quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Aprovada norma sobre movimentação e armazenagem de contêineres e volumes nos portos organizados





A Resolução 2.389, que estabelece parâmetros regulatórios na prestação dos serviços de movimentação e armazenagem de contêineres e volumes, em instalações de uso público, nos portos organizados, foi aprovada pela Antaq e publicada no Diário Oficial da União no último dia 22 de fevereiro.

De acordo com o texto, a empresa de navegação poderá cobrar a Taxa de Movimentação no Terminal (Terminal Handling Charge - THC) diretamente do exportador, importador ou consignatário a título de ressarcimento das despesas assumidas com a movimentação das cargas pagas ao operador portuário. “A comprovação de pagamento da THC é condição necessária para a liberação de cargas de importação por parte dos recintos alfandegados”, aponta trecho da resolução.

A THC é o preço cobrado pelo serviço de movimentação de cargas entre o portão do terminal portuário e o costado da embarcação, incluída a guarda transitória das cargas até o momento do embarque, no caso da exportação, ou entre o porão da embarcação e sua colocação na pilha do terminal portuário, no caso da importação, considerando-se, neste último caso, a inexistência de cláusula contratual que determine a entrega no portão do terminal.



Certificação ambiental made in Pernambuco para empresas



O empresariado pernambucano deve ficar atento à nova opção de certificação ambiental que a Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe) está oferecendo em parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).
Criado em novembro de 2011, o Selo Verde, como é chamado, prevê políticas de proteção ambiental para as empresas pernambucanas. Entre as ações desenvolvidas, figuram o consumo de energia renovável, uso sistemático de materiais recicláveis e ampliação do controle de emissão de poluentes. As companhias que aderem ao projeto recebem um diploma de reconhecimento como “Empresa Verde”. Esse título e o respectivo selo podem ser utilizados em peças promocionais e de propaganda.
A especialista em direito empresarial do escritório Queiroz Cavalcanti Advocacia, Gabriela Figueiras, acredita que o Selo Verde, é uma boa medida para empresas que querem se diferenciar no mercado, já que agrega valor ambiental à marca. “Hoje, muitos consumidores preferem produtos com o diferencial ambiental. As empresas têm que se adequar a esse novo perfil de consumo da população”, ressalta a advogada.
A Baterias Moura é um exemplo de empresa que se mostra comprometida com as questões ambientais e está aderindo ao processo de certificação da Jucepe. Desde 2004, a empresa possui o ISO14000 – uma certificação ambiental internacional – e no ano passado criou um departamento específico para tratar essas questões. O diretor responsável de sustentabilidade do Grupo Moura, Arnolfo Menezes, diz que esse é um forte diferencial da empresa. “É uma tendência no mercado. O selo de certificação ambiental valida o comprometimento da empresa em ser sustentável. Isso é muito importante para a imagem que temos diante dos nossos consumidores”, completa.
O melhor de tudo é que o processo jurídico para obter o Selo Verde é simples. “Basta a inserção de uma cláusula denominada de Cláusula Verde no Estatuto/Contrato Social da empresa”, diz Figueiras. De acordo com a advogada, nessa cláusula, a empresa deve declarar que ela, seus sócios e acionistas têm preocupação ambiental, comprometem-se com a sustentabilidade, mitigação dos impactos ambientais, usos de recursos renováveis, consumo consciente, divulgação de ações ambientais e conscientização de clientes e da comunidade quanto às questões ambientais etc.
Um processo simples comparado ao que é exigido para obtenção de outras certificações. “O Selo Verde da Jucepe é ideal para empresas menores que querem agregar valor ambiental à marca sem se prenderem à exigências e burocracias de certificações internacionais, por exemplo”, ressalta a advogada. Não se tem o resultado de quantas empresas já aderiram ao Selo Verde. A Junta já iniciou os trabalhos de mensuração e deve divulgar o número dentro de alguns meses. Além disso, está avaliando junto ao governo do Estado e à Câmara dos Deputados a aprovação de uma lei que confira alguns benefícios fiscais e em processos licitatórios estaduais às empresas com a certificação.

Porto do Rio Grande recebe maior porta-contêiner registrado no Brasil



Cerca de 700 contêineres foram embarcados e desembarcados

O Porto do Rio Grande (RS) recebeu, na última quinta-feira, o maior porta-contêiner registrado em águas brasileiras. O Cosco Vietnam, proveniente de Montevidéu, no Uruguai, realizou operações de embarque e desembarque de cerca de 700 contêineres com mercadorias diversas.

A atracação foi feita no terminal Tecon, no Superporto. O conteineiro tem 334m de comprimento, 42,8m de largura,  calado de 14,5 m em máxima carga e capacidade de armazenamento de 8.208 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 Teus). O navio é de bandeira de Hong Kong e agenciado pela Aliança Navegação.

Do Rio Grande, o navio segue para Itapoá (SC), Paranaguá (SC), Santos (SP) e depois Cingapura.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/porto-do-rio-grande-recebe-maior-porta-conteiner-registrado-no-brasil/

Maersk aumentará taxas entre Ásia e América Latina



Alta será aplicada na costa oeste da América do Sul, América Central e México

A Maersk Linedecidiu implementar um novo aumento geral de taxas nos serviços provenientes do Extremo Oriente para a América do Sul, América Central e México a partir do dia 15 de março.

O aumento será de US$ 400 por Teu (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e de US$ 800 por Feu (unidade de medida equivalente a um contêiner de 40 pés). Já as taxas do Extremo Oriente para o Caribe ficarão em US$ 560 por Teu e US$ 800 por Feu.

Da costa oeste da América do Sul para o Extremo Oriente, o aumento será de US$ 150 por Teu, US$ 300 por Feu e US$ 500 por Feu reefer.