para estandes e lojas (já há cerca de 40 no Brasil), a franquia tem meta de instalar 30 hotéis contêiner no país até a Copa do Mundo de 2014.

Os primeiros projetos devem ser inaugurados na Barra Funda, em São Paulo (SP), em Ribeirão Preto (SP) e na Boa Viagem, em Recife (PE).

Com sócios locais, os três hotéis devem estar em operação até dezembro.

Segundo a empresa gaúcha, cada contêiner é capaz de abrigar dois quartos, e a ideia é ‘construir' cada prédio com cinco estruturas empilhadas.

As caixas com mais 20 anos estão sendo adaptadas em Santos (SP). Cada hotel terá de 120 a 140 quartos de padrão três estrelas e restaurante.

A diária está estimada em R$ 69.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/conteineres-vao-virar-hoteis-para-a-copa-no-brasil_106398.html

domingo, 16 de outubro de 2011

Sinal de alerta em Suape após detecção de cargas ilegais


A identificação de contêineres com cocaína e lixo hospitalar no Porto de Suape acendeu a luz amarela. O que será que já entrou em Pernambuco por mar sem que ninguém tomasse conhecimento? E que critérios são usados para definir que contêiner passará por inspeção física e qual seguirá livremente para o destino? Para a primeira questão, não há respostas.

Para a segunda, pergunte ao Siscomex. É ele, um sistema informatizado instituído em 1992, o principal responsável por determinar o rigor de fiscalização adotado em relação às cargas. Cerca de 80% dos contêineres que chegam ao Porto de Suape entram no país sem passar por inspeção documental ou física. Sinal verde para eles.

E, pelo menos por enquanto, não tem scanner que dê uma mãozinha à fiscalização. O único equipamento desse tipo existente no Porto de Suape está em funcionamento há mais de cinco anos e é bastante defasado. Ele não seria capaz de identificar a cocaína em meio ao gesso.

 Nem as seringas enroladas em trouxas e mais trouxas de lençóis sujos de sangue. “Ele não dá muito resultado”, resumiu o inspetor-chefe da Alfândega do Porto de Suape, Carlos Eduardo Oliveira. Tanto que, na maioria das vezes, o scanner é usado em contêineres vazios. Serve pelo menos para mostrar se há algo lá dentro ou não.

O mecanismo de amostragem adotado nos portos, no entanto, não lida só com sorte e azar. Segundo Carlos Eduardo Oliveira, é o importador quem registra a compra no Siscomex. A partir dos dados declarados por ele, o sistema direciona para qual canal de conferência da Receita Federal a carga será encaminhada.

Se for para o verde, o que ocorre com a maioria, não há conferência documental nem física. No amarelo, os documentos de instrução da Declaração de Importação e as informações escritas na declaração são conferidos. No vermelho, há conferência documental e física. No cinza, o mais grave, há indícios de fraude e a verificação é completa.

Parte dessa separação em canais é aleatória, mas há alguns parâmetros que determinam o rigor na fiscalização. Preço abaixo do praticado no mercado, importação de empresa que já cometeu fraude e produtos que nunca haviam sido importados de determinado país, o que pode indicar infração a alguma restrição aplicada a essa nação, acendem o alerta e impedem que a carga vá para o canal verde.

Não-reféns da tecnologia, os ficais da Receita também podem alterar o canal de conferência de verde para amarelo ou vermelho e até bloquear um contêiner, como foi feito na última terça-feira. Dentro havia mais de 23 toneladas de lixo hospitalar. Foi o segundo contêiner com esse tipo de resíduo descoberto na última semana.

A utilização de uma amostragem para a fiscalização, no entanto, é um parâmetro mundial. “Cerca de 15% a 20% das importações que chegam a Suape vão para os canais amarelo e vermelho. O cinza é raro”, disse Oliveira. O inspetor-geral da Alfândega do Porto de Suape considera o percentual bom mas, questionado sobre o número de fiscais da Receita Federal naquele porto, assume: se o percentual fosse maior, a quantidade de fiscais não seria suficiente para dar conta da demanda. São 13. Há pouco, eram 23. O porto cresceu e o número de fiscais diminuiu.

“Com esse número de fiscais a gente ainda consegue operações de sucesso como a da cocaína e a do lixo hospitalar”, disse Carlos Eduardo Oliveira. A previsão de Suape é movimentar, até o fim do ano, 420 mil contêineres, entre importações, exportações e cabotagem (operações entre portos brasileiros, que não passam pela fiscalização da Reveita Federal). Em 2016, a previsão é de 1 milhão de contêineres.

Diante desse cenário, se o rigor da fiscalização for mantido, o efeito será sentido na velocidade da liberação de importações e exportações.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20111016102905