quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dragagem dá início ao projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe

Edital será assinado esta tarde pelo governador Eduardo Campos. Objetivo é tornar o rio navegável após a remoção de lixo, escombros de antigas construções e de parte da vegetação




O projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe dá nesta quarta-feira o primeiro passo. Esta tarde, o governador Eduardo Campos assina o edital para dar início às obras de dragagem. A solenidade está marcada para as 16h, no auditório Tabocas do Centro de Convenções, onde funciona provisoriamente a sede do governo do estado.

O objetivo é tornar o rio navegável após a remoção de lixo, escombros de antigas construções e de parte da vegetação. A primeira fase das obras vai começar no bairro de Casa Forte, seguindo até Apipucos. Ao todo, serão dragados 17 quilômetros do rio, das proximidades da BR-101, passando pelos bairros do Parque Santana (Casa Forte/Poço da Panela), Torre, Derby, área central do Recife e Tacaruna (divisa entre Recife e Olinda).

A ação faz parte do programa Rios da Gente, orçado em R$ 289 milhões, para proporcionar a navegabilidade de 13,9 km do Rio Capibaribe por meio de embarcações adequadas ao transporte de massa. Serão duas rotas: a Oeste, com 11 km de extensão, que vai da BR-101 ao centro do Recife e a Norte, com 2,9 km de extensão, do centro do Recife até Olinda, nas proximidades do Shopping Tacaruna.

O edital de licitação será publicado no Diário Oficial e nos jornais de grande circulação na edução desta quinta-feira e os trabalhos serão coordenados pela Secretaria das Cidades.


Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

Transnordestina pode ganhar nova engenharia financeira em 30 dias



A engenharia financeira montada para bancar a construção da Ferrovia Transnordestina, que conta majoritariamente com recursos públicos, deverá ganhar novos contornos. A estimativa é que o arranjo seja divulgado nos próximos 30 dias. A informação partiu do governador Eduardo Campos, que na terça-feira (15) realizou a primeira reunião do ano com seu secretariado.
O impasse diz respeito ao valor do empreendimento, que começou ao custo de R$ 4,5 bilhões, em 2006, e agora sofre atrasos porque precisaria ser redimensionado, conforme reivindicações da concessionária da obra, a Transnordestina Logística S/A (TLSA). Pelos cálculos da empresa, os custos atuais do projeto – incluso no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – ultrapassariam a casa dos R$ 8,2 bilhões.
Projetada para ser a mais importante ferrovia de integração dos estados do Nordeste, a Nova Transnordestina deveria ser inaugurada neste ano, mas o impasse financeiro entre a concessionária controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e o governo federal praticamente paralisaram a construção nos últimos seis meses.
O ponto da discórdia é o orçamento aprovado em 2005, que foi acrescido de R$ 900 milhões em 2008 e agora, quase cinco anos depois, pode receber novo acréscimo de R$ 2,8 bilhões. Sem esse aporte financeiro adicional, a TLSA argumenta que não haverá meios de entregar a Transnordestina completa, a tempo de ser inaugurada pela presidente Dilma Rousseff. Na segunda-feira (14), vale lembrar que Dilma teve um encontro com Eduardo Campos em Brasília.
(Diario de Pernambuco – Diários Associados) /http://pedesenvolvimento.com

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


A Log-In Logística Intermodal informou nesta terça-feira (15/1) que a movimentação de contêineres no Terminal Vila Velha (TVV) atingiu 267.510 TEUs (contêineres de 20 pés) no ano passado, o que corresponde a um decréscimo de 3,2% na relação com 2011.

Desse total de contêineres, 177.347 estavam cheios, queda de 9%, enquanto 90.163 estavam sem nada dentro, alta de 10,9%.

Apenas no quarto trimestre do ano passado, a movimentação de contêineres da Log-In no TVV totalizou 59.425 TEUs, recuo de 16,5% na comparação anual, e de 15,9% na margem.

Fonte:Brasil Econômico

Pacotão de Portos coleciona reclamações

A leitura do setor empresarial e de consultores é que a Medida Provisória (MP) 595, com as medidas que alteram modelo portuário brasileiro, foi mal redigida e pode ter sido um tiro no pé por parte do Governo Federal. Isso porque criou ainda mais insegurança para que ocorram investimentos no ambiente portuário. Empresas estão realizando conferências internas para tentar entender se a MP será boa ou ruim para elas. A deficiência do texto está explícita na gigantesca quantidade de emendas apresentadas: 645. E os investidores estão segurando bilhões de reais nas mãos, aguardando saber qual rumo tomar. A expectativa é de que a votação seja concluída no final de março, mas a maioria coloca o prazo em dúvida. 

Fonte:http://www.portogente.com.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Setor eólico espera mais chances de negócio e preços maiores em 2013


Linha de transmissão sendo construída pela Chesf tem previsão de ficar pronta em setembro

O setor de energia eólica espera mais oportunidades de negócios em 2013, diante da expectativa de maior contratação nos leilões de energia nova com preços mais altos que possam dar melhor taxa de retorno aos empreendedores.
No ano passado, foi realizado somente um leilão de energia nova, no qual foram contratados apenas 574,3 megawatts (MW) de novas usinas de todas as fontes, em uma licitação marcada por demanda reduzida e preço baixo recorde da energia eólica. Para 2013, após a retirada de autorizações de termelétricas da Bertin que tinham vendido energia em leilões passados e não entraram em operação, a expectativa é de que haja pelo menos uma contratação para suprir esse vácuo.
"Vai haver pelo menos dois leilões e o governo vai contratar no mínimo 2 gigawatts (GW)", acredita a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, sobre a necessidade de contratação relacionada aos projetos termelétricos que tiveram a autorização revogada.
Elbia não considera que o preço médio da energia eólica no leilão de 2012 –de R$ 87,94 por megawatt-hora– seja suficiente para remunerar o investimento, e avalia que o último certame não é parâmetro para licitações futuras. Neste ano, além da maior necessidade de contratação de energia, a presidente da Abeeólica conta com um crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB), de 3% a 4%. "Esperamos que os preços voltem aos patamares reais, para refletir os custos de produção e a taxa de retorno", disse ela.
Para Elbia, o preço-teto de R$ 112 por MWh, estabelecido para o leilão de 2012, já não remunerava o setor eólico. Considerando a inflação e o impacto da variação cambial sobre o valor dos equipamentos, o preço da energia eólica de cerca de R$ 105 por MWh praticado no leilão de dezembro de 2011 seria hoje de R$ 124 a R$ 125 por MWh.
Leilão e linhas de transmissão
Um dos preços mais baixos da energia eólica no último leilão, de R$ 87,77 por MWh, foi praticado por sete usinas da Bioenergy, que serão localizadas no Maranhão. O presidente da empresa, Sérgio Marques, garante que o preço remunera o investimento, mas também espera vender por preços maiores nos certames de 2013. "A rentabilidade é mais baixa, mas viabiliza o negócio", disse Marques, acrescentando que seus projetos têm uma taxa de retorno que varia de 9% a 11%.
Ele explicou que a Bioenergy está montando, no mesmo local, outros empreendimentos com energia a um preço maior –de R$ 100 a R$ 170 por MWh–, o que ajuda a otimizar os custos. A Bioenergy tem outros 14 empreendimentos considerados aptos em leilões passados que pretende colocar em licitações em 2013. "Claro que eu gostaria de vender mais caro… Espero que os próximos projetos tenham melhor rentabilidade", disse Marques.
O presidente da Dobrevê Energia (Desa), Carlos Augusto Leite Brandão, não considera possível que o preço da energia eólica recue abaixo da faixa entre R$ 100 e R$ 105 por MWh nos próximos leilões. Segundo ele, a empresa chegou a participar do leilão no fim de 2012, mas resolveu sair quando as condições de preço não atendiam mais suas expectativas. Em 2013, Brandão vê oportunidade para vender a energia dos parques eólicos no mercado livre, diante do cenário de energia cara no curto prazo. "Temos uma comercializadora de energia e carteira de clientes no mercado livre", disse o executivo.
A Desa tem cerca de 1.300 MW de projetos eólicos em portfólio para desenvolvimento. Brandão disse considerar a participação da Desa nos leilões em 2013, mas espera que as condições fiquem mais claras no que se refere às condições de conexão das usinas ao sistema elétrico nacional, para evitar riscos.
Parques eólicos da Desa no Rio Grande do Norte estão entre aqueles que aguardam a conclusão atrasada da linha de transmissão que está sendo construída pela Chesf, do Grupo Eletrobras, para entrar em operação enviando energia ao sistema elétrico. Além da Desa, a Renova Energia e a CPFL Renováveis estão com parques prontos desde meados do ano passado recebendo a receita a qual têm direito, mas sem gerar energia ao sistema pela ausência da linha de transmissão. A linha de transmissão sendo construída pela Chesf tem previsão de ficar pronta em setembro próximo.
Fonte: PEDESENVOLVIMENTO

Equipe de Eduardo com as metas para 2013


Governador reúne os 28 secretários para traçar as diretrizes para 2013 e analisar os gastos da administração





Focado em manter a aprovação de sua gestão num nível que o credencie a alçar voos nacionais, o governador Eduardo Campos (PSB) reúne nesta terça-feira todo o seu secretariado com o objetivo de apresentar as diretrizes gerais do governo para 2013. No ano que antecede a eleição presidencial, o socialista espera potencializar ao máximo os feitos de sua administração e, para tanto, cobrará empenho da equipe que, recentemente, passou por reformulações.

Será a primeira vez que que Eduardo reunirá o estafe completo neste ano. Os 28 secretários terão acesso a um balanço dos resultados – e também das pendências – de 2012, assim como assistirão a uma apresentação, elaborada pela Secretaria da Fazenda, sobre o cenário financeiro desenhado para 2013. Num sinal de preocupação com uma possível queda na receita, também será mostrado a avaliação, realizada pela Controladoria-Geral do Estado, sobre as gestões das despesas em cada pasta.

“Não há nenhum assunto específico. Vamos estudar o orçamento e ver onde é possível cortar as despesas ruins e manter nossa capacidade de investimento, como tem sido feito desde 2007”, relatou o chefe da Casa Civil, Tadeu Alencar. A reunião geral também servirá para que os novos integrantes do primeiro escalão, nomeados após as eleições municipais, fiquem inteirados sobre as perspectivas da gestão e afinados com a equipe.

No final do ano passado, Eduardo Campos aproveitou a ida de alguns nomes para a administração de Geraldo Julio, no Recife, e promoveu uma dança das cadeiras. Considerado um dos “curingas” do governo, Ricardo Dantas foi remanejado da pasta de Administração para a de Educação, substituindo Anderson Gomes. Para o lugar de Dantas, foi convocado o ex-auditor fiscal Décio Padilha. Já Frederico Amâncio, que comandava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, assumiu a vaga que era de Geraldo Julio na pasta de Planejamento. Amâncio deixou o antigo posto para Marcio Stefani, que era presidente da Ad Diper.

No rol de acomodações políticas, o ex-vice-prefeito do Recife Milton Coelho (PSB) foi chamado para a Secretaria de Governo e o deputado estadual Aluísio Lessa convocado de volta para a Secretaria de Articulação Social e Regional, pasta que comandou entre 2007 e 2010. Já o tucano Pedro Eurico (PSDB) assumiu a Secretaria da Juventude – um dos “calos” do governo por conta dos problemas na Funase –, mesmo o PSDB permanecendo, oficialmente, na “oposição”.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br

Justiça do Trabalho anula o TAC firmado entre Ogmo e Ministério Público



Em mais um capítulo de uma acirrada disputa trabalhista que já entra em seu sétimo ano, a Justiça do Trabalho de Santos deu ganho de causa aos sindicatos portuários tornando nula a obrigatoriedade no descanso de 11 horas entre duas jornadas de serviços, na escalação diária dos quase 7 mil trabalhadores avulsos, registrados e cadastrados, administrados pelo Orgão Gestor de Mão de  Obra de Santos (Ogmo). Proferida pela juíza titular da 6 Vara, Adalgisa Lins Dornellas Glerian, em 19 de dezembro, a sentença foi publicada na última quinta-feira.
A imposição do intervalo está prevista no Termo de Ajustamento e de Conduta firmado entre o Ministério Público do Trabalho e o Ogmo em 2006, que tem como principal objetivo dificultar a dobra nos períodos de trabalho, salvo nos casos considerados excepcionais. Implantada somente em maio de 2012, a medida acabou gerando muita polêmica e descontentamento entre os trabalhadores que ameçaram paralisar as atividades no cais santista.
Na ocasião, a controvérsia a respeito dos inúmeros atrasos e paralisações parciais das operações estabeleceu uma verdadeira queda de braço, tendo de um lado o MPT e o Ogmo acusando os trabalhadores de uma suposta greve, e do outro os sindicatos laborais afirmando que os serviços ficaram prejudicados em razão dos erros na escalação que passou a ser informatizada, exigência também prevista no TAC.
Com o acúmulo de prejuízos, inclusive com o desvio de navios para outros portos, o embate monopolizou as atenções dos vários agentes do seguimento, motivando a interferência do TRT 2 Região que, após constatar inúmeras falhas no sistema do Ogmo, estabeleceu prazo para os ajustes necessários. O Tribunal também determinou a abertura de negociações entre sindicatos e MPT visando o regramento das excepcionalidades, cujas reuniões ainda acontecem regularmente.
Para o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, a Justiça do Trabalho interpretou a legislação de forma justa e correta. “Não há qualquer dúvida quanto ao texto da lei que versa sobre a obrigatoriedade do descanso entre as jornadas, assim como não deve haver, no mesmo texto, quanto as regras de excepcionalidades que forem pactuadas entre o capital e o trabalho”. Jozimar Bezerra de Menezes, presidente do Sindicato do Bloco tem a mesma opinião.”O Ministério Público está usando dois pesos e apenas uma medida, ou seja, o intervalo é obrigatório enquanto as situações excepcionais simplesmente são ignoradas”.
Guilherme do Amaral Távora, presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), acredita que o embate jurídico poderia ter sido evitado. “A legislação remete à negociação coletiva o entendimento do que deve ou não ser considerado excepcional, e isso os sindicatos e os empresários pactuaram em vários instrumentos de trabalho”. Outro que comemora é Adilson de Souza, presidente do Sindicato dos Consertadores. “A Justiça do Trabalho de Santos está de parabéns, sobretudo por ter mantido as garantias e as conquistas dos trabalhadores que foram devida e legalmente celebradas através dos vários acordos, contratos e convenções coletivas de trabalho”.
Rodnei Oliveira da Silva, que preside o Sindicato dos Estivadores de Santos, diz que, “trata-se de uma vitória incontestável pela qual estão de parabéns todos os advogados que representam as entidades laborais, além dos companheiros que acreditaram no nosso trabalho”. Marco Antônio Sanches, presidente do Sindicato dos Conferentes, também comemora. “Creio que o judiciário tenha levado em consideração os conceitos básicos de um processo negocial, onde as partes se ajustam de comum acordo”. A nulidade do TAC refere-se apenas a cláusula do intervalo de 11 horas, não modificando as demais.
De acordo com o advogado e patrono da ação, Eraldo Franzese, um dos fatores mais importantes da decisão foi a legitimação do capital e do laboral em estabelecer as normas coletivas como um todo. “Sob o ponto de vista jurídico, foi um grande avanço, sobremaneira se considerarmos que no entendimento da juíza o Ministério Público não tem competência para regular a matéria, intervir ou ditar as regras, inclusive as de exceção”. Válida para todos os sindicatos portuários, a sentença terá eficácia 48 horas após o trânsito em julgado. Cabe recurso.
Fonte: Diário do Litoral (Santos)

Guerra dos portos: paz ou nova batalha?



Uma das várias facetas com que a guerra fiscal se apresenta é aquela que ficou conhecida como “guerra dos portos”, em que Estados concedem benefícios fiscais a quem realize importações pelo seu território, atraindo para si a arrecadação do ICMS incidente na importação. Sem tais benefícios, o referido imposto seria recolhido a outro Estado.
Claro que não há aprovação pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, para a concessão desses benefícios, conforme exige a Constituição Federal.
A primeira batalha travada nessa guerra teve por objeto as importações chamadas de triangulares – aquelas em que, por meio da interposição de empresas consignatárias, busca-se atribuir competência tributária ao Estado que concede o benefício fiscal, em detrimento daquele em que se dá o desembaraço e para o qual a mercadoria é efetivamente destinada.
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) firmou posição no sentido de que o destinatário jurídico da mercadoria importada – cuja localização, no entendimento do tribunal, define a competência para a cobrança do ICMS – será aquele a quem, nos termos do negócio jurídico subjacente à importação, é efetivamente destinada a mercadoria. Pouco importando onde é localizada a empresa que figura como mera representante dos interesses da importadora, simples consignatária dos bens importados.
Extintas as operações triangulares, restava, ainda, a batalha relativa às importações regulares, em que a empresa importadora, atraída por benefícios fiscais, efetivamente se estabelece no Estado que os concede.
E o primeiro tiro se deu com a edição da Resolução nº 13/12, pela qual o Senado Federal determinou que, a partir de 1º de janeiro deste ano, a alíquota do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior passará a ser de 4%. Atualmente, as alíquotas que oneram as operações interestaduais são de 7% ou 12%, conforme os Estados envolvidos.
Essa nova alíquota se aplicará aos bens e mercadorias que, importados do exterior, não tenham sido submetidos a processo de industrialização após o desembaraço aduaneiro, ou, caso o tenham, apresentem “conteúdo de importação” superior a 40%.
Talvez a solução seja promover uma reforma um pouco mais abrangente Leia mais
Fonte: http://www.informativodosportos.com.br

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Segunda etapa da Petroquímica Suape tem incentivos aprovados



A Petroquímica Suape (PQS) recebeu aprovação de incentivos fiscais solicitados para a segunda grande planta dentro da futura produção no Complexo de Suape. Somente da nova etapa do empreendimento, que vai produzir resina para embalagens PET, serão mais de R$ 30 milhões recolhidos para os cofres do Estado em arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no investimento de quase R$ 1 bilhão e mais de 400 empregos criados.
“A primeira atividade da Petroquimica, destinada à produção de PTA (ácido tereftálico purificado, principal matéria prima para produção de poliéster têxtil), já está em operação com os devidos incentivos aprovados e com fruição vigente. Para este segundo momento, a fruição se inicia a partir de publicação no Diario Oficial do Estado, que deve acontecer em breve”, destacou o presidente da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu.
A Petroquímica, inclusive, destacou o maior volume de investimento de todo o balanço da 81ª reunião do Conselho Estadual de Política Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), apresentado ontem. “O complexo petroquímico investiu mais da metade de todas as indústrias com aprovação de incentivos fiscais no Estado e inverteu a ‘atenção’ do volume da industrialização de Pernambuco, com foco para a interiorização do desenvolvimento”, disse o diretor de Atração de Investimentos da AD Diper, Aymar Soriano.
Para se ter ideia, foram aprovados 67 projetos de indústrias, dos quais 42 são implantação (62,6% do total), 21 são ampliações e quatro são isonomia, além de sete projetos de Centro de Distribuição e cinco projetos de importação. O total reuniu R$ 1,61 bilhão em investimentos e 5.310 empregos (estimativas). Apesar de 36 projetos no interior, totalizando projeções de R$ 310,7 milhões, os 31 projetos na RMR totalizaram projeções de R$ 1,3 bilhão e expectativa de geração de 2.283 vagas (43% do total de vagas previstas).

Primeiro VLT do estado



Há um ano chegava a Pernambuco o primeiro dos sete Veículos Leve sobre Trilho (VLT), que irão operar na linha Cajueiro Seco/Cabo de Santo Agostinho. Agora são quatro VLTs em fase de testes. Ao contrário do metrô, o VLT é movido a biodiesel e não a eletricidade, mas em termos de conforto não há praticamente diferença.
O VLT da linha do Cabo tem três composições com a opção de ser acoplado a outro trem, nos horários de pico, totalizando seis composições em uma única viagem e capacidade de transportar cerca de 1.200 passageiros. Parece muito, mas o trem a diesel, que faz atualmente a linha até o Cabo, tem cinco vagões e capacidade para transportar mais de mil passageiros. O problema é que só há dois trens a diesel na linha com intervalos de 50 minutos e ainda sem o conforto do VLT. “Às vezes, o trem quebra e a viagem demora duas horas e faz muito calor aqui dentro”, afirma Joéliton Ferreira, 32 anos, masseiro.
Os quatro VLTs que vão iniciar a operação na linha Cajueiro Seco/Cabo irão possibilitar a redução no intervalo das viagens de 50 para 38 minutos. Quando 100% do sistema estiver implantado com os sete trens e a duplicação da linha férrea, a estimativa de redução nos intervalos das viagens é de 11 minutos. A linha tem 18 quilômetros. “Já se encontra duplicado o trecho entre a estação de Pontezinha e a estação Ângelo Souza, o que dá uma média de seis quilômetros”, espera o presidente da CBTU, Ricardo Beltrão.
A parte que mais interessa ao Complexo de Suape será o ramal que ligará a estação da Cidade Garapu até o território de Suape. Esse será o trecho a ser conveniado com a CBTU. O contrato ainda não foi assinado. Em 2010, havia cerca de 55 mil trabalhadores na região e em 2012 esse número já subiu para 80 mil. “O VLT deixou de ser importante para ser fundamental”, afirma o diretor de Suape Global, Sílvio Leimig.
- A repórter viajou a convite do governo francês

O VLT de Pernambuco

18 km
da Linha Cajueiro Seco/Cabo de Santo Agostinho

14 km
da Linha Cidade Garapu/Suape

7 VLTs
vão operar na linha Cabo

14 VLTs
vão operar na linha Suape

1.200
pessoas serão transportadas por viagem
nos horários de pico na linha Cabo

1.600
pessoas serão transportadas por viagem
nos horários de pico para Suape

Os números do Metrô
25 trens compõem o sistema Metrorec
15 trens foram adquiridos pela CBTU
40 trens irão compor o sistema até dezembro de 2013
660 mil passageiros/dia será a capacidade do sistema
400 mil pessoas por dia é a estimativa
de passageiros a partir de 2013
39 km é a extensão de linha para o trem elétrico
31 km é a extensão de linha do trem a díesel


SEMPRE NA FRENTE...


Entenda melhor - Bill of Lading


Bill of Lading
Para a questão do B/L temos a dizer que, ao longo de mais de 40 anos de comércio exterior, sempre ouvimos e lemos, realmente, que se trata de uma evidência de contrato de transporte. E parece que a maioria das pessoas aceita isso, normalmente, como ponto “Atlântico”. Ou Pacífico, se desejarem. E este “conhecimento” – desculpem o trocadilho – vai passando de um a outro sem muita contestação.

Não no nosso caso, pelo menos. Desde a primeira vez que lemos isso, ou aprendemos a respeito, nos mais diversos cursos realizados, não aceitamos a idéia. Sempre a discutimos, entendendo que estava errado. Para nós, embora não sejamos advogados, ele é um contrato de transporte, não uma evidência de contrato, por isso colocamos assim em nossos livros. Pode até ser que estejamos errados, mas vamos tentar mostrar que o B/L não é uma evidência de contrato, mas sim um contrato.

Quem trabalha com o B/L sabe que de um lado se coloca todos os dados do embarque, e a assinatura do transportador. E do outro lado ele tem infindáveis cláusulas definindo obrigações e direitos de “cada parte”. Sempre se diz que o lado das cláusulas é o verso do B/L. Alguns que é o anverso, ou à frente dele. Entendemos que onde estão tais cláusulas são realmente a frente do B/L, ou o anverso. Isso por ele ser um contrato e um contrato tem cláusulas. E, o outro lado, por consequência, tem que ser o verso, onde se colocam os dados do embarque, completando o contrato de transporte.

Quanto a esta questão de contrato, que nos parece bem óbvio, não podemos aceitar que um documento que tem uma imensidão de cláusulas, definindo deveres e direitos, seja uma evidência. Evidência de algo é um documento que nos remete a algum outro documento. O que não é, para nós, o caso do B/L.

Charter Party (contrato de afretamento) nos remete ao B/L, e este é denominado de “Charter Party Bill of Lading”. Lá estão, como dito, os deveres e obrigações das partes. Assim, não há como dizer que um documento que tem um mundo de cláusulas e palavras, estabelecendo direitos e deveres, deve ser chamado de evidência de um contrato. Entendemos que este conceito tem que ser revisto. Ali se define o que se tem e o que se deve fazer.

Até se pode dizer, acreditamos, que um Short Form of Bill of lading seja uma evidência de contrato. Afinal, ele não tem cláusulas, ou não mais do que algumas poucas, definindo as responsabilidades das partes.

Fonte: http://www.comexblog.com.br/logistica/bill-of-lading-e-container?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+Comexblog+%28COMEXBLOG%29


Mucuripe bate recorde, e Pecém cresce 22%


O balanço final de 2012 apresentou resultados bastante positivos para os portos cearenses. Conforme dados divulgados pela Companhia Docas do Ceará (CDC), somente o Porto do Mucuripe foi responsável por uma movimentação de 4,5 milhões de toneladas em mercadorias, entre importações e exportações, o que representou um crescimento de 6,57% na comparação com o ano anterior e já se configura como um recorde histórico. Apesar de apresentar uma queda nas exportações, o Porto do Pecém também acabou apresentando resultados positivos em 2012, já que, conforme informações da administração do equipamento, 4,15 milhões de toneladas foram movimentadas no ano passado, valor 22% superior ao registrado em 2011.

No caso do Porto do Mucuripe, a CDC informou que os resultados positivos foram muito influenciados pelo crescimento de produtos derivados do petróleo, que no geral cresceram 14% em relação ao ano de 2011. Nesse quesito, destacaram-se itens como diesel, gasolina, querosene de aviação e o asfalto, uma das mercadorias mais representativas de 2012, com quase 120 mil toneladas movimentadas.

Segundo o presidente da CDC, Paulo André Holanda, houve também em 2012 algumas surpresas positivas. "Tivemos crescimento surpreendente na movimentação de contêineres. Foram movimentados 72.654 TEUs (unidade base considerada), chegando a 7,38% de crescimento em relação a 2011", diz.

Holanda também se mostra otimista para o desempenho do Porto do Mucuripe em 2013. Conforme diz "A conclusão da obra do Novo Terminal Marítimo de Passageiros, uma demanda antiga da comunidade portuária, será decisiva".

Pecém

Na edição de ontem, o Diário do Nordeste informou que as exportações do Porto do Pecém haviam caído 37,7% em 2012, segundo a pesquisa Ceará em Comex, diminuindo assim sua participação no total exportado pelo Estado para 42,9% (em 2001 esse índice era de 62,2%). Mesmo com a redução, o porto conseguiu movimentar 22% a mais do que em 2011, graças ao bom desempenho das importações, que cresceram 37% e representaram 80% do total movimentado.

Dos 4,15 milhões de toneladas movimentadas no ano passado pelo Porto do Pecém, as importações, aliás, contribuíram com 3,32 milhões de toneladas movimentadas. O item combustíveis minerais foi o mais importado, com 521 mil toneladas de gás natural e mais 517 mil toneladas de carvão mineral. A segunda colocação ficou com cimento não pulverizado (clinker), seguido dos produtos siderúrgicos, plásticos e suas obras, além de escórias de altos fornos.

Apesar da queda, nas exportações de frutas o Pecém manteve a primeira colocação entre todos os portos brasileiros, com participação de 30%. Durante todo o ano operaram no porto 421 navios, o que representa uma média mensal de 35 embarcações, computando-se no transporte de cabotagem e de longo curso.

Fonte: Diário do Nordeste/ÁQUILA LEITE


Entenda Melhor

Guerra dos Portos x ICMS



Guerra dos portos: paz ou nova batalha?

Uma das várias facetas com que a guerra fiscal se apresenta é aquela que ficou conhecida como "guerra dos portos", em que Estados concedem benefícios fiscais a quem realize importações pelo seu território, atraindo para si a arrecadação do ICMS incidente na importação. Sem tais benefícios, o referido imposto seria recolhido a outro Estado.

Claro que não há aprovação pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz, para a concessão desses benefícios, conforme exige a Constituição Federal.

A primeira batalha travada nessa guerra teve por objeto as importações chamadas de triangulares - aquelas em que, por meio da interposição de empresas consignatárias, busca-se atribuir competência tributária ao Estado que concede o benefício fiscal, em detrimento daquele em que se dá o desembaraço e para o qual a mercadoria é efetivamente destinada.

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) firmou posição no sentido de que o destinatário jurídico da mercadoria importada - cuja localização, no entendimento do tribunal, define a competência para a cobrança do ICMS - será aquele a quem, nos termos do negócio jurídico subjacente à importação, é efetivamente destinada a mercadoria. Pouco importando onde é localizada a empresa que figura como mera representante dos interesses da importadora, simples consignatária dos bens importados.

Extintas as operações triangulares, restava, ainda, a batalha relativa às importações regulares, em que a empresa importadora, atraída por benefícios fiscais, efetivamente se estabelece no Estado que os concede.

E o primeiro tiro se deu com a edição da Resolução nº 13/12, pela qual o Senado Federal determinou que, a partir de 1º de janeiro deste ano, a alíquota do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior passará a ser de 4%. Atualmente, as alíquotas que oneram as operações interestaduais são de 7% ou 12%, conforme os Estados envolvidos.

Essa nova alíquota se aplicará aos bens e mercadorias que, importados do exterior, não tenham sido submetidos a processo de industrialização após o desembaraço aduaneiro, ou, caso o tenham, apresentem "conteúdo de importação" superior a 40%.

Talvez a solução seja promover uma reforma um pouco mais abrangente

A Resolução previu que caberia ao Confaz baixar normas definidoras dos critérios e procedimentos a serem observados no processo de "Certificação de Conteúdo de Importação", e à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a definição dos bens e mercadorias importados do exterior sem similar nacional, em relação aos quais as regras referidas no parágrafo anterior não serão aplicáveis.

Diante dos óbvios prejuízos que seriam causados à economia local, o governo do Espírito Santo propôs ação direta de inconstitucionalidade contra as disposições da Resolução nº 13. E merecem destaque, entre outros, dois argumentos que suportam essa ADI.

Primeiro, que a competência constitucionalmente outorgada ao Senado se limita à definição das alíquotas aplicáveis às operações interestaduais com o objetivo de repartir receitas entre os Estados de origem e destino, e não o de adotar políticas extrafiscais.

Segundo, mesmo que tal competência tivesse sido outorgada ao Senado, ter-se-ia que observar o princípio constitucional que veda a adoção de tratamento tributário desigual a bens ou mercadorias em razão da procedência ou destino.

Quanto ao primeiro argumento, a competência outorgada ao Senado foi para definir alíquotas interestaduais com a finalidade específica de repartir receitas entre os Estados. Objetiva-se, com isso, privilegiar o pacto federativo e permitir que os Estados menos desenvolvidos recebam fatia maior da carga tributária incidente na operação interestadual.

De fato, quanto menor a alíquota interestadual, maior a arrecadação interna no Estado de destino, o que justifica, por exemplo, que tenha sido fixada a alíquota menor de 7% para as operações interestaduais originadas nos estados do Sul e Sudeste e destinadas aos estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e ao Espírito Santo Essa alíquota reduzida (de 7%) permite que esses Estados, menos desenvolvidos, tenham uma parcela maior da arrecadação decorrente da tributação nas operações internas neles realizadas.

A tanto pode ir o Senado. Mas jamais extrapolar esses limites, para, por intermédio da fixação de alíquotas interestaduais, pretender definir políticas que visem sanar patologias decorrentes do mau uso de benefícios fiscais. Para esse fim, a Constituição expressamente prevê a criação de mecanismos próprios, há muito definidos na Lei Complementar nº 24, de 1975.

Também parece proceder o segundo argumento. Ao estabelecer alíquota diferenciada para operações interestaduais com bens importados do exterior não industrializados no país, ou com "conteúdo de importação" superior a 40%, a Resolução nº 13 cria exatamente o que a Constituição e os acordos internacionais celebrados pelo Brasil buscam evitar: a adoção de tratamento tributário desigual a bens em razão da sua procedência ou destino.

De fato, apesar de o tratamento diferenciado ter sido previsto para operação que ocorre no país (operação interestadual), o único elemento que propicia essa diferenciação é o fato de o produto ter sido importado, ou ter relevante conteúdo de importação. O que é mais do que suficiente para caracterizar a prática que a Constituição visa coibir.

Ou seja, foi um tiro n'água, principalmente se for levada em conta a forma como a matéria foi regulamentada pelo Confaz.

Talvez a solução seja, como propõe o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promover uma reforma um pouco mais abrangente e unificar a alíquota interestadual em 4%, de forma que ela seja aplicável indiscriminadamente a todo e qualquer bem ou mercadoria (e não somente aos importados). Será atingido o mesmo fim, deixando a salvo os princípios constitucionais.

Gustavo Brigagão é advogado, sócio do escritório Ulhôa Canto

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Fonte: Valor Econômico/Gustavo Brigagão