sábado, 26 de novembro de 2011

Porto de Paranaguá lança licitação para manutenção das vias de acesso

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) anunciou hoje, dia 25 de novembro, o lançamento da licitação para a manutenção da concretagem das vias de acesso ao Porto de Paranaguá. A obra, no valor de R$ 3,25 milhões, foi autorizada pelo governo do Paraná. O investimento soma-se ao anterior, quando a Appa aplicou R$ 24 milhões em recursos próprios para concretar 25 quilômetros de extensão das principais vias municipais nos arredores do Porto de Paranaguá.
O governo autorizou também os estudos para a ampliação da malha de vias públicas municipais concretadas de forma que venha a melhorar o sistema viário de Paranaguá. O prazo para a conclusão das obras é de 120 dias após a contratação da empresa que irá realizar a recuperação das vias. Com isso, a Appa volta a manter a qualidade da pavimentação das principais vias municipais que dão acesso ao porto, evitando acúmulos de sedimentos e contribuindo para a segurança e o meio ambiente.
“Estamos fazendo a nossa parte. Grandes investimentos na recuperação destas vias demonstram isso”, afirmou o superintendente da Appa, Airton Vidal Maron. A Appa vem sendo responsabilizada pelas vias da cidade de um modo geral. A prefeitura alega que não consegue oferecer a Paranaguá ruas em melhor estado, pois o Porto não paga o Imposto Sobre Serviço (ISS). “Não pagamos porque existe uma determinação judicial impedindo este pagamento. E a desobediência desta determinação resultaria numa ação de improbidade administrativa. É a nossa forma, dentro da legalidade, de auxiliar na resolução dos problemas de Paranaguá”, afirmou Maron.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tecon Suape recebe novos equipamentos

TERMINAL PRIVADO DE CONTÊINERES INVESTIU US$ 22 MILHÕES NA AQUISIÇÃO DE NOVOS PORTÊINERES E TRANSTÊINERES DESTINADOS À OPERAÇÃO PORTUÁRIA. OS APORTES DEVEM CHEGAR A R$ 100 MILHÕES NO PRÓXIMO ANO.



Raphael Coutinho_247 – Está prevista para este final de semana a chegada de seis novos equipamentos do Tecon Suape que impulsionarão a movimentação de contêineres no porto pernambucano.

O navio que realiza o transporte deverá aportar no sábado (26), trazendo dois portêineres Super Post Panamax e quatro transtêineres RTG, num investimento total de aproximadamente US$ 22 milhões. Com o incremento dessas máquinas, a movimentação anual de contêineres, que hoje é de 550 mil TEUs (unidade padrão para contêineres de 20 pés), passará a ser de 750 mil TEUs.

A previsão é que os equipamentos passem por um período de testes até serem colocados em operação. Segundo a diretoria do Tecon Suape, em janeiro de 2012 os equipamentos deverão estar reforçando os trabalhos no porto. “Estamos adquirindo o que há de mais moderno em termos de equipamentos para trabalho com contêineres. Com esses portêineres, poderemos operar navios bem maiores que os que operamos hoje”, explicou o diretor comercial da empresa, Rodrigo Aguiar.

Os dois portêineres Super Post Panamax são guindastes de cais, que efetuam a carga e descarga dos contêineres dos navios. Esses equipamentos possuem capacidade de içar contêineres com até 51 toneladas de peso e estão aptos a operar navios com capacidade de transporte de até 10 mil TEUs e 50 metros de abertura.

Já os quatro transtêineres efetuam operações no pátio do terminal, carregando e descarregando os contêineres das pilhas localizadas no terminal para os caminhões, além das operações no sentido inverso.

Hoje, o Tecon Suape opera com dois portêineres Panamax e dois Post Panamax. O terminal também conta com 10 transtêineres. “Esses transtêineres são os mais modernos disponíveis. Todo o trabalho é repassado ao operador através da ligação entre o software do equipamento e o do Terminal.

Os contêineres são localizados no pátio por meio de GPS”, acrescentou Aguiar. O Tecon pretende investir, ao longo de 2012, cerca de R$ 100 milhões, incluindo a ampliação de sua área e na aquisição de novos equipamentos.

Outro ponto importante que está sendo trabalhado pela empresa é a implantação do sistema de agendamento para carga e descarga. Há cerca de dois meses, o processo está sendo implantado gradativamente. “É um processo é difícil, que exige ajustes das transportadoras. Mas hoje está em perfeita ordem. Ele (sistema de agendamento) é utilizado mundialmente e com isso evitamos picos de entrega no Terminal”, concluiu Rodrigo.


BNDES investe cerca de R$ 25 milhões em Suape



Nesta quarta-feira (23), teve início o XIII Simpósio Observa Nordeste, organizado pela Fundação Joaquim Nabuco. Entre as questões que estiveram em pauta no primeiro dia do encontro, esteve a participação do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de projetos estruturadores no Nordeste e também a o desenvolvimento na inclusão das regiões às cadeias produtivas.

O chefe do Departamento Regional Nordeste do BNDES, Paulo Ferraz Guimarães apresentou dados que mostram uma mobilização maior dos municípios do Nordeste para o financiamento de de projetos de desenvolvimento integrado.

“Aqui em Pernambuco, o BNDES investe R$ 25 milhões em Suape nos projetos estruturadores. Pelo menos oito projetos de bastante relevância devem surgir desse aporte, como escolas técnicas que surgem com empreendimentos como a PetroquímicaSuape”, exemplifica.

Além de Paulo Guimarães, a economista Tânia Bacelar e o professor da UFPE Raul Motta participaram no debate (Foto: Lara Holanda).

De acordo com Paulo Guimarães, enquanto houve um investimento de R$ 37.339 milhões financiados pelo banco entre 2000 e 2008 no Nordeste, de 2009 até setembro de 2011 essa carteira de financiamentos já chega a R$ 50.572. (Do site PE Investimento).

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/2011/11/23/bndes-investe-cerca-de-r-25-milhoes-em-suape/

Novos polos industriais seduzem montadoras

Camaçari (BA), Resende (RJ) e Suape (PE) lideram disputa para atrair fábricas que serão erguidas pela Volkswagen, BMW, Land Rover, Lifan Motors, Hyundai e Districar.



O interesse de montadoras tradicionais e marcas entrantes em instalar fábricas no país criou uma nova rodada de disputa entre estados que nos últimos anos se esforçam para consolidar sua posição como polos produtores de veículos.

As novas fronteiras da indústria automotiva, cada vez mais distantes do ABC paulista, o berço da indústria, tentam seduzir como podem companhias como Volkswagen, BMW, Land Rover, Lifan Motors, Hyundai e Districar – representante das marcas chinesas Changan, SsangYong, Haima e JMC.

O flerte dos governos é quase sempre o mesmo: incentivos fiscais generosos, facilidades nas negociações trabalhistas e vantagens logísticas. Os polos de Camaçari, na Bahia, Rezende, no Rio de Janeiro e Suape, em Pernambuco, tentam angariar novas empresas.

Restrito nos últimos dez anos a apenas uma fábrica, da Ford em Camaçari, na Bahia, o Nordeste desponta como nova preferência das companhias e deve ganhar musculatura nos próximos anos.
Pernambuco já captou R$ 4 bilhões para a construção de uma fábrica da Fiat, em Goiana, acertou a instalação de duas montadoras chinesas de motos, a Sazaki e a Shineray, e está no páreo para receber as novas unidades da Volkswagen e da BMW.


Movimentação de cargas cresce 49,8% em Suape

OS NÚMEROS SÃO REFERENTES A OUTUBRO; NO COMPARATIVO COM OS DEZ PRIMEIROS MESES DE 2010, A EVOLUÇÃO FOI DE 26% A MAIS QUE O PERÍODO ANTERIOR; A EXPECTATIVA É CHEGAR AO FINAL DE 2011 COM UMA MOVIMENTAÇÃO DE MAIS DE 11 MILHÕES DE TONELADAS DE CARGA



Se a crise internacional, que afeta os Estados Unidos e vários países da Europa, parece não passar perto do Brasil, de Pernambuco é que ela tem mantido mesmo distância. E, no que depender dos números do Complexo Industrial Portuário de Suape, o Estado, que no passado foi um dos que mais cresceu no país, deve fechar o ano mantendo a excelente fase econômica pela qual vem atravessando.

A reportagem do PE247 teve acesso, com exclusividade, ao último balanço do Porto, referente a outubro. Pelo terceiro mês consecutivo, a movimentação de cargas em Suape foi superior a um milhão de toneladas (1.243.456 t) e a de contêineres, superior a 40 mil TEUs (41.357).

Os números, que representam respectivamente um crescimento de 49,8% e 43,2%, em relação ao mesmo período do ano passado, consolidam Suape como um dos maiores portos do Brasil. E não para por aí. Até o final do ano, a expectativa é de uma movimentação superior a 11 milhões de toneladas de carga.

“Suape não foi criado apenas para ser um grande porto e dá suporte ao Estado. O Complexo nasceu para se consolidar como o principal porto do Norte e Nordeste. E estamos conseguindo isso. Hoje, em contêineres, Suape já possui o maior terminal acima (geograficamente) de São Paulo. Sendo maior, inclusive, que os dois portos do Rio de Janeiro. O nosso projeto portuário é o mais moderno de todo o Brasil”, afirma o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio.

De acordo com Frederico Amâncio, um dos motivos para o “boom” desse crescimento no Complexo foi a criação da rota Ásia-Suape, que fez com que o porto passasse a receber, desde agosto, navios vindos direto do continente asiático. “Fizemos um trabalho muito forte e intensivo para podermos atrair linhas internacionais. Antes, esses navios entravam por Santos.

Houve, naturalmente, um foco de crescimento no porto por causa da alta do PIB do Estado e do anúncio da vinda de novas indústrias e fábricas. Mas, mesmo assim, o crescimento em Suape ainda está maior que tudo isso. Conseguimos um resultado excepcional nesse terceiro trimestre”, afirma Amânio. Leia mais

Fonte: http://pedesenvolvimento.com/

Terceira maior operadora de contêiner do mundo assina com o Porto do Recife



O Porto do Recife e a Gulftainer Brasil assinam nesta sexta-feira o documento de qualificação da empresa de logística como operadora portuária do porto recifense.

A Gulftainer, empresa dos Emirados Árabes, é a terceira maior operadora de contêiner do mundo e escolheu Pernambuco e o Porto do Recife com entrada para o mercado brasileiro.

A solenidade acontece no final da manhã de hoje, no auditório do Porto do Recife. Após a coletiva, haverá o desembarque de dois guindastes, modelo MHC.

O maquinário pertencente à Gulftainer será utilizado ainda em dezembro para movimentar contêiner e outras cargas.



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Santos sofre com falta de mão de obra qualificada



Leonardo Menezes da Silva teve uma carreira bem-sucedida até aqui. Em seis anos, passou de analista de controladoria a gerente da área no Terminal para Contêineres da Margem Direita do Porto de Santos (Tecondi), e teve o salário multiplicado por onze vezes no período. Silva não revela números absolutos. Mas, de acordo com a última pesquisa do site de classificados de vagas e currículos Catho, o salário médio para o cargo na Baixada Santista é de R$ 9.712,00. Na grande São Paulo, gira em torno de R$ 13.422,00.

A rápida escalada do executivo de 34 anos é um retrato do atual momento da mão de obra no maior porto do país: quem tem qualificação adequada, tem chances reais de crescer. O problema é que pouca gente está devidamente preparada como Silva, que é formado em ciências contábeis, tem MBA em gestão portuária e atualmente conclui um segundo, em finanças e controladoria.

Segundo empresários ouvidos pelo Valor, o porto de Santos vive um apagão de mão de obra. A carência é para todo tipo de profissional - do mais qualificado a técnicos de mecânica e elétrica. Essa realidade tem levado a uma disputa acirrada entre as empresas, que lançam mão de inúmeros programas de capacitação e benefícios financeiros para fidelizar talentos, numa estratégia que atrai profissionais de outros países.

Dos novos onze portêineres da Tecon Brasil, somente oito puderam operar devido à falta de profissionais

"Isso é geral em função do aquecimento da economia e dos baixos níveis de capacitação e treinamento. Agora, se em atividades clássicas como engenharia o país já tem escassez grande, imagina num setor que exige um conhecimento ainda mais específico como o portuário", pondera o diretor de logística e supply chain no Brasil da consultoria Ernst & Young, Leonardo Lacerda.

Para diminuir o fosso entre demanda e oferta, os terminais passaram a investir não só na formação dos profissionais de que necessitam, mas também em mão de obra excedente. Assim, formam contingente para abastecer um mercado hoje restrito - e, de quebra, diminuir o assédio do vizinho. A Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) está finalizando uma pesquisa salarial do mercado. O objetivo é saber quanto cada empresa está pagando pelo profissional. "Não adianta ficar leiloando o funcionário. Quem perde é o porto, é a carga", afirma o secretário-executivo Matheus Miller.

Neste ano, os terminais de contêineres estão pelo menos duplicando os investimentos em programas de formação. O Tecondi está ampliando em 270% o aporte, ritmo que será mantido em 2012, afirma o diretor comercial Luiz Araújo. Para ele, porém, o trabalhador não busca só o melhor salário. Ter perspectivas dentro da companhia pesa na decisão do funcionário. Hoje, 86% dos cargos de direção no Tecondi são ocupados por profissionais que vieram da base. "Isso gera um valor agregado inestimável para a empresa", diz Araújo.

A escassez em Santos é mais nítida no setor de contêineres, nicho com alto nível de automação e cuja movimentação cresce a dois dígitos sobre uma base já muito alta. Soma-se a isso a entrada em operação de duas novas empresas até 2013, criando 2,7 mil empregos diretos. "Antigamente a gente disputava mercado e capital. Hoje disputamos mercado, capital e arduamente mão de obra", afirma o presidente da Santos Brasil, Antônio Carlos Sepúlveda.

Em 2009, o Tecon Santos - terminal da Santos Brasil - perdeu 30% de produtividade por falta de gente. Dos novos onze portêineres (pórticos sobre rodas que deslocam o contêiner entre o navio e o cais), somente oito puderam operar devido à inexistência de mão de obra para comandá-los. "Estamos assistindo a uma movimentação horizontal inclusive para outras indústrias, especialmente a química", diz Sepúlveda. No total das atividades, o deficit de pessoal no Tecon Santos naquele ano foi de 450 pessoas. A solução foi ampliar os treinamentos internos e o aporte em capacitação nas cinco empresas que compõem o grupo.

Em 2010, a Santos Brasil investiu R$ 1,3 milhão e realizou 82 mil horas de treinamento. Neste ano, até o mês de julho os investimentos em pessoal chegaram a R$ 2,3 milhões, aumento de 77%, e foram ministradas 51% horas a mais do que no ano passado todo. Entre as ações realizadas estão: programas de idiomas, desenvolvimento de lideranças, capacitação operacional e treinamentos legais.

O volume de contratação também aumentou. Os 673 funcionários admitidos até julho já ultrapassam o contingente do mesmo período de 2010. Somente o recrutamento no Tecon Santos aumentou 82,5%, com a admissão de 376 pessoas.

A mobilidade também vem crescendo. Foram promovidos 376 funcionários em todo o grupo, aumento de 44% sobre o mesmo intervalo de 2010. No Tecon Santos, 275 pessoas ascenderam, alta de 195,6%.

O grupo Libra está duplicando o volume de investimentos previsto para treinamento em 2012. Hoje a companhia ministra cursos de operadores de máquina, motoristas e técnico de manutenção de equipamentos. Em 2012, terá início um treinamento de formação de profissionais na área de planejamento.

Mas a capacitação não anda sozinha. "Nos estruturamos muito mais fortemente do ponto de vista de remuneração, cuidando para oferecer um salário competitivo. Entramos com PPR (programa de participação nos resultados) e, no caso dos gerentes, também com remuneração variável", afirma a diretora de RH e sustentabilidade, Claudia Falcão. As ações incluem ainda mudanças no clima organizacional. A meta é fazer com que trabalhar na Libra seja uma "escolha preferencial", diz.

O pacote tem atraído gente de fora. Recentemente um candidato uruguaio teve o melhor desempenho na seleção para uma vaga de nível gerencial. Claudia ressalta não achar que se trate de uma tendência de importação de mão de obra. "Especificamente no nosso caso, foi uma questão pontual."

Mas para o diretor de novos negócios da Strong Educacional Esags (instituição conveniada da FGV), Fábio Ribeiro, o caminho já está aberto. "Muitos profissionais estrangeiros que trabalham em portos de outros países vêm atuar no Brasil para complementar esse quadro".

A Esags, por exemplo, receberá 25 executivos angolanos das áreas de portos, comércio exterior e petróleo para fazer um curso de complementação em pós-graduação em Santos. Será a primeira de cinco turmas que devem vir ao Brasil ao longo dos próximos cinco anos. É gente com potencial para disputar vagas com brasileiros, principalmente devido à proximidade cultural (mesmo idioma).

Para Ribeiro, existe contingente de mão de obra local, mas faltam talentos. "Hoje, cerca de 4 mil pessoas se formam por ano nas universidades da região em cursos superiores de porto, logística, comércio exterior e petróleo. Mas muitos jovens saem da graduação e não tomam a devida atenção da qualidade que o mercado está exigindo", diz.

A Abtra está desenvolvendo um trabalho junto à comunidade acadêmica da região para afinar a grade curricular das faculdades às necessidades do mercado. "As pessoas hoje no mercado são treinadas pelas empresas", adverte Matheus Miller. Uma das saídas, cita, seria direcionar o trabalho de conclusão de curso. "O setor precisa de soluções e estudos". A iniciativa envolverá a criação de uma espécie de selo de qualidade Abtra.

Fonte:Valor Econômico/ Fernanda Pires | Para o Valor, de Santos



http://portosenavios.com.br/site/noticiario/portos-e-logistica/12914-santos-sofre-com-falta-de-mao-de-obra-qualificada

Navio com passageira morta e surto de gastroenterite a bordo chega ao Rio



A chegada de um transatlântico internacional com uma passageira morta e um surto de gastroenterite a bordo, que atingiu 86 pessoas, sendo 79 passageiros e sete tripulantes, tumultuou o Píer Mauá, na Região Portuária do Rio, ontem pela manhã.

O Porto do Rio e a Secretaria de Turismo do Estado afirmaram que não foram avisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sobre os problemas de saúde no cruzeiro e não souberam informar sobre o controle de saúde dos passageiros, que desembarcaram para passar à tarde na cidade. Apesar de a embarcação ter atracado sob o código vermelho, o alerta máximo para risco iminente de segurança, a ANVISA informou que apenas um passageiro chegou ao Rio com os sintomas de gastroenterite. 

O navio MS Veendam, da Holland America Line, partiu de Nova York no dia 16 de outubro, mas a maioria dos passageiros embarcou no porto de Valparaíso, no Chile, no dia 6 deste mês. “Depois do desembarque no Chile, eu senti uma leve dor de barriga, mas nada demais” disse o americano aposentado Richard Rezba, de 67 anos, que viajava com a mulher Carol, de 64. O casal percebeu que a tripulação e funcionários incrementaram os procedimentos de segurança com uso de máscaras, luvas e toucas. O navio seguiu para a Argentina. 

Há três dias, quando a embarcação passou pelo Uruguai, o navio adotou o código vermelho. A piscina foi interditada e todos eram orientados a lavar as mãos a cada duas horas. Passageiros com sintomas de diarreia foram isolados em suas cabines para atendimento médico, segundo os relatos dos viajantes hoje. 

Enquanto alguns passageiros tinham conhecimento do código vermelho, outros desconheciam que uma mulher estava morta a bordo. “Eu realmente não sabia disso. É preocupante”, disse o inglês Jim Sullivan, de 61 anos. O corpo de Dorothy Missin Phillips foi encaminhado para o Instituto Médico Legal para autópsia, que vai determinar a causa da morte. Autoridades afirmavam que a mulher teve um enfarte sem ligação com a intoxicação ocorrida a bordo, mas apenas o laudo cadavérico vai determinar o que ocorreu. 

“Os dois fatos (a morte da passageira e o surto dentro do navio) não foram comunicados ao Estado. Foi feita uma notificação à ANVISA, que não conseguiu contatar o Estado. O próprio Píer não estava preparado para receber esta infecção dentro do navio”, reconheceu o Secretário de Turismo do Estado, Ronald Azaro. 

Segundo ele, um auto de infração seria emitido para a operadora estrangeira e uma notificação para a operadora do cruzeiro no Rio.

O Comandante e o Médico do navio transatlântico foram levados à Polícia Federal para prestar esclarecimento e permaneceram na sede da Superintendência por menos de uma hora. A PF abrirá inquérito apenas se o laudo cadavérico do corpo da americana não apontar morte de causa natural. 
Em nota, a ANVISA informou que nos últimos dois dias foram registrados dois casos de gastroenterite no transatlântico e que isto apontava uma “diminuição significativa do número de casos no momento de atracação do navio no Brasil”.

De acordo com a ANVISA, o navio, durante sua navegação em águas internacionais, tomou todas as medidas recomendadas para controle do surto de gastroenterite a bordo e as falhas identificadas pelos inspetores da ANVISA, durante a inspeção realizada na manhã de hoje Rio, foram corrigidas pela equipe do transatlântico.
 
Fonte: http://portalmaritimo.com/2011/11/23/navio-com-passageira-morta-e-surto-de-gastroenterite-a-bordo-chega-ao-rio/