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terça-feira, 25 de julho de 2017

Energias renováveis – tendência que veio para ficar



A geração de energias por meio de fontes com menor impacto ambiental e economicamente mais viável é uma tendência cada vez mais pertinente, tendo em vista o crescente aumento de emissão de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador do efeito estufa, e o risco de lapso do setor elétrico atual. Existem comprovadas e preocupantes deficiências no fornecimento de energia elétrica em Chapecó e grande Oeste e o uso de energias limpas pode ser uma solução para o problema.


No Brasil, a matriz energética, em sua grande parte, possui a energia renovável presente principalmente de fontes hídricas. De acordo com o diretor de Relações Institucionais e coordenador do Núcleo de Sustentabilidade da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Nelson Eiji Akimoto, o grande desafio é ampliar o uso de energia renovável, de preferência com a energia eólica e solar, para substituir os combustíveis fósseis e nucleares. 
Além disso, usar os reservatórios de água como baterias. “A energia eólica e solar são hoje encaradas como complementares e muito importantes, pois com a evolução tecnológica e a escala que o uso tem atingindo, vem se tornando economicamente viável”, pontuou.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Pernambuco exporta pás eólicas para os EUA por Suape




Por Jéssica Lima
O diferencial do Estado de Pernambuco em abrigar em seu território um complexo industrial e portuário está rendendo bons resultados para a economia local. Pela primeira vez em 37 anos, o Porto de Suape está exportando pás eólicas (peças parecidas com asas de avião, utilizadas nos geradores de energia limpa a partir do vento). Ao todo, 51 pás eólicas (o equivalente a 627 toneladas em volume de carga) que seguirão para os Estados Unidos em direção aos parques eólicos do país.  As peças chamam atenção pelo tamanho: cada lâmina chega a medir entre 40 a 70 metros. 

A ação é fruto da parceria de três grandes empresas dos setores de energia eólica e de logística. A General Electric (GE) comprou os equipamentos construídos pela LM Wind Power e negociou com representantes do EUA. Em seguida, a GE contratou os serviços da Localfrio Suape para comandar o processo de armazenamento das cargas e de logística para a exportação das pás.

A Localfrio Suape destacou que a situação cambial, desfavorável para as importações, vem favorecendo muito a exportação de produtos brasileiros. “Fechamos grandes operações voltadas ao mercado externo. O manuseio e armazenagem das 51 pás eólicas, destinadas aos Estados Unidos, é um exemplo deste trabalho”, comentou Ricardo Oshiro, superintendente da empresa. A Localfrio Suape conta com 91.000 m² de área alfandegada para acomodar diversos tipos de carga, inclusive as de grande porte. Por sua boa atuação no setor, a empresa conquistou em 2015 a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal do Brasil.

Para Suape, a novidade representa um ganho significativo nas movimentações. “Operações como essa são possíveis porque o Porto de Suape conta com boa infraestrutura portuária. Além disso, não podemos deixar de destacar a união de diversos atores na operação como a mão de obra oferecida pelo Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto de Suape (OGMO), além do acesso fácil ao Porto, com rodovias de qualidade”, comentou Paulo Coimbra, diretor de Gestão Portuária do Complexo. 

EXPORTAÇÕES EM SUAPE - Em 2015, o Porto de Suape embarcou 1 milhão de toneladas de cargas para a exportação. Os países que mais receberam cargas embarcadas em Suape foram Antilhas Holandesas, Holanda, Argentina, Itália e Espanha. Cargas conteinerizadas, óleo combustível, petróleo bruto, açúcar e óleo diesel foram as principais mercadorias exportadas. No Porto de Suape, características como a facilidade de atracação, a profundidade do porto que permite a chegada de navios de grande calado, o tamanho do cais e a capacidade do piso são diferenciais no embarque e desembarque das grandes peças. Para incentivar a exportação de pequenos produtores da região Nordeste, Suape lançou no início deste ano o Projeto de Consolidação de Cargas para Exportação (PCCE) que tem como principal objetivo auxiliar pequenos produtores a exportarem seus produtos para o mundo.
Fonte: http://www.suape.pe.gov.br

sábado, 28 de dezembro de 2013

Leilão de solar atrai 36 usinas


O Estado de Pernambuco realizou ontem, às 16 horas (horário de Brasília), um leilão específico de energia solar para o mercado livre, no qual o preço máximo será de R$ 250 por MWh. A iniciativa do governo pernambucano foi bem recebida pelo setor, que ainda não é competitivo no Brasil. Os custos dos painéis são relativamente altos quando comparados, por exemplo, às torres eólicas, fonte que predomina nos leilões do governo federal para o mercado regulado.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Polos eólicos

Piauí e Pernambuco surgem como novos polos eólicos.



 Ao exigir que os novos parques já tivessem uma conexão com a rede de transmissão para participar dos leilões de energia, o governo federal acabou mudando o eixo da indústria eólica no país. Com os certames realizados em agosto e novembro, dois novos polos de geração de energia a partir dos ventos surgiram no Nordeste, um na Chapada do Araripe, no interior do Piauí, e outro na região de Garanhuns, no interior de Pernambuco, cidade natal do ex-presidente Lula.

Até o momento, a Bahia e o Rio Grande do Norte eram os principais centros de geração de energia eólica

sábado, 16 de março de 2013

A força dos ventos no estado




A energia dos ventos está trazendo bons lucros para Pernambuco. Duas empresas espanholas fabricantes de produtos para energia eólica estão negociando a chegada ao estado. Juntos, os projetos somam um investimento de R$ 80 milhões e a geração de 450 empregos. Além dessas, a DGA, produtora de suportes para torres aerogeradoras assinou um protocolo de intenções para instalação de uma unidade em Sirinhaém, na Mata Sul.
Outras empresas já chegaram ao estado. A espanhola Galvanisa +Orro – fabricante de grandes peças em poliéster reforçado com fibra de vidro – hoje está instalada em Carpina. Será transferida para Timbaúba. A Redi Tools, empresa produtora de peças para geradoras, irá para Itapissuma. Já estão instaladas em Suape a Impsa, fabricante de geradores, a RM Eólica, que produz torres, e a Iraeta, empresa que produzirá flanges eólicas, em fase de construção.Segundo o diretor-presidente da AD Diper, Roberto Abreu e Lima, conversas com outras empresas estão avançadas. “Se 30% do que estamos negociando do setor de eólica fecharem conosco, já seremos o principal polo de produção de matéria-prima para eólica”, afirma.
Para atender a demanda, o Complexo Industrial Portuário de Suape estuda a construção de um pátio para armazenagem de produtos do setor eólico. “Estamos elaborando um estudo para construção de um pátio de dez hectares. Ainda são projetos preliminares, mas a ideia é ter uma área alfandegada para atender a demanda dessas empresas”, explica o coordenador de desenvolvimento de negócios do Complexo de Suape, Leonardo Cerquinho.
De acordo com Cerquinho, o projeto ainda está em fase de análise e, por isso, nem o local do terreno nem o tipo de projeto foram definidos. “Pode ser um pátio público e não precisa da Antaq, ou pode ser um contrato de uso temporário, que tem um trâmite mais simples. Quanto à área, temos diversas que podemos utilizar. Mas, tudo depende da demanda.”
DIARIO DE PE


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Novas tecnologias levam turbinas eólicas para o alto mar



Construir um moinho de vento no meio do oceano é uma tarefa complicada e exige tempo e dinheiro. A torre tem de estar bem ancorada no fundo do mar, para garantir sua estabilidade e suportar as variações extremas dos ventos e das ondas. Sendo assim, os projetos só se tornam viáveis em profundidades inferiores a 50 metros.
No entanto, uma nova geração de turbinas eólicas não apresenta essas dificuldades.
Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2013/02/16/32940/

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Setor eólico espera mais chances de negócio e preços maiores em 2013


Linha de transmissão sendo construída pela Chesf tem previsão de ficar pronta em setembro

O setor de energia eólica espera mais oportunidades de negócios em 2013, diante da expectativa de maior contratação nos leilões de energia nova com preços mais altos que possam dar melhor taxa de retorno aos empreendedores.
No ano passado, foi realizado somente um leilão de energia nova, no qual foram contratados apenas 574,3 megawatts (MW) de novas usinas de todas as fontes, em uma licitação marcada por demanda reduzida e preço baixo recorde da energia eólica. Para 2013, após a retirada de autorizações de termelétricas da Bertin que tinham vendido energia em leilões passados e não entraram em operação, a expectativa é de que haja pelo menos uma contratação para suprir esse vácuo.
"Vai haver pelo menos dois leilões e o governo vai contratar no mínimo 2 gigawatts (GW)", acredita a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, sobre a necessidade de contratação relacionada aos projetos termelétricos que tiveram a autorização revogada.
Elbia não considera que o preço médio da energia eólica no leilão de 2012 –de R$ 87,94 por megawatt-hora– seja suficiente para remunerar o investimento, e avalia que o último certame não é parâmetro para licitações futuras. Neste ano, além da maior necessidade de contratação de energia, a presidente da Abeeólica conta com um crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB), de 3% a 4%. "Esperamos que os preços voltem aos patamares reais, para refletir os custos de produção e a taxa de retorno", disse ela.
Para Elbia, o preço-teto de R$ 112 por MWh, estabelecido para o leilão de 2012, já não remunerava o setor eólico. Considerando a inflação e o impacto da variação cambial sobre o valor dos equipamentos, o preço da energia eólica de cerca de R$ 105 por MWh praticado no leilão de dezembro de 2011 seria hoje de R$ 124 a R$ 125 por MWh.
Leilão e linhas de transmissão
Um dos preços mais baixos da energia eólica no último leilão, de R$ 87,77 por MWh, foi praticado por sete usinas da Bioenergy, que serão localizadas no Maranhão. O presidente da empresa, Sérgio Marques, garante que o preço remunera o investimento, mas também espera vender por preços maiores nos certames de 2013. "A rentabilidade é mais baixa, mas viabiliza o negócio", disse Marques, acrescentando que seus projetos têm uma taxa de retorno que varia de 9% a 11%.
Ele explicou que a Bioenergy está montando, no mesmo local, outros empreendimentos com energia a um preço maior –de R$ 100 a R$ 170 por MWh–, o que ajuda a otimizar os custos. A Bioenergy tem outros 14 empreendimentos considerados aptos em leilões passados que pretende colocar em licitações em 2013. "Claro que eu gostaria de vender mais caro… Espero que os próximos projetos tenham melhor rentabilidade", disse Marques.
O presidente da Dobrevê Energia (Desa), Carlos Augusto Leite Brandão, não considera possível que o preço da energia eólica recue abaixo da faixa entre R$ 100 e R$ 105 por MWh nos próximos leilões. Segundo ele, a empresa chegou a participar do leilão no fim de 2012, mas resolveu sair quando as condições de preço não atendiam mais suas expectativas. Em 2013, Brandão vê oportunidade para vender a energia dos parques eólicos no mercado livre, diante do cenário de energia cara no curto prazo. "Temos uma comercializadora de energia e carteira de clientes no mercado livre", disse o executivo.
A Desa tem cerca de 1.300 MW de projetos eólicos em portfólio para desenvolvimento. Brandão disse considerar a participação da Desa nos leilões em 2013, mas espera que as condições fiquem mais claras no que se refere às condições de conexão das usinas ao sistema elétrico nacional, para evitar riscos.
Parques eólicos da Desa no Rio Grande do Norte estão entre aqueles que aguardam a conclusão atrasada da linha de transmissão que está sendo construída pela Chesf, do Grupo Eletrobras, para entrar em operação enviando energia ao sistema elétrico. Além da Desa, a Renova Energia e a CPFL Renováveis estão com parques prontos desde meados do ano passado recebendo a receita a qual têm direito, mas sem gerar energia ao sistema pela ausência da linha de transmissão. A linha de transmissão sendo construída pela Chesf tem previsão de ficar pronta em setembro próximo.
Fonte: PEDESENVOLVIMENTO

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Estado perto de consolidar polo eólico em Suape



As apostas do Governo do Estado preveem que, em 12 meses, Pernambuco terá quatro fábricas de grande porte do setor de energia eólica instaladas no Complexo Industrial Portuário de Suape – a Impsa e a Gestamp, em operação, e a LM Wind Power e a Iraeta, já com terraplanagens concluídas. 
É nelas que está a matriz da consolidação do polo eólico planejado para o Estado, com toda grande cadeia que o setor é capaz de atrair. De acordo com o coordenador de Desenvolvimento de Negócios de Suape, Leonardo Cerquinho, há novas empresas que planejam instalar unidades de grande porte no Nordeste do Brasil, aportando em torno de R$ 300 milhões, e o Estado está “brigando” por elas. “Serão vários empreendimentos nesse tempo, seguramente mais de dez”, comentou.
Foi com intuito principal de fortalecer mais essa cadeia em Pernambuco que o Complexo Industrial Portuário de Suape integrou-se, em agosto, à Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Dessa forma, consolida a mesma ideia que norteia o fórum Suape Global, cujo principal objetivo é fortalecer cadeias de fornecedores locais para que atendam às demandas das maiores empresas e identificar gargalos. “A gente busca se especializar e entrar no setor, para não ser pura e simplesmente um estado querendo atrair empreendimentos, mas ser parte dessa cadeia”, explica Cerquinho. É nesse modelo que o Governo quer engrenar o setor eólico, como já fez com o setor naval.
No caso especifico da cadeia eólica, é necessário que os fabricantes de grandes peças estejam avizinhados, já que se trata de materiais de toneladas. “Estamos conversando de forma bastante avançada com uma empresa fornecedoras para as empresas de aerogeradores. Para eles, é importante estar dentro de Suape, justamente por causa do porte das peças. Mas, no final das contas, o que acontece em Suape é que o processo de desenvolvimento se dá de forma que somente empresas que têm necessidade de ficar lá que ficam”, diz Cerquinho.
A Iraeta é um bom exemplo da formação de uma cadeia mais ampla, já que sua produção atende além do setor eólico. Segundo Cerquinho, a produção da nova fábrica também atenderá as indústrias naval e offshore. “Eles têm, então, a possibilidade de se inserir em duas cadeias produtivas que o Estado de Pernambuco e o Brasil estão querendo desenvolver. Ela vai produzir anéis de aço, que chamamos de flanges, que servem tanto para a parte de torres eólicas, quanto para a parte dos aerogeradores e para a indústria de naval e offshore”.
Fonte: Folha de Pernambuco

sábado, 18 de agosto de 2012

Chesf aposta na energia eólica


Companhia destinará maior parte dos seus investimentos em projetos de geração com uso dos ventos

Foi-se o tempo em que a maior parte dos investimentos da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) era na geração hidráulica. Neste ano, o maior aporte entre os projetos próprios da companhia será na fonte eólica. De um total de R$ 643 milhões, aprovados para novos projetos de produção de energia com 100% de capital da Chesf, R$ 314 milhões serão destinados ao parque eólico Casa Nova, no interior da Bahia. Em hidrelétricas, os principais investimentos serão realizados através de participações nas usinas de Jirau, com R$ 215 milhões, e Belo Monte, com R$ 154,3 milhões. A Chesf fechou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 1,07 bilhão, o que corresponde a 41% do registrado pela Eletrobras.
O orçamento aprovado para a Chesf em 2012 é de R$ 1,86 bilhão, que já foi 25% aplicado até agora. Além dos R$ 643 milhões em geração, o valor inclui R$ 1,98 bilhão para transmissão e outros R$ 124 milhões na infraestrutura de tecnologia. O maior destaque na área de geração é o parque eólico Casa Nova, aprovado em leilão 2009 para uma capacidade de 180 MW (megawatt), o que totaliza 120 aerogeradores. Orçado em R$ 800 milhões, vai exigir um aporte da Chesf de R$ 314 milhões apenas em 2012. A previsão é que o parque entre em operação em 2013.
“Essa é a tendência em todo o Brasil”, diz o presidente da Chesf, João Bosco de Almeida, sobre o grande aporte na área eólica. Os maiores projetos em hidrelétricas serão realizados através de participações, como a usina de Jirau, em que a companhia detém 20% da sociedade, e de Belo Monte (15%), ambos na Região Norte. As participações tem um orçamento total de R$ 515 milhões, já aprovado para 2012. O volume ainda inclui R$ 33,9 milhões em três projetos de parques eólicos em que a Chesf é dona de 49% do negócio, junto com o grupo Cornélio Brennand. As usinas Sete Gameleiras, São Pedro do Lago e Pedra Branca serão construídas na Bahia.
Na transmissão, o maior aporte será nas subestações Suape II e III, que somam R$ 200 milhões. De acordo com João Bosco de Almeida, as duas subestações ficam prontas até outubro. “A partir de então, não haverá mais problema de queda de energia em Suape”, garante o presidente da Chesf. Isso porque a tensão será elevada de 230 kV para 500 kV e as subestações serão alimentadas diretamente por duas linhas que saem direto de Paulo Afonso: Angelim (PE) e Messias (AL). “Para faltar energia é preciso perder a transmissão com as linhas dos dois estados”, explica Almeida.
O lucro líquido da Chesf, no primeiro semestre, foi 36,2% superior ao registrado em 2011, passando de R$ 787,2 milhões para R$ 1,07 bilhão. O resultado contribuiu para a alta de 62,4% no lucro da controladora Eletrobras, que fechou o semestre com R$ 2,61 bilhões. O Ebitda (Lucros Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, em inglês) da Chesf registrou alta de 21,6%, crescendo de R$ 1,34 bilhão para R$ 1,64 bilhão.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Brasil é o melhor para investimentos em energia limpa na AL


Estudo do BID considera Brasil a melhor opção na AL para investimentos verdes.

O Brasil é o país mais atrativo, entre os países da América Latina e do Caribe, para investimentos em energias limpas, aponta um estudo internacional divulgado nesta segunda-feira (18/06) por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
O estudo, denominado “Climascopio”, foi elaborado pelo Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em conjunto com Bloomberg New Energy Finance, que farão a apresentação oficial para investidores amanhã no Rio de Janeiro.
O “Climascopio”, que também aponta Nicarágua e Panamá como boas economias para esse tipo de investimento na região, analisa 26 países da região e avalia sua capacidade para atrair capital destinado a fontes de energia baixas em carbono no contexto da mudança climática e de construção de uma economia mais verde.
Para isso, utiliza 30 indicadores que medem a capacidade de cada país para atrair capitais que ajudem a construir uma economia mais verde utilizando pontuações que vão de 0 a 5, sendo 5 o melhor ambiente de investimento.
O Brasil obteve 2,64%, o que indica “uma grande oportunidade” para melhorar as condições para atrair mais capital em energia de baixas emissões de carbono e renováveis, segundo o relatório.
Os países se classificam com base em quatro parâmetros: ambiente propício para o investimento; investimento em energias limpas e financiamento para projetos de baixo carbono; negócios de baixas emissões de carbono e cadeias de valor de energia limpa, e atividades de gestão de gases do efeito estufa. Leia mais

sábado, 17 de março de 2012

Produção de pás eólicas deve começar em abril


Molde já partiu de navio da Índia, onde fica sede da Suzlon, 5º maior grupo do mundo no fornecimento de turbina eólica, e deve gerar 21 pás/mês

A Aeris Energy, companhia paulista que acaba de construir uma fábrica de pás para aerogeradores no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no Ceará, aguarda para o final deste mês e início de abril a chegada do molde para confecção das pás. O molde já partiu de navio da Índia, onde fica a sede da Suzlon, o quinto maior grupo do mundo fornecedor de turbina eólica e um dos clientes da Aeris.
Bruno Vilela Cunha, diretor executivo da Aeris, diz que a fábrica só não entrou ainda em operação por causa do atraso no envio do molde. O prejuízo resultante da demora na operacionalização será, segundo o diretor, recuperado quando for iniciada a produção. “Vamos acelerar essa produção”, afirma.
Com a chegada do molde, a Aeris Energy espera produzir uma média de 21 pás eólicas por mês. “Depois de estabilizada a produção, o que deverá ocorrer dentro de três a quatro meses, esperamos tirar 21 pás por molde/mês”, explica Bruno Cunha, lembrando que começarão a produzir a partir de um único molde da Suzlon, com a possibilidade de virem a produzir mais um do grupo indiano e outros três moldes de outros clientes que estão em negociação com a fábrica do Ceará. 
A direção da Aeris também está vendo a possibilidade de atrair para o Ceará fornecedores para sua indústria. “Estamos conversando com potenciais fornecedores para possível instalação aqui, mas o que está faltando são benefícios por parte do Governo do Estado, mais especificamente disponibilidade de terras para implantação desses empreendimentos e incentivo fiscal”, aponta. No momento, as conversas estão bem adiantadas com dois fornecedores europeus, um de fibra de vidro e outro de resina. Localmente, Bruno Cunha destaca os investimentos da Makro Engenharia em máquinas para atender o setor eólico, em serviços de logística.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Roberto Smith, a Aeris já iniciou a contratação de funcionários, informação confirmada pela empresa. A fábrica já dispõe de 35 funcionários e, com a chegada do molde, mais 20 serão contratados em abril e, assim, sucessivamente (20 por mês) até atingir 150 funcionários non final do ano.
 A Aeris está negociando com o Governo do Estado a realização de treinamento no Centro de Treinamento Técnico do Ceará, no complexo do Porto do Pecém. “Esperamos que até o meio do ano tenham começado os treinamentos. Enquanto isso não acontece, estamos realizando a capacitação na própria fábrica”, conclui o diretor técnico da empresa, Bruno Vilela Cunha.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Nordeste produz mais da metade da energia eólica brasileira


O Nordeste é a região brasileira com o maior número de parques eólicos. No ano passado, o país gerou a energia dos ventos mais barata do planeta.



Das 71 usinas instaladas no Brasil, 46 funcionam nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
O número nordestino representa 64,8% do parque nacional. E é quase o dobro do que existe no Sul, onde há 24 parques.
Por sua vez, o Sudeste, apesar de ser o maior consumidor de energia no país, possui somente um parque. Ele fica no Rio de Janeiro.
O peso do Nordeste é menor quando comparada a sua capacidade de produção de energia dos ventos com outras regiões.
Nesse quesito, o Nordeste possui 58,75% da potência instalada no país. A participação do Sul é de 39,35%, enquanto o Sul responde por apenas 1,9%.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Impsa expandirá fábrica de aerogeradores em Suape



A empresa do ramo de energia eólica Impsa participou, em São Paulo, do Wind Forum 2012, com o objetivo de encontrar clientes e discutir questões relevantes para o setor. Apesar de não poder adiantar nenhum acordo, o diretor Comercial do grupo argentino, Paulo Ferreira, explicou que alguns contatos resultam em boas negociações.

O foco, no entanto, está nas novas fábricas e no leilão de energia que acon­tecerá no próximo mês. Para 2012, a Impsa se prepara para a construção de três novas fábricas, além da expansão da já existente, no Com­plexo Industrial Portuário de Suape. “Na fábrica de aerogeradores, que já existe em Pernambuco, vamos investir R$ 35 milhões”, esclareceu.

Em uma distância de dois quilômetros, já está em construção a fábrica de Hydro, que receberá um montante de R$ 150 milhões. “Ela será uma fábrica gigantesca. O galpão principal terá 300 metros de comprimento. Teremos máquinas que aguentarão peças de 200 toneladas. Também teremos uma que aguentará peças de 500 toneladas, para as turbinas de Belo Monte. Esse será um dos maiores galpões do Brasil”, explicou. A estimativa é que já tenha máquinas em operação em junho deste ano.

As outras duas fábricas também serão de grande importância para a marca. No Rio Grande do Sul, será construída uma nova fábrica de aerogeradores, com capacidade de produzir 140 máquinas por ano. Ela deverá fornecer o material para as usinas de Santa Catarina. Segundo Ferreira, o investimento será algo em torno de R$ 60 milhões e R$ 80 milhões.

A terceira é de eletrônicos, que terá valor agregado “muito grande”. “Serão feitas os conversores eletrônicos de potência e sistema de controle dos aerogeradores. É o cérebro e o coração do aerogerador. Terá uma sofisticação muito grande”, afirmou Ferreira. Apesar da relevância, o local que receberá o investimento de R$ 30 milhões ainda não foi decidido.

De olho no mercado nacional, a Impsa também se prepara para o leilão que acontece em março. A expectativa é que sejam colocados à venda 2 mil megawatts (MW).



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Parque eólico de Pernambuco ja gera 3.400 empregos



Pernambuco é o primeiro estado brasileiro a contar com fabricantes de todos os tipos de equipamentos para geração de energia eólica. O Governo do Estado e a Eolice, produtora de pás para turbinas eólicas, anunciaram hoje a instalação de uma fábrica em Suape que vai gerar 1.500 empregos diretos e receber investimentos de R$ 100 milhões.

Com sede em São José dos Campos-SP, a Eolice se junta à também paulista Iraeta (fabricante de flanges – grandes anéis de ferro usados para ligar os cilindros que formam as torres), à argentina Impsa (geradores) e à espanhola RM Eólica (torres) fechando assim o cluster da produção de equipamentos para a produção de energia através dos ventos.

A geração deste tipo de energia limpa já soma cerca de R$ 425 milhões em investimentos e gera 3,4 mil empregos em Pernambuco. Números que podem ser ampliados em breve. O Governo do Estado contratou estudos para detectar jazidas de vento mais altas que as conhecidas hoje, que ficam entre 80 a 100 metros acima do nível do solo.


Eolice começa a operar em Suape a partir de 2013



A Eolice, nova indústria de equipamentos eólicos que será erguida em Suape, começará a operar a partir de 2013. A empresa montou uma parceria com a estrangeira LM Wind Power, com sede na Dinamarca, e vai investir R$ 100 milhões no empreendimento, que fabricará pás para turbinas eólicas no complexo industrial pernambucano. As sócias assinaram hoje pela manhã um protocolo de intenções com o governador Eduardo Campos, no Palácio do Campo das Princesas.

Quando entrar em operação, a empresa gerará 1,5 mil empregos diretos. As pás eólicas serão usadas nas torres de geração de energia através dos ventos.

Com esta fábrica, Suape passa a oferecer todos os equipamentos necessários à geração de energia eólica, fechando a cadeia do setor. Já estão instaladas em Suape a Impsa, fabricante de geradores, e a RM Eólica, que produz torres. A Iraeta, empresa que produzirá flanges eólicas, já está em construção.

A unidade da Eolice ocupará 25 hectares e vai atender à demanda de parques eólicos do mundo inteiro. “Mas temos uma demanda do mercado brasileiro muito grande e vamos dar prioridade à ela”, revelou o diretor da empresa, Romualdo de Barros. Além da Eolice, apenas a Tecsis, com sede em Sorocaba (SP), produz pás eólicas. “Encontramos em Pernambuco o profissionalismo que procurávamos”, elogiou o diretor.

A empresa vai receber os incentivos previstos no Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) que prevê 75% de crédito presumido no ICMS durante 12 anos, podendo ser prorrogado por mais 12 anos.



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Nordeste terá nova linha de transmissão



A empresa pernambucana Multiempreendimentos foi contratada para fazer os projetos básicos, executivos e as obras de 520 quilômetros de linhas de transmissão de energia que deverão estar concluídas até junho de 2012. Elas vão escoar a produção da energia de vários parques eólicos que estão se implantando na região.

A Multiempreendimentos foi contratada pela construtora Incomisa. A dona da concessão das linhas é a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que ganhou o leilão para operar o empreendimento, que vai demandar um investimento estimado em R$ 110 milhões.

As novas linhas de transmissão são divididas em três lotes A, B e C localizados ,respectivamente, no Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará, que concentram grande parte dos futuros parques eólicos do País. Segundo técnicos do setor elétrico, as novas linhas são necessárias para não sobrecarregar as já existentes.

No último dia 4 de fevereiro, sete Estados do Nordeste ficaram às escuras devido a um problema na linha de transmissão da subestação de Jatobá, no Sertão do Estado. A sobrecarga nos pontos existentes poderia deixar o sistema mais frágil.

O diretor comercial da Multiempreendimentos, Luiz Carlos Ribeiro, afirmou que as novas linhas estão sendo projetadas para atender as eólicas vencedoras do leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2009.

No atual modelo do setor elétrico, o governo federal realiza leilões e os vencedores começam a implantar o empreendimento depois de ganhar a concorrência, que garante a compra de energia por um período de até 30 anos.

No leilão das eólicas de 2009, os parques vencedores ficaram de implantar 1.800 megawatts (MW) de energia, que devem começar a ser vendidos até julho de 2012. “Cerca de 90% desses empreendimentos estão no Nordeste”, disse o diretor comercial do grupo Andrade & Canellas, Rogério Almeida.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/