sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Governo quer mais R$ 490 milhões para Suape

Jornal do Commercio (PE) - 28/01/2011

A diretoria do Complexo de Suape está pleiteando aumento de recursos federais para o porto junto à Secretaria Especial de Portos (SEP).
 
O governo do Estado quer engordar em R$ 490 milhões o orçamento previsto para Suape na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já tem projetados investimentos da ordem de R$ 300 milhões – o que totalizaria R$ 790 milhões. Na última quarta-feira, o presidente do porto, Geraldo Júlio, e o vice, Frederico Amâncio, participaram de reunião, em Brasília, com o ministro dos Portos, Leônidas Cristino.
  
Apesar da tentativa de aumentar em mais de 163% os recursos para Suape, Geraldo Júlio, reconhece que a primeiro ano de qualquer nova gestão é de ajuste fiscal. “Sabemos que esse ano será de reconhecimento da situação e de segurar os gastos, mas fizemos uma apresentação sobre as necessidades de infraestrutura em Suape para garantir os grandes empreendimentos que estão chegando”, defende.
 
 Pelos cálculos do governo de Pernambuco, o porto vai demandar investimento da ordem de R$ 2 bilhões nos próximos quatro anos. Nos últimos quatro anos, o investimento público em Suape foi de R$ 1 bilhão.
 
 A lista de obras com financiamento do PAC 2 inclui dragagem, construção de novos cais, acessos viários e implantação de um novo terminal de contêineres e um terminal de minério.
 
As intervenções na área de infraestrutura serão necessárias para garantir a implantação de empreendimentos como a montadora da Fiat, a Companhia Siderúrgica Suape (CSS) e o Estaleiro Promar S.A, além das unidades já em instalação, como a Refinaria Abreu e Lima, a PetroquímicaSuape (PQS). Hoje, Suape conta com mais de 100 empresas, além de outras 35 em fase de construção. 
 
Na reunião da quarta-feira, os pedidos mais urgentes foram a implantação do terminal de minérios e a construção dos cais do 6 ao 9. 
 
LIBERAÇÕES 
 
Além dos pleitos para os próximos anos, a diretoria de Suape também foi pedir para agilizar a liberação de restos a pagar do PAC 1. “Ainda temos algo em torno de 56 milhões para receber, referentes às obras de dragagem do canal de navegação do porto interno.
 
A intervenção do canal de acesso está 90% executada. A dragagem permitiu aprofundar a área dos cais para 11 metros e a bacia de evolução (onde é realizada a manobra dos navios) para 16 metros”, explica Amâncio. Segundo a diretoria de Suape, a estimativa é que na próxima semana a Secretaria Especial de Portos libere R$ 16 milhões do PAC 1.
 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Licitação continua suspensa em Suape

                                      

A possibilidade de sobrepreço na obra de reforço dos cabeços de Suape ainda está dando dor de cabeça à gerência do Porto. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) não aceitou as justificativas do Complexo para a contratação da empresa que fará os trabalhos e o processo licitatório continua suspenso. A execução dos serviços está orçada em R$ 148,9 milhões.

Trata-se do aumento da profundidade da abertura do arrecife para que os navios que atenderão o futuro terminal de minérios possam ingressar no terminal marítimo. O TCE afirma que os custos unitários são superiores a outros procedimentos que ocorrem no próprio local.

O vice-presidente do Complexo, Frederico Amâncio, afirmou que não há nenhuma decisão do Tribunal que trate de sobrepreço. “Estamos analisando e vamos complementar as informações. O processo será reaberto assim que chegarmos a um entendimento com o órgão”, avisou.

O TCE também detectou a ausência do Bônus e Despesas Indiretas (BDI) e considerou o projeto básico deficiente. Espera-se que R$ 65 milhões para obra sejam oriundos da Petrobras. Os serviços são discutidos desde o início do ano passado, mas até agora não foram contratados.

EÓLICAS

O reforço dos cabeços parece não ser o único entrave licitatório que o Porto de Suape vem enfrentando. Nas últimas duas semanas, foram publicados avisos de adiamento para a alienação de terrenos de indústrias ligadas ao setor de energia eólica: a RM Eólica, que produzirá flanges para torres e para o setor petroquímico, e a Imp­sa II, que fabricará aerogeradores.

Juntas, os empreendimentos somam investimentos de US$ 84,5 milhões. Frederico Amâncio disse que as questões são “extremamente administrativas”. Não há data para nova abertura da licitação.

Fonte: Portos e Navios

Intermarítima adquire cotas do Tecon Salvador



A Wilson Sons Limited (Bovespa: WSON11 ou "Companhia") comunicou ontem (26) em fato relevante que Intermarítima Terminais Ltda. exerceu a opção concedida pela companhia para a compra de 7,5% das ações ordinárias do Tecon Salvador S.A. pelo preço de R$ 11.201.625,00.

O direito da Intermarítima de exercer essa opção estava sujeito à obtenção pela companhia do direito de operar com exclusividade  área denominada "Ponta do Norte" do porto de Salvador.

A Intermarítima é um importante operador logístico portuário e terrestre, com atividades baseadas nos maiores portos da Bahia - Salvador, Aratu e Ilhéus. Esta aliança visa o contínuo crescimento do
Tecon Salvador, além da exploração de novas oportunidades no segmento de cargas gerais e granéis no estado baiano, que atualmente representa a sexta maior economia do país segundo dados do IBGE.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/

Movimentação de contêineres cresce 20% e bate recorde

 
 
O volume de contêineres movimentado pelo Porto de Savannah, localizado na Costa Leste dos Estados Unidos, cresceu quase 20% no último ano, chegando ao número recorde de 2.8 milhões de TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). As exportações ultrapassaram as importações e também bateram recorde com um total aproximado de 1.5 milhão de contêineres exportados.   

Parte do recorde de exportação se deve aos carregamentos  semanais de aproximadamente mil TEUs de aves congeladas. O Porto de Savannah é o maior exportador de aves em contêineres do país e também o maior exportador de cargas refrigeradas da Costa Leste. 

Segundo o diretor executivo da Autoridade Portuária do Estado da Georgia (GPA), Curtis Foltz, o crescimento  em 2011 dependerá da habilidade de recuperação econômica do Porto de Savana para ultrapassar os resultados alcançados em no último ano.
 
O Porto de Brunswick, também administrado pela GPA continua a registrar aumentos de dois dígitos na movimentação de maquinas de automação. Em dezembro foram movimentadas 40.537 unidades, número que representa um aumento de 21.5% sobre dezembro de 2009.

Exportações de couros somaram US$ 1,7 bi



As exportações brasileiras de couros e peles, em 2010, movimentaram US$ 1,74 bilhão. Esse total representa um aumento de 50% em relação a 2009, quando o setor apurou US$ 1,16 bilhão, mas está 7% aquém do registrado em 2008, ano da crise econômica mundial, quando foi movimentado US$ 1,88 bilhão.

Em dezembro, a receita das vendas externas de couros bovinos foi de US$ 159,57 milhões, incremento de 22% ante o mesmo mês do ano anterior. As vendas físicas somaram 2,52 milhões peças embarcadas, o que representa um aumento de 7% em relação a dezembro de 2009.

O cálculo é do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base no balanço geral da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
“A despeito da recuperação das exportações, o desempenho do setor em 2010 evidenciou os problemas que embaraçam os embarques de couro, como a queda do dólar, principal moeda usada no comércio, e a conseqüente crise cambial”, explica o presidente do CICB, Wolfgang Goerlich.

Segundo o executivo, a indústria brasileira do couro ainda não conseguiu recuperar o preço médio das vendas pré-crise. “Em 2010, a média mensal dos embarques de couros e peles somou US$ 145,2 milhões, ante quase US$ 160 milhões em 2008”, diz Goerlich.

Além dos efeitos negativos da valorização do real em relação ao dólar, o setor enfrentou graves problemas em outras frentes, principalmente aqueles que compõem o chamado ‘Custo Brasil’: a pesada carga tributária, os atrasos na restituição dos créditos da exportação, as altas taxas de juros e de contribuições sociais, a carência de crédito para capital de giro.

A gigantesca burocracia, e o ‘apagão logístico do transporte e embarque portuário cujos prejuízos ao setor curtidor são estimados entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, salienta o presidente do CICB.

Comércio Exterior:Receita com embarques para o Chile aumenta 350% em 2010

De acordo com a Scot Consultoria, a exportação de carne bovina brasileira para o Chile em 2010, alcançou um faturamento deUS$103,66 milhões. O resultado, que foi 350% maior que a receita registrada em 2009.

Análise da consultoria, com base nos dados do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostra também que o volume de 29,6 mil toneladas equivalente carcaça (tec) de 2010, representou um crescimento de 22,5% na comparação com o total embarcado no ano anterior.

Segundo analistas, tanto a receita como ovolume apresentaram os melhores resultados desde 2005, quando o Brasil exportou 87,6 mil tec para o território chileno e faturou US$140,5 milhões.

No final de 2005, com a ocorrência de febre aftosa em território brasileiro, as exportações para o Chile diminuíram significativamente, mas desde 2009, quando aumentaram as plantas frigoríficas habilitadas para esta comercialização, as exportações voltaram a crescer.

Fonte: Scot Consultoria

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Palestras gratuitas sobre a reformulação do Porto do Recife



Com o tema "Recife antigo, Porto novo", o Núcleo Técnico de Operações Urbanas realiza nesta quinta (20) e na próxima (27), às 19h, no Armazém 12, uma série de palestras gratuitas com o intuito de passar para o público as próximas ações e reformas do Porto do Recife para adequação às novas necessidades da região.

O local já foi protagonista da economia da Região Metropolitana do Recife em décadas passadas e, para não perder o título, pretende reacender as atividades.

Chegado o Porto de Suape, a maioria das atividades que eram desenvolvidas no Porto do Recife foram transferidas, o que gerou grandes espaços vazios e sem utilidades.

A Operação Urbana Cais do Porto tem o objetivo de transformar a área em um espaço cultural, recuperando a importância do local. A reforma manterá uma área operacional, ao norte, e reocupará com atividades de lazer, cultura, comércio e serviços os armazéns 9 ao 14.

Serão duas palestras, cada uma com um tema específico: A Requalificação (20/01) e As Oportunidades (27/01). Na ocasião serão abordados maiores detalhes sobre os projetos de reformulação do Porto do Recife, assim como as implicações dessas mudanças na dinâmica do Bairro do Recife Antigo.

Sobretudo proporcionar uma maior visibilidade às ações e investimentos governamentais, articular os envolvidos e discutir as oportunidades que surgem com a reforma. Leia amis

Fonte: http://jc.uol.com.br/

Suape abre licitação para construir mais três terminais

De Brasília - Neste semestre, o porto de Suape deve licitar a construção de três terminais, um deles para receber cargas da Transnordestina, a ferrovia de 1.728 km que ligará o porto pernambucano a Pecém (CE) e ao município de Eliseu Martins (PI). Para os próximos quatro anos, os investimentos previstos - a maior parte deles com recursos do PAC - chegam a R$ 2,6 bilhões.

A prioridade no complexo industrial e portuário é cumprir um cronograma de obras que acompanhe o ritmo de empreendimentos como o da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras. A operação deve começar a funcionar no fim de 2012, com capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia. O custo total do projeto é estimado em US$ 12 bilhões.

O volume de carga que será gerado pela refinaria Abreu e Lima, diz Frederico da Costa Amancio, vice-presidente do porto de Suape, dará a ele o porte de movimentação de carga hoje equivalente à do porto de Paranaguá, na casa das 30 milhões de toneladas por ano.

Localizado a 60 quilômetros do Recife, o complexo de Suape tem a vantagem de contar com espaço para expansão. São 13,5 mil hectares de área para ser explorada. A estrutura atual conta com cinco cais, mas outros quatro já estão em construção e devem ficar prontos até o fim de 2012. A partir deste ano, recursos serão injetados no aumento dos acessos rodoviários e em ações de dragagem, o que ampliará o acesso de navios maiores. Leia mais

Fonte: http://portosenavios.com.br/

Governo quer facilitar financiamento às exportações brasileiras

Como forma de melhorar as condições dos exportadores brasileiros frente às dificuldades impostas pela taxa de câmbio, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) pretende acelerar a liberação de empréstimos para exportação.

Atualmente, na concessão de um empréstimo para venda de produtos e serviços brasileiros para fora do país, é comum que a sua liberação fique subordinada à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A Camex dá as linhas gerais para esses financiamentos, mas, dada a natureza complexa das operações, muitas vezes a câmara tem de reavaliar questões específicas, como um pedido do importador para ter uma carência maior ou um prazo mais longo do que o previsto para os pagamentos.

A nova Camex, cuja secretaria-executiva foi assumida pelo economista Emílio Garofalo na semana passada, deve criar uma espécie de “fast track”, expressão em inglês que significa pista rápida.

A ideia é a Camex emitir uma série de resoluções para acelerar a concessão desses financiamentos automaticamente, sem necessitade frequente de avaliação específica do conselho da Camex, que pode levar seis meses ou mais para avaliar o pedido.Leia mais

Fonte: http://modallbrasil.wordpress.com/

Movimentação de cargas cresce 15,4% no último ano

A movimentação de cargas no Porto de Santos aumentou 15,4% no ano passado em relação ao ano anterior e totalizou 96 milhões de toneladas, de acordo com números divulgados hoje pela
 
Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Em 2009, o porto havia movimentado 83,1 milhões de toneladas e em 2008, 81 milhões de toneladas.
 
No ano passado, as importações somaram 31,8 milhões de toneladas um crescimento de 33,5% sobre os 23,8 milhões de toneladas movimentados em 2009. Já as exportações aumentaram 8,1% em 2010 e totalizaram 64,1 milhões de toneladas.
 
A expectativa da Codesp é atingir 101 milhões de toneladas em 2011, o que significaria um incremento de 5,2% em relação ao realizado em 2010. Os destaques são as projeções de crescimento das movimentações de minério (39,6%), carvão (13,9%), cargas em contêineres (8,9%) e soja (7,3%).
 
No ano passado, o aumento na movimentação foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho dos granéis sólidos e de carga geral conteinerizada.
 
Entre os granéis sólidos de exportação destacam-se o açúcar, que atingiu crescimento de 14,8%, totalizando 19,4 milhões de toneladas; e o milho, com 5,5 milhões de toneladas, incremento de 56,6%.
 
 A movimentação de veículos totalizou 345.411 unidades, das quais 95.709 foram desembarcadas e 249.702 foram exportadas, representando um crescimento de 61,2% em comparação a 2009 (214.247 unidades).
 
O número de navios atracados somou 5.748, um aumento de 0,3% em relação a 2009 (5.731 embarcações).
  
As cargas operadas pelo Porto de Santos somaram US$ 95,8 bilhões refletindo incremento de 29,45% em relação a 2009. As importações tiveram destaque, com aumento de 37,6%, chegando a US$ 45,7 bilhões. Estados Unidos (17,9%), China (15,8%) e Alemanha (11%) foram as principais origens das importações.
 
Nas exportações, o crescimento foi de 22,79%, chegando a US$ 50,1 bilhões, com destaque para Estados Unidos (9,7%), China (7,6%) e Argentina (7,6%).