sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Porto de Suape apresenta plano de investimentos na Abdib


O Complexo Industrial Portuário de Suape atraiu projetos de investimento - todos ativos, com obras em execução - que já somam US$ 21,3 bilhões. Desse total, em média, 50% das obras já estão concluídas, considerando que alguns empreendimentos estão em fase inicial e outros já finalizaram 70% do cronograma previsto.

As informações foram dadas pelo vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Frederico Amancio, em reunião realizada com cerca de 50 empresários da diretoria e dos conselhos da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura de Indústrias de Base), no dia 9 de setembro, na sede da entidade, em São Paulo.

Amancio explicou que uma das principais razões da enorme carteira de investimentos que o complexo de Suape atraiu é a localização privilegiada do porto. Planejado para ser um concentrador de cargas para as regiões Norte e Nordeste do Brasil, o porto tem forte potencial para atrair e distribuir cargas para outras regiões quando diversos empreendimentos de infraestrutura forem concluídos, como a ferrovia Transnordestina. "Há diversos projetos grandiosos em fase de execução que, quando prontos, permitirão que Suape ajude o país a vencer os gargalos logísticos existentes atualmente", disse.

Entre os principais projetos que compõem a atual carteira de investimentos do complexo portuário estão a construção da refinaria Abreu e Lima, projetada pela Petrobras para processar óleo bruto, as obras de ampliação no Estaleiro Atlântico Sul, a construção dos estaleiros Construcap e Promar, além de investimentos em siderurgia e petroquímica, entre outros.

Missão pernambucana visita o Rio Grande do Sul



Estreitar as relações comerciais e realizar um intercâmbio de experiências entre Pernambuco e o Rio Grande do Sul. Este é o intuito da missão pernambucana que visitará as cidades de Porto Alegre e Rio Grande, nos dias 15 e 16 de setembro. A iniciativa faz parte do projeto Suape Global, que visa transformar o Estado em um pólo mundial nas áreas de petróleo, gás, offshore e naval.

A missão é coordenada pelo diretor do Fórum Suape Global, Silvio Leimig, e ainda contará com a presença do secretário executivo de desenvolvimento econômico do Estado, Roberto Abreu. Ao todo serão 26 participantes, entre representantes de instituições governamentais, da academia e de empresas privadas. Segundo Abreu a visita tem grande importância para futuras parcerias entre os Estados.

 “Vamos conhecer a atuação do Rio Grande do Sul na área naval, estreitar as relações e dialogar sobre uma cooperação técnica para o futuro”, afirmou.

Durante a visita, a delegação conhecerá, entre outras coisas, o pólo naval que está em fase de implantação no Porto de Rio Grande, o desenvolvimento de Parques Tecnológicos nas Universidades de Porto Alegre e os programas de capacitação desenvolvidos naquele Estado. Haverá, também, discussões sobre incubação com forte conteúdo tecnológico, além de participação de rodadas de negócios, objetivando a atração de investimentos para Pernambuco e alianças estratégica empresariais.

Missão gaúcha – Em julho deste ano, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, recebeu uma delegação composta por 41 empresários e representantes do governo gaúcho, no Complexo de Suape. O objetivo da visita foi estreitar o relacionamento entre os dois estados, fomentando a realização de negócios e parcerias.

O Rio Grande do Sul – Por possuir o 2 º maior polo metal mecânico, 2º polo de indústria petroquímica, plástico e borracha e 2º polo da indústria eletroeletrônica do Brasil, o Estado se destaca por seu grande desenvolvimento econômico. Possui também mais de 160 empresas nos parques tecnológicos, em Porto Alegre, e uma expressiva federação de indústrias, com 45.000 empresas industriais associadas.

Fonte: http://www.suape.pe.gov.br/home/index.php

ALL é destaque no Fórum Internacional de Logística



Maior empresa independente de serviços de logística da América Latina e maior companhia ferroviária do Brasil, a ALL – América Latina Logística, foi um dos destaques do XVII Fórum Internacional de Logística, com a apresentação de uma operação terceirizada na cadeia de peças, realizada com a MRO Logistics. Coordenadora de Planejamento e Suprimentos da ALL, Maiara Nakamura apresentou o projeto junto com o diretor geral da MRO Logistics, Alexandre Arrebola.

 O evento ocorreu esta semana no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro.
O case mostrou o modelo de negócio que atende as áreas de Operação e Manutenção da ALL, com a criação de ferramentas, indicadores de desempenho (KPis) e novos processos para redução de valor em estoque e do volume de compras para itens estocáveis. “Uma boa gestão de estoque de materiais, além de ajudar no crescimento operacional, reduz gastos para manter a produção”, diz Maiara Nakamura.

O programa começou a ser implantado em outubro de 2010. Desde então, funcionários das áreas de Via Permanente (responsável pela manutenção da linha férrea e seu entorno) e Mecânica (responsável pela manutenção de locomotivas e vagões) já receberam rodadas de treinamentos in loco para se integrarem a esse novo processo.

Sustentabilidade

Utilizando um processo de logística reversa, com controle informatizado do fluxo de estoque dos armazéns espalhados por seis estados brasileiros (SP, PR, SC, RS, MT e MS), essa nova operação na cadeia de peças na ALL consolida o conceito de sustentabilidade.

Ao proporcionar um descarte mais adequado de materiais como trilhos, dormentes, materiais metálicos e peças de locomotivas e vagões, essa parceria da ALL com a MRO Logistics causa um
menor impacto ao meio ambiente e à sociedade, além de gerar benefícios econômicos.

Essa operação terceirizada na cadeia de peças realizou um novo planejamento em três áreas da ALL, com resultados que indicam aumento de controle,redução do custo total das operações e aumento da qualidade de serviço.

Com o novo Planejamento de Estoques, o escopo dos itens planejáveis dobrou entre outubro de 2010 e agosto de 2011. Com mais disponibilidade de material, as Operações dos Armazéns, entre fevereiro e agosto de 2011,mostraram aumento de 64% de reservas atendidas e redução de 90% no tempo médio de atendimento. Já na Operação de Via Permanente, o retorno de materiais passa a ter companhamento diário, aumentando tanto o controle como o reemprego de peças.

Perfil ALL

A ALL possui uma malha de 21.300 mil quilômetros de extensão, que abrange os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil, e nas regiões de Paso de los Libres, Buenos Aires e Mendoza, na Argentina. Opera uma frota de 1.095
locomotivas, 31.650 mil vagões e conta com unidades localizadas em pontos estratégicos para embarque e desembarque de carga.

Fundada em 1997, com a concessão da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), para atuar na malha sul do país, vem ampliando sua atuação em um histórico sem precedentes de expansão e aquisições no setor de logística brasileiro. Em 1999, adquiriu as ferrovias argentinas MESO e Central e em 2001 integrou os ativos da operadora rodoviária Delara.

Com a incorporação da Brasil Ferrovias em 2006, incluiu em suas operações o acesso ao Porto de Santos passando a atuar nos maiores corredores de exportação de commodities e nas mais importantes regiões industriais do país.

Investimento em infraestrutura

Desde a privatização da malha, a ALL investiu mais de R$ 6,7 bilhões. Além desses recursos, a empresa está investindo cerca de R$ 700 milhões em infraestrutura no Projeto Expansão Malha Norte, que prevê a construção do trecho ferroviário ligando Alto Araguaia a Rondonópolis (MT), ampliando em 260 quilômetros a extensão da malha ferroviária. A previsão é que a etapa final até Rondonópolis seja inaugurada em 2012.

Fonte: http://www.fabiocampana.com.br/2011/09/all-e-destaque-no-forum-internacional-de-logistica/

Ministro dos Portos cumpre agenda em Pernambuco e Rio de Janeiro



O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, esteve nos dias 19 e 20 de setembro, no Estado de Pernambuco para visitar os complexos portuários de Suape e Recife, respectivamente. Durante o cumprimento da agenda, Leônidas teve um breve encontro com o Governador do Estado, Eduardo Campos, onde tratou das obras portuárias de todo o Estado e anunciou mais de R$ 600 milhões de investimentos para os portos pernambucanos.

Na sequência, Cristino seguiu para o Rio de Janeiro e participou da abertura da 3ª Conferência Brasil-Alemanha.

Sobre os Portos:

SUAPE

A sua concepção de porto-indústria oferece condições ideais para a instalação de empreendimentos nos mais diversos segmentos, podendo utilizar-se de toda a infraestrutura portuária, incluindo rodovias e ferrovias, terminais de cargas e parque de tancagem para granéis líquidos.

O Complexo de Suape possui mais de 100 empresas em funcionamento ou em fase de implantação, incluindo-se a mais nova refinaria da Petrobrás, um complexo petroquímico, siderúrgica, estaleiros, além de indústrias de alimentos, materiais de construção, energia eólica, metal mecânica, empresas de logística e serviços, dentre outras.

Os investimentos privados em implantação no Complexo são da ordem R$ 33,6 bilhões. Já os investimentos públicos em infraestrutura para Suape até 2014 atingirão R$ 4 bilhões. Entre empregos diretos e na construção dos novos empreendimentos, mais de 60 mil pessoas trabalham em Suape.

A expansão do Complexo está acompanhada com uma política de sustentabilidade, que estabelece que 59% da área de Suape é destinada à proteção ambiental.

A Secretaria de Portos já realizou diversos investimentos e demais já estão previstos dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). São eles:

Terminal de Granéis Sólidos (Ilha de Cocaia) - no valor de R$ 300,00 milhões.
Dragagem do canal de acesso externo ao Porto (em execução), no valor de R$ 78,00 milhões.

Acesso Rodoferroviário a Tatuoca e Cocaia – PAC (em execução), no valor de R$ 88 milhões.

Além disso, a SEP já anunciou a conclusão de obra de dragagem no canal interno de Tatuoca – Acesso ao Estaleiro Atlântico Sul, no valor de R$ 111 milhões.

RECIFE

O Porto do Recife vive uma nova fase de investimentos, com transformações que deverão mudar completamente o cenário do cais. Seu ancoradouro opera com cerca de 60% da sua capacidade total, mas a expectativa é de crescimento nos próximos meses, resultado de obras que estão acontecendo em toda sua extensão.

Cerca de R$ 8,5 milhões estão sendo investidos na requalificação da infraestrutura terrestre, obras estruturadoras, feitas em parceria com A SEP, que deixarão o Porto mais moderno e competitivo.

A Secretaria de Portos irá construir para a Copa de 2014 um novo terminal de Passageiros, incluindo a urbanização do terreno e paisagismo, no valor de R$ 21,8 milhões. Além disso, a estação de Transbordo está em fase de acabamento. Recursos da ordem de R$ 765 mil.

O Porto também foi beneficiado pelo Programa Nacional de Dragagem, sendo a primeira obra concluída dentro do PND, com o valor de R$ 29 milhões.


Governo prevê investimentos de R$ 6,7 bilhões em rodovias federais


 
O governo prevê investimentos de R$ 6,7 bilhões em obras nas concessões de 2,2 mil quilômetros de rodovias federais, sem levar em conta a aplicação de recursos na conservação das estradas. Esse montante é estimado para os 25 anos de contrato de três rodovias: o trecho da BR-101 no Espírito Santo, a BR-116 em Minas Gerais e a parte da BR-040 de Brasília a Juiz de Fora. O leilão da BR-101 foi marcado para 17 de novembro, na BM&F Bovespa.
Os outros dois trechos estão em discussão com o Tribunal de Contas da União. "Acreditamos que o TCU libera (os editais) em novembro", afirmou ontem o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. "Se liberar, o leilão acontece em janeiro ou fevereiro do ano que vem", completou o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.
O diretor da ANTT disse que esses trechos e outras rodovias avaliadas para concessão pelo governo federal totalizam cerca de 5 mil quilômetros. Devem ser, segundo ele, a extensão de corredores de estradas já parcialmente concedidas à iniciativa privada, como as próprias BR-116 e BR-101, em Estados onde elas ainda são administradas pelo governo federal.
Mais adiante, em outros trechos, uma das possibilidades é usar um novo modelo, a chamada "concessão administrativa", sem cobrança de pedágio dos usuários. Por esse sistema, o governo assina um contrato de longa duração - cogita-se 15 anos - para uma empresa ou consórcio assumir a operação da rodovia, mediante pagamentos anuais da União. Essa alternativa é estudada, porque, "pelo volume de tráfego que essas rodovias têm, o valor de pedágio seria muito alto", explicou o diretor da agência.
Hoje o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem cerca de dois mil contratos de manutenção e conservação, com duração de até cinco anos, para 50 mil quilômetros de malha rodoviária. Isso pode ser drasticamente reduzido com as concessões administrativas. "A vantagem é ter um contrato só (por rodovia) regulando essa relação por 15 ou 20 anos."
Conforme informou Figueiredo, há expectativa que, no leilão da BR-101, 50% do trecho licitado esteja duplicado até o sexto ano de concessão, o que corresponde a cerca de 240 quilômetros. A duplicação desse trecho da rodovia estará concluída até o décimo ano de concessão. No leilão, vence a empresa ou consórcio que apresentar a menor tarifa. O preço-teto da tarifa de pedágio é de 0,06237 por quilômetro.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Governo Federal liberou R$ 46 milhões para obras do Suape



O governador do Estado do Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou a liberação de R$ 46 milhões do Governo Federal para obras de desassoreamento do canal do Complexo de Suape, após se reunir com o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, nesta semana. A autoridade visitou o Porto de Recife e de Suape, cujo canal, com seis quilômetros de comprimento, lhe serve como via de entrada.

No total, o valor da obra completa está orçada em R$ 274 milhões, dos quais R$ 78 milhões serão pagos com recursos da União. "O repasse de R$ 46 milhões possibilitará ao Governo do Estado dar o pontapé inicial nas obras", explicou o ministro Leônidas Cristino.

Elas terão início na primeira semana de novembro e vão possibilitar um aumento de quatro metros na profundidade do canal, que passará dos 16 metros atuais para 20 metros. A previsão é de que todo o trabalho de aumento do calado do canal esteja pronto até dezembro de 2012.

"O aprofundamento do canal externo é uma obra estratégica para o crescimento do Porto de Suape, pois permitirá o acesso dos grandes navios petroleiros das empresas que hoje operam no nosso terminal e torna-se também mais um atrativo para as companhias que ainda estudam operar aqui em Pernambuco", disse o governador.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/nota.php?id=5619

Diretor da Antaq apoia retomada da hidrovia do São Francisco



O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, defendeu a retomada da hidrovia do Rio São Francisco, em discussão sobre o assunto em audiência pública da Câmara dos Deputados. No discurso, ele destacou a importância da retomada considerando-a fundamental para promover o desenvolvimento econômico da região, com geração de empregos e renda para a população local.

O diretor também lembrou que a hidrovia é o meio de transporte mais eficiente para atingir o desenvolvimento sustentável, já que concilia um custo menor de frete para o produtor aliado à preservação ambiental.

 De acordo com Fialho, esse é o modal que emite menos gás carbônico entre os os existente no país, representando apenas 2% do total de emissões, enquanto o modal rodoviário emite 90%. Além disso, ele também ressalta que “a navegabilidade dos rios requer a preservação das nascentes e das matas ciliares”.

Ao lembrar que a Europa está investindo bilhões de euros na integração de bacias, buscando retirar caminhões das estradas e reduzir a emissão de CO2, Fialho afirma que a hidrovia é um grande aliado do meio ambiente. Ele tambpem acrescenta que a troca de caminhões por barcaças no transporte de carga, nas regiões produtoras do país, pode reduzir as emissões de gases tóxicos em até 68%.

Além do diretor-geral da ANTAQ, participaram do debate o diretor de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Adão Magnus Marcondes Proença, o presidente interino da CODEVASF, Clementino Coelho, o engenheiro naval Joaquim Carlos Riva, e o representante do IBAMA, Eugênio Pio Costa.

O presidente interino da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), Clementino Coelho, por sua vez, afirmou que, quando a hidrovia do São Francisco estiver organizada operacionalmente, os impactos que ela propiciará serão muito mais efetivos que o próprio projeto de transposição do rio, porque proporcionará a circulação de riquezas na região.

Segundo Coelho, a região Nordeste é a que apresenta maior produtividade do mundo para a soja, o milho e o algodão. “Só falta viabilizar o modal mais competitivo, que é a hidrovia”, destacou. “Hoje, prosseguiu, o milho argentino chega na região mais barato do que o que é produzido lá, porque vai de frete oceânico. Quando retomarmos a hidrovia isso vai mudar”, complementou o presidente.

Fonte: http://www.informativodosportos.com.br

Construindo uma estrada rapidamente

A cena é bastante comum e certamente você conhece uma rua assim: muitos buracos, acabamento mal feito, obras que demoram semanas e não ficam boas nunca.

Não seria bom se uma estrada pudesse ser construída tão rapidamente quanto vimos a construção de uma ferrovia neste vídeo?

Veja o vídeo a seguir:



Não é impressionante? Se você conhece um vídeo bacana entre em contato para sugerí-lo.
Por: Acrisio Lucena Raboni

Fonte: www.youtube.com.br

Trilho sem logística

Trem chega, mas Itiquira não tem rodovia capaz de suportar a movimentação das cargas





Neste mês, Itiquira será integrada à rede ferroviária nacional com a conclusão do trecho de 112 km da Ferrovia Senador Vicente Vuolo da América Latina Logística (ALL) entre Alto Araguaia e aquela cidade. A terraplenagem da obra está pronta à espera da conclusão de um pontilhão distante 38 km do terminal intermodal de embarque de grãos em construção no município.

A chegada dos trilhos a Itiquira mudará a rotina do município. Distante 14 km de cidade funcionará o terminal intermodal de embarque da Seara, previsto para movimentar anualmente 2,5 milhões de toneladas de soja, farelo de soja e milho. Para o carregamento das commodities chegarem aos vagões da ALL serão necessárias 62.500 viagens de bitrens entre as lavouras e o trem – considerando que cada um desses veículos transporta 40 toneladas.

O quê da questão é a falta de estrutura da malha rodoviária da região, que não suportará tamanha movimentação e, além disso, a travessia urbana colocará moradores em risco e interferirá na vida da cidade. Para se avaliar o significado da movimentação dos bitrens que tranportarão para o trem, ao longo do ano nos dois sentidos da rodovia estarão em movimento 125 mil veículos pesados, além de considerável frota ligada ao setor de escoamento das commodities.

A previsão do presidente da Seara, Santo Zanin Neto, é que o terminal entre em operação para a safra 2011/12. No entanto, dois dos três acessos ao trem não têm pavimentação. A única via asfaltada é a rodovia MT-360, que tem 70 km de extensão até o trevo com a rodovia BR-163 na vila de Mineirinho.

A rodovia MT-360 foi construída com asfalto imprimado e não suporta trânsito pesado quanto as estradas pavimentadas com concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ). Além disso, não tem balança rodoviária nem fiscalização policial.

Pela MT-360 passará a maior parte das commodities para embarque no terminal da Seara. Essa estrada cruza a área urbana de Itiquira que fica distante 14 km do terminal intermodal por rodovia estadual sem pavimentação naquele trecho.

A ferrovia está em obra desde o final do ano passado e as autoridades de Itiquira e estaduais tinham conhecimento da construção do terminal intermodal desde meados de 2010. No entanto, temporariamente o terminal poderá se manter na desconfortante condição de elefante branco por falta de planejamento.

Sem o terminal intermodal de Itiquira a ALL já escoa cerca de um terço da safra de soja mato-grossense para o porto de Santos distante 1.410 km de Alto Araguaia, que é o ponto mais ao norte da ferrovia. Com a inauguração das instalações da Seara esse percentual aumentará em índices que serão ditados pela logística intermodal.



Gestão sem segredos



Como é próprio às decisões de um gestor, responda rápido: Com a divisão da gestão em três partes distintas compreendendo custos, pessoas e processos e você tendo que escolher uma para atuar, qual seria sua escolha? Pense.

Não pense que esse conflito é apenas para um gestor propriamente dito. Embora sua função não seja a de gestão, você passa, às vezes sem perceber, por esse processo de escolha todos os dias em seu ambiente de trabalho e familiar.

Não há dúvidas de que todas as partes, que ainda possuem suas subdivisões, sejam de extrema importância, mas a questão do que se considera mais importante é o que pode lhe colocar ou lhe tirar da linha do sucesso. Não há surpresa nenhuma em saber que o mais importante é o mais difícil de gerir dentro de cada divisão. Em especial, lembre-se que no início, meio e fim se apresenta a mais complexa presente em tudo: pessoas.

Para não usar de retórica, na prática, não há como escolher. Essas partes estão extremamente ligadas e uma depende da outra. Daí, voltamos à sua resposta: Se você escolheu uma por não se identificar com outra, as chances de trazer seu projeto para o sucesso diminuíram, pois você já o colocou em perigo. Em muitos casos, o sucesso desses projetos se mostra em contra-sensos.

Aquilo que mais odeia deve ser o mais amado; aquilo que mais se é fraco merece uma maior dedicação para ser fortalecido. Muitos líderes se perdem no caminho por tratarem essas partes de uma forma igual. A compreensão sobre custos é muito diferente da compreensão que se dedica às pessoas e o conhecimento sobre processos não é nada do que “achamos” conhecer sobre pessoas.

 Essa confusão se dá a depender da visão que se tem sobre a importância das pessoas dentro dos processos. Não cabe mais lidar com pessoas da mesma forma que se lida com processos. Parece simples, mas é de prática dificílima. As empresas modernas estão, cada vez mais, tendo que aprender a distinguir TPM (tendências, processos e métodos) de uma TPM (tensão pré-menstrual) ou RI (rendimentos e investimentos) de uma RI (relação interpessoal).

Os líderes aprendem que nem todos rendem o esperado ao trabalhar sob pressão e que isso não significa que o sucesso da equipe esteja comprometido. Pessoas têm chaves para a criatividade, para a produção, para a atenção e para a reação que são “ligadas” das mais diferentes formas. Feliz é o gestor que sabe lidar com isso e entende que pressionar é muito diferente de acuar.

 Ele precisa absorver algumas coisas e não propagá-las. Isso não é ser “o protetor” é ser “o transformador” que extrai de uma adversidade a melhor maneira conjunta para soluções em um ambiente despoluído. Sem ilusões. Sem terror.

Fico triste quando vejo empresas oferecendo vagas em que uma das exigências é “trabalhar sob pressão”. Como se para isso os atributos pessoais pudessem ser todos transformados em um único fim. Isso é acuar. Fuja disso! A pressão quando é oferecida pelo mercado lhe traz desafios e isso é uma maravilhosa possibilidade de crescimento, mas quando essa pressão é oferecida pela empresa pode estar se revelando uma desorganização e acomodação.

 Competitividade não se alcança assim. Ela já lhe chama para apagar seu “incêndio” e tolhe seu crescimento quando lhe tira o tempo para conhecer os processos e inová-los. Pessoas pensam, processos fluem.  Leia mais



O prestador de serviço logístico na atualidade

As novas características do mercado fazem com que as empresas passem a buscar particularidades que diferenciem os seus produtos dos concorrentes, de modo a criar maior valor percebido a seus clientes



A globalização vem transformando a economia mundial. Segundo H. Y. Ching em seu livro "Gestão de estoques na cadeia logística integrada", diversos reflexos estão sendo sentidos em vários segmentos industriais que vão desde o aumento da competitividade, o acesso a novas tecnologias gerenciais até a mudança comportamental do mercado consumidor, que se mostra cada vez mais exigente e informado.

As novas características do mercado fazem com que as empresas passem a buscar particularidades que diferenciem os seus produtos dos concorrentes, de modo a criar maior valor percebido a seus clientes.
Outra característica oriunda da globalização foi a eliminação das fronteiras. Isto teve como consequência um grande mercado global.

Antes, o prestador de serviço logístico, restrito a uma área de atuação, tinha como preocupação a performance técnica; neste novo cenário, deparou-se com o chamado fator "local", o qual passou a influenciar fortemente o desempenho das empresas, sendo que alguns elementos especiais precisam ser considerados em situações que envolvam duas ou mais nações:
  • Conhecer as características dos processos de importação e exportação. Dependendo da burocracia, poderemos ter "lead times" mais longos, o que, além de comprometer a performance, poderá prejudicar os compromissos assumidos em função da agilidade da operação logística.
  • As distâncias tornaram-se maiores, principalmente em função do mercado de fornecimento, aumentando as possibilidades de avarias ao produto. Questões socioculturais (o que muitos não levam em conta, e pagam por esse descaso) modificam o comportamento das pessoas, dificultando o controle do processo logístico e aumentando a ocorrência de imprevistos ocasionados pelas diferentes formas de comprometimento com a cadeia de abastecimento dos envolvidos.
  • E, por último, temos que observar que cada país tem uma infraestrutura, sendo que alguns nem sempre estão em condições de atender adequadamente aos diferentes modais de transporte. Isto pode ter como consequência a necessidade de se usar de alternativas mais onerosas, elevando-se os custos logísticos.
O Prestador de Serviço Logístico terá que esquecer o velho procedimento padrão e estar aberto para atender as diferentes anuências que o mercado apresenta. Os valores para diferentes consumidores poderão ir desde uma avaliação voltada para o preço, em detrimento a outro, no qual o custo social esteja no topo da escala de valores.

Não podemos esquecer que, para muitos países, os valores ambientais estão acima do fator preço. Temos também o caso dos países, onde os consumidores têm a consciência da necessidade do consumo responsável, mas o seu poder aquisitivo de compra não acompanha tal desejo. Então como deve se portar o Prestador de Serviço Logístico?

O desequilíbrio imposto pela globalização exige novas configurações e habilidades organizacionais. Ser capaz de interagir com a sociedade é essencial para a sobrevivência, a legitimidade e a competitividade no mercado.



O poder da embalagem na logística



A embalagem de um produto tem muito mais funções que apenas acomodar o produto.
É evidente que a embalagem é um dos itens que podem ajudar a fechar uma venda: quando você está escolhendo um produto no mercado, a embalagem ajuda neste processo.

Se ela é colorida e bem desenhada chama sua atenção pelo visual. Se as informações são claras, ela ajuda na tomada de decisão. Pegamos o produto nas mãos, mas estamos manuseando as embalagens. Então elas tem o apelo pelo contato direto com o consumidor.

Mas antes de chegar ao ponto de venda, o produto passou por outras etapas no processo logístico.
O produto precisa ser estocado e movimentado. Isto requer embalagens resistentes e fáceis de manusear. Formatos adequados ao empacotamento de várias unidades em um pallet, uma ao lado da outra e uma em cima da outra, é um dos itens que devem ser pensados ao se desenvolver uma embalagem.

Depois, para o transporte, a embalagem deve facilitá-lo. Alguns produtos são particularmente difíceis ou trabalhosos de serem transportados. É o caso de produtos volumosos mas muito leves. Por exemplo garrafões de água vazios, ou pneus, ou rolos de papel higiênico.

Uma solução interessante encontrada por uma empresa brasileira foi amassar um pouco os rolos, para que eles ocupassem menos espaço. Quando chega a hora de usá-los, basta o consumidor desamassar o rolo e fazê-lo ficar redondo novamente! isto gera uma economia de espaço de até 28% no transporte e armazenagem, gerando enormes economias, pois é possível acomodar mais produtos nos caminhões e prateleiras, e mesmo nas nossas sacolas quando os levamos para casa.

Ainda falando do tamanho da embalagem, mas desta vez relacionado à quantidade de itens por pacote, a embalagem ajuda a atender um nicho de mercado. Em regiões mais pobres, os clientes não podem comprar grandes quantidades e armazenar o produto em casa. Preferem comprar quantidades pequenas, pois é o que cabe no seu orçamento. Assim, produtos pequenos e em quantidade individuais são preferidas. Sabonetes, detergentes e produtos deste gênero são vendidos em tamanho pequenos e quantidades individuais.

Nas grandes cidades, onde as famílias são cada vez menores e muitas pessoas moram sozinhas, as embalagens são pequenas mas por outras razões. Se você mora sozinho, não vai querer comprar um pacote de pão grande, nem congelados nos tamanhos que conhecíamos antes. Por isso hoje existem pizzas pequenas, lasanhas individuais e pão em pacotes pequenos. Tudo com a embalagem adequada.

Por fim, não podemos esquecer das preocupações ambientais. As embalagens hoje devem ser retornáveis (como já é lei no caso dos agrotóxicos), reutilizáveis (como os já mencionados galões d’água, alguns produtos de maquiagem, lenços umedecidos e limpadores de vidros, por exemplo), ou pelo menos recicláveis (como a maioria das embalagens dos produtos que consumimos no dia-a-dia).

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/o-poder-da-embalagem-na-logistica/

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Santos vai explodir duas pedras no canal de acesso



O porto de Santos deu início ontem aos trabalhos de eliminação de uma enorme pedra que existe no meio de seu canal de navegação, limitando o tráfego de embarcações. Depois de 135 anos desde que sofreu o primeiro processo de derrocagem, a pedra de Teffé, com 20.126 m3 de dimensão, levará um mês para ser detonada e retirada definitivamente do porto.

A rocha está na direção do terminal de passageiros, localizado na margem direita do porto, em Santos. A estimativa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) é que o serviço termine antes do início da temporada de transatlânticos, que começa no fim de outubro.

Após a pedra de Teffé, também a pedra de Itapema - mais próxima à margem esquerda do canal (do lado do Guarujá) - será explodida. Ao todo, os trabalhos de desmonte levarão dois meses e dotarão as regiões onde as pedras estão de 16 metros profundidade. Hoje, as atuais cotas dessas áreas estão em 12 metros.

Ontem, a Ster Engenharia, vencedora da licitação para realizar a obra pelo valor de R$ 25,5 milhões, iniciou os serviços de perfuração e carregamento com explosivos na pedra de Teffé. Segundo o presidente da Codesp, José Roberto Serra, a detonação começará até sexta-feira.

A partir de então, todos os dias o canal de navegação será interrompido por aproximadas três horas para que as explosões ocorram, incluindo os fins de semana. As paralisações devem acontecer sempre a partir das 13 horas, quando normalmente se registra a maré mais baixa e, consequentemente, o menor fluxo de navios.

Fora desse intervalo, o tráfego em direção aos terminais localizados depois da pedra de Teffé será feito por uma faixa de 80 metros de largura na altura da rocha. A largura total do canal é de 150 metros. "Imaginar que um sistema desses não vai de alguma forma dificultar o tráfego seria inverdade. Haverá uma passagem mais criteriosa, com rebocadores, mas nada que comprometa a navegação em si", afirma Serra.

Os dois maiores terminais de contêinereres do porto, Libra e Santos Brasil, por exemplo, estão localizados antes da pedra de Teffé. Já os terminais da região do Saboó e da Alemoa (Transpetro; Deicmar, que opera cargas rolantes; Tecondi, que movimenta contêiner; e Usiminas, cargas siderúrgicas, para citar alguns) ficam depois da pedra.