sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pecem assume vocaçao após dez anos

 
 
Dez anos após o início da operação comercial, o Terminal Portuário do Pecém profissionaliza a atividade de movimentar cargas gerais e contêineres. Com a inauguração do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut), o porto passa a ter espaço e equipamentos adequados a esses negócios.
 
Mas nem sempre foi assim. O píer 1 fora construído para servir a uma siderúrgica - que não veio. O píer 2, para ser utilizado pela Petrobras – o que pouco aconteceu. A inicial tentativa de movimentar granel cedeu ao fracasso.

As cargas gerais começaram a crescer no píer 1, enquanto o espaço da estatal foi adaptado ao terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL). Todas as cargas gerais e contêineres foram transferidas ao Tmut , explica o secretário da Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele.
“(O Tmut) É uma obra que o Governo do Estado tenta fazer há muito tempo. Vai atender em escala maior a exportação do Ceará. A demanda vai aumentar, sem dúvida. Além de características favoráveis pela localização, agora tem profundidade para acolher navio de grande calado, com até 18 metros”, comentou o secretário.
O Pecém começa a ter corpo regional. Já atende à Pernambuco, Bahia e Piauí.

Carência para minérios
Apesar da ampliação e da modernização, o Porto do Pecém ainda é deficiente para a exportação mineral. “Minérios vão operar no píer 1. Os descarregadores vão ficar fixos lá”, informa Fontenele.
A Globest Ceará Mineradora explora minério de ferro no Estado. O diretor administrativo da empresa, Wei Lip Wu, afirmou estar produzindo em quantidades proporcionais à logística disponível e à capacidade de operação portuária.
“A gente continua improvisando com a inauguração do Tmut. Melhora, porque aumenta a disponibilidade de berço para atracação de navios. Antes, a gente brigava com dois berços”, lembra Wei.
Fontenele reforça que o Tmut não vai ser usado para negócios minerais. “A Globest vai ter que se adequar a essa nova estrutura de carregar e descarregar. Tudo de minérios é no píer 1”.
A perspectiva é de, até dezembro de 2011, exportar cerca de 300 mil toneladas (t) de minério à China. Em 2010, o projeto piloto da mineradora levou 75 mil t do produto à Xangai (CH).
NÚMEROS
 
2,5 anos foi o tempo necessário para realização das obras de ampliação e modernização do Terminal Portuário do Pecém.
 
 
 

Crise nos portos



A “onda” da crise mundial atual chegará aos portos do Brasil em 90 dias. O prazo, quem dá, é o portuário Luiz Fernando Barbosa Santos, membro do Conselho de Autoridade Portuária do Espírito Santo. O segmento de commodities deverá ser o mais afetado no Brasil e no Espírito Santo.

Balanço geral

Ele explica que as crises chegam, geralmente, em 90 dias depois do fato porque esse é o tempo que leva para a cadeia logística do comércio exterior ser aplicada, da carga para embarque, porto, navio, etc. “Nos próximos 90 dias as autoridades vão monitorar tudo, como o fechamento de câmbio dos contratos”.

Barquinho de papel

Em entrevista a jornalista Andrea Margon, o portuário capixaba está preocupado com a calmaria nos portos brasileiros. “É hora de investir”, defende, acrescentando que o setor precisa se preparar para o pós-crise, e isso não está acontecendo.

Prato alheio

Barbosa Santos destaca que o Porto de Vitória teve aumento de movimentação de algumas cargas, como os automóveis, pela escolha das montadoras. A francesa Renault, por exemplo, que importava pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, agora uso o Porto de Vitória. Pesam para essa decisão: incentivo fiscal e a proximidade com o Centro-Oeste e Nordeste do País, rotas cobiçadas pela empresa francesa.

Nem aí
Até o momento o ministro Leônidas Cristino, da Secretaria de Portos da Presidência da República, não apresentou qualquer informação sobre o contrato “quadrado” realizado entre a Autoridade Portuária do Porto de Santos e a empresa ABB Lummus Global.
Quem não fala, ouve
Enquanto Brasília se mantém muda, o Brasil não quer calar. Fábio Mello Fontes, por exemplo, estranha que a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) tenha feito uma quitação “de afogadilho” sem esperar a decisão judicial regular. Para ele, nessa história tem jabá.
Lisoform

Quem também não entendeu nada nesse contrato foi o engenheiro Hermes Vargas dos Santos, lá das terras dos Pampas. Para ele, fazer quitação de dívida sem aguardar o desfecho da ação judicial é uma história muito mal contatada. Vargas, um apaixonado pelo sistema hidroviário, diz que é “hora da faxina...”.
Agora vai

Os portuários de Angra dos Reis (Rio de Janeiro) estão animados com o curso de guindaste móvel que começou nesta semana, com duas turmas de 18 trabalhadores cada uma. O portuário Felipe Nogueira diz que é uma nova era do terminal angrense.
...enquanto isso

Os trabalhadores do maior porto do Hemisfério Sul ainda aguardam os cursos de qualificação profissional prometidos há mais de três anos, pelo menos, com a criação do Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep).
Ou dá ou desce

O secretário de Infraestrutura do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, faz vistoria nas obras da ERS-118 nesta sexta-feira (12), que tem recursos, afirma. E avisa: “Empresa troteia ou sai da estrada”.
Quem explica

Já na Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul a coisa está devagar quase. O engenheiro Hermes Vargas afirma que a SPH nunca dragou na Lagoa dos Patos, o que corresponde 63% da demanda da dragagem. E contabiliza: “tinha quatro dragas novas, mas terceirizou a dragagem”.
Uma draga para chamar de sua

Hermes Vargas não consegue equacionar o seguinte problema: “aqui [Rio Grande do Sul] não cuidam das dragas que têm, não dragam nada e querem comprar mais duas dragas. Gostaria de saber a justificativa para tal bravata...”
Faltam acordos

Mauro Lourenço Dias, professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), faz um destaque importante de que o comércio internacional praticado pelo Brasil cresceu muito nos últimos 15 anos, mas que o comércio mundial cresceu também de maneira vertiginosa, fazendo com que o Brasil continue a participar de apenas 1% das compras e vendas globais.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Receita apreende em Paranaguá 60 t de produtos falsificados


A Receita Federal apreendeu 60 toneladas de produtos falsificados no porto de Paranaguá (PR). O valor total da mercadoria retida pode chegar a R$ 10 milhões, de acordo com o órgão.

Segundo a Receita, essa foi a maior apreensão de produtos feita pela equipe do porto. A ação foi realizada na terça-feira, mas as informações só foram divulgadas nesta quinta-feira.

Óculos, relógios, roupas e carteiras que reproduziam marcas conhecidas estão entre os produtos que compunham a carga.

Os responsáveis responderão por crime de contrabando e descaminho, por terem mentido à Receita sobre a mercadoria. O número de envolvidos no esquema não foi divulgado.

Na apreensão, a Receita contou com a ajuda de sistemas informatizados para monitorar a carga antes que chegasse ao país. O procedimento é chamado de gerenciamento de risco e está sendo expandido por outros postos do Brasil.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/958117-receita-apreende-em-paranagua-60-t-de-produtos-falsificados.shtml

Porto Seco de Uruguaiana apto a receber veículos com produtos químicos

Antes, terminal operado pela Elog, Columbia, Eadi Sul, só recebia este tipo de carga, perigosa, com os documentos previamente apresentados


O Porto Seco Rodoviário (PSR) de Uruguaiana (RS), instalação administrada pela Elog, Columbia, Eadi Sul, recebeu, no último dia 19 de julho, autorização da Delegacia da Receita Federal que permite o ingresso de veículos transportando produtos químicos perigosos. A informação foi recebida por meio do comunicado PSR/URA Nº 0006/2011D, do Serviço de Despacho Aduaneiro (Sedad).

Antes da resolução, este tipo de carga só podia ter acesso ao PSR com a documentação sendo apresentada antecipadamente. Agora, os caminhões que chegarem a Uruguaiana poderão imediatamente se deslocar ao porto seco, agilizando a operação. Vale ressaltar que a autorização é válida para veículos com cargas que serão embarcadas. A liberação dispensa a exigência de protocolar o processo de exportação junto ao setor aduaneiro do terminal, antes necessário para permitir o ingresso.

O comunicado também descreve qual o procedimento a ser seguido para que veículos permaneçam no terminal com itens químicos perigosas. É preciso, por exemplo, apresentar a nota fiscal de saída, a ficha de emergência e o processo de exportação, que agora poderá ser feito após a entrada no porto seco.

Na opinião do diretor de Operações da Elog, Columbia, Eadi Sul, controladora do PSR Uruguaiana, Marcelo Brandão, a autorização ratifica que o terminal está pronto para receber, com segurança, as operações de transporte de produtos químicos perigosos, de acordo com a legislação vigente.

Fonte: http://www.tecnologistica.com.br/destaque/porto-de-seco-de-uruguaiana-apto-a-receber-veiculos-com-produtos-quimicos

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

52 Práticos no porto de Santos



O Porto de Santos já conta com 52 práticos, os profissionais que realizam as manobras de atracação e desatracação dos navios, além de orientar a navegação no canal, em águas restritas. Os últimos 11 praticantes selecionados pela Marinha concluíram o rigoroso estágio de treinamento e foram aprovados no exame final realizado pela Capitania dos Portos e já estão desenvolvendo suas funções. Mais um praticante será selecionado no processo seletivo em andamento, aberto pela Autoridade Marítima.

Já em São Sebastião, o número de práticos continua sendo de 25, e outros onze profissionais estão em processo de qualificação. Durante os próximos 18 meses eles se adaptarão às características do porto de São Sebastião, que opera com gigantescos petroleiros e exige atenção extrema com a segurança e a proteção ambiental. Antes de iniciar esse treinamento, o prático deve exercer a atividade no Porto de Santos pelo menos por um ano.

O presidente da Praticagem do Estado de São Paulo, Fábio Mello Fontes, esclareceu que a Autoridade Marítima determina o número de práticos em cada porto. “A fixação desse número ocorre dentro de rigorosos critérios que contemplam a necessidade do porto e a realização de um número equilibrado de manobras pelo prático, para evitar excesso de horas trabalhadas”.

De acordo com as necessidades, a Marinha abre processos seletivos para praticantes de práticos. Por meio desse processo, 22 praticantes selecionados em 2008 já estão atuando em Santos. Eles cumpriram um intenso treinamento, tendo realizado um mínimo de 600 manobras em todas as condições metereológicas, em todas as estações do ano e em todos os períodos do dia. Depois, passaram por exame final realizado pela Capitania dos Portos, quando obtiveram a qualificação.

“Os processos seletivos e de formação do prático são extremamente rigorosos, selecionando os candidatos mais preparados e treinando-os de maneira eficiente para que possam exercer essa difícil e importante profissão”, disse Fabio Mello Fontes, que completou: “o trabalho do prático é essencial para a segurança da navegação em águas restritas, como os canais dos portos, onde o risco de acidente é muito grande. Pela sua prática e competência, quando não consegue evitar um acidente, o prático consegue sempre minimizá-lo”.

Sobre a Praticagem

A praticagem consiste no serviço de assessoria aos comandantes dos navios para navegação em águas restritas, isto é, onde existem condições que dificultam a navegação. A atividade é essencial à segurança, principalmente porque reduz muito a possibilidade de acidentes que podem custar a vida de pessoas, provocar danos ao meio ambiente, aos próprios navios e instalações portuárias e, ainda, prejuízos financeiros da ordem de milhões.

Justamente por esses motivos, o trabalho do prático é regulamentado pela Marinha, que estabelece padrões de atuação. No caso de Santos, por exemplo, a sociedade de praticagem é ainda mais rigorosa, pois obteve o certificado de qualidade ISO 9000 em 1998, é auditada anualmente para a manutenção do certificado e, no meio marítimo, é conhecida pela excelência nos serviços.

Os práticos se organizam em sociedades simples privadas de prestação de serviços. Todos os investimentos em instalações, aquisição de embarcações e outros equipamentos necessários à operação e coordenação de tráfego, todas as despesas de manutenção, da folha de pagamento dos funcionários de apoio, etc, além de todos os tributos comuns a qualquer empresa, são arcados por estas próprias sociedades.

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=51776

Terminais privativos são destacados como alternativa de crescimento para o setor portuário



O investimento em terminais privativos de uso misto é uma alternativa para um país que deseja crescer no setor portuário, afirmou o coordenador do Comitê de Portos da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Osmari Castilho Ribas durante a terceira audiência pública da Subcomissão de Portos e Vias Navegáveis da Câmara, realizada na tarde desta terça-feira (9), em Brasília. No entanto, Ribas também destacou a dificuldade de financiamento para interessados em investir nesses terminais.

A falta de pessoal para atuar em portos, aeroportos e pontos de fronteira foi destacada pelos representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Receita Federal. O gerente geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Anvisa, Paulo Biancardi Coury, ressaltou a diminuição de seu efetivo nos últimos anos como grande fator dificultante na ação do órgão.

 Segundo ele, no ano de 2005, 1.600 funcionários atuavam na nas fronteiras brasileiras, atualmente são 1.104 funcionários. A agência segue, de acordo com o gerente, na contra-mão do desenvolvimento do país. "Peço a Deus que não aconteça nenhum surto como a Influenza, pois não temos pessoal para isso" declarou Coury.

O coordenador geral da Administração Aduaneira da Receita Federal, Dário da Silva Brayner Filho, disse que a Aduana teve que mudar alguns procedimentos na tentativa de agilizar suas operações, pois o modelo antigo não era possível com o efetivo atual.

A necessidade de investimentos na navegação brasileira de longo curso foi destaca pelo presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Bruno Rocha Lima. Segundo ele, todo o comércio exterior brasileiro é feito por navios de bandeiras estrageiras.

Fechando o encontro, o diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários da Secretaria de Gestão dos Programas de Transportes do Ministério dos Transportes, Luziel Reginaldo de Souza destacou o trabalho do órgão na revitalização de portos fluviais no interior do Brasil, principalmente na região amazônica.

Para o presidente da Subcomissão, deputado Alberto Mourão (PSDB/SP) a terceira audiência pública foi mais uma oportunidade de ouvir todos os setores envolvidos no funcionamento do setor portuário. “Para que a economia do país se desenvolva, precisamos diagnosticar os problemas conversando com representantes do setor portuário, fazendo uma análise mais profunda dos problemas existentes”.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/noticia/32874/terminais-privativos-sao-destacados-como-alternativa-de-crescimento-para-o-setor-portuario

Esgoto descarregado ilegalmente no Porto de Santos é devolvido à Bélgica



O lodo de esgoto descarregado ilegalmente no Porto de Santos há dois meses foi enviada de volta à Bélgica na última segunda-feira (8). O navio MSC Antares, embarcação que trouxe o efluente, partiu com destino ao Rio de Janeiro, e depois rumo a Antuérpia, na Bélgica.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o contêiner deveria ter sido descarregado na Argentina, mas pelo mau cheiro que causou a bordo, foi decidido que seria descarregado no Brasil no dia 8 de junho.

Como desde 2006 a legislação brasileira proíbe a importação de lodo de esgoto e derivados, o Ibam concluiu que o material não poderia ser descartado no país.

O Ibam multou a MSC e o terminal portuário Santos Brasil em R$ 60 mil pela importação ilegal do efluente.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/noticia/32876/esgoto-descarregado-ilegalmente-no-porto-de-santos-e-devolvido-a-belgica

Petrobras informa acidente na Refinaria de Bahía Blanca na Argentina

10 de agosto de 2011 / 12:49



A Petrobras informa que na madrugada desta quarta-feira (10/8), por volta de 1h, houve uma explosão em uma das salas de descanso temporário de operadores na Refinaria Ricardo D. Eliçabe, em Bahía Blanca, no sul da Argentina. A explosão aconteceu fora da área industrial.

Como consequência, um empregado faleceu e outro ficou ferido. A Companhia está prestando assistência aos familiares dos empregados. As equipes de emergência internas e a Defesa Civil foram notificadas imediatamente e se encontram trabalhando no local.

A refinaria foi parada preventivamente, por solicitação da Subsecretaria de Meio Ambiente local. As causas do acidente serão investigadas.

Fonte: http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2011/08/10/petrobras-informa-acidente-na-refinaria-de-bahia-blanca-na-argentina/

Terminal busca negócios em reunião na Câmara Brasil-Alemanha

10/08/2011



O Porto de Itapoá, representado por sua diretoria, participa hoje de uma reunião-almoço na cidade de Itajaí (SC). O tema é "Negócios Marítimos pelo Mundo" e o evento está sendo promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, com o apoio do complexo de Itapoá.

A finalidade do encontro é promover o debate entre empresários catarinenses sobre os terminais portuários brasileiros para agilizar as operações portuárias. Para o Porto de Itapoá, será uma oportunidade para desenvolver e intensificar suas relações econômicas e fomentar novos negócios.

Fonte : http://www.guiamaritimo.com.br/nota.php?id=5427

Empresa abrirá proposta para navio de GNL em alto-mar



A Petrobras abre no próximo dia 25 as três propostas comerciais para construção de um navio de liquefação que inicialmente iria escoar o gás natural produzido em dois blocos no pré-sal da bacia de Santos (BM-S-9 e BM-S-11), informou a diretora de Gás, Energia e Fertilizantes da estatal, Graça Foster.

Apesar de a empresa ter optado por um gasoduto submarino, que poderá levar o gás produzido nos dois blocos para os municípios de Maricá ou Cabiúnas, ambos no Estado do Rio de Janeiro, o projeto do navio de liquefação de gás natural vai continuar - mesmo após investimentos terem sido postergados no Plano de Negócios 2011-2015- e poderá ser instalado em outros campos, disse a executiva.

"Optamos pela rota do gasoduto por causa da demanda do Comperj pelo etano, foi uma decisão sob o ponto de vista econômico", explicou Graça, informando que em outubro será definida a rota para construção.

"Hoje recebemos as propostas técnicas da Technip/Modeç JGC, SBM/Ghyoda e a Saipem, os três projetos foram válidos", disse Graça a respeito do navio de liquefação.

Os sócios da Petrobras nos blocos, BG, Repsol e Galp também participam do processo de escolha do projeto.

O novo destino do navio no entanto ficará por conta da diretoria de Exploração e Produção, informou Graça.

A diretora explicou que a licitação foi aberta antes da decisão de aproveitar o etano para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e não previa a separação do produto.

"Decidimos manter o projeto assim mesmo e instalar onde for necessário, isso nos dá muita flexibilidade", disse Graça.

O navio terá no máximo capacidade para tornar líquido 12 milhões de metros cúbicos diários de gás natural e a diretora não descartou, em um segundo momento, que o projeto seja adaptado para separar o etano.

"Não havia tempo para alterar o projeto, mas pode se pensar em adaptar esse projeto para recuperar o etano", avaliou.

"O projeto do navio será definido à luz do portfólio do E&P (exploração e produção), porque precisa de flexibilidade e poderemos levar o gás para o mercado interno e na pior das hipóteses para o externo", afirmou.

GNL

Outra licitação, para arrendamento de uma navio de reigasificação de Gás Natural Liquefeito (GNL), será levada à aprovação em uma das próximas reuniões de diretoria da Petrobras, informou.

"Queremos que esse chegue antes de 2014 e que possa encostar em qualquer terminal", disse, referindo-se aos terminais da empresa no Ceará, no Rio de Janeiro e na Bahia, além de um quarto terminal que está sendo estudado. A capacidade do navio é de cerca de 20 milhões de metros cúbicos diários.

Desinvestimento

Graça disse ainda, repetindo o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, que esse talvez não seja o melhor momento para venda de ativos, diante do agravamento da crise mundial.

"Temos alguns ativos de distribuição, mas são a terceira casa decimal dos desinvestimentos, não se compara aos farm-outs", disse referindo-se a uma possível venda de participações em empresas distribuidoras de gás no país em contraposição à alienação de fatias em blocos de petróleo e gás natural.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/nota.php?id=5426


 

Novo contêiner é dobrável e feito de plástico



Uma nova empresa, a Cargoshell oferece uma alternativa aos convencionais contêiners de metal. Por ser feito de plástico reforçado com fibras, o Cargoshell é mais leve do que os contêiners comuns. Por causa disso, os motores de caminhões ou meios de transporte fazem esforço menor e, portanto, queimam menos combustível, o que resulta em uma menor emissão de CO2 na atmosfera. Além disso, o produto é dobrável e, quando vazio e dobrado, ocupa 75% menos espaço do que quando está aberto.



No momento, a empresa está providenciando um série de contêiners certificados para atender os requisitos e normas internacionais de transporte e deslanchar o empreendimento. Ainda, os fundadores estão trabalhando para fundar uma marca de energia limpa, justamente para atrair atenção às vantagens de sustentabilidade e economia de energia do Cargoshell.


Fonte: http://revistapegn.globo.com/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Os principais canais de navegação do mundo



Os canais de navegação de navios são estruturas construídas para acomodar a passagem de navios de um ponto a outro. Existem diversos tipos, tanto os canais naturais, quanto rios deslocados para facilitar a navegação e ainda os canais inteiramente construídos artificialmente.

O principal objetivo dos canais é criar um atalho para a navegação, evitando longos deslocamentos dos navios. Além disso, são usados para criar uma rota navegável entre dois oceanos, mares ou lagos separados por terra.

A utilização dos canais de navegação é muitas vezes uma alternativa economicamente viável à outros modos de transporte ou mesmo ao deslocamento do navio por grandes distâncias para contornar o obstáculo.

Conheça abaixo um pouco mais sobre alguns dos grandes canais do mundo.

CANAL DO PANAMÁ

O Canal do Panamá foi aberto em 1914, é um canal com 82 km de comprimento, com 152 m de largura e uma profundidade de 26 m, ligando o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, e localiza-se no Panamá. Este é um dos mais importantes canais de navegação do mundo, sendo fundamental para os transportes inclusive dos EUA, quando os produtos são enviados por via marítima de uma costa a outra.

CANAL DE SUEZ

O Canal de Suez foi inaugurado em 1869, é um canal com 160 km de comprimento, com 170 m de largura e uma profundidade de 20 m, e faz a ligação entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, e fica localizado no Egito. Sua construção levou 10 anos e ele é também conhecido como a auto estrada para a Índia. Permite a navegação entre Europa e Ásia sem ter que contornar o sul da África. Ao contrário do Canal do Panamá, este não contém compotas, pois os dois mares estão no mesmo nível.

CANAL DA MANCHA

O Canal da Mancha une o Mar do Norte ao Oceano Atlântico, e possui 563 km de comprimento, com uma largura variando de 33 km a 240 km, e uma profundidade que vai de 45 m a até 120 m. Localiza-se na Inglaterra.

Uma particularidade do Canal da Mancha, é que sob suas águas passa o EUROTÚNEL, um túnel ferroviário submarino e subterrâneo com 51 km de comprimento sendo 37,9 km embaixo do mar, a uma profundidade média de 45,7 m chegando a até 60 metros abaixo do nível do mar.

CANAL KIEL

Localizado na Alemanha, o Canal Kiel, tem 98 km de comprimento, 50 m de largura e 11 m de profundidade, inaugurado em 1895, encurta a passagem entre o Mar do Norte e o Mar Báltico. A passagem pelo Canal de Kiel economiza uma viagem de 460 km pela Península de Jutland; além de economizar tempo de viagem, a passagem pelo canal é mais segura, pois existem fortes tempestades com frequência nos mares da península. Mais de 43 mil navios passaram por ele em 2007.

CANAL HOUSTON SHIP

Localizado nos EUA, o canal possui 98 km de comprimento, 161 m de largura e 14 m de profundidade, e liga Houston, Texas ao Golfo do México.

CANAL WELLAND

Localizado no Canadá, o canal possui 45 km de comprimento, 24 m de largura e 2,4 m de profundidade. Inaugurado em 1931, o canal liga o Lago Erie até o Lago Ontário, e faz parte do Saint Lawrence Seaway.

CANAL SAINT LAWRENCE SEAWAY

O Canal Saint Lawrence Seaway liga o oceano Atlântico aos Grandes Lagos na América do Norte e permite a passagem de navios de até 8,1m de calado. Legalmente, o canal se estende a partir de Montreal para o lago Erie, incluindo o Canal de Welland. O canal recebeu esse nome por causa do rio São Lourenço, que vai do Lago Ontário até ao oceano Atlântico. Existem ao todo 14 comportas ao longo do canal. Foi inaugurado em 1959 a um custo de US$ 638 milhões.

CANAL MENO-DANÚBIO

O canal Meno-Danúbio é um canal alemão de 171 quilômetros que faz a conexão entre o rio Danúbio e o rio Meno, ligando ambos ao rio Reno, possibilitando assim o mais curto percurso de transporte fluvial de Constança (Romênia, Mar Negro) até o porto de Roterdam (Países Baixos, Mar do Norte).

CANAL DE CORINTO

O canal de Corinto é um canal escavado sobre a rocha do istmo de Corinto no final do século XIX, e conta com uma altura de mais de 40 metros, uma extensão de 6,3 quilômetros de comprimento e uma largura de apenas 21 m, impede a passagem de cargueiros internacionais.

Finalizado, em 1893, trouxe um grande benefício econômico à região, já que criava uma via marítima entre as águas do golfo de Corinto com as do mar Egeu permitindo assim aos navios mercantes encurtar sua viagem em mais de 400 quilômetros.

CANAL DE MIDI

O Canal do Midi é um canal artificial que se localiza na região do Midi, na França. É o mais antigo canal marítimo da Europa ainda em funcionamento.

Navegável entre o rio Garonne, na altura de Tolosa, e Sète, no mar Mediterrâneo, numa extensão de 240 quilômetros, permite a comunicação entre o oceano Atlântico e o Mediterrâneo. Inaugurado em 1681, ao longo de seu percurso encontram-se trezentas e cinquenta obras de arte, entre pontes, eclusas e aquedutos.

O objetivo deste canal era ligar, através de terras francesas, o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo. Desde a ocupação romana, a França sempre sonhou com a realização de tal feito, pois ela sempre esteve vulnerável aos altos impostos dos espanhóis quando os barcos atravessavam o estreito de Gibraltar.

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/os-principais-canais-de-navegacao-do-mundo/#utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=os-principais-canais-de-navegacao-do-mundo