terça-feira, 22 de agosto de 2017

Navios da Aliança e da Hamburg Süd pagam taxas menores no Porto de Buenos Aires

A sustentabilidade é uma das filosofias da Aliança e da Hamburg Süd


O Porto de Buenos Aires (Argentina) reduziu algumas taxas dos navios da Aliança e da Hamburg Süd, que possuem certificados internacionais de baixa emissão de poluentes. “A decisão do porto vizinho reforça o nosso compromisso com o meio ambiente, garantindo que as nossas embarcações atuem de forma eficiente e sustentável”, afirma Gustavo Biluca, gerente de Procurement da Aliança Navegação e Logística para a região da América do Sul e Costa Leste.
Atualmente, os navios de contêineres têm os melhores resultados em termos de emissões de CO2 por Km TEU em comparação aos aviões de carga, caminhões, trens e balsas. 
O grupo Hamburg Süd se comprometeu a reduzir as emissões de CO2 de sua frota em 45% até 2020, se comparado com o ano de 2009. “A eficiência dos navios na operação diária é chave para o emprego de menor recursos. O chamado Slow Steaming, por exemplo, poupa até 40% do combustível com a redução da velocidade em quatro nós. Também estamos reduzindo o consumo energético de nossos contêineres refrigerados em mais 30% nas novas construções. Tudo isso porque a sustentabilidade é um componente imprescindível em nossa filosofia corporativa”, enfatiza Biluca.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Queda de contêineres no Porto de Santos serve de alerta

Especialista recomenda mais fiscalização e uso de tecnologia, mas aponta erros, como o saque, indicando falta de planejamento

Na Praia Saco do Major, funcionários de empresa retiram contêiner que caiu do navio (Foto: Divulgação)

A queda de 46 contêineres no mar na Barra de Santos é considerada uma das maiores do País pela quantidade de produtos que foram parar nas águas da região. O fato das mercadorias armazenadas não serem consideradas tóxicas foi um alívio, mas a possibilidade de que isso ocorra novamente com outro tipo de carga coloca especialistas em alerta.
“São várias causas que levam a acidentes deste tipo e as mais frequentes são a falta de determinação específica do peso e do local de cada contêiner”, analisa o diretor-geral da Rambell do Brasil, Eugênio Singer.
A falta de fiscalização do acondicionamento dos produtos nos portos, principalmente os menores, faz com que esse risco cresça. “Os navios acabam não tendo uma informação precisa de peso, de balanceamento, de como essa carga está distribuída, o que seria essencial para a segurança”, diz.

Maior porto da costa leste dos EUA investe US$ 4,4 bi em acessos

Entre as intervenções, estão a dragagem do canal de navegação e a elevação de uma ponte rodoviária


Na disputa pelos novos navios que passaram a navegar pela costa leste dos Estados Unidos, após a ampliação do Canal do Panamá, o Porto de Nova Iorque e Nova Jersey investe US$ 4,4 bilhões (R$ 13,8 bilhões, com base na cotação da moeda ontem) em um pacote de obras para melhorar sua infraestrutura. Entre as intervenções, estão o aprofundamento de seu canal de navegação, a elevação de uma ponte rodoviária e a melhoria de sua logística, com a construção de ramais ferroviários em terminais portuários e de uma instalação intermodal. 
A ideia é manter o complexo, o segundo do país em movimentação de contêineres, como o mais importante da costa do Atlântico.
“Somos o mais importante porto da costa leste dos Estados Unidos e vamos manter essa posição. Esses novos navios têm de ter condições de atracar aqui e estamos providenciando isso. E se há esse investimento é porque aqui, esses recursos têm retorno garantido”, afirmou o diretor-assistente do setor de Desenvolvimento de Negócios do Porto, do Departamento de Comércio Portuário da Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey (APNINJ), Sam Ruda.

Bandidos que embarcavam cocaína em navio são mortos pela PF em Santos

Suspeitos estavam em uma lancha, içando a droga para dentro da embarcação, quando foram descobertos


O carregamento de drogas em um navio atracado na margem direita do Porto de Santos, na madrugada desta sexta-feira (18), resultou em troca de tiros e na morte de quatro suspeitos que participavam do delito. Durante a ação, malas com 273,61 kg de cocaína em tabletes e armamentos foram apreendidos. O navio tinha como destino Itália e Bélgica. Três filipinos, que eram tripulantes da embarcação,  foram presos. 
De acordo com informações da Polícia Federal em Santos, após denúncia anônima, equipes da corporação montaram campana em região próxima ao bairro da Ponta da Praia. Por volta das 4h40, uma lancha com quatro pessoas a bordo se aproximou do navio e iniciou, por içamento, a colocação de malas com cocaína para dentro da embarcação.

Noruegueses detêm navio da Greenpeace no Mar de Barents

A Guarda Costeira Norueguesa retirou os activistas da Greenpeace da zona de segurança da plataforma de petróleo da Statoil, Songa Enabler, no Mar de Barents


A Guarda Costeira Norueguesa retirou os activistas do Greenpeace da zona de segurança em torno da plataforma de petróleo da Statoil, Songa Enabler, no Mar de Barents após estes terem entrado na zona de exclusão de 500 metros com caiaques e botes insufláveis, desembarcados do navio Arctic Sunrise, tendo vista, por um lado, prender à plataforma um globo contendo mensagens enviadas um pouco de todo o mundo manifestando o seu repúdio pelo início da nova exploração no Árctico, localizada no campo de Korpfjell e iniciada há um mês no ponto mais a Norte da área marítima sob jurisdição da Noruega, bem como interromper pelo mais longo prazo possível as respectivas operações.
A intervenção da Guarda Csteira Norueguesa deu-se algumas horas após o início do protesto, tendo os activista da Greenpeace alegado não terem o direito e deter nem,meno ainda, de retirar o navio do ponto em que se encontrava por tal contrariar a Lei Internacional no que respeita ao protestos realizados em alto mar, entendidos como equiparados à liberdade de navegação.
A Greenpeace Nordic em conjunto com Associação Natur og Ungdom, Natureza e Juventude, interpuseram entretanto uma acção em tribunal contra o Governo Norueguês por entenderem que as novas concessões de exploração de petróleo violam a Constituição nos preceitos respeitantes o direito a uma Ambiente saudável.

Competitividade dos portos.

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) reuniu representantes da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), empresários e usuários de portos para tratar de questões de logística e assuntos ligados à Lei dos Portos, competitividade e produtividade do setor.



A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) reuniu representantes da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), empresários e usuários de portos para tratar de questões de logística e assuntos ligados à Lei dos Portos, competitividade e produtividade do setor.
Dentre as principais questões levantadas, estão a preocupação com o cerco que o crescimento das grandes cidades vêm causando aos portos, sendo um dos fatores para os sérios problemas nos acessos terrestres e marítimo. A baixa eficiência das administrações portuárias públicas também é apontada como vilã da crise portuária. Neste sentido, o diálogo com os agentes deste processo torna-se imprescindível para vencer os principais entraves.
“Nosso objetivo é levantar as demandas e procurar encontrar as soluções. Lutamos por elevar a qualidade de nossos postos e buscar, cada vez mais, a integração entre eles, no Brasil e no exterior. Neste processo, o Pará é muito importante, já que grandes negócios são feitos por aqui e, em questão de logística, a via fluvial é o meio mais rentável”, destaca Jovelino Pires, coordenador da Câmara de Logística Integrada (CLI), da AEB.

sábado, 19 de agosto de 2017

Governo dá início a estudo para privatizar dragagem do Porto

Autoridades federais e entidades da região tem 90 dias para apresentar proposta final

O Governo Federal aceitou nesta quinta-feira (16) a proposta de iniciar os trabalhos com foco na privatização do serviço de dragagem do Porto de Santos. A decisão foi tomada na reunião interministerial realizada em Brasília entre as autoridades da União e representantes das entidades do setor portuário da região, que defendem a privatização desse serviço.

Em três meses, um grupo de trabalho, proposto pela Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), deve chegar a um novo formato para a dragagem.
O grupo é formado por integrantes do Ministério dos Transportes, Aviação Civil e Portos, que coordenará a equipe, Casa Civil, e também as pastas do Planejamento e do Desenvolvimento e Gestão, Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq) e Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Grupo de especialistas e professores critica destinação de cilindros em Santos

Uma carta foi protocolada pedindo a realização de uma audiência pública sobre o assunto


Um grupo de especialistas e professores está questionando a decisão de destruir em alto-mar os 115 cilindros de gases tóxicos que estão no Porto de Santos. nesta quinta-feira (17), os especialistas da área do Direito protocolaram uma carta no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedindo a realização de uma audiência pública sobre o assunto.
O mesmo documento foi enviado para o Ministério Público Federal (MPF), Cetesb, Marinha do Brasil, secretarias estadual e municipais do Meio Ambiente da Baixada Santista e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Além de solicitarem o debate aberto amplo, eles defendem a realização de um estudo de impacto ambiental prévio do descarte. Outro ponto destacado no documento é a participação do MPF, uma vez que a destruição em alto-mar se dá em área de competência federal. 
“Não existe um protocolo de segurança em alto-mar. É um caso inédito e o importante é fazer um estudo sério para ver se esse é o melhor caminho. Nós entendemos que não”, pontua o advogado Rodrigo Zanethi, coordenador da Pós-Graduação de Direito Marítimo da Unisantos. Ele afirma ainda que a queima destes produtos ao ar livre seria proibida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010).
A Ordem dos Advogados de Santos (OAB/Santos) também se diz preocupada com a questão e oficiou todos os órgãos envolvidos para obter informações. “A OAB quer discutir a questão juridicamente, porque não é técnica. Não estamos contra esta opção técnica, mas precisamos defender a legislação e ter maior transparência do que está ocorrendo”, afirma a presidente da Comissão de Meio Ambiente, Patrícia Trindade do Val.
A representante da OAB/Santos acredita que uma audiência pública tomaria muito tempo. A comissão defende a realização de uma reunião com todos os envolvidos presentes para se resolver a situação de uma forma mais rápida.
“Os cilindros já estão no local há mais de 20 anos e seguem monitorados. Não é uma semana a mais que fará diferença. O importante é que isso seja debatido”, diz.
O Ibama afirma que o pedido protocolado pelos especialistas será analisado. Procurada no final da tarde desta quinta-feira (17), a Codesp afirmou que “não dispõe de informações para esclarecer a demanda”. O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente da Baixada Santista (Gaema/BS), responsável pelo inquérito sobre o caso, não retornou até o fechamento desta edição. (EC).

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Situação no porto de Imbituba, no Sul de SC, deve ser normalizada até sexta

Segundo o porto, dois navios retornaram ao cais e continuaram suas operações de carga e descarga pela manhã

O porto de Imbituba, no Sul catarinense, que reabriu na manhã desta quarta-feira (16), deverá ter sua situação normalizada até sexta, informou a SCPar, responsável pelo porto. As operações estavam paradas desde a última sexta (11) por conta do mar agitado. Outros quatro portos fechados no mesmo dia voltaram a operar na terça-feira (15).

Segundo o porto, dois navios retornaram ao cais e continuaram suas operações de carga e descarga pela manhã. Quatro navios permeneciam na área de fundeio na tarde desta quarta, e a expectativa é de que a situação seja normalizada até sexta-feira (18).
Ainda de acordo com o porto, não foram contabilizados atrasos por conta dos dias sem operação, já que o mercado de navegação trabalha com prazos de 10 a 14 dias. "Possíveis gastos adicionais por causa dessa situação já estão previstos na dinâmica normal de operação portuária", informou o porto de Imbituba, em nota.
Outros portos
O canal de acesso ao porto de Itajaí e Navegantes foi reaberto na manhã de terça-feira (15), por volta das 6h. Às 7h, os portos de Itapoá e São Francisco do Sul, no Norte, também tiveram a operação normalizada.

Carta aberta: Um novo acidente

A mais alarmante é o silêncio com que as autoridades portuárias trataram o tema



Ao invés de famílias caminhando pela orla e grupos praticando lazer e esporte, o cenário do último final de semana nas praias da região poderia ter sido muito, muito diferente – ecossistema marinho contaminado, vidas afetadas, infraestrutura comprometida, comércio e turismo prejudicados.

A queda de 47 contêineres no mar é, portanto, um novo sinal de alerta, mais uma advertência para toda a sociedade, principalmente quando sabemos que o Porto de Santos recebe, por ano, mais de 3 milhões de contêineres.

Diante disso, que constatações tiramos do acidente com o navio Log in Pantanal?

A mais alarmante é o silêncio com que as autoridades portuárias trataram o tema.

Sob que circunstâncias e por quais motivos agiram assim, não se sabe. O que ficou patente, porém, foi o silêncio, um comportamento que parece se tornar praxe nessas ocasiões, o que gera uma profunda sensação de insegurança.