quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

China decide proibir os supernavios em seus portos




Capacidade máxima aprovada de 300 mil t

O Governo chinês não permitirá mais que navios gigantes que superem a capacidade máxima aprovada de 300 mil t atraquem em seus portos, informou o Ministério do Transporte do país nesta terça-feira, minando os planos da mineradora Vale de utilizar seus megacargueiros para suprir seu principal mercado de minério de ferro.

Os navios que excediam a capacidade aprovada antes eram avaliados caso a caso, mas o ministério informou em comunicado nesta terça que navios cargueiros e petroleiros gigantes estão proibidos, medida que entra em vigor imediatamente.

O comunicado surge apenas um mês depois de a Vale tentar descarregar o navio Berge Everest, carregando com 388 mil t de minério de ferro, no porto de Dalian – rapidamente gerando protestos da influente associação de armadores chinesa (China Shipowners Association), que tem ativamente pedido que Pequim barre os navios gigantes da Vale. Atualmente, nenhum porto chinês tem aprovação para receber navios com mais de 300 mil t e os navios da Vale podem carregar até 400 mil t. Fontes da indústria disseram que a entrada do Berge Everest no porto de Dalian provavelmente ocorreu por uma falha burocrática, uma vez que estas permissões podiam ser emitidas por autoridades das províncias.

Declínio
O Ministério do Transporte chinês admitiu que sua decisão de proibir navios gigantes também decorre em parte da crise que assola a indústria de navegação chinesa, assim como assuntos de segurança marítima. Com a desaceleração econômica em importantes regiões no mundo, como a Europa, a demanda por embarcações, muitas delas construídas e operadas por companhias chinesas, caiu, levando também os valores do frete marítimo para baixo.

A frota dos megacargueiros da Vale, mais competitivos que outras embarcações, pelos ganhos de escala, está ampliando sua atuação no mercado justamente neste momento ruim do setor, alimentando o lobby contrário chinês. A China Shipowners Association e as siderúrgicas disseram que a frota de meganavios da Vale pode ser um “Cavalo de Troia”, que permitiria à mineradora monopolizar os mercados de minério de ferro às custas da China.

O Vice-Presidente executivo da associação de armadores, Zhang Shouguo, é ex-vice-diretor da divisão de transporte marítimo do Ministério do Transporte. Com Pequim mantendo seus portos fechados aos Valemax, a mineradora terá de depender do transporte mais caro feito por embarcações que fazem o transbordo da carga em outros países na região para abastecer o maior consumidor de minério de ferro.

Até o momento, a Vale mantinha a posição de que a dificuldade de entrada de seus meganavios na China ocorria principalmente pela falta de adaptação dos portos do país, evitando reconhecer uma motivação política relacionada à crise dos armadores chineses. Consultada nesta terça-feira sobre a decisão do governo chinês, a área de comunicação da Vale informou que não comentaria imediatamente o tema. Uma fonte na companhia familiarizada com a situação disse que a Vale ainda buscava uma confirmação diretamente com o governo chinês da proibição dos meganavios. Afirmou também que caso a proibição se mantenha, a alternativa será utilizar países como Filipinas e a Malásia para atracar as embarcações, e repassar o minério a navios menores, que seguiriam para a China.
O projeto da Malásia, chamado de Taluk Rubiah, ainda está em desenvolvimento e tem previsão para operar em 2014. É um centro de distribuição com capacidade de movimentar 60 milhões de toneladas/ano de minério de ferro. Ele foi concebido para atender Japão e Austrália, inicialmente, mas segundo a fonte da empresa, “poderia perfeitamente atender à China”.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/01/31/china-decide-proibir-os-supernavios-em-seus-portos/

Navio ECOLÓGICO lançado pela Nissan




Após quatro anos de construção, o navio ecológico da Nissan, nomeado de Nichio Maru, foi lançado ao mar no último 7 de janeiro. Ele tem capacidade para 1.380 carros e possui 281 painéis de energia solar, em seu deque, que garantem o armazenamento de energia. “Com os painéis, não gastamos mais combustível no uso de geradores”, explica o Presidente da coorporativa Tomohiko Uchiyama.

A embarcação é movida a motor a diesel controlado eletronicamente, o que garantirá a economia de 4,2 mil toneladas de emissão de CO2 anualmente. Outros detalhes também ajudam o navio a ser ainda mais ecológico: as luzes de LED (mais econômicas) usadas em seu interior e o casco revestido por um material que produz menos atrito na água. Para facilitar o deslocamento, existe também uma espécie de bloco de concreto instalado na proa do navio, que corta a resistência do vento em até 50% gerando uma redução de 800 a 2,5 mil toneladas de emissão de CO2.

Por enquanto, o novo Nichio Maru fará duas viagens semanais pela rota doméstica da Nissan que inclui Kanto (Oppama), Kinki (Kobe) e Kyushu (Kanda).

Recuperação da Ferrovia Cabo-Propriá.




A recuperação de 380 km da Ferrovia Cabo-Propriá, que liga Pernambuco a Sergipe, proporcionará o recebimento de cerca de 15% da carga movimentada no Porto de Suape, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

O anúncio das obras foi feito, nesta segunda-feira (30) pelo governador Eduardo Campos em parceria com o representante da empresa responsável pelo investimento, a Transnordestina Logística S.A. Os trabalhos vão gerar cerca de 200 empregos diretos.

A via foi parcialmente destruída pelas chuvas em 2010. Com extensão total de 560 km, a estrada de ferro apresenta hoje 350 pontos de interrupção no seu traçado localizados entre os estados de Pernambuco e Alagoas. Cerca de R$ 25 milhões do total investido serão destinados à recuperação de um trecho de 150 km da ferrovia que corta os municípios pernambucanos de Ribeirão, Gameleira, Joaquim Nabuco, Catende, Maraial, São Benedito do Sul, Quipapá e Palmares – todos na Mata Sul – além de Canhotinho, no Agreste Meridional. Três pontes serão reconstruídas.

As obras devem começar dentro de 15 dias, após autorização do IBAMA. A expectativa é que a estrada de ferro esteja em pleno funcionamento dentro sete meses. Os trabalhos vão gerar cerca de 200 empregos diretos. Para o governador Eduardo Campos a ferrovia é um importante instrumento para o fortalecimento econômico do Estado.

A Transnordestina Logística estima que a movimentação de cargas na ferrovia deva chegar a 1,5 milhão de toneladas por ano até 2015. (PE Investimentos)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Presidente Dilma Roussef prepara megapacote para portos federais


Abertura dos portos

Guido Mantega mira uma taxa de investimento de 24% do PIB em 2014 – foi 19,6% em 2011. No começo dos anos 2000, o investimento era de 16% do PIB. Depois da ênfase no consumo de massa, a palavra de ordem no governo é investir.

 Dilma quer que o setor privado lidere essa nova etapa. Se em 2011 o governo elegeu as concessões dos aeroportos como prioridade, neste ano serão os portos. Dilma determinou que o governo prepare um megapacote de concessão de todos os portos federais, incluindo Santos e Suape.

O investimento pode ser maior do que o dos aeroportos. Fala-se em cifras de US$ 100 milhões. A presidenta está convicta de que o grande gargalo hoje é a falta de uma infraestrutura portuária.

Fonte: http://pedesenvolvimento.com

Recolhimento na alfândega de Suape cresceu 60%, em dezembro



A arrecadação do estado de Pernambuco, das receitas federais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB, atingiu o montante de R$ 1.612 milhões no mês de dezembro de 2011, com crescimento nominal em relação ao mesmo mês do ano anterior de 18,1%.

Os recolhimentos na alfândega de Suape contribuíram para a unidade apresentar o expressivo crescimento nominal de 60% na arrecadação de dezembro/2011 em relação ao mesmo mês de 2010.

O principal setor econômico do estado de Pernambuco, comércio atacadista, foi o destaque na arrecadação dedezembro/2011, atingindo o crescimento nominal de 89%, reflexo de recolhimentos aduaneiros atípicos na ordem de R$ 81,4 milhões, provenientes da atividade de comércio atacadista de combustíveis, com parcelas da Cofins/Pis sobre a Importação e da Cide Combustíveis.


Em PE, agricultores deixam a roça para trabalhar na Transnordestina



No Sertão de Pernambuco, muitos agricultores deixaram o roçado para trabalhar na construção da Transnordestina. Eles participam do desafio de construir uma ferrovia 1.728 quilômetros de extensão para movimentar principalmente produtos para exportação. A obra vai ligar o Sertão ao Litoral. Os trabalhos começaram em 2009 e devem ser concluídos no fim de 2014. A cada dia, quase dois quilômetros e meio de ferrovia ficam prontos -152 quilômetros de trilhos já estão prontos e se o cronograma for cumprido, a previsão é concluir mais 500 este ano.

O trem deixa todo dia o canteiro central das obras, em Salgueiro, no Sertão, para levar o material até as três frentes de montagem da ferrovia. A Transnordestina começa na cidade de Eliseu Martins, no Piauí, e vai até o Porto de Suape, entre municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, com um entroncamento em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, que liga ao Porto de Pecém, no Ceará.

Cada máquina faz 1.200 metros de ferrovia diariamente. A parte mais trabalhosa do serviço é a terraplenagem, ou seja, a infraestrutura. Até o fim do ano passado, 500 quilômetros estavam sendo preparados para receber a linha férrea, que os técnicos chamam de superestrutura. “Se a infraestrutura não tiver liberada pra superestrutura chegar, ela pode atrapalhar a continuidade da montagem da grade. Então qualquer impedimento que tiver pra terraplenagem, problemas de desapropriação e qualquer impeditivo lá pra infraestrutura, que é a movimentação de terra, pode atrapalhar a montagem”, afirmou o gerente de planejamento do projeto, Mauro Campacci.

Durante a execução da obra, um equipamento retira os dormentes de concreto do trem produzidos na fábrica em Salgueiro. Os pórticos transferem para o chão 56 dormentes de cada vez e colocam cada um no lugar certo. Uma máquina alinha o trilho, outro equipamento ajusta o encaixe e os grampos fazem o acabamento. Esse trabalho é muito diferente do tempo em que o engenheiro Otávio Moraes trabalhava na rede ferroviária federal. “Antes era todo trabalho braçal. O dormente chegava no trem e ele era descarregado manualmente. O trabalhador pegava o dormente no ombro e saía distribuindo ao longo da linha”, explica Moraes.

Em cada frente de montagem, há 72 pessoas, que são da própria região. Muita gente estava acostumada com o trabalho na roça, com pequenos serviços na cidade e, com a Transnordestina, aprendeu a construir algo que pode fazer diferença no futuro. “Aí tem, sim, um pedacinho do meu nome nessa ferrovia. Estou aqui batalhando para que isso aconteça e a gente possa andar em cima desse trem, indo e vindo, a toda hora”, disse o operador de pórtico, José Wilton Souza.



De cidade dormitório a polo industrial



Anseio de um progresso contínuo. O lema do município de Escada, fundado há quase 140 anos, não poderia ser mais atual. A cidade, que sempre teve sua economia baseada na cana-de-açúcar e costumava servir de dormitório para aqueles que trabalhavam nos municípios vizinhos ou no Recife, agora está se destacando também na indústria.

Nove empresas já estão em operação no distrito industrial (DI) e outras nove estão em processo de instalação, a maioria de olho no desenvolvimento do Complexo Industrial Portuário de Suape. Juntas, elas significam investimentos de R$ 143,8 milhões, com geração de 2,4 mil empregos.

Situada às margens da BR-101, na Mata Sul, a 50 quilômetros do aeroporto, a 30 quilômetros de Suape e também a 30 quilômetros da BR-232, o grande trunfo de Escada está em sua posição logística. Sete capitais nordestinas estão a cerca de 800 quilômetros e, para completar, a ferrovia Transnordestina cortará a cidade. “Essa condição já fez com que Escada fosse mapeada até por empresas de fora do país”, diz Fernando Clímaco, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.

Mas essa vantagem logística não tinha visibilidade até pouco tempo atrás. Além das usinas de açúcar e destilarias de álcool, a única indústria que funcionava em Escada pelo menos até os anos 2000 era a Companhia Industrial Pirapama, da área têxtil. Aos poucos, outras foram chegando. A Soprano e a Ghel Plus foram as primeiras, seguidas pela Tigre. “Aí a refinaria e o estaleiro começaram a se instalar em Suape e nós começamos a vender a cidade como possível destino para empresas”, completa Fernando.

Por causa de Suape, estima-se que o Produto Interno Bruto (PIB) do município, atualmente em R$ 327,1 milhões, irá dobrar nos próximos cinco anos, posicionando-se entre as vinte maiores economias do estado. Hoje é a 27ª. Os primeiros resultados já começam a aparecer. No último levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, referente ao mês de novembro, Escada foi o 11º município que mais gerou empregos com carteira assinada em Pernambuco. Leia mais



Profissionais do Comércio Exterior em Foco



O aumento dos negócios internacionais entre o Brasil e outras nações tem gerado vagas em todas as áreas, especialmente naquelas ligadas a importação e exportação.
Escolher uma profissão não é nada fácil. E como profissional da área (sou despachante aduaneiro e professor), garanto que o mercado de comércio exterior é ideal para aqueles que buscam inovação, desafios e experiência internacional.

Empresas dos mais diferentes ramos vêm contratando este profissional para gerir os seus negócios internacionais, seja na parte comercial, operacional, financeira ou de logística. Ele também pode ser um trabalhador autônomo e prestar consultoria e assessoria para empresas.
O profissional de comércio exterior está apto a:
  • Intermediar negociações de compra e venda com o exterior;
  • Assessorar empresas iniciantes no mercado internacional;
  • Fazer cotações de moedas e produtos;
  • Fazer análise de mercado e adaptar mercadorias para a cultura local; e
  • Escolher a melhor forma de transportar os produtos, contratando frete e seguro internacional.
Para se tornar um profissional nessa área, é preciso fazer um bom curso superior, dominar o idioma inglês e se manter atualizado com notícias sobre economia, política e gestão de negócio. A reunião dos três elementos – formação superior, conhecimento prático e teórico – coloca o profissional em evidência para o mercado e oferece boas oportunidades de emprego ou negócio.
O Brasil já não mais o país do futuro. As taxas de crescimento do comércio exterior do Brasil tem sido excepcionais.

Exportávamos algo em torno de 2,7 bilhões de dólares em 1970, US$ 20 bilhões em 1980 e US$ 30 bi em 1990. No início desta década estes valores ultrapassavam os 100 bilhões de dólares e agora estão próximos do meio trilhão de dólares. Esse futuro é agora.