sábado, 8 de julho de 2017

E-mails revelam lobby dos portos para influenciar decreto de Temer



Os documentos foram anexados pela defesa do empresário Ricardo Conrado Mesquita ao inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal)

E-mails e atas de reuniões anexados aos autos da Operação Patmos, que investiga o presidente Michel Temer, revelam que o lobby de empresários do setor portuário influiu e inseriu trechos inteiros em um decreto presidencial em maio passado.
 
Os documentos foram anexados pela defesa do empresário Ricardo Conrado Mesquita ao inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre Temer e seu ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
 
Mesquita é executivo da Rodrimar e membro do conselho deliberativo da ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários). Formada por 71 empresas com 170 terminais portuários, a entidade representa interesses de grandes grupos como Santos Brasil, Libra Terminais, Cargill, CSN, Usiminas e Braskem, braço petroquímico da Odebrecht.
 
Ao entregar os documentos, Mesquita quis explicar aos investigadores o motivo dos frequentes contatos que mantinha com Loures, que foi preso após receber uma mala com R$ 500 mil em espécie do frigorífico JBS.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

A situação dos portos no Brasil



Por: Janguiê Diniz

O Brasil precisa continuar a crescer. E para isso precisamos de uma logística eficiente, com infraestrutura, aeroportos e portos. E ai começam as dificuldades. Historicamente, a revolução portuária no Brasil começou em 1808, quando o príncipe regente Dom João de Bragança assinou uma carta régia que abria os portos brasileiros para o mundo, revolucionando o comércio exterior brasileiro. A questão é que a operação portuária no Brasil está muito distante das referências mundiais de eficiência e produtividade.
Hoje, o debate e a aprovação da chamada MP 595 ou MP dos Portos, pode provocar uma nova revolução no segmento, permitindo que a iniciativa privada opere portos, desde que ofereça a menor tarifa combinada com o melhor serviço. É a ampliação da concorrência como indução de investimentos e, com isso, o aumento da capacidade e da efi­ciência dos portos com custos menores.

Suape e Porto Digital estão no radar britânico



Reino Unido faz monitoramento para futuras parcerias e investimentos do setor público e privado
O Porto de Suape e o Porto Digital estão na mira do governo britânico e podem receber investimentos em libras nos próximos anos. Ambos estão sendo avaliados pelo Consulado Britânico como possíveis focos de parcerias e aportes de fundos estatais e privados. O primeiro pode ser alvo de investimentos para melhoria dos processos e facilitação do comércio. No possível projeto, a ideia é que equipes de consultoria inglesa identifiquem gargalos e realizem treinamentos e capacitações para implementar soluções internas. Já com o Porto Digital, os planos incluem um possível projeto de intercâmbio, no qual empresários ingleses passarão até cinco anos embarcados no parque tecnológico, incentivando assim a troca de experiências e conhecimento, e com empreendedores pernambucanos também indo à Inglaterra, porém por um prazo menor. O segundo plano com o parque tecnológico foca em projetos conjuntos de segurança digital.

Além desses projetos, o consulado avalia investimentos nos setores de saúde, energias renováveis, petróleo e biocombustíveis. “Queremos fechar um acordo em relação a energias renováveis e biocombustíveis que englobe Brasil, Índia, China e Inglaterra”, afirma o embaixador do Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan em visita ao Diario junto ao cônsul britânico Graham Tidey. Ambos foram recebidos pelo presidente e o vice-presidente do Diario, Alexandre Rands e Maurício Rands, respectivamente. Segundo o embaixador, a saída da Inglaterra da União Europeia permitirá uma maior aproximação do país com o mercado brasileiro. Porém, a falta de um acordo para evitar a bitributação dos impostos nas relações comerciais entre o Brasil e a Inglaterra é um problema. “Temos acordos para isso em mais de 250 países, menos com o Brasil”, reclama Rangaraj.

As relações entre os dois países já são relevantes. O embaixador lembra, por exemplo, que o Brasil é o segundo país em número de co-autoria de pesquisas científicas com os britânicos e a reciproca é igual, sendo a Inglaterra o segundo país em número de estudos assinados em cooperação. “Queremos continuar incentivando os intercâmbios e parcerias e, para isso, temos a Newton Fund, focado no desenvolvimento dos países emergentes.” No Brasil, deverão ser investidos 45 milhões de libras até 2019 através do fundo. Vale ressaltar que Pernambuco já tem boas relações comerciais com a Inglaterra. No ano passado, o Reino Unido foi o 16º maior parceiro comercial do estado. De janeiro a dezembro, foram US$ 49.490.127 em importação e US$ 24.213.651. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe).

terça-feira, 4 de julho de 2017

Exportação em foco: cenário começa a mudar e mostrar sinais de recuperação



Indicador Mensal da Balança Comercial, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta, no primeiro semestre de 2017, aumento de 24,4% nas exportações brasileiras. Em maio, novo recorde histórico mensal foi registrado


Ter uma empresa com a marca reconhecida internacionalmente significa ter um atestado de competência e qualidade conferido pelos mais exigentes mercados do planeta. Esse é o caso da Schioppa, que exporta suas rodas e rodízios para diversos países, dentre eles Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Equador, Espanha, México, Reino Unido, Índia, Uruguai e diversos outros.
superávit da balança comercial em maio atingiu um novo recorde histórico mensal, de US$ 7,6 bilhões, e levou a um saldo acumulado no ano de US$ 29 bilhões. Os dados são do Indicador do Comércio Exterior – Icomex, divulgado 20 de junho, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a FGV, o bom desempenho das exportações na comparação entre os acumulados do ano até maio de 2017 e 2016 foi liderado pelo aumento nos preços (+13%), seguido de uma variação positiva ( 9%) no volume exportado. Este resultado denota uma reação positiva do mercado e mantém a tendência de um ano superavitário.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Tecnologia e estratégia reduzem acidentes nas estradas brasileiras



Em tempos de crise, otimizar operações logísticas é fundamental. Ganham todos os envolvidos e, além de eficiência, temos o que é mais importante: segurança.
mercado de transportes é um dos que mais sofre. São roubos e furtos de cargas, que somam bilhões de reais em prejuízos. Porém, tão preocupante quanto isso, são os acidentes, que também tiram o sono de transportadoras, embarcadoras e, obviamente motoristas.
De acordo com Cyro Buonavoglia, presidente da Buonny, a maior gerenciadora de riscos independente do país, entre os motivos para essa preocupação estão as estradas sucateadas e frota velha, que não passam por manutenção preventiva de forma adequada. Falta de profissionalismo e ambições extremas também são responsáveis por esse cenário negativo. “Para termos uma ideia do quanto essa situação é problemática, as companhias seguradoras pagaram R$ 10 bilhões de sinistro de acidentes de trânsito, em 2015, ou seja, um valor 10 vezes maior do que computado em roubos e furtos”, detalha.

Tecnologia

Em razão disso, é preciso abrir os olhos para tecnologia e usá-la a favor para ajudar a reverter esses números, explica Buonavoglia. o caso do gerenciamento de riscos, a prevenção é feita com o uso da telemetria, que é uma tecnologia originalmente utilizada pela Fórmula 1 e que ganhou terreno com a preocupação das empresas em relação à redução de acidentes.

5 dicas de logística para ser mais eficiente no e-commerce


Logística no e-commerce: Especialistas da Infracommerce apontam soluções e estratégias para aperfeiçoar essa relação

Com pouco mais de 20 anos, o e-commerce é considerado uma alternativa de negócio recente no Brasil e ainda encontra muitos desafios em suas operações. Uma das áreas que mais trazem dores de cabeça não só para clientes, mas também para os e-commerces, é a logística.
Para identificar e superar os principais obstáculos desse setor, Luiz Vergueiro, diretor de logística da Infracommerce, empresa líder em soluções full service para e-commerce da América Latina, lista 5 dicas para não errar.

domingo, 2 de julho de 2017

Portal Único de Comércio Exterior passa a valer para exportações feitas nos modais marítimo e rodoviário



A partir de hoje, exportadores brasileiros que embarcam suas cargas por modal marítimo e rodoviário poderão utilizar o Portal Único do Comércio Exterior, desenvolvido em conjunto pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) do Ministério da Fazenda.
A iniciativa elimina a necessidade da apresentação de alguns documentos e reduz etapas e exigências governamentais. Inicialmente, vale para as exportações sujeitas exclusivamente a controle aduaneiro, realizadas por meio do Porto de Santos e das unidades aduaneiras em Uruguaiana e Foz do Iguaçu. A expectativa da Secex e da Receita Federal é que, até o final deste ano, 100% das exportações possam ser feitas por meio do Portal Único de Comércio Exterior.
O Porto de Santos é responsável por um terço de todas as exportações feitas no modal marítimo. Já Uruguaiana e Foz do Iguaçu respondem por mais de 50% do que o Brasil exporta por meio rodoviário.

Maersk diz que operações para clientes deverão voltar ao normal até 2a-feira



A gigante dinamarquesa de logística A.P. Moller-Maersk espera que as operações voltadas para clientes voltem ao normal até segunda-feira e está retomando as entregas de contêineres em seus principais portos, após um ataque digital ocorrido na terça-feira.
"Esperamos que, na segunda-feira, voltemos a algo que se parece muito mais com um estado de negócios normalizado", disse Vincent Clerc, diretor comercial da unidade de transporte da empresa Maersk Line, à Reuters, por telefone.
"Nós recuperamos primeiro os principais sistemas operacionais para terminais Maersk Line e APM e depois trabalhamos em outras aplicações que não têm impacto direto nos clientes", afirmou.