quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lucratividade do Porto de Suape é contestada em relatório da Secretaria Especial de Portos




Enquanto o governo do estado busca uma alternativa para que a Medida Provisória 595/12, conhecida como MP dos Portos, não tire a autonomia do Porto de Suape, o governo federal dá sinais de que a gestão pode não ser tão lucrativa quanto parece.

Uma auditoria realizada pela Presidência da República, relatada em documento da Secretaria Especial de Portos, aponta um potencial prejuízo de R$ 42 milhões em obras bancadas pelo governo federal no porto pernambucano. A denúncia foi publicada nesta quarta-feira (27) pelo site daFolha de São Paulo.

Por meio de nota, o Porto de Suape rebateu as críticas e afirmou que a obra citada é a dragagem de acesso ao Estaleiro Atlântico Sul, concluída em maio de 2011, com investimento de R$ 111.002.057,74. “Na primeira análise pela Secretaria de Controle Interno (CISET), foram apontadas algumas divergências na prestação de contas apresentada”.

A empresa, então, encaminhou esclarecimentos e documentos visando atender aos questionamentos da CISET e da Secretaria Especial dos Portos (SEP). Ao final da apreciação, a CISET recomendou que a SEP reabrisse o processo de análise da prestação de contas e este processo está atualmente em andamento”, diz o texto.

Por fim, o ancoradouro pernambucano afirma que os esclarecimentos e documentos encaminhados à CISET “foram conclusivos, não deixando nenhuma dúvida quando à inexistência de irregularidades na referida obra”.

O documento pode prejudicar os planos do governador do estado, Eduardo Campos, que vem fazendo duras críticas à MP 595 e defendendo que o Porto de Suape precisa de um tratamento diferenciado, já que está crescendo em um ritmo diferente e atraindo empresas para o estado.

“Se fosse um porto com as distorções de outros portos, eu não teria condições de fazer a defesa dele. Mas é fundamental que haja coordenação nacional. Tem que fazer uma política de logística com uma visão geral, se não cada um faz o que quer no seu porto. Tem que ter planejamento em nível nacional e diálogo”, ressaltou o chefe do Executivo durante um evento realizado no último dia 21.

De acordo com o jornal, a Secretaria Especial de Portos diz estar adotando todas as providências aplicáveis e expressamente recomendadas pela Secretaria de Controle Interno para concluir as obras.

Nesta quarta-feira (27), a presidente Dilma Rousseff voltou a defender a abertura dos portos para investimentos privados. “O Brasil tem que abrir os portos”. Nós temos um imenso e desnecessário custo. Abrir não significa tirar um milímetro de direito do trabalhador portuário.

Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado Custo Brasil, lá fora, é portos”, argumentou a presidente, ao participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

MP 595



O ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, reiterou ontem, terça-feira (26), que o objetivo da Medida Provisória (MP) 595, que estabelecerá as novas regras para o setor portuário, foi definido a partir de um diagnóstico de baixa eficiência logística no escoamento da produção e do breve esgotamento da capacidade instalada.


Segundo ele, até 2015, a capacidade dos portos brasileiros não dará mais conta da demanda, que vem evoluindo a cada ano. Projeta-se uma movimentação de 373 milhões de toneladas para daqui a dois anos, quando, hoje, os portos dispõem de capacidade instalada de 370 milhões de toneladas. Estudando a evolução da movimentação portuária, o governo estima que o déficit, em 2030, alcançará o montante de 487 milhões de toneladas.


Com a MP, a tentativa é, segundo o ministro, tornar os portos públicos, administrados pelo governo federal, mais competitivos, abrindo frentes de concessão de serviços portuários à iniciativa privada para, dessa forma, chegar a uma redução dos custos da atividade. Além disso, o objetivo é ter mais investimentos para o setor.


Números apresentados hoje (26) por Leônidas Cristino e a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em conversa com jornalistas, mostram que cada contêiner movimentado no Porto de Santos tem o custo de US$ 360. Esse valor é 47% maior do que o do Porto de Roterdã, na Holanda. Em Hamburgo, na Alemanha, o custo da movimentação de cada contêiner é US$ 273, enquanto em Cingapura fica em US$ 197.


A fim de atrair o interesse de investidores privados no setor, o governo já vem aplicando recursos nos portos. Foram feitas obras emergenciais, como dragagens de aprofundamento em mais de 20 portos, para navios entrarem e saírem mais pesados, com 100% da capacidade, além da ampliação e sustentação de berços – locais onde os navios atracam. A expectativa é que o investimento público no setor alcance R$ 6,4 bilhões, sendo R$ 3,8 bilhões destinados à dragagem de aprofundamento dos canais e também de manutenção. O montante é complementar aos R$ 8,4 bilhões previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


Depois de feita a dragagem, o governo promoverá a licitação e a empresa vencedora poderá explorar o terminal por dez anos. A manutenção ficará sob responsabilidade do vencedor do processo de licitação.


De acordo com Gleisi Hoffmann, outro ponto a ser mudado com a MP é o excesso de instâncias deliberativas. “Nem sempre descentralizar é garantir eficiência. Nesse caso [dos portos], integrar é o melhor caminho”, disse a ministra. Agora, a responsabilidade pelos trâmites relativos à atividade portuário deixará de ser dos conselhos regionalizados da autoridade portuária (CAPs) e ficará a cargo da Secretaria Especial de Portos.


Do ponto de vista dos portuários, um dos pontos polêmicos da MP é a possibilidade de serem contratados pelos terminais privados trabalhadores não registrados ou cadastrados no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). Na vistão das lideranças sindicais, isso será prejudicial para a categoria, porque diminuirá os salários.


Apesar de garantir que a proposta não resultará em perdas para os trabalhadores, o governo acena com a possibilidade de dois novos benefícios, ainda em fase de estudos: a criação de um seguro, nos moldes do seguro-desemprego, para garantir uma renda mínima para os avulsos (trabalhadores contratados para eventuais empreitadas); além da possibilidade de uma aposentadoria diferenciada. Segundo Gleisi Hoffmann, ambas as questões estão em análise por técnicos do Ministério da Previdência e ainda não há previsão da conclusão dos estudos.


A MP 595 está no Senado para votação, onde foi instalada comissão especial para análise da matéria. Hoje (27), será a primeira reunião da comissão, que definirá o cronograma dos trabalhos.


Fonte: Ag. Brasil/Jornal Agora 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cabotagem tentará derrubar emenda




Os empresários ligados à navegação de cabotagem, na costa do país, estão se articulando para derrubar proposta de emenda à Medida Provisória 595, que estabelece novas regras para exploração dos portos.

As empresas de cabotagem foram surpreendidas por emenda apresentada pelo deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) que propõe o fim da reserva de mercado para os navios de bandeira nacional na navegação de cabotagem.

A proposta de Serraglio, uma das 645 emendas recebidas pela MP, foi considerada como um "contrabando" por fontes do setor uma vez que a MP tem como foco discutir um novo marco regulatório para investimento nos portos.

Na proposta, Serraglio sugere introduzir uma seção sobre cabotagem no capítulo sobre "exploração dos portos e instalações portuárias". O deputado propõe criar uma seção sobre cabotagem que incluiria três artigos.

Fica autorizada a operação de navios com bandeira não brasileira no transporte de cabotagem nacional, a distâncias superiores a 300 km, diz um dos artigos da emenda. Serraglio também propõe o incentivo à cabotagem por parte das autoridades portuárias, as empresas que administram os portos, e defende que as operações de cabotagem fiquem isentas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

Procurado, Serraglio não retornou os pedidos de entrevista. A assessoria do deputado disse que ele estava inacessível, em reunião da executiva do partido, em Curitiba (PR).

O Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) está pronto para acionar a bancada fluminense caso considere que a emenda de Serraglio tenha chances de ir adiante. O Syndarma foi pego de surpresa.

O presidente da entidade, Bruno Lima Rocha, disse que na maioria dos países vigora mecanismo de preferência à bandeira nacional na cabotagem. Citou levantamento feito pelo governo americano que mostra que, em universo de 56 países, 40 restringem a cabotagem a navios nacionais.

Rocha citou o caso dos Estados Unidos que, via "Jones Act", reserva o transporte marítimo de cargas e passageiros para navios construídos no país, de propriedade de americanos e tripulados por americanos.

O Syndarma não sabe de onde surgiu a pressão pelo fim da proteção à cabotagem, segmento em que operam 13 empresas no transporte de contêineres, de granéis líquidos e sólidos, além de cargas de projeto.

Na justificativa que sustenta a proposta, Serraglio afirmou que a infraestrutura nacional enfrenta grandes gargalos com atraso no transporte e encarecimento de fretes. Argumentou que 62,6% da safra agrícola é transportada por rodovia, cerca de 20% por ferrovia e apenas 13% pelo modal aquaviário.

Há na navegação quem suspeite que a pressão pelo fim da reserva de mercado possa vir do agronegócio. Cleber Lucas, presidente da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), disse que a cabotagem de contêineres cresce 10% ao ano e, mesmo assim, opera com ociosidade.

Por lei, as empresas nacionais podem ampliar a capacidade da frota em 50% alugando navios estrangeiros a casco nu (sem tripulação).

Fonte: Valor Econômico/Francisco Goes 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

GRANDE OPORTUNIDADE ACADÊMICA



Atenção todos os envolvidos direta e indiretamente com a Logística Empresarial, a Faculdade Fafire com o empenho, determinação e competência do Prof. Eurico Noblat irá promover no próximo dia 27 de fevereiro a partir das 19:00 hs no Auditório da própria Faculdade o 1º Fórum de logística Empresarial.

Oportunidade singular de se adquirir novos conhecimentos, além de, promover crescimento em seu currículo acadêmico, uma vez que, as inscrições são gratuitas, ofertando o certificado de participação no Fórum.

As inscrições são limitadas, não perca tempo e inscreva-se já através do endereço: 

faculdadefafire@gmail.com

Não percam essa grande oportunidade de participar deste evento que contará com palestras de figuras renomadas no mundo Logístico, além de promover o Network proposto pelos organizadores.

Maiores informações: (81) 9918-6104 

COMPAREÇAM

Por: Acrisio Lucena Raboni