sexta-feira, 29 de março de 2013

Secretário visita obras da dragagem do Capibaribe e anuncia edital de licitação




O Secretário das Cidades, Danilo Cabral, visita esta tarde o canteiro das obras de dragagem do Programa Rios da Gente. Na ocasião também será anunciado o lançamento do edital de licitação para a contratação da empresa que irá executar os serviços de construção das estações e da sinalização náutica do Projeto Rios da Gente.

O programa prevê o sistema integrado de transporte de passageiros, com o objetivo de dar mais mobilidade e segurança aos moradores e visitantes da Região Metropolitana do Recife (RMR). A calha do Rio Capibaribe será utilizada como rota para o transporte público, promovendo a integração do uso das embarcações com o sistema de ônibus e de metrô.

Em janeiro deste ano, foi iniciado o processo de dragagem do Rio Capibaribe para suprimir as restrições existentes à navegação, como o lixo, escombros de antigas construções e até parte da vegetação local. 

Ao todo, serão dragados 17 km do rio. O serviço está sendo realizado pelo Consórcio ETC & Brasília Guaíba, que já começou a implantar um canal de serviço, na calha do Rio Capibaribe, a partir da BR-101, por onde passarão as dragas e os batelões (espécies de depósitos que ficam em balsas flutuantes para receber o material dragado). 

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br

Campos defende exclusão de Suape de MP


Texto final deve ser apresentado na comissão mista até o dia 10 de abril





O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), participou nesta terça-feira (26) no Senado da audiência pública que avalia a Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos, que impõe novo marco regulatório ao sistema portuário brasileiro. Durante a audiência, o governador pediu que o Porto de Suape seja excluído da proposta que, na sua avaliação, tira a autonomia dos estados para gerenciar os terminais. “Parece um capricho tentar tirar a autonomia. Não tem porquê”, afirmou.


A ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Casa Civil, que vem liderando o debate sobre as mudanças nos portos, respondeu: “A MP não retira autonomia de nenhum estado, porque ela não diz respeito à questão federativa, ela diz respeito à modernização, ao planejamento integrado e à eficiência do sistema portuário nacional. Os portos continuarão lá a gerar riqueza, investimentos e empregos. O que queremos é melhorar a eficiência, é modernizar os nossos portos, racionalizar a sua atuação”, explicou.
A MP 595 altera o marco regulatório do setor, permitindo a abertura de mais terminais privados e centralizando na Secretaria Especial de Portos a responsabilidade pelo planejamento do sistema portuário, com a centralização das licitações.
Para a ministra, não é possível excluir o Porto de Suape da proposta, como propôs o governador. “Não existem ilhas de excelência. Se o país não for bem, se não resolvermos o problema estrutural, ninguém vai bem”. Ela ressaltou ainda que a MP prevê a mudança de critérios para a concessão no setor, saindo de um critério de outorga para um critério que é o de maior movimentação com menor tarifa.
Segundo o governador, a descentralização é uma tendência mundial. “O partido da ministra fez história nos últimos 20 anos no Congresso defendendo a descentralização do poder local. Esse discurso pela centralização é ruim e ultrapassado”, afirmou.
“Concordo com a necessidade de um planejamento centralizado da logística nacional, mas não vejo sentido em transferir para Brasília a atividade administrativa de um porto como o de Suape, considerado o melhor da esfera pública brasileira, o porto mais eficiente do Brasil. É natural que nós possamos colaborar com esse debate dos portos", completou o governador.
O relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM) – que tem até o dia 10 de abril para apresentar o texto final -, também acompanhou o debate, que teve participação decisiva da bancada federal pernambucana, quase toda presente no evento. O senador Humberto Costa (PT), e os deputados federais Mendonça Filho (DEM) e Raul Henry (PMDB) fizeram pronunciamentos públicos defendendo a posição de Campos em favor da autonomia de Suape. 
Também estiveram no evento os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Armando Monteiro Neto (PTB), e os deputados Paulo Rubem Santiago (PDT), Carlos Eduardo Cadoca (PSC), Severino Ninho (PSB), Augusto Coutinho (DEM), Pastor Eurico (PSB) e Roberto Freire (PPS).
Fonte: http://www1.folhape.com.br

Suape: uma joia lapidada ha quatro decadas


Complexo de Suape foi um dos carros-chefes para o crescimento econômico do estado

Economista Tânia Bacelar é enfática: Pernambuco seria outro sem Suape
ROCHELLI DANTAS
A joia da coroa pernambucana. É assim que é conhecido o Complexo Industrial Portuário de Suape. O título não vem de hoje. O projeto não é de apenas um governo. Há décadas ele vem sendo desenhado, discutido e executado. Os planos começaram a sair do papel no fim da década de 1960, quando foram iniciados os estudos para analisar a viabilidade da implantação do projeto.
A região escolhida tinha os principais requisitos para um porto de sucesso: águas profundas junto à linha da costa, com aproximadamente 17 metros de profundidade e a 1,2 quilômetro do cordão de arrecifes, quebra-mar natural formado pelos arrecifes, extensa área para implantação de um parque industrial, distância da movimentação metropolitana da cidade do Recife, entre outros pontos.
Mesmo com todas as discussões, a decisão sobre a viabilidade do complexo veio já na década de 1970, quando o governo optou pela concepção do projeto com base no conceito de integração porto-indústria, já existente no Porto de Marseille-Fos, na França, e de Kashima, no Japão.
“O porto começou a ser construído na década de 1970. Mesmo com a crise que afetou o Brasil nas décadas de 1980 e 1990, os governos pernambucanos tiveram a lucidez de manter os investimentos. Cada um fez um pouco. Quando houve a retomada do crescimento brasileiro, nós estávamos prontos. Não apenas para receber navios, mas para a chegada das indústrias. Então, Suape foi o elemento estratégico da retomada”, afirmou a economista e consultora da Ceplan Consultoria, Tânia Bacelar.
A fase de ouro do equipamento se deu entre os anos de 2007 e 2010, quando o complexo se consolidou como o maior e melhor polo de investimentos do Brasil, título concedido, em 2010, pelo Instituto de Logística Supply Chain (Ilos), após pesquisa junto a 300 empresários.
Para se ter uma ideia, em 2008, ao completar 30 anos, Suape foi o responsável pela geração de 46,7 mil novos empregos no estado, sendo a peça-chave do crescimento de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
“Pernambuco seria outro sem Suape. O complexo é a ligação do estado com o mundo. Se ele não existisse, não estaríamos passando por esse boom de investimentos em que estamos hoje. Suape é um determinante importante para o novo ciclo que Pernambuco vive”, pontuou Tânia.
O crescimento do complexo  salta aos olhos. Nos próximos dois anos, deve receber R$ 3 bilhões em investimentos para execução de obras de infraestrutura e modernização. É lá que a indústria naval está ressurgindo, com a construção do Estaleiro Atlântico Sul, e onde a Petrobras realiza um dos maiores investimentos da estatal: a Refinaria Abreu e Lima, que emprega 40 mil pernambucanos e somará investimentos de US$ 17,1 bilhões.
DIARIO DE PE

279 milhões para Suape


Este será o segundo terminal do tipo instalado no complexo. O estudo de viabilidade técnica e econômica foi apresentado pela segunda vez à Antaq em setembro do ano passado

O Complexo Industrial Portuário de Suape, considerado a menina dos olhos do governo Eduardo Campos, foi um dos mais beneficiados pelo pacote de bondades anunciado ontem pela presidente Dilma Rousseff. Serão R$ 279 milhões destinados a diversos projetos que já foram encaminhados a Secretaria Especial de Portos (SEP). Do total, a maior fatia, R$ 140 milhões, será destinada a construção do novo Terminal de Conteineres do Complexo, além da dragagem dos cais 6 e 7.
Este será o segundo terminal do tipo instalado no complexo. O estudo de viabilidade técnica e econômica foi apresentado, pela segunda vez, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em setembro do ano passado. O empreendimento já poderia ter sido licitado, mas, ainda aguarda aprovação.
O Governo Federal também anunciou a aplicação de R$ 62 milhões na dragagem do canal externo do Porto de Suape. Outro pleito estadual antigo, a construção de um terminal na ilha de Cocaia também pode sair do papel.
Pelo anúncio de ontem, R$ 77 milhões serão aplicados na construção de um terminal multifuncional na ilha. O montante inclui a construção do terminal e o do cais para fazer a movimentação das cargas. Há pelo menos cinco anos o projeto é discutido. O projeto total está orçado entre R$ 370 milhões e R$ 380 milhões, ou seja, esta é apenas uma parte dos recursos, que serão 100% do Governo Federal.
“A princípio, nosso projeto era construir um terminal de minérios nessa região, porém, estudos mostraram que um terminal multifuncional é mais estratégico e atenderá melhor a demanda do complexo como um todo. Outra dúvida era qual a melhor saída: um píer ou cais? Decidimos pelo cais. O projeto foi alterado e já está sendo analisado pela SEP”, afirmou o secretario de desenvolvimento econômico do estado e presidente do complexo, Marcio Stefani Monteiro.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sete Brasil inicia formação de mão de obra no Nordeste



A Sete Brasil iniciou um projeto de capacitação de mão de obra jovem e de consultoria a cooperativas em Ipojuca (PE) e em Maragogipe (BA), onde estão instalados dois dos cinco estaleiros que construirão as 28 sondas do pré-sal para a Petrobras.


O Projeto Conexão tem como meta capacitar e empregar 359 jovens e fazer 36 consultorias em um ano. A Sete Brasil diz que o intuito é permitir um crescimento mais ordenado da economia da região, impulsionado pela atividade petrolífera e naval.



A Sete Brasil é a gestora de recursos que será proprietária das 28 sondas para águas profundas que serão afretadas para a Petrobras. A Petrobras é acionista da empresa.



Fonte: SABRINA VALLE - Agencia Estado

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ambev investe R$ 120 milhões em Pernambuco



A Ambev vai investir R$ 120 milhões em Pernambuco este ano. Desse total, R$ 40 milhões serão aplicados na fábrica de Itapissuma, que iniciou sua operação comercial em novembro de 2011 e já vai passar por sua segunda expansão. 
Com o plano de negócios concentrado na nova unidade, a companhia decidiu encerrar as atividades da fábrica do Cabo de Santo Agostinho (leia matéria ao lado). Os R$ 80 milhões restantes serão para a melhoria da distribuição e comercialização dos produtos da marca.
A planta da Ambev em Itapissuma já recebeu investimentos da ordem de R$ 700 milhões. A produção da unidade abastece os mercados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará. Considerada a fábrica mais moderna do grupo no País, responde pela produção de todo o portfólio de bebidas da companhia e emprega 1.440 pessoas.
A indústria de Itapissuma conta hoje com oito linhas de produção, que fabricam as principais marcas de cerveja e refrigerante da Ambev em diversos tipos de embalagens. Antes da chegada desta nova unidade, a estrutura de produção da empresa no Estado era de apenas cinco linhas.
“O investimento em Itapissuma faz parte de nossos esforços em estarmos cada vez mais presentes no Norte e no Nordeste do Brasil, regiões em franco processo de expansão econômica, que crescem com índices acima da média brasileira e que têm um mercado consumidor exigente e pujante. Estes investimentos também refletem nosso compromisso em gerar valores econômicos e sociais no Brasil e, em especial, ao Estado de Pernambuco”, diz o diretor regional da Ambev, Eduardo Soares.
A Ambev está presente em Pernambuco desde 1964. Além da fábrica de Itapissuma, conta com dois centros de distribuição direta (um em Olinda e outro em Caruaru) e com uma estrutura de três revendas.
Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

Obras da Arena Pernambuco acabam em um mês


Estimada em R$ 532 milhões, construção com capacidade para 46 mil lugares terá usina solar e servirá como ponto de partida para a criação de um novo núcleo urbano

O Consórcio Arena Pernambuco, formado pela Odebrecht Participações e Investimentos e Odebrecht Infraestrutura, confirmou a entrega da Arena Pernambuco para o dia 14 de abril, data em que está marcada a primeira partida para realização de testes para a Copa das Confederações. Outro jogo, marcado para o dia 22 do mesmo mês, tem como objetivo testar a capacidade dos equipamentos do estádio, assim como seu sistema de iluminação.
Localizada numa área de 52 hectares na cidade de São Lourenço da Mata, a 19 km de Recife, a arena vai sediar três jogos na Copa das Confederações, em 2013, e outros cinco na Copa do Mundo de 2014.
O contrato firmado pelo consórcio, no valor de R$ 532 milhões, incluía serviços de engenharia e construção, despesas pré-operacionais e ressarcimento pelo estudo de viabilidade. O prazo de concessão é de 33 anos e inclui a fase das obras, que começaram em outubro de 2010.
Com projeto do escritório Fernandes Arquitetos Associados, a arena tem capacidade para 46 mil lugares e sua estrutura é adaptada para receber eventos como shows, convenções e outras competições esportivas. O local terá 4.700 vagas de estacionamento, das quais 4.500 serão destinadas a veículos leves e 200 para ônibus.
O fechamento lateral da arena é feito com filme de etileno tetrafluoretileno (ETFE), que permite o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação naturais.
A cobertura é sustentada por estrutura em balanço atirantada nos pilares e estrutura espacial em aço, com fechamento superior formado por um anel externo fechado com telhas metálicas termoacústicas cobertas com manta tipo TPO, e anel interno com fechamento em vidro. A estrutura importada da Espanha foi dividida em 22 módulos, pré-moldados no solo, e içada pronta, de modo a antecipar a colocação das telhas, forros e vidros. A cobertura foi fixada sobre 68 pilares metálicos de sustentação, apoiados na estrutura de concreto.
No final de janeiro, o consórcio Arena Pernambuco concluiu a fase de montagem de elementos pré-moldados e iniciou a finalização das obras em fevereiro. Nesta etapa foi finalizada a implantação da cobertura, assim como a colocação dos assentos no anel superior e iniciados os serviços de preparo do campo para recebimento do gramado.
Segundo o Consórcio Arena Pernambuco, o estádio ainda servirá como ponto de partida para a implantação da Cidade da Copa, um novo núcleo urbano com áreas residenciais, de escritórios, educacional e de entretenimento. Serão preservados 600 mil m² de Mata Atlântica nativa, e adotadas tecnologias que garantem o uso racional de recursos naturais como a reserva e utilização de água de chuva, reúso de água, energia solar e outras soluções que utilizam a luz e a ventilação naturais.
Usina Solar
A Arena vai fornecer energia através de uma usina solar própria. O projeto integra o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento “Arranjos Técnicos e Comerciais para Inserção da Geração Solar Fotovoltaica na Matriz Energética Brasileira, de três distribuidoras do grupo Neoenergia, parceira da Odebrecht. O orçamento previsto para a instalação da usina é de R$ 10 milhões.
A energia gerada a partir da captação da luz solar deve destinar-se ao abastecimento do estádio, porém, quando não estiver operando para a arena, vai atender a uma rede de distribuição convencional. A usina terá potencial instalado de 1 MWp, o equivalente ao consumo médio de 6 mil pessoas.
Fonte: PEDESENVOLVIMENTO

domingo, 24 de março de 2013

Transnordestina quase paralisada



Prevista para começar a funcionar em 2015, a Ferrovia Transnordestina está notoriamente com a obra desencontrada. Além de contratos cancelados com construtoras, licitações não publicadas e canteiros paralisados em muitos trechos, os componentes de gestão envolvidos no projeto divergem ou não informam com clareza a real situação do andamento da construção. O novo custo da obra, esperado há mais de dois anos pela Trasnordestina Logística – empresa responsável pela obra – era a grande justificativa pa­ra o descompasso.
O último balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), porém, divulgou o acréscimo de R$ 2,1 bilhões ao preço da ferrovia, que chegou a R$ 7,5 bilhões, mas nada está planejado daqui para a frente. A obra sequer chegou perto da metade e já tem quase R$ 5 bilhões liquidados dessa conta. Como construir mais de 60% de trilhos com 27% da verba à disposição também é uma conta que ninguém explica.
De acordo com uma fonte do setor, atualmente, a via férrea, que cortará três estados do Nordeste (Ceará, Piauí e Pernambuco), tem cerca de 35% concluída e 4,5 mil trabalhadores. “O trecho que vai de Eliseu Martins (PI) até Suape (cerca 1.200 quilômetros) está com movimentação baixa e oscilando entre áreas com construção e em paralisação  De Salgueiro até Missão Velha (CE), a obra está pronta, mas não atende a qualquer necessidade de escoamento de produção, finalidade primordial do projeto.
Já no trecho de Missão Velha até o Porto de Pecém, no Ceará (aproximadamente 520 quilômetros), as obras estão com meros 2% concluídos e totalmente paralisadas, sem contrato, sem licitação, sem construtora”, enfatizou a fonte. “Por isso, cogita-se o prazo de que a ferrovia só seja entregue no fim de 2016”, completou. O prazo de entrega da ferrovia ainda é 2014.
A Transnordestina faz parte do PAC e é considerada prioritária pelo Governo Federal. Apesar de a presidente Dilma Rousseff, em visita ao canteiro de obras no ano passado, ter afirmado que não alteraria o custo do empreendimento, orçado em R$ 5,4 bilhões, o primeiro balanço do PAC 2 de 2013 calculou a execução orçamentária prevista em R$ 7,5 bilhões. A malha ferroviária terá extensão de 1.728 quilômetros e precisa estar 100% concluída para atender ao objetivo de acelerar a mobilidade produtiva em todos os estados próximos ao projeto.
Fonte: www.folhape.com.br