sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Importância dos Portos Secos na Logística Aduaneira do Brasil – Uma Visão Geral

Neste artigo é discutida a importância dos Portos Secos no Brasil e qual a sua contribuição na melhoria da logística do comércio exterior e distribuição interna, reduzindo custos e prazos para importações e exportações.




Os números não mentem: o comércio exterior do Brasil tem crescido muito nas últimas décadas. Exportamos algo em torno de 2,7 bilhões de dólares em 1970, US$ 20 bilhões em 1980 e US$ 30 bi em 1990. No início desta década estes valores ultrapassavam os 100 bilhões de dólares e agora estão próximos do meio trilhão de dólares.

Nossos portos não toleram mais crescimentos sem investimentos maciços em infra-estrutura, pois em termos de carga movimentada o crescimento é igualmente grande: de 500 milhões de toneladas em 2001 para 700 milhões de toneladas este ano. A Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) estima que em quatro anos esse volume chegará a 1 bilhão de toneladas.

Com esses números, o Brasil já é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, segundo pesquisas recentes. Perdemos apenas para os Estados Unidos e União Européia, e recentemente ultrapassamos o Canadá. Austrália, China, Argentina e outras potências agrícolas já ficaram pra trás há décadas. Mas isto não pode ser motivo de comemoração, quando analisado pela ótica da logística.

Mesmo com um ritmo de crescimento de exportação na ordem de 19% na média, segundo dados da OMC, muito acima dos 6,3% do Canadá, 6% da Austrália, 8,4% dos Estados Unidos e 11,4% da União Européia, nossos preços ainda não são os melhores. E a resposta para esta situação pode estar na péssima infraestrutura dos nossos portos, na falta de acesso rodoviário e ferroviário, e na falta de integração de todos estes elos deixando de gerar sinergia com o transporte multimodal.

Portos sobrecarregados, espaços insuficientes e logística em geral ineficiente, acarretam perdas de tempo, dinheiro e competitividade, tanto localmente quanto no cenário internacional. Isto abre espaço para que os portos secos sejam uma alternativa viável para melhorar a situação.

Porto Seco é um recinto alfandegado de uso público, administrado por uma entidade privada, que oferece serviços de armazenagem, movimentação, despacho aduaneiro de mercadorias importadas ou a exportar, em regime comum ou especial, sempre em área específica e delimitada pela Secretaria da Receita Federal, de tal forma que o controle aduaneiro seja mantido desde a entrada até a nacionalização e entrega dos produtos ao consignatário, no caso da importação, ou embarcadas em transporte internacional, no caso de exportação. Leia mais




quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sucessor do Uno Mille será montado em Pernambuco



O modelo, que será fabricado em Suape (PE), foi baseado no Fiat Seicento, cuja produção iniciou em 1998, na Polônia, e permaneceu por 12 anos.

 A escolha do inspirador polonês não foi por acaso, já que o Seicento atende os requisitos principais para assumir a posição do Mille: baixo custo de produção e aderência às normas de segurança.

 Por isso, decidiu-se aproveitar a base de um veículo já existente, sendo até mesmo possível que parte da fábrica polonesa seja trazida ao Brasil e instalada na unidade de Suape, em Pernambuco.

O Seicento vai servir apenas como inspiração para o Mini Fiat, pois a montadora deve adequar o carro para deixá-lo mais próximo do estilo de automóvel brasileiro.

O novo carro será menor que o seu antecessor, e em termos de motor, é esperado que venha com um bicilíndrico Multiair, capaz de emitir menos poluentes.

O popular Mille terá sua fabricação encerrada, provavelmente no final de 2013, devido a questões de segurança.

Fonte: http://escadaedesenvolvimento.wordpress

ENAEX 2011 com inscrições abertas



A 30ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior – ENAEX 2011, realizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil – AEB, está com as inscrições abertas a partir de 18 de maio (quarta-feira). O evento acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto de 2011, no Armazém 2 do Píer Mauá no Rio de Janeiro.

O Encontro é o mais tradicional e representativo evento de comércio exterior do País, e nesse ano tem como lema “Competitividade no Comércio Exterior Brasileiro”. O objetivo é fomentar o diálogo entre empresários e autoridades do governo, na busca de soluções para os problemas enfrentados pelos exportadores e importadores brasileiros, e pelos diversos agentes e operadores que atuam no comércio internacional.

O ENAEX 2011 buscará apresentar propostas concretas para a eliminação das barreiras ao comércio externo do país e de medidas para o seu crescimento sustentável. Segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro, a questão a ser debatida é como remover os empecilhos externos e internos para chegar à modernização competitiva e manter a abertura econômica. “Visamos facilitar a adoção de políticas e ações em favor da expansão do comércio exterior do Brasil” afirma.

O evento oferecerá um espaço de palestras e debates e um ambiente de estandes, onde será realizada a Feira de Serviços de Comércio Exterior, com expositores como empresas exportadoras e importadoras, trading companies, operadores logísticos e transportadores, terminais portuários, empresas de consultoria, corretoras de câmbio e seguro e empresas de software.

.[30º ENAEX - Encontro Nacional de Comércio Exterior, dias 18 e 19 de agosto, no Armazém 2 do Píer Mauá, Rio de Janeiro|Telefone: (55-21)2544-0048.Informações: www.enaex.com.br| Para participar do 30° ENAEX é preciso realizar a inscrição pelo site www.enaex.com.br. As vagas são limitadas].

fonte: http://www.revistafator.com.br

Empresa de SC quer ter filial no Estado



Trabalhando há um ano e meio no Estaleiro Atlântico Sul, na etapa de construção do sistema de tubulações da plataforma P-55 da Petrobras, a Dynâmica Sistemas e Equi­pamentos pretende ampliar seus negócios em Pernambuco.

A empresa catarinense, que atua na instalação elétrica e mecânica de grandes indústrias, entregou esta semana o projeto de implantação da sua filial no Nordeste ao verea­dor do Cabo de Santo Agostinho Gessé Valério. A nova unidade, somente em maquinário, receberá investimentos de R$ 1,2 milhão.

 O valor total, disse o diretor Hilton Perei­ra, dependerá da área que a empresa ocupará (no projeto, 10 mil m²) e dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado.

A unidade cabense da Dynâmica prevê empregar, no mínimo, 600 pessoas em dois anos. “Vai depender do tamanho da empresa.

A capacitação demanda tempo porque a mão de obra necessária é de alta tecnologia, mas o custo de capacitar trabalhadores locais é menor que o de trazer profissionais de fora. Com esse aumento do custo, a empresa perde a competitividade”, explica o gestor técnico da Dynâmica, Candido Borges.
Hilton Pereira disse ainda que, assim que o projeto for aprovado, a empresa começará as contratações e a construção da sede, que deve ficar pronta em quatro ou cinco meses.

Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/638325?task=view

Água de lastro radioativa do Japão pode contaminar portos do Brasil

 
 
A comunidade marítima internacional deveria criar uma zona de exclusão para a coleta de água de lastro de navios no Mar do Japão (principalmente próximo à usina nuclear de Fukushima), até que seja controlado o despejo de água radioativa no mar.
 
A recomendação está num artigo assinado pelo professor Dr. Rui Carlos Botter e pelo mestre e doutorando Newton Narciso Pereira, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em conjunto com o engenheiro naval e consultor Geert Jan Prange. O objetivo deles com o texto Zona de exclusão para lastro radioativo é chamar a atenção para o problema, que começou no dia 11 de março, quando a usina foi atingida por um terremoto seguido de um tsunami.
 
Como consequência do desastre, houve fissão de material atômico nos núcleos dos reatores danificados, o que deu origem ao surgimento de iodo radioativo. Esse elemento, por sua vez, foi despejado no oceano nas manobras de resfriamento dos sistemas da usina, em dosagens milhares de vezes superiores ao limite aceitável para seres vivos, principalmente os humanos.
 
Esse material radioativo, em função das correntes marítimas, tende a se espalhar por toda a região do Oceano Pacífico, afetando a vida marinha, até sua diminuição gradativa pelo decurso de suas meias-vidas, de previsão incerta”, escrevem no artigo. “Estima-se, por exemplo, que o plutônio 239 tem uma meia-vida de pelo menos 24.000 anos e o césio de cerca de 30 anos no ambiente.”
 Os autores do artigo lembram que o Japão, por sua localização, encontra-se numa das mais intensas rotas do transporte marítimo do mundo. O país possui cerca de 130 grandes portos e centenas de pequenos. Milhares de navios circulam nessa região da Ásia, atravessando o Mar do Japão para alcançar os portos localizados na Coreia do Norte e Sul, Rússia e China. Muitos deles precisam coletar água de lastro após a operação de descarga. É aí que está o perigo.
 
Por causa da grande quantidade de água radioativa lançada ao mar depois do acidente com a usina, há o risco de os navios captarem ela como lastro e transferirem essa contaminação para outra região do globo. Além disso, existe o problema do casco do navio, que em contato com a água radioativa poder se tornar um vetor de contaminação.
 
Pereira explica que atualmente, a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) sugere critérios e procedimentos para os navios por meio de uma proposição da Convenção Internacional sobre Controle e Gestão de Água de Lastro e Sedimentos de Navio. “Foi estabelecido que os navios em viagem internacionais devem trocar no meio do oceano a água de lastro coletada nos portos de origem”, informa Pereira. “Ou seja, despeja-se a água mais doce coletada na região portuária e capta-se a água do oceano, mais salina, que depois é despejada no porto de destino.”
 O objetivo dessa norma é evitar a transferência de espécies exóticas de uma região para outra do globo. “Acontece, que nem todos os navios cumprem esse procedimento e caso ele tenha coletado água de lastro na região do Mar do Japão pode transferi-la com elementos radioativos para outras localidades, como, por exemplo, o porto de Santos”, alerta Pereira. “Em 2005, foi criada pela Marinha do Brasil normas especificas para gerenciamento da água de lastro, mas se não houver uma fiscalização efetiva, o ambiente aquático brasileiro corre sérios riscos diante desse grave acidente, que já está sendo considerado tão grave quanto Chernobyl.”
 
Por isso, a intenção dos três autores do artigo é chamar a atenção para o problema, principalmente porque até agora não se viu nenhum movimento das autoridades internacionais a respeito do assunto. “No Brasil, saíram alguns artigos em jornais e na internet, que comentaram sucintamente o assunto, além de alguns deputados cogitarem o risco que os portos brasileiros estão sujeitos, mas mais associando apenas a questão da pesca e produtos japoneses”, diz Pereira.
 
“O problema é que já foi confirmado que alguns navios que fizeram viagens internacionais foram contaminados com radiação tanto na parte externa do casco, como na parte interna da praça de máquinas. A intenção do nosso artigo é chamar a comunidade acadêmica, portuária, ambientalistas e sociedade para uma discussão sobre o risco das regiões portuárias brasileiras.”
 
 
 

INCOTERMS 2020



Desde 1980, o Incoterms tem sido revisado a cada 10 anos pela CCI – Câmara de Comércio Internacional – Paris. Participam as CCI dos países que desejarem. A CCI-RJ participou da revisão 2010 e fomos a outra metade da equipe, para nosso orgulho. A CCI local nomeia os participantes junto a CCI – Paris.

A CCI local consolida as contribuições individuais e as envia, em bloco, à CCI-Paris. Lá tudo é consolidado e vão se criando os drafts para análise pelas CCIs locais.

Como se sabe, o Incoterms 2010 entrou em vigor 01/01/2011. Mas, a despeito disso, estamos nos adiantando com relação à próxima revisão. Que, possivelmente, ocorrerá a partir de 2017/2018, para entrar em vigor em 01/01/2020 ou 2021. Estamos escaldados pelo Incoterms 2010, vigorando 2011.


A razão é que estamos começando a achar que esta versão ainda não é a ideal. Tem coisas que já precisam ser alteradas. Tanto em relação a termos, com eliminação e inclusão, quando a conceito.
Uma das alterações que sugerimos, é que as “Guidance Note” (Notas de Orientação) voltem a fazer parte do Incoterms. Como sempre fizeram.

Entendemos que não dá para tê-las no instrumento, orientando seu uso, sem fazer parte dele. Não faz sentido. Insistimos nesse ponto nos vários drafts que recebemos para análise, sem sucesso. Quem sabe na próxima revisão.

Outra providência necessária é quanto a inclusão do termo “CnI – Cost and Insurance”. Que ficaria melhor como “CI”. Mas, como os termos são de três letras, a saída é essa. Este é outro ponto em que insistimos na atual revisão, sendo voto vencido. Algumas conseguimos, outras não. Precisamos desse termo. É que temos o FCA/FOB para a mercadoria. O CPT/CFR para mercadoria e frete. O CIP/CIF para mercadoria, frete e seguro.

Como se vê, sem o “’CnI”, falta um elo da corrente, para termos todas as condições possíveis com relação à mercadoria, frete e seguro. Quanto a um argumento de que seria pouco usado, é muito frágil. Todos os demais o são, já que, segundo se sabe, FOB e CFR sozinhos perfazem 90% das transações internacionais. leia mais




Evento no Rio discute segurança e proteção da fronteira marítima brasileira

 
 
Entre os dias 7 e 9 de junho, a cidade do Rio de Janeiro será palco da ConMar - Conferência Nacional de Segurança e Proteção Marítima, que reunirá oficiais da Marinha Brasileira, de órgãos de segurança como a Polícia Federal, entidades do setor marítimo e portuário, além de consultores em segurança, executivos da indústria setorial de defesa e segurança, acadêmicos e juristas. O evento é organizado pela Clarion e acontece no Hotel Windsor Barra.
 Na abertura, o Almirante-de-Esquadra João Afonso Prado Maia de Faria, chefe do Comando de Operações Navais da Marinha do Brasil, falará sobre a importância da proteção marítima para a Defesa Nacional.
 
O Contra-Almirante Marcos José de Carvalho Ferreira, secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar da Marinha (SCIRM), explanará sobre as potencialidades econômicas marítimas da fronteira brasileira pelo mar e sobre a proteção dos recursos da “Amazônia Azul” – uma área que corresponde à metade do território continental do Brasil, ou seja, 4,5 milhões de quilômetros quadrados, recentemente ainda mais valorizada a partir das descobertas de jazidas petrolíferas no chamado pré-sal.
 
Em seguida, o gerente de segurança empresarial da Petrobrás, Pedro Aramis de Arruda, apresenta a visão da empresa sobre a importância da proteção patrimonial em alto mar, o investimento da empresa em proteção “intramuros”, a interação com órgãos públicos para articular a defesa e a segurança de bens e pessoas, e sobre a troca de informações com as autoridades, entre outros temas. Leia mais
 
 
 
 

Governo quer facilitar abertura de empresas



O governo federal pretende implantar até o final do ano um sistema eletrônico para simplificar a abertura de empresas no Brasil.

O mecanismo, previsto em lei aprovada em 2007, está em desenvolvimento e integrará todas as cidades do país, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“Queremos estimular a padronização dos procedimentos para a abertura de empresas, pois, hoje, cada cidade tem as suas próprias regras”, diz o diretor do Departamento Nacional de Registro do Comércio, Jaime Herzog.

O brasileiro demora hoje 120 dias para abrir uma companhia, de acordo com dados do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O tempo é quase o dobro da média na América Latina, que é de 63,45 dias.

Nos EUA, os empreendedores conseguem abrir uma companhia em seis dias.

O número de procedimentos necessários para abrir empresa no Brasil também está acima da média latino-americana e é igual ao da Venezuela, segundo o BID.

“A impressão é que o problema está no licenciamento das empresas, pois, para a obtenção do registro, são necessários, em média, apenas dois dias”, diz Herzog.

A burocracia tem se constituído em uma carga maior que a tributária para as pequenas empresas, de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, Alencar Burti.

“É uma consequência do fato de o Poder Legislativo não ouvir a sociedade como deveria

Fonte: http://escadaedesenvolvimento.wordpress.com/

terça-feira, 17 de maio de 2011

Suape não exigirá experiência



Os profissionais capacitados para atuar no Complexo Industrial Portuário de Suape deverão ser beneficiados com a assinatura de um Protocolo de Intenções estabelecido entre o Governo do Estado e a Refinaria Abreu e Lima.

A parceria busca qualificar e facilitar o ingresso destes trabalhadores às funções oferecidas em Suape, anulando a exigência de experiência profissional para aqueles que forem capacitados pelo Centro de Certificação e Pessoas, que deve ser implantado pelo Governo do Estado até o segundo semestre.
“Temos satisfação em assinar este protocolo porque a Petrobras sempre investiu em pessoas, tecnologia e desenvolvimento econômico. Estamos tentando trazer mais do que uma refinaria para o Estado”, ressaltou o presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes.

Segundo o secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, Antônio Carlos Maranhão de Aguiar, a implantação do Centro de Certificação foi idealizada dentro do Fórum Suape Global, mas a proposta deve ser ampliada para envolver os segmentos de comércio, serviços, hospitalidade, entre outros.
“Existe um Sistema Nacional de Certificação de Pessoas, gerido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

O Inmetro concede autoridade e credita instituições para fazer, em nome dele, certificações em níveis básicos e técnicos”, detalhou. Segundo Maranhão, a certificação funcionará como a comprovação de uma entidade de terceira parte, diferente da instituição capacitadora, garantindo que o curso de qualificação proporciona a capacitação necessária àquele profissional.
O Centro deverá reunir diversas instituições, como a Fundação Brasileira de Tecnologia e Soldagem, Associação Brasileira de Ensaios Não-Destrutivos e Inspeção, Associação Brasileira de Manutenção, entre outras.

Cada instituição terá o seu espaço para realizar exames práticos e teóricos no espaço, que deverá ser administrado pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep). Para sair do papel, a Secretaria deverá se reunir, no próximo mês, com as entidades qualificadoras. “
Queremos viabilizar o início do funcionamento até o segundo semestre des­te ano. Para isso, estamos montando um projeto para apresentar ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) como parceiro financeiro desse projeto”, revelou Maranhão.

Oferta de contêineres permancerá justa, diz WSC



Armadores e transportadores devem etsar atentos à justa oferta de contêineres este ano, uma vez que a indústria ainda tem dificuldade de se recuperar do prejuízo de 2009 e equilibrar a atual demanda. A conclusão é do relatório feito pelo WSC (World Shipping Council).

Analisando a oferta de contêineres, o WSC informou que a falta de contêineres deve forçar transportadores em geral a planejar com cautela as operações futuras para garantir a disponibilidade de contêineres. O relatório apresentado não leva em consideração trades específicos, mas as tendências globais.

O documento identificou a queda abrupta de oferta e demanda durante a recessão de 2009. A produção de contêineres, que chegou a 3 milhões de TEU por ano, praticamente cessou.

Os fabricantes chineses reduziram a produção e a produção entre 2009 e 2010 ficou em 2,95 milhões de unidades. “Assim, no começo de 2011, a frota global de contêineres era cerca de 3 milhões de unidade a menos do que a média conhecida pelo mercado” , indicou o relatório.

Segundo o WSC, a oferta mundial de contêineres é de 18.605 milhões de unidades, ou 28.535 milhões de TEU.

A previsão da indústria mundial é de fabricar 3,5 milhões de TEU – entre 60% e 65% da capacidade máxima de 5,5 -5,7 milhões de TEU. As fábricas conseguiriam produzir até 4,5 milhões de Teu sem ter que recorrer a contratações e dificilmente o fará sem ter uma demanda confirmada do mercado.

O WSC acredita que, com a demanda global por contêineres se aproximando dos níveis pré recessão, a oferta de unidades deve ficar “justa”.

Fonte: http://www.conexaomaritima.com.br/novo/index.php?id=1-7960

Gigante chinesa XCMG investirá US$ 200 milhões para erguer fábrica no Brasil



Apostando na potencialidade do país, a XCMG investirá US$ 200 milhões na construção de uma unidade industrial na cidade mineira de Pouso Alegre. Nela, serão produzidos guindastes, rolocompactadores, motoniveladoras, escavadeiras e carregadeiras. A expectativa é que o parque fabril entre em operação em 2012, gerando vendas da ordem de US$ 500 milhões até 2014.
 
O anúncio ocorre hoje, durante apresentação do terreno de 806 mil m2, na cidade mineira de Pouso Alegre, onde será instalado o parque industrial.

Maior fabricante de máquinas para construção civil na China e a 7ª no ranking mundial, a companhia, de controle estatal, faturou nada menos que US$ 10 bilhões em 2010, valor que deverá saltar para US$ 15 bilhões em 2012.

Para dar uma dimensão do seu porte, no ano passado ela industrializou nada menos que 19 mil guindastes, 11 mil carregadeiras de pneus, 6 mil compactadores, 5.600 escavadeiras, 1.800 motoniveladoras e 1.700 retroescavadeiras.
 
 

 

Transportes: grandes desafios



Apesar de todo o marketing que cercou o chamado Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2, durante o governo anterior, ninguém contesta que os investimentos feitos até agora estão aquém do que o País necessita como condição mínima para suportar o aquecimento econômico.

Basta ver que, se o Brasil quiser crescer a taxa superior a 5% ao ano, terá de rever o seu Plano Nacional de logística e transporte (PNLT), do Ministério dos transportes, lançado em 2009, que prevê investimentos de ordem de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) na infraestrutura de transporte até 2015.

Como se sabe que o Ministério do Transporte tem tradicionalmente dificuldades de gestão, deixando de investir mais de 50% dos recursos previstos em orçamento, não se pode alimentar muita esperança. Para recuperar esse atraso de décadas, o Brasil deveria estar investindo hoje 2,5% do PIB.

E com eficiência de gestão muito superior à que se verifica atualmente. E, no entanto, na primeira década deste novo milênio, os investimentos no setor foram abaixo de 1% do PIB. Muito pouco para um país com tanto potencial.

Isso significa que a nova década será mesmo de dificuldades para quem oferece ou depende de operações logísticas, pois, embora tenham sido registradas algumas melhorias nos últimos anos, não houve uma mudança significativa na matriz de transporte do país – majoritariamente rodoviária – nem na infraestrutura que pudesse facilitar a movimentação de carga, tanto nas operações de exportação como de importação, ainda que o modal ferroviário tenha aumentado sua participação, contribuindo para a retirada de caminhões das rodovias.

Mas não é só na infraestrutura precária do País que estão os grandes desafios dos operadores logísticos. A falta de mão de obra qualificada é outro grande obstáculo. Segundo dados da NTC& Logística, o setor de transporte de carga, cujo crescimento médio em 2010 foi de 15%, precisaria atrair por ano cerca de 120 mil motoristas. E não há como qualificar esses profissionais a curto prazo.

Até porque hoje, com as novas tendências tecnológicas dos caminhões, candidato a motorista com baixa escolaridade encontra cada vez mais dificuldades para se qualificar. E nenhuma empresa vai colocar um investimento de R$ 400 mil ou R$ 500 mil – que é quanto custa um caminhão moderno com computador a bordo – nas mãos de profissionais despreparados.

Outro problema facilmente detectável localiza-se na idade média da frota de caminhões do Brasil que está acima de 10 anos e, em algumas regiões, chega a 20 anos. Para enfrentar esse problema, as empresas transportadoras teriam de investir muito na renovação da frota. Acontece que o frete cobrado continua 14,15% abaixo do custo, segundo pesquisa da NTC&Logística.

Como o reajuste de 14,15% representa apenas o início desejável para equilibrar receitas e despesas e perdas acumuladas, pouco sobraria para investimento. Resolver essa questão – que mais se assemelha a uma movimentação num tabuleiro de xadrez – é outro dos grandes desafios do setor de transportes nesta década.

* Por Mauro Lourenço Dias: Professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP.

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/

domingo, 15 de maio de 2011

MINISTRO DOS PORTOS VISITA ARATU E SALVADOR



O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, conhecerá nesta sexta-feira (13/05) os portos de Aratu e Salvador acompanhado pelo Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da SEP, Rogério Menescal, e pelo Diretor-Presidente da Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA), José Rebouças. _ Assessoria de Impresa.

Os portos baianos receberão do Governo Federal, por meio da SEP cerca de R$ 1 bilhão para modernizar e promover a evolução do complexo portuário baiano.

Vale ressaltar que a SEP realizou em 2010 a dragagem de aprofundamento para -15 metros na bacia de evolução e no canal de acesso nos portos de Salvador e Aratu, o que proporcionou a atracação de navios de grande porte. Segundo o Ministro, a dragagem poderá aumentar a movimentação do porto em até 30%.

Para o recebimento dos turistas no evento da Copa de 2014, o Ministro Leônidas anunciou o valor de aproximadamente R$ 36 milhões para a adaptação do armazém 2 para o Terminal Marítimo de Passageiros e urbanização de área portuária.

Cristino aproveitará a ida ao Estado para fazer um balanço das obras realizadas pela SEP, bem como do Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), estudo que servirá para traçar um panorama geral de toda a estrutura portuária nacional.

Tanto em Aratu, como em Salvador será permitida a presença da imprensa. O Ministro deverá falar no local.

Andrezza Barros
Assessora de Imprensa
andrezza.barros@planalto.gov.br
(61) 9994 8791

Brasil abre os portos às nações amigas


Investimentos internacionais devem aumentar.

De acordo com um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Brasil tem cinco anos para evitar um apagão logístico nos portos nacionais se a economia continuar crescendo em média 5% ao ano.

Para que o desenvolvimento não seja prejudicado pelo gargalo na infraestrutura portuária, o Governo Federal está aberto a perspectivas de investimentos internacionais nos complexos portuários brasileiros.

Um exemplo desta abertura do País ao capital estrangeiro no setor é que a estatal National Marine Dredging Company dos EAU (Emirados Árabes Unidos), especializada em dragagem esteve recentemente no Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e demonstrou interesse no terminal.

Segundo a SEP (Secretaria Especial de Portos), a companhia árabe já possui um acordo com Goiás e teria objetivo de criar um corredor logístico para a região, com o terminal catarinense integrado ao projeto.

Além desta empresa, a DPWorld, também dos EAU, possui em conjunto com a Odebrechet, um terminal em Santos, o Embraport. A estrutura, que teve um orçamento de R$ 2,3 bilhões, foi projetada para ser a maior da América Latina e deve entrar em operação em 2013.

Outro país que tem interesse em investir no Brasil é a Alemanha, recentemente em visita ao Brasil, Peter Ramsauer, secretário de transportes, construções e desenvolvimento urbano alemão, se reuniu com membros da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e ressaltou a importância do relacionamento entre os dois países. “O Brasil tem um papel cada vez maior no cenário internacional e, portanto, queremos intensificar a nossa relação com. Há aproximadamente um ano e meio estamos focados nisso”, analisou.

Já José Augusto Fernandes, diretor-executivo da organização, enxerga os alemães como grandes parceiros para resolver gargalos históricos. “A Alemanha tem larga tradição em obras de infraestrutura e poderia ainda suprir as necessidades de equipamentos para os grandes projetos que estão se materializando no Brasil”, afirmou.

No entanto, os investimentos externos ainda são escassos nos portos nacionais, um dos possíveis motivos é o fato do capital estrangeiro só ter sido permitido no desenvolvimento dos terminais a partir de um decreto de lei de 2008.


Por WebTranspo