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terça-feira, 25 de julho de 2017

Aumento de impostos terá impacto no preço do frete




O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, recebeu com preocupação o aumento de cerca 100% do PIS/Cofins sobre os combustíveis. O diesel, que teve preço médio no País de R$ 2,94 em julho, sofrerá um aumento de R$ 0,21. “O aumento de impostos sobre o diesel terá impacto de 2,5% sobre os custos do transporte rodoviário de cargas, com reflexos imediatos no preço do frete e, consequentemente, no custo dos alimentos e de todos os produtos consumidos pela população brasileira."


A elevação da carga tributária não poderia ser realizada em pior momento para o setor transportador em todos os modais. Após ter registrado PIB de -7,1% em 2016, este ano o setor já foi penalizado com o fim da desoneração da folha de pagamentos (Medida Provisória em tramitação no Congresso Nacional).


Os aumentos sucessivos da carga tributária comprometerão ainda mais o desempenho do transporte rodoviário de cargas, que responde por mais de 60% da movimentação de bens e produtos no Brasil. Além do impacto sobre o preço do frete, há o risco de novas demissões de trabalhadores do setor.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Empresa da família de ministro leva 70% do subsídio a milho em programa



A empresa, uma das maiores do agronegócio da América Latina, arrematou prêmios para apoiar o transporte de cerca de 730 mil toneladas de milho até dia 13 de julho

A Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, mostrou um apetite sem precedentes neste ano em leilões de PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) para subvencionar o transporte de milho, ao adquirir aproximadamente 70% do subsídio leiloado, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) vistos pela Reuters.
A empresa, uma das maiores do agronegócio da América Latina, arrematou prêmios para apoiar o transporte de cerca de 730 mil toneladas de milho até dia 13 de julho, de um total de pouco mais de 1 milhão de toneladas negociadas em leilões desde 4 de maio, quando o governo federal iniciou o programa para dar suporte aos preços do cereal, pressionados pela safra recorde no Brasil.
Os leilões de PEP, que o governo lançou para o milho neste ano pela primeira vez desde 2010, são uma forma de viabilizar negócios de produtos agrícolas a valores que cubram pelo menos os custos de produção dos agricultores em momento de colheita abundante. Isso porque, para receber o prêmio, os comerciantes têm de pagar preços mínimos.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ministério diz que barragens em PE não foram concluídas por falhas em projetos

Sumaia Villela - Correspondente da Agência Brasil



O Ministério da Integração Nacional afirmou, em nota enviada ontem (30) à Agência Brasil, que falhas nos projetos de construção de duas das cinco barragens planejadas em 2010 para impedir enchentes em Pernambuco determinaram a devolução de verba para a União. A informação contradiz a versão do governo de Pernambuco de que faltaram recursos federais para as obras. Nesse fim de semana, a Zona da Mata Sul do estado sofreu com enchentes causadas pelas fortes chuvas e seria uma das áreas beneficiadas com as barragens.

A Agência Brasil havia adiantado ontem (29) que havia a indicação de que outros problemas teriam contribuído para que a promessa feita em 2010 do “cinturão” de barragens da bacia do Rio Una não fosse cumprida pelo governo estadual. As estruturas foram planejadas depois que uma grande enchente devastou municípios e deixou cerca de 80 mil pessoas desalojadas e desabrigadas na região banhada pelo rio. Sete anos depois, apenas uma delas, a de Serro Azul, ficou pronta. O restante está com as obras paralisadas.

O estado diz que faltou dinheiro federal para concluir as outras. A versão foi apresentada ontem pelo próprio secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Márcio Steffani. No entanto, a nota do Ministério da Integração adiciona outros componentes: “o governo do estado identificou falhas e exigências de readequações nos projetos das barragens de Gatos e Panelas II, o que levou o ente a devolver os recursos federais já repassados pela União. No momento, o ministério aguarda novo escopo dos projetos e custos”, diz o órgão, na nota.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Governo federal cria Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil

Secretarias de Portos e de Aviação Civil foram extintas e passam a integrar a nova pasta.


De acordo com a medida provisória nº 726, de 12 de maio de 2016, sancionada pelo presidente em exercício Michel Temer, foram extintas as secretarias de Portos e de Aviação Civil da Presidência da República. Ambas passaram a integrar o Ministério dos Transportes, que agora se chama Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Ainda segundo a medida, toda a estrutura organizacional das secretarias passou a integrar o novo ministério. Como consequência, foram extintos os cargos de ministro de estado chefe da Secretaria de Portos e de ministro de estado chefe da Secretaria de Aviação Civil.

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil fica a cargo de Maurício Quintella Lessa, advogado que até então ocupava a posição de deputado federal pelo estado de Alagoas.