quarta-feira, 3 de outubro de 2012

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Acrisio Lucena

Nissin inicia produção local em novembro



Pernambuco, a partir do próximo dia 12 de novembro, vai produzir oficialmente o legítimo macarrão instantâneo japonês, o famoso Nissin Miojo. Os pacotinhos sairão da nova fábrica da Nissin Ajinomoto Alimentos, em Glória do Goitá. A data de inauguração foi confirmada ontem, pela empresa. O evento, segundo a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), terá a presença do governador Eduardo Campos.
A fábrica é a segunda da joint venture da Nissin e Ajinomoto, ambas japonesas, no Brasil. O investimento foi de R$ 46 milhões, com a geração de 200 empregos.
A Nissin Ajinomoto considera os números de produção estratégicos, mas o Estado revelou, no início do ano, que seriam fabricados até 1.500 pacotes de macarrão instantâneo por minuto.
O volume parece alto, mas a quantidade de macarrão instantâneo consumida no Brasil ainda é muito pequena, segundo os números da empresa. O nordestino come nove pacotinhos por ano, em média, contra dez no Brasil. Mas lá fora os números são bem maiores: são 13 no México e Estados Unidos, 31 na China e 41 no Japão.
O macarrão japonês vai ter gostinho de Nordeste, com a linha Nosso Sabor, criada para a região, mas, até hoje, fabricada em Ibiúna, São Paulo. De Glória do Goitá também sairão o lámen, mais tradicional, e a linha Turma da Mônica.
JORNAL DO COMMERCIO


Estudo aponta que, por causa da carência de mão de obra, as empresas chegam a pagar até 40% mais.

As empresas têm que desembolsar mais para ter os profissionais das áreas de engenharia, construção civil, tecnologia da informação e finanças. Estudo da Michael Page, empresa especializada em recrutamento de pessoal, mostra que as grandes corporações chegam a pagar 25% mais caro para contratar um técnico e 40% a mais para os cargos de gerência no Norte e Nordeste. A carência de mão de obra local alavanca o piso salarial e estimula o ágio das contratações. As pessoas que vêm de fora exigem uma compensação para deixar a zona de conforto do Sudeste e Sul do país e se fixarem numa região “desconhecida”, apostando no longo prazo.
A efervescência dos novos investimentos em Pernambuco, em especial no Porto de Suape, aumenta a demanda por pessoal qualificado. O gerente de finanças e vendas da Michael Page no Nordeste, Pedro Sales, explica que há carência de mão de obra para suprir as necessidades da instalação das empresas. “Pelo tamanho dos investimentos feitos aqui, falta bagagem técnica aos profissionais para assumir algumas posições.” Ele cita como exemplo a fábrica da Fiat, em Goiana, que vai demandar profissionais que já vivenciaram esse tipo de projeto.
Outro fator que puxa para cima a remuneração desses profissionais é o deslocamento do Rio de Janeiro e São Paulo para a região Nordeste. As empresas têm que bancar um salário maior porque essas pessoas têm que se instalar na nova cidade e pagar aluguel. “É um conjunto de fatores que encarece a contratação do profissional e aumentam os custos da empresa”, avalia Sales.
O estudo da Michael Page com profissionais de todas as regiões do país mostra que aproximadamente 15% das contratações de executivos realizadas no primeiro semestre do ano foram localizadas fora do eixo Rio-São Paulo. Os cargos técnicos exigiram um plus na remuneração de 25%. Já os de gerência tiveram aumento de 45% porque a exigência de qualificação para as posições de chefia é maior. “Os cargos de gestão exigem um upgrade maior do que o nível técnico”, justifica Pedro Sales.
Além disso, o profissional mais experiente deixa de lado a sua carreira de sucesso no Sudeste. E larga tudo para começar outra vida. Segundo Sales, o nível de desistência desses executivos é baixo no Nordeste porque eles vislumbram a possibilidade de fazer carreira. “É um desafio sair da zona de conforto para assumir algo novo com potencial de crescimento profissional.”
DIARIO DE PERNAMBUCO

EAS tenta recuperar contratos


Estaleiro entregou à Transpetro seu plano de ação para evitar a rescisão dos contratos de construção de 16 navios

Nos últimos minutos do segundo tempo, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) entregou à Transpetro seu plano de ação para evitar a rescisão dos contratos de construção de 16 navios, suspensos em maio deste ano. No último domingo se encerrou o segundo prazo concedido pela estatal para a empresa apresentar a proposta. A primeira data era 30 de agosto, mas foi prorrogada por mais um mês. Por enquanto, o conteúdo do documento é mantido em sigilo. Por meio de sua assessoria de comunicação, a Transpetro se limitou a informar que a proposta será analisada e o EAS será comunicado, o quanto antes, se o plano foi aceito.
O Atlântico Sul venceu licitação para construir 22 navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro. O primeiro petroleiro, o João Cândido, demorou quase quatro anos para ser construído e foi entregue em maio passado, com dois anos de atraso e aumento de custo de 56%.
Para piorar a situação, a empresa coreana Samsung, parceira tecnológica e sócia do estaleiro, deixou o empreendimento em março último. Pelo contrato assinado com a Transpetro, sem parceiro técnico, o documento perderia sua eficácia. Por esse motivo, a estatal suspendeu a encomenda de 16 navios, ficando de fora apenas seis embarcações que ainda contavam com assistência tecnológica da Samsung. O valor total do contrato de 22 navios é de R$ 7 bilhões e o valor dos 16 suspensos está calculado em R$ 5,3 bilhões.
Logo após a festa de entrega do primeiro navio no Complexo de Suape, em maio, a Transpetro anunciou a suspensão dos contratos. Para reaver as encomendas, o Atlântico Sul teria que cumprir três exigências: apresentar um parceiro técnico com comprovada experiência na indústria naval, um plano de ação e cronograma confiável de construção dos petroleiros e um projeto de engenharia para as embarcações que atenda às especificações técnicas contratuais.
A primeira determinação, o EAS conseguiu atender em junho, quando fechou parceria técnica com a IHI Marine United, divisão de construção naval e offshore da Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI). No mercado, a informação é que os japoneses também poderiam se tornar sócios, a exemplo da Samsung. Os sócios do Atlântico Sul (Queiroz Galvão e Camargo Corrêa) esperam por um parceiro que possa assumir pelo menos 30% do negócio e que faça um aporte de capital de US$ 400 milhões.
PRODUTIVIDADE
Para além do parceiro técnico, o maior desafio do EAS é encontrar o caminho da produtividade. Símbolo da retomada da indústria naval no País, o empreendimento enfrentou os gargalos de formar mão de obra numa região sem tradição no setor, além de construir o estaleiro e o primeiro navio ao mesmo tempo. Nessa conta também entram problemas de gestão, dança da cadeira de quatro presidentes num período de cinco anos de atuação e dívida política com os governos Lula/Dilma, responsáveis por ressuscitar o setor no Brasil.
O EAS investiu R$ 16 milhões na construção de um centro de treinamento (R$ 3,5 milhões) e na qualificação profissional de 3,5 mil operários. Apesar do esforço, os erros foram inevitáveis. O João Cândido foi montado com 24 mil metros de solda. Desse total, 18 mil metros (75%) precisaram ser corrigidos. O petroleiro teve que voltar ao dique seco para reparos, o número de trabalhadores foi inflado de 5 mil para 11 mil e foi necessário recorrer a decasséguis para melhorar a produtividade.
O problema foi que os gestores do estaleiro acharam que conseguiriam transformar cortadores de cana, comerciantes e donas de casa em operários da indústria naval. Esses profissionais precisavam, sim, integrar o corpo de mão de obra, mas era necessário ter massa crítica de operários mais experientes, observa Floriano Pires Júnior, especialista em indústria naval da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Procurada pelo JC, a diretoria do EAS informou que não vai se pronunciar sobre a suspensão dos contratos. Apesar de não abrir o conteúdo da proposta do Atlântico Sul, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, tem dito que espera que os navios sejam construídos num prazo de 14 meses e venham melhorando essa performance até atingir o desempenho asiático de um petroleiro a cada nove meses (benchmarking do setor).