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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sindicatos receiam automatização de portos e transporte marítimo

Ensaios recentes relacionados com o transporte marítimo autónomo despertaram alguns sindicalistas, que temem os efeitos do fenómeno, bem como da automatização dos portos. Uma realidade que parece cada vez mais próxima, mas cujas vantagens os sindicatos entendem que estão por provar


Os principais dirigentes do Sindicato Marítimo da Austrália têm criticado o fenómeno da automatização dos portos e do transporte marítimo, de acordo com o World Maritime News. Segundo o jornal, Paddy Cumlin, presidente do sindicato, e Stephen Cotton, Secretário-Geral, consideram que os efeitos da automatização nessas actividades não foram cuidadosamente pesados.

Paddy Cumlim terá mesmo apelidado o fenómeno de «investida de marketing». Juntamente com outros dirigentes do sindicato, considera que se trata de um golpe contra o sindicalismo e que os benefícios da automatização, como o aumento da produtividade e da eficiência estão por demonstrar.

Embora os navios autónomos sejam uma realidade algo distante, os sindicalistas acreditam que seria útil um debate para discutir várias implicações do processo e as incertezas que lhes estão associadas. A esta crítica não serão alheios os ensaios de operações de navegação remotamente controlada desenvolvidos pela Wärtsilä, refere o jornal.



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Indústrias naval e metal-mecânica demitiram 4 mil pessoas em Pernambuco

Na próxima semana, serão homologadas 162 demissões



Mais de 4 mil trabalhadores foram dispensados pelas indústrias naval e metal-mecânica nos seis primeiros meses deste ano, segundo um levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco. As demissões ocorreram em pelo menos 11 empresas que se concentram no Complexo Industrial Portuário de Suape, incluindo dois estaleiros e fábricas que produzem desde lata, autopeças, eletrodomésticos e até insumos para a construção civil. “É muito preocupante. É um desemprego em série de pais de família que vão passar mais de ano para voltar ao mercado de trabalho”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Gomes. Somente, nesta terça-feira (2), um estaleiro demitiu 40 funcionários e uma empresa de esquadrias, 35 pessoas.
“E estamos contabilizando somente as demissões que passaram pelo Sindicato. Na próxima semana, serão homologadas 162 demissões”, afirma Henrique. O Sindicato só homologa as demissões de empregados que passaram mais de um ano trabalhando. Os demais desligamentos são concluídos sem a anuência das entidades de classe.
A demissão nesse caso é a face mais perversa da crise econômica que paralisa a economia. “A maior parte dessas empresas reduziu a produção porque não têm mercado”, conta Henrique. Isso significa que a maioria dessas companhias desativaram algumas linhas de produção pela queda no consumo. Outro problema que atinge os trabalhadores “é a falta de um programa de qualificação que leve o desempregado a migrar para outra atividade” que esteja precisando de trabalhadores.
 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Aumento de impostos terá impacto no preço do frete




O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, recebeu com preocupação o aumento de cerca 100% do PIS/Cofins sobre os combustíveis. O diesel, que teve preço médio no País de R$ 2,94 em julho, sofrerá um aumento de R$ 0,21. “O aumento de impostos sobre o diesel terá impacto de 2,5% sobre os custos do transporte rodoviário de cargas, com reflexos imediatos no preço do frete e, consequentemente, no custo dos alimentos e de todos os produtos consumidos pela população brasileira."


A elevação da carga tributária não poderia ser realizada em pior momento para o setor transportador em todos os modais. Após ter registrado PIB de -7,1% em 2016, este ano o setor já foi penalizado com o fim da desoneração da folha de pagamentos (Medida Provisória em tramitação no Congresso Nacional).


Os aumentos sucessivos da carga tributária comprometerão ainda mais o desempenho do transporte rodoviário de cargas, que responde por mais de 60% da movimentação de bens e produtos no Brasil. Além do impacto sobre o preço do frete, há o risco de novas demissões de trabalhadores do setor.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Mercosul busca acelerar aproximação comercial com Aliança do Pacífico e acordo com UE



O Mercado Comum do Sul vai tentar um consenso para aliviar as barreiras tarifárias e incentivar a produtividade


Os presidentes dos países do Mercosul se reúnem nesta sexta-feira na Argentina em busca de se aproximar de um acordo comercial com a Aliança do Pacífico e de facilitar o progresso nas negociações com a União Europeia.
O Mercado Comum do Sul vai tentar um consenso para aliviar as barreiras tarifárias e incentivar a produtividade em setores-chave, tais como grãos e alimentos, nos quais os membros Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai são grandes exportadores, e outros itens, como tecnologia.
Após chegada ao poder de governos pró-mercados na Argentina em 2015 e no Brasil no ano passado, os líderes do Mercosul estão fazendo esforços para fechar acordos comerciais com outros blocos e países, após anos de isolamento.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Exportação de veículos tem impulso frágil



Raras vezes, como agora, a exportação de veículos atingiu 30% da produção nacional. No primeiro semestre, as vendas a outros países somou US$ 6,2 bilhões, um aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2016. A falta de competitividade, porém, mostra que este é um avanço frágil, adverte Olivier Murguet, presidente da Renault na América Latina. "A exportação perde na concorrência para a Colômbia e, principalmente, para o México em impostos, logística e mão de obra", destaca Murguet.
Caminhões da Mercedes feitos em São Bernardo transportarão água em Serra Leoa. Chilenos, fiéis a carros asiáticos, começaram a gostar dos modelos brasileiros. Apesar da conquista de novos mercados, o maior impulso ainda vem da Argentina. O fim de restrições aumentou a exportação em 42%.

sábado, 8 de julho de 2017

E-mails revelam lobby dos portos para influenciar decreto de Temer



Os documentos foram anexados pela defesa do empresário Ricardo Conrado Mesquita ao inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal)

E-mails e atas de reuniões anexados aos autos da Operação Patmos, que investiga o presidente Michel Temer, revelam que o lobby de empresários do setor portuário influiu e inseriu trechos inteiros em um decreto presidencial em maio passado.
 
Os documentos foram anexados pela defesa do empresário Ricardo Conrado Mesquita ao inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre Temer e seu ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
 
Mesquita é executivo da Rodrimar e membro do conselho deliberativo da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários). Formada por 71 empresas com 170 terminais portuários, a entidade representa interesses de grandes grupos como Santos Brasil, Libra Terminais, Cargill, CSN, Usiminas e Braskem, braço petroquímico da Odebrecht.
 
Ao entregar os documentos, Mesquita quis explicar aos investigadores o motivo dos frequentes contatos que mantinha com Loures, que foi preso após receber uma mala com R$ 500 mil em espécie do frigorífico JBS.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Operação Lava Jato deixa mais de R$ 90 bi em obras paradas



Alguns projetos foram paralisados por suspeitas de sobrepreço, outros por divergências em relação ao valor das obras e também por falta de financiamento ou recursos próprios para tocar a construção

A Operação Lava Jato deixou um rastro de mais de R$ 90 bilhões em obras paradas de Norte a Sul do Brasil, sem previsão de retomada. A lista inclui grandes empreendimentos que, se estivessem em operação, trariam inúmeros benefícios para a população brasileira, como projetos de mobilidade urbana (metrôs e corredores de ônibus), rodovias, universidades e centros de saúde. Há também instalações industriais de grande relevância para a economia nacional, como os investimentos da Petrobrás.
Alguns projetos foram paralisados por suspeitas de sobrepreço, outros por divergências em relação ao valor das obras e também por falta de financiamento ou recursos próprios para tocar a construção. Todos os empreendimentos têm em comum o fato de estarem sendo construídos por empreiteiras envolvidas no maior escândalo de corrupção do País e que hoje estão com graves problemas financeiros, sem caixa e sem crédito no mercado. O levantamento das obras foi feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e pelo Estado e considerou apenas os grandes projetos. 
“Na Hidrelétrica São Roque, parada há mais de um ano, a retomada criaria mil empregos durante 10 meses. Esse é o contingente de pessoas e o tempo para concluir os 20% de obras restantes. Até a paralisação, o projeto já havia recebido R$ 700 milhões de investimentos. Faltam mais R$ 300 milhões para concluir o empreendimento e iniciar operação.