segunda-feira, 16 de julho de 2012

Empresários de Serra Talhada conhecem programa para exportação



Evento visa sensibilizar empresários do sertão pernambucano sobre a importância de internacionalizar as vendas. Entre os interessados estão apicultores da região
Oportunidades, desafios e sustentabilidade com foco na exportação foram os principais tema da 48ª edição da AgroEx – Seminário de Agronegócio para Exportação que aconteceu nessa quinta-feira (12) em Serra Talhada, no sertão pernambucano.
 "Um dos pontos mais importantes desse encontro é a sensibilização de empresários e produtores para a importância da internacionalização", frisou Margarida Collier, gestora do projeto Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas, do Sebrae em Pernambuco. Na oportunidade, os participantes conheceram a ferramenta de autodiagnóstico para a internacionalização, que está disponível no endereço eletrônico http://www.internacionalizacaosolucoes.sebrae.com.br.
No endereço, depois de preencher um questionário, o empreendedor descobre qual estágio está o seu empreendimento em relação à internacionalização. Ao final, é gerado um relatório com recomendações específicas, incluindo empresas que podem auxiliá-lo no processo. "Estamos abrindo as portas para os nossos empreendedores competirem no mercado internacional", destacou Auxiliadora Barbosa, gerente das regiões do Sertão do Moxotó, Pajeú e Itaparica do Sebrae em Pernambuco.
Entre os interessados no processo de internacionalização estavam os apicultores da COAMPIS Araripe, que conta com 26 cooperados que produzem cerca de mil toneladas de mel por ano. "Nossa expectativa é adquirir mais conhecimento, para levarmos nossos produtos no mercado internacional em três ou quatro anos", explicou Edinaldo Costa Cardoso, representante da cooperativa.
Realizado gratuitamente na Câmara dos Vereadores de Serra Talhada e voltado para produtores rurais e seus sindicatos, associações rurais, cooperativas, agroindústrias e distribuidoras, além de interessados no tema, o AgroEx foi criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O evento teve coordenação da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) com o apoio do Sebrae, dos bancos do Brasil e do Nordeste, Correios, Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe) e Prefeitura de Serra Talhada.

Navio ajuda balança comercial do Estado


MERCADO Exportações estaduais encerraram o primeiro semestre com elevação de 75%. Tudo graças à conclusão do João Cândido – embarcação que foi registrada fora do País
Giovanni Sandes

O forte crescimento de 75% nas exportações estaduais, no primeiro semestre deste ano, mostra o potencial da nova economia de Pernambuco. Na lista das 40 principais exportadoras do Estado, 25 têm quedas grandes, de até 73%. Mas bastou a entrega de um produto por uma única empresa, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), para reverter o que seria uma queda de 11%.
Com um atraso de 20 meses, o EAS entregou em maio passado o seu primeiro navio, o João Cândido, um superpetroleiro do tipo Suezmax, que pesa 25 mil toneladas e que passou 3 anos e 8 meses no estaleiro.
Apesar de o governo e o Estaleiro anunciarem que o navio de R$ 495 milhões custou R$ 363 milhões à Transpetro, valor de contrato, com R$ 132 milhões de perdas para o EAS, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informa que a mesma embarcação de 25 mil toneladas saiu de Pernambuco registrada por US$ 404 milhões, 49% do valor da balança comercial estadual, no primeiro semestre, que foi de US$ 820 milhões.
A explicação para a exportação do navio, apesar do cliente ser uma estatal brasileira, é que por uma distorção tributária e as empresas preferem registrar as embarcações no exterior.
De qualquer forma, apenas para se ter uma ideia do panorama de queda das exportações, entre os dez líderes de vendas para o mercado internacional, seis tiveram redução na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Quatro das dez líderes são usinas ou tradings de açúcar e álcool.
O benefício do estaleiro no fluxo comercial de Pernambuco pode se repetir este ano, a depender da capacidade do EAS de cumprir o cronograma de seu segundo navio, Zumbi dos Palmares. O segundo superpetroleiro, que teve a construção iniciada em agosto de 2009, tem previsão de entrega para dezembro deste ano.
IMPORTAÇÕES
Do lado oposto da balança comercial, as compras pernambucanas no exterior seguem a tendência brasileira de alta.
Pernambuco, no primeiro semestre, importou 43% a mais do que no mesmo período do ano passado, com destaque para combustíveis derivados de petróleo que representaram cerca de 40% das compras pernambucanas no exterior.
O ácido tereftálico purificado (PTA), produto usado pela Mossi & Ghisolfi e que frequentemente está no topo das importações pernambucanas, no semestre figurou em quarto lugar, apesar de ter caído 3,9%.
No total do período analisado, as importações pernambucanas alcançaram a marca de US$ 3,1 bilhões, provocando um déficit de US$ 2,716 bilhões.

Transnordestina recupera áreas degradadas



ACORDO FOI FIRMADO COM A AGÊNCIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE (CPRH) DE PERNAMBUCO PARA A RECUPERAÇÃO DE TRECHOS DESTINADOS À EXPLORAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS PARA A OBRA, COMO O SAIBRO; AO TODO SÃO 76 HECTARES, QUE POSSUEM 10 JAZIDAS UTILIZADAS PELO EMPREENDIMENTO
Raphael Coutinho _PE247 – A Transnordestina Logística S.A. e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) devem firmar nos próximos dias três Termos de Compromisso (TCs), com o objetivo de recuperar áreas degradadas próximas à obra. Os termos garantem a execução de Planos de Recuperação de Área Degradada (PRAD), que tem o objetivo cuidar de áreas destinadas à exploração de recursos minerais, como o saibro. Ao todo serão incluídas 10 jazidas, que correspondem a uma área de quase 76 hectares.
Os termos exigem que o plantio ocorra por tempo indeterminado, até o perfeito estabelecimento da vegetação, com aprovação da própria Agência. Relatórios semestrais também deverão ser apresentados durante os três primeiros anos de execução dos PRADs, com multa de R$ 30 mil em caso de descumprimentos dos TCs. Em relação às licenças ambientais, cabe à CPRH emitir permissões apenas dentro do território pernambucano, já que a obra engloba outros Estados.
A licença ambiental do empreendimento foi concedida pelo Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já a CPRH fica responsável por licenciar as intervenções que venham a ocorrer fora da faixa de domínio, relativas aos canteiros de obras, extração mineral ou de supressão de vegetação, se necessário.

Jaguar Land Rover negocia abrir fabrica no Brasil



A Tata Motors está negociando com autoridades do Brasil para ter uma fábrica no país e montar o jipe 4×4 de luxo Freelander, da Jaguar Land Rover, noticiou nesta segunda-feira o "Financial Times".
Assim que garantir que poderá produzir um número suficiente de veículos, a Jaguar vai buscar a construção de uma fábrica no Brasil, que está a caminho de se tornar o terceiro maior mercado automotivo do mundo, segundo o jornal.
"Pensamos sobre ter uma fábrica ou uma linha de montagem, mas é preciso uma massa crítica de volume. Além disso, estamos em negociações com o governo sobre como esse passo pode ser dado por uma companhia pequena como a nossa", afirmou o presidente-executivo da Jaguar, Ralf Speth, ao "Financial Times".
A marca britânica de luxo, que a indiana Tata comprou por US$ 2,3 bilhões em 2008, produz a maioria de seus carros em três fábricas na Inglaterra.
A expansão da Jaguar Land Rover fora da Inglaterra ajudou a Tata diante de um mercado automotivo doméstico que cresceu apenas 2,2% no último ano financeiro.
O "Wall Street Journal" já havia veiculado a notícia de uma possível abertura de fábrica da Jaguar no país em janeiro.

Startups alavancam negócios digitais



"Sonhe grande. Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno", afirma Rafael Duton, fundador da Movile e da aceleradora de negócios digitais 21212. Tiago Melo, 32 anos, doutor em Gestão de Negócios, não duvida disso, e replica em Natal um modelo semelhante ao adotado por gigantes como Facebook, Google e Peixe Urbano.
Antigas startups (empresas  iniciantes com grandes chances de sucesso), como a empresa dele, a de1a5, lançada na última sexta-feira. São empresas como essas, com atividades ligadas à pesquisa e desenvolvimento de ideias inovadoras, que estão por trás da expansão dos "e-commerce", no Brasil e no mundo.
A crescente penetração dos computadores nos lares ajuda  a transformar a internet num ambiente de negócios cada vez mais promissor, diz Ivanilton Passos, analista sênior e diretor de Disseminação de Informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no RN (IBGE).
No Rio Grande do Norte, o número de computadores saltou 529,3% nos últimos dez anos e despertou o interesse de empreendedores como Weinberg Souza, 26 anos, diretor da Associação Brasileira de Startups no RN, que montou uma ‘empresa de internet’ no início do ano. 
"As pessoas passam cada vez mais tempo conectadas", justifica. Na avaliação de Weinberg, que fundou o grupo Startup RN e também é professor dos cursos de Sistema de Informação e Engenharia da Computação da Universidade Potiguar (UNP), a forma de fazer negócios está evoluindo junto com  a internet.
O valor movimentado pelo comércio eletrônico no país não para de subir. Em 2011, o e-commerce movimentou R$ 18,7 bilhões – volume 26% maior que o registrado em 2010, de acordo com estudo realizado pela e-bit. A expectativa é que o valor chegue a R$ 23,4 bilhões em 2012, um incremento de 25% em relação a 2011. 
Segundo o levantamento, nove milhões de pessoas passaram a fazer compras pela internet em 2011. O número chegava a 23 milhões em 2010. O crescimento do Peixe Urbano  – primeira ‘empresa de internet’ a desbravar o mercado de compras coletivas no Brasil – ilustra bem a situação. Em dois anos e meio, a empresa conquistou mais de 20 milhões de usuários no Brasil. Leia mais

Portos atrapalhados




¨Estamos tentando corrigir uma trapalhada que fizeram no passado", disse recentemente o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit. A frase era específica sobre algumas besteiras encontradas na BR-101, mas pode ser vista igualmente em toda a área de Transportes – na qual incluo, apesar dos desmembramentos non sense, também a área de Portos, e até indiretamente o Fundo de Pensão Portus.

Não é de hoje que vejo as "trapalhadas" dos governos nessa área. Primeiro, politizaram (e coloco o verbo na terceira pessoa, porque a farra envolve todos os partidos políticos) demasiadamente a gestão portuária, a tal ponto que a tal da gestão portuária parece não existir há mais de uma década, em termos de integração de esforços, de diretrizes, metas, ou mesmo do simples exercício cotidiano da função de gestor.

 Era tal a bagunça, que os portos precisaram sair do âmbito do Ministério dos Transportes – que também não gere os aeroportos nacionais, outra fonte de corrupção e problemas. Criou-se uma secretaria especial para os portos. Se tal fosse possível, talvez tivessem criado também um ministério para cuidar de cada rodovia, de cada ferrovia, ainda que nelas não trafegasse um só caminhão ou vagão de trem.

 Caso tais desmembramentos tivessem se consumado, ficaria bem claro para todos o que hoje é uma realidade meio escondida – ninguém fala com ninguém, a não ser dentro de parâmetros partidários, não há integração de ações e tarefas. Nem vou sonhar em integração com os demais agentes que participam da atividade portuária, como Vigilância Sanitária, Alfândega etc.
           
Então, de um lado temos o fundo de pensão Portus quase falido e processando as companhias docas para receber os valores a que tem direito. Valores que deveriam ter sido pagos oito, dez anos atrás. Os fundos de pensão costumam ser entidades endinheiradas, grandes investidores no mercado financeiro (grandes em quantidade, qualidade é outra história que demoraria muito para contar aqui). O Portus consegue, digamos, ser a exceção à regra, o patinho feio. Que não consegue virar cisne. 

Do outro lado, temos um programa que já deveria estar implantado há 20 anos – mas "saiu do papel" há um ano, que é o Porto Sem Papel. Uma ova! No primeiro aniversário, a integração eletrônica não está integrada nem pela Alfândega, nem pela Vigiagro, nem pela Polícia Federal, nem pela Marinha e – pasmem – nem pela própria Codesp!

Diga, leitor: a frase do general Jorge Ernesto não é genial?...