quinta-feira, 28 de abril de 2016

Investimento em Pecém

APM TERMINALS PECÉM AGUARDA GUINDASTES STS PARA ESTREAR NOVO CAIS


Na última sexta-feira, os dois guindastes do tipo STS (Ship to Shore) adquiridos pela APM Terminals Pecém junto à fabricante ZPMC partiram da China rumo a uma jornada de seis semanas até o porto cearense. A expectativa é que o desembarque ocorra no final de maio, estreando o novo cais construído pela Cearáportos.

“Os equipamentos estarão entre os maiores do país, capaz de alcançar até a 22ª fileira de contêineres dos navios. Com excelente infraestrutura e condições naturais favoráveis, o terminal de Pecém terá condições de atender grandes embarcações que servem as rotas da Ásia, África, Europa e Oriente Médio, sem nenhuma restrição”, explica Ricardo Arten, Diretor Superintendente da APM Terminals Brasil.

Com a chegada dos guindastes a empresa espera elevar em 20% a movimentação, superando cerca de 180 mil TEUs operados ano passado. O objetivo é que a produtividade média por equipamento terão alcance 26 MPH (movimentos por hora) em 2016 e venha a superar os 35 MPH já no ano que vem”, destaca Arten. Ao todo foram investidos cerca de R$ 100 milhões em novos equipamentos.

“Além disso, com a abertura do Canal do Panamá para navios maiores e a localização estratégica de Pecém, o terminal se consolidará como um potencial distribuidor de cargas, ou seja, poderá receber as principais linhas de longo curso e distribuir estes contêineres para outros portos do país e da América do Sul através da cabotagem”, completa Arten.

terça-feira, 26 de abril de 2016

O contêiner não está na condição para o próximo embarque???




Por Clara Rejane Scholles | @comexblog
Esse é um tema sensível para exportadores, importadores e agentes de cargas que representam aos primeiros. Ainda mais sensível, devido à situação de fretes baixos, na importação e exportação, e ao crescente desequilíbrio entre quantidades e tipos de contêineres que chegam e saem da costa brasileira com importação e exportação.
O Brasil importa produtos acabados e exporta muitos alimentos ou itens de consumo humano. Essas exportações requerem uma qualidade superior desse contêiner, também chamado padrão alimento ou foodgrade. Um número crescente de empresas, muitas vezes multinacionais, que contratam fretes marítimos de produtos para consumo humano, estabelece a condição do padrão do contêiner na sua negociação contratual e assim consegue evitar transtornos na hora de estufar a carga para embarque.
IICLInstitute of International Container Lessors — www.iicl.org — é a referência internacional para padrão, qualidade e inspeção de contêineres.
Em tempos de grande queda de importação e crescimento de exportação, como fechar essa conta?
Fonte:http://www.comexblog.com.br

Pernambuco exporta pás eólicas para os EUA por Suape




Por Jéssica Lima
O diferencial do Estado de Pernambuco em abrigar em seu território um complexo industrial e portuário está rendendo bons resultados para a economia local. Pela primeira vez em 37 anos, o Porto de Suape está exportando pás eólicas (peças parecidas com asas de avião, utilizadas nos geradores de energia limpa a partir do vento). Ao todo, 51 pás eólicas (o equivalente a 627 toneladas em volume de carga) que seguirão para os Estados Unidos em direção aos parques eólicos do país.  As peças chamam atenção pelo tamanho: cada lâmina chega a medir entre 40 a 70 metros. 

A ação é fruto da parceria de três grandes empresas dos setores de energia eólica e de logística. A General Electric (GE) comprou os equipamentos construídos pela LM Wind Power e negociou com representantes do EUA. Em seguida, a GE contratou os serviços da Localfrio Suape para comandar o processo de armazenamento das cargas e de logística para a exportação das pás.

A Localfrio Suape destacou que a situação cambial, desfavorável para as importações, vem favorecendo muito a exportação de produtos brasileiros. “Fechamos grandes operações voltadas ao mercado externo. O manuseio e armazenagem das 51 pás eólicas, destinadas aos Estados Unidos, é um exemplo deste trabalho”, comentou Ricardo Oshiro, superintendente da empresa. A Localfrio Suape conta com 91.000 m² de área alfandegada para acomodar diversos tipos de carga, inclusive as de grande porte. Por sua boa atuação no setor, a empresa conquistou em 2015 a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), concedida pela Receita Federal do Brasil.

Para Suape, a novidade representa um ganho significativo nas movimentações. “Operações como essa são possíveis porque o Porto de Suape conta com boa infraestrutura portuária. Além disso, não podemos deixar de destacar a união de diversos atores na operação como a mão de obra oferecida pelo Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto de Suape (OGMO), além do acesso fácil ao Porto, com rodovias de qualidade”, comentou Paulo Coimbra, diretor de Gestão Portuária do Complexo. 

EXPORTAÇÕES EM SUAPE - Em 2015, o Porto de Suape embarcou 1 milhão de toneladas de cargas para a exportação. Os países que mais receberam cargas embarcadas em Suape foram Antilhas Holandesas, Holanda, Argentina, Itália e Espanha. Cargas conteinerizadas, óleo combustível, petróleo bruto, açúcar e óleo diesel foram as principais mercadorias exportadas. No Porto de Suape, características como a facilidade de atracação, a profundidade do porto que permite a chegada de navios de grande calado, o tamanho do cais e a capacidade do piso são diferenciais no embarque e desembarque das grandes peças. Para incentivar a exportação de pequenos produtores da região Nordeste, Suape lançou no início deste ano o Projeto de Consolidação de Cargas para Exportação (PCCE) que tem como principal objetivo auxiliar pequenos produtores a exportarem seus produtos para o mundo.
Fonte: http://www.suape.pe.gov.br