CRESCIMENTO Setor precisa de pessoal e existe qualificação disponível, mas formação básica dos candidatos e os salários ofertados pelas empresas ainda deixam a desejar
Emídia Felipe
O desenvolvimento recente da economia de Pernambuco
traz a reboque a expansão de diversos campos de trabalho, mas um
deles se destaca pela “onipresença”. A logística - com forte atuação
em transporte, armazenagem e distribuição - tem ampliado sua
importância no Estado, fomentando a oferta de qualificação e
aumentando a demanda por pessoas especializadas. No entanto, o
segmento enfrenta um impasse: com margem de lucro apertada, resiste
em oferecer salários menores, enquanto concorrentes de outros
Estados e países, especialmente de grande porte, atraem os
melhores profissionais com remunerações mais
interessantes. “Praticamente todas as empresas têm ou precisam de
alguma atividade logística. Diria que onde houver movimentação e
armazenagem de bens e informações as atividades logísticas estarão
presentes”, explica o presidente da Associação Nordestina de
Logística (Anelog), Fernando Trigueiro.
O varejo e a indústria são setores que precisam de empresas da área logística com intensidade, seja para entregar a mercadoria de um fornecedor para o cliente final ou de uma fábrica para atacadistas; ou ainda para a chegada e gestão de matérias-primas para a transformação industrial. Embora seja ligada à administração de empresas, a logística envolve diversos conhecimentos aplicados nesse processo, como planejamento, estatística, engenharia e economia. Presidente da Dasein, empresa mineira especializada em recrutamento de altos executivos que atua em Pernambuco, Adriana Prates lembra que a logística é uma atividade antiga, mas o atual contexto econômico, especialmente no Nordeste, mudou as necessidades do segmento e faz com que as empresas busquem profissionais com “habilidades diferentes das do passado”. “Essa área deixou de estar no segundo plano para ser prioridade e hoje envolve muitas outras áreas e habilidades”, explica Adriana. Ela estima que, em 2014, o segmento terá um incremento entre 50% e 70% da necessidade de executivos especialistas.



