quinta-feira, 8 de março de 2012

Novos critérios de qualidade e gestão ambiental mostram que portos precisam de melhorias




Dentre os 29 portos públicos submetidos aos critérios de Qualidade de Gestão Ambiental da Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq), o Itaqui destacou-se em 5º lugar no país. A análise feita pela Antaq, em parceria com a Universidade de Brasília (UNB), adotou rigorosos critérios de avaliação ao criar um índice que deverá nortear daqui pra frente às decisões de negócios nos portos nacionais. O Índice de Qualidade de Gestão Ambiental dos Portos (IQGAPO) reúne avaliações das categorias econômico-operacionais, sociológico-culturais, físico-químicos e biológico-ecológicos.

O Porto do Itaqui, que em outros anos ocupou a 6ª posição, ficou à frente de grandes complexos portuários como Santos (SP), Recife e Suape (PE), Paranaguá (PR) e Rio de Janeiro (RJ). Pelo novo critério, o IQGAPO ganhou fundamentos científicos com a colaboração da Universidade de Brasília (UNB). Os resultados gerados pelo índice demonstram que grande parte dos portos públicos brasileiros precisa de melhorias consideráveis na gestão ambiental. Somente 07 portos alcançaram pontuação a partir de 50. Itajaí, em Santa Catarina, ficou em primeiro lugar, com pontuação de 89,9.

Dos portos da região Nordeste, o Itaqui ficou com a segunda colocação do índice, alcançando 59 pontos, contra 66,2 do Porto de Fortaleza (CE). Outro critério analisado e com destaque para o Maranhão foi o que avaliou os portos pelo tipo de carga movimentada (cargas gerais). Do total de 29 portos, 15 foram avaliados, o Itaqui ficou em 4º lugar, com 59 pontos.

Com relação às quatro categorias nas quais foram divididas o IQGAPO: econômico-operacionais, sociológico-culturais, físico-químicos e biológico-ecológicos, o Itaqui teve melhor performance na área sociológico-cultural, com 83,3 pontos e econômico-operacional, com 63,7 pontos, ocupando as 4ª e 2ª colocações no país. Cada categoria possui o seu peso específico, representado em porcentagem, para a composição do índice global.

O porto maranhense ficou bem colocado no item de maior peso, o econômico-operacional (59%). Entre os quesitos avaliados nesta área estavam: liberação das licenças ambientais; quantidade e qualificação dos técnicos ambientais, treinamentos e capacitação ambiental, auditoria, prevenção de riscos, comunicação das ações ambientais, agenda ambiental, entre outros.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Concurso – Transpetro abre inscrições para oficiais



A Transpetro abriu nesta quinta-feira (16/02) o processo seletivo público para admissão imediata e formação de cadastro de reserva para 322 oficiais da Marinha Mercante. O período para se inscrever no concurso – que é gratuito – termina no dia 16 de maio. O edital, a ficha de inscrição e a ficha de embarque estão disponíveis no site da Transpetro (www.transpetro.com.br). A remuneração mínima é de R$ 7.964,11.

As vagas oferecidas são para as categorias de 2º Oficial de Náutica e 2º Oficial de Máquinas. Serão cadastrados 175 candidatos para 2º Oficial de Náutica, dos quais 152 para admissão imediata, e 147 candidatos para 2º Oficial de Máquinas, dos quais 128 para admissão imediata. As etapas do processo seletivo são: inscrição, qualificação técnica (prova de títulos e experiência profissional embarcado), avaliação de conhecimentos específicos e qualificação biopsicossocial.

Os candidatos precisam ter idade mínima de 18 anos e registro de aquaviário, de acordo com a Norma da Autoridade Marítima, NORMAN 13, entre outros requisitos. A empresa oferece diversos benefícios como auxílio-creche, ensino pré-escolar, fundamental e médio, plano de saúde, participação nos lucros e resultados, seguro de vida em grupo, benefício-farmácia e plano de previdência complementar.

Subsidiária de logística de transporte da Petrobras, a Transpetro deve admitir, até 2013, cerca de 1.700 marítimos de todas as categorias. A demanda crescente desses profissionais é consequência do crescimento da frota da Companhia decorrente do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), que já encomendou 41 navios a estaleiros nacionais. Outras oito embarcações estão em fase final de licitação. Em novembro de 2011, a Transpetro iniciou as operações do primeiro navio do Promef, o Celso Furtado, construído pelo Estaleiro Mauá (RJ).

UFPE faz parceria para treinamentos nas áreas de petróleo, gás e naval



A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) firmou parceria com a Aveva para treinamento de alunos de engenharia com o software Aveva PDMS e o pacote de aplicativos Aveva Marine. Os cursos serão oferecidos como disciplinas eletivas do programa de graduação e têm como objetivo atender à crescente demanda por profissionais capacitados nas áreas de óleo e gás e construção naval no estado.

Os treinamentos no Aveva PDMS serão ofertados aos alunos dos cursos de engenharia mecânica, química e civil. Trata-se de um software para modelagem 3D exigido em todos os projetos de construção, modernização e ampliação na área de refino que estão em curso no Brasil. O aplicativo foi utilizado no projeto básico da Refinaria Abreu e Lima e agora também no detalhamento de todas as unidades.

Já o Aveva Marine será utilizado em uma segunda etapa para os estudantes de engenharia naval. É um dos conjuntos de aplicativos mais utilizados pelas maiores indústrias de construção naval e offshore do mundo. Permite, por exemplo, a produção precisa de peças para determinadas instalações do estaleiro e a montagem coordenada de componentes das embarcações.

Na primeira fase, serão capacitados dez instrutores que ficarão responsáveis por treinar os demais professores. A expectativa da UFPE é oferecer cerca de 30 vagas por turma já a partir do ano letivo de 2012. A Aveva tem sede no Reino Unido e escritório no Rio. Este ano, a empresa decidiu abrir um escritório no Recife para também atender clientes nos segmentos de mineração e petroquímica.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/01/12/ufpe-faz-parceria-para-treinamentos-nas-areas-de-petroleo-gas-e-naval/

Cabotagem precisa de portos modernos para funcionar redondinha



Meio de navegação tem de ser ampliado
Como obter um modelo de cabotagem eficiente e que acompanhe a demanda do País? Com base nesta questão é que um grupo de intercâmbio técnico do Sistema Portuário, Cooperaportos, – que tem como objeto a promoção de sinergia entre as instituições e órgãos integrados às atividades e empreendimentos do sistema portuário nacional – se reuniu na APPA, em Paranaguá. Na oportunidade, foi debatido um projeto de modelagem do porto piloto para as operações de contêiner de cabotagem com o propósito de estendê-lo, através da SEP (Secretaria Especial dos Portos), ao Sistema Portuário Nacional, bem como incorporar ao trabalho os outros componentes das atividades e empreendimentos da cabotagem, como o processo aduaneiro e, tudo sendo conduzido ao Conit (Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte). O objetivo disso, segundo Aluisio de Souza Moreira, engenheiro da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), é o de implementar um sistema de cabotagem consolidado visando o crescimento do setor. “O Brasil utiliza muito pouco este meio de transporte e o movimento do contêiner de cabotagem se limita a poucos portos, 82% desta via de navegação está concentrada em apenas seis dos 34 portos que temos no País e, aproximadamente, 60% deste total está em apenas três complexos”, afirma. Segundo a Antaq, ao todo, 23% da movimentação via cabotagem é operado por Santos, 19% por Manaus e 18% por Suape (18%).

Além disso, outro ponto preocupa o engenheiro. Entre 2006 e 2010 houve uma estagnação na movimentação de carga via cabotagem no Porto de Santos. “Isso porque a cabotagem não acompanha o modelo portuário, que contou com mudanças através de políticas fortes. O problema é que há uma demanda muito forte e está concentrada no rodoviário, o que é grave, porque não só inclui um custo maior, como também, o peso disso na logística preocupa. Se trata de uma consequência dos entraves que enfrentamos como a  carência de atracação, as paralisações operacionais, o cancelamento de escalas. Esses pontos levam o cliente a optar pelo  transporte terrestre”, afirma.

De acordo com o Cooperaportos, é preciso colocar em prática ações e resultados de modelagem do porto para atender a demanda reprimida do contêiner de carga nacional e internacional do transporte de cabotagem.

Aluísio acredita que o modelo da cabotagem é um modelo nacional reprimido e que o grupo pretende amenizar esses gargalos por meio de tecnologias e recursos de análise que permitem simular os benefícios da cabotagem e, desta forma, demonstrar como seriam melhorados os custos logísticos através de ferramentas que poderiam ser implementadas no sistema portuário nacional. “A ideia é ter um núcleo voltado para a cabotagem dentro do próprio Conit para avaliar esta via de transporte e criar soluções que permitam mais viabilidade á utilização da cabotagem”, afirma o engenheiro.

Meio ambiente
O Cooperaportos, além de apontar entraves do setor e buscar soluções, também ressalta os benefícios deste meio de navegação aquática. ‘É preciso ter uma eficiência energética e minimizar as questões ambientais. Na cabotagem a emissão de gás é oito vezes menor que o rodoviário. Além disso, a movimentação de carga por via terrestre faz lançamento de carga difusa, de partículas sólidas que ficam na estrada e se dirigem para os lagos, para os rios.” Extraoficialmente, estima-se que o Brasil derrame cerca de dez navios de partículas sólidas nas estradas. Isso é uma desastre ambiental enorme”, explica Aluísio.
Para o grupo, é preciso implementar e dar seguimento à formação de uma política de gestão ambiental portuária, com diretrizes gerais para o sistema, com o propósito de integrar, interagir, harmonizar e, efetivamente, alcançar o conceito do desenvolvimento sustentável das atividades e empreendimentos portuários.  Para o engenheiro, há diversas mudanças que precisam ser feitas e enumera: “O modelo da cabotagem  tem um mercado com alta demanda reprimida, tanto da carga nacional como o dos serviços “feeder”, prejudicando os interesses da economicidade dos transportes, com forte repercussão no PIB do País. A frota de navegação que, além do menor custo, agrega eficiência energética e vantagens ambientais comparados aos principais modais de transportes, ainda está muito aquém da demanda do mercado. As restrições impostas às atividades da cabotagem em Recintos Alfandegados, a  burocracia,  são exemplos de medidas cuja configuração não se adequou ao modelo portuário atual e é preciso mudar”, conclui.

Fonte: http://www.guiamaritimo.com.br/cabotagem-precisa-acompanhar-um-modelo-portuario-moderno/

domingo, 4 de março de 2012

Transporte Marítimo desacelera e empresas já são afetadas

 

A desaceleração da Marinha Mercante fez mais uma vítima esta semana e especialistas do setor preveem que novas moratórias causadas pelo endividamento pesado e o aperto de crédito vão eliminar as empresas menos competitivas.

A Marinha Mercante, geralmente considerada termômetro da saúde econômica mundial, tem sido prejudicada pela alta dos combustíveis e o declínio no comércio mundial, que derrubou o frete. O recuo dos bancos europeus da concessão de crédito — eles tradicionalmente respondem pela maioria do financiamento do transporte marítimo — piorou ainda mais o cenário do setor.

A indústria naval, concentrada na Ásia, em que concorrem grandes empresas como as sul-coreanas Hyundai Heavy Industries Co., Samsung Heavy Industries Co. e Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co., é a mais vulnerável por sua própria natureza de capital intensivo, que obriga os estaleiros a investir bilhões de dólares para manter a produção e financiar despesas operacionais.

A maior transportadora de petróleo e gás da Indonésia, a PT Berlian Laju Tanker, se tornou na terça-feira a mais recente baixa da crise, ao anunciar que não conseguiria pagar US$ 46 milhões que venciam no início de fevereiro. Isso depois de a norueguesa Frontline Ltd., uma das maiores operadoras de petroleiros do mundo, não conseguir cumprir seus compromissos no ano passado devido à oferta excessiva de navios, e informou que criaria uma nova subsidiária para assumir US$ 666 bilhões em empréstimos bancários.

“2012 será um ano difícil”, disse Kevin Oates, diretor executivo da consultoria de financiamento naval Marine Money Asia. Ele calcula que o setor precisará de cerca de US$ 200 bilhões nos próximos anos, o que provavelmente aumentará o custo de financiamento de muitas firmas de transporte marítimo.

Pequenos estaleiros chineses e sul-coreanos como Nantong Qiya Ship Engineering Co., Huigang Shipbuilding Co. e Samho Shipbuilding Co. já pediram concordata. O Samho, sediado na Coreia do Sul, entrou mês passado em processo de liquidação.

“Há casos de estaleiros mais combalidos pedindo concordata na China e alguns deles entraram em contato conosco para pedir ajuda”, disse Simon Liang, presidente do conselho do estaleiro chinês Sinopacific Shipbuilding Group, de capital fechado. Mas ele disse que a empresa está tomando suas decisões durante a crise muito cautelosamente.

O total de pedidos dos mais de 1.500 estaleiros da China, que sonha ultrapassar a Coreia do Sul e produzir o maior número de navios do mundo até 2015, caiu mais de 50% ano passado, segundo um relatório recente da Associação da Indústria Naval Chinesa.

Os estaleiros sul-coreanos afirmam que a demanda por navios como graneleiros, petroleiros e de contêineres continuará fraca o ano inteiro por causa da apreensão gerada pela crise de dívida da União Europeia.

“A oferta excessiva de navios novos, que está derrubando o frete, e o custo do óleo combustível serão os maiores desafios deste ano”, disse um porta-voz da Hanjin Shipping Co., maior estaleiro sul-coreano em faturamento. “Num momento em que não existe demanda, não temos escolha senão manter cautela com nossos gastos.”

Manaus – Triunfo compra terminal portuário



A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) divulgou hoje por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que assinou contrato de compra de um terminal portuário em Manaus (AM) por R$ 4,5 milhões.

O contrato foi celebrado entre a Portonaus (controlada da Triunfo) e a Moss Serviços Portuários e Transportes (MSPTL) – sociedade com sede em Manaus. O contrato prevê a compra da totalidade da MSPTL, com a transferência de 91% das quotas sociais imediatamente e, “oportunamente”, a transferência dos outros 9%.

Segundo o texto divulgado pela Triunfo, a MSPTL é titular de autorização, outorgada pela União, para explorar por prazo indeterminado o terminal portuário sob a modalidade de uso privativo. A Triunfo informa ainda que a compra dá o direito de uso sobre a área em que está situado o terminal, além do direito de ocupação sobre a área em água. 

Outros terminais
Esse é o terceiro terminal portuário com participação da Triunfo. Um deles, no litoral paulista, está em fase pré-operacional – sendo que já há a licença prévia (primeira das três necessárias para a operação). O grupo é dono de 100% da Santa Rita, empresa anteriormente administradora do projeto na Baixada Santista. Hoje, o terminal está sob o guarda-chuva da Vetria – empresa de mineração criada pela Triunfo em conjunto com América Latina Logística e a gestora de fundos Vetorial.

O outro porto da Triunfo fica no litoral catarinense. O grupo tem 50% da Portonave, empresa constituída para construir e administrar o Terminal Portuário de Navegantes (SC), cuja operação teve início em outubro de 2007. O terreno tem área de 87,8 mil metros quadrados.

Aeroporto
Paralelamente ao projeto do novo porto, o grupo também deve direcionar investimentos para o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A Triunfo tem 45% de participação no consórcio vitorioso do projeto. Após o leilão, ocorrido em 6 de fevereiro, houve certa apreensão nos investidores da bolsa – já que o atual endividamento do grupo pode ser considerado alto (a dívida líquida sobre Ebitda foi de 3,32 ao fim do terceiro trimestre de 2011, mais recente período disponível).

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/03/02/manaus-triunfo-compra-terminal-portuario/

Grupo Maersk comemora lucros, mas Maersk Line encolhe



A gigante dinamarquesa da indústria marítima AP Moller-Maersk, que possui a maior operadora mundial de contêineres, a Maersk Line, publicou os lucros de 2011: 3.4 bilhões de dólares. 32% abaixo do comparativo ano-a-ano, devido aos “baixos fretes das linhas especialmente nas linhas Ásia-Europa”.

Os negócios de contêineres da Maersk tiveram uma perda de U$600 milhões em 2011, um declínio acentuado diante do lucro obtido de U$2.6 bilhões, em 2010.

O faturamento do grupo aumentou 7% para U$60,2 bilhões em 2011, comparado com U$56,1 bilhões no ano anterior, positivamente afetado pela subida dos preços de contêineres, mas compensado por taxas mais baixas de frete, segundo a empresa.

Comentando sobre o fraco desempenho de seu negócio de contêineres, a empresa afirmou: “O resultado negativo deveu-se principalmente às baixas taxas nos trades da Ásia-Europa. As taxas de frete começaram o ano a um nível razoável, mas diminuíram ao longo do ano à medida que navios de grandes capacidades foram sendo entregues”.

As taxas de frete globais foram 8% menores que em 2010. E isto, combinado com preços de combustível 35% mais caros, reduziu nossas margens consideravelmente. O número de contêineres transportados aumentou 11% para 16,2 milhões de TEUs e o grupo mais do que recuperou o “market share”(percentual de participação de mercado) perdida em 2010.

Além do mercado de navios, a APM Terminals registrou um lucro de U$649 milhões de em 2011, 18% abaixo do obtido em 2010 de U$792 milhões. No entanto, disse a empresa, “o lucro foi 24% maior que o de 2010″.

O rendimento de seus terminais de container aumentou 8% em uma base semelhante e o “ROIC” (retorno por capital investido) caiu 3% pontos para 13.1%. Em 2010 o ROIC foi de 16%.

“O alto nível de investimento dos anos anteriores continuou. E, durante 2011, a APM Terminals garantiu ainda novos investimentos de projetos de desenvolvimentos primariamente em mercados emergentes”, disse o comunicado da empresa.

Além disso, a Maersk Drilling alcançou um lucro de U$ 495 milhões. Um aumento de 24%, comparado a U$399 milhões em 2010, devido a maiores taxas diárias e uma melhor cobertura de contrato. A companhia disse que assinou vários novos contratos de longo prazo e comprometeu U$ 3,9 bilhões para investimentos em seis novas plataformas.

E a Maersk Supply Service obteve lucro de U$210 milhões no ano passado, 4% acima do ano anterior devido ao maior nível de atividade e taxas locais melhoradas.

A Damco, o grupo de gerenciamento de negócios, frete e supply chain (cadeia de suprimentos), registrou um lucro de U$65 milhões em 2011, 21 milhões a mais que no ano anterior, que foi atribuido ao frete aéreo com a aquisição dos serviços NTS de transportes internacionais da China.

Seu negócio de Reboque Oceânico Sviter também experimentou um lucro de U$133 milhões, contra U$130 milhões do ano anterior.

Para o próximo ano, o Grupo AP Moller-Maersk espera um resultado positivo menor que o resultado de 2011 e fluxo de caixa para as despesas de capital no mesmo nível de 2011. Enquanto isso, o fluxo de caixa das atividades operacionais deverá desenvolver-se em paridade com o resultado.

Para o negócio marítimo, a companhia espera um resultado negativo em 2012 como consequência do excesso de capacidade (recebimento de novos navios grandes). Espera-se que a demanda global por contêineres marítimos aumente de 4 a 6% em 2012, sendo menor nas linhas Ásia-Europa e maior nas linhas Norte-Sul”.

Espera-se ainda que a APM Terminals tenha um melhor desempenho do que em 2011, crescendo mais do que o mercado, apoiado por volumes dos novos terminais adquiridos.

A companhia espera que o resultado total de todas as outras atividades esteja no mesmo nível de 2011, mas afirma que seu resultado para 2012 está sujeito a uma incerteza considerável não somente devido à evolução da economia global, mas a mais uma série de fatores.

Fonte: http://portalmaritimo.com/2012/02/29/grupo-maersk-comemora-lucros-mas-maersk-line-encolhe/