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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Primeira operação de abastecimento de LNG em alto mar


O navio Coralius, de abastecimento de LNG, da empresa finlandesa Skangas (controlada pela estatal Gasum) realizou a primeira operação de abastecimento de LNG em águas internacionais, entre a Dinamarca e a Suécia. O navio tanker de transporte de produtos químicos Fure West, da operadora sueca Furetank, recebeu o abastecimento. 

O presidente da Skangas, Kimmo Rahkamo, comentou que a operação de bunkering do Fure West, realizada entre navios em alto mar comprovou que o Coralius realiza as operações para as quais foi construído. O abastecimento ship-to-ship em alto mar marca uma nova etapa na história das operações de bunker.
O navio Coralius, em sua viagem inaugural, inicia uma nova rotina de abastecimento ship-to-ship em alto mar. O LNG (gás natural liquefeito) é o combustível marítimo mais limpo (em emissões poluentes) e vem sendo usado de forma crescente em navios de todos os tipos por ser alternativa econômica para empresas comprometidas com redução das emissões de carbono.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Estudo do PE apela à descarbonização nos transportes

Um estudo do Parlamento Europeu datado deste mês defende novas políticas e inovações, designadamente tecnológicas, no sector dos transportes para se cumprirem as metas climáticas traçadas no Acordo de Paris


Um estudo do Parlamento Europeu (PE) sobre descarbonização dos transportes na União Europeia (UE) datado deste mês concluiu que ainda é necessária uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa neste sector para se alcançarem os objectivos climáticos de médio e longo prazo definidos no Acordo de Paris.
De acordo com o estudo, para alcançar os objectivos de longo prazo de descarbonização relativamente aos transportes é necessário desenvolver tecnologias e políticas. A mera manutenção das políticas actuais conduzirá a que em 2050, na UE, as emissões de gases com efeito de estufa no sector dos transportes (incluindo a aviação mas excluindo o transporte marítimo) seja 15% superior aos níveis de 1990.
Reconhecendo que as tecnologias actuais são insuficientes para serem atingidos os objectivos de redução de gases com efeito de estufa nos transportes, o estudo defende a necessidade de investimentos e inovações em larga escala em várias áreas e identifica alguns desafios.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Costa Cruzeiros inicia construção do mega navio 'Costa Smeralda', o primeiro da frota movido por GNL


A construção do primeiro novo mega navio da Costa Cruzeiros movido por Gás Natural Liquefeito (GNL) teve início nesta terça-feira, 13 de setembro, no estaleiro Meyer, em Turku, na Finlândia. Na ocasião foi realizada a cerimônia de corte de aço.
O novo mega navio será entregue em outubro de 2019 e se chamará "Costa Smeralda". O nome foi escolhido após um acordo firmado entre a empresa italiana e o Consórcio Costa Smeralda, que desenvolve e promove a região da Costa Esmeralda (principal área turística da Sardenha) e proprietária da marca Costa Smeralda.
O navio "Costa Smeralda" terá mais de 180 mil toneladas, 2,6 mil cabines e capacidade para embarcar aproximadamente 6,6 mil passageiros.
"Decidimos nomear o novo navio da frota Costa em homenagem a um dos destinos mais encantadores e famosos da Itália. A Costa Esmeralda é um lugar excepcionalmente bonito que combina toda a excelência que a Itália tem para oferecer com o fascínio e o glamour conquistado ao longo dos anos”, diz Neil Palomba, presidente da Costa Cruzeiros.

Dubai vai construir dois terminais de cruzeiro em simultâneo

Aproveitando a vaga de crescimento da indústria dos cruzeiros, o Dubai vai construir em simultâneo dois terminais no mesmo porto para captar o cada vez maior número de passageiros que optam por esta atividade.



O porto do Dubai será o primeiro a construir dois terminais de cruzeiros simultaneamente, refere a empresa Meraas. Embora existam diversos portos com mais de um terminal de cruzeiros, nunca se construíram dois em simultâneo no mesmo porto, refere a empresa, acrescentando que depois de concluídos, terão capacidade para acomodar 1,2 milhões de passageiros anualmente.
Cada terminal terá cerca de 14 mil metros quadrados e o anúncio do segundo terminal, depois do primeiro anunciado em Janeiro, visa reforçar a intenção do Dubai de valorizar o seu papel como importante destino turístico, aproveitando o crescimento do mercado do sector à escala global.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Empresas de cruzeiro marítimo reprovadas em ranking de combate à poluição

 problema poderia ser resolvido se esses navios deixassem de usar óleo pesado



Quem embarca em um cruzeiro marítimo não imagina que o ar que respirará durante a viagem pode causar problemas. Mas segundo levantamento da ONG alemã NABU feito perto de linhas de cruzeiros, a concentração de material particulado no ar chega a 380 mil partes por metro cúbico, enquanto uma rua movimentada geralmente apresenta em torno de 20 mil partes e o ar considerado limpo possui menos de 2 mil partes.

A ONG também calculou que um navio de porte médio, que queima até 150 toneladas de combustível por dia, emite a mesma quantidade de material particulado que um milhão de carros. Como o combustível queimado por esses navios é um óleo pesado, que libera 100 vezes mais partículas de dióxido de enxofre do que o diesel marinho e 3500 vezes mais do que o diesel para carros, as emissões de dióxido de enxofre de um grande navio de cruzeiro equivalem a 376 milhões de carros.

Além disso, são emitidas grandes quantidades de outros poluentes perigosos do ar, tais como o carbono preto (que é a parte fina da fuligem) e o óxido de nitrogênio (NOx), além de dióxido de enxofre e material particulado.
O problema poderia ser resolvido se esses navios deixassem de usar óleo pesado, migrando para combustíveis mais limpos. Ou poderia ser minimizado, se instalassem filtros de partículas ou catalisadores SCR – tecnologias que já são padrão nos escapamentos de caminhões ou carros de passageiros.

Só que não: empresas como Costa, MSC e Royal Caribbean pouco têm feito para solucionar o problema e expõem seus passageiros a níveis alarmantes de poluição. Esse é um dado preocupante, já que, segundo informações da própria indústria de cruzeiros, cerca de 400 mil brasileiros embarcam nos navios dessas empresas a cada ano.