sábado, 10 de dezembro de 2011

Portos sem Papel irá desburocratizar setor, diz especialista


O consultou ressaltou como fundamento do projeto a otimização do planejamento dos portos. Pierdomenico indicou como investimento a implantação do VTMS (sistema de gestão de tráfegos de navio), que não existia no Brasil. "A implantação dos VTMS nos portos é fundamental e tem a ver com desburcratização", afirmou.
O projeto Porto sem Papel estabelecido pelo Governo Federal recebeu investimentos da ordem de R$ 501,3 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC) para o desenvolvimento tecnológico e de informação do sistema portuário brasileiro, declarou o consultor Fabrizio Pierdomenico.

O consultou ressaltou como fundamento do projeto a otimização do planejamento dos portos. Pierdomenico indicou como investimento a implantação do VTMS (sistema de gestão de tráfegos de navio), que não existia no . "A implantação dos VTMS nos portos é fundamental e tem a ver com desburcratização", afirmou.

Para este, foram disponilizados R$ 143 bilhões em recursos públicos com previsão de conclusão para dezembro de 2014. O prospcto indicado pelo consultor para viabilização do setor é a padrozinação do sistema hardwars e software, que recebeu R$ 30 bilhões.

Parte do programa Portos sem Papel é a concentração de dados que visa desburocratizar o processo de atracagem e desatracagem dos navios na costa brasileira. Para isso, Pierdomenico destacou a criação da plataforma, documento único virtual (DUV), que integra todas as informações necessárias solicitadas pelas anuentes permanentes, que facilitam o planejamento portuário.

Hoje o DUV já conta com mais de 3.500 documentos registrados, além disso, também foram disponibilizados R$ 115 milhões para o rastreamento e condições na movimentação de cargas terrestres com previsão de conclusão para junho de 2012.

Por fim, foram liberados R$ 118 milhões para os gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes líquidos nos portos marítimos com estimativa de ser concluído em setembro de 2012.

(Raíza Dias - www.ultimoinstante.com.br)


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cabotagem como instrumento de competitividade



A diversidade de oferta de meios de transporte no território nacional como fator que permite melhorar a competitividade do produto brasileiro no exterior, com destaque para a cabotagem – que é a navegação entre portos no País -, esteve na pauta da conferência Portos no Brasil, evento paralelo à Transpoquip Latin America 2011, que reuniu vendedores e compradores de equipamentos e serviços para rodovias, ferrovias, estações, portos, vias fluviais e aeroportos.

De acordo com dados apresentados pelo assessor da Secretaria de Portos (SEP), Luiz Hamilton Lima Mendonça, o modal rodoviário detém 71% das operações de transporte interno do País, com custos diversos nos aspectos financeiro, ambiental e até mesmo social, uma vez que 43% dos acidentes em rodovias são provocados por caminhões.

No Índice de desempenho Logístico (IDL) do Banco Mundial, em 2010, o Brasil ocupou o 41º lugar no ranking, o que significou um salto representativo em relação aos dados de 2007, quando registrou a 61ª colocação. Segundo Mendonça, a meta é chegar à 30ª posição em 2012 e estar entre os 10 primeiros colocados até 2022.

Para tanto, o governo tem investido em ações que possibilitem ampliar o aproveitamento da capacidade instalada em portos e desenvolver a prática da cabotagem. Mendonça explica que o Projeto de Incentivo à Cabotagem (PIC) compreende 21 portos públicos marítimos e será o modelo de ganho em custos operacionais para o fluxo de ida e volta na navegação.

Além do PIC, iniciativas como o Projeto de Inteligência Portuária e a Janela Única pretendem informatizar dados e desenvolver sistemas para analisá-los e permitir um planejamento adequado de ações. “Toda a evolução do processo levará à redução dos custos dos serviços que consequentemente interferem no valor final da mercadoria. Isso permitirá tornar nossos produtos mais competitivos no mercado externo”, ponderou Mendonça.

A viabilidade do transporte por hidrovia é defendida para diversas categorias de produtos com destaque para o escoamento de granéis (sólidos e líquidos). Para o coordenador-geral de transporte aquaviário do Ministério dos transportes, Edison de Oliveira Viana, vale destacar que a escolha do modo de transporte vai depender do valor e tipo da carga. “Não é viável utilizar a hidrovia para transportar caixas de remédios, o desenho das expectativas sempre deve considerar o custo da carga para a escolha do modal”, analisa.

Durante sua apresentação, o representante do ministério falou sobre a importância de alguns corredores internos de navegação, como é o caso do Corredor do Mercosul (ou Hidrovia do Sul), que confere facilidade logística e integração com ferrovia, e do Corredor do São Francisco, em que se tem trechos de hidrovia bastante representativos. Segundo Viana, as ações do governo em prol da navegação interna também buscam fomentar a construção de novas embarcações. Para tanto, o setor conta com juros que chegam a zero.

A questão dos licenciamentos ambientais também esteve em debate. Para o gerente de meio ambiente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Marcos Maia Porto, embora toda a estrutura portuária seja submetida à política de licenciamento, não é esse fator que atravanca o setor de navegação. “O Brasil não está atrasado do ponto de vista da legislação ambiental.

Evoluiu a partir dos anos 90, quando foram emitidos normativos para ajustar o setor a planos de contingência e licenças.” Segundo o representante da Antaq, os números da avaliação 2009/2010 sobre questões de segurança são satisfatórios, com nível de atendimento de 86,7% do núcleo de segurança do ISPS-Code e de 83,3% em relação a cargas perigosas.




Wilson, Sons terá mais dois terminais no próximo ano



A Wilson, Sons Logística está expandindo a área de terminais e transportes. A empresa planeja colocar em operação, no segundo semestre do ano que vem, dois centros de distribuição: um em Itapevi, na grande São Paulo, e outro em Suape, em Pernambuco. Esses terminais vão atender clientes de diferentes setores como farmacêutico, bens de consumo e químico e petroquímico. Há ainda planos de instalar no Rio, em dois anos, um centro de distribuição focado na indústria de petróleo e gás.

O crescimento da empresa na atividade de terminais e transportes também passa pela abertura, a partir de 2013, de centros de distribuição no Rio Grande do Sul e na Bahia, Estados onde o grupo tem terminais portuários especializados na movimentação de cargas em contêineres. A política da empresa é fazer contratos de aluguel com os donos dos terminais, construídos sob medida para atender a demanda dos clientes, por períodos de cinco ou dez anos.

Thomas Rittscher III, diretor-executivo da Wilson, Sons Logística, disse que a empresa segue o conceito de desenvolver plataformas logísticas regionais. O centro de distribuição de Itapevi, por exemplo, que terá armazém de 15 mil metros quadrados, terá um dos focos de atuação no setor farmacêutico, podendo operar ligado à Estação Aduaneira de Interior (Eadi) que a Wilson, Sons tem em Santo André (SP). A Wilson, Sons Logística faz parte do grupo Wilson, Sons, um dos maiores operadores integrados de logística portuária, marítima e terrestre do mercado brasileiro.

No Rio, o terminal especializado em petróleo poderá operar, a partir de 2013, vinculado às operações da Brasco, empresa do mesmo grupo, especializada em logística offshore. Este ano a Brasco assinou contrato para compra da Briclog, prestadora de serviços portuários para a indústria de petróleo e gás.

O centro de distribuição de Pernambuco estará situado em Ipojuca, no complexo industrial de Suape, e vai operar para atender os segmentos de bens de consumo, eletroeletrônicos, farmacêuticos, indústria química e partes e peças. O terminal, com armazém de 20 mil metros quadrados, vai operar como centro de apoio logístico para distribuição na região Nordeste. Entre as atividades do terminal, estão armazenagem e gestão de inventário, etiquetagem, embalagem e montagem de kits, distribuição e logística reversa.

Rittscher disse que o desenvolvimento dos projetos de novos terminais foi possível a partir de reestruturação implementada no começo deste ano na Wilson, Sons Logística. A empresa, que estava organizada por regionais, adotou uma estrutura mais simples, dividida em duas unidades de negócios: operações dedicadas e terminais e transportes. O executivo disse que, no ano passado, as operações dedicadas, em que a empresa fecha contratos para prestação de serviços logísticos a grandes clientes, representaram aproximadamente 60% da receita líquida da empresa, que ficou em US$ 102,4 milhões.

De janeiro a setembro deste ano, a atividade logística da Wilson, Sons registrou receita líquida de US$ 108,4 milhões, 57% acima do mesmo período do ano anterior. Rittscher disse que os novos contratos de operações dedicadas fechadas pela empresa desde o ano passado vão garantir uma receita adicional à atividade logística de R$ 64,6 milhões por ano. Esses contratos foram fechados com as empresas Braskem, Anglo Catalão, Gerdau, Anglo Cubatão, Fibria e Vale.

A Wilson, Sons prevê faturamento de R$ 135 milhões com o negócio de operações dedicadas em 2011. Nessas operações, a companhia conseguiu, por exemplo, recorde de expedição de fertilizantes no contrato com a Anglo American Catalão. No caso da Fibria, da área de papel e celulose, obteve um nível de satisfação do cliente na operação 12% acima do esperado, segundo a própria operadora logística.