sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Despachante Aduaneiro

Quem é e o que faz essa figura tão importante para o Comércio Exterior e o crescimento do País.



O despachante aduaneiro e seus ajudantes podem praticar em nome dos seus representados os atos relacionados com o despacho aduaneiro de bens ou de mercadorias, inclusive bagagem de viajante, transportados por qualquer via, na importação ou na exportação.

A principal função do despachante aduaneiro é a formulação da declaração aduaneira de importação ou de exportação, que nada mais é que a proposição da destinação a ser dada aos bens submetidos ao controle aduaneiro, indicando o regime aduaneiro a aplicar às mercadorias e comunicando os elementos exigidos pela Aduana para aplicação desse regime.

A verificação da mercadoria, para sua identificação ou quantificação, quando necessária, exceto em casos excepcionais, é realizada na presença do importador ou de seu representante, nesse caso, o despachante aduaneiro, podendo este recebê-la após o seu desembaraço.

Para que o despachante aduaneiro possa atuar como representante de uma empresa para a prática dos atos relacionados com o despacho aduaneiro, ele deve, primeiramente, ser credenciado no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) pelo responsável legal pela pessoa jurídica, o qual também já deverá ter providenciado sua habilitação para utilizar o Siscomex.

No caso de pessoa física, o credenciamento de seu representante pode ser feito pelo próprio interessado, se ele for habilitado a utilizar o Siscomex, ou mediante solicitação para a unidade da SRF de despacho aduaneiro, como, por exemplo, nos casos de bagagem desacompanhada.

Legislação de referência:
  • IN DpRF nº 109/92
Fontes: http://www.youtube.com.br 
             http://www.receita.fazenda.gov.br

Projeto Social da Infraero no Recife forma mais 74 alunos



Brasília, 24 de agosto de 2011 - O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre realizou na última segunda-feira (22/8) a formatura das turmas 2010/2011 do Projeto “Decolando na Arte da Vida”. Na solenidade, 74 alunos receberam os certificados de conclusão das oficinas de Percussão, Dança Popular, Artes Gráficas, Artes Plásticas e Corte e Costura.

Além da capacitação, os jovens também tiveram aulas de reforço de português, matemática e informática básica. O projeto é promovido pela Infraero em pareceria com o Movimento Pró-Criança e atende jovens com idades entre 14 e 21 anos em situação de vulnerabilidade social.

O objetivo dessa iniciativa é ampliar a formação cultural, educacional e profissional desses adolescentes, promovendo a integração à sociedade, elevando a auto-estima e desenvolvendo neles as habilidades inerentes aos cursos oferecidos. Desde seu início, em 2002, mais de 1, 4 mil estudantes já foram capacitados.

“Os conteúdos didáticos e os aprendizados de vida obtidos durante os cursos são inestimáveis e se refletem em crescimento e novas posturas pessoais e profissionais”, destacou a superintendente do Aeroporto do Recife, Elenilda Cunha. “É com muita alegria que vemos mais jovens completarem este ciclo de aprendizagem, alçando voo para novas oportunidades.”, complementou. “Trata-se de uma conquista, pela qual encontramos o apoio necessário por parte da empresa”, disse Adriana Paiva, gestora da Unidade Piedade do Movimento Pró-Vida.

As inscrições para as novas turmas já estão abertas, para alunos com vínculo escolar mínimo no quinto ano do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas, moradores de comunidades do entorno do aeroporto ou integrantes do Pró-Criança. Os interessados devem procurar a unidade Piedade do Pró-Criança ou ligar (81)3361-1294


Fonte: http://www.portogente.com.br/acoesgov/index.php?sec=196

Panorama da logística no Brasil



Nesta matéria você encontrará um panorama de como está posicionada a logística no Brasil frente aos nossos concorrentes no cenário mundial. Verá quais os nossos pontos fortes e onde (e como) precisamos melhorar. Entenderá algumas tecnologias que podem ajudar as empresas a alcançar um desempenho superior. Leia abaixo:

Panorama da logística no BrasilLogística e cadeia produtiva

A cadeia produtiva é um processo integrado, assim como deve ser a boa logística. Hoje, falamos em logística integrada ou em gestão da cadeia de suprimentos, pois todos os envolvidos são interdependentes. Há tempos a logística deixou de ser sinônimo de transporte. Fabricantes de matérias-primas estão envolvidos em entregar o produto de acordo com a necessidade do produtor.

O produtor, dentre outras coisas, precisa pensar na embalagem do produto de forma que facilite o transporte, a exposição, a segurança, o meio ambiente… os distribuidores e grandes varejistas precisam ter seus sistemas integrados para garantir a disponibilidade do produto no momento certo. Então, os transportadores e fornecedores de tecnologia também fazem parte do processo. Esta integração é uma tendência mundial e já é realidade no Brasil.

As empresas e os modais de transporte

Existem boas empresas que oferecem serviços logísticos integrados, os operadores logísticos. Eles oferecem serviços integrados de gestão de estoque, transporte, armazenagem, consolidação e desconsolidação de cargas. São serviços que agregam valor ao cliente.

Mas infelizmente, para transporte nacional, 60% das cargas utilizam as rodovias, mesmo quando elas devem ser enviadas de norte a sul, viajando mais de 3000 km. Isto é economicamente inviável, e outros modais de transporte seriam mais vantajosos, se estivessem disponíveis. Na Rússia, concorrente direto do Brasil no cenário internacional, cerca de 80% das cargas viajam de trem, que é mais barato para as longas distâncias e mais seguro.

Problemas da logística no Brasil

O principal problema do ponto de vista logístico é a infraestrutura. Pouco mais de 10% das nossas estradas são pavimentadas, o que soma menos de 250 mil km. Não adianta tentar comparar esta situação com países desenvolvidos. Ainda assim, se quisermos comparar esta situação com os outros membros do BRIC, o Brasil está muito atrás. A Rússia tem mais de 600 mil km de estradas pavimentadas enquanto a China e a Índia tem, cada uma, em torno de 1,5 milhão de km de estradas asfaltadas.

E vale lembrar que as rodovias são nosso “ponto forte”. O Brasil tem apenas 30 mil km de ferrovias contra 63 mil km da Índia, 77 mil km da China e 87 mil km da Rússia. Apenas para colocar estes números em perspectiva, os EUA tem mais de 220 mil km de trilhos.

Com relação aos navios a situação não é diferente. Temos 14 mil km de hidrovias. Rússia e China tem mais de 100 mil km cada uma. Nos portos brasileiros, estima-se que o custo de movimentação por tonelada seja de US$ 13 enquanto a média mundial é de US$ 7.

Some isso tudo ao fato de que as rodovias são o principal meio de transporte de cargas no Brasil, e você tem a receita para uma distribuição cara, ineficiente e inconsistente, ajudando a aumentar o chamado Custo Brasil.

Além da infraestrutura viária existem ainda problemas relacionados à tecnologia utilizada: baixo índice de rastreamento de cargas, nem sempre se tem integração de sistemas e muitas vezes os modelos de previsão de demanda são inapropriados ou inexistentes. A melhoria do processo logística global depende da solução de cada um destes elementos. Leia matéria completa



Porto de Santos prevê triplicar movimento em 15 anos

 
O domínio do Brasil sobre alguns mercados mundiais de commodities foi construído ao longo dos séculos com a passagem dos navios pelo porto de Santos, que prevê triplicar seu movimento de cargas nos próximos 15 anos, a exemplo do que ocorreu nas últimas duas décadas, segundo seus gestores.
 
O maior porto latino-americano deve movimentar neste ano um volume recorde de 100 milhões de toneladas de cargas, superando as 96 milhões de toneladas em 2010. O porto responde por 26 por cento do comércio brasileiro.
 
Essa posição dominante do porto santista não deve se esvair tão cedo, apesar da ascensão de portos menores ao longo da costa brasileira. A descoberta de petróleo no pré-sal da bacia de Santos garantirá a relevância do porto e da Baixada Santista como um todo.
 
"Estudos mostram que Santos pode triplicar seu movimento de bens ao longo dos próximos 15 anos", disse José Correia Serra, presidente da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo, administradora do porto). "Este porto é o cordão umbilical do Brasil no comércio com o mundo."
 
No entanto, Serra disse que o porto tem praticamente o mesmo tamanho do que há 20 anos, quando movimentava pouco mais de 30 milhões de toneladas por ano. "Triplicamos o movimento inteiramente por meio da inteligência logística, e isso é crucial para o crescimento futuro. Mas teremos de nos expandir fisicamente para triplicar outra vez. Vamos construir novos terminais."
 
A história do Brasil como maior exportador mundial de commodities agrícolas --açúcar, café e suco de laranja, por exemplo-- sempre dependeu de Santos. Os túneis, ferrovias e rodovias que rasgam a serra do Mar ilustram essa importância.
 
Desde o advento da soja no país, Santos se tornou também um importante ponto de embarque para a soja e o milho. Hoje, seus terminais movimentam tanta soja quanto Paranaguá, no Paraná. Mas a exportação de soja deve gradativamente se espalhar, acompanhando novas regiões produtoras, segundo Serra. Os portos amazônicos, por exemplo, ficam mais próximos dos cultivos do Centro-Oeste, e também dos centros consumidores da Europa e Estados Unidos.
 
"Mas não será esse o caso com o açúcar, o café, o suco de laranja e o movimento de contêineres. Essas cargas estão ligadas a Santos e não vão se espalhar da mesma maneira", disse o administrador.
 
O Brasil domina cerca de metade do comércio mundial do açúcar, a maior parte do de suco de laranja, e um terço do mercado global do café. Nos próximos quatro anos, o governo federal deve investir 1,3 bilhão de reais para a ampliação do porto de Santos, segundo Leônidas Cristino, ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos.
 
"Santos é crucial para o crescimento do Brasil", disse Cristino num intervalo do Fórum Internacional sobre a Expansão do Porto de Santos.

Parte dos investimentos irá envolver a ampliação do estuário de Santos, que atualmente tem apenas 150 metros de largura.
 
 
 

Porto de Suape movimentará 50 milhões de toneladas de cargas em 2016



O Porto de Suape fechará 2011 com movimentação total de 11 milhões de toneladas em cargas. Esse número deve chegar a 30 milhões em 2013 e a 50 milhões em 2016. As projeções são de Frederico Amâncio, vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape.

“Há uma tendência forte de crescimento na movimentação de cargas que começou em 2010, quando registramos expansão de 16,3%. Essa movimentação está ligada não apenas ao crescimento portuário industrial de Pernambuco, mas também ao esforço que estamos realizando para atrair cargas e contêineres de regiões estratégicas do mundo”, ressaltou Amâncio, que participou na última quinta-feira (28/07) do 5º Suape Business Meeting da Amcham-Recife.

Nesse contexto, Frederico Amâncio ressaltou que o Porto de Suape receberá em 11/08 o primeiro navio de uma nova linha de transporte originária na Ásia. “Temos uma grande expectativa para essa nova linha que será inaugurada. Ela sozinha representará 10% do que movimentamos hoje em contêineres”, comentou o vice-presidente do Complexo de Suape. Amâncio destacou ainda que o início dessas operações é visto como oportunidade para atração de mais linhas que venham a dar visibilidade internacional ao porto.

V Suape Business Meeting

A 5ª edição do Suape Business Meeting da Amcham focou o tema “Oportunidades e Investimentos”. O evento reuniu mais de 250 empresários, investidores e autoridades para debater as perspectivas para o porto e teve como palestrantes também Angelo Bellelis, presidente Norte-Nordeste do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval); Sérgio Kano, presidente do Tecon Suape; e Marcello Marques, diretor de negócios da Transnordestina Logística.
Acompanhe um pouco do que eles disseram a respeito do contexto do desenvolvimento de Pernambuco e do Complexo Portuário nos próximos anos:

“Acredito que o crescimento do Estado é sustentável; entretanto, é muito importante pensarmos em como melhorar a situação. Na indústria naval, por exemplo, a notícia da instalação de mais dois estaleiros no Estado exige que uma nova estrutura de apoio seja pensada para garantir o crescimento sustentável. O ideal é ter uma estrutura parecida com a da indústria automobilística, onde as fábricas que fornecem peças para as montadoras se localizam em seu entorno. É preciso atrair indústrias de navipeças para perto desses estaleiros”, afirmou Angelo Bellelis.

“Especificamente em Suape, é preciso investir na estrutura de serviços para dar maior suporte ao crescimento. Por exemplo, não há oferta de imóveis para escritórios, restaurantes, farmácias e hotéis. O investimento em empreendimentos assim é urgente para o Complexo de Suape e precisa estar previsto no plano diretor da região”, ressaltou Sérgio Kano.

“Pernambuco soube aproveitar as oportunidades de investimento. Temos a expectativa de que o crescimento continue a ocorrer em taxas superiores às registradas no restante do Nordeste. Nosso projeto [da Transnordestina] todo tem esse norte, de que o caminho ideal é atravessar Pernambuco chegando a Suape”, apontou Marcello Marques.

Fonte: http://www.amcham.com.br/regionais/amcham-recife/noticias/2011/porto-de-suape-movimentara-50-milhoes-de-toneladas-de-cargas-em-2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Movimentação no porto de Suape (PE) cresce 20,1% no 1º semestre de 2011

Aumento na movimentação de contêineres foi de 35,2% durante o período; dirigentes fazem projetam encerrar 2011 com mais de 10 milhões de toneladas de cargas movimentadas



O porto de Suape (PE) registrou crescimento de 20,1% na movimentação no primeiro semestre deste ano, em relação ao período de 2010. De janeiro a junho de 2011, o aumento na movimentação de contêineres foi de 35,2%, o que significou um dos maiores crescimentos registrados por Suape. Ao todo, foram operadas mais de 4,8 milhões de toneladas no período.

A movimentação de contêineres representou 46% do resultado total do porto. Em consequência, o segmento de contêineres superou pela primeira vez as operações com granéis líquidos, que representaram 45 % do total.

Dirigentes de Suape estimam que o segundo semestre seja ainda mais prolífero, e fazem uma projeção de encerrar as atividades de 2011 com mais de 10 milhões de toneladas de cargas movimentadas.
As operações de cabotagem chegaram a 20,9% de melhora.

Outra expectativa, desta vez a médio prazo, é de que com o início da operação de alguns empreendimentos estruturadores de grande porte, como a Refinaria Abreu e Lima, Suape encerre o ano de 2013 com uma movimentação de 30 milhões de toneladas.

Fonte: http://www.transportabrasil.com.br/2011/08/movimentacao-no-porto-de-suape-pe-cresce-201-no-1%C2%BA-semestre-de-2011/

Brasil vive boa fase para potencializar PPPs

Ambiente externo favorece investimentos no País.



O Brasil está em fase de alta atratividade para investimentos em infraestrutura através das PPPs (Parcerias Público-Privadas). Essa é a opinião dos participantes do seminário "Competitividade Brasil - Custos de Transação/ Infraestrutura" realizado nesta terça-feira, dia 23 de agosto, pela Amcham, em São Paulo.

O vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos, considera que as turbulências nos EUA e na Europa tornam o País um dos destinos mais atraentes para investimentos. "A crise que abate países desenvolvidos gera liquidez internacional querendo se aportar. Sem dúvida, mesmo com os problemas e gargalos que tem, o Brasil oferece as melhores condições comparadas aos investimentos", destacou Afif.

Ele destaca que o Brasil precisa aumentar as taxas de investimentos. Para a economia brasileira crescer mais de 5% ao ano, tem de investir 25% do PIB (Produto Interno Bruto), em vez dos atuais 18%. Nesse sentido, o envolvimento da iniciativa privada será cada vez mais importante. "Precisamos criar um modelo diferenciado no País para poder nos ‘desintoxicar’ de apenas fazer obras com orçamentos públicos. O céu é o limite para as PPPs", enfatizou Afif.

Para Maurício Portugal Ribeiro, chefe do departamento de consultoria em Infraestrutura para o Brasil da IFC (International Finance Corporation), braço financeiro privado do Banco Mundial, além da conjugação de fatores externos que favorecem a entrada de recursos no Brasil, que podem ser canalizados para investimentos, há um ambiente institucional estável.

"O País pode fazer uma revolução a exemplo da que já se deu nos setores de energia e telecomunicações nos últimos anos, com maior acesso da população a esses serviços", afirmou. Na visão de Portugal Ribeiro, os investidores estrangeiros estão cientes de que, mesmo com a transição do governo federal de um comando da centro esquerda para esquerda, em 2003, não houve quebra de contratos, situação até então inédita na América Latina.

O Estado de São Paulo está articulando um total de 103 projetos de PPPs, com investimentos de R$ 32,3 bilhões e geração de quase 59 mil empregos diretos. São 18 projetos já anunciados e 85 em negociações para serem fechados até 2015. Já a deficiência de infraestrutura de transportes no País tem elevado os custos logísticos, que, segundo Cindy Haring, CEO da DHL Global Forwarding, equivalem a 12% do PIB, reduzindo a competitividade das companhias.

Ela destacou o precário panorama do setor que, atualmente, tem 65% do transporte de cargas feitos pelo modal rodoviário, composto por 1,76 milhões de quilômetros de rodovias, sendo somente 212 mil quilômetros pavimentados. Nos aeroportos, a movimentação de cargas cresceu 122% entre 2000 e 2010, mas os pátios de contêineres estão extremamente saturados. A malha ferroviária é de apenas 26 mil quilômetros e a hidroviária de pouco mais de 13 mil quilômetros, insuficiente para um país com dimensões continentais.

Quanto aos portos, Cindy disse que é preciso realizar mais dragagens para o recebimento de navios de maior porte e diminuir a burocracia alfandegária. "O tempo médio de permanência dos navios é de oito dias. Trata-se de um backlog que não podemos esperar. Por um lado, o País quer crescer, porém, por outro, a parte de infraestrutura não tem acompanhado", salientou.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/nota.php?id=5492&gmn=1

Gestão da Cadeia de Suprimentos – conceitos, tendências e ideias para melhoria

A gestão da cadeia de suprimentos é um processo que consiste em gerenciar estrategicamente diferentes fluxos (de bens, serviços, finanças, informações) bem como as relações entre empresas, visando alcançar e/ou apoiar os objetivos organizacionais



O gerenciamento da cadeia de suprimentos é um conjunto de métodos que são usados para proporcionar uma melhor integração e uma melhor gestão de todos os parâmetros da rede: transportes, estoques, custos, etc. Esses parâmetros estão presentes nos fornecedores, na sua própria empresa e finalmente nos clientes.

 A gestão adequada da rede permite uma produção otimizada para oferecer ao cliente final o produto certo, na quantidade certa. O objetivo é, obviamente, reduzir os custos ao longo da cadeia, tendo em conta as exigências do cliente – afinal, isso é qualidade: entregar o que o cliente quer, no preço e nas condições que ele espera.

Esta gestão é por vezes difícil, especialmente para um sistema que não tenha controle sobre toda a cadeia. Por exemplo, uma empresa que terceiriza uma parcela da produção ou da logística, deixou de ter controle sobre uma parte importante do processo.

É difícil também porque a demanda do cliente é desconhecida na maioria das vezes e varia substancialmente de um mês ao outro, o que implica um planejamento da produção mais complexo.

Os produtos a serem fabricados também podem mudar (nova estação, moda, modelos, melhorias), o que colocará em evidência a necessidade de uma estratégia de preços e cálculos de custos de fornecimento e estoque.

O problema aparece também em produtos completamente novos, inovadores, onde os modelos prontos não podem ser aplicados e exigem, assim, novas soluções. Por exemplo, projetar uma nova fábrica na China: os produtos seriam entregues para os clientes, após a fabricação, em 6 semanas (por navios).

 O problema: não se considerou que ambientes salinos podem enferrujar os produtos. Embora neste caso a questão de mudar o tipo de transporte não seja colocada em discussão (pois multiplicaria o custo por 10), é preciso levar em consideração os fatores inerentes ao tipo de transporte e acondicionamento.

 Para maiores informações sobre a situação dos portos no Brasil e no mundo veja Portos mais movimentados no Brasil e no Mundo e Movimento dos portos brasileiros; para mais detalhes do transporte de cargas no Brasil, veja Custo Brasil – situação do transporte de cargas, Infra-estrutura das rodovias no Brasil, e Logística brasileira: qual nossa situação?.

Vários níveis de planejamento também podem (e devem) ser considerados: estratégico, tático e operacional. Trata-se de conhecer sua própria rede de distribuição já existente com os controles de estoques sendo utilizados e de iniciar uma primeira estratégia de coordenação da entrega dos produtos, iniciada antes mesmo da fabricação dos mesmos.

Além disso, devem-se utilizar os modelos de tomada de decisão baseados em programação linear e modelos de transporte, que tornam mais evidentes os custos e as interdependências entre as etapas (veja a Série Pesquisa Operacional – uma visão geral). Passamos, por fim, para as fórmulas e cálculos complicados que um software especializado (ERP) se encarregará de gerir no dia-a-dia. Leia mais

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com

TI acelera portos no Brasil



Começou na semana passada a integração dos sistemas de controle de diferentes órgãos do governo responsáveis pelo controle dos navios recebidos pelo Porto de Santos.

O projeto, realizado pelo Serpro, envolve a criação de um painel de controle único com os sistemas da Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa, Marinha Mercante e Ministério da Agricultura, agilizando o processo de liberação.

“A iniciativa já foi implementada no Porto de Ilhéus e nossa meta é colocá-la em prática em todos os portos brasileiros”, projeta Marcos Mazoni, diretor-presidente do Serpro, que participou nesta terça-feira, 23, do seminário Brasil TI, em Brasília.

Mazoni destaca que dos cinco órgãos três – PF, RF e Marinha Mercante – já são clientes do Serpro, o que facilita a integração.

Hoje, um navio demora cinco dias e meio para ter o atraque liberado no Porto de Santos, contra uma média mundial de um e meio no resto do mundo.

A situação se agrava à medida em que crescem a movimentação de cargas pelo porto, que para este ano é projetada em 100 milhões – 38% a mais do que o registrado em 2006 – cifra que deve chegar a 230 milhões de toneladas.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br

C&A lança Programa de Estágio em Logística

A C&A, rede de varejo de moda, abriu inscrições para vagas de estágios. Com três centros de distribuição no Brasil e mais de 192 lojas em território nacional, a empresa oferece treinamento e experiência profissional a universitários com o objetivo de formar líderes e analistas na área de logística.

O programa é direcionado a estudantes dos cursos de Engenharia (civil, eletrônica, mecânica, produção, química e têxtil), Administração de Empresas, Tecnologia da Informação, Economia, Matemática, Estatística e Comércio Exterior.

Os candidatos devem concluir graduação em dezembro de 2012. Além disso, são requisitados conhecimentos em nível intermediário de inglês e pacote Office. Os benefícios oferecidos são vale-transporte, férias semestrais e assistência médica e odontológica.

O processo seletivo inclui etapas como provas online, dinâmicas de grupo e entrevista com gerentes da empresa, que deverão ser concluídas até novembro de 2011. A contratação dos aprovados e o início dos estágios ocorrerão em janeiro de 2012.

As inscrições podem ser feitas pelo link do programa até o dia 7 de outubro.

Fonte: http://www.pernambuco.com

A logística brasileira é precária, diz Jayme Campos

Senador destacou também a necessidade de reestruturação e moralização do DNIT




O senador Jayme Campos (DEM-MT) criticou, nesta quarta-feira (24), a logística brasileira e a classificou como precária.

Durante a sabatina de indicados para diretorias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na Comissão de Infraestrutura, Jayme disse que a melhor forma de avançar o desenvolvimento brasileiro é investir no transporte intermodal.

O senador, na inquirição aos indicados, afirmou que um dos modais mais importantes para o fortalecimento do setor é o transporte aquaviário e que, segundo disse, ainda não tem todo o seu potencial devidamente utilizado.

“O transporte fluvial é barato e pode aumentar substancialmente a movimentação de cargas no país. Os benefícios que o Brasil terá quando aumentar o transporte de cargas pelos rios serão enormes”, afirmou.

Reestruturação
Jayme Campos destacou também a necessidade de reestruturação e moralização do DNIT.

“É necessário resgatar a dignidade do órgão, que lamentavelmente está desmoralizado diante da sociedade brasileira”, disse Jayme Campos, cobrando da nova diretoria compromisso de atuar com transparência e isenção.

Fonte: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=1&idnot=61055

Armazenagem e expedição



Não é à toa que aqui estão dois setores que promovem o sucesso da logística dentro de uma empresa ou podem ser um grande fator gerador de problemas e de perdas. Não existe abismo entre facilitar e travar. Essas condições estão bem próximas.

O homem sempre se utilizou dos recursos de armazenagem desde os primórdios para garantir sua sobrevivência. No Egito (a.C.) colheitas eram estocadas durante anos. Na década de 70, muitas empresas começaram a se destacar sobre seus concorrentes devido à redução dos custos de armazenagem.

 Esse “ouro” ainda está muito presente nos mais diversos segmentos do mercado. Mesmo com o afunilamento dessas técnicas e com o desenvolvimento de equipamentos para a área, ainda há muito que melhorar nesses processos.

Cada empresa ou segmento dispõe de várias formas de lidar nessa área. Optar e executar bem as que mais se adéquam aos seus processos é o que as diferenciam.

Tenho observado que várias empresas desprezam esses setores quando se focam apenas na captação da receita através dos departamentos Comercial e Financeiro. Vi Almoxarifados devolvendo requisições por não achar a peça requisitada por estar fora do sistema ou do alcance da vista, mas existia.

 Vi Expedições (que também armazenam o produto acabado) impossibilitadas de atender aos pedidos de clientes por não identificar e separar os produtos em tempo hábil ou praticarem métodos danosos. Ou seja, se deixo de produzir devido a um e deixo de faturar devido a outro, não preciso ser especialista para saber no que vai dar.

Se você só se preocupa com o coração para não ter um infarto, mas não cuida de seus rins, pulmões, fígado, cérebro… Seu médico não vai conseguir isolar os outros órgãos e lhe deixar vivo apenas com aquilo que você julga importante e necessário – Algumas empresas buscam esse “médico” incessantemente. Às vezes, nem percebem esse absurdo.

Sempre destaco a importância desses dois setores por ser um a fase final da logística de entrada e o outro a fase inicial da logística de saída (conhecidas como Inbound e Outbound, respectivamente). E é devido a essa lógica que a Expedição é o termômetro da logística interna (a intra-logística). Se esse setor possui deficiências, elas representarão diversos problemas na sua cadeia. Não dá para listar todos, mas basta citar a insatisfação dos clientes.

Então, quais os segredos para evitar tais dificuldades nesses setores? Um só: seleção da equipe. Isso mesmo! PESSOAL. Claro que não significa que todos os problemas serão resolvidos, pois a MAM (Movimentação e Armazenagem de Materiais) é muito ampla e nesses setores podem surgir problemas originados nos métodos de transporte, produção, comercialização, coleta… Mas nisso também, a questão do preparo e atributos pessoais serão fundamentais para a identificação e solução desses problemas.

Não quero desmerecer uma ou outra função dentro de uma empresa. Do zelador ao presidente, cada um tem sua importância. Mas não é qualquer pessoa que levará esses setores ao sucesso. Sempre digo que o setor de armazenagem abriga as “personae non gratae” (plural de ‘persona non grata’ que significa pessoa não bem-vinda) para os demais funcionários que necessitam de uma relação próxima com esses setores.

Na verdade, é assim que tem que ser. Essas pessoas tratam a organização como mãe e o envolvimento do seu papel na empresa como pai. São elas que são chamadas de chatas pela primazia dos procedimentos corretos, seja na segurança, limpeza, organização e cuidados com o dinheiro da empresa investido nos materiais. Não só nos itens A, mas até num simples parafuso, numa simples arruela. Para a empresa, pessoas assim são mais do que bem-vindas, são essenciais. Leia mais

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Como simplificar sua Cadeia de Abastecimento


Simplicidade pode ser algo complicado… principalmente na perspectiva da cadeia de abastecimento. Num conceito básico, as empresas devem revisar seus processos, incluindo suprimentos (compras), estocagem e expedição, e assim, desenhar suas instalações logísticas.

O principal “driver” deve ser a visibilidade dos estoques (inventários) e colaboração entre os parceiros da cadeia logística. Todos se beneficiam deste exercício, do presidente ao separador dos pedidos, e por consequência o cliente final.

Conceitos como S&OP (Sales and Operations Planning), BI (Business Intelligence) e suas análises são ferramentas valiosas, mas se você entregar o produto errado ao seu cliente, será mal avaliado…

A fase de coleta de dados é um bom ponto de partida. É comum identificar informações desnecessárias, eliminando dados que servem para apenas uma ou duas pessoas. Estabelecer indicadores-chave de desempenho (KPIs – Key Performance Indicators) pode facilitar ainda mais o processo. Adicionalmente, deve-se mapear sua cadeia de abastecimento, para entender como os produtos se movem. Se há muitos contra fluxos, cruzamentos e tudo mais, é possível que as coisas não estejam indo bem.

Em um CD, gerentes devem focalizar o atendimento de pedidos, e não sufocar seus colaboradores com tarefas desnecessárias. Eles devem criar um ambiente nos quais seus funcionários e recursos (equipamentos) podem desempenhar suas atividades sem obstáculos.

A simplificação de malhas logísticas é igualmente importante. Reduzir o movimento dos materiais e melhor o nível de serviço, sem grandes estoques contribui com benefícios significativos.

Fonte:http://www.logisticadescomplicada.com/como-simplificar-sua-cadeia-de-abastecimento/


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Exportação de soja em contêiner


Tecon Salvador exporta soja em contêiner para o Japão.

O Porto de Salvador, por meio do Tecon Salvador, operado pela Wilson, Sons, realizou nesta quinta-feira, 18 de agosto, o primeiro embarque de soja em contêiner do Nordeste, o Tecon Rio Grande foi o pioneiro neste tipo de operação no Brasil, realizando em grande escala o primeiro embarque em 2008. A commodity produzida pela Agrícola Xingu, subsidiária da Multigrain, que geralmente é movimentada em navios graneleiros, embarcou no porta-contêineres CMA CGM ONYX, o navio faz parte do novo serviço lançado em maio deste ano que liga a Bahia diretamente à Ásia sem escalas, o produto terá como destino final o Japão.

A operação traz vantagens para os produtores e para os compradores, como facilidade na logística de distribuição, acesso a mercados alternativos e embarques semanais. O transporte por contêiner permite ainda que a exportação ocorra independentemente das condições climáticas e mesmo em períodos de entressafra.

O principal ponto positivo da conteinerização é a possibilidade da segregação e rastreabilidade dos grãos não transgênicos, assegurando a entrega de soja 99.5% livre de qualquer contaminação transgênica.

Esta modalidade de exportação é ideal para clientes que tem a necessidade de comprar as commodities em menores quantidades, optando por maior frequência nos embarques reduzindo os investimentos em estoque e limitando o envolvimento de vários intermediários possibilitando a negociação direta com o produtor.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/site/noticiario/portos-e-logistica/11270-tecon-salvador-exporta-soja-em-conteiner-para-o-japao