quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Problemas da logística no Brasil


O principal problema do ponto de vista logístico é a infraestrutura. Pouco mais de 10% das nossas estradas são pavimentadas, o que soma menos de 250 mil km. Não adianta tentar comparar esta situação com os outros membros do BRIC, o Brasil está muito atrás. A Rússia tem mais de 600 mil km de estradas pavimentadas enquanto a China e a Índia tem, cada uma, em torno de 1,5 milhões de km de estradas asfaltadas.

E vale lembras que as rodovias são nosso "ponto forte". O Brasil tem apenas 30 mil km de ferrovias contra 63 mil km da Índia, 77 mil km da China e 87 mil km da Rússia. Apenas para colocar estes números em perspectiva, os EUA tem mais de 220 mil km de trilhos.

Com relação aos navios a situação não é diferente. Temos 14 mil km de hidrovias. Rússia e China tem mais de 100 mil km cada uma. Nos portos brasileiros, estima-se que o custo de movimentação por tonelada seja de US$ 13 enquanto a média mundial é de US$ 7.

Some isso tudo ao fato de que as rodovias são o principal meio de transporte de cargas no Brasil, e você tem a receita para uma distribuição cara, ineficiente e inconsistente, ajudando a aumentar o chamado Custo Brasil.

Além da infraestrutura viária existem ainda problemas relacionados à tecnologia utilizada: baixo índice de rastreamento de cargas, nem sempre se tem integração de sistemas e muitas vezes os modelos de previsão de demanda são inapropriados ou inexistentes. A melhoria do processo logística global depende da solução de cada um destes elementos.

OGMO – Recife/Suape



Edital para estivadores é alvo de denúncias

A comercialização da safra de açúcar em setembro pode ser prejudicada por falta de estivadores capazes de executar tarefas mais pesadas. No ultimo dia 12, foi divulgado o edital que oferece 240 vagas para trabalhador portuário avulso, no cargo de estiva. No entanto, o concurso pode não vingar. “Já foram instaurados dois inquéritos que vão ser analisados. De acordo com trabalhadores multifuncionais, eles não estão podendo se cadastrar para o cargo de estivador”, adiantou o procurador chefe do Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE), Fábio Farias.

Caso o edital sofra impedimentos judiciais, o transporte da mercadoria nos portos da capital pernambucana podem enfrentar dificuldades. “A produção que mais precisa de trabalho manual é justamente a da safra do açúcar”, lembrou o procurador. O gerente geral do Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto do Recife (Ogmo Recife), José Antônio Falcão, disse que não havia chegado nada ao órgão e que o problema nada mais é do que falta de informação. “Os multifuncionais acham que vão ser prejudicados. Eles não querem fazer serviço pesado”, afirmou.

Para agravar a situação, Falcão informou que parte dos estivadores que trabalham atualmente no Porto do Recife não possuem condições de carregar produtos pesados. “Alguns funcionários não possuem mais condições de executar os serviços mais trabalhosos e pesados. Temos estivadores com até 45 anos. Por isso, vamos realizar uma prova física, no campo da Polícia Militar, na qual os candidatos terão que carregar, em dupla, sacos de açúcar com até cinquenta quilos”, observou.

Segundo o procurador Fábio Farias, a situação poderia ter sido evitada. “Eu procuro o órgão gestor dos funcionários dos portos e o Sindicato dos Trabalhadores de Serviço Portuários desde março, mas nada foi feito. Infelizmente, deixaram para decidir isso em cima da hora”.

As inscrições para a seleção - que segue válida até que o MPT-PE averigue as denúncias e decida, ou não, por ingressar na Justiça - podem ser feitas a partir das 10h de hoje até as 18h desta quinta-feira. As seleções serão feitas pelos Ogmos do Recife e de Suape. Podem participar qualquer homem com idade a partir de 18 anos, que estejam em dia com as obrigações eleitorais e militares, além de ter concluído o Ensino Fundamental. Para realizar a inscrição, é preciso acessar o site do Ogmo Recife (www.ogmo-recife.org.br) ou Ogmo Suape (www.ogmo-suape.com.br).

Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/657975?task=view

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Governo Federal quer discutir túnel que passará pelo Porto de Santos

O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, afirmou, na sua última visita ao Porto de Santos, no dia 12 último, que não teve acesso ao projeto de um túnel que o Governo do Estado de São Paulo construirá por baixo do Porto e que ligará de modo direto os municípios de Santos e Guarujá. Ele comentou a estranha situação, ressaltou que não colocará obstáculos para o projeto de R$ 1,3 bilhão, mas quer ser ouvido.

“Nós vamos conhecer esse projeto, fazer as nossas críticas, que são normais no campo da engenharia, e vamos colocar nossa posição e o que o Governo Federal pensa sobre o assunto. Isso chegará ao Governo de São Paulo. Vamos fazer isso em conjunto, pois sabemos o quanto o túnel é importante para Santos e jamais impediríamos um empreendimento desta envergadura para a região. Só que o túnel deve ser importante para as cidades e para o porto. Isso eu deixo bem claro.”

A ligação seca entre Santos e Guarujá, que hoje não existe e é feita por meio da histórica travessia de balsas entre as duas cidades, atinge diretamente o Porto de Santos. No ano passado, o ex-governador de São Paulo, José Serra, apresentou um projeto que previa a construção de uma ponte estaiada entre Santos e Guarujá. O equipamento teria 80 metros de altura, mas gerou muita polêmica sobre o tamanho da ponte que limitaria a entrada de grandes navios no Porto de Santos.

Mas vieram as eleições de 2010, José Serra deixou o Governo de São Paulo, viu o ex-governador Geraldo Alckmin assumir seu posto e a ponte não foi para frente. Alckmin encomendou novos estudos e a nova proposta foi divulgada no dia 11 último, após a análise de 13 ideias diferentes. A balsa não será desativada e haverá a possibilidade de que caminhões possam usar o túnel para cruzar as duas margens do Porto de Santos, embora o túnel seja prioritário para os veículos de passageiros.

“O nosso trabalho será nesse sentido. O túnel deve ser bom para Santos, Guarujá e para o Porto de Santos”, encerrou Leônidas.

Fonte: http://www.portogente.com.br/portosdobrasil/texto.php?cod=36

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Nível de pobreza é critério para seleção de cidades que vão receber 120 novas escolas técnicas



Brasília – Os 120 municípios que vão receber as novas escolas técnicas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) foram selecionados a partir de diversos critérios, entre eles, o percentual da população em extrema pobreza.

 Foram privilegiadas cidades muito populosas e com baixa renda per capita, além daquelas que apresentaram resultados ruins em avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e têm um percentual maior de jovens atrasados na escola. O anúncio das cidades que serão atendidas será feito hoje (16) pela presidenta Dilma Rousseff.

A Bahia é o estado que vai receber o maior número de escolas técnicas: nove, no total, nos municípios de Santo Antonio de Jesus, Lauro de Freitas, Euclides da Cunha, Juazeiro, Brumado, Alagoinhas, Xique Xique, Itaberaba e Serrinha.

Em seguida vem o Maranhão (oito escolas), São Paulo (oito escolas), Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (sete escolas). Todas as 26 unidades da Federação receberão pelo menos uma nova unidade que será administrada pelos institutos federais locais já existentes.

Além das 120 novas escolas, a presidenta Dilma irá inaugurar 88 unidades que começaram a ser construídas ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A previsão, segundo o Ministério da Educação (MEC), é que todas as escolas estejam funcionando até o fim de 2014. O esforço faz parte do plano do governo federal de ampliar a oferta de educação profissional. Além do aumento das vagas nos institutos federais, o Pronatec prevê a distribuição de bolsas de estudo em instituições privadas de ensino.

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=52402

Vazamento em plataforma da Shell é o maior em 10 anos



A petroleira anglo-holandesa Royal Dutch Shell informou nesta segunda-feira, 15, que cerca de 216 toneladas de petróleo vazaram no Mar do Norte, no Reino Unido, desde quarta-feira passada. Se a estimativa da companhia estiver correta, este é o pior vazamento de petróleo no país desde 2000, quando vazaram 524 toneladas, segundo dados do governo.

A Shell está trabalhando para conter o vazamento em um oleoduto submarino na plataforma Gannet Alpha. A petroleira disse que o vazamento está "sob controle" e que o poço que alimenta o oleoduto está fechado desde quarta-feira. "Não é fácil quantificar o volume total que vazou, mas nós estimamos que até agora tenham vazado cerca de 216 toneladas (1,3 mil barris)", disse Glen Cayley, diretor técnico das atividades de exploração e produção da Shell na Europa.

O Departamento de Energia e Mudança Climática do Reino Unido disse que apesar do vazamento ser pequeno quando comparado ao acidente da BP no Golfo do México no ano passado, ele é "substancial" no contexto da plataforma continental britânica.

A Shell disse que atualmente o nível de vazamento é de cinco barris por dia. A companhia acredita que o petróleo não chegará à costa britânica. Segundo Cayley, ondas e ventos fortes durante o fim de semana provocaram uma redução "substancial" da mancha de óleo visível.

A plataforma afetada registrou dez vazamentos entre 2009 e 2010, segundo incidentes declarados voluntariamente. Apenas um dos casos foi classificado como "substancial", sendo que todos os outros foram descritos como "pequenos". A Gannet Alpha está localizada 180 quilômetros a leste de Aberdeen, na Escócia. As informações são da Dow Jones.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/site/noticiario/industria-naval/11212-vazamento-em-plataforma-da-shell-e-o-maior-em-10-anos?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

País deve sofrer impactos da crise

Ritmo das exportações corre risco de forte queda.



Turbulência econômica reduzirá as exportações brasileiras, já que as commodities respondem por 70% deste mercado. Diante da recessão na Europa e a iminência de uma crise econômica similar a ocorrida em 2008, nos EUA (Estados Unidos), o Brasil, que tem registrado números positivos na exportação, deve sofrer forte queda, já que, as commodities, hoje, respondem por mais de 70% do montante exportado. "O cenário mundial pode diminuir o ritmo para as exportações e investimentos estrangeiros, mas ainda é cedo para avaliar o estrago". A avaliação é de Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Segundo ele, no entanto, a turbulência econômica não deve trazer reflexos na taxa de câmbio brasileira, que é bastante influenciada pelas cotações de commodities. "A nossa moeda se valorizou porque lá fora a economia andou mal e os juros do Brasil são interessantes.
 
Por isso, mesmo se a cotação das commodities caírem, o impacto no câmbio será pequeno, pois a valorização do real não se deu por conta desta cotação", acredita. Por outro lado, o especialista afirma que o País deverá ser afetado, principalmente, porque "perdeu a chance de crescer". "Não aumentamos nossa competitividade por conta da falta de infraestrutura e logística. O consumo da classe C e D acelerou e não criamos políticas públicas compatíveis com este crescimento, falta energia, aeroporto, estrada, porto e em curto prazo não há uma solução", sustenta.
 
Apesar das previsões, Adriano Pires diz que ainda é possível adotar medidas que blindem o mercado brasileiro como, por exemplo, o corte de gastos públicos e um modelo de concessão, que possibilite o aumento de nossa competitividade, "mas isso só funciona com garantias jurídicas e vontade política de regular e fiscalizar. O Brasil tem uma demanda reprimida muito grande e para se manter com uma fatia importante no mercado exportador - que seria nossa vocação - é necessário que se implementem melhorias na logística e em todos os modais, sejam em estradas, portos ou aeroportos", finaliza.
 

Movimentação cresce 6,7% em portos e terminais brasileiros em 2011


Os portos e terminais brasileiros movimentaram 220,2 milhões de toneladas no 2º trimestre de 2011, crescimento de 6,7% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo Boletim Portuário da Gerência de Estudos e Desempenho Portuário da Antaq. No primeiro semestre, foram movimentados 420,6 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre o mesmo período de 2010.

Segundo Fernando Serra, gerente da área, o 1º Boletim já previa o arrefecimento das importações e o crescimento de 10,9% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2010. As cargas que mais contribuíram para o aumento da tonelagem de cargas movimentadas no primeiro semestre foram fertilizantes/adubos, produtos siderúrgicos e bauxita.

Serra afirma que o segundo trimestre teve maior dinamismo dos terminais de uso privativo frente aos portos organizados, ao contrário do primeiro semestre. Em comparação ao mesmo período de 2010, os portos organizados tiveram aumento de 2,9% na tonelagem movimentada, enquanto os terminais registraram crescimento de 8,9% no segundo trimestre.

No segundo trimestre, os portos organizados foram responsáveis pela movimentação de 67,6 milhões de toneladas de cargas. E no acumulado do ano, a movimentação chegou a 145,2 milhões, o que significa 5,8% de aumento em relação a 2010. Quanto aos terminais de uso privativo, a movimentação foi de 142,6 milhões de toneladas no segundo trimestre, um aumento de 8,9% em relação a 2010. E o acumulado do ano teve crescimento de 7,8% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/nota.php?id=5448

Exportações já superam metas a MDIC e do Banco Central para este ano

 
 
As exportações brasileiras já superaram a meta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a projeção do Banco Central para este ano. Até a segunda semana de agosto, as vendas externas somaram US$ 151,769 bilhões. A meta do MDIC é de US$ 145 bilhões em 2011, mas o número será elevado no final deste mês. Já o Banco Central estima vendas externas de US$ 150 bilhões.

Por outro lado, as importações acumuladas até a segunda semana de agosto ainda não atingiram a estimativa do Banco Central, de US$ 135 bilhões. Elas chegaram a US$ 134,263 bilhões. O MDIC não tem meta para as importações.

Segundo os dados divulgados ontem (15), as exportações nas duas primeiras semanas de agosto alcançaram US$ 11,214 bilhões, e as importações US$ 9,794 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,42 bilhão. Houve crescimento nas três categorias de exportação.

Os semimanufaturados subiram 54,7%, pela média diária, passando de US$ 112,5 milhões para US$ 174,1 milhões. Subiram principalmente por contas dos embarques de ferro fundido, semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, óleo de soja em bruto, couros e peles e celulose.
 
As exportações de básicos cresceram 29,7%, passando de US$ 417,4 milhões para US$ 541,3 milhões pela média diária, por conta, principalmente, de milho em grão, petróleo, soja em grão, café em grão, minério de ferro, farelo de soja e carne de frango. As exportações de manufaturados tiveram alta de 18,1%, de US$ 324,5 milhões para US$ 383,1 milhões, em razão dos crescimentos em etanol, laminados planos, polímeros plásticos, aparelhos para terraplanagem, óleos combustíveis, automóveis, aviões e autopeças.
Importações

Nas importações, a média diária até a segunda semana de agosto de 2011, de US$ 979,4 milhões, ficou 27,9% acima da média de agosto de 2010 (US$ 765,6 milhões). Aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (169,5%), aeronaves e partes (50,0%), farmacêuticos (45,5%), cobre e suas obras (45 4%) e combustíveis e lubrificantes (43,9%).
 
 
 

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Investimento em Terminais



ALL entra no transporte de biodiesel e investe em terminais

A América Latina Logística (ALL) está entrando no segmento de transporte de biodiesel e planeja, para 2012, conseguir participação de 50% do volume que passa próximo de sua malha ferroviária. A primeira experiência começou no mês passado, no trecho entre Esteio (RS) e Araucária (PR), municípios distantes 700 quilômetros, que estão operando com carregamentos diários. Outros quatro pontos de atuação estão definidos e os investimentos nos cinco terminais somarão R$ 60 milhões. Eles serão feitos por empresas de distribuição de combustíveis.

A ALL já transportava diesel, gasolina e álcool - este último, desde 2007, e ele já responde por 30% da carga de combustível movimentada. Com o biodiesel, a empresa conseguirá mais cargas de retorno. Hoje, por exemplo, ela vai com diesel do interior de São Paulo até o Mato Grosso e volta com álcool. Os mesmos vagões passarão a receber também biodiesel. A intenção é que os terminais de Alto Taquari (MT), Passo Fundo (RS) e Paulínia (SP) estejam prontos para operação com o produto no primeiro semestre de 2012. O Norte do Paraná também está nos planos.

"Isso é bastante relevante porque o Brasil produziu 2 bilhões de litros de biodiesel no ano passado e, pela nossa malha, passam 1,4 bilhão de litros, ou 70%", diz Luis Gustavo Vitti, gerente de produtos líquidos. A intenção, segundo ele, é crescer seguindo a proporção do acréscimo de biodiesel no diesel vendido nas bombas. A expectativa é de que, até 2014, a porcentagem da mistura suba dos atuais 5% para 10%. Ou seja, a ALL pretende dobrar o volume. Para 2013, a companhia espera chegar a 2 bilhões de litros do produto...

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/site/noticiario/portos-e-logistica/11197-all-entra-no-transporte-de-biodiesel-e-investe-em-terminais



domingo, 14 de agosto de 2011

Suape agora com linha direta para a Ásia



O primeiro navio da linha de navegação que vem direto dos portos da Ásia para Suape vai atracar no porto pernambucano na próxima quarta-feira, dia 10. É o Cap Jackson, navio da Hamburg Süd-Aliança. “Suape está entrando numa briga internacional, porque grande parte desse transbordo (quando a carga é transferida de um navio maior para outras embarcações menores) era feita no Panamá”, afirmou o gerente regional Nordeste da Hamburg Süd-Aliança, Norbert Bergmann.

Geralmente, as linhas que vêm da Ásia fazem o transbordo no Panamá, em Santos (em São Paulo) ou em Sepetiba (no Rio de Janeiro). Esse transbordo deve migrar para Suape, quando os produtos que saem da Ásia têm como destino o Norte, Nordeste e Vitória, do Espírito Santo, segundo Bergmann. “Essa rota poderá transportar muitos eletrônicos que vão para Manaus”, acrescentou.

A implantação do serviço vai fazer com que o tempo de chegada das mercadorias vindas da Ásia seja menor. “Hoje, são 55 dias de viagem para uma importação que venha daquele continente faça o transbordo em Santos e chegue a Pernambuco. Quando o serviço estiver operando, esse prazo será de 41 dias”, argumentou.

O vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, disse que a expectativa é de um aumento de 10% na movimentação de contêiner no porto com a nova linha. Este ano, a previsão é que cerca de 400 mil contêineres passem por Suape. O novo serviço terá 11 navios e, anualmente, vai trazer um impacto de mais de 50% na quantidade de escalas de embarcações realizadas na estatal.

A implantação da linha também consolida uma parceria da Hamburg Süd-Aliança com outra gigante do setor, a Maersk, que sempre ofereceu mais serviços no Porto de Pecém, no Ceará, porque opera o terminal de contêineres daquele equipamento.

O forte da nova linha de navegação será a importação de lugares como China, Hong Kong e África. “Esta linha pode se tornar um grande canal de exportação e Suape vai ganhar grandes clientes que exportam”, defendeu Bergmann. A empresa está acertando os detalhes para usar os contêineres da nova linha para exportar para o Japão cerca de 4 mil toneladas de pluma e linter (a fibra) de algodão, anualmente, que serão produzidos no oeste da Bahia.

O produto vai sair de Ibotirama (na Bahia) pelas barcaças do São Francisco, depois será alfandegado no Porto de Petrolina, onde deve embarcar em caminhões com destino a Suape. “Com o tempo, vai vir mais algodão produzido no Sul do Piauí e do Maranhão”, comentou.

Inicialmente, a linha usará navios de segunda geração, que podem transportar até 6 mil TEUs, unidade que equivale a quantidade de carga que pode ser transportada num contêiner de 20 pés. “Já compramos equipamentos que vão ser usados para operar os navios de terceira geração, que comportam até 9 mil TEUs”, argumentou o presidente do Terminal de Contêineres do Porto de Suape (Tecon-Suape), Sérgio Kano.

 Quando a linha se consolidar, as empresas colocarão navios maiores. O Tecon-Suape também usará, com a autorização do porto, o cais público – que é vizinho dos dois cais operados pela empresa – para fazer a movimentação da nova linha.

Com as informações – Jornal do Commercio (PE)



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