Um ano após iniciar um projeto de
investimentos para fortalecer o modal ferroviário, como opção de transporte de
contêineres entre exportadores e o Porto de Paranaguá, o Terminal de
Contêineres de Paranaguá (TCP), segundo maior terminal de contêineres da América
do Sul, está atraindo para suas operações cargas que antes não passavam pelo
Terminal, provenientes de exportadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do
Brasil.
Atualmente, cerca de 12% dos contêineres
movimentados mensalmente pelo Terminal chegam ao TCP por meio dos dois ramais
ferroviários, que acessam diretamente o pátio. “Movimentamos, em média, 40 mil
contêineres por mês, sendo que, hoje, mais de 5.000 são movimentados via
ferrovia”, afirma Luiz Antonio Alves, CEO do Terminal, acrescentando que esse
volume de transporte ferroviário de contêineres é o maior do País. Cargas
refrigeradas (em especial, frango e bovinos), madeira e soja estão entre os
setores que mais utilizam o modal.
Alves informa que, até um ano atrás, o volume
era de 1.600 contêineres/mês transportados via ferrovia. “Com a criação de
nossa subsidiária de logística integrada, o TCP Log, passamos a investir no
modal ferroviário, para torná-lo uma alternativa efetiva e competitiva de
transporte entre o produtor e o porto, assim como acontece em outros países.”
Para isso, o TCP fez parcerias estratégicas
com a Brado Logística, armadores e exportadores, além de investir na duplicação
da linha ferroviária, em novos e modernos equipamentos (Reach Stakers, entre
outros) e na melhoria da gestão operacional.
Utilizado, com sucesso, em portos de
referência em todo o mundo, como em Nova Iorque (Estados Unidos), Mumbai
(Índia), Roterdam (Holanda) e Antuérpia (Bélgica), locais onde responde, muitas
vezes, por mais da metade do volume movimentado no terminal, o modal
ferroviário oferece diversas vantagens para o transporte de contêineres. Além
da segurança e dos custos até 30% mais competitivos, ele emite 67% menos CO2 na
atmosfera, em comparação ao modal rodoviário, e tem maior confiabilidade no
tempo de trajeto.
O CEO do TCP destaca que a demanda reprimida
dos clientes por um transporte mais eficiente na ferrovia já atinge 9.000
contêineres mensais, o que deve impulsionar, ainda mais, a movimentação desse
modal no terminal. “Além das cargas que estamos atraindo para Paranaguá,
acreditamos que o volume de soja transportado em contêineres por trilhos
crescerá significativamente.”
Outra iniciativa do TCP será a utilização do modal ferroviário para o
transporte de cargas de importação, projeto que deve ter início no primeiro
trimestre de 2015. No modelo, as cargas importadas serão nacionalizadas dentro
do TCP e, posteriormente, transportadas por meio de ferrovia para os postos
avançados, que o Terminal mantém em sua área de influência. “Com uma boa gestão
do fluxo de produtos e insumos exportados via modal ferroviário, utilizaremos
os contêineres que retornariam vazios para o transporte de importação,
otimizando o tempo de trânsito para exportadores e importadores, além de
permitir reduções de custos para nossos clientes e economias de escala”,
explica Alves.
Fonte: Revista Tróffer Transportes.