sábado, 2 de fevereiro de 2013

Pernambuco lidera investimentos em TI



A região Nordeste, definitivamente, desponta como uma grande oportunidade de negócios para o mercado de TIC brasileiro. Dados da IDC Brasil mostram que Pernambuco, Ceará e Bahia alcançaram um crescimento de 15% nos investimentos de hardware, software e serviços em 2012, ocupando assim, as três primeiras posições no ranking nacional.
Santa Catarina e Rio de Janeiro despontam,respectivamente, na quarta e quinta posição, com crescimento de 14,7%, revela o estudo Brazil IT Opportunity Map, publicado em setembro de 2012. De acordo com Anderson Figueiredo, analista da IDC, o ‘boom’ na região Nordeste está muito ligado aos grandes investimentos de infraestrutura, especialmente, os realizados pelo Governo Federal.
“Pernambuco foi o primeiro colocado e há projetos importantes, como o porto do Suape, em andamento. Isso exige informatização. Compra de equipamentos e serviços de TI. Quem também aparece com essa questão de novos modelos é o Rio de Janeiro, que atrai uma série de novos investimentos na área de turismo, petróleo e serviços”, explica Figueiredo.
Pesquisa da IDC, divulgada em agosto de 2012, em parceria com a ABES, revela que, em 2011, o mercado brasileiro de software e serviços movimentou 21,4 bilhões de dólares em 2011, somando as exportações, que chegaram a 1,9 bilhão de dólares. Já os negócios com hardware alcançaram 23 bilhões de dólares. A receita total do faturamento de TI no Brasil, em 2011, incluindo a comercialização de computadores chegou a 42,5 bilhões de dólares.
:: Ana Paula Lobo
:: Convergência Digital
Fonte: PEDESENVOLVIMENTO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Em PE, Compesa cancela concurso e remarca provas para março


Anulação aconteceu porque número de questões não condizia com edital.
Decisão foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (1º).




A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) cancelou as provas do concurso realizado no domingo (27) e remarcou para o dia 10 de março a relização do exame. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Pernambuco nesta sexta-feira  (1º).
As provas foram anuladas porque a quantidade de questões das provas divergia das previstas no edital, de acordo com  'subitem 1.2.1 da Portaria Conjunta SAD/COMPESA nº 121, de 19 de novembro de 2012, referente ao edital do Concurso Público para provimento de empregos/especialidades de nível superior e médio/técnico no âmbito da Compesa', segundo o Diário Oficial.
A realização do novo concurso, de acordo com a tabela publicada nesta sexta (1º)na página 10 do Diário Oficial, deve acontecer no dia 10 de março. Todos os candidatos inscritos, inclusive aqueles que faltaram, vão poder fazer a nova prova.
A Compesa e a Secretaria de Administração do Estado (SAD) afirmou através de nota que 'os candidatos que optarem por não participar do novo processo seletivo poderão requerer a devolução do valor pago nas inscrições'.
Fonte: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013

Fiat acelera após o carnaval

Pirelli e Aethra se instalarão próximas à unidade de Goiana


MARANHÃO dará coletiva para detalhar qualificação

 A fábrica da Fiat, em Goiana, Zona da Mata do Estado, começará a ser erguida depois do Carnaval. A montadora acertou com a construtora que dará corpo ao empreendimento, mas ainda não divulga o nome por questões contratuais. As obras de fundação, inclusive, já foram iniciadas. 

O anúncio oficial depende de um espaço na agenda da presidente Dilma Rousseff. A divulgação das empresas fornecedoras, as chamadas sistemistas, também está prevista para o próximo mês. Uma fonte revelou à Folha que, das 14 que irão compor o polo industrial, duas estão confirmadas: a Aethra Sistemas Automotivos e a italiana Pirelli. Na próxima segunda-feira, o secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, Antônio Carlos Maranhão, dará uma entrevista coletiva para tratar sobre a mão de obra.

O conteúdo é guardado a sete chaves, mas a expectativa é que ele anuncie o número de contratados para a nova etapa do empreendimento, além de novas capacitações, já que parte das cinco mil pessoas que passaram por treinamento foi absorvida pelo mercado. “Algumas delas já foram chamadas para os serviços de construção civil. Ainda temos 400 sendo qualificadas e estamos retomando esse processo”, disse a diretora técnica do Senai, Ana Cristina Dias. Inicialmente, Governo e Fiat trabalhavam com a ideia de treinar oito mil pessoas no Estado. Os profissionais são chamados aos poucos, de acordo com o andamento da obra.

O secretário Antônio Carlos Maranhão integra uma comitiva estadual que está na Europa visitando instalações da Fiat, assim como o corpo profissional de unidades da montadora italiana. “Estamos conhecendo o processo deles para consolidarmos o nosso programa. É cedo para anunciar que chamaremos novos funcionários, porque é uma questão que envolve infraestrutura. São capacitações diferentes para formação básica, técnica e superior”, tergiversou Maranhão, por telefone, de Kragujevac, na Sérvia, onde a Fiat possui uma fábrica, inaugurada em 2012.

Antes, ao lado de outros representantes do Estado, o secretário conheceu instalações na Itália, em Pomigliano d’Arco, na região de Campania, província de Nápoles, e em Cassino, na região de Lazio, província de Frosinone. Completam a comitiva estadual o presidente do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Frederico Montenegro; o diretor regional do Senai, Sérgio Gaudêncio; o diretor-geral do Campus Pesqueira do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Mário Antônio Alves Monteiro; além de professores das universidades de Pernambuco (UPE) e Federal de Pernambuco (UFPE).

O complexo da Fiat no Estado está orçado em R$ 7 bilhões, incluindo fábrica, pista de testes, centro de engenharia e empresas sistemistas. A fornecedora de motores Fiat Powertrain Technologies (FPT) já foi anunciada. A previsão é que a operação da fábrica de automóveis inicie no segundo semestre de 2014, com comercialização em 2015.

AUGUSTO LEITE e KLEBER NUNES
Peu Ricardo/Arquivo Folha

Arco Metropolitano começa a sair do papel



O governo de Pernambuco publicou nesta quinta (31) o decreto de desapropriação de uma gigantesca faixa de terras que equivale a quase um Bairro de Boa Viagem e meio. São 868 hectares por onde passará o Arco Metropolitano, uma rodovia de 77 quilômetros orçada em R$ 1,21 bilhão que será viabilizada por uma concessão à iniciativa privada. 
Seu objetivo será criar uma rota expressa contornando o núcleo adensado do Grande Recife e desafogando o trecho urbano da BR-101.O governo ainda não fala em prazos, mas já tomou a decisão de tirar do papel a ideia, inspirada no Rodoanel de São Paulo e no Arco Metropolitano do Rio de Janeiro.
Apesar da desapropriação ter sido publicada no Diário Oficial do Estado de ontem, quando procurado o governo não forneceu mais informações sobre o Arco. O mapa no lado direito desta página foi extraído do Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Arco Metropolitano, a que o JC teve acesso e você pode ver na íntegra, no JC Online.
Os estudos do projeto foram conduzidos pela Odebrecht Transport em sociedade com a Invepar e a Queiroz Galvão. O Arco ligará a BR-101 norte (em Igarassu, perto da fábrica da Nobel) à BR-101 sul, na rotatória do Hospital Dom Helder.
Atualmente, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o governo estadual trabalham juntos para validar os resultados do estudo, que teriam apontado a viabilidade do projeto como uma parceria público-privada (PPP). A decisão final de como sairá o projeto, porém, será dada pelo governo estadual.
O EIA/Rima mostra o Arco Metropolitano divido em três trechos: norte, oeste e sul. Apenas este último já entraria em operação duplicado e com cobrança de pedágio. Ele terá 24 quilômetros e ligará a BR-101, perto do Hospital Dom Helder, à BR-232.
Os outros trechos de rodovia só passarão por duplicação caso haja demanda de tráfego. Os estudos mostram que os 77 quilômetros de pista têm prazo de obras estimado em 36 meses.
O Arco Metropolitano será a terceira rodovia com pedágio em Pernambuco. A primeira foi o acesso viário à Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, com a concessionária Rota dos Coqueiros. 
A segunda está prevista para entrar em operação em outubro deste ano: a Via Expressa, também conhecida pelo nome em inglês Express Way, um novo sistema de acesso ao Complexo Industrial Portuário de Suape misturado com uma estrada de 43 quilômetros rumo a Porto de Galinhas.

Bird propõe projeto de logística para Nordeste



Um estudo inédito do Banco Mundial propõe um amplo projeto de interligação de modais (rodoviário, fluvial e ferroviário) no Nordeste para reduzir o custo do transporte da produção agrícola na região. O trabalho prevê intervenções milionárias na bacia do rio São Francisco que abrange 22 mil hectares de áreas irrigadas e 1.942 pequenos produtores com lotes familiares.

Em um primeiro momento, está prevista a pavimentação de 1.545 quilômetros de rodovias e a revitalização de outros 1.331 quilômetros, além de ajustes em 1.974 quilômetros de estradas, instalação de terminais hidroviários em quatro cidades da Bahia e outras obras menores, segundo estudo do banco encomendado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Um grupo de trabalho interministerial formado pelo Ministério dos Transportes, Secretaria de Planejamento da Bahia, Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Agência Nacional de Transportes   Aquaviários (Antaq) e Ministério da Integração Nacional participa das discussões sobre a viabilidade das obras.

Segundo o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, a instalação de um corredor multimodal de transportes trará mais progresso para o oeste baiano, que tem grande potencial agrícola para algodão, milho, soja, café e arroz. Para as áreas de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), a vantagem seria o escoamento de frutas, que tem um importante polo produtor na região, e de cana-de-açúcar. "Com o projeto, nasce uma proposta de integrar os modais da região, que necessita das mudanças para crescer mais. O objetivo do governo é tentar reduzir os custos do transporte no escoamento da produção", disse Vaz.

"O estudo, em parceria com o Banco Mundial, é importante para nós. Temos todo o interesse em fomentar o transporte na região, principalmente integrando os modais. A prioridade é ajudar no escoamento da produção agrícola", disse uma fonte do Ministério dos Transportes. Não existe ainda estimativas em relação aos custos das obras, já que serão necessários mais estudos de viabilidade e investimentos.

O Brasil ocupou a 45ª posição no Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial em 2012. Os cinco primeiros colocados no ranking do índice são Cingapura, Hong Kong, Finlândia, Alemanha e Holanda. Os Estados Unidos aparecem na 9ª posição. As obras, de acordo com Vaz, ajudariam a melhorar o escoamento da região, que recebeu investimentos em diversas eclusas e ferrovias.

Dados do banco revelam que o custo médio de produção de soja nos Estados Unidos é de US$ 222 por tonelada na propriedade e de US$ 239 até o porto, com o custo do transporte no valor final. No Brasil, o custo médio de produção da soja é de US$ 190 por tonelada na propriedade. Quando chega ao porto, segundo o banco, o preço sobe para US$ 257. "Os dados do Banco Mundial mostram que é necessário reduzir os custos para buscarmos a competitividade. De nada adianta a produção aumentar se os produtores não conseguirem entregar seus produtos a um preço baixo", disse o presidente da Codevasf.

Fonte: Valor Econômico/Tarso Veloso


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mais uma turbina de Suape II já pode gerar energia


UG 14 de usina pernambucana tem potência instalada de 22,4 MW. Aneel torna sem efeito autorização de operação comercial para UG1 da UTE Maranhão




A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou nesta quarta-feira, 30 de janeiro,o início da operação comercial da unidade geradora 14 da UTE Suape II, localizada na cidade de Cabo Santo Agostinho (PE). 

A UG 14 tem potência de 22,4 MW. 

A Aneel também aprovou o início da operação comercial da UG 1 da  UTE Chapadão Agroenergia, em Brejo Alegre (SP), que tem 44 MW de potência.

A Agência tornou sem efeito nesta quarta-feira o despacho emitido no último dia 28, que autorizava a operação comercial da UG 1 da UTE Maranhão.
Fonte: http://www.energiconsultoria.com.br/news

PIB per capita cresce mais de 50% no Grande Recife




O Brasil abriga 13 das 300 principais regiões metropolitanas do mundo, segundo um levantamento realizado pela Brookings Institution, uma entidade sem fins lucrativos com sede em Washington cuja missão é a realização de pesquisas independentes. O trabalho, elaborado em conjunto com o banco americano JP Morgan Chase, foi produzido para ajudar investidores a tomar suas decisões quando desejam abrir ou ampliar negócios no País. No fim de novembro, foi apresentado durante um evento em São Paulo.

Um dos pontos mais relevantes é o que comprova a descentralização da economiabrasileira nos últimos anos. “O Produto Interno Bruto (PIB) per capita cresceu pelo menos 33% em todas as 13 regiões metropolitanas, mas em quatro (Grande Vitória, Recife, Curitiba e Baixada Santista) a expansão superou os 50%”, afirmou o pesquisador sênior da Brookings, Jill Wilson, lembrando que os dados comparam a situação do Brasil em 1990 e 2012.
O especialista também observa que, apesar das mudanças dos últimos anos, a economia brasileira ainda é altamente concentrada no litoral. “Apenas duas regiões (Manaus e Brasília) não estão na costa”, disse. Na avaliação de Wilson, o Brasil já pode ser considerado uma potência econômica global. “Ao longo das últimas três décadas, uma série de líderes políticos adotou medidas para estabilizar o País e fundar as bases para uma economia nova e dinâmica.”
Apesar da melhora, o pesquisador nota que o País precisa avançar mais, sobretudo em termos de PIB per capita. “A maioria das regiões metropolitanas brasileiras tem uma renda per capita inferior à das regiões metropolitanas de países desenvolvidos, com exceção de Brasília”, disse.
O especialista observa que os dados comparativos devem ser analisados com cuidado. “O PIB per capita da região metropolitana de São Paulo, por exemplo, épróximo ao de Portugal e supera o da região metropolitana do Porto. No entanto equivale a apenas três quartos do PIB per capita de Lisboa”, afirmou.
Entre outros vários destaques do levantamento, Wilson chama a atenção para dois. O primeiro deles é que a pesquisa confirma a perda de espaço da indústria de manufatura na economia nacional. “A participação desse segmento no PIB do País caiu de 20% em 1990 para 16% em 2012”, afirmou. Nesse mesmo período, observou, aumentou a fatia de segmentos como agricultura, mineração, hotéis, serviços financeiros e serviços de informação.
PRÉ-SAL E O FUTURO – Outro ponto interessante, de acordo com o pesquisador, diz respeito aos movimentos migratórios e imigratórios. Na Baixada Santista, por exemplo, a fatia da População Economicamente Ativa (PEA) que nasceu fora do Estado de São Paulo passou de 14% em 1990 para 25% em 2012. A região é uma das mais promissoras do ponto de vista econômico em razão das descobertas do pré-sal.
Na contramão, a região metropolitana de Belo Horizonte viu encolher, no mesmo período, a participação dos não nascidos em Minas Gerais na PEA: de 14% para 5,8%. Em termos de imigração, Wilson observa que a Grande Vitória registrou a maior taxa no censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 5,7 em cada 1.000 habitantes deixaram a localidade. Ele lembra, ainda, que 30% desses imigrantes foram para Portugal, outros 30% para os Estados Unidos e 13% se mudaram para a Itália.
Fonte: Agência Estado

Microempresas e empresas de pequeno porte de Pernambuco terão apoio para desenvolvimento de produtos



Com o objetivo de apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento de processos e/ou produtos inovadores de microempresas e empresas de pequeno porte do estado de Pernambuco, a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) está com edital aberto para selecionar propostas empresariais na modalidade de Subvenção Econômica à Inovação. O Edital, conhecido como Pappe Integração, receberá propostas até 14 de março de 2013.
As propostas devem ser apresentadas sob a forma de projeto de pesquisa e encaminhadas à Facepe via internet pelo representante legal da empresa proponente, por intermédio do Formulário de Solicitação de Subvenção Econômica a Projeto de Inovação (modalidade SIN) no Sistema AgilFAP na página da Fundação – disponível em http://agil.facepe.br/.
Após logar-se no Sistema AgilFAP, o representante deverá escolher o módulo “Subvenção Econômica” dentro do menu “Formulários”, e abrir o link da modalidade “SIN – Subvenção à Inovação”. Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail inovacao@facepe.br.
A iniciativa da Fecepe visa ao aumento da competitividade das empresas de Pernambuco, especialmente em temas e setores prioritários para o Estado. Inicialmente, estão sendo destinados, para esta rodada do edital, cerca R$ 4 milhões, com recursos da Facepe e da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep.
O Pappe Integração – O Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte na Modalidade Subvenção Econômica nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste – Pappe Integração visa ao apoio financeiro, na forma de subvenção econômica, ao custeio de atividades de pesquisa, desenvolvimento e/ou inovação (P,D&I) realizados por microempresas e empresas de pequeno porte (MEEPPs), de acordo com a Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 (Lei da Inovação).
O programa é executado descentralizadamente nos estados brasileiros pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), sendo co-financiado pela Finep.
Subvenção Econômica à Inovação – foi instituída pela Lei da Inovação (Artigo 17 da Lei nº 11.196 de 21 de novembro de 2005), que considera “inovação tecnológica a concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado”.
Fonte:http://pedesenvolvimento.com

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Governo prepara a licitação de 150 áreas em terminais portuários



O governo pretende desenvolver estudos para o arrendamento de mais de 150 áreas dos portos organizados do país destinadas à operação de terminais e instalações portuárias. Os projetos estão sendo definidos pela Secretaria Especial dos Portos (SEP) em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Estão sendo avaliadas áreas ociosas — que ainda não foram exploradas pelo setor privado — e terminais já em operação, cujos contratos de arrendamento estão prestes a vencer.

A perspectiva é a de que os estudos fiquem prontos nos próximos seis meses como parte do programa de modernização dos portos, lançado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff e que deve atrair R$ 54,2 bilhões para o setor portuário até 2017. Segundo fontes ouvidas pelo Brasil Econômico, esse valor pode ser ampliado caso todos os projetos de arrendamento saiam do papel. O motivo é que, por enquanto, ainda falta a conclusão dos estudos para saber se todas as áreas observadas podem de fato ser alvo de licitações.

Por enquanto, a prioridade do governo é para a regularização de 55 contratos de arrendamentos que foram assinados antes de Lei dos Portos de 1993. A legislação reformulou as regras do setor, mas estes arrendatários não tiveram seus contratos adaptados. O impasse tem gerado insegurança jurídica no setor e foi responsável pela paralisação dos investimentos nos terminais. Apesar do pedido dos operadores para que seus contratos sejam prorrogados por um novo período de 25 anos, o governo avalia que a maioria deles terá que ser relicitada. Existem apenas alguns casos em que a renovação é permitida, mas isto só será feito mediante o compromisso dos atuais operadores de realizar investimentos nos terminais.

Além dos arrendamentos, também fazem parte dos estudos da SEP as concessões dos portos previstas no programa de investimentos. O governo licitará nos portos organizados em Manaus, no Amazonas, em Ilhéus, na Bahia, e em Vitória, no Espírito Santo. Além deles, há o porto de Imbituba, em Santa Catarina, único do país que já tem administração privada, mas, por conta do prazo de concessão já ter vencido, deverá passar por uma nova licitação.

Da lista de portos, o de Manaus foi o escolhido para inaugurar o novo modelo de concessão de portos, destinado a construção e operação da unidade, e cujo vencedor da licitação será definido por meio da oferta de menor tarifa para a movimentação de cargas. Segundo a Antaq, o edital de Manaus é o que está mais adiantado e deve ser publicado ainda no primeiro trimestre deste ano. Logo após Manaus, o porto de Imbituba irá a leilão. Os demais portos a serem concedidos deverão ter seus editais publicados apenas no segundo semestre deste ano.

Os estudos elaborados pela SEP não contemplam locais que estão localizados fora dos portos públicos e que podem servir para a construção de Terminais de Uso Privativos (TUPs). Estas áreas serão concedidas por meio de autorizações da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os operadores serão definidos processo seletivo e chamadas públicas realizadas pela Antaq.

Fonte: Brasil Econômico/Ruy Barata Neto, 

http://www.portosenavios.com.br

Porto de Suape teve a quarta colocação em volume de importação e exportação



O Porto de Suape passou a ocupar a quarta colocação em termos de volume de importação e exportação no último ano. Foram mais de seis milhões de toneladas de produtos importados, aumento de 46% em relação a 2011. Mesmo com a queda nas exportações (-18%), o montante importado atingiu a cifra de US$ 7,56 bilhões, alta de 31% em valores, o que manteve a balança comercial favorável. Se seguir nesse ritmo, a tendência é que dentro de três anos ele seja o primeiro do Brasil.
De acordo com balanço divulgado ontem pela Receita Federal do Brasil (RFB), o porto pernambucano teve um crescimento de 98% entre 2010 e 2012. No mesmo período, o Porto de Santos (SP), o maior do País, viu seu volume de im­portações diminuir 7%. “É mais um retrato do crescimen­to econômico do Estado, que segue à frente do resto do Brasil”, resumiu o inspetor-chefe da alfândega no Porto de Sua­pe, Carlos Eduardo Oliveira.
Os produtos importados são classificados segundo a Nomenclatura Comum do Mercosul. A tabela consiste em 97 capítulos, que vão desde produtos com menor intervenção humana, como animais vivos, até os de grande intervenção, como as obras de arte. “Suape recebe 87 capítulos dos produtos classificáveis, ou seja, praticamente tudo entra pelo nosso terminal portuário”, disse Oliveira. A movimentação gerou, em 2012, um montante de R$ 1,78 bilhão de tributos, aumento de 31% em relação a 2011.
Dos dez países que mais enviaram mercadorias para o Porto de Suape, seguindo o critério de peso líquido, os Estados Unidos saltaram de terceiro para primeiro no ranking, seguidos de Holanda e Argentina. Enquanto a arrecadação aduaneira cresceu 20% em todo o Brasil, nos sete pontos aduaneiros do Estado a RFB fechou o ano de 2012 com R$ 3 bilhões arrecadados em tributos vinculados ao comércio exterior, aumento de 32,3%.
A importação cresceu 38,4%, movimentando US$ 8,9 bilhões, já a exportação caiu 22,8%, somando US$ 1,17 bilhão. Nas operações de repressão ao contrabando e descaminho, a 4ª Região Fiscal da RFB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) apreendeu R$ 5,8 milhões em mercadorias, aumento de 80,9% em relação a 2011.
KLEBER NUNES – Folha PE http://pedesenvolvimento.com

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ANP não confirma Pernambuco em leilão para pesquisa de petróleo



A Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) e o Ministério de Minas e Energia não confirmaram a inclusão da bacia Pernambuco-Paraíba no novo leilão para a exploração de petróleo e gás. Segundo a ANP e o ministério, a alteração ainda precisa do crivo do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). 

A Secretaria de Imprensa do Estado informou como certa, nesta última quinta (24), a inclusão dos três blocos na 11ª Rodada de Licitação, que teve pré-edital publicado no Diário Oficial da União sem qualquer menção a Pernambuco.

A documentação referente à 11ª Rodada foi divulgada no Diário Oficial desta quinta, ato que marca o início do cronograma com etapas exigidas por lei: serão 10 dias com pré-edital em consulta pública na internet, uma audiência pública no próximo dia 19 e, finalmente, o leilão em maio.

No início da tarde da quinta, o Secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, divulgou a ampliação da 11ª Rodada de licitação com o aumento de blocos exploratórios de petróleo e gás de 172 para 289.

O governo estadual se antecipou e divulgou que a bacia Pernambuco-Paraíba já teria sido incluída no pacote. Na nota do Estado, única fonte de informações usada pela maior parte da imprensa local ontem, a inclusão já seria fato consumado e se deu porque a presidente Dilma atendeu a uma solicitação direta do governador Eduardo Campos na semana passada.

“O governador lembrava o fato de tanto Pernambuco quanto a Paraíba não terem sido incluídos nos últimos leilões das bacias em exploração no Nordeste, apesar do ‘alto potencial produtivo’ detectado em estudos técnicos”, diz a nota do governo.

Pré-edital da ANP - 11ª Rodada de Licitações from Giovanni Sandes

No entanto, tanto o Ministério de Minas e Energia quanto a ANP ressalvam que a inclusão das novas áreas – entre elas a bacia Pernambuco-Paraíba – dependem da aprovação do CNPE. A ANP inclusive evitou responder questionamentos sobre os três novos blocos pela incerteza da inclusão deles na nova rodada. 

“As novas áreas ainda precisam ser aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética. Apenas após essa aprovação e a publicação no Diário Oficial poderemos ter as respostas solicitadas”, respondeu ao JC a ANP.

PETROGAL - A ansiedade pernambucana em torno da bacia Pernambuco-Paraíba é grande porque há fortes indícios de potencial produtivo na área. Em 2007, o consórcio Petrobras e Petrogal (braço da petrolífera portuguesa Galp) arremataram três blocos na bacia pernambucana. O prazo para a primeira fase de exploração e pesquisa é de 5 anos e se encerra dentro de dois meses. 

Até lá, o consórcio precisa decidir se vai em frente no processo exploratório e seguirá para segunda etapa, que é de extração. A ANP foi questionada ontem sobre um eventual pedido de perfuração dos blocos pela Petrobras e Petrogal, mas não respondeu sobre o assunto.

O consórcio arrematou os três blocos na 9ª Rodada da ANP e contratou a empresa norte-americana CGGVeritas para realizar uma pesquisa sísmica com tecnologia 3D, uma espécie de ultrassonografia do subsolo marinho que permite localizar estruturas favoráveis à acumulação de petróleo e gás.

O trabalho foi executado entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010. Até agora não há informação sobre a existência de petróleo na região ou, mesmo em caso positivo, sobre se há viabilidade financeira para produção de petróleo na costa pernambucana.

Fonte: JC Online/Giovanni Sandes http://www.portosenavios.com.br/

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Profissão - Ship Planner

O Ship Planner de Terminal Portuário é uma das profissões mais requisitadas na logística portuária mundial.




Navio é brasileiro. Holandesa é a plataforma



A Transpetro enviou nota em que esclarece: João Cândido é mesmo brasileiro e não holandês, como informou anteriormente o JC. Quem realmente mudou de nacionalidade, ganhou registro na Holanda e salvou as exportações pernambucanas no ano passado foi a plataforma P-55, também produzido no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


A matéria publicada anteriormente pelo Jornal do Commercio você vê neste link. A nota de esclarecimento da Transpetro sobre a nacionalidade do João Cândido segue na íntegra, logo abaixo. 


"Rio de Janeiro, 24 de janeiro de 2013

Em relação a matéria “Navio salva exportações”, publicada na edição do Jornal do Comércio, de 19 de janeiro de 2013, a Transpetro esclarece que:



1_ O navio João Cândido é brasileiro, construído por operários brasileiros no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, e registrado no Brasil.



2_ A embarcação, que entrou em operação em 25 de maio de 2012, está registrada sob o n° 381 388521-6, na Capitania dos Portos do Estado do Rio de Janeiro, órgão da Marinha do Brasil, responsável pela inscrição de embarcações sob bandeira brasileira.



3_ Mediante esta inscrição, o navio está habilitado a hastear a bandeira brasileira e passa a ser parte integrante do território nacional, sujeito às leis brasileiras e convenções internacionais ratificadas no Estado de Registro.



4_O suezmax João Cândido, o primeiro navio construído no Nordeste para o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro, tem 274 metros de comprimento e capacidade para transportar 1 milhão de barris – quase a metade da produção diária nacional por águas internacionais.



Diante do acima exposto, solicitamos a este prestigioso jornal, a publicação destas informações."     



Fonte: JC Online