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terça-feira, 13 de junho de 2017

Terminal de Outeiro ainda não foi concluído e obras estão abandonadas


Corredores escuros e silenciosos por onde transitam poucos funcionários. Salas fechadas, sem móveis. Estacionamento com vagas de sobra. Debaixo das chuvas torrenciais que atingem a região metropolitana de Belém, a sede administrativa e o armazém do Terminal Portuário de Outeiro não escondem seu estado de abandono. Dos sete barracões que compõem a estrutura de 18.000 metros quadrados, apenas quatro são cobertos – e, neles, as goteiras estão por todos os cantos.
Não há cargas aguardando o transporte nem previsão de embarques ou desembarques nos dois píeres que avançam sobre as águas do estuário do Rio Guajará-Açú, na margem direita da Baía do Guajará. Cobertas por poeira e teias de aranha, centenas de peças metálicas de uma esteira, que deveria ser usada para o transporte de cargas entre armazéns e navios, aguardam uso em um canto da estrutura.
Há cinco anos, os discursos oficiais indicavam um destino bem diferente para o terminal encravado na ilha fluvial de Caratateua, a 20 quilômetros do centro da capital paraense. O projeto, capitaneado pela Companhia Docas do Pará (CDP), em parceria com entidades do agronegócio como a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), previa implantar ali uma das principais estruturas destinadas à exportação de grãos do Brasil, com capacidade para escoar até 18 milhões de toneladas de milho e soja a cada safra.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

RECEITA POR CONTÊINER TRANSPORTADO CAI NO PRIMEIRO TRIMESTRE



SÃO PAULO - Os maiores armadores de contêineres do mundo continuaram enfrentando redução dos valores de fretes marítimos no primeiro trimestre de 2016. A receita por Teu (contêiner padrão de 20 pés) da Maersk Line, por exemplo, maior transportadora marítima do mundo, saiu de US$ 1,417 mil de janeiro a março de 2015 para US$ 1,053 mil no mesmo intervalo deste ano.
A receita por Teu da CMA CGM caiu de US$ 1,297 mil no primeiro trimestre de 2015 para US$ 1,068 mil.
Na Hapag Lloyd, a queda na mesma base de comparação foi de R$ 1,410 mil para US$ 1,207 mil. Em todos os casos a receita por Teu no primeiro trimestre de 2014 foi maior que em 2015. Na Hanjin a receita por Teu foi de US$ 1,648 mil em 2015 para US$ 1,187 mil em 2016.
A derrubada dos fretes deriva do excesso de capacidade ociosa no transporte marítimo, após a corrida da indústria da navegação por navios cada vez maiores, muitos dos quais saíram dos estaleiros num cenário de queda de demanda de volumes de alguns mercados — como, mas não apenas, o do Brasil.
Fonte: https://www.portosenavios.com.br

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O transportador marítimo de carga: quem é? Deveres e responsabilidades.



“Transportador” é todo aquele que se incumbe de transportar algum bem ou pessoa de um ponto a outro. Quando o meio utilizado é o marítimo, através de embarcações e navios, o transportador é, obviamente, denominado de “transportador marítimo”.
Logo, o transportador marítimo é aquele que se obriga a deslocar alguma coisa de um lugar a outro, tendo a via marítima como meio operacional.
 
Desde logo, cumpre salientar que transportador marítimo não é exatamente o proprietário da embarcação ou do navio, tampouco o seu armador (aquele responsável pela organização da expedição marítima), mas, sim, a pessoa jurídica que assume, contratualmente, a obrigação de transportar coisas (bens) ou pessoas de um porto a outro.
Para efeitos de responsabilidade civil relativamente à carga, é isso o que basta para esquadrinhar a figura do transportador marítimo.

TERMINAL MARÍTIMO DE PASSAGEIROS DO RECIFE TERÁ NOVO GESTOR AINDA ESTE ANO



Até o fim deste ano, o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) do Recife deverá começar a ganhar uma cara nova, segundo o presidente do Porto do Recife, Olavo de Andrade Lima. Isso porque a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) publicou o edital de concessão para arrendamento de área e infraestrutura públicas do terminal, ontem, no Diário Oficial da União (DOU). De acordo com o certame, o valor que o futuro arrendatário terá que investir está estimado em R$ 4,4 milhões em equipamentos para garantir a operacionalidade do terminal. O edital será realizado na modalidade leilão, cuja sessão de lances será feita no próximo dia 31 de agosto.
“Sabemos da urgência que o Porto do Recife tem em receber esses equipamentos. No entanto, esses quase três meses que demos para os concorrentes foi para que a oferta seja feita com tranquilidade, sobretudo, no momento econômico que estamos vivendo, em que não se investe sem saber o grau de risco”, avaliou Andrade Lima. A proposta ganhadora será a de maior valor e o futuro arrendatário deverá gerir a área de 23.405 metros quadrados (m²) por 25 anos, podendo ser prorrogáveis por mais 25. Embora os lances sejam realizados no dia 31 de agosto, Andrade Lima afirmou que ainda não há uma previsão de quando será assinado o contrato, uma vez que há a possibilidade de que outros concorrentes entrem com recurso, por exemplo.