quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Trabalhadores portuários debatem o plano de luta da categoria



Trabalhadores portuários de todo o Brasil, representados pela Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Conferentes de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios (Fenccovib), estão discutindo o plano de logística integrada do Governo Federal, no que diz respeito ao setor portuário. Nesta terça (23) no Armazém 5 do Porto velho, palestras seguidas por uma assembleia geral conjunta da categoria, reuniram mais de 300 trabalhadores e alguns empregadores em Rio Grande. Ao todo, sete sindicatos estiveram representados no evento.

Durante o período da manhã, foram ministradas duas palestras. A primeira, apresentou o novo modelo de gestão de mão de obra sugerido à Secretaria de Portos em Brasília e foi ministrada pelo presidente da Intersindical de Vitória/ES, José Adilson Pereira, e pelo presidente do Suport/ES, Ernani Pereira Pinto. A seguir, o presidente da Fenccovib, Mário Teixeira, palestrou sobre a convenção 137 e recomendação 145 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). À tarde, a partir das 15h, foi realizada a assembleia geral que contou com representantes dos sindicatos dos Portuário, da Estiva, dos Conferentes, dos Vigias Portuários, do Serviço de Bloco, dos Arrumadores e dos Consertadores.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Portuários do Rio Grande, Rui Mendes, a categoria tem sido surpreendida desde o início do ano com notícias de que o Governo vai alterar o marco regulatório dos trabalhadores portuários. A frustração da categoria, segundo ele, é que o Governo discutiu as reformas apenas com a classe patronal. Somente no dia 5 de setembro, após forte pressão da categoria, representantes da FNP, FNE e Fenccobib foram recebidos pela ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que confirmou que o Governo vai mexer na regulamentação dos portuários. Na ocasião a ministra teria explicado que a iniciativa faz parte do plano de logística integrada que pretende reformar os setores rodoviário, ferroviário, aeroviário e hidroviário do Brasil, para torna-los mais eficazes e competitivos, atendendo demandas nacionais e internacionais.

Mendes explicou que, após o encontro com a ministra, as três federações estiveram reunidas, no dia 19 de setembro, em plenária nacional, na qual definiram a aprovação de um plano de luta a ser ratificado em assembleias da categoria que estão sendo realizadas em todos os portos do Brasil. Entre as deliberações do plano de luta, aparece a permanência em estado de greve e a paralisação, em âmbito nacional, por 72 horas, caso seja adotada, pelo Poder Executivo, qualquer medida sem consultar os trabalhadores. A plenária, segundo Mendes, também deliberou o envio de uma carta à presidente Dilma entre outras autoridades de Brasília, denominada “Carta de Brasília”, relatando a importância de estabelecer um diálogo permanente para a construção de uma proposta negociada que venha a atender os interesses da classe empresarial, trabalhadora, dos portos e do Brasil enquanto Nação.

O evento, serviu, basicamente para inteirar os trabalhadores sobre o assunto e também ouvir opiniões e sugestões para ratificações no plano de luta e também na Carta de Brasília. Após a realização das plenárias nos portos, haverá uma nova plenária das federações, prevista para o dia 30 de novembro, em Brasília, com o objetivo de discutir as propostas e manter a categoria mobilizada e organizada, pois, de acordo com o presidente do Sindicato dos Portuários, o governo ainda não apresentou uma posição oficial após a avaliação dos trabalhadores.

O presidente nacional da Fenccovib, Mário Teixeira, por sua vez, argumentou que quando se fala em modernizar a prestação de serviços, e quando se fala na Convenção 137 da OIT (um tratado internacional que delibera a democracia das relações portuárias e cria o bipartidarismo), não se pode tomar qualquer decisão sem consultar a classe trabalhadora. Ele disse que, sobretudo a greve nacional será organizada pelo descumprimento da convenção 137, o que significa a omissão do Governo em fazer cumpri-la e dos empresários que, segundo ele, realmente vêm ignorando as ratificações de 1995.

Sobre a reforma do governo, no que diz respeito ao trabalhador do Porto, Teixeira salientou que a proposta é desproporcional, “a preocupação dos trabalhadores com relação ao pacote do Governo deve-se ao fato de que ele pretende conceder mais privilégios aos terminais localizados fora da área do Porto organizado, principalmente com relação a mais liberdade de movimentação de carga de terceiros, fato este que resultará em prejuízo da parte pública e dos seus trabalhadores que terão seu mercado de trabalho esvaziado”, concluiu Teixeira.

Fonte: Jornal Agora (RS) / Tatiane Fernandes

Complexo de Suape receberá R$ 920 mi do BNDES



O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, assinaram nesta terça-feira (23) contrato no valor de R$ 920,3 milhões para implantação do Programa de Desenvolvimento da Infraestrutura de Áreas Portuárias. O projeto contempla intervenções portuárias, rodoviárias, ferroviárias, retroportuárias e de pesquisa ambiental no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape).


De acordo com a nota divulgada nesta terça pelo BNDES, durante a fase de implantação, as obras deverão criar cerca de 2 mil novos postos de trabalho. Para atração de investimentos e novos negócios, está prevista a terraplenagem, pavimentação, drenagem, iluminação viária e sinalização da Zona Industrial.



O empréstimo também será utilizado na construção de pontes, viadutos, pavimentação, sinalização e requalificação de vias. Entre as obras previstas estão a duplicação do Tronco Distribuidor Rodoviário Norte (TDR- NORTE) e a implantação do contorno do Cabo de Santo Agostinho (Via Expressa de Suape).



O financiamento prevê, ainda, a implantação de veículo leve sobre trilhos (VLT) para transporte público de passageiros entre os terminais do Cajueiro Seco e do Cabo de Santo Agostinho (já existentes) até a Estação Rodoferroviária de Massangana (a ser recuperada) no complexo de Suape. Para tanto, serão recuperados a linha férrea, construídas estações, implantados viadutos - um ferroviário e um rodoviário - e restaurada uma ponte.



No porto, será reforçado o enrocamento de proteção do aterro. Os cabeços Norte e Sul da abertura dos arrecifes para acesso ao porto interno também receberão obras de proteção. O porto interno terá áreas dragadas para a futura construção de mais quatro cais (6, 7, 8 e 9). O cais de múltiplos usos passará por uma recuperação estrutural. Também serão realizadas obras de dragagens no cluster naval, possibilitando a instalação de novos estaleiros.



Ainda conforme o comunicado do banco de fomento, a operação contempla também a construção, em Suape, do Centro de Tecnologia Ambiental (CTA), um espaço voltado para o estudo, a pesquisa e o cuidado de áreas degradadas, formação de agentes ambientais e centro de produção de mudas com laboratório.




Fonte: AE

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Porto do Recife recebe carga com 400 máquinas da XCMGBrasil


Equipamentos são da Êxito Importadora & Exportadora

O navio Asian Dynasty, de bandeira filipina, chegou ao Porto do Recife carregado com 400 máquinas da XCMGBrasil da Êxito Importadora & Exportadora. São 200 escavadeiras XE210 e 200 carregadeiras ZL30H que saíram da China no início de setembro e chegam agora ao país.

Para o trabalho, foi convocada uma equipe com cerca de 50 funcionários da companhia, além de diversos operadores, tanto dentro do navio, quanto na operação terrestre. Uma ambulância acompanhou toda a operação, mas não foi acionada.

O crescimento econômico do país tem refletido, principalmente, no aumento da demanda no setor de construção civil. Desta maneira, o emprego de maquinário de grande porte tem sido cada vez mais necessário, impulsionando as importações com uma demanda superior aos períodos anteriores.

Fonte: Mega Multimodal


Valemax


Navio gigante da Vale atraca pela primeira vez nas Filipinas


Um navio tipo Valemax, batizado de Vale Minas Gerais, atracou nesta última quarta feira. dia 17 de outubro, pela primeira vez no Porto de Villanueva, em Mindanao, nas Filipinas. O maior mineraleiro do mundo, com capacidade para transportar até 400 mil toneladas de minério de ferro e que permite a redução em 35% na emissão de carbono por tonelada de minério transportada, foi carregado no final de agosto no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão. A carga é destinada à siderúrgica japonesa JFE Steel, um dos maiores clientes da Vale.

Esta foi a viagem inaugural do Vale Minas Gerais, parte de uma frota de navios Valemax que atualmente soma 18 embarcações entre próprias e afretadas. Os navios Valemax fazem parte da estratégia da Vale para reduzir a distância entre o Brasil e a Ásia, principal mercado consumidor de minério de ferro. Os mineraleiros têm alto padrão de segurança e eficiência operacional, contribuindo significativamente para reduzir as emissões de carbono no transporte de minério de ferro, assim como diminuir o custo de transporte transoceânico do minério para as empresas siderúrgicas.

O diretor executivo de Ferrosos e Estratégia da Vale, José Carlos Martins, destacou que a JFE é a mais nova siderúrgica a se beneficiar das vantagens de escala e eficiência do Valemax. Já receberam os navios as siderúrgicas Ilva, ThyssenKrupp, Rogesa e Nippon Steel.

“Estamos em negociações avançadas para que outros clientes e outros portos também se beneficiem das vantagens desses navios”, afirmou Martins.

“Com a entrada em operação da nossa segunda estação de transferência de minério prevista para o primeiro trimestre de 2013, do centro de distribuição na Malásia, e de toda nossa frota de navios Valemax, a Vale estará totalmente preparada para atender aos mercados asiáticos em igualdade de condições com seus competidores situados na região”, acrescentou.

Toda essa solução logística, englobando navios, estações de transferência e centros de distribuição, deverá estar em prática no início de 2014.

Com o porto de Villanueva, são sete os portos que recebem os Valemax. Até agora, os navios atracam nos portos de Tubarão e Ponta da Madeira (Brasil), Taranto (Itália), Roterdã (Holanda), Sohar (Omã) e Oita (Japão), além da estação flutuante de transferência de minério em Subic Bay, nas Filipinas. Ao final de 2013, serão 35 navios com capacidade de 400 mil toneladas disponíveis para realizar o transporte de minério de ferro – 19 próprios e 16 afretados pela Vale em contratos de longo prazo.

Fonte: Portal Marítimo

Frota mundial de contêineres chega a 1 milhão de Teus


Encomenda de porta-contêineres deve equivaler a 20% da frota até final do ano


Capacidade somada das entregas de porta-contêineres em 2012 superou a marca de 1 milhão de Teus, representando um crescimento de 5,1% na frota mundial, já considerando a remoção de 216 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) destinados à demolição, de acordo com dados da BIMCO.

“A previsão para o ano é que a frota de porta-contêineres cresça 7,2%. Atualmente, essa frota está sob controle. A demanda, no entanto, é o que tem provocado preocupações. Essa brecha na demanda da indústria de contêineres foi criada em 2009, durante a crise, e foi a alta na perda de volumes que colocou pressão na balança do mercado”, disse a BIMCO em seu relatório.

“Embora os últimos cenários registrados na capacidade da frota mundial se reduzirá em 7,6%, em comparação ao pico do mês de setembro, não deverá ser suficiente para aumentar os níveis de utilização dos navios para mais que 90% em novembro”, conclui a BIMCO.

Fonte: Guia Marítimo

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Nova rota comercial vai partir do Porto do Mucuripe


Porto do Mucuripe oferecerá infraestrutura e colaboração científica para viabilizar a rota Brasil-Cabo Verde


A nova rota marítima comercial entre o Brasil e Cabo Verde (arquipélago na África) vai ter como ponto de saída o Porto do Mucuripe, em Fortaleza. A Companhia Docas do Ceará (CDC) já havia assinado com a Enapor (empresa que administra os portos de Cabo Verde) um acordo de cooperação entre o porto cearense e os cabo-verdianos em janeiro deste ano. Mas a parceria foi oficializada recentemente.

Cabo Verde passará a ser um hub (ponto de distribuição). O transit time (em tradução livre, tempo de trânsito) entre o Ceará e outros países africanos e europeus vai ser reduzido pela metade. A consequência disso é a abertura de oportunidades comerciais, aponta o secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior do Ceará (CCE), o empresário Roberto Marinho.

O comprometimento do Porto do Mucuripe, por meio da CDC, é de viabilizar tarifas portuárias diferenciadas; colaboração científica, técnica, de formação e de planejamento em conjunto o empresariado. O terminal também vai disponibilizar janela de atracação, que é uma data estabelecida para o navio de acordo com a escala mensal de fluxo.

“Nosso objetivo é escoar não apenas cargas cearenses pelo Porto do Mucuripe, mas também de outros Estados”, afirma Paulo André Holanda, Presidente da CDC. Para ele, a viabilização desta rota deverá ser um marco da retomada das relações comerciais e de cooperação do Brasil com o continente africano.

A diretoria da CDC vai a Cabo Verde em novembro para fechar os detalhes do projeto.

A expectativa de Marinho é de que, em curto prazo, os negócios cheguem a US$ 2,5 milhões, o que pode ser acrescido com o fechamento de contratos de fornecimento de produtos.

Negociação demorada
Prevista para operar ainda este mês, a nova rota comercial marítima terá viagem inaugural adiada para até o final deste ano. Roberto Marinho credita o adiamento à grandiosidade da articulação, que envolve regras no país de origem, do país de destino e da bandeira do armador. Ele afirma que as negociações estão em fase final.

“Falo com os armadores praticamente todos os dias e afirmo que os detalhes operacionais estão sendo construídos de forma a possibilitar este início em 2012. É bom lembrar que começamos do zero, construímos a relação entre os portos, apresentamos aos armadores o projeto, apresentamos aos exportadores para gerarmos carga, aos importadores para gerarmos negócios”, revela Marinho.

Não foi informado quem irá fazer o transporte das cargas. Em agosto, duas companhias de navegação disputavam o entreposto. Eram empresas europeias, de médio porte e que não têm atuação no Ceará.

Diretores da Companhia Docas do Ceará (CDC), responsável pelo Porto do Mucuripe, devem viajar em novembro para Cabo Verde com a finalidade de firmarem os detalhes do projeto da nova rota comercial.

Números

US$2,5 milhões é a previsão de volume de negócios gerados com a nova rota comercial entre o Porto do Mucuripe e Cabo Verde.

30 empresários devem viajar até Cabo Verde para prospectar novos negócios em parceria com empresários do País africano.

operadores disputaram a rota entre o Brasil e o País africano. Entre eles, dois estrangeiros.

O Porto de Fortaleza (Mucuripe) oferece condições de armazenagem e de tarifagem para atender essa nova rota Ceará-África. Além da posição geográfica privilegiada, a Companhia Docas do Ceará (CDC), empresa que administra o Porto de Fortaleza, já está providenciando a homologação do novo calado do Porto de Fortaleza, que hoje tem profundidade entre 13 metros e 14 metros. Isso vai permitir a entrada de navios maiores e com maior volume de carga que na atualidade.

A CDC também demoliu um armazém na faixa do cais para oferecer mais agilidade ao embarque e desembarque de contêineres, reconstruindo-o na retroárea do Porto de Fortaleza.

Dentro da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), existem as chamadas jornadas técnicas. O Ceará vai participar com a apresentação das oportunidades de negócios a partir da Ligação marítima direta, que está sendo criada. A palestra Cabo Verde como hub em África vai ser ministrada pelo secretário executivo da Comissão de Comércio Exterior do Ceará, Roberto Marinho.

O economista e professor universitário Henrique Marinho vai lançar, na FIC, o livro Teorias do Comércio Internacional e Política Comercial.

Fonte: Portos e Navios