quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lei 12.619: Protege o motorista ou o mercado?

Entenda Melhor:


Sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff, a Lei da Jornada de Trabalho para os motoristas do transporte de cargas e de passageiros traz pontos discutíveis e, no mínimo, oportunos às condições atuais do mercado de caminhões no Brasil.

A Lei estabelece que a jornada de trabalho desses profissionais não seja maior que 13 horas, incluindo uma hora de almoço, 30 minutos de descanso a cada 4 horas ininterruptas na direção e horas extras. Seu descanso de uma à outra jornada não pode ser inferior a 11 horas e o descanso semanal deve respeitar 36 horas.

Essa Lei foi originada do Projeto de Lei 319/2009, do deputado federal Tarcísio Zimmerman que tinha como foco evitar a exploração dessa classe de profissionais por parte dos seus empregadores. Fato que ganha relevância em algumas empresas que condicionam esses profissionais as mais severas jornadas de trabalho sem quaisquer garantias. Fato também, que não se pode generalizar quando não se pode fiscalizar. A velha história do “justo pagar pelo pecador” se concretiza, mais uma vez, nessa questão que promete ainda muitas discussões e apontamentos de verdades que cercam esse “tiro no pé” que o Governo deu pela prática de isentar-se de sérios – e velhos – problemas que dão frutos amargos ao País e pela falta de planejamento e conhecimento da real situação que, de forma volátil, se perde em face aos problemas de quem é maior. Ou seja, quem dirige o caminhão é bem menos importante do que aquele que o fabrica.


O Brasil não perde essa atitude viciosa de “matar a vaca para controlar os carrapatos”. São muitos os pontos que cercam essa discussão. Há muito que fazer para garantir a segurança e integridade profissional desses motoristas que, como já tão falado por aí, “levam o Brasil nas costas” e esse mesmo Brasil não conserta e não implanta as estradas necessárias para que o peso nessas costas diminua. Não fiscaliza a exploração que, verdade seja dita, diz respeito ao Ministério do Trabalho e não ao da Fazenda, pois leis assim visam muito mais a arrecadação do que a proteção desses trabalhadores.

Basta perceber o desejo de isenção do Governo que vetou alguns pontos do texto original, como o da obrigatoriedade de construir postos e pontos de apoio aos motoristas que param para cumprir o descanso. Em certos trechos das longas rodovias brasileiras isso gerará outro problema se houver o extrapolar do tempo até parar em local seguro. E o que falar de cargas perigosas e valiosas?

Para entendermos melhor essa teia, é oportuno lembrar que o mercado automotivo registrou queda nas vendas e na produção de caminhões no primeiro semestre do ano após bater recorde de vendas no ano passado devido empresas que renovam sua frota anualmente. Elas anteciparam as compras visando um melhor negócio já que desde janeiro de 2012 as montadoras são obrigadas a fabricar caminhões com motores menos poluentes, os chamados “Euro 5”. Ora, é claro que com a redução da jornada de trabalho para atender uma mesma demanda e, em muitos casos, crescente, necessita-se de mais equipamentos.

Sejamos claros: A exploração da classe de profissionais do volante vem de muito tempo. Eles são obrigados a cumprir prazos e dirigir caminhões com excessos que prejudicam as rodovias e põem em risco suas vidas e de terceiros. Mas, seria essa Lei um grito de liberdade para a classe ou uma pressão do mercado visando lucro? A sensação é que temos um arquivo no Congresso Nacional onde ficam ali os Projetos de Leis que são sancionados quando da oportunidade em se alcançar certos interesses sufocando o maior que é o bem-estar dos cidadãos. O caminho não seria uma melhor fiscalização nas empresas e nas rodovias? O simples fato de cumprir com o devido pagamento de horas extras já causaria um melhor ajuste por parte das empresas; claro, desde que o Governo tivesse um melhor controle sobre o valor dos fretes. Mas quando só se pensa em arrecadação se deixa pontos importantes sem observá-los.

Desenha-se mais uma lei que não pode ser fiscalizada com eficiência, dando margem à clandestinidade e à corrupção por parte dos órgãos de fiscalização. Ela vem como a protetora desses profissionais, mas seus intuitos não correspondem às suas necessidades. Seu foco aponta para um mercado que exerce pressão e para a expansão do programa do diesel S-50 que o Governo tem suado bastante para implantar.

Há pontos positivos na Lei, como a questão do seguro obrigatório e do efeito da diminuição de acidentes provocados por fadiga humana. Contudo, para que haja valia nesses itens, voltamos à questão da eficiência na fiscalização.

Que esse ramo da área logística é muito contaminado não é nenhuma novidade. Mas, talvez a solução não venha de algo tão conhecido e praticado em nosso País: A aristocracia. E ela não se restringe somente aos grupos que interferem no Governo como aos que manipulam esses profissionais de vida já tão difícil.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Pernambuco ganha novo Centro de Distribuição da Coca-Cola

Centro de Distribuição em Caruaru



A Coca-Cola assinou nesta quarta-feira 25 um termo de intenções para implantar um novo Centro de Distribuição de seus produtos em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O documento foi protocolado junto à Prefeitura do Município, que se comprometeu em cessar um terreno de 47,7 mil metros quadrados no Polo de Desenvolvimento Sustentável do Agreste. A empresa receberá ainda isenção de IPTU e ISS por dez anos, e investirá R$ 8,5 milhões na obra.

As obras devem ser iniciadas em novembro, gerando 170 empregos diretos e 320 indiretos. A inauguração é prevista para 2013. O novo empreendimento terá capacidade de armazenamento de três mil pallets no primeiro momento e quatro mil pallets no médio prazo. Já o número de funcionários será de 315 em seguida passará para 418, entre vendedores, motoristas, ajudantes de entrega e de expedição, conferentes, supervisores de vendas atuando na distribuição e expedição.

"O investimento em Caruaru é estratégico para nós, não só pela cidade ser a mais importante do Agreste do Estado, mas porque o município é um importante ponto central de distribuição para a região. Nós acreditamos no potencial de desenvolvimento do interior de Pernambuco", avaliou Marcelo Mayer, diretor geral da Coca-Cola Guararapes.


O local terá inicialmente 8,6 mil m2 de área construída, com capacidade de ampliação para 11,7 mil m2, e 3,6 mil m2 de estacionamento e vias internas de circulação. O novo Centro de Distribuição deverá atender 38 municípios e 6.350 clientes, contando com 168 veículos, entre caminhões, empilhadeiras, utilitários e triciclos. No entanto, a perspectiva da empresa é dobrar o volume de distribuição até 2020.

Para compensar greve, Receita permitirá retirada de mercadorias sem inspeção nas alfândegas




Para acelerar a liberação de mercadorias retidas nas alfândegas por causa da greve dos auditores fiscais, a Receita Federal permitirá a retirada de mercadorias não desembaraçadas (liberadas pela aduana) diretamente aos importadores. A medida foi publicada na última sexta-feira (27), em portaria no Diário Oficial da União, que regulamenta o decreto que permite a substituição de servidores públicos em greve.

De acordo com a portaria, o importador poderá requerer a entrega caso o prazo de liberação da mercadoria ultrapasse em 30% o tempo médio de desembaraço registrado no primeiro semestre deste ano. Esse prazo médio varia conforme a unidade da Receita Federal e o tipo de fiscalização a que a mercadoria é submetida, mas, na maioria das situações, corresponde a oito dias.

Desta forma, caso o bem importado não seja liberado antes de dez dias e dez horas, o comprador pode pedir a retirada da mercadoria sem o desembaraço.

Segundo Ronaldo Medina, assessor do gabinete do secretário da Receita Federal para a Área Aduaneira, a entrega antes do desembaraço não estimulará a entrada de mercadorias proibidas no país, como drogas e agentes biológicos e químicos. Isso porque a retirada só poderá ser feita nos casos em que as pendências fiscais estiverem resolvidas e faltar apenas a assinatura do ato de desembaraço.

"No caso de cargas que necessitem de verificação física, a fiscalização continuará a ser feita segundo a análise de risco da Receita. Essa medida vale apenas para os casos em que todos os documentos foram entregues e todas as pendências resolvidas, mas apenas o despacho esteja parados por falta de prazo", explicou Medina.

De acordo com ele, caberá ao chefe de cada unidade da Receita analisar se a mercadoria pedida pelo empresário realmente não tem pendências. Caso o Fisco constate divergências de valores ou erros de classificação fiscal, a cobrança pode ser feita posteriormente. "Se passar o prazo, todos os procedimentos de cobrança podem ser feitos documentalmente, mesmo que a mercadoria tenha sido entregue", alegou.

Segundo o subsecretário de Relações Internacionais da Receita Federal, Ernani Checcucci, a paralisação dos auditores fiscais não prejudicou as exportações. Por causa do atraso nos desembaraços, ele admitiu atraso na liberação das importações, mas disse que o estoque de declarações de importação em processamento aumentou apenas em 4 mil documentos, o que, segundo ele, representa cerca de 2% das declarações analisadas pelo Fisco desde o início da greve, em 18 de junho.

Fonte: Agência Brasil

Porto de Santos movimenta recorde histórico de cargas entre janeiro e junho deste ano


O Porto de Santos movimentou 47,04 milhões de toneladas de carga



No primeiro semestre deste ano, o Porto de Santos movimentou 47,04 milhões de toneladas de carga, recorde histórico, segundo a assessoria de imprensa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). O número foi 3,1% superior ao foi registrado entre janeiro e junho do ano passado.

Nesse período, 31,5 milhões de toneladas foram destinadas à exportação, valor 7,9% superior ao que ocorreu no primeiro semestre de 2011. O restante, cerca de 15,5 milhões de toneladas, foi movimentado na importação, que apresentou uma redução de 5,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A soja em grãos foi a carga mais movimentada no Porto de Santos, com 9,97 milhões de toneladas, seguida pelo açúcar, com 5,16 milhões de toneladas.

Na operação de contêineres, o Porto de Santos apresentou crescimento de 8,1%, movimentando 1,5 milhão de toneladas nos primeiros seis meses do ano. Segundo a Codesp, esse crescimento é importante porque os contêineres, muito usados para acondicionar cargas de maior valor agregado, como café, carne bovina e peças de carro, têm grande influência na contribuição do porto para a balança comercial brasileira.

Entre janeiro e junho, as cargas movimentadas em Santos totalizaram US$ 57 bilhões em valor comercial, somando-se importações e exportações. Com isso, cresceu a contribuição do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro, passando de 24,1% no primeiro semestre do ano passado para 25,1% este ano.

Fonte: Agência Brasil / Elaine Patricia Cruz

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Suape vai investir em mobilidade



Planejamento inicial do complexo prevê aporte de R$ 51 milhões. Proposta foi apresentada ontem e inclui até um sistema integrado de Veículos Leves sobre Trilhos










O Complexo de Suape vai desembolsar R$ 51 milhões para começar a tirar do papel seu plano de mobilidade, que prevê um sistema integrado de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e ônibus convencionais. O projeto foi apresentado ontem, no Suape Businees Meeting, evento corporativo organizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) do Recife.


Ainda conceitual (ver arte abaixo), o sistema irá exigir a construção de duas estações de VLTs, na Cidade Garapu e na rodovia PE-28, ambas no Cabo de Santo Agostinho, e a reforma da que hoje se encontra no Engenho Massangana, dentro das terras de Suape. Abarca ainda a construção de pátios para ônibus e adaptação do trilho de trem até Massangana para VLT.

Tudo isso levará oito meses para ser viabilizado, segundo estimativas do diretor de Planejamento e Urbanismo do Complexo de Suape, Jaime Alheiros. O dinheiro para dar início ao projeto faz parte do empréstimo de R$ 920 milhões contratado junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cuja primeira parcela (de R$ 357 milhões) deverá entrar nos cofres do Estado na primeira quinzena de agosto.

“É um sistema economicamente viável, assim como sua implantação. O principal ponto é permitir flexibilização de horários de tráfego no Complexo, tornando as vias mais livres e mais eficientes”, comentou Alheiros. À Suape cabe bancar a infraestrutura.

Operação e aquisição dos trens ficam à cargo da Companhia Brasileira de Trens Urbanops (CBTU) e ao Consórcio Grande Recife”, acrescentou o diretor.

Ir até Suape é um problema para os trabalhadores do Complexo. Apenas quatro linhas convencionais de ônibus “passam” por lá – não chegam a “atender”. Para ter seus funcionários no horário, as empresas precisam arcar com o custo de fretar o transporte – esse tipo de veículo responde por 90,5% de todos os que trafegam em Suape. Entre 6h e 8h e entre 16h30 e 19h, os engarrafamentos são crônicos.

O projeto começou a ser traçado em 2009, na época de elaboração do Plano Diretor de Suape. Foi montado por um grupo de trabalho composto pela CBTU, Consórcio Grande Recife e Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco (DER-PE), além das prefeituras de Ipojuca e Cabo.

Dentre suas vantagens, está o fato de a tecnologia VLT já está operando no Estado (o sistema está em fase pré-operacional, funcionando todos os sábados ligando as estações de Cajueiro Seco e Cabo). A tarifa para o passageiro deverá ser baixa e o sistema pode atender de forma organizada todas as áreas do Complexo, do polo naval da Ilha de Tatuoca à Refinaria Abreu e Lima.

Porém, ampliar a cobertura de VLT requer investimentos elevados, ponderou Alheiros. Além de que a implantação de linhas do tipo Circular – que funcionariam de forma semelhante às que atendem o Centro do Recife – requer precisão, para evitar que os passageiros passem muito tempo esperando nas paradas ou estações.