sexta-feira, 4 de março de 2011

Convênio qualificará 400 trabalhadores

 
 
O Estaleiro Naval Promar fechou convênio com as secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia (Setec) e de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, a Universidade de Pernambuco (UPE) e o Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep) para qualificar 400 profissionais para a indústria naval. Serão 200 vagas de nível técnico e 200 de nível superior, atendendo ao setor da indústria naval.

O Promar é o segundo estaleiro a ser instalado em Pernambuco e deve demandar mão de obra qualificada até o fim de 2012. De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja, daqui a cerca de um mês, um técnico do estaleiro vai apresentar todos os detalhes necessários para que os cursos sejam fechados. “Recebemos a ideia geral da demanda, mas só com essas informações poderemos marcar o início das atividades.

Serão qualificados técnicos para soldagem, certificação, montagem e operação de máquinas de alto valor. Além disso, engenheiros das áreas civil, mecânica e eletrotécnica”, disse o secretário.
Granja explicou ainda que já existem editais formatados na Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) para outros processos de capacitação de mão de obra. “São voltados para profissionais graduados, como engenheiros, e vai funcionar como uma pós-graduação profissional na categoria de residência”, disse.

Os investimentos no Promar, para montagem de oito navios gaseiros, chegam a R$ 960 milhões. O montante é proveniente de contrato com a Transpetro, por meio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). A previsão é de que esse estaleiro gere cerca de dois mil empregos diretos para construção dos navios que farão o transporte de gases liquefeitos.

DPROTEÇÃO visita Estaleiro Atlântico Sul no Porto de Suape em IPOJUCA / PE



Organizada pelo SEBRAE-AL, nesta última sexta-feira dia 25 de fevereiro de 2011, o Estaleiro Atlântico Sul no Porto de Suape em Ipojuca – PE, foi visitado por um grupo de empresários Alagoanos, onde a DPROTEÇÃO ENGENHARIA E CONSULTORIA em Segurança e Saúde Ocupacional esteve presente representada pelo Diretor Administrativo José Fernandes Correa de Melo.

Esta visita teve o objetivo a apresentação dos produtos e/ou serviços das empresas Alagoanas junto ao Departamento de Suprimentos do Estaleiro Atlântico Sul, sendo com certeza uma excelente oportunidade de prospecção dos negócios.

Fonte: http://www.dprotecao.com.br/

Ministro dos Portos garante visita às obras do PAC

 
 
Em reunião realizada esta semana com a presença da ex-governadora do Estado do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, anunciou que visitará, em breve, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), já concluídas no Estado.
 
Cristino salientou que ainda aguarda a conclusão da dragagem de aprofundamento do Porto de Natal, que vem sendo realizada pela Secretaria de Portos (SEP), para melhor definir a agenda. 
 
Acompanhada pela Deputada Federal, Fátima Bezerra (PT-RN), Wilma apresentou ao ministro a ideia de um projeto para a construção de um Porto Novo na região. Segundo ela, a economia do Estado cresceu de forma acentuada nos últimos anos, apresentando a menor população abaixo da linha de pobreza do nordeste. 
 
A Ex-Governadora citou a exportação de atum, petróleo, gás, dentre outros, e que um novo porto seria absolutamente viável nesta situação.
 
O chefe da ásta federal mencionou o exemplo da licitação que está acontecendo para a construção do Novo Porto de Manaus. Segundo ele , a modelagem de concessão deverá  ser mantida. Sobre Natal, Cristino prometeu avaliar melhor o projeto.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Gargalos portuários prejudicam competitividade



Log-In defende mudança no planejamento logístico brasileiro.

A precária infraestrutura de transporte e logística existente no Brasil causa gargalos nos complexos portuários. Os investimentos que foram realizados no setor não conseguem acompanhar a expansão da atividade econômica, que aumentou em pelo menos 40% a movimentação de contêineres no País.
 
Com isso, já se tornaram corriqueiras as ocorrências de atrasos nas operações de navios e cancelamentos de escalas nos portos, fatos que prejudicam a competitividade das empresas brasileiras de navegação.

"Se os gargalos dos portos brasileiros não fossem tão marcantes, a companhia poderia oferecer serviços de navegação costeira com maior regularidade, avançando ainda mais sua competitividade frente ao modal rodoviário", aponta o diretor-presidente da Log-In Logística Intermodal, Vital Jorge Lopes.
 
Segundo o executivo, a empresa sofreu com o aumento do tempo de espera para atracação de navios e com a crescente pressão nos gastos portuários para carregamento e descarga de contêineres, além de eventos naturais como o baixo nível do calado no Rio Amazonas.

Como a Log-In trabalha com soluções intermodais, as filas de caminhões nos complexos portuários causam pressões adicionais nos custos, refletindo também em perda de receita. "Para uma empresa como a Log-In, que ainda opera com limitação de ativos de navegação em um mercado onde a oferta de serviços regulares é uma necessidade, o cancelamento de escalas em função da fila de navios em espera para atracação nos portos provoca queda de faturamento e menor utilização da capacidade instalada", atesta.

Equilíbrio das matrizes de transporte

De acordo com o PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes) do Governo Federal, para que a matriz de transporte seja equilibrada é recomendável que o modal rodoviário responda por 33% e o aquaviário por 29%. Porém, esses modais respondem por 58% e 12%, respectivamente. A situação atual é um impeditivo para um crescimento econômico intenso e sustentável do País.

"Um dos desafios da Log-In é migrar o transporte de mercadorias do modal rodoviário para modais mais eficientes, que possuem maior confiabilidade e menores índices de avarias e roubos, mas isto depende de uma mudança no planejamento logístico das empresas que atuam no Brasil", afirma Lopes.

De acordo com o executivo, existe grande potencial para transição de cargas do modal rodoviário para o marítimo através da conquista de novos clientes e negócios à medida que estes gargalos no setor portuário forem sendo superados. "Há um grande mercado ainda não desenvolvido, de cerca de três vezes o atual, que apresenta possibilidades de captura de participação de mercado sobre o modal rodoviário", computa.

Seguindo essa política, em 2010 a companhia registrou crescimento de 20% nos volumes movimentados por cabotagem em comparação a 2009, atingindo um marco em sua história. Materializando essa tendência, todas as vezes que a Log-In adicionou capacidade à Navegação Costeira, novas cargas foram capturadas, confirmando a existência de demanda por este modal de transporte.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/

Operadores logísticos rejeitam taxa sobre espelhos d’água





A cobrança imposta pelo uso do que os empreendedores portuários chamam de espelho d’água está acirrando os ânimos no setor logístico. A portaria número 24 que prevê esse encargo, publicada ao final de janeiro pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), afeta complexos como portos, marinas, estaleiros, entre outros. Para o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, essa cobrança é absurda, já que o governo defende a melhoria dos portos e a atração de empreendimentos.

Não é possível entender que a SPU venha na contramão dessas políticas públicas de investimento e gere mais insegurança jurídica e custos”, argumenta o dirigente.

Manteli salienta que isso não ocorre em países como Estados Unidos e China. Ele acrescenta que, em um momento em que as exportações brasileiras sofrem com a questão cambial e com a concorrência internacional, esse ônus atrapalha ainda mais a competitividade nacional com o aumento do custo logístico. A medida está baseada em um decreto-lei de 1946 que indicava o pagamento pela utilização da água para, por exemplo, consumo em um processo industrial. “

No entanto, na instalação de portos, nunca existiu uma cobrança dessas”, afirma. Manteli alerta que quem irá pagar a conta será o produtor.

Para o dirigente há pontos da portaria que não são claros para os empreendedores. Entre eles, os critérios do encargo, que podem incidir sobre patrimônio e investimento, se a taxa incide somente para terminais privados ou também para os de uso público e, principalmente, se será retroativa. “Se houver retroatividade, a determinação criaria um passivo no sistema portuário muito pesado”, teme Manteli. Leia mais

Fonte: http://www.conexaomaritima.com.br/

quarta-feira, 2 de março de 2011

Suape precisa de R$ 5 bi até 2014



A diretoria do Complexo Industrial Portuário de Suape calcula que vai precisar investir R$ 5 bilhões em obras de infraestrutura até 2014. Os recursos vão garantir a implantação de grandes empreendimentos como a montadora de veículos da Fiat, a Companhia Siderúrgica Suape (CSS), o cluster naval e outros negócios captados pelo maior polo de atração de empreendimentos do Brasil. Antes de colocar as obras na rua, o desafio será viabilizar a engenharia financeira para trazer o dinheiro para dentro do caixa.
 
 
Ontem, durante almoço de apresentação da equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico à imprensa pernambucana, o presidente de Suape e titular da pasta, Geraldo Júlio, adiantou algumas das estratégias para tentar captar os recursos. Para garantir a implantação de grandes indústrias, Suape precisa fazer investimentos na construção de novos cais (a previsão é fazer do 6 ao 9), estradas, terraplenagem de grandes terrenos e dragagem para o cluster naval. Só a dragagem para o Estaleiro Promar S.A., por exemplo, vai custar R$ 108 milhões.
 
 
“Esperamos que parte dos recursos, de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões, venha da iniciativa privada para projetos estruturantes, como a construção de terminais, que teriam concessão do governo do Estado e arcariam com os investimentos”, destaca. O governo do Estado, que nos últimos quatro anos aplicou R$ 350 milhões em Suape, deve subir a aplicação em mais de 40%, alcançando R$ 500 milhões. “Não queremos usar o caixa do Estado com tanta voracidade, por isso vamos buscar outras alternativas de financiamento”, observa. Outros R$ 500 milhões deverão vir da antecipação de receitas portuárias pela Petrobras, que começará a operar a Refinaria Abreu e Lima em 2013.
 
 
A diretoria de Suape também aposta na inabilidade de outros Estados na captação de recursos da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para dobrar o orçamento do programa para o Estado, estimado em R$ 400 milhões. “Outra alternativa será buscar empréstimo no mercado, principalmente no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, adianta Júlio, estimando a necessidade de captação em R$ 1 bilhão.
 
 
Segundo o secretário, depois de preparar a gestão de Suape e “engordar” a receita do porto, uma das alternativa será transformar o complexo numa sociedade anônima (S.A.) e admitir a entrada de sócios, a exemplo do BNDES Par e do Fundo de Infraestrutura do FGTS, da Caixa Econômica Federal – o FI-FGTS. O presidente de Suape diz que a ideia será amadurecida ao longo dos próximos dois anos.
 
 
Geraldo Júlio destaca o crescimento de escala do complexo, lembrando que nos últimos quatro anos os investimentos em infraestrutura chegaram a R$ 1,1 bilhão e que, agora, a necessidade é crescer o valor em quase cinco vezes.
 
 
Para exemplificar a mudança de escala o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, lembra que a movimentação de cargas do porto no ano passado foi de 9 milhões de toneladas e que quando a Refinaria Abreu e Lima entrar em operação esse volume vai subir para 20 milhões de toneladas. Para este ano, a previsão é alcançar a casa das 10 milhões de toneladas. Amâncio destaca, ainda, que a receita de Suape também vem crescendo. “Em 2009 foi de R$ 41 milhões e no ano passado saltou para R$ 54 milhões”, compara. Para 2011, a projeção ainda está sendo fechada.
 
 
Questionado sobre os investimentos para receber a montadora da Fiat, Amâncio diz que o valor da terraplenagem ainda está sendo calculado. “Isso porque não se trata apenas de entregar o terreno plano, mas de acompanhar o projeto da montadora”, diz.
 

Estaleiro Atlântico Sul investirá R$ 690 mi

 
 
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) vai investir R$ 690 milhões na ampliação de seu parque naval no Complexo de Suape. O aporte é para reforçar a área de offshore (equipamentos para a exploração de petróleo no mar). Recentemente, a empresa venceu licitação da Petrobras para a construção de sete sondas de perfuração, que serão usadas na exploração de petróleo na camada do pré-sal.
 
 
Para garantir os recursos, o EAS entrou com um pedido de financiamento no Fundo de Marinha Mercante (FMM), no valor de R$ 560 milhões. O pleito foi encaminhado em janeiro deste ano. O presidente do estaleiro, Angelo Bellelis, explica que o investimento será aplicado na construção de um segundo cais, na compra de equipamentos de içamento para montar os módulos dos navios-sonda e na construção de oficinas de fabricação de estruturas, vestuários, escritórios de apoio, refeitórios, banheiro e ambulatório.
 
 
O investimento de R$ 690 milhões é alto se levado em consideração que a implantação do estaleiro custou R$ 2 bilhões. O novo aporte representa 34,5% do que já foi aplicado. Do total aplicado, R$ 1,3 bilhão foi financiado pelo FMM e repassado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 
 
Com o reforço na planta, o Atlântico Sul terá condição de tocar a encomenda de sete sondas da Petrobras. O pacote gigante de US$ 4,63 bilhões das sondas mais do que dobra o tamanho da carteira do EAS, que antes do resultado da licitação estava em US$ 3,5 bilhões. Com maior conteúdo tecnológico, a construção das sondas vai exigir a contratação de profissionais especializados.
 
 
Hoje, o EAS conta com 22 navios em carteira, que serão construídos para a Transpetro, além do casco da plataforma P-55. O João Cândido – primeiro petroleiro – só deverá ser entregue no segundo semestre de 2011. Atualmente dentro do dique seco também estão em fase de montagem o navio Zumbi dos Palmares e o casco da P-55. Essa última deverá ser concluída em junho para terminar a montagem no Estaleiro Rio Grande (RS).
 
 
MÃO DE OBRA
 
 
Até o dia 30 deste mês, o Atlântico Sul deverá concluir a contratação de 1.200 colaboradores para reforçar o quadro de funcionários da empresa. Bellelis adianta que 600 vagas foram preenchidas, todas com pessoal de Pernambuco. O EAS também está com polos de seleção de mão de obra no Rio, na Bahia e em São Paulo. Outra frente de captação é contratar decasséguis que voltaram do Japão e estão em Estados como Paraná e São Paulo.
 

Brasil terá seu primeiro sistema de navegação digital





  • O Brasil possui a quarta maior carteira de encomendas de navios petroleiros do mundo, segundo dados do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore). Diante da demanda crescente, a empresa Technomaster, em parceria com a CIENTEC (Fundação de Ciência e Tecnologia - RS), desenvolveu o SISNAVEGA, um sistema de navegação inteligente com tecnologia digital equiparado aos mais modernos do mundo, que apresenta ainda mais integração.

    "O SISNAVEGA será uma alternativa para agregar muita segurança e confiabilidade ao mercado, a preços extremamente competitivos", afirma Edilar Predabon, engenheiro de projetos da empresa.

    A função da tecnologia é auxiliar o piloto fornecendo o maior número de informações possíveis. Atualmente, os sistemas produzidos no Brasil são insipientes e de produção primária, sem preocupação com os protocolos internacionais de comunicação para embarcações determinados pela ONU, segundo a empresa.

    Como funciona

    O SISNAVEGA possui nove componentes, que permitem o monitoramento eletrônico-digital das condições de navegação e da embarcação. Através de um painel, o pilotorecebe informações analógicas, numéricas e gráficas. Também permite a comunicação entre os navios equipados com o produto, contribuindo para a diminuição de acidentes.

    A bússola GPS, peça chave dosistema, permite que o mesmo seja utilizado para outras finalidades. Ela envia e recebe informações via satélite, utilizando normas internacionais de comunicação, permitindo que os armadores, ao acessarem o sistema, obtenham informações sobre a localização do navio, podendo evitar crimes comuns na navegação como roubo de combustíveis e de carga.


  • Por Portos e Navios

    Criada empresa de logistica para transporte de etanol/



    Nesta terça-feira (01/03), no Rio de Janeiro, foi firmado o acordo de acionistas que cria a Logum Logística S.A., empresa que será responsável pela implantação de um abrangente sistema logístico multimodal para transporte e armazenagem de etanol.

    A sociedade anônima fechada de capital autorizado é composta por ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal divididas da seguinte forma: Petrobras, 20%; Copersucar S.A., 20%; Cosan S.A. Indústria e Comércio, 20%; Odebrecht Transport Participações S.A., 20%; Camargo Correa Óleo e Gás S.A., 10%; Uniduto Logística S.A., 10%. O capital social da nova companhia será, inicialmente, de R$100 milhões.

    A Logum Logística S.A. será a responsável pela construção, desenvolvimento e operação do sistema (logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais aquaviários) que envolverá poliduto, hidrovias, rodovias e cabotagem.

    Com investimentos de R$ 6 bilhões, o Sistema Multimodal de Logística de Etanol terá aproximadamente 1.300 km de extensão e atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Replan, em Paulínia (SP) Leia mais sobre esta matéria

    terça-feira, 1 de março de 2011

    Visão Logística de Suape

    Veja no demonstrativo abaixo a visão ampla de como a logística está sendo moldada no Brasil e no Complexo Portuário/Industrial de Suape



    segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

    Portuária PE: ANTAQ discute suspensão das atividades do Ceasa-PE...

    Portuária PE: ANTAQ discute suspensão das atividades do Ceasa-PE...: "O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, recebeu, nessa quinta-feira (17), na sede da Agência, em Brasília, representantes do Centro de ..."

    ANTAQ discute suspensão das atividades do Ceasa-PE no Porto do Recife



    O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, recebeu, nessa quinta-feira (17), na sede da Agência, em Brasília, representantes do Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa-PE). O objetivo da reunião foi discutir a situação do Ceasa-PE, que havia recebido da empresa estadual Porto do Recife S.A. o credenciamento de operador portuário.  No momento, as atividades do Ceasa-PE estão suspensas.

    Em fevereiro de 2010, a diretoria da ANTAQ, após análise da Unidade Administrativa Regional da Agência no Recife, considerou inviável o fato de o Ceasa-PE prestar serviços como operador portuário no porto pernambucano, já que a entidade é uma organização social sem fins lucrativos e com acesso a benefícios fiscais, criando uma desigualdade concorrencial nas atividades econômicas desenvolvidas no Porto do Recife.

    Durante a reunião, os representantes do Ceasa-PE apresentaram planilhas que comprovavam que a organização social, ao desempenhar a atividade de operador portuário, recolhia tributos como qualquer outra sociedade que desempenha atividade econômica. A questão é que essas tabelas não estavam no pedido de reconsideração encaminhado pelo Porto do Recife S.A. à ANTAQ, no final de 2010, para que o Ceasa-PE volte a prestar serviço como operador portuário.

    Fialho explicou para a deputada federal, Ana Arraes (PSB-PE), que também participou da reunião, quais são as condições para exercer a atividade de operador portuário. “Queremos resolver essa situação o mais rápido possível, pois sabemos da importância social do Ceasa para Pernambuco. Com a informação de que o Ceasa pagava tributos, é possível reabrir o processo e discutir novamente o caso”, afirmou.

    Portuária PE: Sistema dessaliniza água do mar usando energia ren...

    Portuária PE: Sistema dessaliniza água do mar usando energia ren...: "Um sistema mecânico capaz de transformar a água do mar em água potável utilizando energia renovável acaba de ser desenvolvido na Escola Po..."

    Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovável



    Um sistema mecânico capaz de transformar a água do mar em água potável utilizando energia renovável acaba de ser desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da USP. O equipamento poderá atender a necessidade de países como Cabo Verde, na África, onde a água potável não é um recurso tão abundante.

    O projeto é de autoria do engenheiro Juvenal Rocha Dias, cidadão caboverdiano, que efetuou os cálculos e medições para o trabalho durante suas pesquisas de mestrado e doutorado na Poli. A ideia surgiu justamente pela observação das necessidades de seu país de origem.

    Segundo Dias, já é possível que os governos de países menos desenvolvidos pensem numa alternativa menos custosa que a técnica mais comum de dessalinização, que funciona com energia elétrica obtida a partir da queima de combustível fóssil, como o Diesel. A nova alternativa propõe ser menos nociva ao meio ambiente e pode custar menos ao poder público, no que diz respeito aos gastos com a compra de combustíveis derivados do petróleo.

    O sistema denominado “coluna de dessalinização” funciona basicamente como um filtro, utilizando Energia Eólica — fornecida pelos ventos — provinda de cataventos ou turbinas eólicas, e Energia Potencial Gravitacional, que existe por conta da força da gravidade, relacionada à massa dos corpos e à altura da qual se encontram. Dias explica que o processo de dessalinização se inicia com o bombeamento de água salgada para a parte superior de uma coluna, em formato cilíndrico, onde há um reservatório.

    O peso dessa água impulsiona um êmbolo que pressiona o ar contido em uma câmara inferior do sistema. Esse ar exerce uma força sobre outro reservatório.

    A água contida nele é pressionada  e passa por uma espécie de membrana. A membrana é o “filtro” do sistema, que compõe o método conhecido como “osmose reversa”. Assim, a água, antes salgada, passa pela coluna, é filtrada e transformada em água potável. Leia mais

    Fonte: http://www.portosenavios.com.br/

    domingo, 27 de fevereiro de 2011

    Crescimento exige boa logística

     
     
    O varejo cresceu mais de 10% no Brasil e no Estado em 2010, fruto de investimentos pesados das redes de supermercados em cidades que possuem entre 200 mil e 400 mil habitantes. Grupos como Walmart, Lojas Ame­ricanas e Carrefour apostam cada vez mais na classe C, que ascendeu ao crédito.
     
    Em­presas que vão depender e muito de uma boa logística para movimentar seus produtos. As obras nos diversos modais de Pernambuco são inúmeras. Passam pela duplicação de es­tra­das, implantação de ferrovia e um porto que investe em infraestrutura para atrair empresas. Mas, como ocorre em todo o País, elas não devem dar conta de tanto desenvolvimento.
    “Vai sempre faltar algo. A velocidade do crescimento econômico é muito grande em relação à capacidade de realizar as ações. A preocupação está nesse tempo de execução. Ao mesmo tempo, são processos quase que obrigatórios”, avaliou o diretor do Grupo de Estudos de Logística em Pernambuco (Gelpe), Marcílio Cunha. Ontem, ele participou do primeiro Fórum de Comércio Exterior e Logística, promovido pela Amcham-Recife.

    O gargalo se torna mais complicado quando se observa a falta de opções no transporte público. “A ampliação da BR-101 e de alguns acessos à Suape não é suficiente para atender a todos os empreendimentos. O volume de veículos circulando é muito grande”, analisou. Por estar no centro de duas rodovias federais e da ferrovia Transnordestina, a aposta pernambucana é no município de Salgueiro.

    Localfrio compra 4 empresas em Suape

    Aquisição da Suata Terminais, Atlântico Terminais, Suata Transportes e Suata Log ampliará em R$ 100 milhões o resultado anual do grupo paulista, que fechou 2010 com R$ 200 milhões faturados


     O grupo paulista Localfrio – especializado em solução logística integrada – desembarca no mercado de Pernambuco, apostando na aquisição de quatro empresas no Complexo de Suape. A compra da Suata Terminais, Atlântico Terminais, Suata Transportes e Suata Log vai permitir um ganho de R$ 100 milhões no faturamento anual do grupo, que fechou em R$ 200 milhões em 2010. A companhia não divulga o valor da transação, por conta de uma cláusula de confidencialidade no contrato de compra e venda, mas pelos preços praticados hoje em Suape – uma das áreas de negócios mais cobiçadas do País – dá para estimar que o investimento foi alto.

    O presidente do Grupo Localfrio, Marcelo Orpinelli, conta que a negociação não foi fácil. Do namoro até a concretização do negócio, que precisou ser aprovado pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, foram seis meses de muita conversa. Prestes a completar um ano no cargo, em março, Orpinelli foi contratado com a missão de dobrar o faturamento do grupo em cinco anos, passando de R$ 200 milhões em 2010 para R$ 400 milhões em 2015. Pelo ritmo acelerado dos negócios deverá entregar o desafio cumprido já em 2012. “Aí vão me encomendar uma missão mais difícil”, brinca.

    “Para conseguir alcançar essa meta, a estratégia mais eficiente seria apostar na aquisição de operações já consolidadas, em vez de acreditar num crescimento orgânico. Quando decidimos mirar em Pernambuco estávamos atentos ao que está acontecendo no Estado, onde a economia cresce acima da média nacional e o Porto de Suape é o grande polo de investimentos”, analisa. Além da aquisição das quatro empresas, o executivo adianta que está prospectando outros negócios no Estado. No âmbito local, a empresa já conta com clientes como Petrobras e PetroquímicaSuape. A empresa quer oferecer aos clientes uma solução integrada, que permita a movimentação de carga do navio até a porta da empresa.

    Apesar do nome Localfrio, que pode remeter a carga refrigerada, numa referência à fundação da empresa (que começou como um armazém frigorífico), o grupo oferece serviços de movimentação e armazenagem de carga geral, refrigerada, congelada e seca, além de produtos químicos, contêineres e cargas especiais de pequeno e grande porte.

    A importância que Pernambuco passará a ter nos negócios do grupo pode ser medida pelo plano de investimento previsto para este ano. Do total de R$ 40 milhões que serão aportados pela companhia, R$ 20 milhões serão destinados ao Estado. O dinheiro será aplicado na aquisição de 30 novos caminhões para reforçar a frota atual de 80 veículos da Suata Transportes, além de melhorar a infraestrutura dos terminais, com a construção de pátios e armazéns.

    Nas aquisições em Suape, além de operações já consolidadas (veja arte ao lado), a Localfrio também comprou novos negócios, como a Suata Log, que ainda está em fase de construção. Localizada em frente ao terreno da Refinaria Abreu e Lima, nas proximidades da Mossi & Ghisolfi, a área de 98 mil metros quadrados terá pátios e armazéns. A ideia é iniciar a terraplenagem e concluir o primeiro dos três armazéns (cada um com 10 mil m²) num prazo de 10 meses.

    Grupo vai abrir 250 vagas

    A chegada do Grupo Localfrio a Pernambuco também vai significar geração de empregos. A estimativa da empresa, que conta com 1.500 colaboradores no Brasil, sendo 400 nas operações que adquiriu em Suape, é contratar 250 profissionais ainda este ano. Apesar da boa notícia, o presidente do grupo, Marcelo Orpinelli, demonstrou preocupação com a disponibilidade de mão de obra, num momento em que o Estado experimenta um apagão de gente qualificada para atender os empreendimentos em implantação.

    Só na área de transporte, a empresa deverá contratar 90 motoristas para conduzir os 30 ônibus que vão aumentar para 110 a frota da Suata Transportes, que conta hoje com 170 colaboradores. A empresa movimenta cargas gerais, contêineres, químicos e cargas especiais. A categoria de motorista, seja de ônibus ou caminhão, é uma das mais cobiçadas no Complexo de Suape.

    Basta dizer que as empresas contam com 900 ônibus fretados para fazer o transporte de trabalhadores de suas casas até o porto. Só esse fretamento exige a contratação de pelo menos 2.700 condutores para fazer o revezamento nos turnos de trabalho das empresas. Além desses, a estimativa é que o número de coletivos aumente com o pico da construção da Refinaria Abreu e Lima, a partir do final deste ano, que deverá contar com 28 mil operários.

    A procura por motoristas de caminhão também é grande. De acordo com informações de Suape, pelo menos 5.500 veículos entram e saem diariamente do porto, num vai e vem frenético. Para garantir as contratações, as empresas estão buscando profissionais das mais diversas áreas e investindo em treinamento e na emissão de carteiras de habilitação D e E.

    “Estamos preocupados com a falta de mão de obra e vamos apostar no treinamento de pessoal para garantir o aumento do nosso quadro de funcionários”, adianta Orpinelli. A intenção é fazer parceria com o Sistema S para qualificar mão de obra num curto espaço de tempo.

    Além de motoristas, a Localfrio também vai precisar de profissionais especializados na operação de máquinas pesadas, como empilhadeiras, bastante utilizadas nas operações logísticas. Uma das maiores empresas movimentadoras de contêineres no Porto de Santos, a empresa tem expertise na qualificação de mão de obra para suas operações pelo País.

    Localfrio aposta...

    Dono de um portfólio que inclui clientes como Petrobras, Unilever e Pernot Ricard, o grupo Localfrio fez ano passado sua maior aposta em Suape, adquirindo as operações da Suata, de onde ancorou as operações de quatro empresas de soluções de logística.

    » ...forte em Suape

    O presidente da empresa, Marcelo Orpinelli, acredita que Suape será uma de suas maiores operações pela concentração de negócios que hoje existem em Suape e pelos que estão chegando. Tanto que metade do investimento da companhia em 2011 será em Pernambuco.

    Fonte: http://www.jconline.com.br/

    Logística a reboque do desenvolvimento

    Consolidação de Suape como hub port aumenta demanda por serviços logísticos, gerando empregos



    Imagine Suape daqui a cinco anos. Vamos estar produzindo navios, fabricando automóveis, refinando petróleo e produzindo insumos petroquímicos. ´Algo impensável até pouco tempo atrás`, escrevemos na abertura da primeira matéria desta série, no dia 30 de janeiro. Agora imagine o fluxo intenso de cargas que tudo isso deverá gerar. Vamos saltar de 9 milhões de toneladas, em 2010, para 48 milhões em 2016. Entre as atividades de apoio, talvez a de logística seja a mais importante nesse contexto e é justamente esse segmento que vamos abordar nesta quinta e última matéria da série.

    Nenhum complexo industrial portuário sobrevive sem uma boa infraestrutura logística. Além de uma plataforma multimodal de transporte, que inclua pelo menos os modais rodoviário e ferroviário para escoar a carga que chega ou sai pela via marítima, é necessário ter empresas que cuidem do planejamento e do controle do fluxo e da armazenagem dos produtos. Suape já possui um pequeno polo de empresas que dão algum suporte junto à zona primária. Mas isso é só o início.

    Com a consolidação de Suape como um porto concentrador de carga (hub port) para as regiões Norte/Nordeste, a demanda por serviços logísticos, acredite, vai bombar. A localização geográfica é mais do que privilegiada - quatro capitais a um raio de 300 quilômetros e outras três em um raio de 800 quilômetros. Uma área que concentra 90% do Produto Interno Bruto (PIB) da região Nordeste.

    ´A logística está sempre a reboque do desenvolvimento. Qualquer movimento importante de investimento aumenta o fluxo demateriais e consequentemente a demanda por serviços logísticos. É isso que está acontecendo agora em Suape`, diz Edson Carillo, diretor da Associação Brasileira de Logística (Aslog).

    Segundo Carillo, como não há profissionais suficientemente qualificados no mercado, muitas vezes é preciso ´adaptar` trabalhadores para atuar nas áreas técnica e gerencial. As empresas costumam contratar administradores de empresas e engenheiros, especialmente de produção, com pós-graduação na área de logística.

    No nível básico, os trabalhadores são disputados com a indústria da construção civil. Quem tem alguma experiência, sai na frente. É o caso de Gilson José da Silva, 27 anos, conferente na Widrose há sete meses. Antes, foi auxiliar de manutenção por cinco anos no Tecon Suape, empresa que faz carga/descarga e armazenagem de carga geral e contêineres.

    ´Não é difícil arranjar emprego, principalmente para quem tem experiência. Ter conhecimento (contatos) também ajuda`, diz Gilson, que possui ensino médio completo e mora no Engenho Mercês, vizinho ao porto. A mudança de emprego também significou aumento de salário, de R$ 678 para R$ 900.

    A Windrose começou com agenciamento martítimo e há cinco anos ingressou no ramo logístico. Hoje, movimenta cerca de 200 contêineres/mês. Em Pernambuco são 75 funcionários, 12 deles admitidos em apenas uma semana. ´Com a movimentação de carga crescente, existe a perspectiva de contratarmos mais gente. E temos a preocupação de dar prioridade à mão de obra local, apesar de pouco qualificada`, afirma o gerente de operações Pedro de Macedo.

    Será necessário, portanto, fazer um esforço para qualificar os pernambucanos. O diretor técnico do Senai-PE, Uaci Matias, reconhece que a entidade precisar dar um upgrade no seu curso de logística para poder atender à expansão desse segmento no estado. ´Pernambuco está avançando para uma logística expandida e extremamente sofisticada. Precisamos acompanhar esse ritmo`, conclui.

    Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/

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