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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Com um roubo de caminhão por hora, preço do frete para o Rio sobe até 35%

Tem empresa que já não quer mais mandar carga para o Rio


Depois de 14 anos transportando bebidas no Estado do Rio, o empresário Joaquim Rodrigo dos Santos fechou as portas da sua empresa em janeiro. “Quebrei por causa de tanto roubo”, diz. Ele chegou a ter as cargas de dois caminhões roubadas em um mesmo dia. Com tantos assaltos, a seguradora cancelou o contrato e o empresário, dono da maior transportadora de bebidas do Estado, calcula ter desembolsado R$ 1 milhão para ressarcir os clientes.  
Assim como Santos, que fechou a transportadora, cerca de 40 empresas de médio e pequeno portes que atuavam no Rio de Janeiro faliram nos últimos meses, segundo o Sindicato das Empresas de Carga e Logística do Rio (Sindicarga). Essa estatística está diretamente ligada a outra: o número de roubos de cargas no Rio avançou quase 25% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2016, de acordo com o Instituto de Segurança Pública. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Industria Naval Brasileira: Crise e falta de fôlego



Em três anos, indústria naval vê minguar número de projetos, estaleiros paralisam atividades e mão de obra contratada cai mais de 60%.


• A indústria naval brasileira ainda não conseguiu se reerguer da crise que já dura, pelo menos, três anos. A falta de novos projetos continua reduzindo drasticamente a atividade dos estaleiros que, desde o final de 2014, perderam mais de 50 mil postos de trabalho. 


A cadeia de fornecedores procura diversificar a atuação, porém esbarra no momento econômico e político ainda bastante conturbado e incerto e na redução do plano de investimentos da Petrobras, principal cliente dos grandes estaleiros. 

Os estaleiros que ainda estão em atividade só têm horizonte até 2019. Alguns deles podem fechar as portas em 2018.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sem escolta da Policia Rodoviária Federal, carga especial fica parada.



Na fábrica da Weg em Joaçaba (SC), carretas com 20 metros de comprimento, 3,20 metros de largura e três pré-distribuidores de energia estão paradas desde o dia 18 de julho. Carregadas com os equipamentos produzidos para uma usina hidrelétrica em Santa Helena de Goiás (GO), elas precisam ser acompanhadas por batedores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no trajeto de 1.350 quilômetros, sobretudo em estradas não duplicadas.
Sem dinheiro para gasolina e diárias dos policiais durante a viagem, prevista para durar 12 dias, a PRF suspendeu os acompanhamentos a essas cargas especiais, entre outros serviços. Para cada um dos pré-distribuidores seriam recolhidos R$ 11 mil, pagos à PRF. As guias, porém, não puderam ser emitidas porque o sistema foi tirado do ar.
Em Jaraguá do Sul (SC) e nos portos de Itajaí (SC) e Pecém (CE), a situação se repete: são mais 36 geradores para parques de energia eólica que estão prontos ou começaram a fazer navegação de cabotagem e ficaram parados no caminho. “Tentamos várias alternativas, mas nenhuma delas foi atendida”, afirma Clécio Zucco, diretor de logística da WEG. Entre elas, negociações dos sindicatos de transportadoras com a PRF, mandados de segurança impetrados e orçamentos de escoltas privadas, não autorizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). “Os clientes começam a falar em cobrar multas por descumprimento de contrato.”

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Se não fizermos nada, setor de petróleo vai parar, diz ANP



Embora demonstre otimismo com a procura pelos leilões de áreas petrolíferas que o governo vai realizar neste ano, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, diz que uma das prioridades no momento é destravar investimentos de curto prazo.
"Se não fizermos nada, vamos contratar o declínio e a paralisia da indústria de petróleo no Brasil", afirmou, em entrevista à Folha.
Neste domingo (6), completam-se 20 anos da lei que pôs fim ao monopólio estatal no setor, atraindo novas empresas e melhorando a arrecadação com royalties cobrados sobre a produção.
Com a crise da Petrobras e a suspensão dos leilões de novas áreas entre 2008 e 2013, porém, o setor vive hoje um cenário de baixa atividade e alto desemprego.
Crise da Petrobras.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Indústrias naval e metal-mecânica demitiram 4 mil pessoas em Pernambuco

Na próxima semana, serão homologadas 162 demissões



Mais de 4 mil trabalhadores foram dispensados pelas indústrias naval e metal-mecânica nos seis primeiros meses deste ano, segundo um levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco. As demissões ocorreram em pelo menos 11 empresas que se concentram no Complexo Industrial Portuário de Suape, incluindo dois estaleiros e fábricas que produzem desde lata, autopeças, eletrodomésticos e até insumos para a construção civil. “É muito preocupante. É um desemprego em série de pais de família que vão passar mais de ano para voltar ao mercado de trabalho”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco, Henrique Gomes. Somente, nesta terça-feira (2), um estaleiro demitiu 40 funcionários e uma empresa de esquadrias, 35 pessoas.
“E estamos contabilizando somente as demissões que passaram pelo Sindicato. Na próxima semana, serão homologadas 162 demissões”, afirma Henrique. O Sindicato só homologa as demissões de empregados que passaram mais de um ano trabalhando. Os demais desligamentos são concluídos sem a anuência das entidades de classe.
A demissão nesse caso é a face mais perversa da crise econômica que paralisa a economia. “A maior parte dessas empresas reduziu a produção porque não têm mercado”, conta Henrique. Isso significa que a maioria dessas companhias desativaram algumas linhas de produção pela queda no consumo. Outro problema que atinge os trabalhadores “é a falta de um programa de qualificação que leve o desempregado a migrar para outra atividade” que esteja precisando de trabalhadores.
 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Estaleiro Atlântico Sul espera obter carência de dívida para ganhar fôlego financeiro



Para garantir o funcionamento, dois contratos estão em fase de negociação com a South American Tanker Company Navegação S.A

Com quase dez anos de operação, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) deve finalmente fechar o ano  com resultado operacional positivo. Hoje são necessárias 80 horas/homem (HH)  para produção de uma tonelada de navio. A média nacional é de 200 HH. Mas o resultado ainda não se reflete em receita. Os custos ainda são altos. O principal deles referente a financiamentos: anualmente são R$ 350 milhões destinados a esse fim. A dívida total é de R$ 1,6 bilhão (sendo R$ 1,3 bilhão junto ao BNDES), valor que deve ser pago até 2027. Além disso, a falta de novos contratos gera incertezas. A carteira de encomendas em andamento segue até 2019. A partir daí, o destino do projeto depende de uma série de fatores. Por isso, é fundamental para o estaleiro uma Medida Provisória (MP) que dê carência de dois anos dos seus financiamentos junto ao governo federal.
Para garantir o funcionamento, dois contratos estão em fase de negociação com a South American Tanker Company Navegação S.A. (Satco). Mas antes de assinar, a empresa aguarda a divulgação de demanda da Petrobras, justificando o investimento que chega a R$ 2,2 bilhões. “O primeiro contrato diz respeito à construção de oito petroleiros MR (Medium Range). Seriam quatro para transporte de óleo e quatro para transporte de produto. E aí o que se diz é que para esses últimos não haveria demanda. Não acreditamos que seja assim, afinal, hoje se importa navios, porque isso acontece se podemos produzir? Por isso, aguardamos a divulgação da demanda pela Petrobras, o que deve acontecer em julho”, explicou o presidente do EAS, Harro Burmann.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Assoreamento já 'esvazia' navio no porto de Santos



O assoreamento do canal de navegação do Porto de Santos está obrigando os grandes navios de contêineres a operar com capacidade ociosa, devido ao risco de encalhamento. No dia 29 de junho, a saída de dois navios - um da Maersk e outro da MSC - teve de ser interrompida porque eles poderiam ficar retidos na entrada do porto.
A perda de profundidade levou à redução do calado máximo operacional em quase um metro, de 13,2 m para 12,6 m. Como resultado, as maiores embarcações que escalam o porto têm perda de 5 mil a 15 mil toneladas, dependendo do navio.
Com isso, os armadores já perderam cerca de US$ 23 milhões em receitas de frete entre o fim de junho e a sexta-feira passada. "A estimativa é conservadora, porque algumas empresas não passaram informações por questões estratégicas", diz José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação do Estado de São Paulo (Sindamar).

"O maior porto da América Latina não pode ter esse tipo de problema", critica o principal diretor da Maersk na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez. A empresa calcula uma perda de 220 TEUs (contêiner de 20 pés) que deixam de ser carregados por navio.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Exportação de veículos tem impulso frágil



Raras vezes, como agora, a exportação de veículos atingiu 30% da produção nacional. No primeiro semestre, as vendas a outros países somou US$ 6,2 bilhões, um aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2016. A falta de competitividade, porém, mostra que este é um avanço frágil, adverte Olivier Murguet, presidente da Renault na América Latina. "A exportação perde na concorrência para a Colômbia e, principalmente, para o México em impostos, logística e mão de obra", destaca Murguet.
Caminhões da Mercedes feitos em São Bernardo transportarão água em Serra Leoa. Chilenos, fiéis a carros asiáticos, começaram a gostar dos modelos brasileiros. Apesar da conquista de novos mercados, o maior impulso ainda vem da Argentina. O fim de restrições aumentou a exportação em 42%.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Fantasma do porto de Santos perturba Temer



Nove das 82 perguntas enviadas pela Polícia Federal ao presidente Michel Temer que tratavam sobre seu relacionamento com empresas que operam no Porto de Santos, fazem referência a uma investigação iniciada por ela há mais de 15 anos, mas que terminou sendo arquivada pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República.
No início dos anos 2000, a PF instaurou inquérito para apurar a ocorrência de supostos pagamentos de propinas ao então presidente da Câmara, Michel Temer, e ao presidente da Companhia de Docas de São Paulo (Codesp) na ocasião, Marcelo de Azeredo. O processo, na parte que investigava a prática do crime de corrupção supostamente praticado por Temer, foi arquivado em 2011.
"Se o inquérito tivesse seguido adiante, nós já poderíamos estar vivendo um outro capítulo da nossa história política. Muito do que a Lava Jato está desvendando hoje já estava insinuado na investigação que fiz", afirmou ao Estado o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Cássio Nogueira.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Área de logística busca equilíbrio


CRESCIMENTO Setor precisa de pessoal e existe qualificação disponível, mas formação básica dos candidatos e os salários ofertados pelas empresas ainda deixam a desejar
Emídia Felipe

O desenvolvimento recente da economia de Pernambuco traz a reboque a expansão de diversos campos de trabalho, mas um deles se destaca pela “onipresença”. A logística - com forte atuação em transporte, armazenagem e distribuição - tem ampliado sua importância no Estado, fomentando a oferta de qualificação e aumentando a demanda por pessoas especializadas. No entanto, o segmento enfrenta um impasse: com margem de lucro apertada, resiste em oferecer salários menores, enquanto concorrentes de outros Estados e países, especialmente de grande porte, atraem os melhores profissionais com remunerações mais interessantes. “Praticamente todas as empresas têm ou precisam de alguma atividade logística. Diria que onde houver movimentação e armazenagem de bens e informações as atividades logísticas estarão presentes”, explica o presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), Fernando Trigueiro. 

O varejo e a indústria são setores que precisam de empresas da área logística com intensidade, seja para entregar a mercadoria de um fornecedor para o cliente final ou de uma fábrica para atacadistas; ou ainda para a chegada e gestão de matérias-primas para a transformação industrial. Embora seja ligada à administração de empresas, a logística envolve diversos conhecimentos aplicados nesse processo, como planejamento, estatística, engenharia e economia. Presidente da Dasein, empresa mineira especializada em recrutamento de altos executivos que atua em Pernambuco, Adriana Prates lembra que a logística é uma atividade antiga, mas o atual contexto econômico, especialmente no Nordeste, mudou as necessidades do segmento e faz com que as empresas busquem profissionais com “habilidades diferentes das do passado”. “Essa área deixou de estar no segundo plano para ser prioridade e hoje envolve muitas outras áreas e habilidades”, explica Adriana. Ela estima que, em 2014, o segmento terá um incremento entre 50% e 70% da necessidade de executivos especialistas. 

domingo, 18 de setembro de 2016

Corte de vagas virou rotina do Estaleiro Atlântico Sul

Somente a Indústria de Transformação fechou 6.825 vagas.


Filas de desempregados no lugar que foi símbolo do desenvolvimento do Brasil e, sobretudo, do Nordeste. O Complexo Industrial Portuário de Suape - onde se instalaram o Estaleiro Atlântico Sul, a Refinaria Abreu e Lima e o Polo Petroquímico e Têxtil - passou rapidamente dos números superlativos de um grande centro de desenvolvimento, para onde foram atraídos milhares de trabalhadores, aos dramáticos números de cortes de mão de obra.

Em 2015, o município de Ipojuca, onde o Complexo está inserido, foi o campeão do desemprego no Brasil, com o encerramento de 28 mil vagas em 12 meses, segundo dados do Cadastro Geral de

terça-feira, 26 de julho de 2016

Empresas demitem mais antigos para reduzir a folha de salários.



Cortando funcionários mais antigos e reduzindo a remuneração paga aos recém-contratados, o mercado formal continua fazendo um ajuste forte sobre os salários. Entre janeiro e maio, o volume de desligamentos entre os trabalhadores que estavam entre um e dois anos e há mais de dois anos no emprego avançou 5,8% e 7%, nessa ordem, sobre igual período de 2015, um total de 547 mil pessoas. Dentro do recorte, essas foram as únicas categorias em que o número de demissões cresceu neste início de ano. No total, elas caíram 17,3% em relação ao ano passado, somando 6,6 milhões.

O saldo do Caged tem repetido resultados negativos porque o volume de admissões vem recuando ainda mais - 20,5% nos primeiros cinco meses do ano, 6,3 milhões - e, assim, não tem sido suficiente para repor as vagas que são fechadas. É essa combinação que tem feito o emprego com carteira assinada encolher desde o ano passado. Em maio, ele retrocedeu ao nível de 2012, 39,2 milhões.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

MRS realiza operação inédita com contêineres na ferrovia

Maior composição da companhia transportou 85 unidades de Santos até São José dos Campos.


A operadora de carga ferroviária MRS realizou, no mês de maio, uma operação inédita com contêineres transportados por trens. Uma composição circulou com 85 unidades, o equivalente a 90 TEUs, pela rota que liga Santos ao Vale do Paraíba, no estado de São Paulo.

Os contêineres saíram da Santos Brasil, no Porto de Santos, carregados de sucata de alumínio e insumos para a fabricação de produtos químicos. De lá, foram levados até o terminal da Cragea, em

quarta-feira, 11 de maio de 2016

CRISE ATINGE O COMPLEXO DE SUAPE, MAIOR POLO DE ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS DO ESTADO



Cinco empresas deixaram de integrar o Complexo Industrial Portuário de Suape desde o ano passado, quando a crise econômica se agravou. Os projetos comandados pela Petrobras ou que dependem da empresa, como a Refinaria Abreu e Lima, o polo naval e a PetroquímicaSuape, sentem os impactos da operação Lava Jato e do plano de desinvestimento da estatal. As obras que vão melhorar a infraestrutura do porto aguardam há três anos para serem incluídas nos lotes de licitação do governo federal. Essa é a conjuntura em que Suape se encontra atualmente.
“Do ponto de vista da atração de investimentos, nos últimos 60 dias pode-se dizer que as empresas apertaram o botão de pausa, em função das incertezas do cenário político. Essa conjuntura também atrapalha o andamento das licitações.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A logística em 2016


O mercado passa por maus bocados e o setor logístico é um dos últimos a sentir esses impactos devido à sua amplitude. A logística, vital em todas as áreas da economia, já sofre constantemente pela falta de investimentos públicos e por certo desprezo, até mesmo por parte do empresariado nacional, quanto ao enorme potencial de soluções que o setor guarda e aguarda ser explorado. Numa crise

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

EUA recebem o maior navio que já atracou no país

Com capacidade para 18.000 Teus, a embarcação Benjamin Franklin, da CMA CGM, chegará a Los Angeles no fim de dezembro

Batizado em homenagem a um dos presidentes fundadores dos Estados Unidos, o navio porta-contêineres Benjamin Franklin, da CMA CGM, será a maior embarcação a atracar no país, quando chegar a Los Angeles, na Califórnia, em 26 de dezembro deste ano. Com 18.000 Teus de capacidade,

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

TRANSPETRO REDUZ PEDIDOS E ATINGE VARD PROMAR


A crise financeira da Petrobras e o impasse em torno da Sete Brasil continuam afetando o setor naval. Esta semana, o estaleiro Vard Promar, localizado em Pernambuco, foi informado do cancelamento de duas encomendas de navios gaseiros, orçados em quase R$ 300 milhões.

A notícia caiu como uma bomba na empresa, que já estava em situação complicada devido aos