Cortando funcionários mais antigos e reduzindo a remuneração paga aos recém-contratados, o mercado formal continua fazendo um ajuste forte sobre os salários. Entre janeiro e maio, o volume de desligamentos entre os trabalhadores que estavam entre um e dois anos e há mais de dois anos no emprego avançou 5,8% e 7%, nessa ordem, sobre igual período de 2015, um total de 547 mil pessoas. Dentro do recorte, essas foram as únicas categorias em que o número de demissões cresceu neste início de ano. No total, elas caíram 17,3% em relação ao ano passado, somando 6,6 milhões.
O saldo do Caged tem repetido resultados negativos porque o volume de admissões vem recuando ainda mais - 20,5% nos primeiros cinco meses do ano, 6,3 milhões - e, assim, não tem sido suficiente para repor as vagas que são fechadas. É essa combinação que tem feito o emprego com carteira assinada encolher desde o ano passado. Em maio, ele retrocedeu ao nível de 2012, 39,2 milhões.
