sábado, 8 de dezembro de 2012

Inscrição para o Programa de Estágio Fiat iniciam em abril



A Fiat antecipou o anúncio da edição 2013 do Programa de Estágio e mostrou interesse em recrutar talentos pernambucanos. As inscrições só começam em abril e será realizada no site oficial da secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo (STQE), do Governo do Estado. A gestão de recursos humanos da empresa, que fica sediada na unidade fabril de Betim, em Minas Gerais, esteve no Recife e apresentou os detalhes do perfil de estudante e do profissional para integrar o Grupo Fiat do Brasil.
Parte de 200 alunos do Projeto Automotivo, programa de qualificação de mão de obra para o polo do setor no Estado, que estão recebendo formação profissional do Senai nos municípios de Goiana, Timbaúba e Limoeiro, foram os primeiros a receber as orientações e a gestão da Fiat garantiu que tem condições de recrutar estes 200 treinandos. 
A partir de janeiro do próximo ano, mais 12 municípios receberão divulgação do programa, com convocação para participar do processo.Na fábrica de Betim, cerca de 600 estagiários integram o grupo de 18 mil trabalhadores diretos e indiretos, sendo metade de nível universitário e metade de nível técnico. Na edição passada do programa, 96% do grupo que participou foi contratado pós-conclusão.
“O estágio é uma extensão da qualificação e teremos muitas atividades agregadoras aos participantes. Por isso, precisamos de mão de obra diferenciada”, pontuou a  gerente de Desenvolvimento de Pessoas da Fiat, Glizia Prado. “Buscamos pessoas com perfil criativo, gerador de ideias e adaptável à mudança, já que, enquanto a fábrica de Goiana não fica pronta, parte do treinamento será feito em Betim. Cerca de 70% do estágio é feito trabalhando e 30% é de conteúdo teórico”, destacou.
Folha de Pernambuco

Plano de Investimentos para os portos



O ministro da Secretaria dos Portos, Leônidas Cristino, anunciou ontem, em Brasília, que o Porto do Pecém irá receber, para os orçamentos dos anos de 2014 e 2015, R$ 1,224 bilhão em investimentos de iniciativa privada, que serão atraídos pelo governo federal. O valor corresponde a 3,94% dos R$ 31 bilhões previstos pelo Planalto para os principais terminais do País, no mesmo período.
plano nacional ainda soma mais R$ 23,2 bilhões para os anos de 2016 e 2017 (R$ 54,2 bilhões no total), no entanto, para este biênio, o Porto do Pecém não está incluso, ao contrário do que aconteceu com outros terminais nordestinos: o de Suape, em Pernambuco; o de Itaqui, no Maranhão; e os de Aratu, Salvador, Porto Sul e Ilhéus, na Bahia. 
Levando em conta os quatro anos e todos os estados beneficiados, o Nordeste receberá R$ 11,92 bilhões em investimentos (R$ 6,774 bilhões para o primeiro biênio e R$ 5,159 bilhões para o segundo biênio). “Queremos a promoção da competitividade e desenvolvimento da economia brasileira. 
E para isso temos que por fim nas barreiras à entrada do setor. Precisamos estimular a expansão dos investimentos do setor privado, precisamos fazer a modernização da infraestrutura e gestão portuária e precisamos do aumento da movimentação de cargas com redução de custos”, afirmou o ministro.
Ampliação
Apesar de estar incluído no pacote, o Porto do Pecém ainda sofre para dar início às suas obras de ampliação, inicialmente previstas para março deste ano e agora adiadas para o ano que vem. A reforma, que custará cerca de R$ 600 milhões, ainda não começou por conta de licenças ambientais que ainda não foram liberadas pelo Ibama.

Urgente
“Em virtude do nosso alto grau de atraso no setor portuário e do caráter emergencial em fazer investimentos, esse pacote é um grande passo que estamos dando. Apesar de só começar em 2014, já é muito bom ter uma luz como essa. É também muito importante que o governo esteja se mexendo para melhorar essa questão, trazendo também a iniciativa privada, já que esses investimentos são muitos caros”, analisou o professor de Relações Internacionais Olavo Furtado, da Trevisan Escola de Negócios.

Outras mudanças
O governo vai investir ainda mais R$ 6,4 bilhões, previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para obras de acesso. O plano prevê também uma nova estrutura de organização do setor no País. Segundo o ministro, todo o planejamento dos terminais passará a ser centralizado na Secretaria de Portos. “Até agora todo porto fazia seu planejamento sem olhar o Brasil como um todo, e isso fazia com que os recursos ficassem dispersos e aquilo que a gente queria, de aumento da circulação de cargas, isso ficava um pouco ao lado. Por isso nós centralizamos todo o planejamento portuário nacional, vai ficar sob a nossa responsabilidade”, afirmou.
Também será desenvolvido um planejamento integrado com o ministério dos Transportes. “Vamos unir esses dois planos e vamos criar um plano nacional de logística integrada, para que os recursos que serão aplicados sejam otimizados”, disse.
Além disso, as repartições públicas com guichês nos portos – Anvisa, Polícia Federal, Receita Federal, entre outras – trabalharão sob uma estrutura única, que se chamará Conaporto. 
Para a mão de obra, considerada cara pelos empresários, o governo quebrou o monopólio da Marinha em treinar e registrar os práticos, trabalhadores portuários responsáveis pela manobra dos navios. Agora, uma comissão nacional formada por técnicos em Brasília vai flexibilizar as regras, como permitir que o comandante de embarcações dispense os serviços dos práticos.
Diário do Nordeste
Fonte: http://pedesenvolvimento.com

Novas regras para os portos



O governo publicou nesta sexta-feira no Diário Oficial da União duas Medidas Provisórias (594 e 595) com as novas regras para permitir a exploração dos portos pela iniciativa privada. A primeira MP aumenta em R$ 85 bilhões o valor total dos financiamentos subvencionados pela União, para produção e arrendamento mercantil de bens de capital e a segunda, regula a exploração pela União, direta ou indiretamente, dos portos e instalações portuárias.
 Em linhas gerais, as novas regras permitem que companhias de qualquer segmento possam investir em terminais portuários. Terminais arrendados até 1993 serão relicitados em 2013. Pelas novas regras, vencerá o leilão quem oferecer maior movimentação de carga e a menor tarifa que será praticada no terminal.
O governo publicou ainda o decreto que cria a Comissão Nacional das Autoridades nos Portos, formada pena Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal, e Receita Federal, entre outros órgãos, e quebrou o monopólio da Marinha no treinamento e registro de trabalhadores portuários responsáveis pela manobra dos navios. O decreto criando uma comissão de técnicos para tratar da área de praticagem também foi publicado no DOU.
Agência Estado
Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/12/07/novas-regras-para-os-portos/

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

ANTAQ apresenta PNIH no Fórum das Agências Reguladoras


O superintendente de Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski, participou hoje (6) do painel sobre transportes do Fórum das Agência Reguladoras, realizado no auditório da Agência Nacional de Águas - ANA, em Brasília. Representando o diretor-geral em exercício da autarquia, Tiago Lima, Tokarski discorreu sobre o Plano Nacional de Integração Hidroviária – PNIH.


O superintendente da ANTAQ disse que o Brasil já dispõe de quase metade das hidrovias navegadas previstas no Plano Nacional de Viação (PNV). “São 20.956km de vias economicamente navegadas”, informou. O número foi levantado em estudo feito por técnicos da Superintendência, que apontou um acréscimo de cerca de 8.000km na extensão das hidrovias brasileiras navegadas em relação ao último levantamento, realizado em 2006.



Tokarski destacou a importância do PNIH para um melhor conhecimento das hidrovias brasileiras, para formulação de políticas públicas e atração de investimentos públicos e privados para o setor.



Elaborado pela ANTAQ, em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina, o PNIH encontra-se em fase final de elaboração. Quando pronto, permitirá a realização de análises sobre regulação e planejamento em transporte e logística, através de uma ferramenta chamada GIS, que possibilita simular, por exemplo, a melhor rota para escoamento de uma carga, a partir de uma determinada região produtora, e comparar a eficiência dos modais aquaviário, rodoviário e ferroviário nessa rota.



O PNIH contemplará ainda o Plano Geral de Outorgas do Subsetor Hidroviário, onde serão apresentadas as diversas áreas com potencial para implantação de novas hidrovias, portos e terminais no interior do país, identificando os produtos mais relevantes em cada região, trazendo ainda dados importantes para a elaboração das políticas públicas do setor, como a quantificação dos fluxos atuais e a projeção dos fluxos futuros de comercialização e transporte.



“O PNIH oferecerá outras informações importantes para a sociedade, como, por exemplo, uma análise das bacias hidrográficas do Tocantins-Araguaia, do Sul e do Paraná-Tietê”, disse o superintendente de Navegação Interior da ANTAQ. O estudo sobre a bacia do Tocantins-Araguaia já está concluído.



Tokarski também destacou a importância das hidrovias para a Amazônia. Segundo informou, a Agência está concluindo um levantamento em conjunto com a Universidade Federal do Pará sobre o transporte de passageiros na região.



O superintendente da ANTAQ falou ainda sobre as perspectivas para o crescimento do transporte na hidrovia do Paraná-Tietê. Aquele complexo hidroviário está recebendo recursos do governo federal, através do Ministério dos Transportes, visando a ampliação da sua infraestrutura. De acordo com o superintendente, a expectativa é dobrar o transporte de mercadorias, especialmente de etanol, nos próximos três anos.



O painel sobre transportes também contou com a participação do diretor-geral da Agência de Aviação Civil – ANAC, Marcelo Guaranys, e do diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, Jorge Bastos.



Fonte: Antaq\http://www.portosenavios.com.br

Portos: pacote trará mais competição




O governo federal anuncia hoje uma reforma nas regras do jogo do setor de portos no Brasil. O pacote "Portos - Programa de Investimentos em Logística" que a presidente Dilma Rousseff lançará deve estimular investimentos públicos e privados de até R$ 60 bilhões entre 2013 e 2030, segundo integrantes da equipe econômica e assessores presidenciais. Cerca de R$ 35 bilhões devem ser investidos até 2015.


A presidente Dilma quer incentivar uma "forte competição" entre os portos e, assim, reduzir os preços praticados no mercado brasileiro. O governo tem pressa e corre contra o tempo.Estudos internos apontam que, até o começo de 2014, ano em que ocorre a Copa do Mundo e a eleição presidencial, toda a capacidade instalada dos portos do Sudeste estará ocupada, bem como 90% dos terminais no Sul e cerca de 70% dos portos no Nordeste. 


Para permitir maior competição entre os portos e promover, desde já, um grande salto nos investimentos, a presidente vai permitir flexibilizações nas regras atuais. Será permitido, a partir de agora, que empresas ou consórcios privados operem terminais privativos em áreas públicas dos portos sem, no entanto, terem um elevado patamar de carga própria para escoar.


Ao menos quatro portos serão concedidos à iniciativa privada em leilões programados já para o primeiro semestre de 2013: Manaus (AM), Ilhéus (BA), Águas Profundas (ES) e Imbituba (SC). A licitação deve seguir o modelo da menor tarifa. Haverá ainda intervenção na gestão das Companhias Docas estaduais, que passarão a seguir uma política de metas definidas pela Secretaria dos Portos.



Fonte: Diário do Nordeste 
(CE)http://www.portosenavios.com.br/


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Estaleiro STX Promar é inaugurado em Suape




Por Danubia Nori:

Localizado em Ipojuca, no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, o estaleiro STX Promar foi inaugurado nesta quarta-feira (28). Este é o segundo estaleiro viabilizado pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) em Pernambuco e vai construir oito navios gaseiros, a um custo total de R$ 917 milhões.

De acordo com o presidente do STX OSV Promar, Miro Arantes, o investimento no estaleiro foi de R$300 milhões. “70% das obras já estão finalizadas e iremos iniciar nossas operações em junho de 2013″, informou. O estaleiro terá capacidade de processamento de 20 mil toneladas de aço por ano.

Os oito navios encomendados pela Transpetro ao estaleiro serão usados para o transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). São dois navios com 12 m² de capacidade, quatro com 7 mil m³ e dois com 4 mil m³. O primeiro navio construído pelo STX Promar será entregue a Transpetro para início de operações em 2014.
Qualificação de trabalhadores

A solenidade marcou o início dos cursos de qualificação de trabalhadores para atuar no estaleiro. Segundo a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo (STQE) os curso fazem parte do projeto Polo Naval, que tem por objetivo coordenar a qualificação e o encaminhamento da mão de obra necessária a construção e operação da indústria naval pernambucana. As ações bucam a formação profissional e o ingresso do trabalhador neste novo cenário produtivo do desenvolvimento local.
As primeiras turmas beneficiarão 200 trabalhadores nos municípios de Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.
Fonte: Redação/ Maria Fernanda Romero
Fonte 2: PE DESENVOLVIMENTO

Uma obra mais que necessária


Governo espera concluir em 2014 o primeiro trecho do Arco Metropolitano, projeto que deve desafogar o trânsito da RMR
Giovanni Sandes

O governo Eduardo Campos decidiu tirar do papel seu maior e mais ousado projeto rodoviário, o Arco Metropolitano, uma nova rodovia de 77 quilômetros estimada em R$ 1,21 bilhão. O Arco será uma via expressa e pedagiada que funcionará como alternativa rápida ao estrangulado trecho urbano da BR-101. Sua função prioritária será agilizar o transporte das cargas que hoje sufocam o trânsito do Grande Recife. Ao retirar boa parte dos caminhões e carretas da BR-101, o Arco vai desafogar a rodovia federal. O governo trabalha para entregar a primeira de três partes da obra até 2014.
O projeto, conhecido formalmente como Arco Viário da Região Metropolitana do Recife (RMR), há anos é acalentado pelo governo. Porém, em junho de 2011 o Estado autorizou um consórcio de empresas privadas a assumiu os estudos. O consórcio já entregou os resultado e, há pouco mais de uma semana, deu início ao licenciamento ambiental da obra.
O Arco ligará a BR-101 norte (em Igarassu, perto da Nobel) à BR-101 sul, na rotatória do Hospital Dom Helder. A ideia é inspirada no Rodoanel de São Paulo e no Arco Metropolitano do Rio de Janeiro: criar um contorno expresso ao adensado núcleo metropolitano.
Os estudos ficaram bem abaixo do primeiro orçamento do Arco, de R$ 1,8 bilhão, e foram conduzidos pela Odebrecht Transport, recorrente investidora no setor de infraestrutura de Pernambuco, em sociedade com a Invepar e a Queiroz Galvão. A proposta é criar uma rodovia com pagamento de pedágio, a terceira no Estado, porém a primeira de grandes proporções.
O consórcio propôs uma parceria público-privada (PPP), um modelo de contrato que terá duas fontes de recursos: o pedágio e uma contraprestação pública periódica do governo.
O Estado contratou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para analisar os dados e fechar a equação financeira: calcular o preço do pedágio e o custo para o Estado. Mas a decisão de construir o Arco já foi tomada, dizem os secretários de Governo, Lauro Gusmão, e de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amâncio.
Não temos um cronograma montado. Mas o governador já se manifestou sobre o assunto. Ele gostaria de ver parte da rodovia funcionando já em 2014. O prazo é apertado, mas gostamos de desafios, diz Amâncio.
Frederico explica como o Arco foi concebido para separar o tráfego urbano da BR-101 e as pesadas cargas que entram e saem do Complexo Industrial Portuário de Suape.
Apenas como exemplo, as peças das gigantes torres para geração de energia eólica produzidas no polo industrial, com até 28 metros de comprimento cada, depois que saem das fábricas precisam encarar em Abreu e Lima um trânsito caótico de carros de passeio, pedestres, bicicletas e carroças, com tantos imóveis em área irregular que até a prefeitura tem calçada às margens da BR-101.
Nessa confusão, grandes importadores como Volkswagen e GM, veículos que apenas vão cruzar Pernambuco e os ônibus e carros de quem vive na área metropolitana se juntam nos engarrafamentos diários da BR-101 urbana.
Segundo Frederico Amâncio, o trabalho é para concluir a engenharia financeira do Arco ainda este ano. É o que falta para o governo lançar a consulta pública do projeto, última legal do Arco ser licitado.
Pedágio previsto já para a 1 etapa
Apenas um trecho dos três que vão compor o Arco Metropolitano já vai nascer com a cobrança de pedágio e pista duplicada. Será o chamado trecho sul, com 24 quilômetros de ligação entre Suape e a BR-232, o mesmo que o governo espera deixar pronto até 2014.
A concessionária que vier a assumir a construção da rodovia, sua operação e manutenção por 30 anos vai prestar os mesmos serviço nos 77 quilômetros de pista, que por contrato serão construídos em 36 meses. É o que afirma o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da rodovia apresentado à Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) pelo consórcio da Odebrecht Transport, Queiroz Galvão e Invepar.
De acordo com o Rima, as projeções de tráfego não mostram a viabilidade financeira de construir todo o Arco Metropolitano já com duas faixas de rolamento. A duplicação só ocorrerá caso haja demanda para o pesado investimento.
O trecho sul do Arco Metropolitano tem as maiores projeções de tráfego. No seu primeiro ano de funcionamento, por exemplo, estão previstos 7.085 veículos por dia.
No trecho oeste, com 20 quilômetros entre a BR-232 e a BR-408, o primeiro ano teria 1.755 veículos diários e o trecho norte, da BR-408 até a BR-101 norte, apenas 76 veículos por dia.
Mas os números podem mudar, até porque a oeste e ao norte surgiram dois novos importantes polos de desenvolvimento. A oeste, para além do entorno da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, um núcleo industrial começou a ser criado em Vitória de Santo Antão, onde estão fábricas como a da Sadia. E ao norte será implantado o polo automotivo ancorado pela fábrica de R$ 4 bilhões da Fiat.
Secretário de Desenvolvimento Econômico, Frederico Amâncio afirma que o governo estadual investiu em outras rodovias importantes para Pernambuco, como a duplicação das BRs 408 e 104, na Zona da Mata e no Agreste.
“Mas é preciso reconhecer que o Arco, respeitada a importância dessas outras obras, tem um impacto muito maior, porque terá impactos na logística e mobilidade de toda a região metropolitana”, comenta o secretário.
Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2012/11/05/uma-obra-mais-que-necessaria/

Pernambuco é 12º em ranking de competitividade


Ranking lista os mais preparados no país. Pernambuco manteve posição, está atrás da Bahia e o 2º da região
/ Micheline Batista /

Pernambuco é o segundo estado mais competitivo do Nordeste, atrás da Bahia. No país, fica na 12ª colocação, com nota de 40,8 numa escala de 0 a 100. São Paulo, o mais competitivo, tem nota 77,1, seguido por Rio de Janeiro (71,8) e Minas Gerais (62,3). É o que mostra o Ranking de competitividade dos estados brasileiros, divulgado ontem. O levantamento, que está em sua segunda edição, é realizado pelo grupo inglês The Economist Intelligence Unit com apoio do Centro de Liderança Pública.
O ranking é construído a partir de 26 indicadores divididos em oito categorias: ambiente político; ambiente econômico; regime tributário e regulatório; políticas para investimentos estrangeiros; recursos humanos; infraestrutura; inovação; e sustentabilidade. O objetivo é avaliar o ambiente de negócios e a competitividade dos 26 estados e do Distrito Federal
De modo geral, o levantamento revela que houve uma melhora, entre 2011 e 2012, nos serviços de telecomunicações e no quesito sustentabilidade no Brasil, mas os desafios para superar os pesados encargos administrativos, processos burocráticos, infraestrutura deficitária e problemas na educação continuam.
“O ranking não diz o que deve ser feito para melhorar a competitividade, mas dá uma radiografia da situação. Cabe aos estados decidir onde investir e o que priorizar para melhorar nos próximos anos”, diz Luiz Felipe D’Ávila, presidente do Centro de Liderança Pública.
No caso de Pernambuco, entre 2011 e 2012, o estado melhorou em duas das oito categorias: inovação (de 30,0 para 35,0) e sustentabilidade (de 81,3 para 87,5). Piorou em outras duas: ambiente político (de 58,3 para 43,8) e ambiente econômico (de 50,0 para 31,3). E manteve a posição em quatro: regime tributário e regulatório (12,5), políticas para investimentos estrangeiros (70,8), recursos humanos (33,3) e infraestrutura (12,5). A nota geral caiu de 43,6 para 40,8, diante de uma média nacional de 41,5.
As duas categorias onde Pernambuco registra a pior performance são regime tributário e regulatório (12,5) e infraestrutura (12,5). A consistência do sistema tributário estadual recebeu nota zero, assim como a qualidade da malha rodoviária (no geral, 19 estados apresentaram qualidade baixa ou muito baixa quanto às rodovias).

Lado bom

As duas categorias onde Pernambuco melhor pontua são sustentabilidade (87,5) e ambiente político (43,8). A regulação e qualidade da legislação sobre meio ambiente receberam nota 100. A estabilidade política também recebeu nota 100, embora as condições de segurança sejam péssimas (nota zero). “Pernambuco tem uma taxa média de 34 homicídios por 100 habitantes, contra 31 no Brasil, enquanto a média mundial é de 6,9. Isso é uma epidemia que afugenta investidores”, diz D’Ávila.
O executivo reconhece que diversos indicadores estão melhorando no estado e que isso deve aparecer com mais clareza nos próximos levantamentos. A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, mas ninguém foi localizado para comentar o assunto.
Fonte: http://pedesenvolvimento.com