sábado, 26 de janeiro de 2013

Porto do Recife aguarda reunião com ANTAQ sobre contrato com chineses

    



O Porto do Recife divulgou uma nota em resposta à reportagem “Porto do Recife fica sem negócio da China”, publicada ontem, quinta-feira (24). De acordo com o documento, o porto não chegou a firmar o contrato, porque aguardava parecer da Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq). O parecer foi suspenso.

"O Porto do Recife aguarda nova reunião sobre o assunto, que deverá analisar o tema sob a luz das normatizações técnicas da Antaq, em especial, a resolução 2240, que trata de contratos de operações portuárias de uso temporário", afirma a nota.

Segunda a reportagem, um contrato, alvo de investigação da Advocacia-Geral da União (AGU), firmado entre o Porto do Recife e a maior fabricante de máquinas para a construção civil da China foi suspenso. A diretoria colegiada da Antaq tomou a decisão que tornou sem efeitos resolução do próprio órgão que aprovava a celebração do contrato. A autorização havia sido assinada em 20 de dezembro de 2012, pelo diretor-geral substituto da Antaq, Pedro Brito (PSB), ex-ministro de Portos.

As suspeitas de irregularidades surgiram após pente-fino feito pela corregedoria-geral da AGU em agências reguladoras investigadas durante a operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que revelou um esquema de comercialização de pareceres técnicos fraudulentos. Segundo a AGU, um parecer da Antaq contrário aos interesses da fabricante chinesa havia sido substituído por outro favorável.

A suspensão ocorreu em 10 de janeiro, em reunião ordinária da diretoria da agência. Quatro dias depois, nova resolução, também assinada por Pedro Brito, foi publicada no Diário Oficial da União. Além de interromper a autorização para assinatura do contrato entre o Porto do Recife e a Êxito Importadora, representante no Brasil da gigante asiática XCMG, a agência determinou o encaminhamento do processo à Procuradoria Federal vinculada a Antaq para que seja incluído o parecer que havia sido retirado dos autos.

Fonte:Diário de Pernambuco(PE)

Odebrecht TransPort prevê crescer 20% no ano com novos ativo


Criada há três anos, a companhia do grupo Odebrecht voltada a concessões espera que 2013 já seja um ano de consolidação. O crescimento projetado para a TransPort é de até 20% no faturamento sobre 2012, cuja receita está estimada em cerca de R$ 1,5 bilhão. Além de estimar uma expansão dos números levando em conta apenas os negócios atuais, a empresa conta com o início de operação de mais quatro ativos - entre eles, a Embraport, terminal de cargas no litoral paulista.

Com capacidade para movimentar 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêiner) ao ano, a Embraport registrará um faturamento de R$ 700 milhões em 2015. Além desse ativo, começa neste ano a operação (e a arrecadação de receitas) da rodovia Rota dos Coqueiros (no Nordeste), do etanolduto Logum (em março ou abril) e da empresa de pagamento eletrônico de pedágio ConectCar.

As receitas das novas empresas começam de forma tímida, mas contribuem para o balanço da TransPort, diz o presidente da companhia, Paulo Cesena, em entrevista ao 'Valor PRO'. Os investimentos também se mantêm em alta e somarão R$ 2,5 bilhões neste ano, considerando a carteira atual - que inclui negócios em rodovias, logística e mobilidade urbana.

Em projetos futuros, a empresa acompanha de perto o programa de concessões do governo federal deste ano. Cesena diz que há interesse em todo o programa de licitações de rodovias, que destinará ao todo nove lotes à iniciativa privada, sendo duas delas com leilão marcado para a próxima semana. Mas os números elaborados pelo governo para as BRs 040 e 116 são antigos e, por isso, a companhia estará mais voltada às sete estradas que serão licitadas no meio do ano, que contam com estudos mais atualizados. "Por enquanto, estamos sozinhos fazendo as análises e ainda não há previsão de se juntar a parceiros".

Em aeroportos, a companhia aprofundou os estudos nos terminais de Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Minas Gerais), cujas concessões já foram anunciadas pelo governo em dezembro e demandarão R$ 11,4 bilhões de investimentos ao longo da duração dos contratos. Cesena informa que as análises sobre os dois empreendimentos estão sendo feitas só pela companhia e que a operadora asiática Changi, sócia da Odebrecht no último leilão do setor, não tomou uma decisão sobre a participação.

A TransPort também tem interesse em terminais portuários, ferrovias e ainda analisa o projeto do trem de alta velocidade (TAV). Para o executivo, as relações entre empresas e governo têm de ser transparentes para que os investimentos possam deslanchar. "Esses projetos todos que estão sendo discutidos demandam muitos estudos, e de forma detalhada. Eles só serão feitos de forma qualificada se houver um ambiente de confiança entre os técnicos governamentais e a iniciativa privada para troca de informações", afirma.

A empresa se mantém otimista em relação aos indicadores macroeconômicos do ano. "Estamos alinhados com as expectativas de mercado, trabalhando com crescimento de 3% a 4% [do PIB em 2013]. A Odebrecht TransPort vive do transporte de passageiros, veículos e cargas, então a atividade econômica impacta diretamente", afirma.

Quanto à busca de capital no mercado, Cesena diz que os investidores atualmente se mostram disponíveis para os projetos de infraestrutura e que não há entraves, em seus negócios, relacionados a interferências do governo. "Nesse momento, não há esse problema", afirma.

O executivo defende, no entanto, que, como há uma preferência natural de as empresas do setor buscarem o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seria preciso uma mudança na modelagem econômico-financeira dos projetos do governo. Segundo ele, o cálculo do governo para a taxa de retorno de cada empreendimento leva em consideração, em muitos casos, que todo o financiamento seja feito com base nas taxas do BNDES - que são menores. "Acho que seria muito positivo se o governo considerasse também a precificação de outras fontes de financiamento. Ao fazer isso, você estimula um mercado de debêntures no Brasil".

Valor Econômico - 25/01/2013 


Centro tecnológico da BlackBerry no Recife


Boa aceitação dos smartphones da marca no Brasil faz a RIM mirar no potencial da Região Nordeste

A Research in Motion (RIM) é uma das marcas favoritas dos executivos antenados com tecnologia. Detém cerca de 42% do mercado corporativo do país. Às vésperas de lançar seu novo produto, o BlackBerry 10, que chega no próximo dia 30 com novos smartphones e uma plataforma atualizada, a companhia busca parcerias. 
Sem a popularidade do iOS (Apple) ou Android (Google), sabe que precisa apostar no fortalecimento da comunidade de desenvolvedores. Afinal, os aplicativos – ou apps – são a moeda de valor de qualquer plataforma. A boa notícia é que o Recife parece fazer parte do mapa estratégico da RIM. A empresa acaba de inaugurar um BlackBerry Tech Center no estado, no Centro de Informática (CIn) da UFPE.
Segundo Demian Borba, evangelista de desenvolvimento (especialista no convencimento das massas) para BlackBerry, a aceitação dos smartphones da marca em território nacional tem incentivado a companhia, que mira o potencial do Nordeste. Um dos exemplos é a realização do BlackBerry Jam Sessions, uma maratona de programação que aconteceu em agosto do ano passado no Recife, com o apoio do Porto Digital. Reuniu mais de 80 desenvolvedores.
Agora, além dos eventos, a RIM faz planos para manter cinco centros tecnológicos no Brasil. O primeiro deles foi inaugurado em Maceió, na Universidade Federal de Alagoas. Os próximos serão instalados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A companhia não revela a quantia investida nas unidades. O objetivo é apoiar a inovação e fomentar iniciativas relacionadas à incubação e ao empreendedorismo, com foco em soluções móveis.
“Para nós, que fazemos parte do CIn, é um momento mais que propício para estabelecer parcerias com mais uma empresa de porte internacional, como é o caso da RIM”, comenta o professor Cristiano Araújo, um dos coordenadores do Tech Center. Vale lembrar que outras gigantes mundiais, como Facebook, Microsoft e Google, frequentemente enviam representantes à UFPE e recrutam jovens que estão concluindo a graduação em um dos cursos de TI.
O início das operações está previsto para fevereiro e o centro contará com uma equipe de dez pessoas. O processo seletivo teve mais de 80 inscritos. Destes, 35 foram selecionados para a segunda fase. “Estes estudantes vão preparar soluções para problemas reais, no formato de aplicativos para BlackBerry. Serão selecionados dois designers e oito estudantes da área de computação, além de um gerente de projetos”, explica Cristano Araújo.
Os integrantes, que receberão smartphones Dev Alpha e tablets Playbook para o desenvolvimento, serão anunciados no dia 30 de janeiro, na festa de lançamento do BB 10, em Recife. “Outra proposta nossa é promover a interação entre as unidades espalhadas pelo mundo, no desenvolvimento de aplicativos e soluções”, acrescenta Demian Borba. Além do Brasil, Estados Unidos (no Vale do Silício), Inglaterra, Argentina e Itália também possuem centros de tecnologia da BlackBerry.
Em Pernambuco a BlackBerry ainda mantém outro tipo de parceria com a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). O professor Breno Carvalho, coordenador do curso de jogos digitais, conversou com Demian Borba durante a edição local da Campus Party, ano passado, e foi convidado a fazer parte de um grupo de desenvolvedores. Atualmente, Breno é um dos coordenadores do BlackBerry Dev Group Recife, um grupo no Facebook que fornece suporte técnico e divulga informações da marca.
DIARIO DE PE

Bloco de exploração petrolífera em Pernambuco incluído na 11ª rodada de leilões da ANP



O governo federal disse “sim” ao pleito apresentado pelo governador Eduardo Campos e vai colocar em leilão mais um bloco de exploração petrolífera em águas profundas no litoral pernambucano. A notícia foi transmitida a Eduardo pela própria presidenta Dilma Rousseff, em telefonema da noite da última quarta-feira (23/01). A medida resulta da ampliação da 11ª rodada de leilões de áreas para exploração de gás e petróleo de 172 blocos para 289.
“Esperamos uma boa resposta do mercado”, disse a presidenta ao governador. Além de Pernambuco, também terão concessões leiloadas os estados da Bahia (bacia Tucano-Sul), Espírito Santo, Paraíba, além da foz do Amazonas. Atualmente, já existem dois blocos concedidos e sendo prospectados pela Petrobras e a Galp no processo de sísmica de 3D.
A solicitação do governo pernambucano foi apresentada à presidente em correspondência enviada na semana passada. O governador lembrava o fato de tanto Pernambuco quanto a Paraíba não terem sido incluídos nos últimos leilões das bacias em exploração no Nordeste, apesar do “alto potencial produtivo” detectado em estudos técnicos.
O leilão está agendado para os dias 14 e 15 de maio, no Rio de Janeiro. Em área, o total dos blocos a serem concedidos saltará de 121 mil quilômetros quadrados para 155 mil quilômetros quadrados. O governo espera receber com bônus de assinatura no leilão cerca de R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, segundo documento divulgado pelo Ministério das Minas e Energia. De Pernambuco e Paraíba, serão leiloados os blocos 785, 841 e 896, já certificados do ponto de vista ambiental e prontos para serem explorados com absoluta segurança.

Senac inscreve para cursos profissionalizantes gratuitos


As inscrições têm início na próxima segunda-feira (28) e seguem até 1º de fevereiro exclusivamente na internet





O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) está oferecendo mais de 370 vagas de cursos profissionais gratuitos no Programa Novos Talentos. Serão 13 cursos distribuídos em quatro cidades do Estado – Petrolina, Garanhuns, Arcoverde e Serra Talhada. As inscrições têm início a partir da próxima segunda-feira (28) e poderão ser feitas até 1º de fevereiro, exclusivamente pela internet, no site do Senac: www.pe.senac.br.

Jovens e adultos com idade mínima de 18 anos, com ensino fundamental completo ou que estejam cursando a 8ª ou 9ª série, poderão se candidatar, além dos participantes de programas sociais como os do Governo Presente, da Fundação Terra, da Secretaria da Mulher e das turmas formadas pela Secretaria Executiva de Ressocialização.


Em Garanhuns, as oportunidades serão nos cursos de English Beginners (25 vagas), organizador de eventos (25), recepcionista (25), camareira em meios de hospedagem (25), operador de computador (40), garçom (25) e auxiliar de cozinha (20).

Em Serra Talhada, há vagas para agente comunitário de saúde (25), recepcionista em serviços de saúde (25), cuidador de idoso (25), massagista (25), depilador (25) e maquiador (25).

Arcoverde e Petrolina terão, cada uma, 20 vagas para operador de computador

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Volks volta a importar pelo Porto do Recife


Enquanto não é finalizada a licitação do segundo pátio de veículos do Complexo Industrial Portuário de Suape, a Volkswagen deve recorrer novamente ao Porto do Recife para aportar carros vindos do México, em torno de 500 veículos. A montadora reiterou que pode utilizar eventualmente o ancoradouro recifense enquanto as obras em Suape não fossem concluídas. Informações dão conta de que a nova leva deve chegar em até 45 dias.
Segundo a administração de Suape, o trâmite da licitação deve ser concluído ainda este mês, quando a empresa vencedora da concorrência será definida. Até março, começa a terraplanagem do terreno, na retroárea do cais 4 do porto. O diretor de Negócios do Porto do Recife, Carlos Vilar, disse que hoje o terminal tem condições de receber a carga. Ele afirmou ainda que até o fim deste semestre outros três pátios, 2, 3/4 e 6, estarão alfandegados e, portanto, aptos a receber importações. A última operação da Volks no Porto do Recife, em dezembro (de 202 Jettas e três novos Fus­cas), somou R$ 50 mil.
Em dezembro, o coordenador de Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, Leonardo Cerquinho, disse que a entrada dos carros da Volkswagen pelo Porto do Recife é uma estratégia “circunstancial” e reforçou que a utilização do Porto do Recife em circunstâncias como esta não causam qualquer tipo de ônus ao Estado. “Temos dois portos que precisam ser utilizados. Poucos estados têm o privilégio de ter dois portos em condições. Se não fosse assim, Pernambuco poderia perder ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”.
A Volks começou a aportar carros em Suape em julho último, dividindo o espaço do pátio público com os automóveis importados pela General Motors. O pátio tem capacidade para cerca de dois mil automóveis, e tem sido insuficiente para atender a demanda.
TATIANA NOTARO – Folha PE/http://pedesenvolvimento.com/

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Navio de Pernambuco vira holandês



João Cândido é holandês. A primeira embarcação fabricada em Pernambuco na retomada da indústria naval do País foi registrada no exterior, para reduzir seu custo trabalhista e fiscal na operação. A curiosa prática fez o navio sozinho distorcer a balança comercial do Estado e transformar em alta de 10% o que seria uma grande queda nas exportações pernambucanas em 2012, uma retração de 31%. Só a embarcação representa quase um terço das exportações de Pernambuco no ano passado.
O comércio exterior sofreu muito em 2012. Por causa da crise internacional, especialmente na Europa, a demanda estrangeira por produtos brasileiros caiu muito. Para se ter uma ideia da turbulência no mercado global, das 10 empresas que lideraram o ranking de exportações em Pernambuco, ano passado, oito tiveram fortes quedas, com reduções de até 60%.
Os produtos atingidos foram diversos, como o tradicional açúcar produzido na Zona da Mata e as uvas e mangas do Vale do São Francisco. Muito antes do fechamento dos números de 2012, porém, o João Cândido já fazia a diferença na balança comercial do Estado.
Apesar da entrega do navio ter ocorrido no dia 27 de maio, em fevereiro do ano passado a curiosa exportação já era feita pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O navio faz parte da frota da Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, e recebeu o nome João Cândido em homenagem ao líder da Revolta da Chibata, em 1910, uma insurreição contra os castigos físicos aplicados a bordo de navios da Marinha. Apesar do nome, porém, assim que a embarcação João Cândido nasceu, virou holandesa.
A Petrobras não costuma comentar a operação, bastante conhecida por quem atua no setor naval. A estatal símbolo do orgulho brasileiro é dona de uma subsidiária na Holanda que faz a triangulação para o menor pagamento de impostos.
Consultores da área contam que o custo de um navio cai até pela metade com a exportação, porque se eles fossem registrados no Brasil a legislação exigiria maior número de tripulantes e o pagamento de um volume de impostos bem maior. O método utilizado para fazer a exportação é o Repetro, um regime aduaneiro especial que beneficia máquinas e equipamentos usados na cadeia de petróleo e gás.
Sem o navio na balança comercial, a diferença entre o total de exportações e de importações, o chamado saldo da balança comercial, seria ainda maior. No ano passado, o resultado foi um déficit de US$ 5,2 bilhões, enquanto o de 2011 havia sido de US$ 4,3 bilhões.
O motivo dos grandes déficits do Estado não está relacionado apenas às exportações. Pernambuco se consolidou como um grande importador, principalmente por causa do volume de cargas que chegam ao Brasil através do Porto de Suape. Para se ter uma ideia do rápido crescimento das importações pernambucanas, entre 2010 e 2011 o total dobrou, de US$ 2,1 bilhões para US$ 4,3 bilhões.
JC ONLINE  e http://pedesenvolvimento.com/

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Entenda Melhor - Tipos e Tamanhos de navios

Diferentes tipos e tamanhos de navios (denominações e capacidades)




Muitos portos se apresentam como “capesize” ou “panamax”. Você sabe o que isso significa? Estes nomes identificam tamanhos de navios, e os portos dizem qual tamanho máximo de navio pode atracar em seus berços.

Nesta matéria você conhecerá as diferentes nomenclaturas de navios e as capacidades de cada um destes tipos. Falaremos aqui dos navios de carga seca (ou carga geral, ao contrário dos navios graneleiros ou petroleiros). Veja as fotos no final da matéria.

Handysize: os menores navios de carga, carregam até 40 mil toneladas. São pequenos e muito flexíveis, podendo entrar em praticamente qualquer porto. Normalmente têm um guindaste próprio, o que facilita seu uso em portos muito pequenos, mesmo aqueles sem guindastes. Os mais comuns são de 32 mil toneladas com calado de 10 metros (parte submersa).

Seawaymax: uma subcategoria dos handysize, indica o tamanho máximo do navio que pode entrar no Canal do rio São Lourenço (Canadá), que dá acesso aos Grandes Lagos norte-americanos. Os navios Seawaymax têm 225,6 m de comprimento, 23,8 m de largura e um calado de 7,92 m. Existem vários navios maiores que estas dimensões que fazem apenas travessias dos Grandes Lagos, sem terem acesso ao Oceano Atlântico.
Handymax (ou Supramax): também considerado uma subcategoria dos handysize, o handymax tem normalmente entre 150 e 200 m de comprimento, tem em média 4 guindastes próprios e carregam no máximo 50 mil toneladas.

Panamax: o nome deriva do Canal do Panamá, e indica o tamanho máximo do navio que consegue entrar nas eclusas e cruzar o lago do Panamá. O tamanho máximo é ditado pela capacidade das eclusas: 289 m de comprimento, 32,3 m de largura e 12 m de profundidade. Navios que excedam estas dimensões são chamados de Pós-Panamax.

Suezmax: mais um nome que deriva de um canal, desta vez o Canal de Suez (que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho). Como o Canal de Suez não tem eclusas, os limites são apenas pelo calado dos navios. Estes são limitados a 16,1 m.

Capesize: são os maiores navios de carga geral na atualidade. Estes navios não passam nem pelo Canal de Suez nem pelo Canal do Panamá, e precisam contornar os continentes pelo sul (o Cabo Horn (Cape Horn) para passar pelo sul da América do Sul ou o Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope) para passar pelo sul da África, de onde deriva o nome Capesize). Conseguem carregar até 220 mil toneladas de carga, sendo que usualmente levam em torno de 150 mil toneladas.

Governo vai autorizar R$ 394 milhões para obras do Projeto São Francisco



O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assina nesta segunda-feira, às 9h30, em Salgueiro (PE), uma ordem de serviço no valor de R$ 394,4 milhões para obras do Projeto São Francisco. Os recursos vão permitir o início das obras complementares da Meta 1N, composta por cinco lotes e pelo canal de aproximação.

A ordem de serviço contempla atividades de instalação de canteiro, mobilização imediata de trabalhadores, barragens, passarelas, pontes, canais e túnel. Esta meta tem por objetivo a captação do Rio São Francisco no município de Cabrobó (PE) até o reservatório de Jati, no Ceará.

A ordem de serviço para obras complementares vai permitir a contratação de mais 600 trabalhadores na região de Cabrobó (PE), Salgueiro (PE), Verdejante (PE), Penaforte (CE) e Jati (CE). Atualmente, já são 1,4 mil funcionários trabalhando na Meta 1N, que deve estar concluída no segundo semestre de 2014 e ter investimento total de R$ 772,1 milhões.  

Dos 16 lotes da obra, um já está concluído e nove estão em atividade. O Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e apresenta 43% de execução. O empreendimento tem o objetivo de aumentar e garantir a segurança hídrica do Nordeste Setentrional nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

No final do ano passado, o ministro estimou que os investimentos em barragens, adutoras e outras obras de infraestrutura para enfrentamento de secas extremas e outros fenômenos climáticos pode ultrapassar R$ 5 bilhões em 2013. 

Fonte: Diário de Pernambuco/Agência Brasil

Brasil e Paraguai terão segunda ponte de ligação até 2016


A segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai deve ser concluída até 2016, uma década depois do início das tratativas entre os dois países. A projeção é baseada no prazo para a entrega da obra estabelecido no edital publicado no Diário Oficial da União (DOU) do dia 31 de dezembro e na modalidade da licitação.
As empresas interessadas em participar da concorrência poderão entregar as propostas para avaliação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no dia 1° de março, às 9h30, quando também serão abertos os envelopes.
O prazo para a construção da ponte sobre o Rio Paraná, ligando Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná a Presidente Franco, no Paraguai, é de 960 dias, cerca de dois anos e oito meses.

Parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra será licitada seguindo as regras do Regime Diferenciado de Contratações Públicas que torna o projeto mais rápido que uma concorrência normal, o que permitiria iniciar a construção no segundo semestre deste ano.

Estrutura
Seguindo o projeto elaborado pela Vetec Engenharia, de São Paulo, a ponte, uma das maiores do gênero no país, terá 760 metros de comprimento e será do tipo estaiada, como a paulista Octávio Frias de Oliveira, e a que foi projetada para ser construída na Avenida das Torres, na esquina com a Avenida Cel. Francisco H. dos Santos, em Curitiba (de valor estimado de R$ 100 milhões).

O edital não revela o custo da nova obra. No entanto, a Lei Orçamentária da União para 2013 reserva cerca de R$ 86 milhões para o início da construção. “O valor certamente será maior. Este é apenas o reservado para o pontapé inicial”, observou o supervisor local do Dnit, Vicente Veríssimo.

Inicialmente imaginada como ponte rodoferroviária, a estrutura que será erguida perto da região do marco das três fronteiras não comportará trilhos e tem como objetivo principal desviar o trânsito de caminhões pesados, que cruzam a região central da cidade depois de ingressarem no país pelas pontes da Amizade, principal ligação entre Brasil e Paraguai, ou Tancredo Neves, na fronteira com a Argentina.

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=76181


Porto do Pecém terá incremento com novas licitações


A infraestrutura voltada ao Terminal Portuário do Pecém teve importante avanço com a realização, na sexta-feira (11), das licitações para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e seu   respectivo relatório (EIA/Rima) do Arco Rodoviário Metropolitano, uma rodovia duplicada a ser implantada entre a rodovia BR-116 e o Porto do  Pecém, melhorando a movimentação de cargas entre aquele terminal e a  Região Metropolitana de Fortaleza e a licitação para aquisição de um  novo descarregador, desta vez voltado ao trabalho com minério de ferro, um dos principais insumos da siderurgia. As propostas comerciais serão apresentadas em data a ser definida pela Comissão  Central de Concorrências, da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

O Arco já tem pronto o projeto executivo e aguarda a conclusão dos  estudos oriundos do processo de Procedimento de Manifestação de  Interesse (PMI) para uma possível Parceria Público Privada (PPP). A  rodovia deverá ter início na rodovia BR-116 entre os municípios de  Pacajus e Chorozinho, fazendo intersecção com as BRs 222 e 020, além  das rodovias estaduais (CEs) 060 e 065, até o Complexo Industrial e  Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante. A obra terá extensão de 108,2 quilômetros, duas faixas de tráfego de 3,50  metros por sentido, acostamento de 2,5 metros, além de 1 metro  de faixa de segurança. O investimento total de implantação do projeto deverá atingir cerca de R$ 340 milhões.

Novo descarregador
As empresas IHI Transport Machinary Company e a Tecnova do Brasil  Equipamentos para Mineração Ltda. apresentaram seus documentos de habilitação para a construção, montagem e  testes do novo descarregador de minério de ferro, orçado em R$ 60 milhões. O  equipamento retira o insumo dos navios e o coloca na correia transportadora para o destino final. O descarregador será do tipo contínuo, operando sobre trilhos e com capacidade nominal e 2.400  toneladas/hora devendo ser instalado no berço externo do Píer 1 do porto. O porto já conta com um equipamento semelhante destinado à operação com carvão mineral e uma nova correia transportadora também  está em fase de licitação.

Fonte: http://www.portogente.com.br/texto.php?cod=76131