sábado, 29 de julho de 2017

Lacre é usado para monitorar contêineres de forma eletrônica



Monitorar contêineres de forma eletrônica, com alertas de violação do cofre em casos de mudança de temperatura ou de claridade. Este é o objetivo de um lacre desenvolvido pela multinacional Orbcomm e pela BlueAgle, especializada em tecnologia de monitoramento. O CargoWatch Secure atende a uma exigência da Alfândega do Porto de Santos. 
De acordo com a Portaria nº 48 da Aduana, toda estufagem de contêiner com carga destinada à exportação deverá ser monitorada por câmeras com alta definição de imagem. Os equipamentos devem ser posicionados à frente da porta da caixa metálica, de modo a registrar toda a operação, até o fechamento dos cofres e a colocação dos lacres. 
A regra determina ainda que todo o trajeto até o terminal de embarque também deverá ser monitorado eletronicamente. Os equipamentos de rastreamento instalados nos veículos deverão identificar, sempre que requisitado pela fiscalização, a rota adotada no percurso entre o recinto e o operador portuário.

Relação entre Brasil e Argentina pode ser intensificada por Suape



O presidente de Suape, Marcos Baptista, presidiu, na manhã desta quinta-feira (27), o I Encontro da Câmara Brasil-Argentina de Comércio, Indústria, Turismo, Cultural e Serviços (Cambrar), realizada no auditório do JCPM Trade Center, no Recife. Marcos, que representou o governador Paulo Câmara no evento, destacou a relação de irmandade entre os dois países, a necessidade de que trabalhem juntos para encontrar alternativas para fomentar o desenvolvimento econômico e da importância do Porto de Suape para incrementar as relações comerciais bilaterais.
O encontro contou com a participação de autoridades locais, representantes de entidades comerciais e industriais, empresários da região, além do embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Alfredo Magariños. O cônsul geral da Argentina no Recife, Juan Hernando Beserman, também compôs a mesa durante a solenidade de abertura.
A iniciativa do governo argentino tem o objetivo de promover a criação de câmaras de comércio em distintos estados brasileiros, com o objetivo de gerar uma rede de importadores e distribuidores locais que contribuam, por um lado, para fomentar as relações comerciais bilaterais com o Brasil, que é o maior parceiro de comercio internacional da Argentina. A ideia é, também, incrementar a participação Argentina no rol de produtos que chegam ao Nordeste, principalmente pelo Porto de Suape. O evento deverá ocorrer em todas as capitais da região.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Suape, Apex e Fiepe realizam encontro para as indústrias do Complexo


Representantes de Suape, Fiepe e Apex em encontro com empresas do Complexo (Foto: Danielle Coutinho/Suape)

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na manhã da última terça-feira (25), em seu auditório, o primeiro "Encontro sobre perspectivas e parcerias para as indústrias de Suape", realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e com a participação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Marcaram presença no evento cerca de 80 empresários e executivos das empresas instaladas e em implantação no Complexo, além de setores estratégicos da economia do Estado.
O vice-presidente de Suape, Marcelo Bruto, abriu o encontro com mensagem de boas-vindas e ressaltou a importância das empresas de Suape conhecerem o hall de oportunidades e serviços que a Fiepe e a Apex-Brasil podem oferecer para aumentar as exportações e atrair investimentos estrangeiros.
A primeira palestra da programação foi realizada pelo gerente de Desenvolvimento Empresarial da Fiepe, Maurício Laranjeira, com o tema “Cenário da Balança Comercial de PE & Ações da Fiepe para Fomento ao Comércio Exterior”. Na ocasião, o gestor apresentou o constante trabalho da Fiepe em engajar as empresas do Estado a estarem ligadas ao comércio fora do Brasil.

Cônsul dos EUA conhece Complexo e estuda a possibilidade de parcerias



O novo cônsul dos Estados Unidos no Recife visitou, na manhã desta quarta-feira (26), as dependências do Complexo Industrial Portuário de Suape. No cargo desde o último dia 10, John Barrett e sua comitiva foram recebidos pelo presidente Marcos Baptista, pelo vice Marcelo Bruto e por membros da diretoria. Durante a passagem pelo porto, o diplomata fez questão de destacar a relação histórica de amizade entre os Estados Unidos e o Estado de Pernambuco e falou sobre a possibilidade de novas parcerias.
No início da visita, o cônsul foi presenteado com o leão de barro de Nuca de Tracunhaém, um dos expoentes do artesanato do Estado. Em retribuição ofertou bolas de beisebol com o emblema do Departamento de Estado Americano ao presidente Marcos Baptista e ao vice Marcelo Bruto. Após a troca de presentes, Marcos, Marcelo e membros da diretoria fizeram uma apresentação ao diplomata, onde mostraram números recentes de movimentação de carga e características do Porto de Suape.
Durante a apresentação, Barrett conheceu detalhes sobre a operação portuária e sobre projetos em desenvolvimento, como o segundo terminal de contêineres (Tecon 2). “O porto tem uma bela estrutura e potencial para atrair grandes investimentos, ampliando parcerias com os EUA”, destacou. Já o presidente Marcos Baptista reforçou que Suape está aberto para novos investimentos e que o auxílio americano é importante para consolidar o porto pernambucano como o principal da região Nordeste. No fim da visita, Barrett visitou a área portuária, antes de retornar ao Recife.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Custo com os piratas vai direto para o frete



A conta dos ataques de piratas a embarcações de transporte de carga na Amazônia é bem maior que o prejuízo de R$ 100 milhões estimado com o roubo de mercadorias. Para evitar e se proteger dos criminosos, empresas de transporte têm reportado um custo adicional de milhões de reais por ano com a contratação de empresas de vigilância e escolta armada. A conta, essencial para a proteção das cargas, é repassada ao frete e, mais adiante, ao consumidor.
Uma das líderes no setor de cargas na região, a Transportes Bertolini (TBL) gasta cerca de R$ 4 milhões por ano com o serviço para proteger cargas de eletrônicos da Zona Franca de Manaus no trajeto de Belém a Santarém. "É um problema muito sério na Amazônia. No Estreito de Breves (canal fluvial de acesso ao Arquipélago do Marajó), até mataram um comandante", diz Irani Bertolini, dono da TBL e presidente da Fetramaz, entidade que reúne as empresas de transporte na Região Amazônica.
Dois profissionais fardados e armados viajam a bordo nos comboios e trabalham em regime de revezamento, fazendo uma ronda nas embarcações. Nos trechos de maior incidência de ataques piratas, ambos ficam em alerta. Ao todo, 40 profissionais prestam serviço para a TBL.

Gestão de cargas para ganhar agilidade



A Unisys Corporation anuncia o lançamento do Digistics, uma solução abrangente e integrada de logística de cargas que permite que as transportadoras melhorem a gestão de fretes e aumentem sua eficiência operacional. Com Digistics, as cias aéreas podem optar por um pacote completo de ofertas ou selecionar os serviços de carga específicos conforme suas necessidades, incluindo gestão de estoque, reservas, faturamento e contabilidade. O sistema oferece análises cruzadas entre plataformas, possibilitando às transportadoras consultar dados antigos, atuais, assim como fazer previsões baseadas em dados para otimizar as operações.


As empresas de transporte aéreo enfrentam diversos desafios no competitivo mercado de transporte de cargas, incluindo a demanda de alta visibilidade, a exigência de sistemas automatizados, processos 100% digitais e a maximização da capacidade disponível – tudo isso com orçamentos limitados. O Digistics é um sistema orientado por dados que registra automaticamente cada ponto de transporte e de entrega na cadeia de valor do transporte aéreo de cargas. Isso proporciona às cias aéreas visibilidade de suas remessas em tempo real, bem como a possibilidade de rastrear e acompanhar produtos de alto valor agregado com rapidez e eficiência, melhorando assim a experiência do usuário.
“O Digistics é uma solução desenvolvida para o setor de transporte aéreo que conta com uma moderna arquitetura baseada em cloud computing e que permite que as transportadoras se adaptem facilmente a solução ao seu próprio sistema corporativo”, afirma Dheeraj Kohli, Vice-Presidente e Líder Global da Vertical de Transporte Aéreo da Unisys. “Temos orgulho de ser a primeira empresa desse mercado a oferecer soluções em nuvem por catálogo de serviços. As transportadoras agora podem selecionar e assinar os recursos necessários para suas operações de negócios. Além disso, os recursos avançados de análise de dados permitirão que companhias identifiquem fatores para auxiliá-las a manter rotas eficientes e melhorar os processos de rotas menos eficientes", completa.
Disponível globalmente, o Digistics reúne as principais ofertas da Unisys para o setor de transporte de cargas, incluindo sistemas de gestão de logística (Logistics Management System), contabilidade de receitas de transporte de cargas (Cargo Revenue Accounting), serviços de portal de transporte de cargas (Cargo Portal Services), além de serviços de valor agregado, como mobilidade, RFID e analytics. A solução em nuvem integrada oferece um modelo de cobrança proporcional ao uso para reduzir custos, bem como implementação rápida e melhorias regulares, com base no feedback da comunidade ativa do grupo de usuários do setor de transporte de cargas da Unisys.

Energias renováveis – tendência que veio para ficar



A geração de energias por meio de fontes com menor impacto ambiental e economicamente mais viável é uma tendência cada vez mais pertinente, tendo em vista o crescente aumento de emissão de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador do efeito estufa, e o risco de lapso do setor elétrico atual. Existem comprovadas e preocupantes deficiências no fornecimento de energia elétrica em Chapecó e grande Oeste e o uso de energias limpas pode ser uma solução para o problema.


No Brasil, a matriz energética, em sua grande parte, possui a energia renovável presente principalmente de fontes hídricas. De acordo com o diretor de Relações Institucionais e coordenador do Núcleo de Sustentabilidade da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Nelson Eiji Akimoto, o grande desafio é ampliar o uso de energia renovável, de preferência com a energia eólica e solar, para substituir os combustíveis fósseis e nucleares. 
Além disso, usar os reservatórios de água como baterias. “A energia eólica e solar são hoje encaradas como complementares e muito importantes, pois com a evolução tecnológica e a escala que o uso tem atingindo, vem se tornando economicamente viável”, pontuou.

Aliança patrocina encontro nacional de comércio exterior



A Aliança Navegação e Logística, líder em cabotagem, está patrocinando o Encontro Nacional de Comércio Exterior - Enaex 2017, que acontece no Rio de Janeiro entre os dias 9 e 10 de agosto. O evento, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), terá como tema “Reduzir Custos para Exportar, Reindustrializar e Crescer”.


Nesta 36ª edição, o encontro deve contar com aproximadamente 3.000 profissionais altamente qualificados, atuantes em todas as áreas da cadeia de negócios do comércio exterior.
Para Julian Thomas, diretor superintendente da Aliança, o Enaex tem uma grande representatividade para o setor. “O encontro é um momento importante para discutir os potenciais e desafios do comércio exterior, bem como o papel que cada empresa pode assumir para alavancar o desenvolvimento econômico”, afirma o executivo.
Além de workshops, painéis e discussões, os inscritos poderão visitar a área de exposição, que contará com a presença da iniciativa privada, entidades, órgãos públicos, mídias especializadas e conferir alguns dados históricos do grupo Hamburg Süd.

Aumento de impostos terá impacto no preço do frete




O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, recebeu com preocupação o aumento de cerca 100% do PIS/Cofins sobre os combustíveis. O diesel, que teve preço médio no País de R$ 2,94 em julho, sofrerá um aumento de R$ 0,21. “O aumento de impostos sobre o diesel terá impacto de 2,5% sobre os custos do transporte rodoviário de cargas, com reflexos imediatos no preço do frete e, consequentemente, no custo dos alimentos e de todos os produtos consumidos pela população brasileira."


A elevação da carga tributária não poderia ser realizada em pior momento para o setor transportador em todos os modais. Após ter registrado PIB de -7,1% em 2016, este ano o setor já foi penalizado com o fim da desoneração da folha de pagamentos (Medida Provisória em tramitação no Congresso Nacional).


Os aumentos sucessivos da carga tributária comprometerão ainda mais o desempenho do transporte rodoviário de cargas, que responde por mais de 60% da movimentação de bens e produtos no Brasil. Além do impacto sobre o preço do frete, há o risco de novas demissões de trabalhadores do setor.

Estaleiro Atlântico Sul espera obter carência de dívida para ganhar fôlego financeiro



Para garantir o funcionamento, dois contratos estão em fase de negociação com a South American Tanker Company Navegação S.A

Com quase dez anos de operação, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) deve finalmente fechar o ano  com resultado operacional positivo. Hoje são necessárias 80 horas/homem (HH)  para produção de uma tonelada de navio. A média nacional é de 200 HH. Mas o resultado ainda não se reflete em receita. Os custos ainda são altos. O principal deles referente a financiamentos: anualmente são R$ 350 milhões destinados a esse fim. A dívida total é de R$ 1,6 bilhão (sendo R$ 1,3 bilhão junto ao BNDES), valor que deve ser pago até 2027. Além disso, a falta de novos contratos gera incertezas. A carteira de encomendas em andamento segue até 2019. A partir daí, o destino do projeto depende de uma série de fatores. Por isso, é fundamental para o estaleiro uma Medida Provisória (MP) que dê carência de dois anos dos seus financiamentos junto ao governo federal.
Para garantir o funcionamento, dois contratos estão em fase de negociação com a South American Tanker Company Navegação S.A. (Satco). Mas antes de assinar, a empresa aguarda a divulgação de demanda da Petrobras, justificando o investimento que chega a R$ 2,2 bilhões. “O primeiro contrato diz respeito à construção de oito petroleiros MR (Medium Range). Seriam quatro para transporte de óleo e quatro para transporte de produto. E aí o que se diz é que para esses últimos não haveria demanda. Não acreditamos que seja assim, afinal, hoje se importa navios, porque isso acontece se podemos produzir? Por isso, aguardamos a divulgação da demanda pela Petrobras, o que deve acontecer em julho”, explicou o presidente do EAS, Harro Burmann.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Mercosul busca acelerar aproximação comercial com Aliança do Pacífico e acordo com UE



O Mercado Comum do Sul vai tentar um consenso para aliviar as barreiras tarifárias e incentivar a produtividade


Os presidentes dos países do Mercosul se reúnem nesta sexta-feira na Argentina em busca de se aproximar de um acordo comercial com a Aliança do Pacífico e de facilitar o progresso nas negociações com a União Europeia.
O Mercado Comum do Sul vai tentar um consenso para aliviar as barreiras tarifárias e incentivar a produtividade em setores-chave, tais como grãos e alimentos, nos quais os membros Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai são grandes exportadores, e outros itens, como tecnologia.
Após chegada ao poder de governos pró-mercados na Argentina em 2015 e no Brasil no ano passado, os líderes do Mercosul estão fazendo esforços para fechar acordos comerciais com outros blocos e países, após anos de isolamento.

Empresa da família de ministro leva 70% do subsídio a milho em programa



A empresa, uma das maiores do agronegócio da América Latina, arrematou prêmios para apoiar o transporte de cerca de 730 mil toneladas de milho até dia 13 de julho

A Amaggi, empresa da família do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, mostrou um apetite sem precedentes neste ano em leilões de PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) para subvencionar o transporte de milho, ao adquirir aproximadamente 70% do subsídio leiloado, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) vistos pela Reuters.
A empresa, uma das maiores do agronegócio da América Latina, arrematou prêmios para apoiar o transporte de cerca de 730 mil toneladas de milho até dia 13 de julho, de um total de pouco mais de 1 milhão de toneladas negociadas em leilões desde 4 de maio, quando o governo federal iniciou o programa para dar suporte aos preços do cereal, pressionados pela safra recorde no Brasil.
Os leilões de PEP, que o governo lançou para o milho neste ano pela primeira vez desde 2010, são uma forma de viabilizar negócios de produtos agrícolas a valores que cubram pelo menos os custos de produção dos agricultores em momento de colheita abundante. Isso porque, para receber o prêmio, os comerciantes têm de pagar preços mínimos.

Piratas saqueiam R$ 100 milhões por ano na Amazônia


Roubo de carga nos rios da região quadruplicou entre 2015 e 2016; combustível é o principal alvo dos bandidos

A era dos piratas não acabou

A era dos piratas não acabou. Ela apenas mudou de rota: da costa brasileira foi para os rios da Amazônia. Em vez de olho tapado e espadas, capuz, metralhadoras e fuzis AR 15. Para comunicação, sistema de rádio VHF. A nova “caça ao tesouro” agora é por combustível, que representa 70% do prejuízo de R$100 milhões por ano para as empresas que fazem transporte de carga pelos rios da floresta amazônica.
Também chamados de “ratos d’água”, os piratas atuam sempre em grupos. Eles ficam de tocaia e, usando rádios, articulam o ataque. O alvo predileto são embarcações que transportam combustível e eletrônicos da Zona Franca de Manaus.
Com barcos pequenos e rápidos, os piratas cercam as embarcações, amarram uma corda e sobem na balsa, encapuzados, com luvas pretas e armas pesadas, fazendo arruaça. A tripulação é presa na cabine e os piratas tomam o comando. Eles levam a carga roubada para um barco maior, ancorado próximo às balsas. Em quase todas as ocorrências há também roubo de combustível dos tanques das embarcações. Muitas vezes, os piratas levam ainda todos os pertences da tripulação.

Impasses legais travam R$ 30,5 bi de investimentos em rodovias privadas



As concessionárias de rodovias federais amargam uma intrincada lista de problemas

Infraestrutura. Indefinições contratuais, morosidade do governo para tomar decisões, dificuldade de crédito e até a Operação Lava Jato emperram obras de melhoria e expansão em 10 mil quilômetros de estradas federais pedagiadas no País, como a BR-163
As concessionárias de rodovias federais amargam uma intrincada lista de problemas. Apesar de cada empresa ser um caso particular e muitas serem vítimas das próprias decisões equivocadas, especialistas em infraestrutura apontam dois traços em comum no imbróglio: solução dos entraves depende do poder público e sua protelação custa caro – paralisa R$ 30,5 bilhões de investimentos na melhoria e expansão de estradas, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). 
“É raro encontrar uma concessionária que não tenha alguma discussão relevante com órgãos públicos afetando decisões de investimentos”, diz a advogada Letícia Queiroz, especializada em infraestrutura. Há indefinições contratuais por divergências entre órgãos públicos; morosidade do governo para tomar decisões; dificuldade para garantir crédito e até investigação na Operação Lava Jato.

Prejuízo de R$ 325 mi e burocracia fazem setor privado querer administrar dragagem do Porto de Santos



Responsabilidade do setor público, obra para manter a profundidade do canal de navegação é apontada como ineficiente

A iniciativa privada está decidida a administrar e bancar a dragagem de sedimentos do canal de navegação do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O objetivo é retirar a obrigação do setor público em gerir e contratar o serviço, para, assim, atender às demandas de competitividade do comércio exterior brasileiro.
 
Segundo empresários, o canal de navegação do cais santista possui dois metros de calado (profundidade máxima que um navio pode atingir quando carregado) a menos do que o limite estabelecido pela autoridade ambiental. Isso ocorre em razão do acúmulo de sedimentos, ocasionado justamente pela falta de dragagem.
 
Em 30 de junho, o calado foi reduzido em um metro, justamente pelo assoreamento do primeiro trecho do canal (entre a Barra de Santos e o Entreposto de Pesca). Desde então, um levantamento do setor estima que, por semana, as restrições ocasionem prejuízo de R$ 108,5 milhões (R$ 325,5 no acumulado desde então).

Cancelamento de exportação de grãos por Barcarena é inevitável com bloqueios, diz Abiove





Os prejuízos já estão acontecendo e são elevadíssimos




Cancelamentos de exportação de grãos pelo porto de Barcarena, no Pará, são "inevitáveis" após mais de uma semana de bloqueios na BR-163, no sudoeste do Estado, que impedem a chegada de caminhões ao terminal fluvial de Miritituba, afirmou o gerente de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Fura Amaral.
"São inevitáveis. Os prejuízos já estão acontecendo e são elevadíssimos", afirmou ele à Reuters, acrescentando que, em caso de cancelamentos de embarques, as perdas podem chegar a 400 mil dólares por dia.
Conforme Amaral, há relatos de que Barcarena dispõe, atualmente, de 120 mil toneladas de grãos estocados, volume suficiente para carregar dois navios por apenas mais uma semana.
 Quanto à Miritituba, ponta final para os caminhões carregados com grãos vindos de Mato Grosso pela BR-163, as operações de carregamento de barcaças podem ser interrompidas até sexta-feira.