quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cessão Onerosa – Petrobras descobre mais petróleo na Bacia de Santos


A Petrobras informa a descoberta de petróleo de boa qualidade no quarto poço perfurado na área da Cessão Onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos. O novo poço, denominado 3-BRSA-1053-RJS (3-RJS-699), informalmente conhecido como Franco SW, está situado em profundidade d´água de 2.024 metros, a cerca de 210 km da cidade do Rio de Janeiro e a 17 km a sul do poço descobridor 2-ANP-1-RJS (Franco).
A descoberta foi comprovada por meio de amostragens de petróleo de boa qualidade (28º API) obtidas em teste a cabo. As amostras foram colhidas em reservatórios de rochas carbonáticas de espessuras similares às registradas no poço descobridor.  A descoberta comprova ainda a extensão dos reservatórios de petróleo no sul da área de Franco. A coluna de hidrocarbonetos verificada até o momento é de 295 metros.
O poço ainda está em fase de perfuração a 5.656 metros de profundidade e prosseguirá até atingir o nível estratigráfico previsto no contrato da Cessão Onerosa, a aproximadamente 6.175 metros.
Concluída essa fase, a Petrobras dará continuidade às atividades e investimentos previstos no Programa Exploratório Obrigatório (PEO) do contrato de Cessão Onerosa, incluindo a conclusão da campanha de aquisição de dados sísmicos em 3D para essa área.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Paranaguá ganha R$ 146 mi para aprofundamento


O Porto de Paranaguá tem R$ 146 milhões reservados na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para realizar a dragagem de aprofundamento. A informação foi confirmada ontem pela assessoria da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Hoje, ela e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, recebem representantes do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná para detalhar informações sobre as obras de investimento em rodovias e ferrovias do “PAC Concessões” – e aproveitam para dar a boa notícia.

Ainda em dezembro do ano passado, Gleisi havia solicitado ao Ministério do Planejamento a realocação de recursos específicos para a dragagem do porto na segunda fase do PAC. Entre 2008 e 2010, o PAC 1 chegou a reservar R$ 53 milhões para a obra, que não saiu do papel por problemas de licenciamento e divergências entre os governos estadual e federal.

Meses antes, em outubro, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e a Secretaria dos Portos chegaram a um acordo para dividir o trabalho de dragagem dos terminais em duas fases. A primeira, de manutenção, ficou com a Appa e está em andamento – deve levar mais cinco meses (leia mais nesta página). A segunda, de aprofundamento, ficou a cargo da União e deve ser iniciada logo após a de manutenção. “Ainda precisamos da licença ambiental, cujo projeto já está procolado no Ibama, e realizar todo o processo de licitação para a contratação do serviço. Acredito que só começaremos a dragagem de aprofundamento no primeiro semestre de 2013. O que deve ser feito, no entanto, para garantir o recurso, é o empenho de parte desse montante ainda em 2012”, avalia o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. A licença ambiental para a dragagem de aprofundamento, segundo a assessoria da Casa Civil, está prevista para sair em Diário Oficial entre os dias 10 e 15 de setembro.

A dragagem de aprofundamento se difere da de manutenção porque permitirá a chegada e navios bem maiores a Paranaguá e Antonina. Após a intervenção, a profundidade em Paranaguá passará dos atuais 8 a 12 metros para até 16 metros. Já o calado de Antonina passará de 6 para 9,8 metros.

Fonte: Gazeta do Povo (PR) / Fabiane Ziolla Menezes


Transpetro dá mais prazo ao EAS


A Transpetro deverá prorrogar por cerca de 30 dias o prazo para que o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) atenda as exigências que faltam e possa reaver a construção de 16 navios petroleiros cujos contratos, no valor de R$ 5,3 bilhões, foram suspensos no fim de maio. Os navios que tiveram os contratos suspensos pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, fazem parte de um lote de 22 embarcações com contratos de construção no valor total de R$ 7 bilhões. A suspensão é válida até 30 de agosto, mas o "Valor" apurou que o prazo precisará ser ampliado por período que pode chegar até um mês.

A Transpetro não quis comentar a informação e limitou-se a dizer, via assessoria, que o prazo para o EAS apresentar os documentos que faltam vence no dia 30. No início de julho, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, já havia dito que não iria romper o contrato com o EAS se fosse preciso dar mais 30 ou 40 dias, além da data prevista, para se chegar a um acordo.

A Transpetro suspendeu os contratos dos 16 navios petroleiros porque o EAS ficou sem assistência técnica a partir da saída do da coreana Samsung do capital do estaleiro, em março. Ao ficar sem parceiro tecnológico, o EAS passou a descumprir uma cláusula do contrato. Mesmo não sendo mais sócio do estaleiro, o grupo coreano teve de garantir a assistência técnica até o sexto navio, uma vez que o projeto desses petroleiros é da Samsung.

Mas o problema está do sétimo ao 22º navio, lote que ficou sem projeto. No fim de junho, o EAS anunciou acordo de consultoria tecnológica com a japonesa Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI), o que atende a um dos requisitos da Transpetro. O contrato foi assinado com a IHI Marine United, divisão de construção naval offshore da Ishikawajima.

A Transpetro tinha feito três exigências. O EAS cumpriu a primeira, a do parceiro tecnológico, mas ainda tem de apresentar plano de ação e cronograma confiáveis e entregar um projeto de engenharia para os navios que atenda às especificações técnicas previstas nos contratos.
Valor Econômico - 21/08/2012 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Saiu edital do Porto Seco de Suape



A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União o aviso de edital para licitação de um porto seco no entorno de Suape, que deverá se localizar em Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes ou Ipojuca. A iniciativa visa desafogar o Porto de Suape, cuja capacidade de armazenamento está próxima de seu limite, e atender o crescente número de empresas instaladas no Complexo Industrial portuário.
De acordo com dados da Receita, nos últimos cinco anos (2006-2011), enquanto o comércio exterior do país cresceu 31% e as importações pela via marítima, 52%, o montante de carga condicionada em contêineres nacionalizada no do porto de Suape cresceu 173%. Com a entrada em funcionamento deste porto seco, segundo a Receita, será ofertado um armazenamento de baixo custo no processo de conferência aduaneiro, aumentando a competitividade na prestação destes serviços.
Portos secos são como uma extensão dos portos que podem ser localizados em áreas que não estejam necessariamente próximas ao mar. Trata-se de um recinto alfandegado no qual são executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho de mercadorias, sob controle aduaneiro, podendo operar com cargas de importação e exportação. A criação deste porto seco, segundo a Receita, permitirá uma redução dos custos do controle aduaneiro no fluxo de comércio exterior da região.
A licitação será na modalidade de concorrência e a previsão de abertura das propostas é de seis meses. O edital está disponível no site www.receita.fazenda.gov.br; na sede da Superintendência da Receita Federal (Av Engenheiro Antônio de Góes, 449, 7º andar, Pina, Recife/PE, fone (81) 3316-3721); e/ou pelo e-mail: diana.pe.srrf04@receita.fazenda.gov.br . No julgamento da concorrência, o critério considerado será o de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado. O prazo para exploração será de 25 anos, prorrogável por mais 10.
O Porto terá armazém coberto e pátio pavimentado para armazenagem de contêineres, com áreas iniciais mínimas de 11 mil m² e 30 mil m², respectivamente, exigidos para o início da exploração , e deverá dispor de uma área útil mínima de 8,4 hectares, com aproximadamente metade da área construída e o restante para expansão.
 PEINVESTIMENTO

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Marinha valida só uma de 13 obras de dragagem nos portos


Quatro anos depois do lançamento do mais ambicioso plano de aprofundamento dos portos brasileiros, o Programa Nacional de Dragagem, os navios ainda não podem usufruir das melhorias previstas. Apesar de o governo divulgar que 13 obras estão concluídas, a Marinha brasileira, por enquanto, só validou a que foi feita em uma das áreas do porto de Suape (PE). Para a alteração oficial das profundidades, liberando o tráfego de embarcações de maior calado, a homologação por parte da Marinha é obrigatória.

Essa era a situação das dragagens até o dia 7 de agosto, quando a Marinha respondeu solicitação feita pelo Valor, em 18 de julho, por meio da Lei de Acesso à Informação. "Os portos foram dragados, mas não homologados. Passaram-se quatro anos e os navios não estão podendo carregar seu máximo potencial. Estamos com o velho problema de sempre", afirma uma fonte do setor de navegação, que prefere não ser identificada.

O investimento feito nos 13 empreendimentos atingiu R$ 1,2 bilhão, recurso proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A situação preocupa Brasília. Em recente reunião, a presidente Dilma Rousseff teria manifestado descontentamento com o estágio do programa de dragagens, segundo o Valor apurou.

As profundidades dos portos são fixadas pela Marinha após comprovação de que foram atingidas, o que é feito por meio de levantamento hidrográfico (LH). A análise e a validação do LH são realizadas pelo Centro de Hidrografia da Marinha, mediante o recebimento dos dados encaminhados pelo contratante da obra, a Secretaria de Portos (SEP). Somente depois de validado é que o levantamento pode ser utilizado como subsídio à decisão da Marinha para alterar os parâmetros operacionais dos portos.

Das 13 dragagens já feitas, apenas a do canal de acesso ao cais sul e 50% da bacia de evolução do porto de Suape está validada. A medição da cota do restante da bacia de evolução apontou necessidade de ajustes. Também os dados enviados pelos portos de Recife e de Rio Grande (RS) revelaram discrepâncias. Em Aratu (BA) e Santos, as obras de dragagem estão na fase final, mas ainda não foram concluídas.

"Vamos colocar a profundidade não no papel, mas lá no canal de navegação, para que a gente possa trabalhar com segurança", afirmou o presidente da empresa de praticagem Santos Pilots, Fábio Mello Fontes, em recente evento sobre o porto de Santos. O serviço de praticagem consiste na manobra de navios dentro dos portos. É obrigatório por lei e só pode ser realizado por profissional (o prático) habilitado pela Marinha.

O presidente em exercício da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, disse que a dragagem de aprofundamento para 15 metros já terminou e constantemente é realizada a manutenção. "Mas problema desse tipo pode ocorrer."

O aprofundamento dos portos é essencial para atrair embarcações de maiores dimensões (calado, extensão e largura), tendência mundial na navegação mercante. Quanto maior a embarcação, maior a diluição de custo e consequente redução de preço na movimentação de cargas. Pelo menos 75% da corrente de comércio brasileira em valores é feita via marítima. Em tonelagem, o índice é maior que 90%.

As dragagens integram uma lista de 29 obras de aprofundamento e alargamento de portos espalhadas por 13 Estados e originalmente distribuídas entre PAC 1 e 2, divisão que não existe mais. Desde 2008, novos portos foram acrescentados ao programa. A maior parte dos empreendimentos enfrentou atrasos nas licitações e dificuldades de obra e ambientais, tornando impossível o cumprimento do cronograma inicial.

O temor entre empresários ligados ao comércio exterior é que os portos sofram assoreamento até a validação das novas profundidades pela Marinha e as dragagens tenham de ser refeitas. O porto de Itajaí (SC), o segundo do país em movimentação de contêineres, corre esse risco. O rebaixamento para 14 metros foi atingido, mas não homologado. Como o porto sofre muitos assoreamentos por conta do rio Itajaí-Açu, atualmente a cota operacional é de 12,70 metros para o canal externo e de 12,40 metros para o interno.

A SEP diz não considerar a possibilidade de refazer as dragagens. Questionada por que considera que as obras foram concluídas, se as novas profundidades não podem ser usadas, a secretaria informa que "o objeto da contratação foi cumprido, a obra foi executada, concluída, medida, fiscalizada e feita a batimetria [medição da profundidade]". Segundo a assessoria da SEP, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, já entrou em contato com a Diretoria de Portos e Costas da Marinha para "nivelar e agilizar os procedimentos".

Fonte: Valor / Fernanda Pires