quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Brasil precisa atentar para falta de mão-de-obra no setor logístico


O problema de falta de mão de obra especializada e bem qualificada atinge todos os segmentos e o de Logística, claro, não fica de fora. Durante a primeira rodada de discussões do ciclo de debates Gestão x Gargalos de Infraestrutura, realizada nesta terça-feira, na Amcham (Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos) as palestrantes Roberta Rodrigues e Joyce Pereira, analistas de Recursos Humanos da Luft Logistics, comentaram sobre as possíveis soluções para minimizar esse problema no Brasil.
“Tratam o capital intelectual com mais facilidade que mão-de-obra. A falta dela é um problema que compreende fatores como qualificação, remuneração, oferta… O motorista de caminhão, por exemplo, é um profissional qualificado que virou relíquia. Mas o problema, muitas vezes, não é nem a remuneração, mas, sim, outros fatores, como programas de incentivo e benefícios”, explica Joyce.
De acordo com as analistas, o País enfrenta escassez de mão de obra por conta da desvalorização das profissões, especialmente a de caminhoneiro: “Esse profissional que faz mover o País não era valorizado. Mas aquela imagem do cara que chega no posto de chinelos e sem camisa já não existe. O problema é que os jovens não querem seguir essa carreira por causa do baixo salário, da desvalorização e do tempo que se fica longe da família”, comenta.
Para minimizar esses empecilhos, segundo Roberta e Joyce, é preciso investir na demarginalização da profissão: “Incentivamos nossos profissionais a freqüentarem a faculdade, por exemplo. Até porque o caminho natural é que os caminhões, com as tecnologias, fiquem cada vez mais automatizados. Se o profissional não tiver conhecimentos, não consegue nem ligar o equipamento. Também incentivamos que os profissionais busquem ocupar outros cargos na nossa organização, como sair do pátio, como caminhoneiro, e ir para o escritório, trabalhando na parte administrativa”, contam.
As analistas também explicam que a forma como o Brasil trata e vê os caminhoneiros perde para outros países: “Na Rússia, por exemplo, um caminhoneiro ganha um salário equivalente a quase R$ 10 mil. Nos Estados Unidos a situação é parecida. Só agora o País atenta para essa situação e se vê obrigado a tomar uma atitude porque senão ele vai parar. Até mesmo entre os países da América Latina a remuneração brasileira é a menor”, afirma Roberta.

Movimento de contêineres da Triunfo aumenta 9,5%


Os dados operacionais da empresa foram divulgados nesta quarta-feira (12); tráfego aumentou 6,8% de janeiro a agosto.

O segmento de contêineres da Triunfo Participações movimentou 398.077 TEUs (Unidade Equivalente de 20-pés) entre janeiro e agosto de 2012, o que representa um aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2011. O segmento de cabotagem movimentou 25.134 TEUs.

Os dados operacionais da empresa foram divulgados nesta quarta-feira (12). De acordo com as informações enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a energia assegurada vendida alcançou 397.105 MWh.

Já o tráfego aumentou 6,8% na mesma base de comparação, totalizando 53,7 milhões de veículos equivalentes.

"O desempenho individual de nossas concessionárias Concer, Concepa e Econorte no período foi respectivamente 6,4%, 8,4% e 3,8% de crescimento no volume de veículos equivalentes", informou a Triunfo.

Fonte: Brasil Econômico

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Contrários à privatização, portuários ameaçam entrar em greve


Os portuários estão em alerta diante da iminente possibilidade de mudança no modelo de concessão dos portos. Para discutir o assunto e planejar uma possível paralisação, avulsos e empregados da Codesp vão se reunir em assembleia nesta quinta-feira, no Sindicato dos Empregados na Administração Portuária, (Sindaport), a partir das 9 horas.


A convocação está sendo feita pela Unidade Portuária do Estado, integrada pelos sindicatos representativos das categorias portuárias.  O presidente da entidade sindical, Everandy Cirino dos Santos, que é também vice-presidente da Federação Nacional dps Portos, está apreensivo com as mudanças previstas no setor portuário.



"Infelizmente, a presidente Dilma está indo contra tudo o que o seu antecessor fez. Enquanto Lula retirou as companhias docas do Programa Nacional de Desestatização, criou a Secretaria Especial de Portos (SEP) e determinou o envio de recursos para o Portus, Dilma vem na contramão querendo acabar com as companhias docas, fazendo intervenção em nosso fundo de pensão e querendo entregar o setor totalmente para a iniciativa privada", disse o sindicalista.



Conforme salientou, a assembleia contará com a presença dos dirigentes sindicais e representantes das três federações (Federação Nacional dos Portuários - Federação Nacional dos Estivadores - Federação dos Conferentes, Consertadores, Vigias e Trabalhadores de Bloco).



Cirino entende que, se a gestão dos portos e a administração das Companhias Docas estão ruins, a presidente deveria ter feito alterações assim que assumiu o cargo. Segundo ele, apenas um ou outro porto teve mudança em seu comando. "Se ela manteve as diretorias das Companhias Docas é porque estava de acordo com a administração como um todo. Agora é fácil dizer que o setor portuário tem que mudar e se espelhar nos portos europeus”.



Outro assunto polêmico a ser abordado na assembleia de quinta-feira é a possível extinção dos Conselhos de Autoridade Portuária (CAP) e dos Órgãos Gestores de Mão de Obra (Ogmos).



Apesar da ministra-chefe da casa Civil, Gleisi Hoffmann, ter dito na semana passada que os órgãos não serão extintos, especula-se que a exclusividade mantida pelos trabalhadores inscritos no Ogmo deixará de existir com as mudanças anunciadas pelo Governo.



Fonte: A Tribuna