Construcap é o 3º previsto para se instalar em Suape
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) realizou audiência pública, ontem, para apresentar o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) complementar para implantação do Estaleiro Naval Construcap S/A, o terceiro previsto para instalação na Ilha de Tatuoca, no Complexo Industrial Portuário de Suape. A partir do estudo, questionamentos e informações repassadas na audiência (e que ainda podem ser entregues na sede da CPRH), a Agência vai dar o parecer liberando ou não a Licença de Instalação (LI) do novo estaleiro. O Construcap deve integrar o cluster naval de Suape, onde já funciona o Estaleiro Atlântico Sul e onde há o projeto de instalação do Promar.
Recebendo a LI, a Construcap Engenharia, a americana Mcdermott Internacional e a Orteng, sócias no empreendimento, têm 18 meses para a conclusão da obra. O projeto prevê investimentos de R$ 450 milhões, a ocupação de 40 hectares de área e o desmate de 27,83 hectares de vegetação. Segundo a CPRH, “não foi indentificada nenhuma restrição legal nem obstáculo intransponível à implantação do empreendimento”, mas que haverá “problemas” como elevação do nível de ruídos e malefícios à qualidade do ar. Depois, o Construcap precisará ainda da Licença de Operação (LO), quando “basicamente a Agência constata se o que foi aprovado está sendo devidamente executado”, segundo explicou o diretor de Controle de Fontes Poluidoras da CPRH, Waldecy Farias.
Na fase de obras, o Construcap deve gerar cerca de dois mil empregos diretos e outros dois mil na operação, quando terá capacidade de processar 40 mil toneladas de aço/ano. Segundo o representante da Construcap, Reginaldo Silva, após a liberação, será iniciado o processo seletivo de profissionais para trabalhar na obra. “O Brasil terá necessidade de construir 94 plataformas em 15 anos. No estaleiro, teremos possibilidade de construir três plataformas simultâneas a cada três anos”, explicou. O projeto do Construcap inclui construção de escritórios, área de estocagens de materiais (como tubos de grande porte), galpões para corte e furação de chapa (que chegam a pesar 1,5 mil toneladas) e tubulações, cabine climatizada de pintura e um galpão de montagem e edificação dos navios.
Todo o processo de implantação do novo estaleiro segue leis determinadas para quaisquer empreendimentos de grande impacto ambiental, inclusive a realização da audiência pública como a de ontem. De acordo com Marcos Pereira, do grupo ambientalista Salve Maracaípe, foi feito um pedido de supressão de 1.427 hectares de vegetação em Suape, aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, com base do EIA/Rima de 2000. “Nessa época, não estavam previstos empreendimentos como estaleiros e a Refinaria. Essa lei está sub judice porque o Ministério Público Federal entrou com pedido de inconstitucionalidade”, explicou. Pereira lembrou ainda que a Mata Atlântica pode ser replantada, o que não é possível com mangues.
Fonte: Folha de Pernambuco(PE)
sábado, 28 de maio de 2011
DPC abre 81 vagas para Praticante de Prático
Estão abertas desde o dia 25 de maio até 13 de junho as inscrições para 81 vagas de Praticante de Prático em 17 das 22 zonas de praticagem (ZP) do país. O edital de convocação foi publicado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), órgão da Marinha do Brasil representante da Autoridade Marítima para a Segurança do Tráfego Aquaviário. As inscrições custam R$ 200 e podem ser feitas no site www.dpc.mar.mil.br.
Segundo o edital, o Processo Seletivo estabelece a realização de provas escrita
objetiva, de títulos, prático-oral, seleção psicofísica, teste de suficiência física e apresentação de documentos. O conteúdo programático para as provas escrita e prático-oral e a bibliografia sugerida para o estudo constam do Edital, sendo fundamental que o candidato detenha sólidos conhecimentos da língua inglesa, escrita e falada.
Praticante de Prático é o aquaviário selecionado exclusivamente por meio de Processo Seletivo conduzido pela DPC, aspirante à categoria de Prático. O Prático, por sua vez, é o profissional aquaviário que assessora o Comandante quando navegando em regiões( zonas de praticagem) onde as peculiaridades locais dificultam a livre e segura movimentação de embarcação, como em portos, baías, rios e canais.
Para tornar-se Prático, não basta ao candidato apenas lograr êxito no Processo Seletivo. Depois de selecionado e devidamente certificado como Praticante de Prático, é obrigado a cumprir, com sucesso, um programa de treinamento, com duração de 12 a 20 meses, na ZP para onde foi distribuído e ser aprovado em exame de habilitação aplicado pela Capitania dos Portos com jurisdição sobre a ZP.
O Praticante de Prático e o Prático não são militares ou servidores/empregados públicos, assim como não exercem função pública. O Prático trabalha na iniciativa privada, normalmente de forma individual ou em sociedade, sendo sua remuneração basicamente dependente dos serviços realizados para as empresas de navegação.
Os requisitos para participar do processo seletivo são:
Ser brasileiro (ambos os sexos), com idade mínima de 18 anos completados até 20 de março de 2012;
Possuir curso de graduação (nível superior) oficialmente reconhecido pelo Ministério da Educação e concluído até 16 de fevereiro de 2012;
Ser aquaviário da seção de convés ou de máquinas e de nível igual ou
superior a quatro, Prático ou Praticante de Prático até 16 de fevereiro de
2012; ou pertencer ao grupo de amadores, no mínimo da categoria de
Mestre-Amador, até a data de encerramento das inscrições, inclusive conforme a correspondência com as categorias profissionais estabelecida nas Normas da Autoridade Marítima para Amadores, Embarcações de Esporte e/ou Recreio e para Cadastramento e Funcionamento das Marinas, Clubes e Entidades Desportivas Náuticas (NORMAM-03/DPC);
Não ser militar reformado por incapacidade definitiva ou civil aposentado por invalidez;
Estar em dia com as obrigações militares, para candidatos do sexo masculino (Art. 2º da Lei nº 4375/64 - Lei do Serviço Militar);
Estar quite com as obrigações eleitorais (Art. 14º, § 1º, inciso I e II da Constituição Federal);
Possuir registro no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
Possuir documento oficial de identificação com fotografia;
http://www.caisdoporto.com/v2/listagem-materias-detalhe.php?id=0&idMateria=409
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Petrobrás assina contratos para afretamento de seis navios Panamax
A Petrobras assinou essa semana, com a empresa Hidrovia South American Logistics SA, em cerimônia realizada no edifício sede da Companhia, no Rio de Janeiro, os últimos seis contratos do Programa EBN2 (Empresas Brasileiras de Navegação).
A contratação refere-se ao afretamento de seis navios da classe Panamax, de 63.500 toneladas de porte bruto cada, sendo cinco para movimentação de produtos claros (como a gasolina e o diesel) e um para o transporte de produtos escuros (petróleo, por exemplo).
A empresa Hidrovia South American Logistics SA pertence ao grupo NSAL (Navios South American Logistics Inc), uma associação entre a NAVIOS (Navios Maritime Holdings Inc.) e o grupo argentino Horamar.
O EBN trata do afretamento, no período de 15 anos, de navios a serem construídos por empresas brasileiras, em estaleiros estabelecidos no Brasil. O programa também exige que o registro da embarcação ocorra sob bandeira brasileira durante toda a duração do contrato. Foram duas fases: EBN1 e EBN2. Na primeira foram afretados 19 navios e na segunda 20 embarcações.
O programa é parte integrante de um conjunto de iniciativas da Petrobras para estimular a construção naval no Brasil e os 39 navios serão construídos em estaleiros brasileiros, no período de 2011 a 2017.
Com esta iniciativa, a Petrobras contribui para a revitalização da indústria de armação no Brasil, trazendo alternativas nacionais para atendimento à demanda de transporte na cabotagem, atividade estratégica e responsável por 80% do transporte marítimo da Petrobras, assim como à redução de exposição à volatilidade do mercado internacional de fretes.
O EBN está alinhado à diretriz da Petrobras de apostar e agir, em parceria com o empresariado nacional, para o desenvolvimento do país. Estima-se que o programa contribua para a criação de cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos, durante a construção, e mais dois mil postos de trabalho permanentes ao longo da vida operativa dos navios.
A expectativa, do ponto de vista mais amplo da indústria de “shipping” (transporte marítimo) no Brasil, é a criação de uma comunidade expressiva de armadores de granéis líquidos sob a bandeira brasileira, inicialmente com grande foco na cabotagem e, no futuro, se capacitando também a atuar no mercado internacional de longo curso a partir de rotas ligadas ao mercado brasileiro.
Frigoríficos brasileiros irão exportar carne suína para China
A Administração-Geral de Qualidade, Inspeção e Quarentena da China publicou hoje a lista dos primeiros frigoríficos brasileiros autorizados a exportar carne suína para o país asiático. São três indústrias localizadas nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. O governo chinês anunciou, em abril, a abertura do mercado para o produto do Brasil durante visita da presidenta Dilma Rousseff a Pequim.
Nos próximos dias, os governos do Brasil e da China devem fechar os termos do certificado sanitário que contém os requisitos para o início dos embarques da carne suína nacional.
Enquanto isso, o setor privado já está programando a produção de acordo com as exigências chinesas _ informa o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Luiz Carlos Oliveira, que também participou da missão a Pequim em abril.
Nesta semana, Oliveira se reuniu com representantes da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). No encontro, foram acertados os requisitos específicos do mercado chinês, que envolvem determinado tipo de animal e ração e o modo de criação do rebanho, por exemplo, a serem utilizados para atender o país asiático.
Fonte: http://www.conexaomaritima.com.br/novo/index.php?id=1-8024
Hamburg Süd e Maersk Line reiniciam joint
Serviço havia sido reduzido a apenas uma rota durante temporada 2010-2011.
A Hamburg Süd e a Maersk Line planejam disponibilizar, novamente, um segundo roteiro do seu serviço conjunto Ásia - África do Sul/ América do Sul, que foi reduzido a apenas um itinerário na temporada 2010-2011.
O primeiro roteiro compreende 12 embarcações, entre as quais a Hamburg Süd incluirá a classe
Santa e a Maersk Line proverá a classe Sammax. Esses navios têm capacidade entre 7.100 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) e 7.500 Teus, além de terem entre 1.600 e 1.700 tomadas reefer.
Já o segundo itinerário consiste em 11 navios da Hamburg Süd e os navios Panamax da Maersk Line, cada um com capacidade de 4.200 Teus e 500 tomadas reefer. Esse segundo itinerário será reiniciado em julho, no mesmo mês que começou a ser realizado no verão passado.
Os roteiros foram delineados de forma a se complementarem. O primeiro fará a seguinte rotação: Busan, Xangai, Ningbo, Yantian, Hong Kong, Tanjung Pelepas, Cingapura, Santos, Itapoa, Buenos Aires, Montevidéu, Rio Grande, Itapoa, Paranaguá, Santos, Cingapura, Hong Kong e de volta para Busan.
Já o segundo itinerário traçará Xangai, Nansha, Hong Kong, Cingapura, Tanjung Pelepas, Durban, Suape, Sepetiba, Itajaí, Santos, Port Elizabeth, Durban, Hong Kong e de volta para Xangai.
Já o segundo itinerário consiste em 11 navios da Hamburg Süd e os navios Panamax da Maersk Line, cada um com capacidade de 4.200 Teus e 500 tomadas reefer. Esse segundo itinerário será reiniciado em julho, no mesmo mês que começou a ser realizado no verão passado.
Os roteiros foram delineados de forma a se complementarem. O primeiro fará a seguinte rotação: Busan, Xangai, Ningbo, Yantian, Hong Kong, Tanjung Pelepas, Cingapura, Santos, Itapoa, Buenos Aires, Montevidéu, Rio Grande, Itapoa, Paranaguá, Santos, Cingapura, Hong Kong e de volta para Busan.
Já o segundo itinerário traçará Xangai, Nansha, Hong Kong, Cingapura, Tanjung Pelepas, Durban, Suape, Sepetiba, Itajaí, Santos, Port Elizabeth, Durban, Hong Kong e de volta para Xangai.
Combustível e preço do frete pressionam desempenho de armadores, afirma consultoria
A alta no preço dos combustíveis e a redução no valor do frete marítimo devem piorar o desempenho das empresas de navegação no segundo trimestre de 2011, com manutenção da tendência de queda nas tarifas mesmo em época de forte contratação. A conclusão é da consultoria marítima Alphaliner, com base em informações de alguns dos principais armadores em operação no mundo.
Relatório semanal da consultoria mostra que o cenário atual obrigou as empresas a adiarem para junho os planos de aumento nas tarifas de US$ 200 a US$ 300 por TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no Extremo Oriente e no Norte da Europa. E que, a despeito de alguma recuperação no mercado à vista, os contratos para o período 2011/2012, em vigor a partir de maio, devem ser fechados com valores abaixo dos negociados no ano passado.
Para o diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação (Centronave), Elias Gedeon, é natural que o cenário externo no setor tenha reflexos também na navegação de longo curso no Brasil, operada por grandes armadores internacionais. “O fato é que o setor de navegação ainda não se recuperou totalmente da crise financeira de 2008/2009, quando as quedas nos valores do frete chegaram a ser de 60% no segmento de contêineres, de acordo com consultorias internacionais especializadas, como Drewry e Alphaliner. Naquele período, o volume de embarques chegou a cair 30%”, analisa Gedeon.
O dirigente lembra que a partir de 2010 ocorreu leve recuperação, “ainda não suficiente para retornar aos patamares pré-crise global”, o que contribuiu para estreitar a margem de lucro das empresas de navegação. No último trimestre do ano passado, o valor médio do frete caiu 13% em todo o mundo, segundo a Alphaliner.
Fonte: http://www.conexaomaritima.com.br/novo/index.php?id=1-8026
terça-feira, 24 de maio de 2011
Entendendo Suape
Até abril foram contabilizados no complexo portuário R$ 22 bilhões em investimentos privados em andamento, mais de R$ 50 bilhões quando colocados os investimentos das empresas públicas nessa conta. Eles já produziram 20 mil empregos diretos e mais de 35 mil operários nas obras. São mais de 100 empresas instaladas e 30 em fase de implantação. Mas, e daí?
Quando o então governador de Pernambuco Eraldo Gueiros Leite lançou a pedra fundamental do Porto de Suape em 1974, certamente já conhecia o potencial de impulsionamento econômico que a iniciativa representava para o Estado. Afinal, desde a década de 60 existiam estudos que fundamentavam o seu nascimento, forjado no moderno conceito de integração porto-indústria representado na época pelos portos de Marseille-Fos, na França, e Kashima, no Japão.
Do plano diretor que nasceu em 1973, passando pela desapropriação dos 13,5 mil hectares que hoje compõem sua extensão, até a criação, em 7 de novembro de 1978, da empresa Suape, destinada a administrar a implantação do distrito industrial, as obras e as atividades portuárias, o complexo portuário teve um lento desenvolvimento até o período que contemplou Jarbas Vasconcelos/Eduardo Campos como governadores de Pernambuco.
Jarbas lançou as bases investindo de maneira prioritária e objetiva em infraestrutura e atuando no fomento de investimentos estruturadores caracterizados pela atração de uma cadeia produtiva com segundo e terceiro nível de fornecimento. Eduardo conseguiu que os empreendimentos anunciados saíssem do papel e mudou o patamar de investimentos na infraestrutura de Suape, com um volume de recursos que atingiram R$ 1,1 bilhão durante seus quatro primeiros anos de governo, de 2007 a 2010.
Dessa forma, além de garantir o processo de implantação da refinaria, estaleiro e Petroquímica, viabilizou também a implantação de outros, como o Moinho da Bunge, que teve a intenção da multinacional materializada a partir da disponibilização de uma área apropriada à sua implantação e também da construção do cais 4.
Esses investimentos atraíram outras empresas, como a argentina Impsa, que veio para fabricar aerogeradores e tornou-se indutora da implantação do polo de energia eólica, que hoje conta com a RM, especializada na produção de torres, pertencente ao grupo espanhol Gonvarri.
Do plano diretor que nasceu em 1973, passando pela desapropriação dos 13,5 mil hectares que hoje compõem sua extensão, até a criação, em 7 de novembro de 1978, da empresa Suape, destinada a administrar a implantação do distrito industrial, as obras e as atividades portuárias, o complexo portuário teve um lento desenvolvimento até o período que contemplou Jarbas Vasconcelos/Eduardo Campos como governadores de Pernambuco.
Jarbas lançou as bases investindo de maneira prioritária e objetiva em infraestrutura e atuando no fomento de investimentos estruturadores caracterizados pela atração de uma cadeia produtiva com segundo e terceiro nível de fornecimento. Eduardo conseguiu que os empreendimentos anunciados saíssem do papel e mudou o patamar de investimentos na infraestrutura de Suape, com um volume de recursos que atingiram R$ 1,1 bilhão durante seus quatro primeiros anos de governo, de 2007 a 2010.
Dessa forma, além de garantir o processo de implantação da refinaria, estaleiro e Petroquímica, viabilizou também a implantação de outros, como o Moinho da Bunge, que teve a intenção da multinacional materializada a partir da disponibilização de uma área apropriada à sua implantação e também da construção do cais 4.
Esses investimentos atraíram outras empresas, como a argentina Impsa, que veio para fabricar aerogeradores e tornou-se indutora da implantação do polo de energia eólica, que hoje conta com a RM, especializada na produção de torres, pertencente ao grupo espanhol Gonvarri.
Fernando Bezerra Coelho, que acumulou na primeira gestão de Eduardo Campos a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a presidência de Suape (a exemplo do que acontece hoje com Geraldo Júlio de Melo), teve a preocupação estratégica de dar densidade a essa cadeia produtiva e planejou a captação de seus elos.
Como resposta a esse esforço, recentemente começaram as obras da Iraeta, outra empresa do grupo Gonvarri, que produzirá as flanges. Além dela, o complexo portuário negocia hoje com duas fabricantes de pás eólicas, o que fecharia essa cadeia produtiva, além de uma concorrente da RM.
A gestão de FBC teve o mérito de agrupar empreendimentos que trarão reflexos
econômicos, sociais e financeiros para o Estado nas próximas décadas a partir do adensamento de suas cadeias produtivas. Falamos aqui das indústrias de petróleo e gás, naval e offshore, automotiva e da siderúrgica, que catapultará a metalomecânica. Além dessas, outras cadeias ganharam densidade, como a de alimentos, na qual se encontram marcas como Pepsico e Arcor; bebidas, com a Coca-Cola Guararapes e a Pernod Ricard; construção, com Pamesa, Amanco, Cimentos Brasil e Usiminas.
Maio começou com a ampliação do cluster naval e a construção do segundo estaleiro. Além dele, outros dois estão com o protocolo de intenções assinado, um para produzir megablocos e o outro, módulos para plataforma.
Suape hoje
O novo plano diretor de Suape estará pronto até junho e expandiu seu olhar até 2030. Funcionará como base para o planejamento estratégico de Suape nos próximos 20 anos e foi desenvolvido pela Projetec, empresa de consultoria do exsecretário de Planejamento de Pernambuco, João Recena, em parceria com a Planave, empresa carioca reconhecida nacionalmente. O estudo recebeu ainda uma segunda opinião emitida pelo Porto de Roterdã, maior e mais bem-estruturado complexo portuário do Ocidente.
econômicos, sociais e financeiros para o Estado nas próximas décadas a partir do adensamento de suas cadeias produtivas. Falamos aqui das indústrias de petróleo e gás, naval e offshore, automotiva e da siderúrgica, que catapultará a metalomecânica. Além dessas, outras cadeias ganharam densidade, como a de alimentos, na qual se encontram marcas como Pepsico e Arcor; bebidas, com a Coca-Cola Guararapes e a Pernod Ricard; construção, com Pamesa, Amanco, Cimentos Brasil e Usiminas.
Maio começou com a ampliação do cluster naval e a construção do segundo estaleiro. Além dele, outros dois estão com o protocolo de intenções assinado, um para produzir megablocos e o outro, módulos para plataforma.
Suape hoje
O novo plano diretor de Suape estará pronto até junho e expandiu seu olhar até 2030. Funcionará como base para o planejamento estratégico de Suape nos próximos 20 anos e foi desenvolvido pela Projetec, empresa de consultoria do exsecretário de Planejamento de Pernambuco, João Recena, em parceria com a Planave, empresa carioca reconhecida nacionalmente. O estudo recebeu ainda uma segunda opinião emitida pelo Porto de Roterdã, maior e mais bem-estruturado complexo portuário do Ocidente.
Números (2009/2010)
9 milhões de toneladas. Esse foi o número alcançado pelo Complexo Industrial Portuário de Suape no ano de 2010 em relação a movimentação de cargas. As importações cresceram 19,63% sobre os totais de 2009 atingindo 5 milhões e 600 mil toneladas de produtos.
As exportações cresceram 7,72% embarcando 2 milhões e 135 mil toneladas de produtos. Os índices globais da movimentação representaram 16,34% de crescimento sobre os números de 2009, um número maior que o crescimento do principal porto brasileiro (Santos) e “hub port” da América do Sul – que obteve 15,6%.
O crescimento mais significativo foi no número de contêineres que aumentou 34,05% com relação a 2009, sendo que em unidades (TEUs36,), o aumento foi de 34,40%. Pelos terminais do complexo passaram 3914 mil toneladas de cargas acondicionadas em 217.853 mil contêineres.
Quanto aos produtos movimentados, os granéis líquidos continuam em destaque com 4 milhões 152 mil toneladas no exercício com predominância para o gás liquefeito de petróleo, e o gás de cozinha que domina os registros com aumento de 25,76 por cento.
Também nos derivados de petróleo, destacaram-se a gasolina, com acréscimo de 35,62%, e o querosene de aviação que movimentou mais 31% no ano que passou. A cabotagem-trocas internas de mercadorias – cresceu 20% nesse período com um volume embarcado de 5409 mil toneladas.
O crescimento das importações e o crescimento das operações em cabotagem contribui com o fortalecimento da vocação de Suape como um “hub port”, um porto distribuidor de mercadorias para o norte-nordeste Leia mais
Reservado Paiva terá complexo turístico com hotel, centro empresarial e um shoppingcenter
A Reserva doPaiva, em Suape, vai receber um complexo turístico formado por hotel cincoestrelas, centro empresarial e um shopping, com previsão de funcionamento emmarço de 2014. O investimento de R$ 450 milhões foi anunciado ontem pelogovernador Eduardo Campos, além de representantes da Odebrecht RealizaçõesImobiliárias e do grupo português Promovalor. Os dois últimos serãoresponsáveis por 51% e 49% do montante, respectivamente.
O empreendimentoestá na primeira, de três etapas previstas para a obra. No total, o projeto vaigerar 5.980 postos de trabalho diretos e indiretos, apenas no período deconstrução. Para a operação dos equipamentos, a previsão é que outras 7.025vagas sejam criadas.
Com dez anos de atuação no mercado europeu nos segmentosresidencial, resort e serviços, o grupo Promovalor escolheu o estado como focode investimento não por acaso. Entre os principais motivos está o fato dePernambuco ser uma das locações para a Copa de 2014. “Quando decidimosinvestir em algum país, o Brasil foi o primeiro que nos saltou a vista, pelofato de falarmos a mesma língua e por ter empatia com Portugal.
E quandoolhamos para o Brasil, decidimos que Pernambuco fazia todo o sentido porque estásendo alavancado por conta da copa e por todo o investimento que está sendofeito em Suape”, completou o diretor de marketing da Promovalor, TiagoVieira.
O projeto prevê umhotel cinco estrelas com 350 quartos e uma estrutura de lazer que inclui espaçofitness, spa, restaurante, bar. Um centro de convenções, de arquiteturamoderna, terá capacidade para abrigar 2.100 pessoas. Já o segmento comercialserá composto por seis torres de sete andares cada, de aproximadamente 43 milm2 de área total locável.
Entre os recursos disponíveis estão alta tecnologia eo conceito de sustentabilidade sócio-ambiental incorporado aos projetos.“Parte dos empreendimentos vai utilizar energia solar ao invés deelétrica. O uso racional da água também é uma das premissas. As casas vãocaptar a água da chuva e reutilizar para a irrigação. A acessibilidade estáprevista para todo o bairro e a madeira utilizada será 100% dereflorestamento”, detalhou o diretor de incorporação imobiliária daOdebrecht, Luiz Henrique Oliveira.
A área empresarialficará por conta de um shopping com área locável de 3 mil m2. Construído sob umconceito inovador, chamado de Open Mall, o centro de compras contará com 40lojas e será a aberto com jardins, espelhos d’água, vistas livres para a matae para o mangue. No espaço, bancos, restaurantes, comércio e serviços, quefuncionam integrados ao hotel e centro de convenções.
Para o governadorEduardo Campos, o complexo vai promover ainda mais o estado, aquecendo aeconomia local. “Vamos aproveitar a ótima oportunidade, que é a Copa doMundo e trabalhar para que a maior parte dos postos de trabalho que serãocriados sejam destinados aos trabalhadores do estado”
Fonte: Diário de Pernambuco
domingo, 22 de maio de 2011
PE ganha nova linha de transporte marítimo
A alemã Hamburg Süd, uma das maiores empresas de logística do mundo, anunciou a criação de uma linha internacional de transporte marítimo por onde navios de contêineres farão a rota Ásia-Pernambuco sem escalas, desembarcando no Porto de Suape.
O presidente da Hamburg Süd, Ottmar Gast, enfatizou que essa é a primeira rota que liga diretamente aquele continente ao Nordeste brasileiro, “focado no mercado de Pernambuco”. Hoje, a empresa alemã é responsável por 50% de toda a carga movimentada por Suape e a nova operação acrescentará mais 10% ao total.
O primeiro dos 11 navios que farão a rota, o Capitan Jackson, sai do porto de Xangai, na China, em 2 de julho, chegando em Suape em 4 de agosto. “Ele fará escalas em dois portos, em Hong Kong e Singapura, trazendo todos os tipos de cargas acabadas”, comentou Gast, após visita ao governador Eduardo Campos.
Cada um dos navios tem capacidade de armazenar 4,6 mil TEUs (unidade de medida de contêiner). “A Hamburg Süd atua em Suape há 20 anos e agora aposta no crescimento do Porto, tanto nos transportes internacionais quanto nos de cabotagem. A estratégia é apostar em Suape como centro consolidador de cargas para atender toda a Região”, comentou. Daqui, as cargas serão distribuídas para Pecém (CE), Manaus e Salvador.
A linha marítima reduz também o tempo de viagem e, segundo o diretor Regional da Hamburg Süd, Nobert Bergmann, torna a alemã “praticamente imbatível”, já que as demais empresas operam com transporte por cabotagem.
A chegada de navios será semanal, atracando em Suape todas as quintas-feiras e ali permanecendo por 48 horas, no mínimo. “A nova operação só é possível por causa dos investimentos que foram e são feitos em Suape e permite ainda mais investimentos no serviço de cabotagem para distribuição de cargas ao longo da costa”, completou.
A nova operação da empresa alemã reforça as intenções de Suape de manter o ritmo de crescimento da operação de contêineres de 30% ao ano e já há interesse do grupo em participar da exploração do novo terminal de contêineres.
Esse é mais um motivo para a administração de Suape correr com o processo de licitação do novo terminal de contêineres. “Hoje o Terminal de Contêineres (Tecon Suape) ainda atende à demanda”, explicou o vice- presidente do Porto, Frederico Amâncio, mas, se continuar no ritmo, a previsão é de que por volta de 2014 ele seria insuficiente vai chegar antes. “Até o fim do ano, a movimentação de cargas no Tecon deve chegar a 300 mil unidades”, pontuou. Em 2010, o crescimento foi de 34% (248 mil unidades ou 330 mil TEUs), chegando a 250 mil unidades/ano.
Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/638598-pe-ganha-nova-linha-de-transporte-maritimo
Micro e pequenas geram 98% das vagas
Este mês, o número de empreendedores individuais formalizados em Pernambuco deve fechar em 40 mil, sendo 11 mil somente no Recife, segundo informou o diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Roberto Castelo Branco, durante a instituição do Fórum Municipal das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedor Individual, ontem, na sede da Prefeitura do Recife.
“Começamos 2011 com 29 mil formalizados e em quatro meses mais 11 mil estarão formalizados. Hoje, os micro e pequenos empreendimentos representam 98% do total de empresas em Pernambuco, o que corresponde a 66% de empregos gerados no Estado e 40% da massa salarial”, pontuou.
A criação do Fórum, que contará com representantes do setor e do poder executivo municipal, tem como objetivo fortalecer e estruturar os empreendimentos no que se refere à capacitação empresarial, viabilização de crédito e assistência técnica para torná-los mais consolidados e competitivos. “Nosso grande desafio do ponto de vista econômico é fazer com que a formalização aumente e capacitar o setor para participar desse momento em que vive a economia do País e de Pernambuco em especial. Para isso, é preciso uma atuação em conjunto com o setor e os governos”, declarou o prefeito do Recife, João da Costa.
De acordo com o presidente da Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Femicro), José Tarcísio da Silva, no Brasil existem 4,9 milhões de Micro e Pequenas empresas registradas no SuperSimples, sendo 128 mil em Pernambuco. Além disso, o número de empreendedores individuais brasileiros já soma 1,1 milhão. “Em todo o País, 56% das carteiras assinadas são de trabalhadores que desempenham suas funções em empresas desse porte”, concluiu
Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/638599?task=view
Suape reforçará importações da China com nova operação a partir de agosto
O Porto de Suape receberá a partir de agosto uma operação de navios cargueiros vindos da China. A operadora alemã Hamburg Süd será a responsável pelos onze navios que sairão de Xangai, passarão pelos portos de Nan-Cha, Hong Kong e Cingapura antes de aportarem em Suape.
De Pernambuco, a carga será encaminhada, através de cabotagem, para os estados do Ceará, Bahia e Amazonas, reforçando a vocação do porto de Suape como centro distribuidor para o Norte e Nordeste. A capacidade dos navios é de 4.600 TEUs. Eles transportarão todos os tipos de produtos importados da China.
Segundo o presidente mundial da Hamburg Süd, a diferença dessa operação é que Suape, e não mais os portos de Santos (SP) e Sepetiba (RJ), será o primeiro porto brasileiro a receber a carga chinesa.
Com uma movimentação de 250 mil unidades de contêineres por ano e média de crescimento de 30% nesta movimentação a cada 12 meses, o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, estima que até o fim do ano será preciso iniciar o planejamento para a instalação do segundo terminal de contêineres para atender à demanda crescente.
A nossa intenção é que Suape se consolide como um grande distribuidor de produtos importados. Devemos manter esse ritmo de crescimento.
Fonte: http://www.conexaomaritima.com.br/novo/index.php?id=1-7985
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