sábado, 23 de março de 2013

Pernambuco: Segundo navio do estaleiro Atlântico Sul segue para prova de mar


Petroleiro Zumbi dos Palmares será entregue à Transpetro até maio



O Zumbi dos Palmares, segundo navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) no Complexo de Suape, seguirá para prova de mar na próxima sexta-feira. Os testes marcam a última etapa da construção do petroleiro antes de ser entregue à Transpetro, entre o final de abril e o início de maio. 

A partida da embarcação deveria ter acontecido ontem, mas uma falha no sistema de pressão da bomba do motor adiou a partida. A previsão é reparar o problema entre hoje e amanhã. Em março do ano passado, o petroleiro João Cândido realizava sua prova de mar e foi entregue à Transpetro no dia 24 de maio de 2012.

A prova de mar é uma espécie de test drive do navio. A embarcação passa cerca de duas semanas no mar, a uma distância de quatro a cinco milhas náuticas (entre sete e nove quilômetros), fazendo testes de velocidade, potência de motor, consumo de combustível, raio de manobra, tanques de carga e as condições operacionais dos sistemas do petroleiro. 

Participam da prova técnicos, funcionários do EAS, tripulantes, representantes do dono do navio (a Transpetro), fabricantes dos equipamentos e fiscais da sociedade classificadora American Bureau Of Shipping (ABS).

A prova de mar do João Cândido, realizada entre Natal e Maceió, durou apenas uma semana, numa indicação de que os testes foram positivos. A expectativa é que aconteça o mesmo com o Zumbi, que teve uma história de construção menos conturbada que a do navio número 1 do EAS. 

O João Cândido passou três anos e oito meses em construção, precisou passar por reparos e entrou para a história da retomada da indústria naval como um azarão.

O Zumbi dos Palmares também está atrasado. A previsão inicial era que a entrega acontecesse em 2011, mas os problemas com o João Cândido provocaram um efeito dominó no atraso do cronograma geral das embarcações. 

A demora fez com que, no ano passado, a Transpetro suspendesse os contratos de 16 dos 22 navios encomendados ao Atlântico Sul. Depois de cumprir parte das exigências da estatal, o EAS conseguir reaver os contratos de dez navios e continua negociando os pendentes.

Uma das exigências da Transpetro foi que o estaleiro apresentasse um cronograma confiável de entrega das encomendas. O Zumbi já está seguindo essa nova lógica. 

Quando lançou a embarcação ao mar (fase em que o navio sai do dique seco para o cais de acabamento) em novembro do ano passado, o EAS disse que entregaria o petroleiro até o final do primeiro semestre. 

Com a conclusão da prova de mar, o navio passará por ajustes finais e passará a integrar a frota da Transpetro no prazo acordado.

O segundo navio do EAS ainda vai entrar para a lista dos que tiveram elevação de preço acima da média de 15% prevista pelo mercado nessa fase da curva de aprendizagem. 

No contrato inicial o petroleiro estava orçado em R$ 317 milhões, mas no balanço publicado pelo estaleiro em 2012 aparecia com um ágio de 24% (R$ 424,6 mi).

JC Economia

Fonte: http://www.blogdasppps.com

quinta-feira, 21 de março de 2013

Setor portuário quer se preparar para novos investimentos

Gestores de 69 portos se reunirão para tratar de alternativas e inovações aos embarcadores de carga.




Na 19ª edição da Intermodal South America, segunda maior feira de logística, transporte de cargas e comércio exterior do mundo, a presença de portos, terminais portuários e operadores será maciça já que, no total, 69 empresas, brasileiras e internacionais, diretamente relacionadas à atividade portuária estarão reunidas, entre os dias 2 a 4 e abril, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Além dos 10 maiores portos nacionais, há presença confirmada de gestores de portos da Alemanha, Bahamas, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda e Portugal. A feira serve de cenário para que essas empresas apresentem melhorias e expertises, além de debater o atual cenário portuário, marcado pelo novo marco regulatório do setor e planos de investimento que preveem investimentos de R$ 54,2 bilhões até 2017 voltados à eliminação de barreiras e ganho competitivo. Um exemplo é o Porto de Santos, tradicional expositor da Intermodal South America.

“A presença de portos de outros países na Intermodal South America já é uma tradição porque o evento conta com a presença ativa das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, bem como embarcadores de carga que procuram na feira opções logísticas para suas exportações ou importações”, explica Michael Fine, gerente do evento. Na última edição do evento, 65% dos mais de 45 mil visitantes eram embarcadores de carga em busca de soluções de transporte para seus negócios no mercado brasileiro e no exterior.

Ainda segundo Fine, a globalização e a internacionalização das cadeias produtivas são fatos já incorporados pelo mercado internacional. “Quanto mais integrados estiverem os elos cadeias de produção e de distribuição, mais eficazes serão as soluções logísticas e os portos, que funcionam como portas de entrada e saída de todo tipo de carga, peças essenciais dessa equação. Reunidos na Intermodal South America, portos, terminais e embarcadores, além de toda a cadeia logística, irão encontrar alternativas para otimizar seus negócios”, conclui Fine.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Segundo navio do estaleiro segue para prova de mar


Petroleiro Zumbi dos Palmares será entregue à Transpetro até maio

 Zumbi dos Palmares, segundo navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS) no Complexo de Suape, seguirá para prova de mar na próxima sexta-feira. Os testes marcam a última etapa da construção do petroleiro antes de ser entregue à Transpetro, entre o final de abril e o início de maio. A partida da embarcação deveria ter acontecido ontem, mas uma falha no sistema de pressão da bomba do motor adiou a partida. A previsão é reparar o problema entre hoje e amanhã. Em março do ano passado, o petroleiro João Cândido realizava sua prova de mar e foi entregue à Transpetro no dia 24 de maio de 2012.

A prova de mar é uma espécie de “test drive” do navio. A embarcação passa cerca de duas semanas no mar, a uma distância de quatro a cinco milhas náuticas (entre sete e nove quilômetros), fazendo testes de velocidade, potência de motor, consumo de combustível, raio de manobra, tanques de carga e as condições operacionais dos sistemas do petroleiro. Participam da prova técnicos, funcionários do EAS, tripulantes, representantes do dono do navio (a Transpetro), fabricantes dos equipamentos e fiscais da sociedade classificadora American Bureau Of Shipping (ABS).

A prova de mar do João Cândido, realizada entre Natal e Maceió, durou apenas uma semana, numa indicação de que os testes foram positivos. A expectativa é que aconteça o mesmo com o Zumbi, que teve uma história de construção menos conturbada que a do navio número 1 do EAS. O João Cândido passou três anos e oito meses em construção, precisou passar por reparos e entrou para a história da retomada da indústria naval como um azarão.

O Zumbi dos Palmares também está atrasado. A previsão inicial era que a entrega acontecesse em 2011, mas os problemas com o João Cândido provocaram um efeito dominó no atraso do cronograma geral das embarcações. A demora fez com que, no ano passado, a Transpetro suspendesse os contratos de 16 dos 22 navios encomendados ao Atlântico Sul. Depois de cumprir parte das exigências da estatal, o EAS conseguir reaver os contratos de dez navios e continua negociando os pendentes.

Uma das exigências da Transpetro foi que o estaleiro apresentasse um cronograma confiável de entrega das encomendas. O Zumbi já está seguindo essa nova lógica. Quando lançou a embarcação ao mar (fase em que o navio sai do dique seco para o cais de acabamento) em novembro do ano passado, o EAS disse que entregaria o petroleiro até o final do primeiro semestre. Com a conclusão da prova de mar, o navio passará por ajustes finais e passará a integrar a frota da Transpetro no prazo acordado.

O segundo navio do EAS ainda vai entrar para a lista dos que tiveram elevação de preço acima da média de 15% prevista pelo mercado nessa fase da curva de aprendizagem. No contrato inicial o petroleiro estava orçado em R$ 317 milhões, mas no balanço publicado pelo estaleiro em 2012 aparecia com um ágio de 24% (R$ 424,6 mi).