sexta-feira, 1 de abril de 2011

Petrobras realiza primeira operação de abastecimento de navio por outro navio


A Petrobras realizou com sucesso, no dia 26 de março, a primeira operação de abastecimento de bunker a partir de outro navio em São Luís (MA). O procedimento foi realizado a cerca de 20 quilômetros da entrada do porto de São Luís, onde estão fundeados 95% dos navios com destino ao porto da capital maranhense.
 
Para a implantação dessa nova modalidade de abastecimento foi incorporado à frota de bunker o navio Sea Emperor, com casco duplo, equipado com propulsor que fornece maior facilidade nas manobras e capacidade de fornecimento de 12.000 toneladas. A embarcação, de bandeira das Ilhas Marshall, tem 130 metros de comprimento, 20 metros de largura e calado de 8,7 metros.
 
O potencial de atendimento nos terminais que compõem o porto (Itaqui, Ponta da Madeira e Alumar) é de 70 navios por mês, sendo que a grande maioria dessas embarcações abastece em Cingapura.
 
Para a implantação desse modal de entregas foram obtidas autorizações da Secretaria do Meio Ambiente, Capitania dos Portos, Departamento de Marinha Mercante, Port State Control e Receita Federal.
 
Com o início das operações, a Petrobras espera um crescimento sustentável nas vendas do produto na região
 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Governo de PE negocia implantação de Centro de Excelência Industrial

 
 
O Governo do Estado está negociando a implantação de um Centro de Excelência Industrial para capacitar a mão de obra dos empreendimentos no Complexo Industrial Portuário de Suape e entorno. O primeiro avanço será a oferta de cursos de pós-graduação nas áreas de construção e montagem.
 
A previsão é que as aulas tenham início em maio deste ano, nos laboratórios do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), com o preenchimento de aproximadamente 30 vagas. Também deve ser fechada uma especialização na área de manutenção na indústria.
 
“A carga mínima do curso é de 360 horas, mas o profissional de engenharia poderá optar por participar de módulos no setor que resolveu focar, como a soldagem, por exemplo. É provável que o Estado ofereça bolsas de estudo, onde o aluno será submetido a um processo seletivo”, pontuou o coordenador do projeto na Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Sectec), professor Ilo Cardoso.
 
A proposta foi feita pela Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi). A legalização depende de avaliações pedagógicas e financeiras a serem submetidas à Universidade de Pernambuco (UPE).
 
“Quando os grandes empreendimentos estiverem operando, teremos muita corrosão e danos aos equipamentos. É onde entra a gestão da planta e de logística, que será a segunda etapa desse processo. Por enquanto, temos, principalmente, soldagem e corte de chapa”, elencou Cardoso.
 
A Abendi já tem uma parceria similar junto à Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, onde, segundo o professor, há o único curso de pós-graduação em construção e montagem da América Latina. Em Pernambuco, a discussão para a implantação do Centro de Excelência começou no ano passado.
 

* 3000 ACESSOS *

Mais uma vez é com muito orgulho que venho parabenizar todos os visitantes, seguidores e colaboradores pelo sucesso do Portuária PE, que obteve mais de 3000 acessos no mês de março.

Sempre lembrando que são vocês que fazem com que o Portuária PE permaneça sempre em constamte ascendência, concretizando sua permanência e seu compromisso de estar sempre informando com muita credibilidade e respeito a todos vocês.
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Veja abaixo o demonstrativo do crescimento do Portuária PE desde a sua criação:



PARABÉNS A TODOS

Por: Acrisio Lucena Raboni

quarta-feira, 30 de março de 2011

Termina a greve no Complexo Petroquímico de Suape, em Pernambuco

BRASÍLIA - O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, informou que acabou a greve dos operários do Complexo Petroquímico de Suape, em Ipojuca (PE), uma das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).



Segundo ele, houve uma assembleia na manhã desta quarta-feira e os trabalhadores decidiram retornar ao trabalho. O presidente da Força participa do velório do ex-presidente José Alencar no Palácio do Planalto.

SAIBA MAIS:Greves em Pernambuco são ilegais, diz TRT

Paulinho disse que haverá uma reunião na tarde desta quarta-feira entre as centrais sindicais e a direção da hidrelétrica de São Domingos, em Mato Grosso do Sul, outra obra do PAC. Na semana passada, houve quebra-quebra e incêndio na usina.

Segundo o presidente da Força, a situação em Mato Grosso do Sul é mais difícil porque "cinco trabalhadores apanharam muito" .

Na primeira reunião entre governo, centrais sindicais e empresários para analisar as condições de trabalho nas obras PAC, realizada na terça-feira, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, reconheceu que o governo se preparou mal para os grandes projetos de infraestrutura em relação às questões trabalhistas e ao impacto desses empreendimentos no funcionamento dos municípios.

O governo implantará comissões tripartites na grandes obras para evitar mais conflitos.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia

Porto de Rotterdam

Um video para os apaixonados por Portuária


Abraços

Acrisio Lucena Raboni

Dia decisivo para greves de Suape


 
 
Está nas mãos dos 18 desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) a decisão do impasse entre empresas e trabalhadores das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da PetroquímicaSuape. Ontem, o Ministério Público do Trabalho (MPT) fez uma nova proposta de acordo entre as partes e chegou a realizar duas audiências (uma pela manhã e outra a tarde), mas não houve consenso.
 
O sindicato dos trabalhadores (Sintepav) ainda vai tentar adiar o julgamento, argumentando que acontece hoje, em Brasília, uma reunião entre entidades sindicais e o Ministério do Trabalho para discutir os problemas nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A refinaria é uma das principais obras do programa.
 
O procurador do trabalho Fábio Farias explica que a última tentativa de acordo propunha que as empresas pagassem R$ 130 de vale alimentação e 80% de horas extras aos sábados, retroativa a 1º de março e com vigência até 31 de julho deste ano. “A partir de 1º de agosto o valor do vale alimentação subiria para R$ 160 e as horas extras pleiteadas seriam de 100%, vigorando até 31 de julho de 2012”, diz.
 
A proposição foi aceita pelas duas partes, mas esbarrou num terceiro ponto. A sugestão era de que os funcionários compensassem os dias parados, enquanto a expectativa dos trabalhadores é de que os dias sejam integralmente abonados. As obras da Rnest estão paralisadas desde o dia 17 de março e as da petroquímica há sete dias.
 
Apesar de mais uma negociação frustrada, o procurador ainda acredita na possibilidade de um acordo. “A esperança é a última que morre. De agora (19h de ontem) até o horário do julgamento (a sessão do pleno acontece a partir das 9h) são mais de 14 horas e muita coisa pode acontecer.
 
Nesse intervalo as partes vão ligar para os seus contatos. Uma ligação para o alto escalão da Odebrecht, por exemplo, pode mudar o cenário. As pessoas que negociam pela empresa são gestores de confiança, mas com limitações na hora de negociar”, assinala, lembrando que até ontem os pontos de divergência eram três e que agora é apenas um: o abono dos dias parados.
 
O advogado trabalhista e previdenciário Ney Araújo destaca que a tendência da jurisprudência nos tribunais é julgar como ilegais greves com as características das de Suape. “Os juízes têm plena liberdade na hora de julgar, mas o tribunal pernambucano tem uma característica mais conservadora, diferente de estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por exemplo.

Como se trata de uma reivindicação fora da data base, a tendência é que a paralisação seja julgada abusiva”, opina o advogado. Hoje, os representantes dos trabalhadores voltam a fazer assembleia no canteiro de obras para informar sobre as últimos movimentos das negociações.

Fonte: Jornal do Commercio

Tecnologias da informação democratizam decisões nas empresas

Estudo indica que bancos de dados e software de informação dão mais autonomia a funcionários mais baixos na hierarquia



Ferramentas tecnológicas de comunicação, como e-mail, celulares e internet sem fio, centralizam nos chefes o processo de tomada de decisão.

 Enquanto isso, o uso de softwares de informação e bancos de dados descentralizam as decisões e permitem que funcionários menos poderosos façam escolhas importantes nas empresas. Pelo menos é isso que aponta uma pesquisa feita por estudiosos da Stanford University, London School of Economics e Harvard University, publicada recentemente pela Harvard Business School.

Para chegar a essa conclusão, eles analisaram dados sobre a estrutura organizacional de mais de 1.000 empresas na França, Alemanha, Itália, Polônia, Portugal, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Além dessas informações, que foram coletadas em 2006 pela London School of Economics, foram feitas entrevistas com gerentes de fábrica para medir o grau de autonomia de supervisores e trabalhadores.
Depois, com a finalidade de entender as ligações entre as tecnologias de informação e comunicação e as estruturas das companhias, os pesquisadores compararam os dados com os da multinacional de mídia Harte-Hanks, que tem descrições do uso corporativo de sistemas de hardware e software.

Essas informações mostraram que muitas decisões relativas ao chão de fábrica, como alocação de recursos e ritmo da produção, e questões não ligadas à produção, como investimentos, contratações e precificação, eram tomadas tanto por gerentes locais quanto regionais.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/gestao

terça-feira, 29 de março de 2011

OAB-PE implanta Comissão sobre Direito Maritimo



A partir deste mês de março, a OAB-PE passa a contar com uma nova: Comissão de Direito Marítimo, Portuário e do Petróleo (CMPP). A proposta da OAB/PE é discutir questões relativas a esses novos segmentos que, mais recentemente, passaram a ter uma importância muito mais significativa na economia do estado.

Além disso, o intuito também é proporcionar a atualização dos advogados preparando-os para o exercício da advocacia nesse novo mercado profissional. A atual situação econômica, social e jurídica do Nordeste em face do Complexo Industrial e Potuário de Suape, bem como da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul, o maior do Hemisfério Sul, que estão se firmando no local, aquecem a industrial naval, portuária e do petróleo, demandando profissionais cada vez mais especializados.

Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, questões relativas ao Direito Marítimo, Portuário e do Petróleo ainda têm pouco espaço para discussões nos meios jurídicos do nosso estado. "No entanto, esse novo e próspero momento econômico do estado Pernambuco, abre um novo mercado de trabalho para o advogado pernambucano. Esse momento requer do advogado conhecimentos técnicos mais específicos sobre as normas portuárias, aduaneiras e marítimas, e, muitas vezes, em Direito internacional e Comercio Exterior", explica o presidente da OAB-PE.

Ele ressalta que existem questões de extrema peculiaridade quando se trata desses ramos do Direito, pois elas envolvem conhecimento nas legislações ambiental, trabalhista, tributária e aduaneira, logística portuária, contratual, entre outros. Todas, no entanto, com suas especificidades. "Por isso mesmo, os advogados que não estiverem aptos a atuar nesses segmentos, perderão grandes chances de obter ganhos com o desenvolvimento econômico de Pernambuco".

"Precisamos oportunizar ao advogado pernambucano a qualificação para o aumento da demanda do comércio internacional e a crescente utilização de termos jurídicos marítimos, com contratos específicos e maior atuação de órgãos como: Diretoria de Portos e Costas, Capitania dos Portos, Tribunal Marítimo, Antaq, Autoridade Marítima, Autoridade Aduaneira, ANVISA, Autoridade Portuária, além do aparecimento cada vez maior de processos administrativos e judiciais envolvendo questões marítimas e do petróleo", ressalta o presidente da OAB-PE, sem deixar de lado que a também caberá à Comissão trazer, à tona, discussões sobre a contribuição dessas legislações para a economia e para o bem-estar de toda a população.

Entre alguns dos objetivos da nova Comissão estão o incentivo à realização de estudos e pesquisas relacionados à ciência e à infra-estrutura marítima, portuária e do petróleo; a viabilização de projetos que gerem conhecimentos multidisciplinares; a promoção de atividades acadêmicas voltadas ao estudo jurídico acerca dos impactos econômicos e sociais das políticas, programas e projetos relacionados ao Direito Marítimo, Portuário e de Petróleo, entre outros.

No primeiro semestre de 2011, a OAB/PE, através da sua Escola Superior de Advocacia - ESA , oferecerá aos advogados pernambucanos curso de pós-graduação em Direito Marítimo e Aduaneiro.

Extraído de: OAB - Pernambuco  -  27 de Março de 2011

Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/

segunda-feira, 28 de março de 2011

Brasil, país do futuro?

De afirmação à dúvida. Por que o futuro do país demonstra tantas incertezas?



A década iniciou trazendo ao povo brasileiro ares de prosperidade. O país superou a crise, convive com uma economia estável. A inflação tão “temida” nos anos 90 assombrava o país com índices que passaram dos 800% em um ano! Em 2010 a média anual foi de 5,91%.

Já a taxa de desemprego caiu pela metade nos últimos 9 anos onde atingimos 6,3%. O menor índice de nossa história. Enfim, tudo indica que “chegou a vez do Brasil”.

Então, quais são estas incertezas?  Como principal fator negativo, podemos destacar o atraso na infra-estrutura nacional. Não há boas perspectivas quanto a grandes investimentos nesta área para suprir a demanda pelo transporte nacional.

 O modal ferroviário, utilizado principalmente para o transporte de produtos pesados e de baixo valor agregado possui apenas 29.500 dos 52.000 km estabelecidos como necessários pela ANTF – Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários. 

 Outra possibilidade seria o melhor aproveitamento do transporte por hidrovias. Como vivemos em um país onde a costa marítima é extensa, possui-se rios com grande potencial para o transporte hidroviário, por que não usar este modal? Utilizamos apenas 10.000 dos 42.000 km das hidrovias existentes no Brasil!

Os portos não suportam as movimentações atuais, gerando atrasos e muitas vezes desistência do uso do modal pelas empresas embarcadoras que acabam procurando cada vez mais pelo transporte rodoviário.

É a soma de tais fatores que sobrecarrega este modal, responsável por mais de 60% de toda movimentação de produtos no Brasil. Em nenhum ano o número de caminhões vendidos foi superior ao de 2010.

Porém as estradas não evoluíram. Buracos, falta de sinalização e pavimentação, déficit de motoristas em torno de 15% atrasam e encarecem o transporte.  Mas como que um país campeão de arrecadação de impostos não consegue corresponder à demanda da infra-estrutura?

Este é outro importante ponto negativo. Batemos o recorde também na corrupção, nos mostrando um resultado de uma matemática simples: muito se arrecada, pouco se investe. Tudo isso é refletido principalmente nos custos de empresas do setor logístico.

No Brasil, os gastos logísticos nas empresas chegam a 14%, onde em países como os EUA esses valores giram em torno de 8%. E como sobrevivem as empresas do ramo? Trabalham com uma margem de lucro baixa para poder continuar no mercado.

É preciso investir na infra-estrutura. O Brasil tem uma geografia que favorece a maioria dos modais. O aumento de ferrovias disponíveis, por exemplo, irá retirar das rodovias uma grande fatia do transporte de produtos pesados, como minérios de ferro e combustíveis.

Necessitamos de uma reforma no sistema tributário com o objetivo de reformular os investimentos aplicados para o setor dos transportes.   Esperamos que após as escolhas do Brasil para ser o país sede das olimpíadas e da copa do mundo  retorno dos tributos sejam melhor aproveitados e investidos para que possamos ter sim uma década para entrar positivamente na história do Brasil.

Por isso, mais do que nunca precisaremos de grandes administradores capazes de suportar as adversidades e aliar suas estratégias ao bom período vivido pelo país.

Empresas disputam profissionais da cadeia de suprimento

Companhias têm dificuldade de encontrar candidatos com visão estratégica, boa formação educacional e fluência em outro idioma



No período de um ano, a analista Priscila Mazzaro Pavan, de 25 anos, mudou de emprego quatro vezes. Em todas, foram as próprias empresas que procuraram por ela, que no início de 2010 cadastrou o seu currículo em um site de empregos.

Com quatro anos de experiência no departamento de custos de uma farmacêutica, graduada em economia por uma universidade de renome, fluente em inglês e com bons conhecimentos de francês e espanhol, Priscila possui as qualificações que a maioria das empresas brasileiras procuram, mas não conseguem encontrar nos profissionais que como ela trabalham na área de supply chain - responsável pelo ciclo de processos para criação e desenvolvimento dos produtos em uma empresa (veja ilustração).

Com a retomada dos investimentos e da expansão após a crise econômica, as indústrias aumentaram a demanda por mão de obra nessa área. Só que como todas buscam uma posição privilegiada no mercado, passaram a exigir um novo perfil.

Se antes o conhecimento técnico era suficiente, hoje as companhias querem pessoas com visão estratégica. "É uma área onde podem ser desenvolvidas melhorias para os processos contábeis e financeiros", diz Priscila. "Hoje, as empresa se planejam para daqui a 30 anos e não mais no curto prazo."

Encontrar pessoas com esse perfil é tarefa difícil, tanto que no último processo seletivo, Priscila enfrentou apenas dois candidatos. "Quem é qualificado é disputado a tapa", diz. Consultoras do grupo DMRH, Jade Carvalho e Maria Luiza Toledo confirmam. "A maioria dos candidatos não enxerga a cadeia como um todo.

Eles conseguem calcular o custo do produto, mas não se o valor é competitivo", diz Jade. A DMRH foi responsável pelo processo seletivo do qual Priscila participou.

Outros problemas são a falta de fluência em uma língua estrangeira e de experiências profissionais mais longas e consistentes. Apesar de o mercado aquecido estimular a disputa por talentos, as companhias preferem candidatos com pelo menos três anos de permanência em cada emprego. Leia mais

Fonte: http://economia.estadao.com.br/